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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Desafio a todas as minhas "amigas", conhecidas, e desconhecidas



Para a minha escrita poética, eu "inspiro-me" (passe o lugar comum) muito na imagem.
A imagem que de longe mais me inspira é a do rosto feminino.
Quando eu publico na net um poema, ou primeiro esboço dele, "ligado" a uma dessas imagens, não estou a dedicar, seja com que intenção for, o meu texto a essa pessoa nem sequer há ali outra questão que não seja: a imagem. Algumas imagens são atractores poderosos da minha atenção, e podem conduzir a uma escrita que me permito considerar poética. Digamos que são materiais para o meu trabalho.
Se quiserem enviar-me a imagem, ou imagens, do vosso rosto, que considerem mais expressiva da vossa pessoa sob a forma de rosto, ou busto (passe de novo o imenso simplismo), isto é, aquela que escolheriam preferencialmente para ilustrar o vosso "perfil", agradeço muito que ma enviem (encontram facilmente o meu mail no blogue, no meu perfil).
Há imagens de rostos, mesmo belíssimos, que não me dizem nada.
Um retrato fotográfico é como sabemos uma arte muito difícil.
Há pessoas que parece serem uma boa matéria-prima para isso (o que se designa fotogénicas) e saem miséria - não têm poder nenhum, pelo menos para mim. O caso extremo são as fotos de moda. Muitas vezes são rostos fechados. Também não estou a pressupor que o rosto, ou o olhar, como tantas vezes se diz, é o espelho da alma. Não acredito em almas, há só efeitos de pessoas que têm jeito para interagir com a retina de uma câmara fotográfica, ou que tiveram a sorte de serem apanhadas num momento em que estava lá qualquer coisa. Qualquer coisa que excede sempre na arte, o "punctum" da fotografia. Qualquer coisa que é da ordem da sedução sublime. A mais vulgar e impreparada fotografia pode produzir isto. Muito agradeço se perceberem o que estou a pedir e se me enviarem isso. É gasolina para a minha "casa das máquinas", é voltagem, passagem de corrente.
Obrigado.



Foto: Kim Rice
Fonte:
http://www.facebook.com/editnote.php?draft&note_id=220348507323&id=1731452550#/photo.php?pid=130934&op=15&o=global&view=global&subj=705146484&id=705146484

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

SOS FILHOZES



Tenho recebido muitos mails e outras mensagens a desejar Boas Festas e Feliz Ano Novo. Dantes era pelo correio, agora é pela net. Agradeço e retribuo, mas é uma avalancha tão grande que não consigo responder a tudo, nem teclando todo o dia como Mozart nunca pensou fazer. Além de que o teclado de um computador nada tem a ver com um dum piano, nem eu com Mozart, mal de mim. É o que têm estas quadras. Todos os anos recebemos todos imensas manifestações de fraternidade particular e universal, etc. Algumas vêm cifradas e são tipo postais a que, para se responder, tem de se ir buscar também um postal, mas primeiro inventar mais uma password, etc. Apetece-me sempre enviar o postal referente a uma coisa diferente, sou um pequeno rebelde.
Enfim, após teclar um dia inteiro manifestações afectivas extremas que nem tonto, aguardo o momento em que use finalmente as mãos para fazer algo de mais interessante, não sei o quê... nem sequer sei fazer as filhoses que o meu pai fazia tradicionalmente, nesta quadra. 
De maneira que se alguém tiver uma filhoz, um bolo maravilhoso feito de abóbora e com canela, que possa enviar pela net, agradeço.
Pelo menos a imagem de uma filhoz, bem rechonchuda, mesmo a pedir uma trincadela. É uma bondade.