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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Amigas


Depois das minhas irmãs, quem mais me completa são as amigas.
Como é bom tê-las!
Temos amigas de todos os jeitos.
Umas que podemos nos confidenciar, outras boas para se conversar sobre assuntos de decoração, outras de culinária, outras de organização, outras de filhos e por aí vai. 
Cada uma com sua personalidade e com o seu jeito em nossa vida!
Algumas são de longas datas, como as do colégio, outras da época de faculdade, da ginástica, outras que surgiram em nossas vidas pelas circunstâncias, pelos caminhos que se cruzaram, em um tempo mais recente, mas que conquistaram o nosso coração e que nos fazem parecer que temos anos de amizade, de tantas afinidades.
O que levamos da vida são momentos felizes, momentos especiais e que nos deixam recordações para sempre.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Tempo com as amigas

No final de uma palestra sobre saúde na Universidade de Stanford, o palestrante apontou, entre outras coisas, que os estudos mostram que uma das melhores coisas que um homem pode fazer por sua saúde é se casar: o casamento aumenta a longevidade e o bem-estar pessoal do homem.
Questionado sobre a mulher, o palestrante apontou um dado interessante: ao invés do casamento, a mulher precisa cultivar seus relacionamentos com as amigas!!
Essa declaração provocou risos na plateia, mas o professor fundamentou o fato muito à sério.
Os estudos realizados mostram que as mulheres se conectam de maneira diferente dos homens e fornecem outros sistemas de apoio que as ajudam a lidar com experiências estressantes e difíceis em suas vidas.
Tempo com amigas é muito significativo no nível fisiológico: ajuda a produzir mais serotonina que auxilia no combate à depressão e cria um sentimento geral de bem-estar.
As mulheres tendem a compartilhar seus sentimentos enquanto os homens geralmente se conectam em torno de tarefas. Falam de trabalho, esportes, carros, mulheres, etc. mas dos seus sentimentos, raramente.
As mulheres fazem isso o tempo todo. Compartilham sentimentos e emoções.
O conferencista disse ainda que o tempo gasto com amigas é tão importante para a saúde das mulheres como correr ou fazer ginástica.
Portanto, cada vez que nós, as mulheres, sentamos para conversar com uma amiga estamos fazendo algo muito benéfico para a nossa saúde.
Então.... Tim-Tim ao café, chá, suco, etc. com as amigas!!!

segunda-feira, 25 de março de 2013

A importância das amigas


Uma das principais motivações para justificar a decisão de ter filhos é o desejo de receber cuidado, amor e companhia na velhice.

Muitos perguntam para as mulheres que optam por não ter filhos: "Mas como vocês irão enfrentar uma velhice solitária?".

No entanto, pesquisas revelam que a violência contra os velhos tem origem, em grande parte, dentro da própria família, em especial exercida por aqueles membros que deveriam proteger e cuidar deles.

Maus-tratos físicos e psicológicos, insultos, ameaças, espancamento, abandono, abusos financeiros, restrição da liberdade, negligência, recusa e omissão de cuidados por parte de filhos, de netos e de outros familiares são um quadro bem comum de violência contra os velhos.

Ao pesquisar mulheres de mais de 60 anos, percebi que a demanda por cuidado, carinho, respeito e escuta é satisfeita, basicamente, pelas amigas.

Uma professora de 66 anos disse: "Tenho três filhos, duas moças e um rapaz. Quando ligo para eles, só recebo patadas, estão sempre ocupados, trabalhando. Eles sempre me fazem sentir que estou incomodando, como se eu fosse um traste velho que só atrapalhasse a vida deles. Eles só ligam quando estão com algum problema. Em geral, quando precisam de dinheiro ou de uma 'avó-babá' para cuidar das crianças".

Essa entrevistada conta que quem cuida dela são quatro amigas da época da faculdade. "Falamos quase todos os dias, saímos, viajamos, vamos jantar. Quando fiz uma cirurgia, elas se revezaram para cuidar de mim. Estamos sempre ligadas na saúde de cada uma, nas dietas, nos problemas com os filhos. Se não fosse por elas, eu estaria completamente só."

Outras se consideram "sortudas", pois, apesar de terem velhas amigas, conquistaram novas amigas em uma idade mais avançada.

Uma jornalista de 62 anos contou: "Nos últimos dez anos, fiz três grandes amigas. Faço questão de convidá-las para jantar, de telefonar sempre, de me colocar disponível para o que precisarem. Descobri que a minha maior riqueza são minhas amigas, as novas e as velhas".

Minhas pesquisadas dizem que as amigas são a sua "verdadeira família": a "família escolhida", um compromisso afetivo construído cotidianamente, sem obrigações e sem cobranças.

Essas mulheres revelam que, especialmente na velhice, os laços de amizade podem ser muito mais verdadeiros e sólidos do que os laços de sangue.

MIRIAN GOLDENBERG é antropóloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de "Corpo, Envelhecimento e Felicidade (Editora Civilização Brasileira)