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22 março, 2013
Pascoal, Taha e Gurtu Confirmados em Sines
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08 fevereiro, 2008
Cromos Raízes e Antenas XXXVIII
Este blog continua hoje a publicação da série «Cromos Raízes e Antenas», constituída por pequenas fichas sobre artistas, grupos, personagens (míticas ou reais), géneros, instrumentos musicais, editoras discográficas, divulgadores, filmes... Tudo isto sem ordem cronológica nem alfabética nem enciclopédica nem com hierarquia de importância nem sujeita a qualquer tipo de actualidade. É vagamente aleatória, randomizada, livre, à vontade do freguês (ou dos fregueses: os leitores deste blog estão todos convidados a enviar sugestões ou, melhor ainda!, as fichas completas de cromos para o espaço de comentários ou para o e-mail pires.ant@gmail.com - a «gerência» agradece; assim como agradece que venham daí acrescentos e correcções às várias entradas). As «carteirinhas» de cromos incluem sempre quatro exemplares, numerados e... coleccionáveis ;)
Cromo XXXVIII.1 - Trilok Gurtu
Trilok Gurtu (nascido em Bombaim, Índia, a 30 de Outubro de 1951) é baterista, percussionista e, acima de tudo, um mestre incontestado da arte de bem tocar tablas, o instrumento de percussão mais emblemático do seu país. Músico, compositor, homem de olhos abertos para o mundo - e com os olhos do mundo sempre atentos ao que ele faz - Trilok sente-se tão à vontade a reinventar as músicas tradicionais indianas como em palcos e estúdios que partilha com músicos e cantores do jazz, do rock, da fusão, da world music. Já tocou com gente tão diferente como Terje Rypdal e Dulce Pontes, John McLaughlin e Don Cherry, Joe Zawinul e Robert Miles... ou no histórico colectivo Tabla Beat Science (com outras luminárias como Bill Laswell, Karsh Kale e Talvin Singh) e em parceria com o grupo italiano Arkè String Quartet. Um génio.
Cromo XXXVIII.2 - Led Zeppelin
Inventores absolutos da corrente hard-rock/heavy-metal - juntamente com os Deep Purple e os Black Sabbath -, os Led Zeppelin nasceram em Setembro de 1968, em Londres, Inglaterra, integrados na enorme fornada de músicos brancos, ingleses, que iam aos Estados Unidos e aos blues negros buscar a sua inspiração maior. Copiando (muitas vezes pilhando descaradamente) e reinventando essa música de origem ancestral africana, os Led Zeppelin - Robert Plant (voz), Jimmy Page (guitarras), John Paul Jones (baixo) e John Bonham (bateria) - criaram, até 1980 (ano do seu desaparecimento como banda), um «corpus» musical onde, aos blues e ao rock, muitas outras músicas se juntaram: reggae, a música folk britânica (inesquecível o tema com Sandy Denny, «The Battle of Evermore», no quarto álbum da banda) e as músicas do mundo, desde a indiana à música árabe («Kashmir», do álbum «Physical Graffiti», é um belíssimo exemplo).
Cromo XXXVIII.3 - Mory Kanté
E, de repente, as pistas das discotecas - nessa segunda metade da década de 80 -, mais habituadas ao electro, ao euro-disco ou à nascente house music, abriam-se a uma música africana, «Yéké Yéké», que entrava ali como faca em manteiga, mesmo que a faca estivesse revestida de alguns símbolos incompreensíveis. O tema era assinado por Mory Kanté e escondia uma grande história: a de um músico nascido numa das melhores famílias de griots da Guiné-Conacri, Mory Kanté, cantor, especialista na antiga arte de tocar kora mas fascinado pelos ritmos ocidentais. Mory nasceu em Kissidougou, na Guiné-Conacri, a 29 de Março de 1950, mas foi no Mali que aprendeu a tocar kora ainda durante a infância. E foi no Mali que, ao lado de Salif Keita, fez parte da lendária Super Rail Band, em Bamako. Uma lenda que continuou, anos depois, quando editou álbuns em nome próprio e se tornou um dos mais respeitados artistas africanos na Europa e nos Estados Unidos.
Cromo XXXVIII.4 - Sevara Nazarkhan
Diva maior da música do Uzbequistão, Sevara Nazarkhan é uma cantora, instrumentista e compositora que transporta consigo a música da «rota da seda» - e quantos trocadilhos se poderiam fazer, a partir do nome deste tecido, com a sua própria voz! -, abrindo-a, com subtileza e elegância, a outras músicas. Nascida em Andijan, no vale de Fergana, Sevara começou por cantar num quarteto de vozes femininas antes de se lançar numa frutuosa carreira a solo em que canta, compõe e toca doutar (o alaúde, com apenas duas cordas, da Ásia Central). Acolhida no seio da Real World, a editora fundada por Peter Gabriel, editou em 2003 o aclamadíssimo álbum «Yo'l Bo'lsin», produzido por Hector Zazou - ao qual se seguiram «Bu Sevgi» (2006) e «Sen» (2007) -, e colaborou, entre outros nomes, com os Afro Celt Sound System. Ela e a sua música têm uma beleza rara.
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19 julho, 2007
FMM de Sines - Falta Um Dia!
A um dia do início do FMM de Sines - começa amanhã, sexta-feira, na sua extensão em Porto Covo, e o Raízes e Antenas promete contar muito do que por lá se vai passar -, aqui fica a recuperação do fabuloso programa do festival: A 9ª edição do Festival Músicas do Mundo de Sines - que decorre de 20 a 28 de Julho - é, mais uma vez, promessa de grandes, grandes concertos, nos vários palcos que lhe vão servir de cenário (Porto Covo e, em Sines, o Castelo, a Avenida da Praia e o Centro de Artes). Com organização da Câmara Municipal de Sines, a programação do FMM deste ano inclui concertos dos Galandum Galundaina (Portugal), Darko Rundek & Cargo Orkestar (Sérvia/França) e Etran Finatawa (Níger), dia 20, em Porto Covo; Don Byron (a fazer versões de Junior Walker, Estados Unidos), Mamani Keita & Nicolas Repac (Mali/França) e Deti Picasso (Arménia/Rússia), dia 21, em Porto Covo; Djabe (Hungria), Rão Kyao & Karl Seglem (Portugal/Noruega) e Haydamaky (Ucrânia), dia 22, em Porto Covo; Marcel Kanche (França) e Ttukunak (País Basco), dia 23, no Centro de Artes; Lula Pena (Portugal) e Jacky Molard Acoustic Quartet (Bretanha), dia 24, no Centro de Artes; Trilok Gurtu (Índia), Bellowhead (Inglaterra) e Oumou Sangaré (Mali), no Castelo, e Oki Ainu Dub Band (Japão), na Av. da Praia, dia 25; Harry Manx (Canadá), na Av. da Praia, e Carlos Bica & Azul (com o DJ Ill Vibe, Portugal/Estados Unidos/Alemanha), Tartit (Mali) e Mahmoud Ahmed (Etiópia) no Castelo, e de volta à Av. da Praia, Bitty McLean (Inglaterra; infelizmente sem Sly Dunbar & Robbie Shakespeare, devido a um acidente de Robbie), dia 26; Aronas (Nova Zelândia/Austrália), na Av. da Praia, e Hamilton de Holanda Quinteto (Brasil), World Saxophone Quartet (com as sonoridades do álbum «Political Blues»; Estados Unidos) e Rachid Taha (Argélia/França; na foto) no Castelo, e de volta à Av. da Praia, La Etruria Criminale Banda (Itália), dia 27; Norkst (Bretanha), na Av. da Praia, e Erika Stucky & Roots of Communication (Suiça), K'naan (Somália; na foto) e Gogol Bordello (Estados Unidos/Ucrânia) no Castelo, e de volta à Av. da Praia, Senõr Coconut (Chile/Alemanha), dia 28. Pelas ruas de Sines toca, dias 25 e 26, o Hypnotic Brass Ensemble (Estados Unidos). E para dançar até de madrugada, os últimos quatro dias de festival têm também, na Av. da Praia, sessões de DJ por, huuuum, António Pires & Gonçalo Frota (dia 25), Raquel Bulha & Álvaro Costa (dia 26), DJ Mankala & Freestylaz (dia 27) e Bailarico Sofisticado (dia 28). Ainda há uma exposição de fotografia de Kiluanji kia Henda, «Ngola Bar», um ciclo de cinema dedicado ao tema «Música e Trabalho» - que inclui alguns episódios da mítica série «Povo Que Canta», de Michel Giacometti -, conversas com alguns dos artistas presentes e workshops para crianças coordenados, também, por alguns dos artistas (exemplo: dia 23, as irmãs Maika e Sara Gómez, as Ttukunak, dirigem um workshop de txalaparta). É um programa fabuloso! Mais informações aqui.
06 julho, 2007
FMM de Sines - Faltam 15 Dias!
Rápido ponto da situação a quinze dias do início do FMM de Sines: para já, para já, os bilhetes já estão à venda (pormenores no blog do festival, aqui) e há algumas alterações ao programa que é importante referir: a soberba cantora maliana Oumou Sangaré (na foto) substitui os anteriormente previstos Kasaï Allstars, dia 25 de Julho, no Castelo. Outra alteração, se bem que não tão radical, é a de quem acompanha o percussionista indiano Trilok Gurtu no seu concerto (no mesmo dia e a abrir a programação do Castelo): em vez do anunciado grupo italiano Arkè String Quartet, Gurtu será acompanhado por uma formação alargada, multinacional, na interpretação de temas dos seus discos mais recentes: «Remembrance» (2002), «Broken Rhythms» (2004), «Farakala» (2006) e «Arkeology» (2006). E um acrescento não previsto inicialmente: pelas ruas de Sines toca, dias 25 e 26, o Hypnotic Brass Ensemble, grupo norte-americano formado por oito músicos, sete dos quais filhos de Kelan Phil Cohran, trompetista da Sun Ra Arkestra; na ementa trazem jazz, funk, soul e hip-hop. Siga a festa!
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22 maio, 2007
FMM de Sines - E Agora, Tudo!
A 9ª edição do Festival Músicas do Mundo de Sines - que decorre de 20 a 28 de Julho - foi oficialmente apresentada há poucas horas e é, mais uma vez, promessa de grandes, grandes concertos, nos vários palcos que lhe vão servir de cenário (Porto Covo e, em Sines, o Castelo, a Avenida da Praia e o Centro de Artes). Com organização da Câmara Municipal de Sines, a programação do FMM deste ano inclui concertos dos Galandum Galundaina (Portugal), Darko Rundek & Cargo Orkestar (Sérvia/França) e Etran Finatawa (Níger), dia 20, em Porto Covo; Don Byron (a fazer versões de Junior Walker, Estados Unidos), Mamani Keita & Nicolas Repac (Mali/França) e Deti Picasso (Arménia/Rússia), dia 21, em Porto Covo; Djabe (Hungria), Rão Kyao & Karl Seglem (Portugal/Noruega) e Haydamaky (Ucrânia), dia 22, em Porto Covo; Marcel Kanche (França) e Ttukunak (País Basco), dia 23, no Centro de Artes; Lula Pena (Portugal) e Jacky Molard Acoustic Quartet (Bretanha), dia 24, no Centro de Artes; Trilok Gurtu & Arkè String Quartet (Índia/Itália), Bellowhead (Inglaterra) e Kasai All Stars (Congo), no Castelo, e Oki Ainu Dub Band (Japão), na Av. da Praia, dia 25; Harry Manx (Canadá), na Av. da Praia, e Carlos Bica & Azul (com o DJ Ill Vibe, Portugal/Estados Unidos/Alemanha), Tartit (Mali) e Mahmoud Ahmed (Etiópia) no Castelo, e de volta à Av. da Praia, Bitty McLean com Sly Dunbar & Robbie Shakespeare (Inglaterra/Jamaica), dia 26; Aronas (Nova Zelândia/Austrália), na Av. da Praia, e Hamilton de Holanda Quinteto (Brasil), World Saxophone Quartet (com as sonoridades do álbum «Political Blues»; Estados Unidos) e Rachid Taha (Argélia/França; na foto) no Castelo, e de volta à Av. da Praia, La Etruria Criminale Banda (Itália), dia 27; Norkst (Bretanha), na Av. da Praia, e Erika Stucky & Roots of Communication (Suiça), K'naan (Somália) e Gogol Bordello (Estados Unidos/Ucrânia) no Castelo, e de volta à Av. da Praia, Senõr Coconut (Chile/Alemanha), dia 28. Para dançar até de madrugada, os últimos quatro dias de festival têm também, na Av. da Praia, sessões de DJ por, huuuum, António Pires & Gonçalo Frota (dia 25), Raquel Bulha & Álvaro Costa (dia 26), DJ Mankala & Freestylaz (dia 27) e Bailarico Sofisticado (dia 28). E ainda há uma exposição de fotografia de Kiluanji kia Henda, «Ngola Bar», um ciclo de cinema dedicado ao tema «Música e Trabalho» - que inclui alguns episódios da mítica série «Povo Que Canta», de Michel Giacometti -, conversas com alguns dos artistas presentes e workshops para crianças coordenados, também, por alguns dos artistas (exemplo: dia 23, as irmãs Maika e Sara Gómez, as Ttukunak, dirigem um workshop de txalaparta). É um programa fabuloso! Mais informações aqui.
31 julho, 2006
FMM Sines 2006 (ou Isto Não É Uma Reportagem)
Flashs dispersos de seis dias no FMM (ou seja, daquilo de que me consigo lembrar, ao jeito «quem diz que se lembra dos anos 60 é porque não os viveu»):
- O set de DJ na segunda-feira correu muito melhor do que seria de esperar, atendendo a que era uma estreia absoluta. É uma sensação estranha, mas muito boa, ver dezenas de freaks a dançar à minha frente, depois de terem levado com uma bela ponta final do concerto dos Vaguement La Jungle... Eu e o Gonçalo acabámos por nos divertir imenso. Só foi pena o catering já estar fechado depois da nossa actuação (actuação?) movida a muitas águas e, no meu caso, cigarros, o que nos impediu de nos vingarmos violentamente depois em licores vários. (em resposta ao «comment» de Manel Calapez, que desapareceu misteriosamente nas profundezas deste blog sabe-se lá porquê, e aos outros que eventualmente também queiram saber...)
- Os licores, no entanto, não perderam pela demora. Um dia depois, a rapaziada do nº 3, 3º esq. - 5 gajos com algum jeito para a cozinha, e mais um, eu, a ver de longe -, decidiu improvisar um chili que tinha quase tantas malaguetas quanto feijão (e uns enchidos, arroz e couves para disfarçar). Estava delicioso, mas a actividade vulcânica da coisa era tal que o fogo, durante o jantar e nas horas que se seguiram, só conseguiu ser apagado à custa de três garrafas de tinto e várias palettes de cerveja. Ficámos a bezerrar por casa e nem fomos a Porto Covo ver os Dazkarieh e o Elisio Parra.
- Uma das vantagens de não se estar em trabalho num festival como o FMM de Sines é a quantidade de coisas que não é preciso levar para o recinto: uma caneta (ou duas, para o caso de uma falhar), o bloco-notas, o gravador das entrevistas e... alguns milhares de neurónios, os neurónios que nos obrigam a identificar ou tentar identificar imediatamente uma versão de um tema mais ou menos conhecido, ir depois confirmar à net o nome de alguns instrumentos estranhos, saber na perfeição o género ou sub-género musical em que os músicos estão a navegar em determinado momento. E esta sensação é muito boa!!!
- O FMM de Sines é conhecido como o melhor festival de world music do país. Mas o FMM também é, para além de um festival de world music, um festival de jazz... Ou da fusão dos dois universos (que já têm, em si, milhões de outros universos). Este ano houve jazz, ok, com muitos outros géneros à mistura, em Jacques Pellen e a sua «Celtic Procession», no trio de Rabih Abou-Khalil com o extraordinário pianista Joachim Kuhn e o baterista Jarrod Cagwin (um dos melhores concertos do festival), nos delirantes Alamaailman Vasarat (onde, ok, o jazz não podia faltar porque eles têm lá tudo, incluindo ainda klezmer, ska, speed-metal, ciganadas balcânicas, progs vários), nos Bad Plus (estava na cavaqueira nos bastidores e só reconheci, à distância, uma versão do tema-título de «Chariots of Fire», de Vangelis, mas o resto estava a soar bem), na música da extraordinária cantora iraquiana Farida (que substituiu Thomas Mapfumo... e encabeça este parágrafo, em foto de Mário Pires - ver o seu site Retorta, aqui nos links ao lado), na música circular de Trilok Gurtu (o músico que, provavelmente, fará desistir qualquer pessoa que o veja de alguma vez tentar tocar tablas, de tão bom que ele é!), e há jazz, mais do que devia, em Ivo Papasov (cujo ensaio-de-som, ouvido na praia ao lado às cinco da tarde foi muito melhor do que o concerto propriamente dito).
- Depois da experiência incendiária do primeiro jantar, a rapaziada do nº3, 3º esq., decidiu mudar de táctica e tentar descobrir um restaurante simpático na vila. E «descobrimos» (palavra que fica sempre bem dizer na terra do Vasco da Gama) o Jorge Russano, Churrasqueira, que tem uma garagem simpática ao lado, onde fomos principescamente tratados e servidos vários dias com espetadas, frangos enormes, bacalhaus assados, entremeadas a pingar uma gordura deliciosa, etc, etc, etc, tudo regado com um piri-piri violentíssimo... Pois.
- Últimos neurónios espremidos de onde pingam muito boas lembranças dos Gaiteiros de Lisboa (sim, deu outra vez para dois ex-BLITZ e um BLITZ voltarem ao mosh durante o «Trângulo Mângulo», como já é tradição), do para mim desconhecido mas muito bom rapper somali K'naan, da maravilha que é ouvir a kora de Toumani Diabaté (e de como foi curioso ouvir, apesar do resultado musical não ter sido especialmente brilhante, uma cantora de tonalidades fadistas e a cantar em português num dos temas finais - ver, sff, texto «O Fado Nasceu no Mali?», mais em baixo neste blog), do senegalês mas com muito gnawa à mistura Nuru Kane, da proposta agora normal mas há alguns anos ousada de misturar os cantos do Sahara com os blues e o psicadelismo de Mariem Hassan, da poesia bruta e lindíssima e da música rude da excelente surpresa que foram os brasileiros Cordel de Fogo Encantado, e do final de festa arrasador no sábado, já o sol tinha nascido, do Bailarico Sofisticado (três rapazes da rapaziada do nº3, 3º esq., estes não com algumas dezenas mas com muitas centenas de freaks a dançar à frente deles...).
- E outras, menos boas: o baterista Tony Allen (sim, eu sei que o afro-beat é muitas vezes assim mesmo, mas aquilo foi muito igual do princípio ao fim... com a ressalva, nota de, ok, reportagem, de que o senhor Allen, velhinho, velhinho - ele que foi baterista de Fela Kuti e que, quando foi despedido pelo patrão, este se viu obrigado a contratar três bateristas para o substituírem - ter andado a tocar saxofone com os donos dos djembés na praia, já passava das sete da manhã - informação que parte da rapaziada resistente do nº 3, 3º esq. passou à rapaziada que já estava a dormir a essa hora, via sms), Seun Kuti (não por ter sido igual do princípio ao fim, não foi, mas porque a sua música é demasiado igual à do pai, Fela Kuti, pecadilho em que não cai, e bem, Femi Kuti), e as... Varttina, cada vez mais uma quase vulgar banda pop e já não tanto os «passarinhos» deliciosos que há doze anos - foi há doze? - encantaram o Intercéltico do Porto.
- Ah!! Ganhei um didgeridoo de prenda, para juntar à minha colecção de instrumentos étnicos... Agora só me faltam umas tablas (ok, é melhor não...).
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