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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Saramago: o efeito perverso da descontextualização

Saramago é o nosso Nobel da literatura.
Estamos num país dito livre de opinião.
A opinião de um escritor que é Nobel tem um peso e responsabilidade próprias.
O que disse Saramago não tem em si nada de novo - mas é, como ele bem sabe, simplista.
O que disse Saramago foi dito de forma descontextualizada e portanto muito redutora.
A Bíblia é o nosso livro fundador, o livro fundador de várias culturas.
Saramago pode dizer o que entender, e não acredito que desta vez o tenha feito para fins de publicidade do livro Caim, pois de tal não precisa.
O que talvez mostre alguma falta de serenidade, para não dizer de bom senso (será a idade que já o vai afectando?) é proferir afirmações desgarradas, afirmações que ele sabe muito bem que são tomadas logo pelos media, afirmações que têm um efeito boomerang, porque se voltam contra a grandeza dele, Saramago, e do Nobel que nos representa a todos.
Fala um agnóstico, um admirador de Saramago, e uma pessoa que ainda não leu o seu último livro Caim.
Fala uma pessoa que estudou um pouco da Bíblia, e que quando se licenciou em História, há muitos anos, por sinal a melhor nota que tirou em todo o curso foi numa cadeira chamada "História do Cristianismo".
E por fim: qualquer agressividade em relação ao escritor por causa do que ele disse é pura baixeza.
Mas é pena que ele se exponha assim: não havia necessidade.

domingo, 13 de setembro de 2009

Depois dos debates televisivos que têm decorrido e sobretudo do desta noite na SIC e SIC-notícias

Está bem de ver quem é a pessoa, de longe, de muito longe, que tem capacidade para continuar a ser (com todos os erros e defeitos que se podem sempre apontar a qualquer actuação política, e evidentemente à dele em particular) o primeiro ministro deste país, e que expõe com clareza para onde quer ir (estejamos ou não de acordo com ele). O actual maior partido da oposição não tem um programa explícito claro, e não dispõe de liderança carismática. Não tem fôlego. Isso é mesmo algo de muito lamentável, porque é tão importante a oposição como a governação para o destino do país.
Fiquei também satisfeito ao ouvir o anúncio de que haverá novos ministros, porque, em certas pastas, o desgaste é evidente.
Mas a população dirá no dia 27. E a população, muito sensível a estes debates que hoje constituem o espaço público, não é estúpida. É pragmática e é desse pragmatismo que se vive no sistema político em que nos inserimos, objectivamente, quer gostemos quer não.
Na situação a que se chegou, segundo as sondagens, está claro que a abstenção, o voto em branco ou mesmo o voto em pequenos partidos é um gesto que contribui para enfraquecer o único partido com liderança capaz de nos governar, votos esses que na minha opinião e do meu ponto de vista são um erro crasso.
Temos de pôr (digo para mim) o interesse do país acima das nossas opções teóricas ou de emoções utópicas. Mas cada eleitor(a) é livre, claro,e senhor(a) dos seus actos.
É evidente que o tipo de sociedade com que sonhei não é esta. Bem ao contrário. Mas aqui tem de se ter a lucidez de se estar bem acordado, e o pragmatismo daí resultante.
Assumo naturalmente esta posição como muito subjectiva, ela é (apenas) a minha opinião.
Estas eleições são muito importantes.É preciso votar com a cabeça fria. E fazer justiça a quem, de facto, tem conseguido apesar de tudo alguns avanços num contexto dificílimo, e que concretamente foi preparado para este debate, além de ter capacidade comunicativa e televisiva, o que é hoje em dia absolutamente crucial.
Digo isto com a serenidade de quem está "out" da vida política, mas não da sua responsabilidade como cidadão - isso, não, como é óbvio.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Bolonha: uma opinião


A título de curiosidade, reproduzo, com a devida vénia como se costuma dizer, uma opinião do meu colega da Universidade de Saragoça, e arqueólogo, sobre o que pensa da implantação do sistema de Bolonha em Espanha. A opinião foi publicada no jornal local "Heraldo de Aragón" no passado dia 28 de Janeiro, e divulgada entre nós pela lista archport. Naturalmente que tenho as minhas opiniões pessoais sobre o "sistema de Bolonha". No entanto, expressá-las-ei, se me apetecer, quando desejar. A reprodução, aqui, desta notícia, não representa, naturalmente, qualquer tomada de posição da minha parte explícita quanto ao seu conteúdo.
Para conseguir ler a notícia deverá clicar sobre a imagem dela.