Foram 2 meses de antecedência para garantir que as primeiras filas do São Luiz não me escapariam. Quando vou ao teatro gosto de garantir que fico lá à frente, sem precisar de ouvir os actores através das colunas de som. Gosto de lhes ouvir a voz do peito, da cabeça e da garganta. Ver-lhes no olhar aquilo que estão a sentir. Perceber quando ficam com os olhos cheios de lágrimas e quando lhes começam a cair as primeiras gotas de suor. As primeiras filas fazem-me ver a olho nu o pulsar das carótidas depois de uma cena emocionante. O teatro é isto. É viver com os actores o que eles estão também a viver. E, portanto, ontem vivi a peça "Actores". Foram quase 3 horas de puro deleite. Surpreendente do princípio ao fim... até no intervalo. Cinco actores protagonistas a um elevadíssimo nível e uma encenação exemplar fazem desta peça a melhor que vi até hoje. Honestamente não me lembro de outra vez em que tenha saído assim do teatro. O Bruno Nogueira, o Miguel Guilherme e o Nuno Lopes aparecem como cabeças de cartaz mas a Carolina Amaral e a Rita Cabaço [m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a] são igualmente cabeças. Ninguém fica aquém de ninguém.
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domingo, 21 de janeiro de 2018
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
uma noite na lua
Vale a pena cada minuto da hora e dez. Tudo é bom. O texto, a encenação, o ator, a luz e a música. Se ainda forem a tempo, não percam. É bom de mais. Uma noite na Lua.
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