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terça-feira, 3 de agosto de 2010

2 de Agosto de 1977. Morre o Cardeal Cerejeira

Ontem referi aqui um facto da história que dizia respeito ao dia de hoje. Por isso, hoje (3 de Agosto) refiro um que diz respeito a 2 de Agosto.

Manuel Gonçalves Cerejeira (Vila Nova de Famalicão, 29 de Novembro de 1888 - Lisboa, 2 de Agosto de 1977) foi o décimo patriarca de Lisboa, de 18 de Novembro de 1929 a 10 de Maio de 1971. Participou no II Concílio do Vaticano, construiu o Seminário dos Olivais e criou a Universidade Católica.

Por vezes, pensou-se que Cerejeira e Oliveira Salazar (conheceram-se em Coimbra, no Centro Académico de Democracia Cristã) foram como com unha e carne. Até havia anedotas sobre isso. “Cerejeira mais Oliveira igual a Limoeiro”.

Na realidade, houve muitas tensões, pelas convicções de um na defesa da Igreja e do outro na do Estado. Livros recentes desmontam essa conivência pacífica. Um aqui referido, de Irene Pimentel.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Cardeal na revista

Este texto veio daqui. O autor é um tal Datucho (?).

Na secção de recensões, da revista americana ‘Commonweal’, vinha incluido o livro que o Cardeal Spellman, arcebispo de Nova York, réplica do nosso Cerejeira, havia publicado na altura (1951), com a louvável finalidade de ajudar uma instituição de caridade. O livro intitulava-se ‘The Foundling’ (’A criança enjeitada’).  Spellman era considerado também como literato no meio católico americano Curiosamente o nosso cardeal Cerejeira não só passava por erudito e grande humanista como o era inegavelmente. Ora lembra-me ter ficado com olhos em bico quando li a crítica ao livro de Spellman. O autor arrasou o romance ou a ‘novel’ de Spellman, concluindo que não só no plano de construção romanesca, como literário, o livro era uma mediocridade.  Sic! Isto era mesmo América livre. Anos mais tarde, já na década de 80, frequentava eu a biblioteca americana, na altura situada na Rua Duque de Loulé, em Lisboa. A minha leitura favorita era uma revista que dava pelo nome de ‘Library Journal’, uma revista muito conceituada.  Esta revista cobria um vasto leque de publicações editadas, publicações que vinham acompanhadas de apreciação crítica por pessoas criteriosamente seleccionadas.  Calhou. na secção de ‘Biografias’ eu ver incluido um livro que era a biografia do Cardeal Spellman. O biógrafo acusava Spellman de homessexual, acrescentando que na residência do Cardeal, a ‘entourage’  toda  o sabia, mas fazia vista grossa. E é interessante que o autor da recensão crítica elogiava o biógrafo por não ter encoberto as fraquezas do biografado sob o manto de reverência!

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...