Eu quero o mapa das nuvens e um barco bem vagaroso
(Mário Quintana)



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quinta-feira, 28 de março de 2013

Happy Hour




Duas amigas aproveitam a sexta feira para por as fofocas em dia, relaxando e tomando um drinques. E num desses dias, lá estavam a tagarelar quando viram entrar no bar um amigo comum que não encontravam a algum tempo.

Logo que o viu, uma delas foi logo ao seu encontro cumprimentando-o. Entretanto a outra permaneceu estática , pálida e boquiaberta.

Estranhando a atitude da amiga a outra lhe disse:

- Por quê você não cumprimentou? Não se lembra dele... Ei, o que há com você?

-Nada não... É... Que... Ele morreu mês passado!




By Lu C.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Último Abrigo -


AVALON, 13 luas de 28 dias do ano mago lunar branco


 

“Sob o pé do mais antigo carvalho escrevo. Para quem – eu pergunto?! Nunca houve uma resposta. Minha única lembrança foi a viagem, totalmente inexplicável. “
Uma tarde em que o tempo ainda brilhava e o céu era claro estava eu trabalhando, conferindo a nova remessa de livros que chegara quando um clarão penetrou o estabelecimento ...

Penso que desmaiei, ou dormi por horas até que fui encontrado sujo e maltrapilho. Levaram-me até uma cabana e deram-me de comer. Olhei ao redor e vi uma velha de cabelos longos e sorriso azedo – ONDE ESTOU? Ela comprimiu os lábios, assentiu com a cabeça e disse-me: na terra das brumas, onde as ninfas correm soltas pelos campos e as macieiras florescem nas luas brancas.
Meus olhos revirados trouxeram-me náuseas. Tive febre por 40 dias. Fui curado por ervas e poções.
Este era meu lugar agora, tornei-me andarilho e faminto de humanidades. De vez em quando ouço vozes canoras que dançam sobre os rios. Fico encantado até que as brumas passem e levem para quem sabe onde- minhas lembranças.


Por Lu Cavichioli

sábado, 9 de março de 2013

Cidade de Concreto

Oi gente, boa noite!

Estou aqui na cidade de pedra com 27 pontos de alagamento e alguns em estado de alerta!



Março chegou castigando com suas águas profundas e cruéis, trazendo nas costas sacos de ganizo que vão castigando árvores, veículos, calçadas, toldos e vultos na escuridão  das marquizes. Enquanto os bueiros fartos, vomitam verdades ,incompetências e toda sorte de caos a que somos submetidos todos os anos.
Buzinas histéricas, pneus alagados, sinal embanderado...


... As vezes a poesia cala!

Lu C.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Para eu e vocês - fe(mininas)





Na Infinita Plenitude do Ser (ode à Mulher)

sou fêmea desde a gênese
até o apocalipse
meandros costuram as formas sutis
de minha silhueta embutida
em curvilínea beleza


sou vaidade e Vênus
se desejar posso ser pássaro
ou Helena a caminho de Tróia
meu sangue traz o choro da vida


tenho olhos de universo
calor dos vulcões em erupção
na pele trago o perfume dos bosques
e na boca paraísos


sou bailarina sobre a magnitude da sedução
rara pérola negra
magia e orgia
de todas as luas


faço da morte minha redenção & oração
e ainda assim o fascínio uterino
resiste na próxima crisálida
que me fará nascer novamente mulher:
multicor e perfumada


Deixo aqui meu afeto, e as abraço com todo carinho, minhas amigas blogueiras, estendendo à todas as mulheres do MUNDO - mesmo aquelas que ainda dormem o sono do nascimento e àquelas que já foram ao éter.


By Lu C.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Começando o ano definitivamente

É isso pessoal, fevereiro se foi com seu rosto um tanto esquisito, escondendo o sol de seus olhos e jorrando lágrimas de tempestades por todos os lados desse Brasil. Eu sinceramente não consegui entender esse fevereiro de 2013 - fazer o quê, coisas da natureza que está aos poucos, dando o revés aos pobres humanóides que a tem judiado ano após ano.




Nasceu março, completando hoje 6 anos e amadurecendo a cada dia até se tornar um adulto posto com 31 anos. Ele veio vestido de sol, seria um presente de fim do verão, ou será que seus vestidos dourados irão perdurar pelo outono - que (desconfio)- será abafado? Sabe-se lá, não dá pra afirmar nada nestes tempos.

Eu espero ansiosa pelo outono porque é minha estação preferida. Simplesmente pela aquarela que ela nos presenteia, seja no céu, no solo com seu tapete ferrugem misturado às nuances veladas da clorofila que vai desbotando.

Gosto das tardes de outono, onde o vento chega de mansinho, arrastando feixes florais e agrupamentos de folhagens, outrora sempre-vivas em nossas janelas.



A tarde vai caindo meio morna e um tanto de preguiçosa leva casais de maritacas que ainda sobrevoam a paisagem num céu com sabor alaranjado.
Na mesa o aroma do chá fluindo pela casa e um bom de livro por companhia fará das tardes de outono uma pintura no mais íntimo de meu ser.




Talvez haja águas de março lavando os terraços e as vidraças. Embriagando os bueiros da cidade do concreto.
Talvez haja granizo castigando solos e guarda-chuvas aloprados que saltam na faixa de pedestres.


Talvez haja soleiras e beirais das calçadas  num valsar com relâmpagos e estrondos desde os céus.






O ar cinzento que faz do nublado um panorama sem luz, terá (ainda) algum brilho rosê refletido nas esquinas, nos quintais e pedregais. Na grama rala dos parques e na super imaginação das inteligências artificiais que só sabem apertar botões e que nem percebem que há movimentos ao redor. Mas haverá a compensação do olhar que vem do pretérito, onde as cadeiras se postavam nas calçadas, as crianças e seus pés nus sentindo  a terra molhada depois da chuva. As conversas de jardins e varandas, os tricôs  e o bolo das vovós...





Enquanto isso o universo dá voltas e brinca de roda com elipses, neo-planetas e esfinges coloridas  de gás num turbilhão de galáxias nos etecéteras do infinito.





Boa tarde!

by Lu C.