Como pode desmaiar, terminar um amor de todo o sempre? depois de cada ruga que lhes nasceu enquanto dormiam lado a lado, enquanto passavam juntos mais uma noite, um dia, um ano... como esquecer a dor do prazer de cada filho que trouxeram ao mundo? Como relevar o cheiro, a maciez da pele que permaneceram intactos nos dois, incrivelmente inalterados, porque o tempo não muda tudo. e os risos cúmplices quando parecia não haver mais palavras?
Perdeu-se-lhe o rasto, o rumo, mas esse amor não acabou, vagueia por aí algures, sobrevoando noites de desespero...