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22/12/2008

MARIA GABRIELA LLANSOL

Maria Gabriela Llansol morreu aos 77 anos. No dia 24 de Novembro foi o do seu aniversário,e evocou-se a sua figura humana e a sua dimensão literária numa sessão na Biblioteca Municipal de Sintra.
«Será por termos aprendido a ler através de romances que acabamos por dar a primazia à leitura sob o signo do contínuo?», pergunta José Afonso Furtado no livro O Papel e o Pixel. Do impresso ao digital: continuidades e transformações. O filósofo Spinoza, pôde dizer que «sentimos e experimentamos que somos eternos», porque «uma coisa que tende a perseverar no seu ser, se nenhuma causa exterior a destruir, continuará a existir sempre» (Ética III, viii). Mas também naquele outro sentido, puramente llansoliano, que desde O Livro das Comunidades nos vem dizendo que «a morte se apaga na escrita», e « é como um enleamento de alegria num lugar sombrio e húmido» de onde progressivamente volta a emergir a luz. Por isso, ao desejo e à interrogação da Maria Gabriela, quando escreve em Amigo e Amiga «quero saber mais do mundo para onde irei» «Passar da fase de estar consciente à de escrever requer um papel sempre à mão, e uma interrupção voluntária da vida quotidiana...» «... só sinto consolação no acto de escrever – o fio de luz por onde me escapo às linhas tecidas sobre mim...» «A estas partes ligadas, sempre em deslocação, chamo a escrita...» (Maria Gabriela Llansol, Um Falcão no Punho [1985])

07/12/2008

LIVRO DE CITAÇÕES

Vai ser publicado o quarto livro do Citador, intitulado Dicionário de Citações, uma compilação temática de citações efectuada pelo Citador ao longo de oito anos.

LIVROS PARATODOS

A livraria online portuguesa, Wook, (ex-Webboom) vai disponibilizar um milhão de livros gratuitamente, (em determinadas horas) basta fazer um registo no site.

15/11/2008

The Best of LCD: The Art and Writing of WFMU

LCD—Lowest Common Denominator—was ’FMU’s program guide from 1986 to ’98. The Best of LCD: The Art and Writing of WFMU by Dave the Spazz, editor é um repositório underground equivalente há filosofia da programação da radio WFMU FM - comix, hipster art, conflituoso, atrevido, muitas vezes hilariante , inclui artigos, entrevistas , um ensaio virtual " mish-mosh of mad miscellany".Uma década após o seu falecimento, reunidos pela estação do DJ Dave Spazz, com um prefácio do cineasta (e 'fã MuF) Jim Jarmusch, inclui contribuições de Nick Tosches, Harvey Pekar e Daniel Johnston.

11/11/2008

GERAÇÃO X - DOUGLAS COUPLAND

Douglas Coupland escritor canadiano nasceu a 30 de Dezembro de 1961, em Baden-Sollingen, Alemanha, numa base militar da NATO.Começou por escrever artigos para jornais e revistas nos anos oitenta e em 1991 publicou Generation X (Geração X), o seu primeiro romance. Tanto este como Microserfs (Inforescravos, 1995) foram adoptados como manifestos de uma geração desiludida com o ritmo desumano do mundo do trabalho, o consumismo, a cultura de massas, a destruição do ambiente e a falta de sentido das suas vidas em geral. Para além destes dois romances, Coupland publicou Shampoo Planet (1992), Life After God (A Vida Depois de Deus, 1994), Polaroids From the Dead (Polaróides de Figuras Extintas, 1996), Girlfriend in a Coma (Coma Profundo, 1998), Lara's Book - Lara Croft and the Tomb Raider Phenomenon (1998) e Miss Wyoming (2000), " Todas as Familias são Psicóticas"(2001) "Hey Nostradamus"(2003).

04/10/2008

MEMORIAS DO ROCK PORTUGUÊS

Aí vai uma noticia com um atraso de 2 anos. Fica para memória futura. Aristides Duarte é professor, escreve no jornal Nova Guarda e no seu blog "rockemportugal ". Lançou o livro "Memórias do Rock Português reúne textos -cinquenta e duas biografias de bandas e a acompanhá-los fotografias, imagens e capas de discos.

NO WAVE

Como figuras centrais da No Wave temos, Lydia Lunch e James Chance. A primeira é líder dos Teenage Jesus and the Jerks, e James Chance, pertenceu aos Jerks é o lider dos The Contortions. O livro traça as origens, as causas e intenções da irreverência militante de alguns grupos empenhados em desconstruir todos os movimentos. Primeiro detendo-se na génese da expressão No Wave, o autor Marc Masters, explora a evolução desta atitude com testemunhos de protagonistas, fotografias, imagens de cartazes, e capas de discos. E coloca o enfoque no primeiro registo discográfico que terá marcado o seu arranque. No New York foi lançado em 1978 contendo quatro participações: The Contortion, Mars, Teenage Jesus and the Jerks e DNA. Na produção encontrava-se uma das figuras eminentes deste cenário, Brian Eno, ele que, britânico de origem, se assumia como um dos grandes contestatários ao panorama musical do seu país invadido pelo punk.Para se pertencer a uma banda, dita rock, era necessário saber tocar um instrumento, algo que o punk veio revolucionar e a chamada No Wave veio ostracizar e mesmo escarnecer. As técnicas eram puramente primitivas, mas as suas intenções sofisticadas. As referências pousavam sobretudo em modelos como Richard Hell ou Patti Smith que, à época, eram a vanguarda, numa altura em que os locais de culto para se aceder a essas criações eram o CBGB’s e o Max’s Kansas City de Nova Iorque. Documentado com imagens, o livro mostra como a cidade, despida naquela altura de glamour e opulência, vivia uma época decadente, com as rendas das habitações a atingirem valores baixíssimos proporcionando a implantação de um núcleo de artistas que se movimentavam com à vontade, apesar de viverem com parcos recursos. Também o cinema teve a sua quota parte houve igualmente um Cinema No Wave, um músico não necessitaria de saber tocar um instrumento para fazer a sua arte, também permitia áqueles que não estivessem familiarizados com as câmaras de filmar, fazer um filme. A No Wave termina com o fim dos DNA em 1982, teve quatro anos de existência. Em relação aos herdeiros, o livro invoca os exemplos dos Sonic Youth, mas também dos Swans de Michael Gira. O autor Marc Masters é colaborador da Pitchfork e da revista Wire.

25/09/2008

O LIVRO MAIS CARO DO MUNDO

Esgotada primeira edição do livro mais caro do mundo.Outros 33 livros da edição - que será limitada a 99 exemplares - estão já a ser produzidos. Cada unidade leva entre três a seis meses a concluir, devido ao processo artesanal que recupera as técnicas utilizadas na época do Renascimento italiano. "Michelangelo - La Dotta Mano" ("Miguel Ângelo - A Mão Sábia", em tradução literal), esgotou-se cerca de um mês após o lançamento. O texto foi escrito por um amigo de Miguel Ângelo, o pintor e arquitecto italiano Giorgio Vasari, do século XVI, conhecido por suas biografias de artistas italianos. Os 33 exemplares do livro, que custa 100 mil euros, foram vendidos a coleccionadores particulares europeus e americanos.Publicado pela editora italiana FMR, por ocasião dos 500 anos do início do trabalho de Miguel Ângelo na Capela Sistina, no Vaticano, o livro sobre a vida e obra do artista pesa 24 kg. A capa contém uma réplica em mármore da escultura "Madonna della Scala", uma das primeiras obras de Miguel Ângelo, realizada ainda na sua adolescência. A reprodução da escultura foi realizada com mármore do proveniente da mesma pedreira, Il Polvaccio, onde Miguel Ângelo costumava adquirir o material para as suas obras. O veludo de seda que cobre a capa foi confeccionado em teares antigos, capazes de produzir apenas oito centímetros de tecido por dia. O luxuoso papel, em puro algodão, é produzido à mão, fibra por fibra. A encadernação também é toda feita à mão e costurada página a página. Segundo a presidente da FMR, Marilena Ferrari, os livros da colecção Book Wonderful representam uma maneira de reagir à ameaça de desaparecimento do livro impresso, causada pela Internet. Primeiro de uma série de três lançados pela FMRConsiderado como uma verdadeira obra de arte, o livro reúne 45 gravuras de desenhos e documentos do artista italiano, além de 83 fotos originais das esculturas de Miguel Ângelo feitas pelo fotógrafo Aurelio Amendola. O texto foi escrito por um amigo de Miguel Ângelo, o pintor e arquitecto italiano Giorgio Vasari, do século XVI, conhecido por suas biografias de artistas italianos. Outros 33 exemplares serão destinados a museus de todo o mundo, como o Prado, em Madrid, que já recebeu a obra. "Michelangelo - La Dotta Mano" é o primeiro livro da colecção Book Wonderful, da FMR. O segundo, sobre o escultor italiano Canova, será lançado em Janeiro de 2009. Um outro livro, sobre a rainha francesa de origem italiana Catarina de Médicis, será totalmente escrito à mão e terá apenas cinco exemplares, que não serão vendidos. Para o projecto do livro sobre Catarina de Médicis, a FMR precisou de criar escolas de caligrafia e trabalhos em miniaturas. O primeiro exemplar da obra deve ficar pronto no final deste ano e servirá como amostra do trabalho de recuperação das técnicas renascentistas desenvolvido pela editora. Os livros da colecção terão uma garantia de 500 anos. "A composição do papel e dos demais materiais foi pensada pelos artesãos para resistir ao tempo", diz Ferrari. O luxuoso papel não contém ácidos nem derivados de clorina, que causam a deterioração do material com o tempo. A única livraria da FMR no mundo está em Paris, na Galérie Véro-Dodat.

20/09/2008

SHERRY JONES- A JOIA DE MEDINA

O livro de Sherry Lones "A Joia de Medina" que tinha sido recusado pela editora americana Random House finalmente vai ser publicado. Um livro sobre o profeta Maomé e a sua noiva Aisha, que gerou controvérsia por ter sido recusado pela editora americana Random House, vai agora ser publicado por uma editora britânica independente, a Gibson Square.No mês passado a editora americana cancelou a publicação do livro “The Jewel of Medina”, da jornalista Sherry Jones, com “receio de ofender a comunidade muçulmana ou incitar à violência por parte de um segmento pequeno mais radical”. Agora, o livro será publicado pela editora Gibson Square que conta com outros trabalhos polémicos publicados como o livro escrito por Alexandre Litvinenko, o espião assassinado em Londres em 2006 com uma substância radioactiva, e a confissão ficcionada de O. J. Simpson “Numa sociedade aberta tem de haver acesso livre a obras literárias apesar do medo. Como editora independente sentimos que não devemos ter medo das consequências do debate”, disse Martin Rynja da Gibson Square, citado pelo ‘El País’.O livro vai ainda ser publicado em Espanha,Italia, Hungria Macedónia, Brasil, Alemanha,Reino Unido.Foi proibido na Sérvia.

13/09/2008

WIILIAM BOYD

Qualquer vida é, à vez, vulgar e extraordinária, mas a de Logan Mountstuart – vivida desde o início do século XX – contém mais do que a sua quota-parte de ambas. Como escritor que encontra inspiração em Paris e Londres, como espião traído durante a guerra e como marchand de arte na Nova Iorque dos anos sessenta. Logan convive com as pessoas influentes da sua época. Mas como filho, amigo, amante e marido, comete os mesmos erros que todos cometemos na nossa busca da felicidade. Aqui fica, então, a história de uma vida vivida em pleno – e uma viagem ao fundo de um coração muito humano. William Boyd é um dos mais premiados e elogiados escritores da actualidade.

11/09/2008

ALEXANDRE O´NEIL

Em Lisboa, a 19 de Dezembro de 1924, nasce o poeta Alexandre O’Neill, de nome completo, Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões. Frequenta o Curso de Pilotagem da Escola Náutica em Lisboa, tendo-lhe sido recusada, devido à sua miopia, a cédula marítima. Termina assim, como aluno externo, o Curso Complementar de Letras do Liceu. Em 1946 entra como escriturário de 3ª classe na Caixa de Previdência dos Profissionais de Comércio em Lisboa, de onde sairá em 1952. Após um ano na Companhia de Seguros Metrópole, demite-se (1954), vindo a trabalhar na Sandoz. Em 1948 integra o Grupo Surrealista de Lisboa, constituído por Mário Cesariny, António Pedro, José-Augusto França, Vespeira, Moniz Pereira, António Domingues e Fernando de Azevedo, experiência com que se estreou literariamente com o poema gráfico “A Ampola Miraculosa”. Em 1951, já afastado daquele movimento mas a cuja experiência ainda então se refere, publica a primeira colectânea de poemas, Tempo de Fantasmas, a que se seguiriam dez outras, a última das quais no ano da sua morte, bem como dois volumes de narrativas. Em 1958 publica No Reino da Dinamarca, em 1960, Abandono Vigiado, em 1962, publica Poemas com Endereço e em 1965, Feira Cabisbaixa e De Ombro na Ombreira. Em 1970 é editado um volume dos seus textos em prosa, escritos regularmente para a imprensa, sob o título As Andorinhas Não Têm Restaurante. Em 1972, publica Entre a Cortina e a Vidraça. Em 1978 escreve Jesus Cristo em Lisboa, em parceria com Mendes de Carvalho, tragicomédia inspirada na peça homónima de Raul Brandão e Teixeira de Pascoaes. Em 1982, publica o volume Poesias Completas 1951/1981, que inclui um livro de 1981, As Horas já de Números Vestidas, obra que recebe “ex-aequo”, o prémio da Crítica de Literatura (Associação Internacional de Críticos Literários). Colaborou na década de sessenta nos suplementos literários Vida Literária, do Diário de Lisboa, e Cultura e Arte, d’O Comércio do Porto, e dirigiu com Palma-Ferreira e Carlos Ferreira a revista Critério (1975-1976). Regista-se ainda uma colaboração dispersa, entre outros, pelos seguintes jornais e revistas literárias: Litoral (1944-1945), Mundo Literário (1946-1948), Unicórnio (1951), Pentacórnio (1956), Europa (1957), Diálogo (1957-1958), Notícias do Bloqueio (1957-1962), Cadernos do Meio Dia (1958), Cronos (1965-1970), Sílex, de cujo conselho de leitura fazia parte (1980), e Jornal dos Poetas e Trovadores (1983). Morre em 1986, vítima de um acidente cardíaco.
Singular retratista, Alexandre O´Neil, traçou um Portugal contemporaneo que se contradiz, e marcou a psicologia de um povo que têm mais fé, que feitos.

06/09/2008

TODAS AS ALMAS - JAVIER MARIAS

A magnífica escrita de Javier Marias envolve o leitor numa narrativa intensa sobre temas que dizem respeito a todos nós: factos e intenções, o agir sem saber, a vontade que quase nunca se consuma, a negação das pessoas de que um dia gostamos, o esquecimento que faz tudo viajar até esfumar-se lentamente, a indecisão, a despedida e, por fim, o engano, que talvez seja ´nossa condição natural e, assim sendo, não deveria nos doer tanto.Sob a aparência de um relato autobiográfico "Todas as Almas " recria a singular experiência do seu narrador, professor universitário espanhol que passa uma temporada a leccionar num dos colégios da Universidade de Oxford. Nesta cidade fora do tempo e fora do mundo, onde os encontros e desencontros, o amor e a amizade, adquirem conotações mágicas e inquietantes, perfilam uma série de personagens cativantes. Os olhos que se cruzam na Universidade não são os mesmos olhos que se cruzam fora dos muros dela e o que pode assemelhar-se a incoerência é, na verdade, o culto da mais pura humanidade – o espírito iminentemente contraditório da nossa espécie. O acaso não existe, qualquer pose ou comentário é fruto de uma pré–determinação primária.E depois há… o lixo. Um passo na obra indicativo da subtileza de um narrador que se socorre do implausível para “provar” que todas as almas são analisáveis e que não há grandes mistérios que possam encobrir: «Quando uma pessoa está só, quando uma pessoa vive só e ainda por cima no estrangeiro, presta uma enorme atenção ao caixote do lixo, porque pode acabar por ser a única coisa com a qual mantém uma relação constante, ou, o que é ainda mais, uma relação de continuidade.

JAVIER MARIAS

Em Portugal, estão editadas várias obras de Javier Marías: "Enquanto Elas Dormem", "Negras Costas do Tempo", "Quando Fui Mortal", "Paixões Passadas", "Coração Tão Branco", "Amanhã na Batalha Pensa em Mim" e "Literatura e Fantasma" (Relógio d'Água) e "Todas as Almas", "O Homem Sentimental", "Selvagens e Sentimentais" e "Febre e Lança", o primeiro volume de uma trilogia intitulada "O Teu Rosto Amanhã" (Dom Quixote).Marías é o primeiro autor espanhol a vencer o Prémio Ibero-Americano de Letras José Donoso e, ao mesmo tempo, o escritor mais jovem a receber o galardão, criado pela Universidade de Talca para perpetuar a memória do escritor chileno (1924-1996). António Lobo Antunes foi o vencedor da edição relativa a 2006, e nos anos anteriores foram distinguidos o argentino Ricardo Piglia (2005), o peruano Antonio Cisneros (2004), a chilena Isabel Allende (2003), a argentina Beatriz Sarlo (2002) e o mexicano José Emilio Pacheco (2001).

ERNEST HEMINGWAY

Faz hoje precisamente 57 anos, 6 Setembro 1951, que Hemingway publica ainda o épico "O Velho e o Mar". Muitos leitores não gostam da atitude machista que teve em vida, o seu fascinio pelas armas de fogo, o amor por touradas, a sua participação voluntária em ambas as guerras mundiais e na guerra civil Espanhola, e o seu alcoolismo. Mas nós não somos perfeitos! Neste livro conta uma história impar sobre a tenacidade, a persistência e a luta por um objectivo. A relação do ser humano com o mar e a luta pela sobrevivência, empreendida pelo homem. "O Velho e o Mar" é uma histótiria do pescador Santiago que sai no mar aberto de Havana, em Cuba, para provar aos companheiros que ainda pode fazer pescarias bem sucedidas. Hemingway através da pesca consegue transmitir uma lúcida e clara lição de vida. O velho Santiago pescou um peixe maior do que poderia comer.

05/09/2008

JONATHAN LITTELL

As Benevolentes é uma epopeia de um ser arrastado pelo seu próprio percurso e pela História. As Benevolentes são as memórias de Maximilien Aue, um ex-oficial nazi, alemão de origens francesas que participa em momentos sombrios da recente história mundial: a execução dos judeus, as batalhas na frente de Estalinegrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha. Uma confissão sem arrependimento das desumanidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, que provoca uma reflexão original e desafiadora das razões que levam o homem a cometer o mal. Obra absolutamente fundamental para ahistoria da literatura dos nossos dias. Vai haver um antes e um depois deste livro.

NORMAN MAILER

Norman Kugsley Mailer Nasceu em 1923, em Nova York, EUA. Romancista, jornalista e cineasta, o “enfant terrible” da literatura norte-americana, ao mesmo tempo em que é seu mais destacado crítico social com livros como "Um sonho americano", "Os machões não dançam", "O fantasma da prostituta" e reportagens como: "Os degraus do Pentágono" e os "Os exércitos da noite". Ficou célebre aos 25 anos com o lançamento de Os nus e os mortos (1948). Praticamente todas suas obras suscitaram polémicas, sobretudo "The Executionner Song" (A Canção do Carrasco), pelo qual ganhou novamente o Prêmio Pulitzer em 1980, um romance reportagem baseado em factos reais que relata o calvário de um criminoso, do seu nascimento até sua execução; e o seu último livro, "O Castelo da Floresta", publicado em 2007 e que conta a juventude de Adolf Hitler. Numa das suas últimas entrevistas, concedida em sua casa de Provincetown (Massachusetts, EUA), Norman Mailer declarou que esperava conseguir escrever a segunda parte deste livro. "Escrever ficou mais fácil. Os sentimentos de depressão e de obsessão diminuíram. Escrever é uma actividade séria e sóbria para mim agora. A questão é saber se você é ou não um bom escritor é mais obsessivo para os bons escritores do que para os ruins. Os bons escritores têm medo de não ser tão bons quanto pensam", havia confessado. Casado seis vezes e pai de oito filhos, Norman Mailer era um grande crítico do presidente americano, George W. Bush. "George W. Bush é o pior presidente que eu já vi. E olha que eu conheci Ronald Reagan".

NORMAN MAILER

Norman Mailer resolveu festejar a chegada aos 80 anos de idade com livro novo, mas como não tinha um, resumiu suas grandes façanhas literárias do passado em 320 páginas e as dedicou a escritores debutantes. "The Spooky Art: Some Thoughts About Writing "o seu 32º livro, é uma obra típica de Mailer - arrogante, empolada, e, acima de tudo, provocante. Ele ensina algumas regras do jogo, tais como driblar os perigos da fama, enfrentar inimigos e invejosos, esfaquear a própria mulher e se safar, roubar histórias alheias e publicá-las, e chegar aos 80 anos com 55 anos de carreira e entre as figuras máximas da literatura americana. Embora Mailer conceda louros a sobreviventes contemporâneos de gabarito indiscutível como John Updike, Saul Bellow e Phillip Roth, e a gigantes de reputação estabelecida como Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, e Thomas Wolfe, não economiza desqualificativos ao falar de Toni Morrison e outros menos votados.No prefácio, ele diz que concebeu o livro pensando "nos jovens romancistas que desejam aperfeiçoar suas habilidades e seu compromisso com as dificuldades sutis e os mistérios inexplorados da arte de escrever romance a sério". Para ilustrar os conselhos, Mailer usa exemplos de seus próprios livros, apontado-lhes também as fraquezas. Numa entrevista recente, ele confessa não mais ter certeza da durabilidade de sua obra, que começou em 1948 com a publicação de "Os Nus e os Mortos" e inclui dois Premio Pulitzer de literatura. Mailer, cujo egocentrismo sempre irritou outros autores, diz que há escritores grandiosos que nunca passarão, "Mas eu não estou nessa categoria".Mailer tinha 84 anos e morreu em 2007, vítima de falência renal. Venceu dois prémios Pulitzer, ele é um dos mais importantes autores da sua geração.

01/09/2008

IVO ANDRIC

Ivo Andrić, prémio Nobel de Literatura, nasceu na Bósnia em 1892. Desde jovem mostrou grande interesse na política da sua época. Torna-se membro do movimento nacionalista progressista Mlada Bosna (Bósnia Jovem), e chega mesmo a ser preso por suspeita de conspiração no assassinato do Arquiduque Francisco Fernando, que despoletaria a I Grande Guerra. É dentro dos muros da prisão de Maribor que «humilhado como um verme» escreve os seus primeiros poemas em prosa. A partir de 1920 inicia uma brilhante carreira diplomática que o leva a exercer cargos de destaque em cidades como Madrid, Viena, Bucareste, Paris e Genéva ao mesmo tempo que vai publicando contos, poemas e relatos de viagem (como, por exemplo "Portugal, zelena zemlja" – «Portugal, terra verde») em importantes revistas literárias. Completa os estudos universitários defendendo uma tese sobre o desenvolvimento da vida espiritual na Bósnia sob o domínio Turco. Em 1944 publica o seu primeiro romance «A ponte sobre o Drina».Em 1955 é publicado «O pátio maldito». É galardoado com o prémio Nobel de literatura em 1961. Morre em 1975, na Jugoslávia de Tito, com quem mantinha relações próximas.Para além de «O pátio maldito», publicado em mais de vinte países, destacam-se ainda na obra de Ivo Andrić os romances «Crónica Bósnia» e «A mulher de Sarajevo». Frei Petar, monge bósnio cristão, é preso por engano e encarcerado na prisão de pior reputação duma Istambul, então Constantinopla, capital do Império Otomano: «O pátio maldito». Nesta, cruzam-se assassínos, violadores, assaltantes, conspiradores, mas também inocentes e falsos acusados de todas as classes e religiões, cada qual com um percurso, uma história e várias mentiras.No «pátio maldito», o frade vai conhecendo as histórias dos seus companheiros de infortunio. A sua voz vai-se diluíndo nos muitos relatos dos outros prisioneiros até desaparecer entre as diversas histórias que ouve, as mentiras que cada um inventa e as diferentes noções de justiça e de realidade... Entre ódios e recordações vão-se misturando presente e passado, realidade e ficção, numa história de histórias.Uma notável metáfora sobre a harmonia entre os homens em condições adversas.

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