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Ultimamente, por aqui...

12.4.21

Ultimamente por aqui, não tenho conseguido regressar ao blog como tinha planeado. Por um ou por outro motivo que não são realmente justificação para que não consiga encontrar uns minutos para deixar aqui um post como queria.
Este último ano desculpa um bocadinho esta ausência com todas as idas e regressos entre Lisboa e Funchal à conta da pandemia. Por um lado sinto que tivemos a maior sorte do mundo por poder passar juntos no Funchal estes meses de incerteza. Quase como numa bolha de segurança com o cenário perfeito. Mas por outro sinto que esta incerteza, a falta dos amigos e da rotina - e daquela sensação tão boa de normalidade - os tem vindo a marcar muito e não sei nem como nem até quando. 


No Funchal, neste último confinamento dediquei-me a tricotar meias algo que nunca pensei que fosse conseguir fazer. Adoro tricotar mas não me tenho por uma tricotadora exímia nem nada que se assemelhe a isso. E as meias estavam sempre a um nível que me parecia inatingível porque não estava a conseguir visualizar a sua construção. Até que percebi que era exatamente isso que me faltava: perceber como eram feitas. A partir do momento em que o percebi desatei a fazê-las. Fiz para mim e para o André como presente do dia do Pai e ele adorou ou que me encheu de orgulho.


Os miúdos estão em idades cada vez mais engraçadas porque vão demonstrando as suas personalidades e já são companheiros em muitas coisas. Claro que continuam a ser crianças e brigam muito, riem muito, choram e conversam. Chama-se a isto infância não é?
Às vezes tento regressar à minha infância para os compreender melhor. Sobretudo ao Manuel em quem vejo muito de mim e quero muito ajudá-lo a não passar por algumas das angústias que me lembro de ter sentido. Ao mesmo tempo que quero ajudar sinto que muitas vezes estou só a desajudar. A maternidade é um caminho e às vezes tem muitas curvas e estradas cortadas....


Pedem-nos - especialmente a Isabel - um cão para termos "na casa da lisboa", pedido a que temos sempre conseguido escapar-nos. Mas derreto de cada vez que a vejo nesta relação cúmplice com a Mia. Todos eles tiveram sempre um carinho enorme pela Mia e pela Eva (que já partiu) mas a Isabel tem uma cumplicidade, um carinho sem pressa de quem desfruta o momento.



A nossa cozinha em Lisboa foi um espaço pensado para estarmos todos juntos em família e com amigos. Gostamos de ajudar nas refeições e a pôr a mesa, de conversar enquanto um cozinha. Habitualmente ao som de música passamos aqui muito tempo e não sei porquê mas olhar para ela deixa-me feliz. Talvez por a associar a tantos momentos felizes.
No ano passado aproveitei um apoio da Câmara Municipal de Lisboa (entretanto abriram novas candidaturas) e comprei uma bicicleta eléctrica. Gosto muito de não andar de carro e sempre preferi a possibilidade de andar a pé ou de transportes em especial o metro. Com a pandemia essa opção deixou de ser tão boa e passei a andar nas bicicletas da CML mas nem sempre conseguia uma nas estações perto de casa e por isso acabei por aproveitar a oportunidade do apoio e foi uma decisão maravilhosa. Andar de bicicleta tem quase um efeito terapêutico.



Como muitas crianças os rapazes aqui de casa andam viciados nos skates e o Manuel aproveita todas as saídas para praticar os seus truques.


O Joaquim está a aprender a ler e apesar de ser o mais enérgico dos três é também o que melhor se concentra quando chega a altura de trabalhar. Quer chegar a casa e fazer logo todos os trabalhos - bem feitos - e está a adorar esta descoberta da leitura. Lê os rótulos das embalagens e tudo, sempre curioso.

E assim estamos nós, por aqui. Espero que desse lado - se é que alguém ainda visita blogs - também estejam bem. Com saúde e força para continuar este caminho.

Um dia para guardar...

20.11.19
Tenho andado sempre com vontade de voltar a este cantinho da Internet a que chamo de meu mas entre uma e outra correria do dia a dia, este regresso tem sido sempre adiado e relegado para a última das tarefas. Queria ter posto neste meu album de memórias imagens do Verão (ainda vou arranjar tempo para isso) e de um ou outro trabalho manual e receita. Vamos ver se consigo voltar à periodicidade em breve. Espero que sim.Mas para já e porque não quero mesmo esquecer estes registos lindos e cheios de emoção da Carina Oliveira partilho um bocadinho do que foi o dia de Baptizado da Isabel. O dia em que resolvemos surpreender os presentes e casar também pela igreja, quase 11 depois de termos casado pelo registo civil. 
A cerimónia foi tudo o que pretendíamos, uma cerimónia simples, com a presença da família e alguns amigos. Uma coisa simples mas o suficiente para celebrarmos o amor, a saúde e o facto de nos termos uns aos outros.
Usei um vestido feito pelas mãos sempre talentosas da Patrícia. Uma daqueles desafios que lhe coloquei à última hora e que ela, uma vez mais, superou maravilhosamente.  Mas ainda mais importante e bonito, estava o vestido que a Isabel usou. O mesmo que eu tinha usado no baptizado da minha prima há mais de 30 anos atrás. Feito pelas mãos da minha mãe com uma perfeição e detalhe que ainda me surpreendem. Com o peito em crochet quase renda, sem um erro que se encontre naquele padrão. Um verdadeiro sonho que espero que volte a ser usado. 
Ontem quando olhava para as fotografias pensava que também as camisolas dos rapazes foram feitas de forma manual na Madeira, os calções - de uma marca portuguesa - foram comprados numa loja de bairro e as sandálias foram todas "herdadas". E por algum motivo isto deixa-me feliz. 

Há muitas coisas que quero guardar na memória mas que sei bem que não vou conseguir. E também por isso escrevo por aqui um bocadinho partilhando espaços do que é a nossa história. Acho que eles um dia vão passar por aqui e ver o que foi - ainda que apenas um suspiro - a sua infância.
Neste dia, como em todos os outros, faltaram as avós. É certo que estão sempre connosco e que neste dia as lembrámos ainda mais mas a verdade é que também chorámos a sua falta. Porque tudo fica incompleto sem elas.
Os miúdos tiveram um dia em cheio. Brincaram até não poder mais e acabaram a tarde com uma luta de água com a mangueira do jardim, já em roupa interior. 
Foi um dia feliz. E a cereja no topo do bolo é saber que para eles também foi. 

Se tiverem curiosidade aqui encontram o Dia do Joaquim e algumas imagens dessa altura do Manuel (um post com fotografias desse dia a caminho porque não pode um dia passar por aqui e não o encontrar!).  

Praia

16.5.19

Está aberta a época balnear e não que eu tivesse dúvidas mas nestas alturas confirmo o que sei: que estes miúdos são miúdos de exterior. Adoram trepar árvores, brincar na rua e ter esta liberdade que o espaço não condiciona.
Vou contar-vos uma coisa: quando nos mudámos para Lisboa eu estava muito preocupada com os Invernos dentro de portas e achei que era uma boa ideia oferecermos-lhes uma playstation para o Natal. Foi o que fizemos. No Natal seguinte vendemo-la. Se a usaram 4 vezes foi muito. Preferem vestir casacos e gorros e ir jogar futebol para o jardim. E assim tem sido.
Claro que quando o tempo melhora tudo é mais fácil e então quando melhora ao ponto de passarmos os dias de fim de semana na praia...é uma espécie de paraíso.
E agora que a Isabel já está a ficar mais crescida e acompanha os irmãos nas brincadeiras e explorações fica tudo ainda mais bonito de se ver. Adoro quando tudo se alinha para estarem os três a brincar connosco a ter a oportunidade de nos sentarmos juntos a observar. Tenho o profundo desejo de ver isto a acontecer durante muitos e muitos anos. 
Boa abertura da época balnear para todos! 
Espero que tenham muitos momentos destes de desfrutar da vida com calma e tranquilidade. Sabe tão bem.

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