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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Admirável mundo...





Olho as minhas mãos secas

vazias de sentidos e de vontades

já os meus olhos não querem

as areias escaldantes do deserto

e, marejados de água tépida,

suplicam e imploram

pelas brumas que humedecem

e refrescam a pele do corpo que se eleva
 
até ao admirável mundo dos sentidos





terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Simplesmente...






O meu maior desejo para este Natal e para o ano que aí vem é o retorno da paz e da serenidade. Que esta calamidade da guerra que tantos mortos, feridos e órfãos tem feito, acabe!
Que isto nos sirva, pelo menos a nós que temos escapado, a sabermos apreciar as coisas simples e belas que a natureza e a vida sempre nos vão dando.  
Sejamos gratos pela família e/ou amigos que temos, pelo  tecto que nos abriga, pela roupa que nos aquece e comida que nos sacia.
Sejamos gratos pela paz, nossa maior riqueza nos tempos que vão correndo. Sejamos gratos pelo que temos porque na verdade podemos ser felizes com muito pouco e 'ricos' com o amor e a amizade que damos e recebemos. 

sábado, 21 de novembro de 2015

Less is more II ...



À medida que os anos passam por mim, vou precisando cada vez de menos coisas para me sentir feliz. 
Certamente que será o culminar de um ciclo de vida: nascemos despojados de tudo e assim morremos. Vivemos, ganhamos, perdemos, queremos mudar de carro, comprar mais umas calças, viajar ...e ingenuamente pensamos que quanto mais tivermos mais feliz será a nossa vida.E vai daí e acontece o"inesperado", começamos a perder pessoas, amigos, familiares e aí sim, começamos finalmente a perceber, a sentir na pele e no coração o que é realmente a perda E depois de acontecer aos outros percebemos que não somos imortais e que de um dia para o outro podemos ser os próximos ...e aí paramos para baralhar e voltar a dar as cartas. e  quando sentimos que a vida não é justa e julgamos não aguentar mais, olhamos para o céu num acto de desespero e somos felizes de novo com a visão da expressão máxima de liberdade e cada um olha ao seu ritmo ...ainda que possa ser por escassos minutos...cada um   faz a sua leitura, a sua interpretação, cada um sente à sua maneira e, alguns, não sentem absolutamente nada...
Mas também ninguém disse que seria linear ou fácil!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012






Não consigo fazer grandes planos para a minha vida. Na verdade não confio muito em planos, provavelmente porque muitas das vezes o desenrolar dos acontecimentos acabou por torná-los impossíveis e outras, eu própria desisti deles por, com o passar do tempo, deixarem de fazer sentido,  me parecerem desinteressantes, absurdos ou simplesmente uma absoluta perda do meu precioso tempo. 
Sinto cada novo dia como uma oportunidade que me foi concedida  para me sentir feliz e não espero que essa felicidade me caia do céu, porque do céu, só cai o granizo, a chuva, e às vezes nem isso... Vou à procura, invisto em mim e nas minhas relações com os outros, o que acaba por ser indissociável . E é por aí que começo e é possivelmente esse o meu maior plano para a vida e é talvez por isso que raramente me fidelizo a coisas que não se relacionem com pessoas e com afectos.
Porque em relação ao resto, ao que o dia-a-dia nos reserva,  nunca se sabe...porque " a vida não é justa, porque se fosse, chama-se Justa e não Vida", como dizia no outro dia uma Professora, a uma das minhas filhas...


domingo, 30 de outubro de 2011


RASTO DE NÓS...


Não interessa de onde vimos, nem o destino que escolhemos, interessa sim aquilo que deixamos no coração de todos os que passam por nós ao longo da vida. Interessa deixar raízes e rastos que sejam dignos de  ser seguidos e partilhados, importa iniciar caminhos que possam ser retomados pelos que virão depois .
É imperativo deixar sólidas estruturas, não só no campo da engenharia, da química ou da física  mas também e preferencialmente no dos afectos, da solidariedade e do respeito mútuo, pois serão eles os verdadeiros e os mais sólidos alicerces para a vida, serão eles as ferramentas mais resistentes para fazermos frente à adversidade e às intempéries que a mesma sempre traz consigo.
Podemos percorrer o mundo de lés a lés, ser artistas, conhecer os locais mais encantadores do planeta, sermos detentores de uma cultura invejável, mas se não tivermos enraizados dentro do peito os alicerces que nos envolvem e nos comprometem uns com os outros , pouco conseguiremos avançar como seres humanos  válidos e, consequentemente, a nossa passagem por esta vida não deixará rasto algum que mereça a pena ser seguido ou tomado em consideração. 



quinta-feira, 13 de outubro de 2011


"De costas voltadas...


  não se vê o futuro
nem o rumo da bala
nem a falha no muro (...)"


Pedro Abrunhosa in "Quem me leva os meus Fantasmas"

quarta-feira, 22 de junho de 2011



É no encontro com o teu olhar
que começa a dança do amor.
É nessa translucidez de alma
que os sentidos se despem
de tudo o que é superfulo
e iniciam uma viagem
de voos rasantes
e de tangentes
à linha do horizonte
ao ocaso e aos limites
da sublimidade...