
É das noticias que não queremos nunca anunciar. Figura histórica do rock americano, que também deixou a sua marca nos palcos portugueses, tinha 62 anos.Foi da bandas que aprendi a gostar. Inesquecivel para mim, o concerto que vi no mítico Festival de Reading, em 1990.Dificel de esquecer aos que tiveram a oportunidade de assistir a um concerto dos Cramps a sua excessiva energia e teatralização em cima do palco. O rock está mais domesticado, Lux Interior, era o líder dos norte-americanos Cramps, e uma das mais extravagantes figuras do rock, morreu a 4 de Fevereiro, 2009, vítima de complicações cardíacas. Interior (que tirou o seu pseudônimo de um classificado de automóveis)formou a banda na década de 1970 ao lado da sua esposa, a guitarrista Poison Ivy (pseudônimo de Kristy Marlana Wallace). Em Nova York, participaram da cena punk que se desenvolveu em clubes como o CBGB, e a partir de grupos como os Ramones e os Television. Os representantes da banda, que há menos de três anos estiveram em Paredes de Coura, afirmam: "Lux era um frontman destemido que transformava qualquer palco que pisasse num sítio de paixão, abandono e verdadeira liberdade. Era um autêntico ícone, cuja falta será imensamente sentida". De verdadeiro nome Erick Lee Purkhiser, Lux Interior influenciou artistas tão diferentes quanto Jesus & Mary Chain, The White Stripes, John Spencer Blues Explosion, passando por Black Lips e Reverend Horton Heat, entre outros. How To Make A Monster, o mais recente álbum, data de 2004. Um dos seus álbuns mais marcantes é o segundo, "Psychedelic Jungle" de 1981, talvez o disco onde conseguem expor de maneira mais focada a combinação de rock elementar e ambientes lascivos, numa celebração de tudo o que era sujo e incongruente na cultura pop americana desde os anos 50. Além do concerto em Paredes de Coura, os Cramps estiveram em Lisboa em 1998, para um badalado espectáculo no Campo Pequeno. Contam os relatos da época que Lux Interior deixou, literalmente, a sua marca no palco, ao escavar um buraco com o tripé do microfone e abandonar o "local do crime" por esse mesmo túnel improvisado.