Escritor, actor, fotógrafo, e realizador, o canadiano nascido Justin Stewart é uma referência no mundo da arte gay mais marginal.LaBruce tem colaborado regularmente, como escritor e fotógrafo, para publicações como a Index, Eye, Exclaim, Dutch, Vice, The National Post, Nerve.com, Black Book e Butt. Como fotógrafo de moda viu o seu trabalho publicado na Dazed and Confused, Bon, Tank, Tetu, Fake, Attitude, Blen, Tokion, Purple Fashion e The National Post, entre outras. Recentemente, realizou uma controversa entrevista a Karl Lagerfeld, para a Vice Magazine.
Ainda acredita que a revolução, para existir, tem que ser sexual, e a revolução sexual para acontecer tem que ser homossexual - diz Bruce, sim, absolutamente, esse é o problema do liberalismo que se sustentava em imperativos políticos que defendiam a igualdade e a liberdade e isso já não existe. O liberalismo foi corrompido pelo capitalismo e já não há libertação no liberalismo.
Inconformista, radical e inventivo. Assim é o cinema de Bruce LaBruce, pornógrafo esteta canadiano que com "L.A. Zombie: the movie that would not die", censurado em vários países e protegido noutros - força um cruzamento entre a pornografia a instalação visual.
O seu cinema, fetichista e explicitamente homossexual, inscreve-se numa escola de demonstração da fisicalidade, sendo amoral e militante. Se há quem veja no seu trabalho apenas a provocação, a construção narrativa que tem vindo a propor ao longo de mais de vinte anos de trabalho, sendo consciente dessa provocação, usa-a para criticar a própria utilização da violência e da exposição. É um cinema que cruza o discurso filosófico militante e a pornografia hardcore. Filmes como "Hustler White", "Skin Gang" ou "Raspberry Reich" insistem num activismo radical, defendendo uma revolução homossexual que vá onde a revolução social não chegou.
L. A. Zombie, sobre um zumbi alienígena que, após emergir do oceano em Los Angeles, sai à procura de cadáveres, com os quais tem relações sexuais a fim de devolver-lhes a vida – não como zumbis, mas como verdadeiros ressuscitados foi excluído do Festival Internacional de Cinema de Melbourne 2010. O anúncio foi feito após o filme ter sido oficialmente seleccionado pelo festival e anunciado no seu catálogo. É o primeiro filme a ser banido do festival pelo comité de avaliação em sete anos. O último havia sido Ken Park, de Larry Clark.
Curiosamente, a versão de L. A. Zombie banida pelo Comitê Australiano de Classificação de Filmes é a versão softcore, na qual não há penetração anal explícita