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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Top 10 utensílios de cozinha sem os quais não vivo
Há algumas semanas a Simone me perguntou umas dicas de utensílios de cozinha para ela comprar aqui no Canadá. Achei a pergunta ótima e oportuna para a realização de um post, que ficou enrolando, enrolando até que finalmente decidiu sair. Confesso que foi difícil elaborar um Top 10 dos utensílios sem os quais não existo na cozinha... Para chegar a um número fechado tive que elaborar alguns critérios: eliminei os utensílios básicos, tipo panelas, pratos e talheres, e me concentrei somente naqueles que eu tenho e uso diariamente ou quase. Não estabeleci preço nem ordem de importância: tem de bugiganga até eletrodoméstico carésimo. Eis o meu Top 10:
1. Faca
Eu sei que disse que não ia falar dos utensílios mais básicos, mas acho que sempre é bom reiterar a importância de se ter uma boa faca na cozinha. Uma faca adequada para o serviço e bem afiada poupa tempo, stress e energia de quem cozinha, e para quem tem que cortar, picar e fatiar um montão de coisa isso é muito importante. Uma faca boa e pesada não precisa ser cara, e você também não precisa comprar um jogo inteiro: basta uma faca do chef para toda hora e uma faca pequena e delicada para descascar frutas e fazer pequenos cortes.
2. Mini processador
Eu sou fã do bom e velho pilão e socador, mas o mini processador também tem seu lugar na cozinha. Bom especialmente para triturar cebola e alho bem trituradinhos, fazer pequenos purês e marinados. Dá um certo trabalho para lavar, é verdade, mas compensa. Eu não tenho um processador grande, daqueles com lâminas que fatiam, ralam e trituram, então compenso com o mini-processador e o mandoline.
3. Mandoline
Indispensável para fatiar legumes bem fininhos e sempre do mesmo tamanho. Se a sua habilidade com a faca for profissional acho que dá para passar sem ele, mas para nós, simples mortais, essa bugiganga é um achado. Como muitos outros utensílios de cozinha, você encontra mandolines de todos os tamanhos e preços: desde os de inox com lâminas reguláveis até os de plástico baratinho (e que funcionam muito bem, obrigado).
4. Mini mixer
Este foi um achado mesmo: achei por menos de cinco dólares escondido numa barraquinha de livros (?). Tem o motorzinho movido a pilha e quatro tipos de batedores diferentes: um para fazer espuma de leite para capuccinos, um para bater vinagretes, um ótimo para fazer maioneses e hollandaises sem falha, e um para misturar drinks. Pode parecer super supérfluo, mas eu uso praticamente todos os dias (principalmente para fazer vinagretes e capuccinos).
5. Steamer
Eu acredito que ter um steamer na cozinha é indispensável, já que todo mundo está cansando de saber dos benefícios do cozimento a vapor sobre o cozimento tradicional: além de não usar gordura, é rápido e conserva mais nutrientes nos vegetais. Além disso, você pode fazer refeições inteiras usando um steamer de bambu de dois andares, facilmente adquirido em qualquer lojinha de produtos asiáticos. Hoje em dia muitas panelas já vêm com uma bandeja de cozimento a vapor que também é ótima.
6. Microplane/zester
Quem costuma assistir aos programas de culinária na TV já deve ter percebido que os celebrity-chefs não vivem sem um zester para tirar raspas de cítricos ou ralar gengibre, alho e queijo bem rapidinho. Pode parecer um luxo dispensável, mas a verdade é que ter um zester ao alcance das mãos faz com que você use mais e melhor os temperos disponíveis, portanto trata-se de um elemento importante na cozinha. É bem verdade que o microplane que os chefs usam custa o olho da cara, mas existem versões menos poderosas por uma fração do preço.
7. Máquina de arroz
Olha, não é só porque eu estudo cinema chinês que virei devota das máquinas de arroz. Hoje em dia eu não consigo imaginar a minha vida sem uma dessas. Se é prática? Pense assim: numa refeição completa, é menos uma coisa para se preocupar. Sim, porque a máquina faz tudo: você só coloca o arroz e a água, joga uns temperinhos se quiser, e liga na tomada. Até as mais vagabundas têm um mecanismo que desliga sozinho quando o arroz fica pronto, então nada de ficar de olho na panela, bye-bye para arroz queimado ou empapado. Você pode controlar a consistência do arroz de acordo com a quantidade de água acrescentada (lembrando que os asiáticos preferem arroz coladinho), só não dá para fazer arroz temperado, risotto, pilaf ou paella porque aí também já é querer demais.
8. Secador de salada
Para mim este ítem entraria na lista de coisas básicas, mas a verdade é que muita gente não tem um secador de saladas em casa. Mas é tão mais fácil do que lavar a alface na pia e secar com pano de prato, sem falar que faz um trabalho muito mais competente, especialmente para quem compra alface na feira que vem cheia de terra! E não serve só para alface, dá para lavar e enxugar todo tipo de folha e erva que se desejar. Para quem usa muito, vale a pena investir num modelo mais resistente e com manivelas ergonômicas (meu sonho é um desses que você bombeia ou puxa a cordinha).
9. Blender de imersão
Se você adora sopa cremosa mas tem medo de colocar coisas muito quentes para bater no liquidificador (ou simplesmente não tem um liquidificador), prepare-se para ver sua vida mudar com um blender de imersão. Ele transforma qualquer coisa em purê muito facilmente, com mais segurança e sem sujar mais louça! Hoje em dia existem até versões sem fio e com vários acessórios que transformam o blender de imersão num micro-processador (hello! dois apetrechos fundamentais em um!!).
10. Batedeira
Eu costumo medir o grau de comprometimento das pessoas com a batedeira da seguinte forma: quem não tem uma ou não gosta de cozinhar ou adora mas não se liga muito em doces. Quem tem uma daquelas portáteis gosta de bater um bolinho eventualmente, mas não sempre. Uma daquelas grandes é sinal de que a coisa é mais séria. Agora uma dessas é sinal de que a pessoa é uma serious baker (ou uma daquelas madames que usa os apetrechos de última moda como objetos decorativos). Sim, é um investimento caro - o mais caro que eu já fiz na minha cozinha -, mas para quem usa muito vale a pena.

*Menção especial para o apetrecho que eu uso mas tenho vergonha de admitir: medidor de macarrão. Sim, porque eu sempre, SEMPRE erro a medida do macarrão. No começo eu errava para menos, mas na tentativa de corrigir o erro passei a errar para mais - eu sei, tem algo errado comigo. Felizmente eu não preciso procurar ajuda profissional já que inventaram esse troço para medir macarrão. É só passar o espaguete pelos buracos indicadores (para uma, duas ou quatro pessoas) e pronto! Só que com o tempo aprendi que essa medida é ideal apenas para pessoas de apetite moderado, ou seja, tenho que usar a medida para três pessoas quando é meu marido quem vai comer.
Eu sei que disse que não ia falar dos utensílios mais básicos, mas acho que sempre é bom reiterar a importância de se ter uma boa faca na cozinha. Uma faca adequada para o serviço e bem afiada poupa tempo, stress e energia de quem cozinha, e para quem tem que cortar, picar e fatiar um montão de coisa isso é muito importante. Uma faca boa e pesada não precisa ser cara, e você também não precisa comprar um jogo inteiro: basta uma faca do chef para toda hora e uma faca pequena e delicada para descascar frutas e fazer pequenos cortes.
Eu sou fã do bom e velho pilão e socador, mas o mini processador também tem seu lugar na cozinha. Bom especialmente para triturar cebola e alho bem trituradinhos, fazer pequenos purês e marinados. Dá um certo trabalho para lavar, é verdade, mas compensa. Eu não tenho um processador grande, daqueles com lâminas que fatiam, ralam e trituram, então compenso com o mini-processador e o mandoline.
Indispensável para fatiar legumes bem fininhos e sempre do mesmo tamanho. Se a sua habilidade com a faca for profissional acho que dá para passar sem ele, mas para nós, simples mortais, essa bugiganga é um achado. Como muitos outros utensílios de cozinha, você encontra mandolines de todos os tamanhos e preços: desde os de inox com lâminas reguláveis até os de plástico baratinho (e que funcionam muito bem, obrigado).
Este foi um achado mesmo: achei por menos de cinco dólares escondido numa barraquinha de livros (?). Tem o motorzinho movido a pilha e quatro tipos de batedores diferentes: um para fazer espuma de leite para capuccinos, um para bater vinagretes, um ótimo para fazer maioneses e hollandaises sem falha, e um para misturar drinks. Pode parecer super supérfluo, mas eu uso praticamente todos os dias (principalmente para fazer vinagretes e capuccinos).
Eu acredito que ter um steamer na cozinha é indispensável, já que todo mundo está cansando de saber dos benefícios do cozimento a vapor sobre o cozimento tradicional: além de não usar gordura, é rápido e conserva mais nutrientes nos vegetais. Além disso, você pode fazer refeições inteiras usando um steamer de bambu de dois andares, facilmente adquirido em qualquer lojinha de produtos asiáticos. Hoje em dia muitas panelas já vêm com uma bandeja de cozimento a vapor que também é ótima.
Quem costuma assistir aos programas de culinária na TV já deve ter percebido que os celebrity-chefs não vivem sem um zester para tirar raspas de cítricos ou ralar gengibre, alho e queijo bem rapidinho. Pode parecer um luxo dispensável, mas a verdade é que ter um zester ao alcance das mãos faz com que você use mais e melhor os temperos disponíveis, portanto trata-se de um elemento importante na cozinha. É bem verdade que o microplane que os chefs usam custa o olho da cara, mas existem versões menos poderosas por uma fração do preço.
Olha, não é só porque eu estudo cinema chinês que virei devota das máquinas de arroz. Hoje em dia eu não consigo imaginar a minha vida sem uma dessas. Se é prática? Pense assim: numa refeição completa, é menos uma coisa para se preocupar. Sim, porque a máquina faz tudo: você só coloca o arroz e a água, joga uns temperinhos se quiser, e liga na tomada. Até as mais vagabundas têm um mecanismo que desliga sozinho quando o arroz fica pronto, então nada de ficar de olho na panela, bye-bye para arroz queimado ou empapado. Você pode controlar a consistência do arroz de acordo com a quantidade de água acrescentada (lembrando que os asiáticos preferem arroz coladinho), só não dá para fazer arroz temperado, risotto, pilaf ou paella porque aí também já é querer demais.
Para mim este ítem entraria na lista de coisas básicas, mas a verdade é que muita gente não tem um secador de saladas em casa. Mas é tão mais fácil do que lavar a alface na pia e secar com pano de prato, sem falar que faz um trabalho muito mais competente, especialmente para quem compra alface na feira que vem cheia de terra! E não serve só para alface, dá para lavar e enxugar todo tipo de folha e erva que se desejar. Para quem usa muito, vale a pena investir num modelo mais resistente e com manivelas ergonômicas (meu sonho é um desses que você bombeia ou puxa a cordinha).
Se você adora sopa cremosa mas tem medo de colocar coisas muito quentes para bater no liquidificador (ou simplesmente não tem um liquidificador), prepare-se para ver sua vida mudar com um blender de imersão. Ele transforma qualquer coisa em purê muito facilmente, com mais segurança e sem sujar mais louça! Hoje em dia existem até versões sem fio e com vários acessórios que transformam o blender de imersão num micro-processador (hello! dois apetrechos fundamentais em um!!).
Eu costumo medir o grau de comprometimento das pessoas com a batedeira da seguinte forma: quem não tem uma ou não gosta de cozinhar ou adora mas não se liga muito em doces. Quem tem uma daquelas portáteis gosta de bater um bolinho eventualmente, mas não sempre. Uma daquelas grandes é sinal de que a coisa é mais séria. Agora uma dessas é sinal de que a pessoa é uma serious baker (ou uma daquelas madames que usa os apetrechos de última moda como objetos decorativos). Sim, é um investimento caro - o mais caro que eu já fiz na minha cozinha -, mas para quem usa muito vale a pena.
*Menção especial para o apetrecho que eu uso mas tenho vergonha de admitir: medidor de macarrão. Sim, porque eu sempre, SEMPRE erro a medida do macarrão. No começo eu errava para menos, mas na tentativa de corrigir o erro passei a errar para mais - eu sei, tem algo errado comigo. Felizmente eu não preciso procurar ajuda profissional já que inventaram esse troço para medir macarrão. É só passar o espaguete pelos buracos indicadores (para uma, duas ou quatro pessoas) e pronto! Só que com o tempo aprendi que essa medida é ideal apenas para pessoas de apetite moderado, ou seja, tenho que usar a medida para três pessoas quando é meu marido quem vai comer.
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domingo, 1 de junho de 2008
Está aberta a temporada de sorvete!
Como quase toda blogueira de comida dessa blogosfera, eu também fui mordida pelo bichinho do sorvete caseiro. Tudo começou quando eu descobri que existia um acessório da Kitchen Aid que transformava a batedeira numa máquina de sorvete, mas pesquisas pela internet revelaram que o preço andava bastante salgado aqui por terras canadenses, enquanto que nos EUA era muito mais barato. Vasculhei toda a Amazon em busca de um produto que entregasse acima da fronteira, mas nada. Já estava me conformando a pagar mais caro quando, numa inocente visita ao supermercado, encontro uma máquina de sorvete com um preço bem convidativo. A máquina é igual à da Ana Elisa do La Cucinetta, e julgando pelas maravilhas que ela já fez, só podia ser boa. Mandei a kitchen aid às favas (pelo menos por enquanto) e comprei essa mesmo, trouxe a belezinha pra casa e já coloquei no freezer com um sorvete em mente.
Tudo o que se lê nos food blogs sobre as delícias do sorvete caseiro não poderia ser mais verdadeiro. Primeiro, tem-se uma opção de sobremesa deliciosa, fácil de fazer e com variações de sabores praticamente inesgotáveis. Segundo, é uma mão na roda para dias de calor insuportáveis como os que temos por aqui no nosso breve, porém intenso, verão. Terceiro, e talvez o mais legal, é aquela deliciosa sensação de liberdade dos produtos artificiais e industrializados que em nada competem com sua versão artesanal ou caseira (sensação que senti pela primeira vez ao fazer biscoito, e depois ao fazer pizza, e depois ao fazer hamburguer, e assim por diante). E, finalmente, tem-se a possibilidade de aproveitar frutas da época, experimentar novos sabores e esvaziar a geladeira nos momentos de aperto. E declaro aberta a temporada de sorvete!
Tudo o que se lê nos food blogs sobre as delícias do sorvete caseiro não poderia ser mais verdadeiro. Primeiro, tem-se uma opção de sobremesa deliciosa, fácil de fazer e com variações de sabores praticamente inesgotáveis. Segundo, é uma mão na roda para dias de calor insuportáveis como os que temos por aqui no nosso breve, porém intenso, verão. Terceiro, e talvez o mais legal, é aquela deliciosa sensação de liberdade dos produtos artificiais e industrializados que em nada competem com sua versão artesanal ou caseira (sensação que senti pela primeira vez ao fazer biscoito, e depois ao fazer pizza, e depois ao fazer hamburguer, e assim por diante). E, finalmente, tem-se a possibilidade de aproveitar frutas da época, experimentar novos sabores e esvaziar a geladeira nos momentos de aperto. E declaro aberta a temporada de sorvete!
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Sonho de consumo (realizado)
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Mais sobre as sacolas ecológicas
Muito se discute atualmente (no mundo dos foodblogs e fora dele) sobre o terrível mal dos sacos de mercado de plástico, e sobre como é melhor, mais bacana e mais ecologicamente correto levar a sua própria sacola de lona re-utilizável. A esta altura, acho que já chegamos à conclusão de que de fato é melhor para todos: para os mercados que não precisam mais fazer circular o plástico; para o consumidor que faz algo bacana, se livra daquele montão de saco que não serve para nada e ainda posa de eco-friendly com sua sacolinha personalizada; para o resto do mundo que não liga a mínima para essa discussão (mas devia, pois dela também se beneficia).
Montreal é uma cidade eco-friendly na medida do possível (ainda não entendo essa mania de jogar móveis e eletrodomésticos quebrados na rua), embora alguns mercados não tenham ainda adotado a prática de cobrar pelas sacolas de plástico, como alguns mercados americanos e europeus fazem, para coibir seu uso. Os sacos de papel existem, embora tenhamos que pedir por eles, vemos campanhas na televisão incentivando o uso das sacolas de lona, e muitos mercados oferecem estas sacolas a preço de banana (comprei a minha no Metro por CAN$ 1,00), mas na boca do caixa ainda vemos a predominância das sacolas de plástico por aqui.
Para mim, a questão não foi tanto de migrar para a sacola de lona re-utilizável, coisa que não doeu nadinha nadinha, mas encontrar uma que me servisse bem. O problema é que eu não ando de carro e geralmente passo no mercado ou na feira depois da faculdade ou academia, de modo que não posso ter minha sacolona sempre à mão (a não ser que eu colocasse meus livros na sacola da feira, mas isso feriria até meus mais desleixados visuais). Encontrei a solução esta semana: trata-se de uma sacola de nylon bem resistente, mas totalmente maleável.
Dobrada - e a minha tem até um botãozinho para segurar tudo no lugar - ela fica menor que uma carteira. Cabe até no bolso.
Desdobrada ela fica num tamanho razoável, ideal para carregar a compra da semana. E ainda é bonitinha!
Já estou usando ela sem parar, e não somente no mercado: na loja, na locadora, pra que saco plástico minha gente? É bem verdade que ainda tenho que pedir (insistir, e de vez em quando brigar) para colocarem as compras na minha sacolinha, e às vezes quando eu olho já estão enfiando as coisas nos sacos plásticos, daí tenho que dar uma de chata e tirar tudo de novo. Mas é por uma boa causa, e sei que um dia todo mundo estará consciente disso. A minha sacola de nylon custou CAN$ 8,00 na Zone, e tinham milhares de outros modelos e cores lá para escolher.
Montreal é uma cidade eco-friendly na medida do possível (ainda não entendo essa mania de jogar móveis e eletrodomésticos quebrados na rua), embora alguns mercados não tenham ainda adotado a prática de cobrar pelas sacolas de plástico, como alguns mercados americanos e europeus fazem, para coibir seu uso. Os sacos de papel existem, embora tenhamos que pedir por eles, vemos campanhas na televisão incentivando o uso das sacolas de lona, e muitos mercados oferecem estas sacolas a preço de banana (comprei a minha no Metro por CAN$ 1,00), mas na boca do caixa ainda vemos a predominância das sacolas de plástico por aqui.
Para mim, a questão não foi tanto de migrar para a sacola de lona re-utilizável, coisa que não doeu nadinha nadinha, mas encontrar uma que me servisse bem. O problema é que eu não ando de carro e geralmente passo no mercado ou na feira depois da faculdade ou academia, de modo que não posso ter minha sacolona sempre à mão (a não ser que eu colocasse meus livros na sacola da feira, mas isso feriria até meus mais desleixados visuais). Encontrei a solução esta semana: trata-se de uma sacola de nylon bem resistente, mas totalmente maleável.
Já estou usando ela sem parar, e não somente no mercado: na loja, na locadora, pra que saco plástico minha gente? É bem verdade que ainda tenho que pedir (insistir, e de vez em quando brigar) para colocarem as compras na minha sacolinha, e às vezes quando eu olho já estão enfiando as coisas nos sacos plásticos, daí tenho que dar uma de chata e tirar tudo de novo. Mas é por uma boa causa, e sei que um dia todo mundo estará consciente disso. A minha sacola de nylon custou CAN$ 8,00 na Zone, e tinham milhares de outros modelos e cores lá para escolher.
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