Ano XXII - 6 a 8 de junho de 2026
Estilo "Diretas Já"
Lula encarregou o vice-presidente Geraldo Alckmin de promover um movimento de união das classes produtoras e, claro, participar das manifestações. Qualquer relação com as eleições de 2026 não será mera coincidência. A ideia é criar um clima de "Diretas Já", reunindo também correntes antagônicas no cenário político. O mote seria algo como: "Quem não participa é traidor da pátria". Lula, que vinha enfrentando graves problemas macroeconômicos em seu governo, recebeu um presente inesperado. Embora já circule a possibilidade de um novo "torpedo" ser direcionado ao Brasil, em meio a uma série de medidas voltadas a outras nações: a comparação com países que adotariam práticas "análogas" à escravidão, o que poderia resultar em tarifas adicionais. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, já comparou o Brasil a Cuba (ele é descendente de cubanos). Seriam países não alinhados à política norte-americana. O tarifaço segue na direção contrária à candidatura de Flávio Bolsonaro. De estilingue, ele passou a ser vidraça. Há uma divisão entre Trump e o secretário Rubio. Trump olha de cara feia, mas, comparado a Rubio, parece até eleitor de Lula. E mais: Rubio sonha em se tornar o sucessor de Trump nas eleições de 2028 e já prepara novas ações contra o Brasil.
Terras raras
Quem entende de negociações vê na estratégia de Trump uma tentativa de discutir dois temas que lhe interessam mais do que os Bolsonaros: terras raras e comércio digital. Há fatores que sinalizam interesse nas eleições de outubro. Um deles é a indicação de um novo embaixador para o Brasil ligado ao movimento MAGA (desde o governo Joe Biden, os Estados Unidos estavam sem um titular no cargo). Rubio, por sua vez, transformou o Departamento de Estado em uma trincheira bolsonarista. O número dois da pasta, Christopher Landau, e o conselheiro para assuntos relacionados ao Brasil, Darren Beattie, não têm como principais interlocutores a embaixadora Maria Luiza Viotti, mas sim Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. Beattie já declarou que Lula representaria o comunismo e também levantou suspeitas sobre as eleições brasileiras de 2022.
"Centrão Futebol Clube" 1
A CBF estuda montar um fundo para financiar clubes das Séries C e D, nos moldes do programa lançado neste ano para a Série B. A pressão não vem apenas dos cartolas, mas, sobretudo, dos parlamentares. É um jogo feito sob medida para o Centrão. Os parlamentares vislumbram a possibilidade de tirar uma casquinha do bilionário caixa da CBF e capitalizar a iniciativa junto às suas bases eleitorais. Ressalte-se que as Séries C e D reúnem 116 times dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal.
"Centrão Futebol Clube" 2
Ou seja: trata-se de um reduto de votos que parece não ter fim. As tratativas são conduzidas junto a Gustavo Dias Henrique, poderoso vice-presidente e principal articulador político da CBF, tratado por muitos como o verdadeiro manda-chuva da entidade, acima até mesmo do presidente Samir Xaud. Em fevereiro, a Confederação lançou o PARF-B, programa de aproximadamente R$ 70 milhões destinado aos clubes da Série B. O apoio às Séries C e D existe, mas ocorre de forma mais modesta, pulverizado em repasses por competição e custeio operacional.
Abraçado por Lula
O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, publicou, na semana passada, um vídeo em suas redes sociais recebendo abraços do presidente Lula durante uma agenda em Catalão, no interior de Goiás. Um dos pivôs do mensalão e também alvo da Operação Lava Jato, Delúbio chegou a ser expulso do partido em 2005, sendo reintegrado em 2011. O petista é candidato a deputado federal por Goiás nas eleições deste ano. Delúbio ficou emocionado com o encontro: "Ele me viu de longe e veio até mim. Nos conhecemos desde os anos 70 e somos amigos e companheiros desde então". Detalhe: Delúbio usava um chapéu idêntico ao de Lula.
"Práticas abusivas" 1
Lula e seus marqueteiros perderam a linha ao recorrerem à desinformação eleitoreira contra a decisão dos Estados Unidos de impor ao Brasil novas sanções tarifárias por supostas "práticas abusivas". Lula tentou atribuir a decisão a Flávio Bolsonaro e ao irmão Eduardo Bolsonaro, o Dudu Bananinha pregando a morte de ambos. Ao fazer isso, ignorou que as sanções decorrem de uma investigação iniciada há quase um ano com base na Seção 301 do USTR, órgão equivalente ao Ministério do Comércio dos Estados Unidos.
"Práticas abusivas" 2
Após a nota oficial na qual o governo ameaça retaliar os Estados Unidos, o vice-presidente Geraldo Alckmin foi às redes sociais defender o diálogo. "Diálogo entre os presidentes Lula e Trump em busca da melhor relação comercial para ambos os países", afirmou. Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad também foi rápido na defesa da negociação entre Brasil e Estados Unidos. "Antes de qualquer escalada, o Brasil deve esgotar os caminhos do diálogo", defendeu Trad, que não pretende utilizar a legislação como instrumento para ampliar as tensões diplomáticas.
Desprezo
Os registros da agenda oficial do presidente Lula indicam que em 2026, ele não havia realizado encontros privados com deputados ou senadores. A ausência de reuniões com líderes do Congresso intensifica as críticas dos parlamentares em relação ao distanciamento do presidente. Lula recebeu apenas uma parlamentar em audiência oficial ao longo de 2025:a senadora Leila Barros (PDT-DF). Desde o início do mandato, o número de encontros com congressistas vem diminuindo. Neste ano, também não foram realizadas reuniões com prefeitos ou membros do Judiciário. Governadores foram recebidos em apenas quatro ocasiões.
Não confia
Destacando-se nas pesquisas como favorito na corrida pelo governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) revelou desconfiar parcialmente do presidente nacional de sua legenda, o deputado Marcos Pereira (SP), mesmo diante das reiteradas garantias de apoio à sua eventual candidatura. O senador, no entanto, ainda não definiu se irá disputar o governo estadual e afirmou que pretende anunciar sua decisão definitiva entre julho e agosto, após a Copa. Segundo Cleitinho, o crescimento de sua popularidade nas pesquisas eleitorais decorre de um processo orgânico, sem estratégias premeditadas. Além disso, o parlamentar destacou sentir-se confortável ao ser subestimado tanto por adversários quanto por determinados setores da imprensa. Para Cleitinho, o que motiva o apoio do eleitorado vai além da formação acadêmica dos candidatos, estando mais relacionado à identificação pessoal e à conexão emocional com os eleitores.
Culpa de Flávio
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) relembrou declarações polêmicas atribuídas a Lula contra Donald Trump, citando episódios em que o presidente brasileiro teria chamado Trump de "imbecil" e se referido a Marco Rubio como um "latino-americano frustrado". Em tom de ironia, a parlamentar afirmou que, caso alguma consequência decorra dessas provocações, seria conveniente atribuir a responsabilidade ao senador Flávio Bolsonaro, em uma clara alusão crítica. "Se acontecer alguma coisa, a culpa é do Flávio, ok?"
Maiores fatias
O Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu a distribuição dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para as eleições de 2026. Os partidos PL, PT e União Brasil ficarão com as maiores fatias, somando aproximadamente R$ 2 bilhões. O PL receberá R$ 881,7 milhões, o PT contará com R$ 615,4 milhões e o União Brasil terá direito a R$ 526,2 milhões. Esses recursos públicos poderão ser utilizados em atividades como propaganda, contratação de equipes, transporte e outras despesas relacionadas às campanhas eleitorais.
Se formos incompetentes
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou, na semana passada, que tanto o partido quanto o senador Flávio Bolsonaro só terão chances de perder a eleição presidencial caso sejam extremamente incompetentes. A declaração foi concedida ao site Poder360, com base em sua avaliação de que o presidente Lula enfrenta elevados índices de rejeição entre os eleitores. Entretanto, pesquisas recentes também apontam uma rejeição significativa a Flávio Bolsonaro. Um levantamento realizado pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg mostrou que o pré-candidato do PL registra 52% de rejeição, percentual próximo aos 50,6% atribuídos a Lula. O cenário eleitoral sofreu mudanças importantes após a divulgação de mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio provocou questionamentos no meio político e pode influenciar os desdobramentos da disputa nos próximos meses.
Apoiam a decisão
Um estudo realizado pelo PoderData, divulgado, revela que 53% dos brasileiros avaliam de forma positiva a decisão dos Estados Unidos de reconhecer o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Por outro lado, 33% consideram a medida negativa, enquanto 14% preferiram não opinar. A classificação, segundo o governo norte-americano, foi fundamentada na violência associada a essas facções. A pesquisa ouviu 2.500 eleitores em 166 cidades brasileiras e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
Traidor
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), acusou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter solicitado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a aplicação de sanções econômicas ao Brasil por meio de tarifas sobre produtos nacionais. Wagner classificou essa atitude como uma "conduta de traição". Em contrapartida, Flávio Bolsonaro rebateu a acusação, afirmando que sua intenção foi justamente pedir a Trump e às autoridades norte-americanas que evitassem a imposição dessas tarifas ao país.
Nova rejeição
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou acreditar que o advogado-geral da União, Jorge Messias, enfrentará uma nova rejeição no Senado caso volte a ser indicado ao STF pelo presidente Lula (PT).Para o senador, a tendência é de repetição do resultado anterior. "Se já foi reprovado uma vez, provavelmente será novamente." Segundo Flávio, Messias deverá enfrentar os mesmos obstáculos observados na primeira votação, quando seu nome foi rejeitado por ampla maioria dos senadores. Em abril, a indicação feita por Lula foi barrada no Senado por 42 votos contrários e 34 favoráveis, representando uma derrota significativa para o governo. Assessores ligados ao presidente atribuíram o resultado a falhas na articulação política e a problemas na condução das negociações com lideranças do Congresso.
Crítica
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), fez duras críticas à justificativa apresentada pelo presidente Lula (PT) para não comparecer à Marcha para Jesus, realizada na quinta-feira (4), em São Paulo. Segundo Caiado, o presidente evita participar de eventos públicos em razão da rejeição de parte da população. "Se estivesse presente, enfrentaria intensas vaias", declarou o pré-candidato à Presidência da República.
Evitando
Na ocasião, Lula explicou ao pastor Estevam Hernandes, responsável pela organização da Marcha para Jesus, que evita participar de eventos religiosos durante períodos eleitorais para não gerar interpretações de aproveitamento político dessas ocasiões. Em seu lugar, designou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para representá-lo. Apesar da justificativa, o presidente tem participado de celebrações religiosas e promovido iniciativas voltadas à comunidade evangélica ao longo de seu terceiro mandato.
Recusa 1
Integrantes de um grupo ligado ao PT no Itamaraty teriam recomendado ao presidente Lula (PT) que recusasse o agrément — aprovação diplomática indispensável para a nomeação de um embaixador — ao deputado Daniel Perez, indicado por Donald Trump para assumir a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
Recusa 2
A recusa de um agrément é considerada uma medida incomum na diplomacia, mas já ocorreu no Brasil. Em 2016, durante o governo Dilma Rousseff (PT), foi negada a aprovação do embaixador indicado por Israel. Já em 2025, sob a presidência de Lula, não houve resposta ao pedido relacionado a Gali Dagan, o que resultou na retirada da indicação após meses de indefinição.
Desaprovação 1
Levantamento realizado pelo PoderData mostra que 52% dos brasileiros desaprovam a participação da primeira-dama Janja nas atividades do governo Lula. Por outro lado, 31% dos entrevistados aprovam sua atuação, enquanto 17% afirmaram não ter opinião formada sobre o tema.
Desaprovação 2
Ainda segundo a pesquisa, a desaprovação pode estar relacionada à participação cada vez mais frequente de Janja em eventos oficiais e viagens internacionais, tema que tem gerado debates. Recentemente, ela participou da Semana da Nutrição 2026, realizada em Roma, representando o Brasil em uma missão autorizada por Lula e financiada pelo governo federal. Os custos da viagem, entretanto, não foram divulgados pela administração federal.
Se livrando dos rótulos
Aos 43 anos, Cleo vive uma fase marcada por maior tranquilidade e autoconfiança. Em entrevista, revelou ter encerrado ciclos importantes, o que a fez sentir-se mais livre, segura e em paz. Conhecida por seus papéis marcantes e também como símbolo de sensualidade, a artista afirmou nunca ter rejeitado a imagem de sex symbol. Cleo destacou que valoriza a sexualidade e gosta de explorá-la de maneira criativa. O incômodo, segundo ela, surgiu quando tentaram resumir toda a sua trajetória profissional a essa característica. "Tentavam me reduzir a uma coisa só." A atriz e cantora afirma que sempre buscou explorar plenamente suas possibilidades artísticas. Atualmente no elenco da novela "Coração Acelerado", interpreta uma empresária, após quase oito anos afastada das novelas, não esconde a felicidade de retornar às telinhas. "Sempre amei fazer novela". Ao voltar aos estúdios, percebeu o quanto sentia falta da rotina de gravações. "Quando voltei, pensei: 'Que delícia, eu estava com saudade dessa sensação'". Para Cleo, esse momento reforça que sua carreira é muito mais ampla e vai muito além dos rótulos que tentam lhe atribuir.

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