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sábado, 3 de setembro de 2011

Olhos nos olhos!...




Hesitei! Ia subir aqueles degraus que me levariam até ao cimo não sei bem de quê, embora seja certo que me permitiriam olhar-te de cima.

Hesitei e já não subi os degraus. Prefiro ficar aqui e olhar-te do mesmo nível em que as tuas águas, hoje calmas, deslizam até à foz. E, assim, posso conversar contigo do modo que gosto: olhos nos olhos.

Não te importas, pois não?


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Farol da vida?




Sei que estás aí todos os dias, sejam aqueles de sol brilhante e intenso ou sejam os de nuvens carregadas de mau tempo, a sinalizar com o teu ronco a proximidade da costa aos navios que navegam ao largo.

Sei também que estás aí todas as noites, mesmo as de lua cheia, a rodar a tua luz pelas ondas desse mar que se estende até ao horizonte.

Mas não sei se és o farol da vida de alguém.



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Gaivotas





O que sois? O que fazeis?

Sois espectadoras atentas do voo da vossa companheira?

Ou sois zelosas guardiãs da foz do rio?

Ou então, mais prosaicamente, estais na expectativa de apanhar uns peixes na correnteza do rio?


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Folias


Não me deste o teu contacto por telemóvel. Apenas disseste que moravas naquela rua, no 145. Hoje fui até lá. Bati à porta, chamei por ti e… nada!

Tinhas-me prometido folias se fosse encontrar-me contigo. Mas há uma coisa que não referiste [de propósito, claro!]. É que aquele número de porta corresponde à entrada para um clube nocturno.

E, sabes, dessas folias… não gosto!




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Há favelas na Ribeira?




Não é apenas o Rio de Janeiro que tem favelas. Pelo que é dado ler nos graffiti dos muros daquela zona da Ribeira, também há favelas por lá [ou, pelo menos, há uma].

A ser verdade, creio que têm características diferentes das congéneres cariocas. Pelo menos, neste pormenor: não se situam num morro [embora, por ali, na margem ribeirinha, haja quem exclame a cada dia que passa: um dia... morro!].

E um dia destes, durante as minhas idas para aqueles lados para fotografar a torto e a direito, vou internar-me pelas ruelas da Ribeira e… depois, digo-vos se o autor dos graffiti tem razão ou não [desde já, acho que tem, mas é necessário trazer até aqui algumas provas, tá?].



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ainda sem título…




O caminho, lá ao fundo, vai estreitando cada vez mais à medida que os passos me afastam do farol. Trata-se de ilusão de óptica, mas, mesmo assim, o efeito visual fica na retina. E na minha memória. E, claro, no disco de memória da máquina.

Mas a imagem vai permanecer ali até quando?





Já não está no disco de memória da máquina, desde o momento que fiz a descarga para o disco duro do computador. Da retina também já se evaporou, a partir do segundo em que os olhos se voltaram para outro lado. Resta a minha memória. E aí sim, ainda permanece! E foi a memória que me fez procurar a foto daquele momento.







Nota:
Após observar a foto e sem pensar ainda qual seria o título, este texto foi guardado inicialmente como “Ainda sem título…”. E agora, depois de pensar um pouco, decidi que assim vai ficar… :)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Gosto!


Porto, a minha cidade! À esquerda, a cidade que gosto de todos os modos e feitios, mesmo em dias de chuva [de que não gosto].

Gaia, a cidade vizinha! À direita, a cidade que gosto sobremaneira pelo seu litoral e, em particular, pelas suas praias.

Aqui, neste enquadramento, as duas cidades desenham uma linha horizontal que separa as nuvens do céu das águas do rio. Apesar do ar sombrio do tempo, fico fascinado com o que vejo daqui.

E… gosto!


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Puta de vida!


Fins de Janeiro, o dia tinha sido de frio intenso, sem chuva. Ao princípio da noite, eu descia a pé a Rua de Camões, em direcção à Avenida dos Aliados. Num recanto de um prédio, em frente da estação da Trindade, reparei que um homem, a rondar os 50 anos, vestido às três pancadas com roupas sujas pelo uso consecutivo, preparava-se para ali passar a noite gélida, deitado em cima de cartões e enroscado em cobertores. Ao passar junto dele, disse-me:
- Ó amigo, arranja-me aí um cigarrito?
- Não tenho cigarros, não fumo.
- Foda-se! Puta de vida!
- Pois!...

E segui o meu trajecto. Mas fui a pensar. O que teria levado aquele homem a viver na rua? Que situações extremas o atiraram para aquela "puta de vida"?

Não sei a resposta, não lhe perguntei. E se tivesse perguntado, ele ter-me-ia respondido?



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Chamo a polícia?


Há dias fui almoçar a um restaurante aqui no Porto, perto de casa. Na mesa ao lado estava um casal mais ou menos da minha idade. A dada altura, juntou-se ao casal alguém mais jovem que reconheci de imediato. Era um dos elementos da banda Trabalhadores do Comércio [no momento não me recordei do nome dele, mas agora sei que se tratava do Sérgio Castro].

Isto não daria lugar a este post se não fosse o meu modo brincalhão de estar com a vida e com as pessoas. É que, depois do empregado me entregar a conta, lembrei-me de uma das canções daquela banda. E, então, virei-me para o músico e saiu-me mais ou menos isto:

- Desculpe estar a interrompê-los, mas é que tenho aqui a conta do almoço e não me apetece pagá-la. Que me aconselha?... Chamo a polícia?

E pela simpatia do Sérgio Castro em aceitar, com uma risada, aquela brincadeira, aqui fica o vídeo e a letra da canção a que me quis referir.





Ero dez p'rá uma no restaurante
Almoçaba alarbemente
A meio do café um garçom pedante
Chigou-se e pos-ma conta frente
Atom bubi o brande todo dum trago,
Berrei pró home num pago, num pago;
O gaijo braunco chamou o girente,
Saltei pa trás, saquei, saiu o pente...
Pra num andare cadeiras pru are,
Atom pus-ma gritare:

Chamem a policia, chamem a policia,
Chamem a policia queu num pago.

Fui ber Lisboa à noite
Parei no Russio
Numa noite sem frio.
Mandei bir uma cola
E um gradanapo
E o cara de sapo
Pediume logo o taco o malcriadom
Num me cuntibe passeilhe um sermom
Disse qu'era uso da cunfeitaria
Qu'era mais siguro no tempo que curria.

Chamem a policia, chamem a policia
Chamem a policia, chamem a policia

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mais graffiti!...



Já apresentei neste blogue alguns graffiti, foi neste post.

Confesso que sinto satisfação por ver graffiti, desde que sejam bem elaborados [segundo o meu gosto, claro!] e que, como condição principal, não estraguem ou não vandalizem os sítios onde são feitos e, se possível, lhes acrescentem até algum motivo de interesse.

Há cerca de ano e meio, encontrei uns graffiti na Rua Dr. Adriano Paiva - Porto [perto da Rua do Covelo]. Foram pintados num muro de pedra, que separa um terreno quase baldio do passeio da rua. Creio que o muro ganhou cor e ficou mais atractivo à visão de quem passa.

Aqui ficam as fotos dos graffiti, que expressam dois temas diferentes. E para o autor [ou autores] dos trabalhos, aqui registo os meus parabéns!






domingo, 30 de maio de 2010

Que "zip"?



Podes abrir este "zip"?... Que "zip"?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Estás aí em cima, inacessível!



Gosto da tua imagem, dos teus desenhos. E até gostaria de os ver de perto. Mas estás aí em cima, inacessível!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cena de comediantes?


Na cidade do Porto existem muitos prédios devolutos. Este é apenas um deles. Mas com tanta falta de habitação digna e a preço justo, isto até parece uma cena de comediantes!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Provocação?!...


Isso é mesmo provocação?

quarta-feira, 31 de março de 2010

Barcos rabelos em doca seca




Lemes levantados, barcos rabelos em doca seca para reparação. E daqui a uns meses voltarão à água, como "quase" novos. Para passeios pelo rio com os turistas.

terça-feira, 30 de março de 2010

Porto e Gaia: a mesma ponte! [2]




Ponte da Árrabida. Trata-se da terceira ponte entre Porto e Gaia, mas, para a ligação entre as duas cidades, foi a primeira a ser construída em betão armado.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Porto e Gaia: a mesma ponte!




Ao fundo, do lado direito, o Mosteiro da Serra do Pilar, em Gaia. Do lado esquerdo, a Ribeira e a Sé, no Porto. E ao centro, a ponte de D. Luís I, a unir as duas cidades.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Jacob Maersk: maré negra



Foi no início de 1975, já passaram mais de 35 anos. Carregado com 80.000 toneladas de petróleo, o super-petroleiro Jacob Maersk encalhou junto do porto de Leixões, provocando uma maré negra durante várias semanas [ver mais informação no blogue
porto antigo e foto em olhares].

Hoje em dia pode ver-se uma peça de escultura, evocativa daquele petroleiro, na zona da marina de Leça da Palmeira [registo na foto acima].

quarta-feira, 24 de março de 2010

Da largura de uma janela!


Praça Almeida Garrett, no Porto. Em frente, a Igreja dos Congregados. Do lado direito, de raspão, um pouco da fachada da estação de São Bento. E do lado esquerdo, um dos edifícios mais estreitos da cidade, com pouco mais que a largura de uma janela [assinalado com uma seta].

Para quem for obeso não deve dar muito jeito entrar por ali. Digo eu!...

terça-feira, 23 de março de 2010

Ainda na Sé!




Ó Vímara Peres, esses turistas são mesmo chatos, não saem do teu pé, c'um carago!