domingo, 30 de março de 2014
segunda-feira, 10 de junho de 2013
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Tolentino Mendonça: A forma do cristianismo em mudança
sábado, 28 de janeiro de 2012
Falar ao coração
Padre António Vieira
domingo, 18 de dezembro de 2011
Repouso
No sétimo dia que fizeste, Senhor?
Qual é o teu repouso, se não for no meu coração?
Paul Claudel (1868-1955)
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Rezar com as pernas
Eu rezei durante vinte anos, mas não recebi nenhuma resposta, até que rezei com as minhas pernas.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
do desejo, texto de José Augusto Mourão
domingo, 17 de abril de 2011
Árvore
Se não plantares uma árvore no teu coração,
não aparecer nenhum pássaro para cantar.
Provérbio chinês
sábado, 12 de março de 2011
Jóia
sábado, 11 de dezembro de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Um filósofo fala das Bem-Aventuranças
Jean-Luc Nancy
“O «bem-aventurados» do Evangelho não quer tanto dar felicidade ou satisfação quanto indicar um caminho para sair da angústia. As Bem-aventuranças não designam felicidade, mas um comportamento, uma disposição geral da vida humana que foge ao mesmo tempo da angústia e da resignação”, diz o filósofo francês Jean-Luc Nancy ao jornal “La Croix” de 23 de Julho de 2010.
É uma fonte de água geladinha esta entrevista sobre as Bem-Aventuranças no meio destes dias tórridos (hoje nem tanto). E dias eclesialmente confusos. Só sobre as Bem-Aventuranças. Fala de limpidez e pureza.
O filósofo diz que não é um texto que tenha por hábito frequentar. Ele é mais Kant, Hegel, Kant, Heidegger e Lacan. Mas fala das Bem-Aventuranças como não vi mais ninguém nos tempos recentes. No início parece que já conhecemos o trajecto da interpretação. “Boas intenções adocicadas”. Mas como vem num jornal católico é de supor que a interpretação não seja tão redutora. “Algo radicalmente diverso”.
Jean-Luc Nancy: “Digamos que o entendo principalmente como uma promessa de felicidade, mas que sempre contém o risco de ser uma falsa promessa. É certamente o texto bíblico para o qual me ponho imediatamente numa perspectiva crítica e desconfiada, porque [o texto d] as Bem-aventuranças tem todas aquelas características daquela palavra que dá alívio, que lapida as arestas, que elimina os obstáculos. Concentram, a meu ver, quanto há de difícil e de que suspeitar na mensagem cristã. Vê-se nas mesmas demasiado facilmente uma “boa vontade”, cheia de boas intenções que ficam longe daquilo que, com Kant, se pode definir uma “vontade boa”. As Bem-aventuranças colocam-nos sempre diante de um dilema: ou se trata de um pacote de boas intenções adocicadas, deveras edulcoradas, que procuram seduzir os leitores e os ouvintes com uma espécie de entorpecimento de sua vigilância, como um ópio dos povos particularmente poderoso, ou então se trata de algo radicalmente diverso...”
O “algo radicalmente diverso” está nisto: “As Bem-aventuranças, todas juntas, são o amor. E o amor cristão é um paradoxo completo. É o impossível por excelência e, ao mesmo tempo, como diz Freud, é a única resposta que está na altura da violência humana”.
E nisto, sobre o “coração puro”: “A purificação do coração é a purificação de todos os pesadumes, de todos os domínios e, no limite, de todos os significados do mundo. O “coração puro” é aquele que se mantém à distância de toda a máquina do mundo, o que não significa que se mantenha “fora” do mundo. Nem é atraído pela máxima recompensa que poderia consistir neste “ver Deus”, como forma de participação no poder ou no domínio, ligada ao desejo de ser admitido junto a Deus. Não se é “feliz” por uma recompensa, o que continuaria sendo da ordem do “mundo”, mas se é “feliz” de não estar encerrados “dentro”.
Não sei se o coração de Jean-Luc Nancy é puro. Mas é relativamente novo. Pelo menos nele. No início dos anos 1990, teve problemas com o coração original e ganhou um novo. E quando recuperava, teve de lutar contra um cancro. A história deste período contou-a em “L’intrus”. Isto não é dito na entrevista, mas permite olhar com mais acuidade para o final da entrevista:
“Sem dúvida, para compreender o que é um «coração puro» é preciso voltar àquele amor que consiste em ver o outro como outro. Trata-se precisamente de ver, isto é, de estar na relação, sem nada que se possa agarrar. Não se «vê» um objecto, se «vê» uma abertura, uma evasão em direcção ao outro. O que requer o amor senão uma purificação do coração? Uma purificação das minhas expectativas, para que eu possa ver o outro como outro. É verdadeiramente através do cristianismo que o amor se torna este reconhecimento da absolutez integral da pessoa. O amor remete àquilo que nós absolutamente não podemos agarrar. Talvez seja isto «ver Deus». Não ver um ser atrás de outros seres, mas ver que todo ser é absoluto, incomensurável”.
A entrevista foi traduzida para português aqui.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Revelação
quarta-feira, 10 de junho de 2009
“Quero ter um coração bonito”
Hoje é dia da peregrinação das crianças a Fátima. O lema é: “Quero ter um coração bonito”. A notícia do DN diz que dos Açores vêm 102 crianças. Para algumas será a única vez que andam de avião e vêm ao continente. “Isto é tão importante para eles que depois muitos tornam-se membros da Mensagem de Fátima em adultos”, diz Teresa Maiato, monitora do grupo.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O melhor lugar para se avistar o Cristo Rei
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Karl Rahner Quem acompanha este blogue sabe que tem andado por aqui e aqui uma discussão sobre o diabo e outras questões diabólicas. ...