Mostrar mensagens com a etiqueta tradições. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tradições. Mostrar todas as mensagens

8.3.13

10 assuntos a evitar abordar com os noivos NO DIA de casamento

Charlotte Jenks Lewis Photography, via Style Me Pretty

O casamento é um dia de alegria e que se espera que decorra sem percalços. Claro que é bom que os convidados sejam sinceros, mas isso não implica que não pensem bem antes de falarem de assuntos menos agradáveis ou que possam de alguma forma prejudicar o ambiente festivo.

Portanto, convém evitar certos assuntos, tais como:

- tudo o que esteja relacionado com divórcio
[quando as pessoas casam, naturalmente têm boas perspectivas para o futuro; falar em estatísticas ou num casal amigo que se divorciou recentemente é uma péssima ideia]

- histórias sobre as despedidas de solteiro
[é importante saber distinguir os momentos e pensar na privacidade das pessoas; e haverá muitas alturas para contar o que se passou, se for caso disso]

- "quando é que estás a pensar engravidar?"
[se para alguns casais este assunto é bem-vindo, para outros é bem desagradável, pelo que convém ser evitado]

- problemas para resolver relacionados com os fornecedores do casamento
[estes assuntos devem ser tratados com pessoas previamente indicadas pelos noivos, de modo a não perturbarem o ambiente festivo e a não ocuparem o tempo dos noivos]

- "o teu vestido é igual ao da minha prima que casou no mês passado"
[é normal que as noivas gostem de originalidade, pelo que não é de bom tom fazer este tipo de comentários]

- "o teu vestido é simples mas bonito"
[pequenas nuances da linguagem, como este "mas", podem afectar a noiva, que provavelmente estará mais sensível do que o habitual]

- "o local que eu escolhi para o meu casamento era bem melhor"
[qualquer tipo de comparação é desagradável]

- "porque é que não me colocaste na mesa X?"
[é natural os noivos pensarem muito bem antes de distribuírem as pessoas pelas mesas; no entanto, há pessoas que resolvem implicar com a lista de pessoas da mesa em que ficaram ou até com a proximidade/distância em relação à mesa dos noivos]

- "não vão servir mais uma refeição?"
[o ideal é esperar para ver o que vai acontecer; se houver um menu, este terá toda a informação acerca das refeições, e não haverá necessidade de questionar os noivos]

- questões de trabalho
[a não ser que este assunto seja abordado pelos próprios noivos, não é adequado quebrar o clima festivo com problemas de trabalho, questões sobre os dias de férias ou até críticas de algum tipo]


- podem ver neste link o artigo "10 pontos a evitar abordar com os noivos ANTES do casamento" -

6.3.13

10 pontos a evitar abordar com os noivos ANTES do casamento

 Olivia Leigh Photographie, via Style Me Pretty

Muitas vezes, os convidados fazem comentários com boas intenções mas que não são interpretados como tal pelos noivos. Outras vezes, os comentários são mesmo totalmente desadequados.
Acima de tudo, convém ter em conta que o casal está a passar por uma fase particularmente sensível e evitar abordar assuntos que possam magoar, tais como:


- "no meu casamento escolhi (…), fiz (…)" ou "se fosse eu, escolheria (…)"
[não há problema em dar sugestões, se os noivos as pedirem, mas isso é bem diferente de os convidados só falarem deles mesmos e das suas escolhas]

- "quanto custou?"
[perguntas deste género são muito indelicadas; os noivos é que devem decidir se dão ou não essas informações]

- "porque é que não convidaste os meus irmãos?"
[acontece frequentemente os amigos ou os familiares questionarem acerca da lista de convidados; convém ter em conta que os noivos normalmente passam imenso tempo a pensar em quem convidam e ponderam tudo muito bem antes de chegarem à decisão final; os motivos podem passar por limitações de espaço ou de orçamento, proximidade, questões familiares ou relações com outros convidados, e os noivos não devem ser pressionados a partilhá-los]

- "tens que usar sapatos brancos, véu, liga, …"
[o "ter que" depende da vontade dos noivos; não há regras fixas e cada casal escolhe o estilo de casamento com que mais se identifica]

- "vais emagrecer até ao casamento"
[tanto o vestido como outros detalhes devem ser adaptados à noiva; não é a noiva que se deve adaptar a eles; uma possível decisão de fazer dieta deve caber a ela mesma, e falar-lhe sobre isso pode conduzir a uma pressão desnecessária]

- "se já vivem juntos, qual é o interesse de casarem?"
[mais uma vez, esta é uma forma deselegante de interferir com a vontade e com as prioridades dos noivos, para além de retirar importância ao casamento]

- "é demasiado cedo para darem início aos preparativos"
[cada casal conhece o seu ritmo e tem a noção da quantidade de detalhes em que precisa de pensar até ao grande dia; para além disso, muitas vezes os convidados não conhecem a realidade actual e o facto de ser preciso fazer as marcações com muita antecedência]

- "vais escolher isso? já não se usa!"
[e que tal pensar que o casamento acontece uma vez na vida e não se baseia em modas passageiras?]

- "esse vestido é para quem casa pelo civil; nem parecerás noiva se o usares"
[a escolha de um vestido mais simples ou mais elaborado (ou de um tipo de festa mais formal ou mais descontraído) não tem necessariamente que ver com o facto de o casamento ser religioso ou não]

- "nem sinto que vou a um casamento por ser pelo civil!"
[os noivos que não são religiosos, que estão a casar pela segunda vez ou que têm outros motivos para casarem pelo civil, têm ou não direito a uma grande festa??]

- "vou ser madrinha/padrinho, certo?!"
[muitos convidados consideram que, por serem padrinhos de baptismo, devem ser também padrinhos de casamento; para além disso, há "amigos" que não têm noção de que uma pergunta deste género pode ser desapropriada; a seu tempo, os noivos farão os devidos convites]

15.11.12

Diferenças entre os casamentos do Brasil, de Portugal e do Reino Unido

esquerda - casamento no Brasil (imagem: Constance Zahn); centro - casamento em Portugal (imagem: Lírio); direita - casamento no Reino Unido (imagem: Marianne Taylor)

Neste post, pretendo falar de tradições e de hábitos destes três países (Brasil, Portugal e Reino Unido) no que diz respeito aos casamentos, uma vez que me perguntam muitas vezes quais são as principais diferenças.

É evidente que terei que generalizar em quase todos os casos, não significando, portanto, que muitos noivos desses países não façam escolhas diferentes. Em qualquer uma das 3 culturas há muitas excepções, mas eu apenas tentarei referir-me ao que é mais comum.


CASAMENTOS NO BRASIL

imagem: Domus XX

- começam muitas vezes já de noite, e prolongam-se até de madrugada

- tendo em conta o horário dos casamentos, é comum as convidadas usarem vestidos longos e com brilho

- os noivos contratam um cerimonialista para ajudar com o planeamento e com o protocolo

- muitos casais usam alianças de noivado, que passam depois a ser usadas como alianças de casamento

- costuma haver festa de noivado

- uns tempos antes do casamento há o Chá de Panela, em que são oferecidos presentes

- muitas noivas optam por vestidos rendados e com mangas

- costuma haver vários casais de padrinhos, que têm um grande destaque, fazendo parte do 'desfile' que há no início da cerimónia

- as flores são elementos essenciais na decoração tanto do local da cerimónia como do local da recepção, e costumam estar presentes em grande quantidade

imagem: Camila Coutinho

- muitas noivas escrevem os nomes das amigas solteiras na bainha do vestido, simbolizando a amizade e o desejo de que também casem e sejam felizes

- muitas vezes, as festas decorrem em salões específicos para grandes eventos

- é típico haver um 'bar de caipirinhas'

- o baile é muito importante, e toda a gente dança imenso e durante várias horas

- frequentemente, as convidadas recebem Havaianas para poderem dançar mais confortavelmente

imagem: Constance Zahn

- costuma haver uma mesa com docinhos pequenos, como brigadeiros

- faz parte da tradição oferecer "bem-casados", doces que simbolizam a união do casal

imagem: Hoje vou casar assim



CASAMENTOS EM PORTUGAL


imagem: Lounge Fotografia

- começam, em média, entre as 12h e as 15h, e grande parte da festa costuma ser de dia

- são festas longas, chegando a durar mais de 10 horas

- as convidadas, na sua maioria, usam vestidos de cerimónia curtos (sensivelmente pelo joelho)

- o noivo costuma oferecer à noiva um anel de noivado na altura do pedido de casamento

- normalmente não há festa de noivado

- os noivos costumam ter despedidas de solteiro/a organizadas pelos padrinhos ou por outros amigos

- há normalmente 1 ou 2 casais de padrinhos

- a decoração é bem mais discreta do que nos casamentos brasileiros

imagem: Branco Prata


imagem: Lounge Fotografia

- no final da cerimónia, os convidados felicitam os noivos com arroz e/ou pétalas 

- é comum fazer a festa numa quinta destinada a eventos, com jardins e um salão grande

imagem: Quinta do Rio

- costuma haver um período de cerca de 1 hora para os aperitivos (em que os noivos aproveitam para tirar fotos com os convidados), o momento da refeição principal (que inclui entrada, prato de peixe, prato de carne, sobremesa, café e vinhos variados), buffet de sobremesas e buffet de queijos; muitas vezes há também, mais tarde, uma ceia

- as bebidas costumam ser ilimitadas, havendo bar aberto com todo o tipo de bebidas

- o corte do bolo é um momento muito importante e a que todos (noivos e convidados) dão grande destaque

imagem: Lounge Fotografia

- os noivos normalmente oferecem lembranças a todos os convidados

- é comum oferecer dinheiro como prenda de casamento



CASAMENTOS NO REINO UNIDO

imagem: Marianne Taylor

- a hora de início pode variar imenso; convém chegar mais cedo porque os noivos serão pontuais

- há um protocolo rígido, sobretudo na cerimónia, controlado pelos "groomsmen" (padrinhos)

- costuma haver várias "bridesmaids" (damas de honor/madrinhas) e vários "groomsmen", mas apenas uma "maid of honour" (a 'madrinha principal') e um "best man" (o 'padrinho principal')

imagem: Marianne Taylor

- as madrinhas organizam a despedida de solteira da noiva ("hen party") e os padrinhos organizam a despedida de solteira do noivo ("stag party"), que costumam ser festas muito animadas, com adereços espalhafatosos e com muita loucura pelo meio; muitas vezes, incluem viagens para outros países

- o noivo costuma oferecer um anel de noivado à noiva na altura do pedido de casamento

- normalmente, as convidadas usam vestidos curtos (sensivelmente pelo joelho) e chapéus ou fascinators

- é comum o noivo e os homens mais próximos usarem fraques, que muitas vezes são alugados

- a decoração costuma ser bastante clássica, predominando as rosas

- as festas decorrem muitas vezes em palácios, castelos e outros locais imponentes, com grandes jardins

imagem: Marianne Taylor

- é dada muito pouca importância ao catering, e a comida muitas vezes resume-se a poucos aperitivos, uma entrada, apenas um prato principal (sem possibilidade de repetição) e o bolo como sobremesa

- as bebidas são também limitadas

- o corte do bolo é muito discreto

- junto com os convites, é comum entregar mapas, informações sobre o local e detalhes acerca da lista de casamento

- os discursos não podem faltar, e normalmente ficam a cargo do pai da noiva, do noivo e do "best man", terminando com um brinde entre todas as pessoas da festa

- muitas vezes, há um "toastmaster", que normalmente é um convidado e que tem funções de cerimonialista

- os noivos contratam serviço de fotografia, mas não é comum pretenderem ter vídeo de casamento

imagem: Marianne Taylor

Concordam com estas diferenças?
Conhecem mais algumas?

29.4.12

O último grito em decoração… e não só


Tenho percebido que, para muitas pessoas, é importante que nos casamentos se opte pelo último grito em atoalhados (ou ausência deles), em centros de mesa, no estilo da primeira dança, …
Se actualmente há algo que seja novidade, porque é que nos vamos limitar ao que existe há vários anos? E porque não?

Qual é a vossa perspectiva?

14.2.12

Algumas perguntas para fazer pensar e brincar um bocado ;p


Como é que vocês reagiriam se...

- a mãe do noivo usasse um vestido bem decotado ou um vestido preto no dia do vosso casamento?

- nos discursos a seguir à refeição, o padrinho descrevesse as aventuras 'amorosas' (e não só) do noivo?

- um casal de ex-namorados (ambos vossos amigos) começasse a discutir em plena festa?

- os amigos organizassem uma  despedida de solteiro(a) com striptease à mistura?

- alguém desse início ao leilão da liga ou da gravata sem o vosso consentimento?

- os convidados 'obrigassem' a noiva a vestir o fato e o noivo a colocar o vestido da noiva?

- os amigos organizassem uma surpresa demorada que vos fizesse alterar o planeamento do dia?

- a lua-de-mel tivesse que ser alterada à última da hora por causa de um fenómeno natural? ;p

- uma amiga aparecesse de branco?

- um casal de amigos fizesse uma grande revelação (por exemplo, anunciando o casamento ou uma gravidez) e todas as atenções se voltassem para eles?

- o vosso patrão começasse a dançar com a vossa mãe/sogra?

- o vosso marido perdesse envelopes com dinheiro no aeroporto?

- o DJ escolhesse para o corte do bolo, por engano, uma música que vocês detestam?

- o padre vos fizesse perguntas e esperasse pelas vossas respostas ao microfone?

- um de vocês se enganasse a dizer o nome do outro no momento da troca de alianças?


Não quero - de todo - alarmar! Simplesmente gostava de conhecer as vossas opiniões, porque as perspectivas e as formas de reagir às situações podem ser mesmo muito variáveis ;)

24.7.11

Realidades com que me deparei quando comecei os preparativos do meu casamento


- praticamente não havia sapatos de noiva peep toes ou redondos

- os vestidos eram 'todos' caicai

- 'toda' a gente fazia a festa de casamento numa quinta e eu não percebia porquê

- via organzas por todo o lado

- quase não havia combinações de cores simples

- por todo o lado via grandes laçarotes a decorar as cadeiras

- parecia obrigatório escolher um tema, e não parava de ver bolos em formato de estrela do mar com areia, e redes na decoração

- não me identificava nada com os placards que encontrava

- as alianças eram 'todas' com mistura de tipos de ouro e com brilhantes

- os bouquets com peónias eram muito raros

- 'toda' a gente cortava o bolo no exterior e com um cenário de fogo de artifício

- a expressão "trash the dress" era praticamente desconhecida

- o estilo vintage ainda não estava na moda, quer para a roupa e os acessórios, quer para as fotografias


É interessante agora pensar em tudo isto e na mudança que houve a todos os níveis. Não vejo mal em haver tudo isto que referi, mas é muito importante que haja alternativas, de modo a podermos adaptar as escolhas àquilo que pretendemos do nosso casamento.

Felizmente, agora a variedade de opções é muito maior, e há também fontes de inspiração para todos os gostos.

27.6.11

Parte do que aprendi sobre preparativos de casamento


- dá jeito ler/conhecer opiniões de outras pessoas a respeito das empresas a contratar, mas convém ter a noção de que podem ser o oposto das nossas, mesmo que essas outras pessoas pareçam ter gostos muito semelhantes aos nossos ou soem muito convincentes [à custa disso, eu tive algumas surpresas]

- o período de preparação do casamento é como que um exame de entrada para a faculdade, neste caso da disciplina "relações familiares" [e convém ter a noção de que depois haverá a mesma disciplina a um nível bem mais avançado]

- ceder é das palavras mais importantes na altura dos preparativos (e depois também)

- cada casal tem o seu próprio ritmo, e não faz sentido acharmos que estamos atrasados só porque alguém que vai casar na mesma altura já tem praticamente tudo planeado

- é normal acharmos que temos que tratar de tudo com antecedência, mas pode ser que para todas as outras pessoas seja ainda demasiado cedo; acho boa ideia pesquisarmos e irmos apontando as diferentes possibilidades, para as podermos apresentar quando as outras pessoas envolvidas acharem que está na hora; nesse momento, convém termos a noção de que é possível que o(s) outro(s) não aceite(m) nada do que está na nossa lista

- é bem possível que o entusiasmo pelo casamento não seja comum a muitas pessoas para além do casal, e isso não quer necessariamente dizer que não estejam felizes por nós

- grande parte dos bons fornecedores não se publicita constantemente pela internet fora (incluindo blogs, fóruns, facebook, ...); portanto, nem sempre é boa ideia colocar um pedido online (para um determinado serviço) e esperar que as empresas nos contactem; o ideal, a meu ver, é fazer uma pesquisa prévia e depois fazer os contactos individualmente

- não vale a pena esperar que nos respondam aos emails em tempo aceitável; em muitos casos o melhor é telefonar e contactar pessoalmente; claro que isso coloca um grande problema para quem não está no país, mas sinceramente aconselho a terem alguém de confiança que possa ir aos diferentes locais e falar com as pessoas

- nas lojas de vestidos é boa ideia perguntar detalhes como a marca, a colecção, se o vestido será feito à nossa medida ou se ficaremos com o da loja, o tempo que demorará a chegar, ...

- o comprimento do vestido é muito importante, para que possamos caminhar à vontade no dia do casamento; também é boa ideia pensar numa forma de poder dançar sem que o vestido atrapalhe muito

- se tivemos uns sapatos suplentes mais baixos, o mais provável será o vestido rastejar pelo chão na parte da frente e termos que segurar nele para caminhar

- é muito importante verificar pormenores logísticos dos diferentes locais, como as condições da cozinha, a existência de gerador, ...

- é essencial deixar tudo escrito (entre os noivos e os fornecedores) e na semana anterior confirmar que tudo está em ordem

- muitas vezes é boa ideia tentarmos envolver as pessoas próximas na cerimónia e em outros momentos importantes; é uma boa forma de lhes mostrarmos o valor que têm para nós 

- perder tempo a pensar na distribuição das mesas é extremamente importante; pode evitar que haja problemas no próprio dia

- convém pensar nos horários, mas no dia o ideal é relaxar e deixar que tudo aconteça a seu tempo

- apesar de todos os detalhes que passamos meses a preparar, no dia do casamento a nossa felicidade e o nosso sorriso saltam mais à vista do que tudo o resto

8.6.11

Como felicitar os noivos à saída da cerimónia

Eu assumo que sou grande fã do arroz para receber os noivos no final da cerimónia. Sinto sempre que é uma forma bonita dos familiares e dos amigos desejarem felicidade, abundância, prosperidade e fertilidade. Mas sei também que muitos noivos não têm a mesma opinião, e querem evitar o arroz a todo o custo.

Vou tentar fazer uma lista de diferentes opções / alternativas:

- arroz e pétalas em cestinhos à disposição de todos os convidados (o arroz pode ser normal ou de cores variadas)


- arroz e/ou pétalas em saquinhos (por exemplo, de organza ou de papel)



- arroz em cones de papel e pétalas em cestinhos (normalmente não é fácil retirar as pétalas dos cones)

- pétalas secas 


- bolas de sabão (por exemplo, utilizando uma máquina e deixando os convidados livres para felicitarem os noivos)


- canhões de confettis (o efeito pode ser muito bonito - apenas convém prestar atenção ao tipo de confettis, para que não se "colem" à roupa, saindo com dificuldade)

- confettis em saquinhos

- rolos de carnaval


- lançamento de balões


- fogo de artifício (que pode ser lançado enquanto os convidados ainda estiverem dentro da igreja) - neste caso, é preciso obter autorização e ter muito cuidado com a área circundante

- dedicar uma canção aos noivos


A organização deste momento (ou pelo menos do lançamento do arroz, das pétalas ou dos confettis) não deve, na minha opinião, e pelos motivos que mencionei no início, ser da responsabilidade dos noivos. Os pais, os irmãos, os padrinhos ou outras pessoas próximas poderão tratar de tudo.

Depois há outras sugestões para a saída da igreja, como um brinde ou mesmo o corte do bolo.


_________________________

Qual é a vossa opção preferida?

25.5.11

Frases que não gosto de ouvir a respeito de casamentos

- isso já não se usa

- essa escolha é parola

- não escolhas esse vestido porque é de uma colecção passada

- o vestido é simples mas bonito

- não, não é possível fazer alterações aos vestidos! (quando eu sei que não é verdade)

- de onde é? o que faz? onde vai casar? qual é o catering? (perguntas feitas em lojas de vestidos de noiva)

- [diferente tratamento com base no apelido/sobrenome da pessoa]

- não, não podemos acender as luzes do jardim à noite, porque gasta muita electricidade

- não precisam de casar! já não fazem vida de casados?!

- se levares um vestido assim tão simples, pode dar a ideia que já és viúva ou divorciada

- entrar com a marcha nupcial é parolo

- nem sinto que vou a um casamento por ser pelo civil!

- as senhoras têm que receber compotas (ou outras lembranças que, tal como as compotas, sejam típicas de senhoras) e os senhores têm que receber vinho ou charutos

- a noiva é a pessoa mais importante do casamento e o alvo das atenções


________________

E vocês?
O que é que não gostam de ouvir?

14.4.11

Recepção aos convidados em casa


Há casais que gostam da ideia de receber os convidados (ou pelo menos alguns deles) em casa antes de partirem para o local da cerimónia. Para além disso, há locais em que é tradição fazê-lo e em que os convidados já partem do princípio que isso vai acontecer.

No entanto, há também pessoas que não são apologistas dessa ideia, por quererem evitar confusão durante a preparação, por quererem ter uns momentos a sós ou com os familiares próximos, por optarem por dar um passeio e até tirar umas fotos ao ar livre, ou mesmo por ser mais fácil os convidados irem directamente para o local da cerimónia.

No meu caso pessoal, adoro a ideia de receber em casa familiares e amigos próximos.
Quando casei, para além de ter tido a companhia da minha mãe, das madrinhas e das meninas das alianças enquanto me preparava, pude depois cumprimentar as outras pessoas, conversar um pouco e tirar umas fotos. Depois fomos todos ao mesmo tempo para a igreja.

Claro que convém ter tudo planeado de forma a que, na hora dos convidados chegarem, as pessoas da casa já estejam preparadas e lhes possam dar atenção.

Se for em casa do noivo, o mais habitual é ele já estar preparado desde bem cedo, até porque é costume os fotógrafos irem lá antes de irem a casa da noiva.

Se for em casa da noiva, é importante que haja um espaço com privacidade para que esta se prepare com calma, longe da "confusão". É também conveniente delegar alguém para receber as pessoas, que pode, por exemplo, ser um dos pais.

Marianne Taylor Photography

Depois há outros detalhes a ter em conta:

- Decoração:
  Umas jarras com flores ficam sempre bem e dão um ar festivo e alegre à casa.

- Organização do espaço:
  Convém ver se é necessário criar mais espaço para as pessoas se movimentarem ou se é possível ter mais cadeiras ou sofás. É também boa ideia pensar num local que permita tirar fotografias, e deixá-lo livre.

- Para petiscar:
  Há quem opte por não colocar nada, mas a verdade é que petiscar alguma coisa antes da cerimónia evita que se tenha fome demasiado cedo, o que é importante, já que em muitos casos a cerimónia e a deslocação para o local da recepção demoram bastante tempo.
  Aconselho a colocar alimentos fáceis de pegar e de comer, em porções pequenas, e que não sejam demasiado "arriscados" relativamente a sujar a roupa dos convidados (como camarão com casca ou carne com ossos, por exemplo). Para a preparação, pode pedir-se a ajuda de um familiar, de uma pastelaria ou um café/restaurante de um local próximo, ou mesmo da empresa de catering contratada para o casamento.

  Marianne Taylor Photography

Quanto ao que se coloca exactamente, vai depender imenso da hora do casamento. Vou dar 2 exemplos.

    Casamento às 12:00h
    Partindo do princípio que se sai de casa às 11:00h, as pessoas podem começar a chegar por volta das 10:00h. Neste caso, como é hora do pequeno-almoço, não convém servir nada demasiado pesado, como tenho visto em alguns casamentos. Aconselho a colocar sumos variados, água, fruta já descascada e cortada, pães pequenos com fiambre, com queijo, com compota, bolos em miniatura ou em fatias, croissants, bolachinhas e biscoitos. É também boa ideia ter uma máquina de café e chávenas ao lado para que os convidados se possam servir. Não aconselho a ter bebidas alcoólicas a esta hora, mas claro que alguns convidados podem pedir.

    Casamento às 15:00h ou às 16:00h
    Os convidados podem começar a chegar por volta das 13:00h ou 14:00h, e é possível que já tenham almoçado. Mesmo assim, uma sugestão é colocar sandes variadas em tamanho pequeno, rissóis, bolinhos de bacalhau, alguns folhados, queijo, fruta laminada, sumos, cafés. Talvez neste caso já faça sentido ter alguns cocktails com pouco álcool e algumas bebidas alcoólicas.

  Em qualquer um dos casos, uma ideia é ter saquinhos com salgadinhos ou bolachas ou outros alimentos pequenos para petiscar, porque assim os convidados podem levar consigo e ir matando a fome quer a caminho da cerimónia quer a caminho da recepção.

  Outra vantagem de receber os convidados em casa é facilitar a distribuição de bouquets (no caso, por exemplo, das meninas das alianças ou das madrinhas), de boutonnières (no caso dos homens) e mesmo de acessórios identificativos para os carros e de mapas.

________________

Qual é a vossa opinião acerca deste assunto?
Gostam da ideia de receber os convidados em casa?
Serviram ou vão servir aperitivos antes da cerimónia?

18.2.11

Abrindo o baú das memórias...


Já fui a casamentos muito diferentes uns dos outros, a vários níveis...

Há dias estava a lembrar-me de vários casamentos a que fui quando era criança, e apercebi-me de que muita gente não conhece ou conheceu essa realidade.

Por exemplo, era normal os noivos pedirem emprestado um armazém ou mesmo uma garagem nas redondezas. Arrumava-se tudo e, no caso de ser um local de trabalho (com cartazes e ferramentas nas paredes, com cores não muito bonitas, ...), colocava-se lençóis a tapar.

Havia uma única mesa, que costumava ser em formato de U, com os noivos numa ponta e os pais e padrinhos ao lado. Todas as outras pessoas sentavam-se onde quisessem.

A decoração era à base de flores e pétalas colocadas nas paredes, sobretudo atrás dos noivos, em que normalmente formavam palavras como "Felicidades".
Na mesa, várias cestas de fruta com palitos espetados (que ainda não sei para que serviam) ajudavam a dar cor. Acho que nunca vi ninguém comer dessa fruta, por isso devia ser mesmo um elemento decorativo...
Nessa altura ainda não tinha começado a moda da fruta "recortada", pelo menos naquela zona...

Para cozinhar, havia quem contratasse uma cozinheira ou quem simplesmente pedisse a ajuda de uma vizinha com jeito para a cozinha. E quem é que ajudava e servia às mesas? Pois, isso era algo de certa forma implícito quando havia um casamento. As vizinhas - normalmente solteiras - disponibilizavam-se para colaborar: punham um avental e estavam de manhã à noite a trabalhar. A verdade é que acabava por ser divertido para elas, porque estavam em grupo e era sempre um dia diferente dos outros.
Levavam a comida em grandes travessas que pousavam na mesa, e as pessoas serviam-se à vontade.

Normalmente, para o "primeiro" prato havia filetes de pescada com salada russa e também bacalhau assado no forno. Quanto ao prato de carne, as pessoas podiam escolher entre lombo, cabrito e vitela, que às vezes vinham juntos na mesma assadeira.
Claro que se comia sempre muito e durante muito tempo, e muitas pessoas consideravam isso um dos aspectos essenciais de um casamento (para além da obrigatoriedade de ter bacalhau e cabrito, claro está).

As sobremesas eram depois colocadas na mesa, e incluíam sempre bolo de noz (daquele com cobertura branca e chocolate raspado por cima - eu tinha um certo fascínio pelo aspecto desse bolo, mas nunca o provava!), pudim e bolo de ananás.

Muitas vezes ainda durante a refeição, alguém começava a bater nos pratos e nos copos e toda a gente copiava. Isso era o mote de partida para o beijo dos noivos. Sempre achei que deveriam escolher um momento mais apropriado, mas não havia nada a fazer ;)
É que, a seguir a isso, todos os casais tinham que dar um beijo, e todos tinham "direito" a foto e a um minutinho de fama. E eu estava e ainda estou convicta de que muitos deles apenas se beijavam nesses momentos...

Durante a tarde, havia sempre um amigo do noivo, muito divertido e com jeito para comunicar, que se colocava em cima de uma cadeira e dava início ao famoso leilão da gravata. Pegava então na gravata do noivo e começava a contar umas piadas, na expectativa de que os convidados oferecessem dinheiro quer para que fosse cortada quer para que não fosse cortada. Todo esse dinheiro era recolhido por um ajudante; não era como um leilão verdadeiro, em que apenas o último tem que pagar! ;p
A verdade é que havia pessoas que faziam uma vistaça nesses momentos, estando constantemente a fazer ofertas. O que muita gente não sabia é que algumas dessas pessoas não davam prenda para depois poderem dar o dinheiro no leilão e, para além do aspecto exibicionista, também puxarem pelos outros convidados.
Eu tenho que confessar que ficava extremamente furiosa quando o leilão da gravata começava, não só por não concordar com essa espécie de "exploração" dos convidados, que supostamente já tinham dado a prenda que achavam que deveriam dar, mas também porque me entristecia a perspectiva de cortarem a gravata do noivo que eu, do alto da minha infância, achava uma peça especial ;)

Não me lembro de ter assistido a nenhum leilão da liga, mas é algo idêntico.

Era raro haver baile, e muita gente ia embora ao final da tarde.
Esse podia também ser o momento de saída dos noivos para a noite de núpcias ou para a lua-de-mel, já com o carro "enfeitado" da pior maneira possível.

Os convidados que ficavam podiam normalmente usufruir de um ambiente mais "familiar" e descontraído. Muitas vezes, esse era o momento para irem conhecer a nova casa dos noivos, que não raras vezes ficava num anexo da casa dos pais (pelo menos temporariamente).

Uns meses depois, o casal visitava todos os convidados para mostrar as fotos e apontar as encomendas para o fotógrafo. Imagino o trabalho que deveriam ter!! A verdade é que era uma forma de voltarem a encontrar as pessoas e, possivelmente, de agradecerem a presença no casamento.

______

Não sei se vocês tiveram este tipo de experiências ou outras também interessantes de dar a conhecer...

Eu acho bom recordar e verificar como as coisas mudaram tanto em tão pouco tempo :)

12.11.10

os discursos / speeches



É uma pena que não seja tradição em Portugal fazer discursos nos casamentos. É um momento que permite fazer agradecimentos e homenagens, divertir os convidados e fazê-los conhecer melhor a família e os amigos mais chegados dos noivos, fazer declarações de amor e amizade e, em geral, tornar a festa mais íntima.

Na maior parte dos casos, as pessoas que discursam são o noivo, o pai da noiva e o padrinho. No entanto, já assisti a discursos da mãe da noiva, da madrinha e da própria noiva. E em todos os casos foi muito bonito :)

Normalmente este momento acontece após a refeição. No entanto, para evitar que as pessoas estejam muito tempo nervosas e não comam descansadas, uma ideia é optar pelo início da festa.

E claro que não é tarefa fácil preparar um discurso! Não convém ser muito curto nem muito longo, deve ser sentimental e ao mesmo tempo divertido, deve incluir histórias e curiosidades mas que não sejam demasiado íntimas, e deve emocionar os destinatários ao mesmo tempo que desperta o interesse dos convidados.

Quanto ao discurso do vídeo, achei muito bonito e emocionante :)
No entanto, acho que se estivesse no papel da noiva teria ficado bastante atrapalhada e sem saber o que fazer!

E vocês, o que acham de haver discursos nos casamentos?

31.10.10

As madrinhas e os "deveres"


Normalmente, é uma honra sermos convidadas para madrinhas de casamento. Significa que os noivos se sentem próximos de nós, sentem confiança e amizade, e querem que fiquemos ao lado deles durante muitos anos.

Logo após o convite, é normal oferecermos a nossa ajuda e vermos quais são as perspectivas dos noivos e as expectativas que têm relativamente a nós.

Há pessoas que gostam que as madrinhas participem em tudo, mas há outras que dispensam qualquer ajuda ou interferência. Convém ter isso em conta.


Então, o que é que em geral podemos fazer?

- Ajudar a pesquisar locais, serviços de catering, fotógrafos e outros serviços necessários

- Ter reuniões com fornecedores, caso os noivos não possam

- Acompanhar a noiva a lojas de vestidos e ajudá-la na escolha

- Tentar ter paciência e perceber que o período do noivado nem sempre é fácil

- Estar disponível para conversar, para ouvir a noiva e para a acalmar

- Talvez acompanhar o noivo na escolha do fato, contribuindo para que o vestido e o fato não destoem

- Ajudar a elaborar os convites, os missais e outros detalhes

- Ajudar na selecção de músicas e no ensaio da primeira dança

- Chegar a um acordo com os noivos relativamente à cor e ao modelo do vestido a usar

- Organizar a despedida de solteira ou algo equivalente, tendo em conta o que fará com que a noiva fique feliz e animada

- Pensar em surpresas

- Preparar um kit de emergência

- Na véspera do casamento, ir aos diferentes locais ver se está tudo em ordem e dar os últimos retoques

- No dia, vestir e pentear bem cedo, e ir para junto da noiva de forma a acompanhá-la nos preparativos

- Orientar as pessoas que vão ler ou ter outros papéis importantes

- Orientar os convidados na cerimónia, e ajudar a organizar o "cortejo" de entrada

- Estar sempre atenta ao vestido, ao penteado e à maquilhagem da noiva

- Acompanhar a noiva sempre que ela precisar

- Ajudar a guardar os presentes

- Lembrar dos momentos-chave

- Dançar e ajudar a dinamizar o baile

- Ser, de certa forma, relações públicas

- Ajudar com a escolha das fotografias para o álbum

- Lembrar dos aniversários de casamento ;)

21.9.10

Sequência de acontecimentos num casamento

Penso que muitos noivos ficam indecisos acerca da ordem de acontecimentos que devem escolher para o seu casamento. E realmente não é fácil...
Eu vou indicar diferentes sequências a que já assisti nos casamentos a que fui:

1.
- cerimónia
- corte do bolo e brindes
- aperitivos (incluindo fotos com convidados)
- refeição principal
- buffet de sobremesas
- baile (que tem início com a primeira dança dos noivos)
- surpresas/dedicatórias/etc.
- jantar/ceia
- continuação do baile
- entrega de lembranças

2.
- cerimónia
- aperitivos (incluindo fotos com convidados)
- refeição principal
- buffet de sobremesas
- baile (que tem início com a primeira dança dos noivos)
- surpresas/dedicatórias/etc.
- jantar/ceia
- entrega de lembranças
- corte do bolo e brindes

3.
- cerimónia
- aperitivos
- refeição principal
- discursos (dos pais, dos noivos - normalmente só do noivo - e do padrinho) e brindes
- baile
- corte do bolo

4.
- cerimónia
- aperitivos
- refeição principal (que pode ser em buffet)
- chegada dos noivos (que desde o final da cerimónia tinham estado a tirar fotos)
- corte do bolo
- abertura do baile
- baile (no início normalmente sem os noivos, já que têm que cumprimentar os convidados)



Qual foi ou qual vai ser a vossa?
Há alguma que prefiram?

17.3.10

A importância da comida num casamento


Em Portugal, tradicionalmente, a comida ocupa um papel fulcral nas festas de casamento.
Costuma haver vários pratos, e muitas vezes há também buffet de saladas, de carnes, de enchidos, de queijos, de sobremesas, …
E a verdade é que (infelizmente, a meu ver) aquilo que muitas pessoas retêm do casamento é a parte que tem a ver com a alimentação. Lembram-se se a comida estava boa, se o bacalhau estava salgado, se a quantidade era suficiente, e de muitas outras coisas parecidas. Mas, muito possivelmente, não se lembram de nada da cerimónia nem de como os noivos estavam.



Claro que há também pessoas que vêem o 'banquete' como apenas uma parte da festa. Sentem-se bem se a comida for boa, e até podem comentar passado uns dias, mas lembram-se melhor da felicidade dos noivos e das demonstrações de afecto em geral.

Mas esses tipos diferentes de pessoas podem estar incluídos nos nossos convidados… e ao mesmo tempo. E nem sempre é fácil agradarmos a gregos e a troianos, e ao mesmo tempo sermos fiéis aos nossos princípios.


A escolha do local para a recepção depende de vários critérios:
- aspecto geral (que faz com que seja mais ou menos agradável lá estar);
- se é rústico, moderno, clássico, descontraído, ou algo intermédio;
- tamanho da sala principal;
- existência ou não de jardins;
- beleza e tamanho dos jardins;
- existência de parque de estacionamento;
- distância entre os diferentes locais;
- cozinha (espaço, equipamento, condições de higiene, cumprimento de normas);
- existência de local abrigado para os aperitivos (será o plano B, no caso de estar a chover)
- número de casas-de-banho, condições e proximidade aos outros locais
- flexibilidade demonstrada pelos donos do espaço;
- preço;
- serviços incluídos;
- serviço de catering.

Depois disso, há que ter em conta o tipo de decoração que está disponível e/ou a flexibilidade que há em levar novos elementos decorativos.


Quanto ao serviço de catering, às vezes está associado ao local que escolhemos e outras vezes tem que ser (ou pode ser) contratado independentemente.
Normalmente, os noivos têm uma reunião com os responsáveis do catering, em que se apercebem da forma de actuação e dão a conhecer os seus critérios e as suas prioridades. Podem também analisar as ementas, que normalmente diferem na quantidade de 'refeições' (por exemplo, um casamento que comece às 17h poderá não ter buffet de frios) e no preço dos pratos (baseado no tipo de ingredientes). Depois disso, normalmente é possível marcar uma prova de degustação dos pratos, para se ficar a par da qualidade e também para escolher uma ementa específica.


Há empresas de catering que apresentam valores detalhados quase para cada ingrediente e que, no caso de querermos alterar alguma coisa, fazem logo imensa confusão. Eu confesso que prefiro que sejam mais flexíveis e que ofereçam várias possibilidades de alteração do menu.

Uma vez, tive uma reunião com o responsável por uma empresa de catering e, quando perguntei se era possível servirem caipirinhas durante os aperitivos, ele fez uma descrição enorme da formação que é preciso ter para fazer uma caipirinha, dos ingredientes que é preciso comprar e do salário que é preciso pagar a alguém especializado. Claro que juntamente com isso falou sobre o 'volume de negócio' - expressão muito usada por ele em toda a conversa.

Depois dessa experiência, fiquei contente por encontrar uma empresa com flexibilidade e que permitiu adaptar as ementas ao tipo de festa que pretendíamos.

A questão é que é complicado encontrar um local ou umas ementas e um serviço elegantes aos quais esteja associada esta flexibilidade. Mas às vezes, mesmo que o menu pareça limitado, uma boa conversa com as pessoas da empresa pode resolver o problema.

Para além de tratarem da comida, estas empresas podem muitas vezes tratar da decoração, da música, do protocolo, e podem também apresentar sugestões com base na grande experiência que têm. Por isso, não se inibam de perguntar!

E, se vocês não estiverem a conseguir encontrar o local perfeito para a vossa festa, podem contactar diferentes empresas de catering e pedir sugestões. Às vezes têm acordos com locais bem originais, como caves, mosteiros, palácios, museus, galerias, e até estádios de futebol!



Quando vocês vão a casamentos, que tipo de serviço é que preferem?
E o que é que escolheram ou escolheriam para o vosso próprio casamento?

1.10.09

Casar... a que horas?

Tenho reparado que há perspectivas muito diferentes quanto ao horário do casamento.

No Brasil é muito comum os casamentos serem ao final da tarde e prolongarem-se pela noite dentro. Penso que um dos motivos é o calor nas horas de luz, sendo que quando escurece a temperatura começa a baixar e a ficar mais agradável. Para além disso, a noite propicia o uso de fatos de gala, vestidos compridos, brilhos, efeitos de luzes, ... e isso pode ficar muito bonito.

Em Portugal e em Inglaterra penso que era frequente casar entre as 11.00h e as 13.00h. Isso permite aproveitar muitas horas de luz, e não se corre o risco das pessoas irem embora a meio por ser tarde e/ou estarem com sono.
No entanto, nos últimos tempos tenho visto imensos casais a optarem por casar de tarde e servirem um jantar em vez de um almoço. Os argumentos são vários: poupar no catering, não ter que acordar demasiado cedo nem andar a correr antes do casamento, dar tempo às pessoas de longe para chegarem ao local, gostar de ambientes nocturnos, ter um baile pela noite dentro, ...

Apesar de todos esses argumentos, eu continuo a ser adepta de casamentos que comecem o mais cedo possível. Talvez tenha a ver com o facto de, desde sempre, ter ido a casamentos de "dia", e então ter aprendido a associar sempre uma coisa à outra. Compreendo perfeitamente que, para alguém que desde sempre associe casamentos a luzes, velas, vestidos compridos e festa pela noite dentro, um casamento com horário e luminosidade diferentes soe a estranho.

Na minha opinião, como o casamento dura apenas 1 dia e é irrepetível (supostamente), deve-se aproveitar ao máximo e durante o máximo número de horas. Claro que devemos dar tempo para as pessoas irem ao cabeleireiro, para o fotógrafo ir a casa de ambos os noivos e para que todos se desloquem para a igreja. Mas, em princípio, casar ao meio-dia dá tempo suficiente para tudo isso. E depois há os aperitivos, o almoço, várias horas para conversar e dançar, o jantar, o lançamento do ramo, o corte do bolo, ...
Aproveita-se várias horas de dia, mas também algumas horas de noite, e é possível criar ambientes diferentes consoante o momento e a luminosidade.
Claro que é cansativo, mas é menos provável chegar ao fim achando que o dia foi curto e que não se teve tempo para fazer uma série de coisas que se gostaria de ter feito. E as crianças e os mais velhos ficam despertos durante mais tempo e podem aproveitar melhor a festa.

Fui a casamentos que começaram ao final da tarde e em que o jantar se prolongou até à meia-noite. Depois disso dançou-se um bocado e para muitas pessoas começava já a ficar tarde, pelo que decidiam ir-se embora. A ementa ainda contemplava um buffet (ceia), mas essa parte teve que ser eliminada, já que era demasiado tarde.
Claro que aquilo que estou a dizer tem em conta a realidade portuguesa, em que os casamentos giram muito à volta da comida e há imensos pratos, todos em abundância.
Em Inglaterra, por exemplo, a comida tem muito pouca importância, chegando a haver apenas 1 prato (sem repetição) e 1 sobremesa. Nesse caso, acabando de jantar por volta das 21.00h, 22.00h, ainda dá tempo para dançar bastante e ir para casa não muito tarde.

E vocês, o que é que pensam sobre este assunto?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...