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As memórias em mim...

25.6.20
Haverá certamente uma explicação para esta minha inabilidade para ficar parada. Eu chamo-lhe herança genética porque cresci a ver os meus pais sempre a fazer alguma coisa nos seus tempos livres. E assim, aos poucos, também eu fui crescendo para esta ideia de que, se não gosto ou se quero diferente, porque não tentar fazer?Acontece agora com esta estante que estava há anos num conto num quarto com roupas dos miúdos depois de ter estado com documentos no escritório da minha mãe. A estante chega inicialmente pela mão do meu avô Celestino como oferta para a minha mãe quando regressámos de Coimbra, para que pudesse guardar os seus documentos profissionais. Mas esta não foi a primeira peça de mobília que restaurei. Ao longo dos anos já fui renovando vários móveis que vou encontrando na casa dos meus pais e aos quais vou dando novas vidas. Mas esta estante foi sem dúvida a maior e mais desafiante. O desafio era tanto maior porque eu sentia que não podia falhar. É um móvel com história e com a memória da minha mãe e eu não queria de modo nenhum perdê-lo. Mas vamos agora a  como o fiz?1. A primeira coisa que há a fazer e na qual não se pode poupar esforço é lixar a peça. Lixar bem cansa. E cansa muito. Mas não ficará um trabalho bem feito se não o fizermos. Lixar e depois limpar bem para retirar vestígios de verniz, tintas anteriores, gorduras. 2. Depois de bem lixado e limpo, é altura de aplicar o primário. É normal que o primário não cubra bem a madeira e que fique tudo manchado e até feio. Sem preocupação, é mesmo assim, Pode acontecer ser necessário, depois de o primário estar bem seco, a passagem de uma lixa de grão bem fino, para uniformizar algumas imperfeições. Neste caso apenas passei a lixa pontualmente. Tenham em atenção que as camadas de tinta têm que estar bem secas antes da aplicação seguinte. É um processo que não vale a pena tentar apressar.Dicas de material: Para pintura de móveis prefiro a utilização de rolos. A trincha uso algumas vezes e somente na aplicação do primário porque acho que marca demasiado a superfície e muitas vezes larga uns pelos que mesmo que sejam retirados deixam marcas. Há vários tipos de rolos. Para o primário e primeira demão uso os "mais felpudos" porque levam mais tinta e pintam de forma uniforme. Para última camada usam-se os de esponja muito fina para que a pintura seja o mais uniforme possível. Depois, para os pormenores e para os cantos uso pincéis de diferentes tamanhos. As portas deram-me algum trabalho (e muitas dores de costas) porque pintei friso a friso com o pincel mais pequeno. 3. Depois de bem seca a camada anterior então passa-se a seguinte. Neste caso dei primário e duas demãos de tinta. Atenção para não cair na tentação de levar muita tinta no pincel/rolo porque isso pode muito bem significar - por exemplo - uma porta que deixa de fechar ou gotas visíveis que escorrem na pintura e que podem marcar a superfície. Dica de finalização: Nestes cantos das janelas que pintei com o pincel mais fino ficaram alguns restos de tinta secos. Como os limpei? usando a técnica das esteticistas para tirar o verniz dos cantos das unhas :D. Com os pauzinhos afiados e um pouco de algodão na ponta que molhei em diluente e depois cuidadosamente fui passando nos frisos. À volta da própria fechadura e dobradiças usei os pincéis mais finos em vez de as cobrir com fita. É preciso escolher pincéis com cerdas macias e "controláveis" ao mesmo tempo, ou seja, não muito compridas. A escolha das tintas: Uso quase sempre as tintas da CIN porque gosto da qualidade e diversidade. Para as madeiras e para um acabamento mais perfeito e duradouro escolho sempre esmalte sintético e gosto desta finalização mais mate. Neste caso as cores são: o cinza azulado tem a referência 32G2 e o beige 05W4. Usei uma lata mais pequena de cada uma e sobrou. Deixo-vos ainda a sugestão de, a cada vez que usarem a tinta no prato adicionarem umas gotas de diluente o que muitas vezes ajuda a tinta a deslizar melhor. Isto faz-se no esmalte sintético, não nas tintas de base de água. Uma boa dica é também a de terem à mão um saco de plástico em caso de fazerem uma pausa poderem fechar lá os pincéis e rolos que assim não secam logo.Espero que gostem e se tiverem dúvidas deixem nos comentários que tento ajudar, se souber!







Um dia para guardar...

20.11.19
Tenho andado sempre com vontade de voltar a este cantinho da Internet a que chamo de meu mas entre uma e outra correria do dia a dia, este regresso tem sido sempre adiado e relegado para a última das tarefas. Queria ter posto neste meu album de memórias imagens do Verão (ainda vou arranjar tempo para isso) e de um ou outro trabalho manual e receita. Vamos ver se consigo voltar à periodicidade em breve. Espero que sim.Mas para já e porque não quero mesmo esquecer estes registos lindos e cheios de emoção da Carina Oliveira partilho um bocadinho do que foi o dia de Baptizado da Isabel. O dia em que resolvemos surpreender os presentes e casar também pela igreja, quase 11 depois de termos casado pelo registo civil. 
A cerimónia foi tudo o que pretendíamos, uma cerimónia simples, com a presença da família e alguns amigos. Uma coisa simples mas o suficiente para celebrarmos o amor, a saúde e o facto de nos termos uns aos outros.
Usei um vestido feito pelas mãos sempre talentosas da Patrícia. Uma daqueles desafios que lhe coloquei à última hora e que ela, uma vez mais, superou maravilhosamente.  Mas ainda mais importante e bonito, estava o vestido que a Isabel usou. O mesmo que eu tinha usado no baptizado da minha prima há mais de 30 anos atrás. Feito pelas mãos da minha mãe com uma perfeição e detalhe que ainda me surpreendem. Com o peito em crochet quase renda, sem um erro que se encontre naquele padrão. Um verdadeiro sonho que espero que volte a ser usado. 
Ontem quando olhava para as fotografias pensava que também as camisolas dos rapazes foram feitas de forma manual na Madeira, os calções - de uma marca portuguesa - foram comprados numa loja de bairro e as sandálias foram todas "herdadas". E por algum motivo isto deixa-me feliz. 

Há muitas coisas que quero guardar na memória mas que sei bem que não vou conseguir. E também por isso escrevo por aqui um bocadinho partilhando espaços do que é a nossa história. Acho que eles um dia vão passar por aqui e ver o que foi - ainda que apenas um suspiro - a sua infância.
Neste dia, como em todos os outros, faltaram as avós. É certo que estão sempre connosco e que neste dia as lembrámos ainda mais mas a verdade é que também chorámos a sua falta. Porque tudo fica incompleto sem elas.
Os miúdos tiveram um dia em cheio. Brincaram até não poder mais e acabaram a tarde com uma luta de água com a mangueira do jardim, já em roupa interior. 
Foi um dia feliz. E a cereja no topo do bolo é saber que para eles também foi. 

Se tiverem curiosidade aqui encontram o Dia do Joaquim e algumas imagens dessa altura do Manuel (um post com fotografias desse dia a caminho porque não pode um dia passar por aqui e não o encontrar!).  

São doughnuts! Finalmente, dizem eles...

20.3.19

Os rapazes já andavam a pedir para provar doughnuts há muito (muito) tempo. Mas a verdade é que os que se vendem por aí embalados não me convencem. Enquanto consegui fui tentando distraí-los do tema mas quando comprei este livro que andava a namorar há meses, achei que se tinham esgotado as desculpas. Também ando sempre à procura de ideias diferentes para pôr nas lancheiras diariamente e estas soluções são boas porque também dão bem para congelar para ir safando aquelas semanas mais complicadas.
 
Confesso que achei todo o processo mais simples do que estava à espera. A parte mais chata é fritar com certeza. Ainda para mais para quem - como eu - não costuma fazê-lo. Mas a verdade é que não é nenhum bicho de sete cabeças e se eu consegui, qualquer um consegue.
Vamos à receita do New York Cult Recipes
Para cerca de 20 doughnuts:
70g óleo de coco derretido
350 ml leite (usei leite gordo)
820g farinha (usei farinha tipo 55)
3 colheres de fermento de padeiro 
100g de açúcar fino
2 ovos
1 gema
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 colher de chá de sal

Modo de fazer:
1. Juntar o oleo de coco com o leite
2. Juntar a farinha com o açúcar e fermento
3. juntar os ovos com a baunilha e sal
4. Combinar todas as misturas e amassar bem até a massa ficar elástica.
5. Cobrir com película e deixar levedar por 1h30 ou até duplicar o tamanho
6. Levar ao frigorífico por, pelo menos, 3h.
7. Fazer um rolo com a massa e cortar pequenos e formar bolas. Fazer um buraco ao centro (eu usei uma tampa de iogurte líquido depois de muito procurar. Era o que tinha a dimensão que eu precisava)
8. Polvilhar os doughnuts com farinha, cobrir com a película aderente (e eu ainda coloquei uma toalha em cima) e deixar dobrar o tamanho.
9. Aquecer uma panela com óleo (dependendo do tamanho da panela vão precisar de mais ou menos óleo). Para saber que está a uma boa temperatura para fritas coloque um bocadinho de pão que deve ficar dourado em cerca de 15 segundos.
10. Fritar os doughnuts durante cerca de 2 minutos de cada lado e depois deixe-os a arrefecer numa grelha (eu uso os tabuleiros do forno).
11. Se quiserem podem usar cobertura eu usei a de mel: 100g de açúcar em pó, 40g de manteiga derretida, 1 colher de chá de mel, 1 colher de chá de água quente e 1/2 colher de chá de extrato de baunilha. Misturar tudo e depois mergulhar os doughnuts num dos lados nesta mistura.
O que vos posso assegurar é que estes doughnuts ficaram maravilhosos. Não vejo grande possibilidade de falha com esta receita e acho que se experimentarem vão verificar isso mesmo. Os miúdos adoraram. Não apenas a ideia de finalmente comerem doughnuts mas sobretudo pelo facto de serem mesmo, mesmo bons. Para mim, esta experiência deu-me coragem para finalmente experimentar umas malassadas de pão,. receita da mãe de uma amiga minha. E acho que vai ser já na próxima semana!

Primavera?

15.2.19

Antes que pensem que sou uma máquina tricotadeira, deixem que esclareça que comecei esta camisola no Verão! Quando a comecei tinha a ideia de a fazer de seguida, estava mesmo motivada mas depois as agulhas finas foram levando a melhor de mim e comecei a meter outros projetos pelo meio numa espécie de necessidade de ver o fim a alguma coisa. Para quem nunca tricotou explico: quanto mais grosso for o fio maiores são as agulhas usadas e mais rápido é o trabalho.
As pedras vou comprando aqui e ali ao longo do tempo e acabo por ter já um uma espécie de espólio que vou usando quando preciso. Usei novamente a técnica "top down" o que me permite ir experimentando à medida que vou fazendo para que fique exatamente do tamanho que quero.
Provavelmente não se lembram mas já tinha feito uma camisola usando pedras e missangas no Verão passado. Desta vez resolvi fazer uma espécie de degrade e adorei o resultado final. Ainda pensei pôr pedras na camisola toda mas depois achei que ia ficar muito pesada e que poderia não resultar bem vestida. Ainda bem que fiz assim porque gosto ainda mais do resultado.
"Quando é que eu faço estas coisas ?". Recebo esta pergunta inúmeras vezes. Eu tricoto sobretudo à noite depois de deitar os miúdos. Diria que 90% é feito nessa altura e algumas vezes ao fim de semana se tudo está calmo e tenho uns 15 minutos no sofá enquanto veem um filme por exemplo. O tricot para mim tem o mesmo efeito que eu via ter na minha mãe: é uma terapia. Habituei-me a estar a ver um filme à noite enquanto vou fazendo isto e agora é muito difícil ver só um filme :D!
Espero que gostem!

A Camisola...

31.1.19

Já vos contei aqui mais do que uma vez que me iniciei no Tricot com a minha mãe que era uma tricotadeira cheia de talento com uma técnica incrível que eu estou longe (tipo anos luz) de atingir. E o que sempre me surpreendeu é que a ela ninguém ensinou a tricotar. Aprendeu sozinha por todos os livros e revistas francesas que entretanto herdei. Hoje em dia se quero aprender a fazer algum ponto novo nem preciso de ir ao computador. Basta aproveitar uma qualquer pausa e com o  telefone ir ver ao youtube. Foi o que aconteceu com esta camisola. 
Vi o ponto num livro da minha mãe, procurei no youtube como se fazia. Comprei este fio e deitei mãos à obra. Pelo caminho tirei algumas dúvidas com uma tricotadeira experiente para fazer esta manga de balão que ficou e-x-a-c-t-a-m-e-n-t-e como eu queria e em menos de quase nada consegui acabá-la (maravilhosas agulhas 9mm).
Aqui percebe-se bem o efeito das mangas de balão que consegui tricotando duas a duas malhas.

Tricotei a frente e costas como duas peças separadas como se fossem dois rectângulos (apenas com um pequeno decote) depois montei a gola e mangas diretamente nas peças para não ter que as coser depois. O acabamento fica muito melhor. E a melhor parte? Pela segunda vez (a primeira foi com um casaco!) anotei tudo (quase tudo, vá) o que fiz em vez de confiar na minha memória que me trai de todas as vezes. Suspeito que isto vai seguir em linha de montagem!
Espero que gostem!

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