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05/11/2013

LOU REED - Posição 21 do Tai Chi




LOU REED - Posição 21 do Tai Chi


R.I.P. LOU REED

Lou Reed morreu a "observar as árvores e a fazer a famosa posição 21 do Tai Chi". Quem o diz é a sua viúva, Laurie Anderson. O músico faleceu no domingo (dia 27), aos 71 anos, na sequência de um problema no fígado.

A artista Laurie Anderson publicou ontem, dia 31, um texto no jornal East Hampton Star, prestanto homenagem ao cantor, guitarrista, compositor e praticante de Tai Chi, arte marcial reconhecida também como uma forma de meditação.

De acordo com o seu médico, Charles Miller, da Cleveland Clinic, em Ohio, onde o cantor fez um transplante de fígado em abril, disse que "Lou lutou com todas as suas forças até ao fim" e confirmou que "ele estava a fazer os seus exercícios de Tai Chi uma hora antes da sua morte".

Lou Reed e Laurie Anderson tinham uma residência em Nova Iorque e, de acordo com viúva, foi lá que o cantor passou os últimos momentos da sua vida. Após a sua morte, Laurie ecreveu: "Na semana passada, eu prometi a Lou que o tiraria do hospital e que voltaríamos para casa em Springs. E conseguimos! Lou era um mestre de Tai Chi e passou aqui os seus últimos dias", escreveu, referindo-se ao marido como "um príncipe e um lutador".

A viúva escreveu ainda que Lou estava "feliz e arrebatado pela beleza, pela força e pela suavidade da natureza".

28/10/2013

R.I.P. LOU REED + Marianne Faithfull

Singer Marianne Faithfull said: "He was a great friend, musician, songwriter and band leader. One of the most intelligent musicians I've ever known and a great guitarist. His songs will live for ever....Perfect Day, Sweet Jane... In my opinion he was a genius. I will miss him terribly."

27/10/2013

R.I.P. LOU REED + JOHN CALE

Lou Reed with John Cale (at the piano), rehearsing together at a New York City music studio. The pair had a tense relationship, but collaborated on several occasions throughout the years. 1975

R.I.P. LOU REED + LAURIE ANDERSON

Lou Reed and Laurie Anderson photographed together in 2011. Reed and performance artist Anderson got together in 1995. They married in a low-key ceremony in 2008, and collaborated on numerous projects

R.I.P. LOU REED + MICK ROCK

Lou Reed and Mick Rock sign copies of their book Transformer at a New York City book store on October 3, 2013.

R.I.P. LOU REED + BONO, 2002

Lou Reed and Bono at a gala where the U2 frontman was honoured with a Humanitarian Laureate Award in 2002.

R.I.P. - LOU REED + NICK CAVE+ JARVIS COCKER

Nick Cave, Jarvis Cocker and Lou Reed sing at a concert in honour of Leonard Cohen in Dublin on October 9, 2006.

R.I.P. LOU REED - 1973

Lou on stage in 1973. His second solo album Transformer - produced by David Bowie and Mick Ronson - was released the year before, and proved to be a major breakthrough, featuring some of Reed's best

R.I.P. LOU REED + BOWIE

David Bowie (Official) - R.I.P. LOU REED

It is with great sadness that we report the death of Lou Reed who died today aged 71. (March 2, 1942 – October 27, 2013)

David Bowie said of his old friend: “He was a master.”

LOU REED + METALLICA

James Hetfield (esq.) e Lars Ulrich (dir.), integrantes da banda Metallica, posam com Lou Reed em New York

LOU REED + LAURIE ANDERSON+ BONO

Ali Hewson, Lou Reed, Bono e Laurie Anderson durante Semana de Moda de Nova York

R.I.P. LOU REED + FOTOS EM PORTUGAL


R.I.P. LOU REED - AS REAÇÇÕES

Lou Reed morreu: a reação de John Cale e outros músicos



Músico faleceu aos 71 anos. O seu antigo companheiro nos Velvet Underground partilha o seu pesar.

A notícia foi publicada em primeira mão pela revista “Rolling Stone”, e confirmada mais tarde pelo agente do músico no Reino Unido ao jornal inglês “The Guardian”.

Sobre a morte de Lou Reed, muitos músicos já se manifestaram e continuarão a manifestar-se, nas redes sociais.

John Cale, companheiro de Reed nos Velvet Underground, escreveu: "O mundo perdeu um belo escritor de canções e poeta. Eu perdi o meu amigo da escola".

Entretanto, outras figuras públicas, da música à literatura, passando pelo cinema, já escreveram sobre a morte de Lou Reed no Twitter.

"Adoro tanto o Lou Reed. Sempre", escreveu Flea, dos Red Hot Chili Peppers. Lee Ranaldo, dos Sonic Youth, chamou à lenda dos Velvet Underground "insubstituível", ao passo que Ana Matronic, dos Scissor Sisters, considera que o mundo é "significativamente menos cool" sem Reed.

Iggy Pop, The Who, Peaches, Ryan Adams, Pixies, Nile Rodgers, Pat Carney (Black Keys), Miley Cyrus; os atores Julianne Moore, Elijah Wood, Ricky Gervais e também o escritor Irvine Welch, que agradece a Lou Reed a "oferta" de "Perfect Day" ao filme Trainspotting (baseado num livro da sua autoria), são outras das celebridades que já lamentaram a morte do artista.

 Recentemente, Reed tinha ajudado a promover um livro de fotos de Mick Rock que registrou ele e outras lendas da música. O guitarrista nasceu em março de 1942, em Nova York, mas cresceu em Long Island, nos Estados Unidos.

Aprendeu a tocar guitarra ouvindo o rádio e teve uma adolescência conturbada por causa de sua orientação sexual. Lou era bissexual e foi submetido a tratamentos traumáticos por causa disso. Estudou jornalismo, cinema e artes cênicas.


"Muito triste. Mas, hey, Lou, você sempre andará pelo lado selvagem. Sempre um dia perfeito."
Salman Rushdie
escritor, pelo Twitter

"Descanse em paz, Lou Reed e obrigado. Você foi minha inspiração nos anos 1970, porque sem você não haveria punk rock."
Billy Idol
músico, pelo Twitter

"Um dia triste na música. Descanse em paz, Lou."
Josh Groban
cantor, pelo Twitter

"Descanse em paz, Lou Reed. Caminhe pelo lado pacífico."
Perfil oficial da banda The Who no Twitter

"Muito triste por saber da morte de Lou Reed. É um grande choque."
Kim Gordon
vocalista e baixista da banda Sonic Youth, pelo Twitter

"Adeus, Lou Reed. Você me deu força e me ajudou quando eu fraquejei."
Carl Barat
ex-guitarrista dos Libertines, pelo Twitter

"Notícias terríveis. Foi um grande e singular poeta"
John Cusack
ator, pelo Twitter

"Triste por saber da morte de Lou Reed. Que estrela! Descanse em paz e obrigado por nos ceder 'Perfect Day' para 'Trainspotting'"
Irvine Welsh
escritor, pelo Twitter


R.I.P. LOU REED

Em março, Laurie Anderson, mulher do músico, falou sobre a condição de saúde do marido. "É tão sério quanto parece. Ele estava morrendo. Você não quer isso como diversão", afirmou.

"Não acho que ele vá se recuperar totalmente disso, mas certamente ele estará fazendo as coisas dele em breve", completou.


Vida e carreira
Lewis Allan Reed nasceu no dia 2 de Março de 1942 no bairro do Brooklyn em Nova York mas cresceu na região de Long Island. De família de origem judaica, Reed aprendeu a tocar guitarra ouvindo rádio ainda na década de 1950 quando estava no colegial. Foi nessa época que ele sofreu uma de suas experiência mais traumáticas e que seria tema de canções ao longo de sua carreira: bissexual assumido, os pais de Lou Reed submeteram o filho a um tratamento de choque para tentar supostamente curá-lo.

 Após deixar o colégio e casa do pais, Reed foi para a Universidade de Syracuse e cursou jornalismo. Nesta época ele passou a apresentar um programa de rádio que tocava predomionantemente  doo wop, rhythm and blues e jazz. O gosto por esse estilo musical definiria muitas das técnicas de guitarra desenvolvidas por Reed ao longo de sua vida. Em 1964 ele se formou e logo iniciou sua carreira artística.


The Velvet Underground
Após um curto período trabalhando como compositor da Pickwick Records, uma pequena gravadora de Nova York, Reed foi apresentado a John Cale, um músico galês que acabara de se mudar para Manhattan com a intenção de aprender música clássica. Cale ficou impressionado com uma música composta por Reed em que ele tinha afinado todas as cordas da guitarra na mesma nota.


A amizade com Cale fez com que dividissem uma casa em Manhattan e inciassem um processo criativo que seria responsável por uma das bandas mais importates para a origem do punk rock nos Estados Unidos: o Velvet Underground. Ao lado do guitarrista Sterling Morrison e da baterista Maureen Tucker, Reed e Cale montaram um das mais instáveis e influentes bandas de rock de todos os tempos.


O grupo não demorou a chamar a atenção do artista plástico Andy Warhol que quase imediatamente colocou o Velvet Underground como uma das atrações do  Exploding Plastic Inevitable, uma série de eventos multimídia organizados pelo artista de origem polonesa. O contato com Warhol deu novas dimensões à criatividade de Reed que começou cada vez mais mostrar um perfil artístico multifacetado. 

O contato, entretanto, nem sempre foi harmônico: para o disco de estreia, Warhol insistiu que a banda gravasse com a ex-modelo alemã e cantora Nico. Para expressar sua objeção a banda batizou o disco de The Velvet Underground & Nico para expressar que a vocalista era apenas uma convidada.


Apesar da resistência, Reed escreveu a maioria das canções do álbum pensando na voz de Nico e os dois chegaram a ter um breve relacionamento amoroso (mais tarde ela teria um outro pequeno affair com Cale). O disco, cuja capa ficou famosa por trazer uma obra de Warhol que representa uma banana, estreou apenas na 171ª posição da sparadas. Hoje, porém, o disco é considerado um dos registros mais importantes da música. A revista Rolling Stone classificou o álbum como o 13º mais influente do rock.


As composições completamente vanguardistas para os padrões da época, tratando de temas como drogas (I'm Waiting For The Man e Heroin), sadomasoquismo (Venus In Furs), prostitutas (There She Goes Again), e até ocultismo (The Black Angel's Death Song) contribuiram para que as vendas do LP fossem pífias. Já no ano seguinte, a banda lançou White Light/White Heat. Após esse álbum, mais barulhento, John Cale, responsável pelos experimentalismos musicais, saiu da banda, que passou a ter Lou Reed, de maior apelo artístico e poético, como único líder.


No ano seguinte, veio o 3º álbum, chamado simplesmente de The Velvet Underground que explora um som mais acústico e introspectivo que trouxe faixas como Candy Says, What Goes On, Beginning To See The Light. O derradeiro trabalho com Lou Reed ainda na banda foi Loaded, que conta com três das músicas mais famosas do Velvet Uunderground: Who Loves The Sun, Sweet Jane e Rock and Roll.



Carreira solo
Lou Reed deixou a banda logo em seguida e só voltaria a encontrar seus ex-companheiros de banda em 1993 quando o Velvet Underground se reuniou para a gravação de um disco ao vivo. A saída do Velvet Underground quase significou o abandono da vida artística. Logo após deixar a banda, Reed passou a trabalhar na empresa de contabilidade de seu pai.


Entretanto, um ano depois Reed assinou um contrato com a RCA e embarcou para Londres onde gravou seu primeiro disco solo. Apesar da pequena receptividade, ainda que nomes como  Steve Howe e Rick Wakeman tenham participado das gravações, a ida a Londres seria determinante para a carreira de Reed.


Na capital britânica ele se encontrou com Danid Bowie e Mick Ronson. A dupla produziu um segundo álbum solo de Reed em 1972. Com o lançamento de Transformers, Reed foi apresentado a um novo público no Reino Unido com a faixa que seria a de maior sucesso em toda a sua carreira solo: Walk on the Wild Side é uma bem humorada e afetuosa homenagem a algumas das pessoas que passaram pela Factory, o QG criativo do Velvet Underground.


Ainda que Transformers tenha mostrado o potencial comercial da música de Reed, uma discussão entre ele e Bowie encerrou a parceria. Com isso, Lou Reed se voltaria cada vez mais para o lado mais sombrio da industria musical e pautaria sua carreira nessa linha ao longo das décadas de 70 e 80.


A reconciliação com Bowie não demorou, mas a dupla só voltou a trabalhar junta no final da década de 90 no show de 50 anos do camaleão britânico no Madison Square Garden em Nova York no ano de 1997. A parceria em estúdio seria retomada apenas em 2003 quando Reed lançou o álbum The Raven.


A partir do ano 2000, Reed passou a fazer uma série de participações e parcerias. Foi assim que ele cantou a faixa Some Kind Of Nature no terceiro álbum do Gorillaz, Plastic Beach. Mas a colaboração mais noticiada aconteceu há apenas dois anos. Em novembro de 2011 foi lançado o disco Lulu, uma parceria entre Metallica e Lou Reed baseada em duas peças do alemão Frank Wedekind.


Em sua última turnê, que passou pela Europa em 2012, Lou Reed fazia um apanhado de sua trajetória do início da carreira até o lançamento do álbum com o Metallica. Não à toa a turnê se chamava From VU to LULU.

R.I.P. LOU REED

Lou Reed em 2010, numa passagem pelo Estoril, em Lisboa.

O músico, compositor e guitarrista norte-americano Lou Reed morreu, este domingo, aos 71 anos, desconhecendo-se a causa concreta, noticiou a revista "Rolling Stone".
Lou Reed, fundador da banda de culto Velvet Underground e que agora atuava a solo, marcou meio século do rock.

Foi considerado um dos melhores guitarristas de sempre pela "Rolling Stone", alcançando a 81ª posição no ranking.

Casado com a artista Laurie Anderson, Lou Reed tinha sido submetido a um transplante de fígado, em maio.

Foi com a mulher que esteve pela última vez em Portugal, a convite do produtor Paulo Branco, para expor as suas fotografias e apresentar o documentário "Red Shirley", com o qual se estreou como realizador, no Estoril Film Festival, em novembro de 2010. Além da exposição de fotografias, intitulada "Romanticism", Lou Reed deu, na ocasião, uma aula de cinema, fotografia e artes marciais na ocasião.

O último concerto de Lou Reed, que atuou pela primeira vez em Portugal em 1980, recua a julho de 2008, no Campo Pequeno, em Lisboa. Antes, o ex-Velvet Underground, banda que deixou em 1970, tinha atuado em 1992 e 1998 (durante a Expo98) e em 2000.

Em 2011, o músico fez um álbum de parceria com o grupo de heavy metal Metallica, intitulado "Lulu".


O guitarrista Zé Pedro, dos Xutos&Pontapés, considera que Lou Reed, que morreu, este domingo, aos 71 anos, foi um artista "enorme" e "fora do comum", que pôs Nova Iorque no mapa do rock.

 "Vi o Lou Reed pela primeira vez em 1977, em França, e fiquei fascinadíssimo com o concerto dele", disse o músico à Agência Lusa, acrescentando que o ex-Velvet Underground "meteu Nova Iorque no mapa" do rock, causando "um grande impacto com os seus primeiros discos". Entre os álbuns que "marcaram uma geração", Zé Pedro aponta Transformer, de 1972, mas também "Rock'n'Roll Animal", um disco ao vivo lançado em 1974.

Zé Pedro, que assistiu a dois concertos de Lou Reed em Portugal, no pavilhão do Dramático de Cascais e na Casa da Música, no Porto, teve também oportunidade de "confraternizar um bocadinho" com o nova-iorquino nesta ocasião. "Senti-me muito privilegiado e orgulhoso", sublinhou o guitarrista, afirmando que nesse dia Lou Reed não deu mostras do mau feitio de que tinha fama.

Zé Pedro destacou ainda o papel de Lou Reed como ativista de causas sociais, nomeadamente por ter "dado a cara pelos Alcoólicos Anónimos".

R.I.P. LOU REED

Lou Reed: um espírito livre

Com os Velvet Underground ou a solo, pela música e atitude, influenciou as últimas décadas da música rock.

Era uma cidade: Nova Iorque, principalmente à noite. Era uma imagem: a do músico não-alinhado. Era o rock enquanto lugar capaz de cantar a viscosidade de existir. Era um espírito livre.

Haverá álbuns dos Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan, Leonard Cohen, Neil Young ou Doors, que figurarão para sempre na lista dos melhores de sempre para a generalidade dos mortais.

Mas para uma parcela significativa dos melómanos do rock e para parte considerável da música das últimas décadas, o grupo mais influente de sempre dá pelo nome de Velvet Underground.

Ao seu leme, Lou Reed. Sem eles não teria havido David Bowie, Stooges, Can, Roxy Music, Sex Pistols, Clash, Patti Smith, Joy Division, Sonic Youth, My Bloody Valentine, Strokes ou Arcade Fire. Ou seja, parte dos nomes que personificaram as mais expressivas transformações do rock nas últimas décadas.

Até na imagem e na postura marcaram os tempos que se seguiram, todos de negro, óculos escuros, atitude distante, personificando o rock das margens, sem compromissos, a não ser os artísticos.

Lou Reed era o principal compositor, a voz mais importante e a guitarra dos Velvet Underground, que marcaram a Nova Iorque boémia e artística dos anos 1960. Eram estranhos para a época. Andy Warhol, que os viria a apadrinhar, e os cúmplices mundanos da Factory percebiam-nos. O grande público nem por isso.
Neles quase tudo era obscuro, radical e desencantado.

Eram o outro lado do All you need is love do período hippie. Cantavam o submundo, o não enunciado, as paranóias, o desejo, a morte, colocando em causa os modelos normativos dessa época.

Através de Lou Reed o vocabulário lírico do rock & roll expandiu-se até territórios até aí inexplorados – sexo, drogas ou depressão, tudo exposto com híper realismo ou honestidade profunda.

Mesmo que Lou Reed não tivesse lançado posteriormente nenhum trabalho a solo, apenas os quatro álbuns de estúdio com os Velvet Underground já lhe garantiriam o epíteto de visionário.

Tinha fama de ser difícil. A sua relação com o outro fundador do grupo, John Cale, foi conflituosa. Mas a maior parte dos que com ele conviveram de perto preferem enaltecer-lhe a frontalidade.

A sua discografia a solo inclui álbuns conceptuais (Berlin ou Magic and Loss), experimentais (Metal Machine Music), colaborações magníficas (Songs For Drella, com Cale, em homenagem a Warhol) ou inesperadas (Lulu) e uma série de álbuns entusiasmantes (New York, Ecstasy ou The Raven).

Esteve por diversas vezes em Portugal desde a década de 1980. Em 2008 encheu o Campo Pequeno para apresentar na íntegra Berlin de 1973. Ao longo dos anos vimos-lhe de tudo: concertos magníficos, medianos e falhados. Nessa noite foi brilhante.

Berlin é um conjunto de canções sobre violência, amargura e desolação, mas ao longo dessa noite Lou Reed foi equilibrando intensidade com dimensão lúdica, intimismo e grandiosidade.

Ao longo dos anos havia desafiado normas e nas últimas décadas havia-se transformado em modelo. Isso incomodava-o. Talvez por isso os seus concertos fossem sempre inquietantes e densos.

Não havia lugar para meios-termos. Quando se ia vê-lo não se ia à procura do reconhecimento. Nunca se sabia o que esperar. Essa inquietação permanente nunca a perdeu ao longo da vida.

R.I.P. LOU REED + THE VELVET UNDERGROUND

ESTA FOTO NUNCA TINHA VISTO.
Sterling Morrison, who died in 1995, was an original member of The Velvet Underground. A guitarist, Morrison graduated from Division Avenue High School in 1960 and then attended Syracuse University. Maureen "Moe" Tucker, who graduated from Levittown Memorial High School in 1962, was the group's drummer. Her brother Jim was Division class of 1960. In the photo (left to right) are Morrison, Tucker, Lou Reed and Doug Yule.

According to Wikipedia, "The Velvet Underground was an American rock band formed in New York City. First active from 1965 to 1973, their best-known members were Lou Reed and John Cale, who both went on to find success as solo artists. Although never commercially successful while together, the band is often cited by many critics as one of the most important and influential groups of the 1960s. The Velvet Underground was managed by Andy Warhol." Check Google for additional information.

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