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12 agosto 2009

JUM NAKAO


Quem estava ligado no SPFW outono/inverno de 2004 sabe quem é esse estilista e artista plástico tão maravilhoso. Nasceu em São Paulo e iniciou sua formação em 1984 na Coordenação Industrial Têxil (CIT). Em 98 cursou licenciatura em artes plásticas na faculdade Armando Álvares Penteado e História de Moda no SENAC.
Foi responsável pelo figurino na minisérie da Globo, 'Hoje é dia de Maria'.
E foi o criador da coleção toda feita de papel, inspirada em roupas do século XVIIII, que ao final do desfile, foi toda rasgada pelas modelos que as vestiam.
Pois é... esse desfile foi o bafafá da época e até hoje rende frutos à Nakao. Um livro e um DVD com o mesmo título da coleção foi lançado ' A Costura do Invisível', além de muitos outros trabalhos do qual o estilista foi incubido dada a sua capacidade criativa fantástica.
Sua palestra foi uma verdadeira viagem pelo imaginário. Sentado numa mesa toda equipada de computadores e aparelhos de som, ele dominou o ambiente com uma trilha sonora impactante. Toda a aprensentação foi bastante conceitual.
O tema: a criação da coleção A Costura do Invisível. Passo a passo, como a idéia surgiu, quem trabalhou na equipe, a busca por patrocinadores (Jum nos conta que o papel utilizado veio de Londres e o apoio maior da Red Bull), as brincadeiras internas (como quando a equipe considerava algo muito bom e demoninavam "Madrugada dos Mortos"), dentre outras curiosidades.
Revela que a sua inspiração para unir roupas do séc XVIIII com bonecos playmobil veio da vontade de misturar "passado e presente juntos, como num sonho". E diz, ao nos contar como conseguiu um grande apoio da faculdade onde estudou e do SENAC, que "A educação é a nossa salvação".
Mostra um vídeo filmado por sua equipe do dia do desfile. Toda a emoção dos que ali trabalhavam, a dificuldade de manter em segredo que a coleção era de papel e o momento em que contam às modelos que elas teríam que rasgar tudo ferozmente ao términio do show.
Curioso ver Paulo Borges, o criador do SPFW chocado com os modelos e nitidamente emocionado com o desfecho teatral.
Jum diz: "Quando vi a reação das pessoas, percebi que minha idéia tinha dado certo. Descobri que tinha vestido mais pessoas do que nunca". E emociona a platéia quando afirma: "O que importa no trabalho não é a forma, mas a capacidade de tocar outra pessoa"
"A Costura do Invisível" foi considerado o melhor desfile da década e em Paris, um dos mais importantes do século!
O estilista termina a palestra agradecendo à todos que o ajudaram numa tarefa tão difícil e se despede dizendo: "Há um possível invisível no real, temos que nos jogar num mar de incertezas"
Para conferir melhor o trabalho desse gênio, acesse: http://www.jumnakao.com.br/

11 agosto 2009

Erika Ikezili na Maquintex


A estilista brasileira de 33 anos, Erika Ikezili veio à Fortaleza participar da Maquintex, um evento focado na indútria têxil, mas que também tráz para os visitantes e expositores a oportunidade de assistir palestras com grandes nomes da moda nacional. Ela é um desses nomes. O tema abordado foi 'Processo de Criação', no qual a estilista procurou focar no seu próprio, no da sua marca.

Formada em moda pela faculdade Santa Marcelina em 99, trabalhou com Alexandre Herchcovitch, participou da Mundo Mix, da Casa de Criadores, Amni Hot Spot 7 vezes e desde 2005 está no SPFW (São Paulo Fashion Week).

Em seus trabalhos pode-se observar nitidamente a influência étnica japonesa, sempre presente, independente do tema principal extraído da inspiração.
Com o jeito despojado e simpático, ela falou sobre quase todas as suas coleções, mostrando imagens dos processos de criação, tecidos, testes, manequins e até mesmo imagens inspiradoras como as dos 7 chácaras, dos bonecos transformers, imágens bíblicas dentre outras.
Pois é... o rol de inspirações da Erika é bem interessante. Ela se baseia não só em coisas alheias ao seu cotidiano como também em relações familiares, como na coleção 'Porque tem Vértices' quando sua filha mais velha observou os círculos espalhados pelo ateliê, material usado numa coleção anterior.

Confessou ter medo de abrir uma segunda loja em um shopping de São Paulo, pois os investimentos eram muito altos. E foi aí que teve a idéia de uma coleção chamada Medo, inspirada em imagens japonesas.
Também teve coleções inspiradas no Mágico de OZ, no livro O Dragão das Vendas e no Centenário da Imigração Japonesa.

Diz que modelagem é o foco da marca (algumas peças já foram trabalhadas como origamis, CHOCA!) e que ela mesma já modelou em época em que dispensou várias modelistas.

Não costuma olhar tendências, baseando-se no seu público alvo e brinca dizendo ter sido sorte ter acertado todos esses anos.

Atualmente ela vende para o Japão, Grécia e está no mercado nacional.