O conceito da compilação Out of Many: 50 Years of Reggae Music,é simples. Há 50 anos atrás, a Jamaica conquistou a independência da Grã-Bretanha, decidiu West Indies Federation.
Na mesma época, a música popular na Jamaica começou a consolidar em alguns dos muitos sons que agora pensamos como reggae. Out of Many são essas duas histórias em paralelo, com uma música seleccionada para representar o som de cada ano, 1962-2012.
Há
uma terceira história, também: a de VP Records, a editora responsável
pela compilação em si, e a família que está por trás. O
"V" e "P" da VP Records são Vicent e Patricia Chin, os proprietários
Chinês-Jamaicano da Randy's Records, uma loja que abriu em Kingston
em 1961.
Vincent também abriu um estúdio de gravação chamado Studio 17 e produziu muito cedo canções de ska e rocksteady. A
família VP começou em 1979 depois de se mudar para Nova York como uma
maneira de distribuir a música jamaicana popular para os Estados Unidos. Agora é a maior editora de reggae independente do mundo.
A
música de abertura, de Out of Many, uma narrativa histórica comemorativa
chamada "Independent Jamaica", foi gravado em 1962 no Studio 17 pelo
cantor de Trinidad, Lord Creator, e produzido por Vincent Chin, que foi
também o primeiro single lançado por Chin.
Toda
a música aqui foi feita para puxar para a pista de dança, mas
diminuir o ritmo e escutar com a mente aberta, é também uma educação na história, complexo de
camadas de uma nação, uma editora e uma família.
Estas músicas são uma distracção, porém, da melhor maneira.
A internet é hoje em dia o reflexo daquilo que somos para o bem e para o mal. Eu criei este blogue com o objectivo de falar sobre a cultura pop - musica, cinema, livros, fotografia, dança... porque gosto de partilhar a minha paixão, o meu conhecimento a todos. O meu amor pela música é intenso, bem como a minha curiosidade pelo novo. Como não sou um expert em nada, sei um pouco de tudo, e um pouco de nada, o gosto ultrapassa as minhas dificuldades. Todos morremos sem saber para que nascemos.
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25/07/2012
REGGAE
O Reggae não é simplesmente mais um ritmo musical, é um estilo, um modo de vida, uma crença, uma plataforma social e política. Surge na Jamaica, e engloba várias outras cadências musicais, como o ska, o rocksteady, o dub, dancehall, ragga, sonoridades africanas e o calipso. A denominação ‘reggae’ nasceu do som produzido pela guitarra ao se tocar este ritmo – re, ‘movimento para baixo’, e gae, ‘movimento para cima’.
Este género musical nasce nos anos 60 e depois se transforma em dois subgêneros, o original, conhecido como ‘roots reggae’, e o ‘dancehall reggae’, típico dos anos 70. Normalmente este ritmo é ligado aos rastafaris, adeptos de uma religião que vê no Imperador Haile Selassie I, da Etiópia, único rei africano a governar uma nação independente na África, uma divindade conhecida como Jah, uma abreviação de Jeová, inserida no texto sagrado da Bíblia do Rei James.
A expressão ‘Rastafari’ vem de Ras, duque ou chefe, e de Tafari, príncipe da paz. Esta manifestação espiritual emergiu na Jamaica, entre trabalhadores pobres e camponeses negros, na década de 30. Ela foi estimulada pela versão jamaicana de uma profecia contida na Bíblia, em parte resultado da posição inédita deste monarca em seu país, e também como alívio da dor de um povo submetido a uma intensa exploração histórica.
Mas o reggae não se limita ao rastafarianismo, ele engloba temas como o amor, o sexo e as questões sociais. Seu ritmo é leve e dançante, com toques característicos, produzidos especialmente pela guitarra, o contrabaixo e a bateria. Boicotado, a princípio, pelas rádios brancas, celebrizou-se em todo mundo graças à maestria de músicos como Bob Marley e Jimmy Cliff.
Nos anos 50 emergem as grandes estrelas do reggae, como Delroy Wilson, Bob Andy, Burning Espear e Johnny Osbourne, bem como as bandas The Wailers, Ethiopians, Desmond Dekker e Skatalites.
No ínicio dos anos 70, a canção I Can See Clear Now, de Johnny Nash, subiu ao primeiro lugar dos tops de sucesso no Reino Unido e nos EUA. Este período foi o auge deste género musical.
O Ska é um género musical que teve a sua origem na Jamaica no final da década de 1950, combinando elementos caribenhos como o mento e o calipso e estadunidenses como o jazz, jump blues e rhythm and blues. Foi o precursor do rocksteady e do reggae.
As suas letras trazem sinais de insatisfação, abordando temas como marginalidade, discriminação, vida dura da classe trabalhadora, e acima de tudo a diversão em harmonia.
A história do ska divide-se em três períodos:
- A cena original da Jamaica, da década de 1960 chamada de primeira geração;
- A segunda geração conhecida por era two tone iniciada no final da década de 1970 na Inglaterra, em torno do selo de mesmo nome criado por Jerry Dammers, teclista dos The Specials;
- A terceira e mais atual geração ska, iniciada na década de 1980 com os gêneros de fusão ska punk e ska jazz.
Este género musical nasce nos anos 60 e depois se transforma em dois subgêneros, o original, conhecido como ‘roots reggae’, e o ‘dancehall reggae’, típico dos anos 70. Normalmente este ritmo é ligado aos rastafaris, adeptos de uma religião que vê no Imperador Haile Selassie I, da Etiópia, único rei africano a governar uma nação independente na África, uma divindade conhecida como Jah, uma abreviação de Jeová, inserida no texto sagrado da Bíblia do Rei James.
A expressão ‘Rastafari’ vem de Ras, duque ou chefe, e de Tafari, príncipe da paz. Esta manifestação espiritual emergiu na Jamaica, entre trabalhadores pobres e camponeses negros, na década de 30. Ela foi estimulada pela versão jamaicana de uma profecia contida na Bíblia, em parte resultado da posição inédita deste monarca em seu país, e também como alívio da dor de um povo submetido a uma intensa exploração histórica.
Mas o reggae não se limita ao rastafarianismo, ele engloba temas como o amor, o sexo e as questões sociais. Seu ritmo é leve e dançante, com toques característicos, produzidos especialmente pela guitarra, o contrabaixo e a bateria. Boicotado, a princípio, pelas rádios brancas, celebrizou-se em todo mundo graças à maestria de músicos como Bob Marley e Jimmy Cliff.
Nos anos 50 emergem as grandes estrelas do reggae, como Delroy Wilson, Bob Andy, Burning Espear e Johnny Osbourne, bem como as bandas The Wailers, Ethiopians, Desmond Dekker e Skatalites.
No ínicio dos anos 70, a canção I Can See Clear Now, de Johnny Nash, subiu ao primeiro lugar dos tops de sucesso no Reino Unido e nos EUA. Este período foi o auge deste género musical.
O Ska é um género musical que teve a sua origem na Jamaica no final da década de 1950, combinando elementos caribenhos como o mento e o calipso e estadunidenses como o jazz, jump blues e rhythm and blues. Foi o precursor do rocksteady e do reggae.
As suas letras trazem sinais de insatisfação, abordando temas como marginalidade, discriminação, vida dura da classe trabalhadora, e acima de tudo a diversão em harmonia.
A história do ska divide-se em três períodos:
- A cena original da Jamaica, da década de 1960 chamada de primeira geração;
- A segunda geração conhecida por era two tone iniciada no final da década de 1970 na Inglaterra, em torno do selo de mesmo nome criado por Jerry Dammers, teclista dos The Specials;
- A terceira e mais atual geração ska, iniciada na década de 1980 com os gêneros de fusão ska punk e ska jazz.
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