Against Interpretation
by Susan Sontag
Interpretação leva a experiência sensorial da obra de arte para concedido, e prossegue de lá. Isso não pode ser tida como certa, agora. Pense da multiplicação enorme de obras de arte disponíveis para cada um de nós, superadded aos gostos e odores conflitantes e pontos turísticos do ambiente urbano que bombardeiam nossos sentidos. A nossa é uma cultura baseada no excesso, na superprodução, o resultado é uma perda constante de nitidez em nossa experiência sensorial. Todas as condições da vida moderna - a sua plenitude material, a sua lotação total - conjugar a maçante nossas faculdades sensoriais. E é em função da condição dos sentidos, nossas capacidades (em vez de os de outra idade), em que a tarefa do crítico deve ser avaliada. O que é importante agora é recuperar os nossos sentidos. Temos de aprender a ver mais, ouvir mais, sentir mais.
“Content is a glimpse of something, an
encounter like a flash. It’s very tiny - very
tiny, content.”
- Willem De Kooning, in an interview
“It is only shallow people who do not
judge by appearances. The mystery of the
world is the visible, not the invisible.”
- Oscar Wilde, in a letter
Susan Sontag (16 de janeiro de 1933, Nova Iorque – 28 de dezembro de 2004) foi uma escritora, crítica de arte e ativista dos Estados Unidos.
Graduou-se na Universidade de Harvard e destacou-se pela sua defesa dos direitos humanos. Publicou vários livros, entre eles, A vontade radical, Assim vivemos agora, O Benfeitor, Contra a Interpretação e Na América, pelo qual recebeu em 2000 um dos mais importantes prémios do seu país, o National Book Award. Publicou artigos em revistas como The New Yorker e The New York Review of Books e no jornal The New York Times.
Num dos seus últimos artigos, publicado em maio de 2004 no jornal The New York Times, Sontag afirmou que "a história recordará a Guerra do Iraque pelas fotografias e vídeos das torturas cometidas pelos soldados americanos na prisão de Abu Ghraib". Ela faleceu aos 71 anos de idade de Síndrome mielodisplásica seguida de uma Leucemia mielóide aguda em 28 de Dezembro de 2004.
Sontag nasceu com o nome Susan Rosenblatt na cidade de Nova Iorque, filha do judeu norte-americano Jack Rosenblatt e sua esposa, Mildred Jacobsen.
Sontag tornou-se consciente da sua atração por mulheres no início da adolescência, e escreveu no seu diário aos 15 anos, "so now I feel I have lesbian tendencies (how reluctantly I write this)." Aos 16, teve o seu primeiro encontro sexual com uma mulher: "Perhaps I was drunk, after all, because it was so beautiful when H began making love to me .... It had been 4:00 before we had gotten to bed ... I became fully conscious that I desired her, she knew it, too...."
Aos 17 casa com Philip Rieff em Chicago após um namoro de dez dias. O filósofo Herbert Marcuse viveu com Sontag e Rieff durante um ano enquanto escrevia Eros and Civilization.[3] Sontag e Rieff estiveram casados oito anos, durante os quais ela trabalho no ensaio Freud: The Mind of the Moralist que seria atribuído unicamente a Philip Rieff como acordo no divórcio que ocorreu entre ambos em 1958.[4] O casal teve um filho, David Rieff, que seria mais tarde editor da obra da mãe Farrar, Straus and Giroux, e escritor ele próprio.
A internet é hoje em dia o reflexo daquilo que somos para o bem e para o mal. Eu criei este blogue com o objectivo de falar sobre a cultura pop - musica, cinema, livros, fotografia, dança... porque gosto de partilhar a minha paixão, o meu conhecimento a todos. O meu amor pela música é intenso, bem como a minha curiosidade pelo novo. Como não sou um expert em nada, sei um pouco de tudo, e um pouco de nada, o gosto ultrapassa as minhas dificuldades. Todos morremos sem saber para que nascemos.
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04/02/2013
23/06/2009
SUSAN SONTAG
Susan Sontag, a mulher que não se cala. Susan Sontag, era escritora, activista e, como ela mesma dizia, "fanática pela seriedade", cuja mente voraz e prosa provocante a tornaram uma das mais importantes intelectuais dos últimos 50 anos, morreu no dia 28 de dezembro de 2004 aos 71 anos.Sontag definia-se como uma "esteta afeiçoada" e "moralista obsessiva".
Escreveu um romance de sucesso, "O Amante do Vulcão", e em 2000 conquistou o National Book Award com seu romance histórico "Na América". Mas o maior impacto literário da escritora foi como ensaísta.
também escreveu obras influentes como "A Doença como Metáfora", na qual examinava a maneira pela qual a doença era romantizada e demonizada, ciclicamente, e "On Photography", na qual argumentava que as imagens muitas vezes distanciam o observador do tema que retratam.
Ela lia escritores de todo o mundo, e a Sontag é atribuído o crédito por apresentar intelectuais europeus como Roland Barthes e Elias Canetti aos leitores norte-americanos. "Não conheço outra intelectual tão lúcida e com tamanha capacidade de ligar, conectar, relacionar", disse certa vez o romancista mexicano Carlos Fuentes. "Ela é única."
Diferente de muitos escritores norte-americanos, ela se envolveu profundamente em questões políticas, mesmo depois dos anos 60. Entre 1987 e 1989, Sontag presidiu à divisão norte-americana do Pen Club, uma aliança mundial de escritores. Quando o aiatolá Ruhollah Khomeini pediu a morte de Salman Rushdie por suposta blasfêmia no romance "Os Versos Satânicos", ela ajudou a liderar os protestos da comunidade literária. Há cerca de um ano e meio, dias após a execução de três dissidentes cubanos, Sontag envolveu-se em uma polêmica com o escritor colombiano Gabriel García Márquez, a quem acusou de ser condescendente à repressão impost
a pelo regime de Fidel Castro.
Sontag batalhava incessantemente pelos direitos humanos e, ao longo dos anos 90, visitou muitas vezes a região da Iugoslávia, pedindo ação internacional contra a guerra civil que se espalhava pelos Bálcãs. Em 1993, visitou Sarajevo, onde montou uma produção de "Esperando Godot".
Filha de um negociante de peles, ela nasceu como Susan Rosenblatt, em Nova York, em 1933, e passou a infância no Arizona e em Los Angeles.
A mãe era alcoólatra; o pai morreu quando ela tinha cinco anos. Mais tarde, sua mãe se casou com um oficial do exército, o capitão Nathan Sontag. Susan Sontag lembrava sua infância como "uma grande sentença de prisão".
Ela completou sua educação básica com três anos de antecedência, formando-se no segundo grau aos 15 anos; o diretor da escola disse que ela estava perdendo tempo lá. Sua mãe, enquanto isso, advertiu que, se não parasse de ler, jamais se casaria.
Na Universidade de Chicago, ela assistiu a uma palestra de Philip Rieff, psicólogo social e historiador. Casaram-se dez dias mais tarde. Sontag tinha 17 anos, ele 28.
"Era um homem apaixonado erudito e puro", disse ela mais tarde sobre o marido.
Na metade dos anos 60, o casal divorciou-se (tiveram um filho, David, nascido em 1952), e Sontag tornou-se uma das luzes na cena literária de Nova York. Era conhecida pelos seus ensaios, mas também escrevia ficção, ainda que inicialmente sem grande sucesso. "Death Kit" e "The Benefactor" eram, romances experimentais que pouca gente teve paciência de ler até o fim.
"Infelizmente, a inteligência de Sontag continua a ser maior que o seu talento", escreveu Gore Vidal em 1967, ao resenhar "Death Kit".
"Mas assim que se livrar da literatura, ela terá o poder de realizá-la, e não há muitos escritores norte-americanos sobre quem se possa dizer o mesmo".
A ficção de Sontag se tornou mais acessível. Ela escreveu um elogiado conto sobre a Aids, "The Way We Live Now" (A maneira pela qual vivemos agora), e um romance de sucesso, "O Amante do Vulcão", sobre o almirante Nelson e Lady Hamilton, sua amante.
Em 2000, seu romance "Na América", sobre Helena Modjeska, uma atriz polonesa do século 19, foi um fracasso comercial, e recebeu críticas pelo uso não creditado de fontes, tanto de trabalhos de ficção quanto trabalhos de não-ficção. Ainda assim Sontag conquistou com ele o National Book Award.
Entre outras obras, Sontag também criou os filmes "Duet of Cannibals" e "Brother Carl", e escreveu uma peça, "Alice in Bed", com base na vida de Alice James, a adoentada irmã de Henry e William James. Sontag fez uma ponta, como ela mesma, em "Zelig", o falso documentário dirigido por Woody Allen.
Em 1999, escreveu um ensaio para "Women", compilação de retratos da fotógrafa Annie Leibovitz, a sua companheira/amante por muitos anos. Escrevendo sobre a Guerra do Vietnãme, afirmou que "a raça branca é o câncer da história humana".
Poucos dias depois dos ataques terroristas de 11 de Setembro, ela criticou a política externa dos Estados Unidos e fez elogios aos terroristas.
"Onde está o reconhecimento de que não se tratava de um ataque "covarde" à "civilização", "liberdade", "humanidade" ou ao "mundo livre", mas de um ataque à única superpotência mundial, empreendido como conseqüência de alianças e ações específicas dos Estados Unidos?", escreveu ela na revista "New Yorker". "Quanto à questão da coragem (uma virtude moralmente neutra), diga-se o que quiser sobre os perpetradores do massacre de terça-feira, eles não eram covardes."
Patti Smith,é a Susan Sontag do Rock 'N Roll.
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