Julgando Londres um meio mais propício a oportunidades, mudou-se para esta cidade em 1933. Imiscuindo-se na boémia londrina, publicou, no ano seguinte, o seu primeiro romance, More Pricks Than Kicks (1934). Seguiu-se um período difícil na sua vida, marcado por visitas regulares a um psicanalista, entre os anos de 1935 e 1936. Em 1938 foi apunhalado por um proxeneta e hospitalizado. Nesse mesmo ano de 1938 publicou Murphy, obra em que Beckett analisava o mundo da prostituição.
Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, Samuel Beckett partiu da Irlanda para a França, para se juntar às fileiras da Resistência mas, procurado pelos Nacional-Socialistas, foi obrigado a fugir para o Sul do país, escondendo-se no Roussillon durante dois anos na companhia de uma estudante de piano, Suzanne Dechevaux-Dumesnil, com quem viria eventualmente a casar em 1961. Trabalhando como lavrador, Beckett continuou a escrever, elaborando o manuscrito do seu segundo romance, que veio a ser publicado em 1953 com o título Watt. Finda a guerra, Beckett esteve ao serviço da Cruz Vermelha em Paris. Passou a escrever em francês, publicando uma trilogia narrativa composta por Molloy (1951), Malone Meurt (1951) e L'Innommable (1953), e as suas peças de teatro mais famosas, En Attendant Godot (1952), Fin De Partie (1957) e Oh Les Beaux Jours (1961). Estas obras consagraram Beckett como um dos nomes mais proeminentes do teatro do absurdo, lidando com temas complexos e existencialistas como a desilusão, o sofrimento e o absurdo da condição humana.
Beckett foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1969, e conta-se que terá utilizado a soma recebida pela Real Academia Sueca em auxílio de artistas necessitados. Faleceu a 22 de Dezembro de 1989 após ter sido hospitalizado por problemas respiratórios.
A internet é hoje em dia o reflexo daquilo que somos para o bem e para o mal. Eu criei este blogue com o objectivo de falar sobre a cultura pop - musica, cinema, livros, fotografia, dança... porque gosto de partilhar a minha paixão, o meu conhecimento a todos. O meu amor pela música é intenso, bem como a minha curiosidade pelo novo. Como não sou um expert em nada, sei um pouco de tudo, e um pouco de nada, o gosto ultrapassa as minhas dificuldades. Todos morremos sem saber para que nascemos.
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17/01/2009
SAMUEL BECKETT
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