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quarta-feira, 3 de setembro de 2014
De todas as lágrimas...
... Rego meu jardim interior.
Estou vivendo dias de luto onde estranhas sensações me acompanham e as vezes, me sufocam de tal maneira que o pranto vem em forma de torrente, porque preciso aliviar minha alma.
Perdi meu pai no último dia 23/08 - ainda estou juntando os caquinhos interiores tentando colar com o legado que ele deixou em mim e na vida. Um legado que deu ótimos frutos e fez de mim a pessoa que sou hoje.
A cada dia retomo meu caminho, minha vida e preciso por minha casa interior no lugar, para depois arrumar os exteriores.
Deus vai me ajudar a superar essa perda. Vai ficar a lacuna, a cadeira vazia naquela mesa e a saudade que NUNCA vai terminar... Só aumentar. O tempo será meu aliado e minha força interior também, porque preciso caminhar pra frente e voltar a sorrir. Porque meu pai, com certeza não iria gostar de me ver assim...
Ele era uma pessoa alegre, brincalhona, vivia fazendo palhaçadas e brincadeiras... E assim vou lembrando dele. E sei também que agora ele está muito melhor que eu, porque está livre de todas as dores do mundo.
Pai querido, te amo eternamente. Obrigada por TUDO e sempre terei orgulho de ser tua filha.
Descanse em PAZ!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Terapia do Luto
Bom dia amigos,
Eu trouxe essa matéria hoje porque achei importante compartilhar, mesmo porque todos nós um dia, iremos passar por isso. E se já passamos, seja lá qual for a perda, sabemos que a dor é inevitável.
A terapia do luto é um caminho novo dentro da psicologia e que está ajudando há muitos.
Para ilustrar minha postagem eu trouxe o caso da atriz Cissa Guimarães.
Boa leitura, obrigada!
TERAPIA DO LUTO
“A terapia do luto foi fundamental para que eu conseguisse sobreviver à maior dor de um ser humano", diz a atriz Cissa Guimarães, em entrevista exclusiva ao UOL Comportamento, se referindo ao filho Rafael Mascarenhas, que morreu atropelado aos 18 anos, em julho de 2010. "Consegui isso com a ajuda terapêutica de Adriana Thomaz. Com ela, entendi melhor a morte, como fazer a conexão com o amor do meu filho e como reaprender a viver."
A terapeuta Adriana Thomaz define a terapia do luto como o cuidado oferecido a uma pessoa que sofreu uma perda significativa. "O luto é uma fase de transição. Essa terapia, portanto, é uma abordagem comportamental, breve e focal, centrada na pessoa e que dá novo significado à sua vida”, explica ela , que é médica, trabalha na área há mais de dez anos e é a profissional que cuida de Cissa.
Quando iniciada logo após à morte, a terapia do luto é, também, um tipo de aconselhamento para as tarefas básicas, como tomar a decisão de ir ou não ao velório, de ver ou não o corpo, levar as crianças ao enterro (e o que dizer a elas), se será positivo participar de rituais religiosos, voltar ou não para casa e o que fazer com os pertences do ente querido...
"A terapia facilita o reconhecimento dessas tarefas, que não podem ser evitadas ou apressadas, permitindo que o enlutado se organize para elaborar a perda, assim como estabeleça sua rede de apoio e busque sua espiritualidade -religiosa ou não”. Além desse acompanhamento inicial, consultas auxiliam a enxergar a realidade e encarar a vida.
Adriana passou a atender Cissa Guimarães cerca de três dias após a morte de Rafael. "Em primeiro lugar, tive que detectar os instrumentos que eram mais importantes para ela, que a faziam continuar a ter vontade de viver. Percebi que o trabalho como atriz era vital, assim como o carinho do público", conta a especialista. "Cada caso é um caso, mas, no geral, a abordagem é procurar o que dá sentido àquela vida e tentar reerguer a pessoa", explica.
Cissa Guimarães diz que acha que esse tipo de acompanhamento é de extrema importância para quem passa por perdas graves. "Nosso mundo ocidental lida muito mal com a morte. Precisamos aprender a aceitá-la e transmutar esta dor em força. E é exatamente isso que a terapia do luto nos ensina."
Vantagens e Tratamento
Sem medo
Segundo Adriana, uma das vantagens da terapia do luto é que o paciente tem um espaço seguro para expressar sua tristeza, sua revolta ou qualquer tipo de sentimento e pensamento sobre a morte, sem receios. O paciente pode chorar, se abrir, deixar de lado o medo de desestruturar os familiares, magoar entes queridos, assustar os filhos e não se preocupa se deve ou não demonstrar suas fraquezas.
"A terapia reassegura ao enlutado que ele não está ficando louco por estar experimentando sentimentos novos, desconhecidos e até contraditórios", resume Adriana, que exemplifica: "Uma viúva que perde o marido, que apresentava demência há anos, fica confusa por se sentir aliviada com sua morte, apesar de profundamente triste". E ela conclui que, no processo, há a preocupação em explicar que cada um tem sua maneira de expressar o luto e não existe certo e errado.
O tratamento
Um paciente da terapia do luto precisa de acompanhamento que varia, geralmente, de três a seis meses. No início do tratamento, o indicado é visitar o profissional duas vezes por semana. Conforme o progresso do paciente, as sessões se tornam semanais e, posteriormente, quinzenais -até que o paciente receba alta. De acordo com a terapeuta Adriana Thomaz, ainda existem poucos especialistas em luto no Brasil (e a maioria atua na capital paulista). Quem sofreu uma perda pode recorrer a outros especialistas. Adriana orienta, porém, que é importante esclarecer o objetivo do tratamento ao médico ou psicólogo e perguntar se ele está apto para fazer esse tipo de acompanhamento.
Matéria de Renata Rode em colaboração para UOL notícias
Foto: colhida na página do uol
Eu trouxe essa matéria hoje porque achei importante compartilhar, mesmo porque todos nós um dia, iremos passar por isso. E se já passamos, seja lá qual for a perda, sabemos que a dor é inevitável.
A terapia do luto é um caminho novo dentro da psicologia e que está ajudando há muitos.
Para ilustrar minha postagem eu trouxe o caso da atriz Cissa Guimarães.
Boa leitura, obrigada!
TERAPIA DO LUTO
“A terapia do luto foi fundamental para que eu conseguisse sobreviver à maior dor de um ser humano", diz a atriz Cissa Guimarães, em entrevista exclusiva ao UOL Comportamento, se referindo ao filho Rafael Mascarenhas, que morreu atropelado aos 18 anos, em julho de 2010. "Consegui isso com a ajuda terapêutica de Adriana Thomaz. Com ela, entendi melhor a morte, como fazer a conexão com o amor do meu filho e como reaprender a viver."
A terapeuta Adriana Thomaz define a terapia do luto como o cuidado oferecido a uma pessoa que sofreu uma perda significativa. "O luto é uma fase de transição. Essa terapia, portanto, é uma abordagem comportamental, breve e focal, centrada na pessoa e que dá novo significado à sua vida”, explica ela , que é médica, trabalha na área há mais de dez anos e é a profissional que cuida de Cissa.
Quando iniciada logo após à morte, a terapia do luto é, também, um tipo de aconselhamento para as tarefas básicas, como tomar a decisão de ir ou não ao velório, de ver ou não o corpo, levar as crianças ao enterro (e o que dizer a elas), se será positivo participar de rituais religiosos, voltar ou não para casa e o que fazer com os pertences do ente querido...
"A terapia facilita o reconhecimento dessas tarefas, que não podem ser evitadas ou apressadas, permitindo que o enlutado se organize para elaborar a perda, assim como estabeleça sua rede de apoio e busque sua espiritualidade -religiosa ou não”. Além desse acompanhamento inicial, consultas auxiliam a enxergar a realidade e encarar a vida.
Adriana passou a atender Cissa Guimarães cerca de três dias após a morte de Rafael. "Em primeiro lugar, tive que detectar os instrumentos que eram mais importantes para ela, que a faziam continuar a ter vontade de viver. Percebi que o trabalho como atriz era vital, assim como o carinho do público", conta a especialista. "Cada caso é um caso, mas, no geral, a abordagem é procurar o que dá sentido àquela vida e tentar reerguer a pessoa", explica.
Cissa Guimarães diz que acha que esse tipo de acompanhamento é de extrema importância para quem passa por perdas graves. "Nosso mundo ocidental lida muito mal com a morte. Precisamos aprender a aceitá-la e transmutar esta dor em força. E é exatamente isso que a terapia do luto nos ensina."
Vantagens e Tratamento
Sem medo
Segundo Adriana, uma das vantagens da terapia do luto é que o paciente tem um espaço seguro para expressar sua tristeza, sua revolta ou qualquer tipo de sentimento e pensamento sobre a morte, sem receios. O paciente pode chorar, se abrir, deixar de lado o medo de desestruturar os familiares, magoar entes queridos, assustar os filhos e não se preocupa se deve ou não demonstrar suas fraquezas.
"A terapia reassegura ao enlutado que ele não está ficando louco por estar experimentando sentimentos novos, desconhecidos e até contraditórios", resume Adriana, que exemplifica: "Uma viúva que perde o marido, que apresentava demência há anos, fica confusa por se sentir aliviada com sua morte, apesar de profundamente triste". E ela conclui que, no processo, há a preocupação em explicar que cada um tem sua maneira de expressar o luto e não existe certo e errado.
O tratamento
Um paciente da terapia do luto precisa de acompanhamento que varia, geralmente, de três a seis meses. No início do tratamento, o indicado é visitar o profissional duas vezes por semana. Conforme o progresso do paciente, as sessões se tornam semanais e, posteriormente, quinzenais -até que o paciente receba alta. De acordo com a terapeuta Adriana Thomaz, ainda existem poucos especialistas em luto no Brasil (e a maioria atua na capital paulista). Quem sofreu uma perda pode recorrer a outros especialistas. Adriana orienta, porém, que é importante esclarecer o objetivo do tratamento ao médico ou psicólogo e perguntar se ele está apto para fazer esse tipo de acompanhamento.
Matéria de Renata Rode em colaboração para UOL notícias
Foto: colhida na página do uol
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