Em Portugal, tradicionalmente, a comida ocupa um papel fulcral nas festas de casamento.
Costuma haver vários pratos, e muitas vezes há também buffet de saladas, de carnes, de enchidos, de queijos, de sobremesas, …
E a verdade é que (infelizmente, a meu ver) aquilo que muitas pessoas retêm do casamento é a parte que tem a ver com a alimentação. Lembram-se se a comida estava boa, se o bacalhau estava salgado, se a quantidade era suficiente, e de muitas outras coisas parecidas. Mas, muito possivelmente, não se lembram de nada da cerimónia nem de como os noivos estavam.
Claro que há também pessoas que vêem o 'banquete' como apenas uma parte da festa. Sentem-se bem se a comida for boa, e até podem comentar passado uns dias, mas lembram-se melhor da felicidade dos noivos e das demonstrações de afecto em geral.
Mas esses tipos diferentes de pessoas podem estar incluídos nos nossos convidados… e ao mesmo tempo. E nem sempre é fácil agradarmos a gregos e a troianos, e ao mesmo tempo sermos fiéis aos nossos princípios.
A escolha do local para a recepção depende de vários critérios:
- aspecto geral (que faz com que seja mais ou menos agradável lá estar);
- se é rústico, moderno, clássico, descontraído, ou algo intermédio;
- tamanho da sala principal;
- existência ou não de jardins;
- beleza e tamanho dos jardins;
- existência de parque de estacionamento;
- distância entre os diferentes locais;
- cozinha (espaço, equipamento, condições de higiene, cumprimento de normas);
- existência de local abrigado para os aperitivos (será o plano B, no caso de estar a chover)
- número de casas-de-banho, condições e proximidade aos outros locais
- flexibilidade demonstrada pelos donos do espaço;
- preço;
- serviços incluídos;
- serviço de catering.
Depois disso, há que ter em conta o tipo de decoração que está disponível e/ou a flexibilidade que há em levar novos elementos decorativos.
Quanto ao serviço de catering, às vezes está associado ao local que escolhemos e outras vezes tem que ser (ou pode ser) contratado independentemente.
Normalmente, os noivos têm uma reunião com os responsáveis do catering, em que se apercebem da forma de actuação e dão a conhecer os seus critérios e as suas prioridades. Podem também analisar as ementas, que normalmente diferem na quantidade de 'refeições' (por exemplo, um casamento que comece às 17h poderá não ter buffet de frios) e no preço dos pratos (baseado no tipo de ingredientes). Depois disso, normalmente é possível marcar uma prova de degustação dos pratos, para se ficar a par da qualidade e também para escolher uma ementa específica.
Há empresas de catering que apresentam valores detalhados quase para cada ingrediente e que, no caso de querermos alterar alguma coisa, fazem logo imensa confusão. Eu confesso que prefiro que sejam mais flexíveis e que ofereçam várias possibilidades de alteração do menu.
Uma vez, tive uma reunião com o responsável por uma empresa de catering e, quando perguntei se era possível servirem caipirinhas durante os aperitivos, ele fez uma descrição enorme da formação que é preciso ter para fazer uma caipirinha, dos ingredientes que é preciso comprar e do salário que é preciso pagar a alguém especializado. Claro que juntamente com isso falou sobre o 'volume de negócio' - expressão muito usada por ele em toda a conversa.
Depois dessa experiência, fiquei contente por encontrar uma empresa com flexibilidade e que permitiu adaptar as ementas ao tipo de festa que pretendíamos.
A questão é que é complicado encontrar um local ou umas ementas e um serviço elegantes aos quais esteja associada esta flexibilidade. Mas às vezes, mesmo que o menu pareça limitado, uma boa conversa com as pessoas da empresa pode resolver o problema.
Para além de tratarem da comida, estas empresas podem muitas vezes tratar da decoração, da música, do protocolo, e podem também apresentar sugestões com base na grande experiência que têm. Por isso, não se inibam de perguntar!
E, se vocês não estiverem a conseguir encontrar o local perfeito para a vossa festa, podem contactar diferentes empresas de catering e pedir sugestões. Às vezes têm acordos com locais bem originais, como caves, mosteiros, palácios, museus, galerias, e até estádios de futebol!
Quando vocês vão a casamentos, que tipo de serviço é que preferem?
E o que é que escolheram ou escolheriam para o vosso próprio casamento?