domingo, 1 de dezembro de 2013
Anselmo Borges: "As perguntas do Papa Francisco. 2"
quarta-feira, 17 de julho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Era feriado hoje?
sábado, 9 de junho de 2012
Do Corpo de Deus ao corpo na Linha
A Igreja poderia bater o pé e dizer 'não queremos', mas com que autoridade moral é que o faria? (…) Convenhamos que nós, os católicos, temos alguma culpa nisso. Se todos fossem à missa nesse dia em vez de irem para a praia, muito possivelmente não haveria Governo que tivesse condições para retirar este feriado (li aqui).
Nós não deixamos de celebrar a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus, comummente designado como Corpo de Deus. Passa é para o domingo seguinte, deixando de ser feriado. [A supressão do feriado civil não traz] nada de grave e relevante (li aqui).
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Notícia do Corpo de Deus
En Alemania 160 párrocos de la arquidiócesis de Freiburg declaran vía internet que suministran la Eucaristía a los que se han casado dos veces. (…)
Los sacerdotes –que representan alrededor de un séptimo del clero de Freiburg que dirige el arzobispo Robert Zollitsch, que también es el presidente de la Conferencia episcopal alemana– declararon en su manifiesto que están «completamente cosncientes» de violar la postura de la Iglesia católica. «Con nuestra firma –explican–, expresamos que, en nuestra actividad pastoral en relación con los divorciados que se han vuelto a casar, nos dejamos guiar por la misericordia», citando el principio salus animarum suprema lex (la salvación de las almas es la ley suprema).
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Ah, grande Romano
A Igreja não se identifica com uma parte concreta da sua hierarquia, com uma escola teológica ou com uma práxis tradicional. A Igreja é muito mais que tudo isto, e em qualquer momento cabe o recurso à sua totalidade e essência. Sei que tudo isto deve ser dito e feito com cautela, pois a autoridade torna-se atual no concreto e a obediência deve também ser exercitada concretamente. Apesar disso, existe igualmente uma relação imediata com a Igreja na plenitude da sua essência, a partir da qual é possível agir "sem temor", como diz S. Paulo, quando a inteligência e a voz da consciência assim o exigem. Posso dizer que sempre me senti Igreja, até quando, para servi-la, tive de caminhar sozinho.
Romano Guardini na sua "Autobiografia"
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Aceitação
Anselm Grun
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Quatro propostas de T. Radcliffe para ultrapassar polarizações na Igreja católica
Como forma de ultrapassar as polarizações entre católicos da Comunhão e católicos do Reino, Timothy Radcliffe, no capítulo 10 de "Ser cristão para quê", intitulado "A criação de pandas" - porque se trata de coisas delicadas e que levam o seu tempo -, propõe, em resumo:
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
É seguro? É aberto?
Os da Comunhão perguntam sempre: "É seguro/a?" (A Igreja, a doutrina, a teologia, a moral...). Os do Reino perguntam: "É aberto/a?" (O responsável, a pessoa, a comunidade, a teologia...).
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Católicos do Reino versus da Comunhão
Estas divisões internas atravessam toda a Igreja, do Vaticano às dioceses, dos bispos aos padres, dos movimentos às paróquias, dos teólogos aos comentadores neste blogue. Leiam-se os comentários aqui neste post. Este tipo de diálogo é recorrente em alguns assuntos neste blogue.
Radcliffe chama a estas tensões “católicos do Reino” e “católicos da Comunhão”. Sintetizo as características de uns e outros. Embora a maioria dos cristãos se reencontre em ambos, quase todos nós preferimos mais um ou outro tipo.
Católicos do Reino
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Católicos da
Comunhão
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Veem-se como Povo de Deus em peregrinação para o Reino
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Vêem-se como membros da instituição Igreja, a Comunhão
dos crentes
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Os principais teólogos colaboram na revista “Concilium”
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Os principais teólogos colaboram na revista “Communio”
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Não há revelação nem verdade sem liberdade
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A verdade e a beleza têm autoridade para atrair as pessoas
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Doutrina central: Incarnação
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Doutrina central: Cruz
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Veem a verdade como uma libertação
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Veem a verdade como um reagrupar das forças
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Centram-se na práxis e na experiência
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Centram-se na adoração e na liturgia
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Cristo é o que derruba fronteiras
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Cristo é o que reúne uma comunidade
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Ubi Christus, ibi ecclesia
– Onde está Cristo, aí está a Igreja
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Ubi ecclesia, ibi
Christus – Onde está a Igreja, aí está Cristo
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Dão mais destaque ao “sangue derramado pela multidão”
(“por todos”)
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Dão mais destaque ao “pão dado aos discípulos” (“por vós”)
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Pensam (erradamente) que os católicos da Comunhão são uns
saudosistas do passado
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Pensam (erradamente) que os católicos do Reino sucumbiram
à cultura do relativismo
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
Comungar só de joelhos?
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Depois de comungar, uma criança...
Depois de comungar, uma criança regressa ao seu lugar e pergunta à senhora que está na ponta do banco:
- Eu pisei o pé da senhora quando saí?
A senhora responde, sussurrando, pronta para aceitar o pedido de perdão, julgando que é efeito da comunhão acabada de fazer:
- Sim, mas não faz mal.
- Óptimo - responde o garoto. Então, é este o meu banco.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Poema de Simone Weil
A divina renúncia
Só se possui
aquilo a que se renuncia.
Aquilo a que não se renuncia
escapa-nos.
Neste sentido,
não podemos possuir seja o que for
sem passar por Deus.
Comunhão católica.
Não só
Deus se fez uma vez carne,
mas faz-se todos os dias matéria
para se dar ao homem
e ser consumido.
Reciprocamente,
pela fadiga, desgraça, morte,
o homem torna-se matéria
e é consumido por Deus.
Como recusar esta reciprocidade?
Ele esvaziou-se da sua divindade.
Nós devemos esvaziar-nos
da falsa divindade com que nascemos.
Uma vez que se compreendeu
o seu próprio nada,
o fim de todos os esforços
é tornar-se nada.
É com esta finalidade
que se aceita o sofrimento
é com esta finalidade que se trabalha
é com esta finalidade que se reza.
Simone Weil (1909 – 1943)
sexta-feira, 24 de julho de 2009
A gripe e a comunhão. Ponto final.
Não pretendo alimentar polémicas (se bem me lembro, a palavra vem do grego e quer dizer guerra), mas devem-se alguns esclarecimentos sobre a troca de palavras entre mim e José Vítor Malheiros (JVM).
1.º JVM fala do “exemplo do polícia”. Trata-se de uma referência ao polícia que anda de bicicleta e come sandes de alface e pepino versus o barrigudo que come hambúrgueres gordurosos. Uma jornalista dizia que se sentia mais segura com o segundo, mais capaz de pôr a sua pele em risco.
2.º Ele não sabe (e suponho que o mesmo acontece com a maioria dos que seguem este blogue) que sou jornalista. Pelo que, mesmo trabalhando num semanário humilde (mas 59 anos mais velho do que o “Público”), sei como funciona um jornal. Mas nunca concordaria que isso alguma vez pudesse dar-me legitimidade para opiniar sobre o trabalho de um jornalista. O que dá legitimidade é o facto de o ler. E pronto. Todos os leitores podem opinar sobre o que está escrito. Nisso creio que ambos concordamos.
Mas a condição de jornalista talvez dê mais propriedade para distinguir os géneros (o que, no entanto, não será exclusivo dos jornalistas) e afirmar que qualquer jornalista poderá escrever sobre factos, desde que os saiba interpretar, mas nem sempre estará suficientemente esclarecido para opinar sobre os factos (principalmente sobre os que não são da sua área; recuso-me a fazer uma crítica de futebol, embora perceba que ganha quem marca mais). A comparação é antiga, mas julgo que continua válida: quando se fala da Igreja, comete-se geralmente o mesmo erro que um crítico de arte (ou um historiador) cometeria se só analisasse os vitrais do lado de fora. É preciso entrar na igreja. A crítica eclesial a partir de fora sem dúvida que é legítima, e será muito significativa (poderia dizer “profética”) quando atinge as consequências sociais da fé cristã (JVM de alguma forma pode invocar que é disso mesmo que se trata), mas será sempre incompleta.
3.º Invoca o exemplo de Cristo e aí isto entra numa outra dimensão. Cristo tocou em doentes, principalmente em leprosos, que deixavam ritualmente impuro quem lhes tocasse, à face das leis antigas. Sem dúvida que havia o aspecto médico: o perigo de contágio; e o aspecto religioso: o ficar ritualmente impuro, logo impróprio para o culto.
Quando ao aspecto médico, não sei o que Cristo pensava. A minha cristologia diz-me que ele era plenamente humano, portanto, podia ficar doente. Não sei porque não ficou, não sei sequer se ficou ou não – os evangelhos são omissos –, mas tenho a certeza de que podia ficar. Não estava imune. E tinha que ter cuidados para não apanhar doenças. Deve ter tido varicela e sarampo quando era pequeno. E dor de dentes. E de barriga, se bem que a dieta mediterrânica seja das melhores. Será que teve cuidados para não apanhar doenças? Não sei. Talvez ele não tocasse em todos os doentes. Talvez ele tenha levado a pensar que em alguns doentes que parecia terem lepra podia-se tocar (tudo o que era doença de pele era tido como lepra; até as casas tinham lepra, quando apareciam manchas nas paredes e também elas tinham de submeter-se a rituais de purificação – vem no Antigo Testamento). Talvez a aproximação aos doentes tenha levado a pensar: destes podemos aproximar-nos; daqueles, não. E tenha levado à diferenciação dos tipos de doenças - a medicina!
Mas quanto ao aspecto religioso, é claro o que Cristo pensava. Ele veio para os pobres e doentes (e para os outro também, já agora). Ele veio para reintegrar os excluídos numa grande sociedade sob o olhar bondoso de Deus a que chamava Reino de Deus (ou dos Céus, segundo S. Mateus). Com o gesto de tocar em doentes (e também: comer com ladrões, cobradores de impostos, pessoas de má vida e outros das classes rasteiras; curar ao sábado; dizer que os últimos serão os primeiros; falar com mulheres e crianças…) queria mostrar que as doenças não deviam ser factor de exclusão (os leprosos – até por estratégia social – andavam de sineta ao pescoço e diziam: fujam de mim, fujam de mim que sou leproso). Ele queria dizer entre a lei e o ser humano há que optar pelo ser humano, mesmo quando a lei parece divina. Tocar, acolher, era (e é) o contrário de excluir, diabolizar.
Mas ele também disse que o cego não pode guiar outro cego (embora eu já tenha visto cegos a guiarem-se muito bem – os tempos são outros e as capacidades dos cegos evoluíram muito).
O máximo de prudência não é contrária à solidariedade. Como sabe, “prudência” é uma boa desculpa para, por vezes, não se fazer na Igreja o que deve ser feito (alguém disse uma vez que a palavra “prudência” era a que mais se ouvia nos paços episcopais). Mas, em termos de saúde, se a gripe A for a ameaça que dizem ser, prudência é o primeiro mandamento da solidariedade. Se todos ficarem doentes, que visitará os doentes? Quem lhes levará a Comunhão?
[Desculpe(m) se me alonguei.]
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Karl Rahner Quem acompanha este blogue sabe que tem andado por aqui e aqui uma discussão sobre o diabo e outras questões diabólicas. ...