Não consigo fazer grandes planos para a minha vida. Na verdade não confio muito em planos, provavelmente porque muitas das vezes o desenrolar dos acontecimentos acabou por torná-los impossíveis e outras, eu própria desisti deles por, com o passar do tempo, deixarem de fazer sentido, me parecerem desinteressantes, absurdos ou simplesmente uma absoluta perda do meu precioso tempo.
Sinto cada novo dia como uma oportunidade que me foi concedida para me sentir feliz e não espero que essa felicidade me caia do céu, porque do céu, só cai o granizo, a chuva, e às vezes nem isso... Vou à procura, invisto em mim e nas minhas relações com os outros, o que acaba por ser indissociável . E é por aí que começo e é possivelmente esse o meu maior plano para a vida e é talvez por isso que raramente me fidelizo a coisas que não se relacionem com pessoas e com afectos.
Porque em relação ao resto, ao que o dia-a-dia nos reserva, nunca se sabe...porque " a vida não é justa, porque se fosse, chama-se Justa e não Vida", como dizia no outro dia uma Professora, a uma das minhas filhas...