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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Como assar um pimentão sem churrasqueira


Parece estranho, mas é assim mesmo

Para mim a melhor maneira de se cozinhar um pimentão sempre foi assando-o na churrasqueira até que a pele ficasse esturricada e por fim viesse a se separar facilmente da carne já macia, doce e levemente defumada. Agora que não tenho mais uma churrasqueira, precisei recorrer a métodos menos ortodoxos para assar pimentões.

Já tinha visto chefs assando pimentões e berinjelas diretamente na boca do fogão na TV antes, mas aquilo sempre havia me parecido errado ou perigoso. Mas com a prática aprendi que não é: basta usar uma pinça de cozinha com cuidado e tratar o fogão como se fosse uma churrasqueira.

Coloque o pimentão diretamente sobre a chama alta e deixe-o queimar uniformemente por todos os lados, girando-o de tempos em tempos com o auxílio de uma pinça de cozinha. Esse processo leva uns quinze minutos no máximo, mas não se assuste com cheiros nem cores de queimado. Quanto mais queimada estiver a pele do pimentão, mais facilmente ela sairá depois que ele tiver esfriado um pouco.

Para retirar a pele queimada, use as mãos ou raspe a superfície do pimentão delicadamente com uma faca (mas não se preocupe em tirar cada resquício), e use o seu pimentão assado como quiser. Eu usei o meu para fazer uma sopa de tomate bem quentinha e aproveitar as temperaturas amenas que tem feito ultimamente.

terça-feira, 16 de março de 2010

Sorvete de côco com abacaxi grelhado

Está amarelo assim mas é côco, acreditem

Eu raramente cozinho coisas as quais não como. Minha cozinha nunca viu a cara de um camarão e acho que deve continuar assim. Acho que é uma coisa comum para quem cozinha para si e os mais próximos, diferentemente dos profissionais que precisam atender pedidos. Não sei como seria se eu trabalhasse num restaurante e tivesse que fazer - e provar - alguma coisa que eu detesto, porque isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde.

Mesmo assim, fiz este sorvete de côco para servir com um abacaxi grelhado no final de um jantarzinho thai para amigos chegadíssimos aqui em casa. Não gosto de côco, mas esta era a única sobremesa relativamente autêntica thai fácil de fazer no tempo que eu tinha e apropriada para o calor do verão baiano. Era isso ou banana frita e, vocês sabem, eu tenho nojo de banana. Essa aí eu não faço nem por dinheiro.

Segui a receita passo a passo, mas não teve aquela parte gostosa de provar todas as etapas. Eu provei, fazendo careta, só para constatar que estava com gosto de côco e segui adiante. Foi meio sem graça, confesso. Servi, os convidados amaram de paixão (elogiaram principalmente a combinação do côco com o abacaxi) e eu acredito neles. Mas não comi.

Sorvete de côco com abacaxi grelhado
(Receita adaptada do livro The Food of Thailand)

Para o sorvete:

400 ml (ou 1 xícara e 2/3) de leite de côco
250 ml (1 xícara) de creme de leite fresco
2 ovos
4 gemas (* os ovos caipiras que uso deixam tudo amarelo)
160 g (2/3 de xícara) de açúcar de confeiteiro
uma pitada de sal

Coloque o leite de côco e o creme de leite numa panela para esquentar. Antes de levantar fervura, desligue o fogo e tampe a panela. Reserve. Coloque os ovos, gemas, açúcar e sal numa vasilha e bata por três minutos até a mistura ficar grossa.

Coloque essa mistura para esquentar gentilmente em banho-maria, e aos poucos vá acrescentando a mistura de creme e leite de côco. Quando a mistura estiver grossa o suficiente para encobrir a colher de pau, desligue o fogo. Deixe esfriar por algumas horas e coloque na sorveteira.

Para o abacaxi, basta cortar em rodelas e grelhar pouco antes de servir. Eu gosto de marinar as fatias previamente com rum ou cachaça e um pouco de açúcar mascavo, que ajuda na caramelização.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Guarda-papaia



Confesso que nunca tinha visto muita utilidade para estes potes de plástico em formato de legumes - tem de cebola, alho, pimentão, uva, até berinjela - até ver este em forma de meio mamão papaia, com direito à representação das sementinhas e tudo. O tamanho é perfeito para os papaias menores, e você não precisa mais usar papel filme para guardar aquela metade que sobrou na geladeira (pode ser usado também para transportar para o trabalho em perfeita segurança e estilo). Comprei por R$1,99 na Le Biscuit de Salvador.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sorbet de kiwi


Estou adorando a possibilidade de fazer sorbets das frutas disponíveis na feira. A facilidade de transformar um punhado de frutas numa sobremesa simples, leve e refrescante é algo realmente desejável no verão que estamos enfrentando.


Esse sorbet de kiwi é exatamente isso: como se estivesse dando uma bela mordida num pedaço de fruta congelado. Até porque ele só leva mesmo kiwis e um pouquinho de açúcar, nem precisa de água. Tudo o que fiz foi descascar e cortar as frutas em pedaços, depois bater com uma colher de sopa de açúcar mascavo (o que fez o sorbet ficar um pouco mais escuro, mas deliciosamente azedinho), esperar esfriar na geladeira e colocar na sorveteira.


Eu adoro a aparência inesperada do kiwi. É besteira, mas eu fico imaginando a surpresa dos povos que primeiro descobriram essa fruta. Quem diria por baixo daquele casaquinho de pele marrom haveriam de encontrar um recheio de cores tão vivas e linhas tão simétricas? Deve ter sido uma agradável surpresa mesmo.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Sorbet de caju


Eu havia me esquecido - eu nem poderia estar dizendo isso, porque na verdade eu nunca havia prestado a devida atenção a essas coisas - de como os vendedores de frutas são uma presença constante pelas ruas da cidade, com suas barracas improvisadas cheias de frutas da época colorindo e perfumando tudo ao redor. Caju, umbu, pitanga, jabuticaba, só de ver tantas cores vibrantes já faz qualquer um querer se aproximar.

Durante um dos invernos que passei em Montreal fiz uma promessa para mim mesma de que quando voltasse iria provar e comer tantas frutas quantas aparecessem na minha frente, sem pré-julgamentos (e eu fazia muitos desses quando o assunto era comida, mas o tempo realmente transforma uma pessoa). Desde então venho tomando sucos e fazendo sorvetes de frutas as quais eu nem sequer sabia manusear.

Uma delas foi o caju, que comprei de um rapaz que instala sua barraquinha estrategicamente em frente à academia de pilates. Com um quilo em mãos, me propus a fazer um sorbet, porque não há nada mais apropriado para fazer neste calor. Como não achei nenhuma receita por perto, resolvi seguir a mesma do sorbet de manga do David Lebovitz, apenas diminuindo a quantidade de açúcar pela metade e substituíndo o rum por cachaça (a qual também dobrei a quantidade).


Bati os cajus cortados em pedaços (menos a castanha, é claro), misturei a água, o açúcar (usei o demerara), o suco de meio limão e a cachaça, bati mais um pouco e passei tudo por uma peneira para separar a polpa e a casca. Joguei o líquido restante na sorveteira e em pouco tempo tinha um sorbet que, embora não tivesse ficado cremoso como o de manga, estava muito saboroso e refrescante.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Bolo de mirtilo (blueberry)


Antes que todos - inclusive eu - pensem que abandonei o blog de uma vez por todas, tenho que postar essa receita de bolo delicioso e muito fácil de fazer. Eu não tenho tido tempo nem energia para cozinhar nada fora do trivial ultimamente, mas quando vi esta receita na Gourmet deste mês tive que sair correndo comprar frutinhas e pensando, Ei, até uma estudante de doutorado enlouquecida para entregar a tese em tempo tem que comer...

A receita original leva framboesas, mas a autora foi enfática ao dizer que é possível substituir por qualquer frutinha vermelha que estiver fresca na feira. Eu fui de mirtilos, ou blueberries. A massa leva buttermilk (leite de manteiga), que é uma espécie de leite azedo que sobra do processo de fabricação da manteiga. Ele não tem gordura e deixa o bolo parecendo uma nuvem de tão macio. A Fer publicou algumas substituições para o buttermilk se você não tem acesso a ele.


Bolo de frutinhas e buttermilk
(Receita adaptada da revista Gourmet de Junho/2008)

- 1 xícara de farinha branca
- 1/2 colher de chá de fermento em pó
- 1/2 colher de chá de bicarbonato
- Uma pitada de sal
- 1/2 tablete de manteiga (aprox. 62g) sem sal e em temperatura ambiente
- 2/3 de xícara de açúcar mais uma colher de sopa (separados)
- 1 colher de chá de extrato de baunilha
- 1/2 xícara de buttermilk (mexa bem a embalagem antes de abrir, pois ele pode estar separado)
- 1 ovo orgânico grande
- 1 xícara de framboesas ou outra frutinha vermelha fresca

Pré- aqueça o forno em temperatura média-alta (400F/200C). Unte e enfarinhe uma assadeira e reserve. Numa vasilhe, junte a farinha, bicarbonato, fermento e sal. Na batedeira, bata a manteiga com os 2/3 de xícara de açúcar até virar um creme pálido. Acrescente a baunilha e o ovo e bata mais um pouco.

Acrescente a farinha e o buttermilk alternadamente e aos poucos, mexendo só até que tudo esteja bem homogêneo. Coloque a massa na forma e espalhe as frutinhas por cima. Salpique a colher de sopa de açúcar por cima das frutinhas e leve ao forno por 30-35 minutos, até o palito sair limpo. Deixe esfriar antes de retirar da forma.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

Sorvete de pera e caramelo (queimado)


Este sorvete teria ficado uma delícia se eu não tivesse deixado o caramelo queimar - shame on me! -, pois o doce levemente acidulado das peras combina muito bem com o caramelo (desde que este não esteja queimado, é bom que se diga).

A receita veio da minha referência única para sorvetes, o livro Perfect Scoop do David Lebovitz. Você vai precisar de 3 a 4 peras médias e bem maduras (ele sugere Bartlett, mas eu usei Bosc), 180g de açúcar, 2 xícaras de creme de leite fresco, uma pitada de sal e um pouquinho de suco de limão.

Comece descascando e cortando as peras em pedaços mais ou menos uniformes. Numa panela de fundo grosso, espalhe o açúcar e ligue o fogo em temperatura média. Ele vai começar a derreter primeiro nas beiradas da panela, use uma espátula para ajudar a derreter o açúcar do meio. Nem precisa dizer que é preciso ficar vigiando a panela, pois qualquer distração pode acabar com o caramelo queimado.

Quando o açúcar estiver derretido e dourado, jogue os pedaços de pera dentro. Não se preocupe caso o caramelo endureça em algumas partes, pois o líquido das frutas vai amolecê-lo. Deixe cozinhar, mexendo ocasionalmente, por mais dez minutos, até as pêras cozinharem bem. Retire do fogo e acrescente o creme de leite, mexendo bem. Coloque uma pitada de sal e algumas gotinhas de limão.

Deixe a mistura esfriar um pouco, depois bata tudo no processador ou liquidificador, passe numa peneira e coloque numa vasilha. Leve à geladeira por algumas horas, de preferência de um dia para outro, e depois coloque na sua sorveteira seguindo as instruções do fabricante.

PS: Só depois de escrever o post me dei conta de que a palavra pêra perdeu o seu charmoso acento depois da reforma ortográfica. Então decidi escrever da nova maneira, mas continuo achando muito estranho.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Berinjela cozida com mel e temperos

Outro dia no mercado me deparei com uma bandeja cheia dessas mini berinjelas japonesas:

E já sabia exatamete o que fazer com estas belezuras, pois há tempos vinha guardando uma receita do Traveler's Lunchbox de berinjelas cozidas num molho de inspiração marroquino. As berinjelas cozinham até ficarem extremamente macias e caramelizadas, e o molho de mel e especiarias é doce e picante ao mesmo tempo.

É perfeitamente possível fazer a receita com berinjelas comuns cortadas em fatias, mas depois de ver as fotos no post original eu coloquei na cabeça que só serviria com as berinjelas pequeninas, de preferência com o cabinho servindo para você pegar com as mãos e servir como finger food. Ficaram realmente deliciosas.


Berinjela cozida com mel e temperos
(Receita do blog Traveler's Lunchbox)

- 750g de berinjelas japonesas cortadas ao meio, ou duas berinjelas médias cortadas em fatias
- 5 colheres de sopa de mel
- suco de um limão amarelo
- 1 colher de sopa de alho picado (três dentes grandes)
- 1 colher de sopa de gengibre ralado
- 1 colher de chá de cominho
- 1 colher de chá de harissa ou pimenta cayenne
- sal, pimenta e azeite de oliva a gosto
- cilantro ou salsinha para servir

1. Corte as berinjelas ao meio e coloque-as numa assadeira, com o lado cortado para cima. Espalhe sal generosamente por cima e deixe-as descansar por meia hora. Com uma toalha de papel, remova o excesso de umidade que se acumulará.

2. Esquente uma frigideira grande e pesada. Pincele cada berinjela com azeite de oliva e coloque-as para dourar com o lado cortado para baixo. Se for preciso, trabalhe em etapas até que todos os pedaços estejam dourados. Reserve.

3. Numa vasilha, combine o mel com o suco de limão e um pouco (2/3 de xícara) de água morna só para ajudar a dissolver o mel.

4. Na mesma frigideira, coloque mais um fio de azeite e doure o alho com o gengibre (você provavelmente terá que diminuir o fogo para evitar que o alho queime). Depois acrescente a pimenta e o cominho e, por fim, a água com o mel e o limão. Deixe ferver e coloque as berinjelas de volta, cobrindo-as com o líquido.

5. Deixe cozinhar em fogo médio até que as berinjelas estejam bem macias, quase se desfazendo, e o líquido quase completamente evaporado. Se o líquido evaporar antes, coloque um pouco mais de água. A receita original diz que este processo leva dez minutos, mas para mim levou bem mais de meia hora. Teste o tempero, coloque sal e sirva em temperatura ambiente.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Brócolis assados


Em toda a minha vida de comedora de brócolis, eu nunca sequer pensei em assá-lo no forno. Já comi cru, cozido no vapor, salteado na frigideira com alho e manteiga, gratinado com molho bechamel e até em forma de purê/creme, mas nunca assado. Porque será? A maioria dos meus vegetais favoritos - batatas, aspargos, cenouras, couve-flor, beterrabas - sempre termina passando uma temporada no forno, mas nunca o brócolis.

Na verdade, eu só me toquei disso quando vi uma receita de brócolis assados e achei, à princípio, tudo muito estranho. Mas não tem nada de estranho, acredite: depois que eu fiz a receita, quase fiquei triste ao perceber quanto tempo passei sem saber que brócolis assados no forno são deliciosos. Os brócolis ficam macios mas ainda bem crocantes, e com aquela cor e sabor característicos de legumes assados. E nesta receita, com a adição de alho, pinoles e parmesão, fica simplesmente irresistível.

Brócolis assados
(Receita do livro Barefoot Contessa Back to Basics)

- 1 bouquet de brócolis
- 3 dentes de alho fatiados fininho
- 2 colheres de sopa de pinoles (pine nuts)
- raspas e suco de meio limão
- queijo parmesão à gosto
- sal, pimenta e azeite de oliva
- folhas de manjericão (opcional)

Pré-aqueça o forno em temperatura média-alta (425F/218C). Corte os floretes do brócolis, descartando os troncos mais grossos. Cuide para que os pedaços tenham mais ou menos o mesmo tamanho, para evitar que cozinhem desigualmente. Espalhe os floretes numa assadeira, espalhe as fatias de alho por cima, tempere com sal, pimenta e azeite. Leve ao forno por aproximadamente 20-25 minutos.

Enquanto isso, misture as raspas e suco de limão com uma colher de azeite e as folhas de manjericão picadas. Reserve. Toste os pinoles numa frigideira seca, mas fique de olho porque esses danadinhos queimam num piscar de olhos. Quando o brócolis estiver macio ao ser perfurado com um garfo, e alguns floretes estiverem dourados (assim como as fatias de alho), retire do forno e misture imediatamente com os pinoles e o azeite com limão. Rale ou raspe parmesão à gosto por cima e sirva bem quente.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Torta de aspargos


Tirando a temperatura, três coisas acontecem nesta época do ano que, para mim, simbolizam a chegada da primavera: a primeira é a neve acumulada nas ruas que começa a derreter, revelando uma verdadeira montanha de lixo e pontas de cigarro (sim, é muito feio); a segunda é o som dos passarinhos que voltam de suas férias caribenhas fazendo o maior estardalhaço; e a terceira são os aspargos que começam a aparecer nos mercados cada vez mais verdes, em maior abundância, e mais baratos. Depois de ter vivido aqui, aspargos sempre serão sinônimo de primavera para mim.


Para comemorar a nova estação, comprei uma bandejinha deles e fiz uma adaptação de uma torta que o Ricardo fez na televisão: no programa original ele fez uma torta grande com aspargos verdes e brancos arrumados numa estampa que lembrava uma colcha de retalhos. Ficou lindo. Mas como eu ia comer sozinha, fiz uma versão rasteira só com alguns aspargos verdes.

Primeiro, cortei as bases de uns doze aspargos e coloquei-os em água fervente por dois minutos, depois escorri e reservei. Peguei uma folha de massa folhada e abri com o rolo até ficar retangular. Dobrei as beiradas e fiz furinhos no centro com um garfo. Espalhei cream cheese (a receita original pede sour cream, mas eu não tinha) na base, arrumei os aspargos por cima e levei ao forno alto (400F) por vinte minutos.

Depois quebrei um ovo em cima e levei de volta ao forno por mais dez minutos, só o tempo da clara cozinhar e a gema ficar ainda mole. Temperei com flor de sal, pimenta do reino e comi muito satisfeita com os dez graus que fazem lá fora.

quinta-feira, 12 de março de 2009

color.full

segunda-feira, 9 de março de 2009

Creme de brócolis

Mais uma receitinha inspirada pela sempre confiável revista Gourmet, este creme de brócolis vinha com a promessa tentadora de transformar em amante incondicional até aquela pessoa que sempre detestou brócolis (e todos nós conhecemos pelo menos uma dessas pessoas, não é mesmo?). Já eu não sei se o prato tem este poder transcendental todo, mas que faz um acompanhamento rápido, fácil e delicioso - sobretudo para os já amantes de brócolis, como eu -, ah isso faz.


Creme de brócolis
(Receita adaptada da revista Gourmet de março 2009)

- 1 bouquet grande de brócolis
- 1 xícara de creme de leite fresco (usei metade creme e metade leite integral)
- 1 dente de alho
- noz moscada, sal e pimenta do reino à gosto
- parmesão ralado

Primeiro corte o brócolis em pedaços menores. Não desperdice o caule: retire as partes mais ásperas com o descascador de legumes e corte o restante em pedacinhos pequenos, pois há muito sabor ali. A receita mandava cozinhar em água fervente, mas eu cozinhei no vapor até ficar macio.

Enquanto isso, leve o creme e o leite para esquentar numa panela média com o dente de alho inteiro, um pouco de noz moscada ralada, sal e pimenta. Quando estiver quase para ferver, baixe o fogo e deixe cozinhar por uns cinco minutos. Depois retire o dente de alho e junte o brócolis. Amasse com o amassador de batatas até ober a textura de um purê de batatas (*). Termine com queijo parmesão ralado na hora.

(*) Tenho a impressão de que o meu bouquet de brócolis era pequeno, de modo que o creme ficou mais cremoso e menos purê - de qualquer maneira ficou muito bom, mas é bom calcular a quantidade de líquido em função da quantidade de brócoli se o objetivo for obter uma textura mais consistente.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Ervilhas à francesa


Sinceramente, não sei o que faz estas ervilhas serem francesas - provavelmente a adição de bacon, ou lardon, que os franceses usam como tempero e colocam em tudo quanto é prato. Só sei que quando vi esta receita na TV fiquei com água na boca, porque logo imaginei as cebolinhas caramelizadas misturadas com a riqueza salgada do bacon e a doçura natural das ervilhas. Um ótimo prato de acompanhamento para ser servido com qualquer carne, ou não.

Ervilhas à francesa
(Receita adaptada do programa French Food at Home, com Laura Calder)

*Fiz para duas pessoas, mas a receita pode facilmente ser dobrada para servir mais.

- Uma xícara de ervilhas congeladas
- Cinco ou seis cebolinhas (pearl onions)
- Meia xícara de caldo de galinha (pode ser água)
- Três fatias de bacon cortado em pedaços
- Uma colher de sopa de manteiga
- Folhas de alface (*não usei porque não tinha alface)

Comece descascando as cebolinhas, o que pode ser uma tarefa sofrida se elas forem bem pequeninas. Quando eu tenho muitas cebolinhas para descascar eu as coloco em água fervente por alguns segundos, mas como eram poucas usei apenas a ponta da faca e muita paciência. Corte-as ao meio, cuidando para deixar a raiz intacta, caso contrário a cebolinha se desfaz no meio das ervilhas - o que não ficaria ruim, apenas diminuiria o impacto visual do prato.

Numa panela, coloque a manteiga para derreter e doure as cebolinhas. Quando estas estiverem douradas, coloque o bacon e deixe este dourar também. Depois coloque as ervilhas e o caldo. Corte as folhas de alface em tiras fininhas e coloque na panela. Tempere com sal e pimenta à gosto e deixe cozinhar até o líquido amolecer a alface e reduzir até quase secar. Se estiver usando ervilhas frescas, este processo vai demorar alguns minutos, mas com ervilhas congeladas é coisa rápida. Sirva em seguida.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Sopa de topinambo/jerusalem artichokes


O topinambo, ou jerusalem artichoke como é conhecido em inglês, é um vegetal que por fora parece um gengibre crescidinho, por dentro tem textura de batata e gosto de alcachofra. Mas não se assuste com toda essa aparência estranha, porque ele é delicioso, especialmente para quem gosta de alcachofras. O topinambo é a raiz de uma espécie de girassol, e apesar do nome não tem nada a ver com Jerusalem, mas é natural dos Estados Unidos.


O segredo é tratar os topinambos como se fossem batatas: eles podem ser cozidos, gratinados, comidos com ou sem a casca e fazem uma ótima sopa. Para esta eu apenas descasquei e cortei os topinambos em fatias, coloquei na panela com quatro xícaras de caldo de galinha, alguns dentes de alho e cozinhei por trinta minutos. Depois bati com o mixer de imersão, temperei com sal e pimenta e servi com pedaços de prosciutto assados no forno até ficarem crocantes.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Batata "no murro"


Está cansada daquela batata assada no forno? Quer variar? Experimente fazer assim: pegue umas cinco ou seis batatas médias (calcule duas por pessoa) e coloque para ferver numa panela com água, com casca e tudo. Quando elas estiverem bem macias, mas antes do ponto de fazer purê, retire-as da água e coloque-as numa assadeira untada com azeite.

Agora vem a parte divertida: com o fundo de uma garrafa, um amassador de batatas ou os próprios punhos, se você tiver coragem (usei a garrafa), amasse as batatas até a casca romper e seu conteúdo se espalhar um pouco. Só tome cuidado para não pulverizar as coitadas. Tempere cada batata amassada com bastante sal, pimenta e alecrim picado, cubra com um generoso fio de azeite e leve ao forno bem quente (400F) por uns vinte minutos.

A casca da batata fica absolutamente crocante, enquanto o interior permanece macio. Não me lembro bem onde eu vi essa idéia deliciosa, e ainda por cima muito divertida de espatifar as batatas "no murro". As minhas não espatifaram muito porque poderiam ter cozinhado por mais tempo. O ideal é usar batatas orgânicas porque sabemos que suas cascas não estão cheias de agrotóxicos, mas se não for possível lave bem as batatas e escolha aquelas com a casca mais fina.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Elderberries ou Baies de sureau


Esta semana recebi na cesta orgânica essa berries diferentes, que por aqui chamam-se elderberries (em inglês) ou baies de sureau (em francês). Em português acho que se chama amieiro, mas posso estar enganada. Parecem groselhas, têm uma cor roxa-quase-preta e vêm em belos cachos púrpura. São usadas tradicionalmente para fazer geléias, xaropes e bebidas alcoólicas - o licor Sambuca é feito a partir dessas frutinhas. Cozidas, elas são reconhecidas como um bom remédio contra a gripe e tosse. Mas a fazendeira foi logo avisando: se comidas cruas elas são bem amargas e potencialmente venenosas! É o cozimento que elimina as toxinas e libera as propriedades medicinais. Como elas duram pouco tempo na geladeira eu as congelei para usar depois, mas já tenho uma boa idéia do que fazer com essas belezinhas.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Fleurs d'ail


Com flores de verdade!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Beterraba two ways


Recebemos beterrabas lindas na cesta orgânica da semana passada + meu marido não é lá muito fã = comi beterraba durante dois dias seguidos.

Quando tenho beterrabas em mãos a primeira coisa que penso é em assá-las e comê-las com queijo de cabra, mas desta vez me obriguei a fazer algo diferente. Então assei-as, misturei-as com gorgonzola, folhas verdes e nozes tostadas e temperei com uma vinagrete simples (azeite, vinagre de vinho tinto, sal e pimenta). Eu sei que eu tinha dito antes que beterraba e queijo de cabra era a combinação perfeita, mas devo dizer que o gorgonzola também funcionou muito bem. Ou seja, beterrabas adoram queijos fortes que contrastem com sua doçura natural.

Para a segunda leva eu tentei algo diferente: ralei duas beterrabas cruas, ralei umas três cenouras pequenas também cruas, misturei as duas e temperei com a mesma vinagrete simples. Espalhei algumas amêndoas fatiadas por cima porque sempre coloco alguma coisa crocante em saladas (como se essa salada de coisas cruas precisasse de algo crocante, mas enfim, old habits die hard). A beterraba crua tem um gosto diferente do da asssada, é menos doce e ralada ela tem uma textura bem interessante, assim como a cenoura. Não ficou tão boa quanto a salada de abacate e cenoura ralada que eu sempre faço, mas gostei bastante.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Inseparáveis