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sábado, 23 de junho de 2012

Conferência Rio +20


Tendo chegado ao fim a Conferência promovida pelas Nações Unidas, sobre Desenvolvimento Sustentável, que se realizou no Rio de Janeiro, Brasil – a Rio +20, e cujos resultados foram tão decepcionantes como os das que se efectuaram antes desta, particularmente por falta de vontade política para alterar a situação, deixo a declaração final da WWF (World Wide Fund for Nature) de 22 de Junho de 2012, onde, pelo menos, se constata a vontade de não baixar os braços, à semelhança de muitas outras ONG e de cidadãos empenhados por esse mundo fora:
«Com as negociações a chegarem ao fim, o director geral da WWF, Jim Leape, emitiu hoje a seguinte declaração final àcerca da Conferência Rio +20:
Esta foi uma conferência sobre a vida: sobre as gerações futuras; sobre as florestas, oceanos, rios e lagos de que todos nós dependemos para a nossa comida, água e energia. Foi uma conferência para abordar o desafio premente da construção de um futuro que nos pode sustentar.
Infelizmente, os líderes mundiais que se reuniram aqui perderam de vista esse objectivo urgente.
Com muito poucos países dispostos a pressionar para a acção, a presidente brasileira, Dilma Rousseff, escolheu conduzir um processo sem conteúdo sério – em detrimento do planeta.
O resultado é uma oportunidade desperdiçada – um acordo que não encaminha o mundo em direcção ao desenvolvimento sustentável.
A urgência de agir, no entanto, não mudou. E a boa notícia é que o desenvolvimento sustentável é uma planta que tem raízes, que irão crescer independentemente de liderança política fraca.
Ainda assim estão a surgir lideranças activas em comunidades, cidades, governos e empresas que estão a colocar o objectivo de proteger o nosso ambiente, reduzir a pobreza, e de nos mover em direcção a um planeta mais sustentável em lugar prioritário.
O que precisamos é de acções em todos os lugares, de pessoas individuais, vilas, cidades, países, pequenas e grandes empresas e organizações da sociedade civil e movimentos. Nós precisamos que todos assumam a responsabilidade que os líderes mundiais não conseguiram assumir na Conferência do Rio.

sábado, 20 de agosto de 2011

Reforma da Política Comum das Pescas


Está a ser revista a Política Comum das Pescas da União Europeia, que entrará em vigor em 2013, e cujo grupo de trabalho é chefiado pela Comissária dos Assuntos Marítimos e Pescas, Maria Damanaki. Como a política que está em vigor para este sector é baseada em quotas, que, como muitos sabemos, e para serem cumpridas com rigor, levam ao desperdício de toneladas de peixes de qualidade que são “devolvidos” ao mar, já mortos, pelo que, só aproveitam às espécies necrófagas que se encontram no fundo mar, e, isto, num tempo em que muitos cidadãos continuam privados dos alimentos básicos, ainda se torna mais escandaloso.

Para quem desejar ter uma palavra na alteração desta política, assine a carta do Hugh (na imagem) em http://fishfight.net/, que, a última vez que vi, tinha quase 800.000 assinaturas de cidadãos de toda a Europa, incluindo a de alguns membros que fazem parte do referido grupo de trabalho, tendo o Hugh colocado um painel gigante em frente ao edifício onde a matéria está a ser discutida e que vai passando os nomes e países dos que a vão assinando, além de um curto vídeo que mostra essas “devoluções”/desperdício de peixe para o mar.

O teor da carta, que traduzi, é o seguinte:

«Para a Comissária Damanaki, Membros do Parlamento Europeu e todos os governos dos estados membros,

Tenho visto imagens de peixes mortos ou a morrer a serem descarregados em águas Europeias.

Sei que a actual Política Comum de Pescas (PCP) leva a esses descarregamentos/”devoluções” em larga escala; por exemplo, metade de todo o peixe apanhado no Mar do Norte está a ser descarregado/”devolvido” por causa do actual sistema de quotas imposto pela PCP.

Quero que este desperdício sem sentido, de alimento, acabe. Quero que usem a vossa influência para acabar com esta prática inaceitável e vergonhosa.

Estou a apoiar a campanha Fish Fight para ajudar a esta mudança vital nos nossos mares.» (O original desta carta está em http://fishfight.net/letter/)

O vídeo que referi atrás:


sábado, 19 de março de 2011

1.º aniversário do "Limpar Portugal"

O Projecto Limpar Portugal foi um movimento cívico que pretendeu, através da participação voluntária de pessoas e de entidades privadas e públicas, promover a educação ambiental e reflectir sobre a problemática do lixo, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável.
Por intermédio da iniciativa de limpar a floresta portuguesa e removendo todo o lixo depositado indevidamente nos espaços verdes, em 2010 mais de 100 mil pessoas limparam o país, de Norte a Sul e Ilhas, num só dia, 20 de Março.


Por que não 200 mil voluntários em 2011? 

O Limpar Portugal vai ser reeditado este ano nos dias 19 e 20 de Março.
Não iremos fazer o mesmo trabalho do ano passado, onde grande parte do esforço foi dirigido para remover grandes quantidades de resíduos, monstros e entulhos.
Este ano, deverá ser uma actividade “soft e educativa”, concentrada nos plásticos, vidros, papel/cartão e metais que continuam a ser amontoados um pouco por todo o lado, facilmente separáveis e passíveis de reciclagem.
Não devemos concentrar as nossas energias a limpar, pois não pretendemos continuar a fazer o serviço que cabe às autoridades.

Desafiam-se todas as coordenações e voluntários em geral do Limpar Portugal que em 2010 tornaram possível o dia L, a liderarem e desenvolverem nas suas áreas de intervenção, iniciativas de promoção e reflexão sobre a temática que nos juntou no ano passado.

Várias poderão ser as abordagens, como por exemplo:
-> Actualizar no 3RdBlock os locais limpos e registar novos locais;
-> Exposição de fotos do 20 de Março passado;
-> Organizar as escolas para fazerem pequenas rotas de lixo;
-> Visionar documentários educativos sobre o ambiente;
-> Organizar confraternizações locais, se possível com workshops de ambiente;
-> Organizar passeios de BTT, TT ou caminhadas pelos locais limpos em Março de 2010;
-> Delinear planos de protecção das florestas.

Claro que ninguém ficará impossibilitado de fazer recolhas de resíduos e organizar actividades semelhantes à que ocorreu em 2010.

Em 2010 o vosso concelho não participou ou a coordenação não pretende continuar o trabalho? Nada está perdido, organizem uma equipa local e escolham os vossos representantes.
Alguns Concelhos já começaram a trabalhar... Dêem-nos conhecimento das iniciativas que estão ou irão desenvolver e Mãos à Obra Portugal!!!»

E podem sempre contactar-nos em: http://www.AMOPortugal.org

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ética ecológica - Crónica de Anselmo Borges

É significativo que, até pela via etimológica, ética e ecologia estão relacionadas. De facto, ética vem do grego êthos, que significa costumes e morada; ecologia provém de duas palavras gregas (oikos, casa, e lógos, razão, discurso) e significa tratado da casa, também em conexão com economia (oikos e nómos, lei), a lei da casa.
Logo pela etimologia se vê a importância decisiva do tema, pois é da nossa casa e do cuidado por ela que se trata. O debate tem-se tornado premente por causa da crise ecológica: alterações climáticas, contaminação do ar, do solo e da água, desertificação, extinção de espécies.
A responsabilidade ética é evidente, mas não é fácil responder a perguntas que se colocam neste domínio. Por exemplo: como se fundamentam os nossos deveres para com a natureza? Somos obrigados a cuidar dela por causa de nós ou porque ela tem valores objectivos?
O filósofo José Gómez-Heras sintetizou a vasta gama de soluções na seguinte tipologia de éticas medioambientais: argumentação antropocêntrica, argumentação religiosa, argumentação patocêntrica, argumentação biocêntrica, argumentação fisiocêntrica e argumentação metafísica.
Para o antropocentrismo, o Homem, como diz a palavra, ocupa o centro. Só ele é dotado de racionalidade, linguagem, autoconsciência, liberdade e, assim, apenas ele é sujeito moral, fim em si mesmo e fundamento de valores e normas morais. Enquanto pessoa, só tem deveres directos para consigo próprio e as outras pessoas. Para com os outros seres, os seus deveres são indirectos, na medida em que, na sua base, não estão direitos, mas relações de utilidade, posse, afecto.
No patocentrismo (do grego páthein, padecer), o fundamento de uma ética da compaixão é a capacidade de sentir dor e prazer. O princípio fundamental desta ética diz: "Não causes dor a ninguém; na medida das tuas possibilidades, ajuda a todos." O patocentrismo acaba por colocar os seres humanos e os outros animais no mesmo plano moral.
Se o patocentrismo põe o reino vegetal fora do campo moral, o biocentrismo (do grego bíos, vida) torna eticamente relevantes os organismos e as plantas. O seu critério de moralidade integra o mundo dos seres vivos, sem privilégios entre as espécies. Figura eminente do biocentrismo foi Albert Schweitzer, filósofo, teólogo, médico, músico, missionário fundador do hospital de Lambarene, no Gabão, Prémio Nobel da Paz. Para ele, a vida é algo de sagrado, despertando veneração e respeito. O seu princípio fundamental é: "Eu sou vida que quer viver no meio de vida que quer viver."
Frente ao antropocentrismo, afirma-se o fisiocentrismo (do grego physis, natureza), que, contra a concepção moderna objectivante e físico-matemática da natureza, a afirma como organismo vivo e subjectividade autocriadora, no quadro de uma cosmovisão de cariz panteizante e reivindicando, assim, uma dimensão ética para toda a natureza. Contra o dualismo homem-natureza, vê o Homem integrado na natureza, numa unidade de co-pertença, que exige o paradigma da colaboração, contra o paradigma da objectivação e da exploração pelo Homem.
Face a estas concepções, é necessário superar um duplo radicalismo: o antropocentrismo que tudo objectiva e o naturalismo panteizante. Para isso, impõe-se estar atento ao lugar do Homem na evolução: se, por um lado, ele não é desvinculável da natureza, por outro, não é idêntico à natureza, pois tem características que o tornam qualitativamente diferente: é natureza humana.
Neste contexto, a distinção entre agente moral, status reservado ao Homem enquanto ser racional e livre, e paciente moral, qualidade atribuível a todos os seres naturais, proposta por Gómez-Heras e outros, ajuda a iluminar o problema. Ao Homem compete a construção de um mundo moral, pelo conhecimento, reflexão e decisão. E faz-se justiça à natureza, "reconhecendo os valores de que é portadora" e assumindo-os como fonte de respeito e obrigação moral.

Também aqui.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Blog Action Day 2010: ÁGUA







A água é considerada o mais essencial dos elementos, algo que, alguns de nós, tomam por garantido. Quem é que não tem água potável, não é? Aparentemente, uma em cada oito pessoas. Quem diria! Sabia disso? E que 2/5 da população mundial não tem acesso a um sistema de esgotos? E que o corpo humano é constituído por quase 80% de água? Disto talvez muitos saibam e, por isso, deviam também saber que a água nos é, precisamente por isso, vital.
Água como um Direito Humano: A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o acesso a água potável e ao saneamento básico como direitos humanos, apesar da objecção dos Estados Unidos da América. Hoje, quase mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável. More Info »
Mulheres: Em África, são principalmente as mulheres que têm a responsabilidade do abastecimento de água. Caminham mais de 40 mil milhões de horas por ano carregando recipientes que pesam mais de 18 quilos para abastecer de água a sua comunidade, água que, em regra, não é segura para beber. More Info »
Oceanos poluídos: A poluição não é apenas má para o ambiente, fica também muito dispendiosa! Mortes e doenças causadas por águas costeiras poluídas custam à economia global $12.8 mil milhões de dólares por ano. More Info »
Rios mortos: Hoje, 40% dos rios e 46% dos lagos americanos, estão demasiado poluídos para se poder pescar, nadar, ou para a vida marinha. O que não surpreende, considerando o facto de 1.2 triliões de galões (nem converto!) de esgotos não tratados e de lixos industriais serem descarregados, anualmente, nas águas americanas. More Info »
Pegada ecológica dos alimentos: Sabe qual é o valor da pegada ecológica da sua comida? Por exemplo, são necessários 75 litros de água para fazer um copo de cerveja e 15.500 litros para fazer um quilo de carne. More Info »
Guerras da água: Muitos professores, investigadores e analistas políticos atribuem o conflito no Darfur, pelo menos em parte, à falta de acesso à água. Com efeito, um relatório comissariado pelo Programa para o Desenvolvimento, da ONU, conclui que no século XXI a escassez de água se tornará numa das principais causas de conflito em África. More Info »
Pegada ecológica da tecnologia: Em média, por dia, 500 mil milhões de litros de água passam pelas centrais eléctricas americanas para fornecer energia a toda a tecnologia usada diariamente. Por exemplo, aquele novo iPhone que trazem no bolso requer meio litro de água para ser recarregado. Pode não parecer muito, mas com, aproximadamente, 6.4 milhões de iPhones activos nos EUA, são necessários 3.2 milhões de litros de água para os recarregar. More Info »
Água engarrafada: Embora as pessoas nos EUA tenham acesso a água potável de qualidade nas suas torneiras, bebem em média 200 garrafas de água por pessoa por ano. São necessários mais de 17 milhões de barris de petróleo para fabricar essas garrafas para a água, 86% das quais nunca serão recicladas. More Info »
Crianças: Todas as semanas, cerca de 38.000 crianças com menos de 5 anos, morrem devido a água imprópria para beber e por falta de condições de higiene. More Info »
Como, em Portugal, continuamos com a crónica falta de elementos ou de estudos sobre este assunto, recorri a indicadores fornecidos por ONG internacionais, que, encontrando-se no terreno, têm conhecimento directo do que falam. Por outro lado, tendo ficado a saber, através de mensagem que a Blog Action Day 2010 me enviou no passado dia 12, que o blogue da Casa Branca também vai contribuir com um texto hoje, tenho curiosidade em lê-lo, dado os maus exemplos americanos que aqui divulguei no que respeita a água.
Blog Action Day 2010: Water
Blog Action Day 2010: Water from Blog Action Day on Vimeo.

domingo, 10 de outubro de 2010

10/10/10 Global Work Party - vai participar?

Se ainda não decidiu em qual dos eventos vai participar neste dia para a consciencialização sobre o problema das alterações climáticas proposto pela organização internacional 350.Org/, veja este Mapa. Quem sabe se não haverá uma concentração bem perto de si, aumentando assim o número de pessoas que se reunirão em todo o mundo com o propósito de enviar uma mensagem clara aos participantes na próxima Cimeira sobre Alterações Climáticas que se realizará em Dezembro, no México, ao mesmo tempo que  poderá passar uma horas agradáveis e saudáveis de convívio, com passeios a pé, de bicicleta ou por qualquer outro meio não poluente, a partir das 10:00 horas de hoje.
Quem residir em Vila Nova de Famalicão ou nos concelhos e freguesias vizinhas, não deixe de consultar o blogue Sustentabilidade É Acção, da incansável Manuela Araújo, onde encontrará todo o programa da Caminhada pelo Clima em Famalicão, que também poderá consultar AQUI, bem como outros eventos similares noutras regiões do país.
Se o temporal der tréguas, estarei junto ao Padrão dos Descobrimentos.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

As contradições da UE sobre OGM - Não se cultivam, importam-se!

Numa reunião, no final do mês de Junho, os Ministros da Agricultura dos 27 Estados membros da União Europeia (UE) não conseguiram uma maioria de votos nem a favor nem contra a importação de seis espécies de milho geneticamente modificado (OGM) para alimentação humana e animal, o que, segundo os regulamentos da UE, impõe que seja a Comissão Europeia a decidir. E esta decidiu pela importação desses produtos, depois de ouvir a Agência Europeia de Segurança Alimentar (AESA ou EFSA) que avaliou positivamente os seis tipos de milho OGM.
Depois de anos de estudos e de lutas e em que se acordou, recentemente, que apenas poderiam ser cultivados na Europa a batata Amflora e o milho MON810, ambos OGM, a Comissão Europeia sai-se com esta autorização de importação de seis espécies de milho OGM e, ainda por cima, a autorização é válida por um período de dez anos!
Esta decisão foi já criticada pela França e pela Alemanha, que se opõem aos OGM, e por entenderem que este passo pode levar, no futuro, à cultura destes produtos na Europa. Tudo o que a Comissão propôs, foi a modificação destes regulamentos, para não ficar com toda a responsabilidade neste tipo de resoluções.
E pergunto eu: do mesmo modo que a Comissão decidiu pelo "sim" à importação destes produtos, não podia ter decidido pelo "não"? Se não havia uma posição maioritária dos Ministros da Agricultura nem para um lado nem para o outro!

Fonte: RFI

sábado, 22 de maio de 2010

Dia e Ano Internacional da Biodiversidade

Vi há poucas horas uma reportagem sobre alguns estudantes de Biologia da Universidade do Algarve que fizeram greve de fome para chamar a atenção como a pesca excessiva, principalmente a de arrasto, está a contribuir para a diminuição de muitas espécies de peixes que muitos de nós adquirimos sem sequer nos darmos conta que estamos a contribuir para a sua eventual extinção, nem para o facto de muitos desses modos de pesca serem ilegais. Por isso, e assinalando-se hoje o Dia Internacional da Biodiversidade, e sendo 2010 também o seu Ano Internacional, deixo aqui um vídeo sobre este assunto, que também pode ser visto no sítio da Greenpeace Portugal neste endereço: http://www.greenpeace.org/portugal/



terça-feira, 20 de abril de 2010

Conferência Mundial dos Povos contra as alterações climáticas - Bolívia


Depois do fracasso da Cimeira de Copenhaga e antes da que se vai realizar no final do ano no México, iniciou-se ontem, dia 19, e decorre por mais três dias a Conferência Mundial dos Povos contra as alterações climáticas, em Cochabamba, na Bolívia, com a participação de mais de 14.000 pessoas, entre as quais representantes de várias ONG de todo o mundo e dos povos indígenas da América Latina, que, deste modo,  querem fazer ouvir a sua voz sobre esta questão e elaborar um documento que seja tido em conta na cimeiras futuras sobre o ambiente.

Fonte: RFI

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Colóquio: Transição para uma Economia e Cultura Pós-Carbono

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O Colóquio: Transição para uma Economia e Cultura Pós-Carbono realiza-se no próximo Sábado, 10 de Abril, entre as 9.30 e as 19.00 horas, no Auditório do Crédito Agrícola de Pombal. O programa e as inscrições estão disponíveis AQUI.
Manuela Araújo do blogue Sustentabilidade É Acção, fará também uma intervenção neste Colóquio.

Quem puder, não deixe de ouvir hoje, dia 5, entre as 15.00 e as 16.00 horas, o programa Mais cedo ou mais tarde, da TSF, cujo tema é a "Simplicidade Voluntária" e em que João Paulo Meneses entrevistará João Leitão, não só sobre o tema mas, também, sobre o referido Colóquio, de que é o organizador.


quarta-feira, 3 de março de 2010

Comissão Europeia aprovou o cultivo de batata geneticamente modificada

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Após treze anos de estudos e burocracias, a Comissão Europeia aprovou ontem o cultivo da batata geneticamente modificada Amflora, desenvolvida pela BASF, grupo químico alemão, para fins industriais como o fabrico de papel e de têxteis, no espaço da União Europeia, e a BASF planeia iniciar ainda este ano o seu cultivo em 250 hectares de terreno situados na República Checa, Suécia e Alemanha.

Como nunca se sabe quando estas batatas nos caem no prato, porque mesmo havendo rotulagem específica obrigatória e inspecção constante o risco mantém-se, e um desses riscos provém do facto de um dos genes introduzidos nessas batatas ser resistente a alguns antibióticos que são benéficos para os seres humanos e, se as ingerirmos, podemos estar a criar também resistências a algo que necessitamos para restabelecer a nossa saúde.
Veremos se tudo isto não se transformará também na "lógica da batata".

Fonte: FT

sábado, 12 de dezembro de 2009

Crise Ambiental: separar o trigo do joio, tema do debate do programa Câmara Clara deste Domingo

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No programa Câmara Clara da RTP2 de amanhã, Domingo, às 22,30h, serão convidados de Paula Moura Pinheiro: Maria Helena Henriques, Coordenadora da Comissão Nacional do Ano Internacional do Planeta Terra, e Viriato Soromenho-Marques, Comissário da Conferência Internacional - O Ambiente na Encruzilhada, da Fundação Calouste Gulbenkian.
Também se ouvirão testemunhos de Malini Mehra, Ruud Lubbers, Pedro Arrojo-Agudo, Julie Packard e Jonathan Porrit.
Temas a tratar: pessoas, rios e bosques; ética, políticas e negócios; segurança alimentar e saúde, entre outros.

Nas fotos: Maria Helena Henriques e Viriato Soromenho-Marques, respectivamente.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Copenhaga - Nós e a Natureza

Em plena crise de "natalite", que se agrava de ano para ano, que me tira até a vontade de escrever aqui, e tendo dito ontem à Manuela Araújo que o único problema do Planeta Terra era o ser humano, questiono-me hoje se será o ser humano capaz de corrigir as agressões que já fez à Terra nestes milhares de anos que por cá andamos.
Todos sabemos que a Terra, sem nós, se autorregenaria de todos os nossos disparates. Seremos nós capazes de nos autorregenerarmos para merecermos o lugar que nos foi dado para vivermos? Ou, depois desta Cimeira de Copenhaga, também deveremos ter o nosso rosto em cartazes que nos recordem que perdemos uma oportunidade de demonstrar que somos tão inteligentes quanto a Natureza?