Eu quero o mapa das nuvens e um barco bem vagaroso
(Mário Quintana)



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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ouço flores... Dois Cânticos


CANTIGA DE FLOR

na claridade das manhãs
encontro vestígios florais
depois da madrugada – que
preguiçosa
deita-se em feixes de luz

na boca – a suave presença
do anis
bosque almendrado
no rosto da alquimia

quimeras & girassóis
beijo de fada - néctar


CANTO DE SEMIBREVE

violinos & timbres
repousam corpos na florada
eu cometo semibreves
você, claves de sol

BY Lu C.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um texto às avessas

Feras e Anjos


Eu gosto da luz, mas também gosto do breu. E nessa mescla vejo rostos multifacetados, costurados e colados com a argamassa das poucas palavras, que usam armaduras do descaso com pitadas fétidas de fala mansa.
Já caí das escadas da indiferença várias vezes, mas como sou teimosa, levanto-me e sigo, mesmo que claudicando, vou indo... Tem dias que encontro feras de todos os tamanhos e formas. Feras que sorriem como anjos.

Farta estou dos desajustes humanos, mas quem não está?
Bobagem... Somos todos lama da mesma poça, o que diferencia é saber lavar-se na fonte da flecha certeira, que traspaça o coração sem ferir, fera!

Alguns Pilatos blogosféricos embargam meu caminho, mas eu trago a tina para lavarem as mãos, e quanto mais se lavam, mais sujos ficam.

Pobreza humana
vaga fragilidade
bendita experiência
santa sabedoria

entre tantos caminhos tortos
noite de frio
alma gelada



by Lu C.

*imagens colhidas na WEB

domingo, 26 de junho de 2011

Tenham todos uma ótima semana!

Doçuras e fofuras para meus amigos.
Aos poucos vou atualizando porque estou atolada de trabalho dentro e fora de casa. E resolvi que vou (ainda)rsrs... Continuar por aqui,blogando e curtindo meus momentos e amigos.
Devagar e sempre vou visitando todos!

Meu afeto
Lu Cavichioli

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Divagando entre gotas e aromas

A gente vê, ouve, e sente algumas sensações que nos deixam um tanto perplexas diante de uma coisa chamada : AMIZADE!
Estou aqui... Divagando e devagar(indo) a pensar e refletir se continuo ou não por essas plagas chamada de blogosfera.
Vamos ver... vou pensar...

meu afeto (ainda que triste)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Eu quero sair voando! Um texto rasgado, sem muito teretetes... E hoje eu to indignada



Definitivamente não dá mais pra andar no transito de São Paulo. Não existe mais horário, nem dia, nem feriado, nem período. Há sim muita confusão, fumaça e buzinas. Viadutos que abraçam passarelas e tropeçam em mais viadutos. Pontes, marginais, vias, rodovias e rodoanel.
Boys malabaristas ao encontro da morte, caminhões e carretas na banguela e cegonhas grávidas na pista da direita.

Há os que perguntam: "Ei, cadê a educação no transito? EDUCAÇÃO? Eu tenho que gargalhar porque não há nem mesmo educação dentro de casa e nem mais nas escolas?! Ora bolas!

Pedintes no meio fio. Ciclistas pensando que estão a pedalar na Europa, onde há o respeito para eles e para o resto de tudo. Resto de tudo??? Que frase mais bizarra, mas saiu assim e esse texto é meio esquizofrênico mesmo , posto que a escritora é bipolar. Mas isso nem vem ao caso, agora, e como eu disse no título, eu quero sair voando, mas nasci com braços e pernas. O jeito é caminhar, balançando os braços inertes de cansaço e desvarios nessa metrópolis que um dia foi um sonho premonitório de Mário de Andrade intitulado: Paulicéia Desvairada.

Contudo, é minha cidade natal, e nem sei se um dia eu acostumaria morar fora dela.

Fui!
Mãos ao alto, estátua... senaum leva chumbo!

sábado, 18 de junho de 2011

Um Prólogo de Amor

Essa blogada vai para as mulheres, esses seres EXTRAORDINÁRIOS, que Deus criou.
Mas... eu deixo os homens comentarem também, tá?
rsssssss......

Meninas, o texto é pra vocês, minha lindas amigas, seguidoras, blogueiras, mães, tias, avós, irmãs, cunhadas, esposas, noras, sogras, sobrinhas, primas...

Professoras, Advogadas, Secretárias, Dentistas, Decoradoras, Arquitetas, Artistas, Bailarinas, Bandeirinhas, Atletas, Médicas, Educadoras, Enfermeiras, Aeromoças, Garis, Secretárias do Lar, Escritoras, Poetas, Cantoras, Pintoras, Psicólogas, Engenheiras, Nutricionistas, Juízas, Delegadas, Gourmets,Funcionárias Públicas, Policiais, e uma pá de tantas outras coisas... Todas de grande valor!



Em algum lugar do universo um grupo de anjos fez um pedido ao CRIADOR:

“SENHOR, pensamos muito e resolvemos fazer-te um pedido muito especial, sabes? Tu lembras quando criaste as constelações com brilho próprio de formas exuberantes com rostos em néon, ventres grávidos de luz, olhos de esferas celestes e braços que abrigam meridianos?”

Olhares perpendiculares falaram por si só e houve um silêncio quase pictórico. Então O Senhor Deus pediu que continuassem...

Ariel, já sem paciência, levantou-se agitado dizendo:
_ Senhor, crie um ser que tenha características semelhantes às estrelas, e faça de sua existência fogo-fátuo em doce cascata.

Na gaveta do CRIADOR tal esboço já existia então em sua infinita sabedoria fez a criatura:
Efêmera enquanto sangue e carne e eterna porque seu nome é MULHER!

Desde os grandes céus revolveram-se nuvens e plasmas, conjunções astrais em devaneios fizeram dela a ternura em beleza.

Do ventre a fez rubra em semente cálida
Dos seios determinou brancas torrentes
Bordou no olhar a luz boreal que incendeia
Na voz o som extraordinário de pássaros em néctar primaveril
No abraço a perpétua e inigualável mania de proteção
Nas mãos, a sensatez eterna do apego certeiro
No corpo, o poder inexato, aromático, fálico e pródigo do ser e estar, do permanecer, por vezes calada em dores
Da força a fez gigante
Da sedução, a percorrer labirintos utópicos, atípicos lúdicos e viscerais.

Mente, corpo, entranhas, pele, sal, sorriso e afeto.

Pequenas borboletas exotéricas, noivas estelares, sogras relíquias, irmãs vitelínicas, mães ao quadrado pousando na arte de ser avós, amazonas domando homens na arte de amar.

Pra vocês, lindas e leves dançarinas, meninas MULHERES!

by Lu Cavichioli

quarta-feira, 15 de junho de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

domingo, 12 de junho de 2011

Dois lindos momentos

Aos meus amigos ofereço dois momentos e desejo boa semana!



MEIA TAÇA

Das rosas ao cálice
meia taça espumante
tua boca e meu hálito
dançarinos dionísios
em noites ébrias


CARTÃO POSTAL

Quero a lua
Ébria de luz
Repousando
Entre os seios
Da Terra

by Lu Cavichioli

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Terapia do Luto

Bom dia amigos,

Eu trouxe essa matéria hoje porque achei importante compartilhar, mesmo porque todos nós um dia, iremos passar por isso. E se já passamos, seja lá qual for a perda, sabemos que a dor é inevitável.

A terapia do luto é um caminho novo dentro da psicologia e que está ajudando há muitos.
Para ilustrar minha postagem eu trouxe o caso da atriz Cissa Guimarães.

Boa leitura, obrigada!



TERAPIA DO LUTO

“A terapia do luto foi fundamental para que eu conseguisse sobreviver à maior dor de um ser humano", diz a atriz Cissa Guimarães, em entrevista exclusiva ao UOL Comportamento, se referindo ao filho Rafael Mascarenhas, que morreu atropelado aos 18 anos, em julho de 2010. "Consegui isso com a ajuda terapêutica de Adriana Thomaz. Com ela, entendi melhor a morte, como fazer a conexão com o amor do meu filho e como reaprender a viver."

A terapeuta Adriana Thomaz define a terapia do luto como o cuidado oferecido a uma pessoa que sofreu uma perda significativa. "O luto é uma fase de transição. Essa terapia, portanto, é uma abordagem comportamental, breve e focal, centrada na pessoa e que dá novo significado à sua vida”, explica ela , que é médica, trabalha na área há mais de dez anos e é a profissional que cuida de Cissa.
Quando iniciada logo após à morte, a terapia do luto é, também, um tipo de aconselhamento para as tarefas básicas, como tomar a decisão de ir ou não ao velório, de ver ou não o corpo, levar as crianças ao enterro (e o que dizer a elas), se será positivo participar de rituais religiosos, voltar ou não para casa e o que fazer com os pertences do ente querido...

"A terapia facilita o reconhecimento dessas tarefas, que não podem ser evitadas ou apressadas, permitindo que o enlutado se organize para elaborar a perda, assim como estabeleça sua rede de apoio e busque sua espiritualidade -religiosa ou não”. Além desse acompanhamento inicial, consultas auxiliam a enxergar a realidade e encarar a vida.
Adriana passou a atender Cissa Guimarães cerca de três dias após a morte de Rafael. "Em primeiro lugar, tive que detectar os instrumentos que eram mais importantes para ela, que a faziam continuar a ter vontade de viver. Percebi que o trabalho como atriz era vital, assim como o carinho do público", conta a especialista. "Cada caso é um caso, mas, no geral, a abordagem é procurar o que dá sentido àquela vida e tentar reerguer a pessoa", explica.

Cissa Guimarães diz que acha que esse tipo de acompanhamento é de extrema importância para quem passa por perdas graves. "Nosso mundo ocidental lida muito mal com a morte. Precisamos aprender a aceitá-la e transmutar esta dor em força. E é exatamente isso que a terapia do luto nos ensina."

Vantagens e Tratamento

Sem medo

Segundo Adriana, uma das vantagens da terapia do luto é que o paciente tem um espaço seguro para expressar sua tristeza, sua revolta ou qualquer tipo de sentimento e pensamento sobre a morte, sem receios. O paciente pode chorar, se abrir, deixar de lado o medo de desestruturar os familiares, magoar entes queridos, assustar os filhos e não se preocupa se deve ou não demonstrar suas fraquezas.

"A terapia reassegura ao enlutado que ele não está ficando louco por estar experimentando sentimentos novos, desconhecidos e até contraditórios", resume Adriana, que exemplifica: "Uma viúva que perde o marido, que apresentava demência há anos, fica confusa por se sentir aliviada com sua morte, apesar de profundamente triste". E ela conclui que, no processo, há a preocupação em explicar que cada um tem sua maneira de expressar o luto e não existe certo e errado.

O tratamento

Um paciente da terapia do luto precisa de acompanhamento que varia, geralmente, de três a seis meses. No início do tratamento, o indicado é visitar o profissional duas vezes por semana. Conforme o progresso do paciente, as sessões se tornam semanais e, posteriormente, quinzenais -até que o paciente receba alta. De acordo com a terapeuta Adriana Thomaz, ainda existem poucos especialistas em luto no Brasil (e a maioria atua na capital paulista). Quem sofreu uma perda pode recorrer a outros especialistas. Adriana orienta, porém, que é importante esclarecer o objetivo do tratamento ao médico ou psicólogo e perguntar se ele está apto para fazer esse tipo de acompanhamento.

Matéria de Renata Rode em colaboração para UOL notícias
Foto: colhida na página do uol

domingo, 5 de junho de 2011

Curiosidades - O Fantasma da Ópera




O famoso Ópera Palais Garnier é um dos edifícios mais extravagantes de Paris. Foi projetado por Charles Garnier para o Imperador Napoleão III em meados do século 19.

Uma particularidade envolveu e dificultou a construção deste majestoso edifício. Descobriu-se na época da construção, que havia água no subsolo e, durante um ano foi feito um bombeamento 24hs por dia , mas nada adiantou. E justamente por isso o Ópera fica sobre um tanque artificial de água, que foi projetado pelo mesmo Garnier, para impedir que a água se infiltrasse nos alicerces. Esse fato deu origem à famosa história do fantasma desfigurado que assombra a Ópera.

O teatro fica normalmente aberto ao público e se você estiver disposto a pagar, poderá entrar e ver os salões com sua esplêndida decoração; um magnífico salão de baile dourado que é alugado para desfiles de moda e recepções. Se a platéia estiver aberta, você poderá ficar em um dos camarotes do grande círculo e ver o famoso lustre e o belo teto pintado por Marc Chagall na década de 1960.



Se não quiser pagar, dê uma espiada na grandiosa escadaria com sua profusão de mármores coloridos. Há uma loja de suvenires no saguão de entrada, e se quiser comprar ingressos, a bilheteria fica à direita.


Ópera Palais Garnier
Aberto diariamente das 09hs:30 – 12hs:00 e 14hs:00 -18hs:oo.


Deu fome? Olha as dicas:


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Para um café rápido vá ao Café de La Paix

ou
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No Bulevard dês Capucines,12


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Se você for um freqüentador de teatros vá para o Bistrot Des Deux Theatres na Rue Blanche 18
Lá há comida típica francesa



Deu vontade de comer chocolate ou tomar um chá?
Vá para a Jean Paul Hevin – é uma chocolatier e salão de chá.
Fica na Rue St-Honoré 231


Fonte de pesquisa: guia publifolha

imagens: google

sábado, 4 de junho de 2011

Sombrio e Encantador



Assisti O Cisne Negro ontem , em casa em meu sofazinho gostosinho coberta com a mantilha de lã. Tudibom.
Confesso que ao terminar o filme tive uma sensação ruim, meio que uma viagem intrínsica e meus pensamentos passavam em grande velocidade pelos neurônios atropelados. Até comentei com alguns amigos de msn que achei o filme um tanto bizarro, se bem que a história mostra mesmo esse lado.

Rspirei fundo e fui ao poucos entendendo a mensagem do filme. Nossa, foram tantas as mensagens que fui enfileirando e vi que a busca pela perfeição assola o ser humano, travando lutas internas, tenebrosas e... MORTAIS!
Ainda mais em um universo onde o branco veste a roupa da inocência como o de nossa protagonista (brilhante performance da atriz).Foi aí então que com meu habitual desassossego, fui em busca do vale encantado e achei uma crítica muito boa, que trago até vocês!

Quem já viu o filme comente e quem não viu ainda, please, veja porque vale a pena.

abraços da Lu e bom filme com pipoca e tudo!
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O clássico "O Lago dos Cisnes", de Tchaikovsky, é um desafio e tanto para sua bailarina principal. Cabe a ela interpretar as duas facetas principais, de personalidades distintas. Se o cisne branco é puro e imaculado, o negro tem a malícia no olhar e o desejo espelhado no corpo. Interpretá-los exige devoção aos personagens, de forma a convencer e conquistar o público. Se já é algo complicado para bailarinas experientes, ainda mais para um novata. É esta a situação enfrentada por Nina, interpretada com maestria por Natalie Portman em Cisne Negro.

Nina é uma jovem frágil, medrosa, repleta de traumas. Integra a companha de balé do rigoroso Thomas Leroy (Vincent Cassel, convincente) e sonha com a vaga que será aberta graças à aposentadoria da estrela Beth MacIntyre (Winona Ryder, irreconhecível). Em meio a piadas maldosas sobre a idade de Beth e o acirrado clima competitivo entre as bailarinas, Nina busca manter a sanidade. Física, no sentido de cuidar do corpo para o rigor exigido pelo balé, e mental, de forma a manter o foco. Ela quer a vaga aberta e irá lutar por ela. Para tanto, tem um objetivo: alcançar a perfeição.

O mundo de Nina vem abaixo quando Thomas lhe diz que ela é o cisne branco perfeito, com movimentos precisos e calculados, mas peca como cisne negro. Nina não tem a malícia nem o desprendimento necessários e não faz a menor ideia de como adquiri-los. Ela é então submetida a uma espécie de terapia de choque, na qual o sexo bate à sua porta. Incentivada a descobri-lo, aos poucos Nina deixa de ser uma menina para se tornar mulher. Uma transformação que trará consequências, não apenas pessoais mas em especial no relacionamento com sua mãe superprotetora, Erica (Barbara Hershey, ótima).

Para completar, Nina tem uma persistente marca nas costas, sintoma do passado e demonstração do seu estado de nervos à flor da pele. Não é à toa, afinal de contas ela precisa lidar com pressão por todos os lados. Seja pelo papel conquistado, por ter que provar que pode e merece interpretar o cisne negro, pela rivalidade existente com as demais bailarinas, o medo em ser substituída, a opressão vinda de sua mãe e a estreia como estrela principal da companhia. Ufa! Em meio a tantos temores, há ainda as peças pregadas por sua mente. Sem saber o que é verdade ou mentira, Nina precisa lidar com seus medos interiores expostos diante de si, muitas vezes de forma aterrorizante.

Todo este processo é trazido de forma paulatina e crescente pelo diretor Darren Aronofsky, como se Cisne Negro fosse uma ópera cujo ato final é apoteótico. Um trabalho majestoso, que conta com o auxílio luxuoso da fotografia, edição e trilha sonora. É compreensível que a Academia tenha vetado uma indicação ao Oscar devido ao largo uso das composições de Tchaikovsky, mas é também inegável a importância da música na condução da história. Sem ela, "O Lago dos Cisnes" não seria o mesmo. Cisne Negro também.

Cisne Negro é um filme excelente, que traz Aronofsky em plena forma. O dedo do diretor é onipresente, desde as provocações masculinas a Nina até as cenas fortes, que lembram em certos momentos os anteriores Pi e Réquiem para um Sonho. Um filme sombrio, tenso e por vezes aterrorizante, com uma Natalie Portman que explora com talento as nuances de uma personagem tão fragilizada emocionalmente e, ao mesmo tempo, que precisa seguir em frente para alcançar seu sonho: a perfeição.


Texto crítico de Francisco Russo
colhido no WWW.adorocinema.com

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Abrindo o Baú


Hoje resolvi abrir o baú das poesias e cavocar no fundo azul alguns de meus velhos poemas (todos mínimos). Gosto de escrever em poucas palavras.

Pra vocês amigos, resgatei 3 poeminhas , desejando um lindo fim de semana e beijos pra todos.


NUANCE

Na cor doce
da ameixa
tua boca no baton.
Chocolate amendoado
em laços
***---***

DEDILHANDO

Semibreves
semínimas
colcheias
repousam
no oco
do teu violão
suaves modelos
da tua emoção
***---***

MÃO NO QUEIXO

Tu alinhavas meu corpo
a lua acende crateras...

A virgem coleciona esperas!
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