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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Biojóias com Sementes do Cerrado

Tínhamos programado, para os dias 22 e 23 de junho, ir com minha irmã caçula que passava o fim de semana em nossa casa, ao Centro Comercial Gilberto Salomão, onde acontecia a Feira da Lua, ver as últimas novidades da Yasaí Biojóias. Até confirmei o convite feito por sua idealizadora Adriane Adratt. Mas, com alguns contratempos, o tempo ficou curto para passeios e papos em dia.

Yasaí Biojóias é um "projeto de responsabilidade sócio-ambiental" tendo em vista a "preservação do meio-ambiente, divulgação do cerrado e geração de trabalho e renda", como podemos ler no site Yasaí Biojóias.

Ano passado fizemos algumas fotos de brincos feitos com sementes de árvores diversas de nosso cerrado. Há também colares e outras biojóias feitas, entre outros materiais, com cascas e folhas, material reciclado, sobras de linhas e de tecidos. Acho todas lindas! Encontramos desde "peças com fatias de coco babaçu, mandalas de coco bahia, mandalas de buriti, palha, papel, folhas esqueletizadas" até colares "elaborados com canudos de reaproveitamento de papel e reaproveitamento de sobras de linhas e fios". Vamos às fotos?







"Da terra vem o fruto que nos alimenta, nos embeleza e nos torna mais próximos de nosso verdadeiro ser." (Yasaí Biojóias) 

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Reciclagem de Pets com Crochê

Saboneteira pendurada com correntinhas de crochê

Em diferentes cores

Combinando com as laterais

As alças

E as flores

Saboneteira e porta-papel higiênico feitos com embalagens de amaciante e crochê. Vi na Rodoviária de Brasília. Uma senhora, que não quis ser fotografada, estava vendendo. São flores combinando com as laterais e as alças, tudo feito em crochê.

Fica aí a dica para ser associada a outras idéias. E assim, limpa-se um pouco mais nosso já tão degradado meio ambiente, não é verdade?  

Um ótimo dia com menos lixo e mais aproveitamento daquilo que costumamos descartar.

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tirando "o lixo da rua"

Pneu inservível - apresenta danos irreparáveis em sua estrutura que não serve mais para rodar ou reformar.
Este artigo é para conhecermos melhor a forma que nosso país usa para gerenciar este resíduo sólido, que contém borracha e aço, que leva centenas de anos para se decompor no solo e um complemento da pesquisa publicada em 06 de setembro, neste blog,  O que fazer com os pneus usados?

Em 30 de setembro de 2009, o CONAMA criou a resolução nº. 416, para controlar e gerenciar com maior rigor os milhões de pneus inservíveis, e põe milhões nisso, que há no mercado. Em 02 de agosto de 2010 foi sancionada pelo Presidente Lula, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e pelas novas regras na Política Ambiental, os importadores, fabricantes e revendedores, tem responsabilidade compartilhada de dar descarte final adequadamente correto para eles.
As empresas que comercializam pneus devem ter um ponto de armazenamento adequado e solicitar do eco-ponto (local de armazenamento provisório) a retirada dos pneus inservíveis. Deverá emitir uma NF dos pneus inservíveis, com custo, R$ 0.01, e entregar para o coletor, que deixará um relatório com a quantidade e peso que foi retirado. Após este processo, a Reciclanip (uma entidade sem fins lucrativos criada pelos fabricantes de pneus novos) que possui 469 pontos de coletas distribuídos em todo o território brasileiro, enviará um relatório à empresa que os enviou, comprovando o destino final dos mesmos, junto com a licença ambiental.
Atualmente, há vários eco-pontos licenciados, que estão preparados com um espaço adequado para armazená-los. Assim que eles chegam à central de armazenamento, é feito uma seleção do que pode ser reaproveitado, e após esta avaliação o resto é triturado e enviado para cimenteiras, onde é incinerado. Em minhas pesquisas, visitei uma fábrica de cimento e constatei que estas raspas de borrachas são misturadas a outros resíduos sólidos contaminados, e suas cinzas transformam se em componentes de fabricação do cimento. A utilização de pneus inservíveis como combustível em processos industriais só poderá ser efetuada caso exista norma especifica para sua utilização.
As revendas que comercializam pneus novos têm a obrigação de orientar o consumidor final de como usá-lo corretamente para melhor aproveitamento do produto. Existem várias informações importantes, tais como: Todo pneu tem uma identidade (matrícula e dote) onde identificamos o local e data de sua fabricação; Após cinco anos de sua fabricação apresentam sinais de envelhecimento e deteriorações; Os proprietários dos veículos devem verificar a pressão adequada e fazer revisão da suspensão, para evitar maiores desgastes com falta de alinhamento e balanceamento e assim, ter maior durabilidade do produto.
No caso de pneus de Carga, Agrícolas e Fora de Estrada, existem algumas técnicas para maior reaproveitamento da carcaça, sendo elas: ressulcagem, recapagem e recauchutagem. Os revendedores devem incentivar a reutilização, reforma e reciclagem dos mesmos. Nos critérios de controle da resolução 416 do CONAMA, reforma de pneu não é considerada fabricação ou destinação adequada. Serão penalizadas com multas as empresas que não seguirem estas normas, pois os impactos ambientais que estão sendo gerados no planeta devido ao descarte inadequado deles são imensos.
Hoje o Brasil possui cinco grandes fabricas: Michelin, Bridgestone Firestone, Goodyear, Pirelli e Continetal. Quando seus produtos não estão mais em condição de uso e dispostos inadequadamente, podem resultar em sério risco ao meio ambiente e à saúde pública. É necessário criar programas educativos a serem desenvolvidos junto aos consumidores informando os pontos para armazenar provisoriamente os pneus inservíveis e da importância de não os jogar nos aterros sanitários, rios ou a céu aberto. É preciso criar campanhas de incentivo ao reaproveitamento desses pneus espalhados pelo nosso planeta, conscientizando os consumidores e revendedores sobre os centros de coleta. Já realizam algumas ações com programas de conscientização através da Reciclanip, mas pouco divulgado.
Segundo a resolução do CONMA, “os fabricantes e os importadores de pneus novos, com peso unitário superior a 2,0 kg (dois quilos), ficam obrigados a coletar e dar destinação adequada aos pneus inservíveis existentes em todo o território nacional. Os distribuidores, os revendedores, os destinadores, os consumidores finais de pneus e o Poder Público deverão, em articulação com os fabricantes e importadores, implementar os procedimentos para a coleta dos pneus inservíveis existentes no País.” A contratação de empresa para coleta de pneus pelo fabricante ou importador não os eximirá da responsabilidade pelo cumprimento das obrigações.
O art. 70 do Decreto no 6.514, de 22 de julho 2008, impõe pena de multa por unidade de pneu usado ou reformado importado, mas, se formos fazer um levantamento dos pneus inservíveis que existem jogados dentro dos rios e lixões a céu aberto, ficaremos indignados com tamanho descaso no descumprimento de nossas leis. Esperamos que os distribuidores que importaram esses “lixos” criem campanhas para conscientizar e disciplinar os consumidores a dar um destino de forma ambientalmente adequada e segura a eles.
Algumas pesquisas mostram que já se fabrica o “asfalto ecológico” misturando à massa asfáltica um composto feito de borracha de pneus, mas muito ainda precisa ser estudado, pois as rodovias que estão sendo “experimentadas” com este composto apresentam rachaduras e levantamento de partes da pista, devido conter algumas moléculas de ar, que ainda não conseguiram eliminar no processo.
O aço que é separado da borracha usa-se em siderúrgicas em processo de fabricação de novos produtos.  As raspas restantes são reaproveitadas em diversas atividades com destinação ambientalmente adequada, fiscalizados pelos órgãos ambientais competentes, observando a legislação vigente e normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, e a minimizar os impactos ambientais adversos.
Em nosso país, há muitos pontos de laminação, onde são separados os pneus que servem para fabricar móveis, tapetes, borracha de rodos, solas de sapatos, sandálias, vasos ornamentais, casas ecológicas e muralhas para evitar erosões em áreas de risco. O restante é triturado para reaproveitar em diversas atividades com destinação ambientalmente adequada, fiscalizada pelos órgãos ambientais competentes, evitando danos ou riscos à saúde pública e reduzindo os impactos ambientais causados por eles.
Só depende de nossas atitudes agora, fiscalizar para que esta nova lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga cada emissor de seu lixo dar um destino final ambientalmente correto a ele, seja cumprida, pois assim, a preservação da natureza e a qualidade de vida de nossa população será garantida.


Estas imagens  merecem destaque, pois este jovem, Raildes Marques da Cruz Junior, de apenas 18 anos, é um fabricante de móveis de pneus de moto,"inservível".  O encontrei  vendendo estes móveis na cidade de Teresópolis-Go. A matéria-prima usada para fabricar um conjunto de quatro cadeiras e uma mesa de centro, são  vinte e quatro pneus. O preço do conjunto é R$400,00. A mesa fica linda como suporte para um belo vaso de plantas. Para dar um toque final bem criativo nas cadeiras, pode-se fazer almofadas redondas e prendê-las com laços por  atrás.

Clique na foto para ampliá-la e ver melhor os detalhes destes móveis feitos com pneus usados.

Aplausos para todos os profissionais que cooperam com a preservação do planeta trabalhando na fabricação de novos produtos, tendo como matéria prima os pneus inservíveis. O trabalho deles é um grande exemplo para os que vivem “jogando lixo na rua” .

Abraços eco-planetários para eles e todos que preservam nossa amiga e irmã NATUREZA!
                                                                   Fotos:  Helena Bernardes

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O que fazer com os pneus usados?

Texto e imagens publicados no site E esse tal Meio Ambiente?, em 25/08/2010.

O que fazer com os pneus usados?
A transformação dos pneus para a forma que conhecemos começou a acontecer no ano de 1843, após Charles Goodyear – isso mesmo Goodyear, ter patenteado o processo de vulcanização da borracha, o que a torna mais estável e resistente a mudanças de temperaturas. Em 1846, Robert William Thomson criou a bolsa de ar que daria mais estabilidade e conforto aos carros modernos. A última grande mudança na estrutura dos pneus aconteceu em 1946, quando a Michelin desenvolveu o primeiro pneu radial.
Desde sua invenção até hoje, o uso dos pneus aumentou consideravelmente. Só no Brasil, em 2008, foram produzidos cerca de 61,5 milhões de unidades. Há uma estimativa de que aproximadamente 100 milhões de pneus velhos estão espalhados em aterros, terrenos baldios e rios.

Mas, o que fazer com os pneus usados?
Existem algumas iniciativas que viabilizam a reciclagem de pneus usados, um exemplo é a Reciclanip, que é uma iniciativa das fabricantes de pneus Bridgestone Firestone, Goodyear, Michelin e Pirelli. Desde 2007, quando o programa começou, até 2009, aproximadamente 140 milhões de pneus de automóveis foram recolhidos.
Outra iniciativa é a utilização de pneus usados na fabricação de concreto ecológico. Para fabricação do concreto é acrescentado 30% de pedaços de pneus na massa, o que garante menor custo. Pneus também têm sido reaproveitados na fabricação de sandálias, a marca Gook, pioneira neste processo, já reciclou mais de 1 milhão de pneus, além disso a empresa tem um programa de reciclagem de sandálias usadas.

5 curiosidades sobre os Pneus
1- Os pneus têm data de validade. Ela é de cinco anos a partir da data de fabricação, que é informada por um número de três algarismos na lateral do pneu, perto da palavra DOT. Ele indica a semana nos dois primeiros algarismos e o ano de fabricação no último.
2- A maioria dos pneus não é feita com borracha natural, que vem da seringueira. Ele é quase que inteiramente produzido a partir do petróleo. O pneu de um carro de passeio leva em sua produção cerca de 25 litros de petróleo.
3- Pneus agrícolas em geral usam água em seu interior. Como os tratores costumam rodar sobre terra fofa, eles precisam ter o maior peso possível para conseguir a aderência necessária. E a água é o material mais barato do mercado para dar lastro aos pneus.
4- O pneu de um avião pode ser recauchutado 11 vezes e é calibrado com nitrogênio, para que sua pressão interna não se altere tanto com as variações de temperatura a que é submetido. Não é para menos, afinal um pneu desses pode ser submetido a -60 °C durante o voo e, na aterrissagem, pode alcançar 100 °C.
5- Um pneu demora cerca de 600 anos para se decompor.

Pessoal, estou bastante ocupado com trabalho e pesquisas,
tive que me afastar um pouco das atividades com blogs,
mas deixo aqui este sinal de vida. Obrigado! 
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