A semana passada falou-se aqui de música nascida ou a desenvolver-se em Angola (e também em Cabo Verde, via kizomba). E, há alguns meses, um longo texto publicado neste blog dava conta de muita música mestiça, crioula, cruzada, de fusão que se faz em Lisboa e arredores, em que eram referidos, entre outros, os Buraka Som Sistema, agrupamento em que se juntam músicos, DJs e cantores de várias origens - portuguesa, angolana, indo-moçambicana... - e que está desde há alguns meses a ser o ponta-de-lança da visibilidade de uma nova música feita na capital portuguesa mas com elementos africanos e de actualíssimas músicas anglo-saxónicas (os BSS foram recentemente nomeados para os Prémios MTV Europa, depois de terem tocado por todo esse continente fora). Mas as fusões não começam nem acabam nos nomes referidos nesses dois textos. No próximo sábado, dia 29, na ZDB, Bairro Alto, em Lisboa, apresentam-se mais três projectos de origem africana que fazem da mistura de muitas músicas o seu habitat: Os N'Gapas (quarteto de angolanos que vivem em Monte Abraão, Queluz, e que se dedicam ao kuduro e à tarrachinha); Ritchaz & Kéke (cabo-verdianos, habitantes da Outorela/Portela, estreiam-se na ZDB com uma mistura de kizomba, zouk, hip hop e reggae - na foto, de Marta Pina); e Kotalume (aka Adilson Moreno, também cabo-verdiano, que tanto faz funaná ao jeito dos Ferro Gaita quanto funaná electrónico - pode-se chamar funanhouse??? - ou kizomba). A produção do concerto é da Filho Único, com bilhetes a cinco euros que podem ser comprados antecipadamente na Flur ou, no próprio dia, na ZDB. Mais informações aqui.
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25 setembro, 2007
Os N'Gapas, Ritchaz & Kéke e Kotalume - Novos Sons Africanos na ZDB
A semana passada falou-se aqui de música nascida ou a desenvolver-se em Angola (e também em Cabo Verde, via kizomba). E, há alguns meses, um longo texto publicado neste blog dava conta de muita música mestiça, crioula, cruzada, de fusão que se faz em Lisboa e arredores, em que eram referidos, entre outros, os Buraka Som Sistema, agrupamento em que se juntam músicos, DJs e cantores de várias origens - portuguesa, angolana, indo-moçambicana... - e que está desde há alguns meses a ser o ponta-de-lança da visibilidade de uma nova música feita na capital portuguesa mas com elementos africanos e de actualíssimas músicas anglo-saxónicas (os BSS foram recentemente nomeados para os Prémios MTV Europa, depois de terem tocado por todo esse continente fora). Mas as fusões não começam nem acabam nos nomes referidos nesses dois textos. No próximo sábado, dia 29, na ZDB, Bairro Alto, em Lisboa, apresentam-se mais três projectos de origem africana que fazem da mistura de muitas músicas o seu habitat: Os N'Gapas (quarteto de angolanos que vivem em Monte Abraão, Queluz, e que se dedicam ao kuduro e à tarrachinha); Ritchaz & Kéke (cabo-verdianos, habitantes da Outorela/Portela, estreiam-se na ZDB com uma mistura de kizomba, zouk, hip hop e reggae - na foto, de Marta Pina); e Kotalume (aka Adilson Moreno, também cabo-verdiano, que tanto faz funaná ao jeito dos Ferro Gaita quanto funaná electrónico - pode-se chamar funanhouse??? - ou kizomba). A produção do concerto é da Filho Único, com bilhetes a cinco euros que podem ser comprados antecipadamente na Flur ou, no próprio dia, na ZDB. Mais informações aqui.
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19 setembro, 2007
Tarrachinha - A Música Mais Sexy do Mundo (e Outras Músicas de Angola)
A paz em Angola - depois de décadas de guerra (primeiro a guerra contra as tropas portuguesas, depois uma guerra fratricida igualmente sangrenta) - proporcionou o desenvolvimento de variadíssimas e riquíssimas formas musicais e a sua divulgação interna e externa. Não que muita música não se fizesse e gravasse antes - vejam-se as gravações contidas na caixa «Angola», já referida há alguns meses neste blog, ou na recente compilação «Os Reis do Semba», todas feitas durante os anos finais de dominação portuguesa - ou as inúmeras gravações de artistas de kizomba editadas ainda durante a guerra civil. Mas, nos últimos anos, outros géneros foram nascendo e crescendo com uma força imparável: a versão muito própria e angolana do hip-hop e também o kuduro e a tarrachinha. De todos estes estilos, antigos ou modernos, damos conta a seguir.
Há letras - e sons! - de tarrachinhas que fariam o «Je T'Aime Moi Non Plus», de Serge Gainsbourg, ou o «I Feel Love», de Donna Summer, parecerem aulas de catequese. E há, percebe-se bem vendo o filme (e ouvindo-se muita da música contida nos discos de que se fala a seguir), que há uma linha invisível que une muitas das músicas angolanas: o semba tem uma continuidade óbvia na kizomba e esta na tarrachinha; o hip-hop à angolana evoluiu naturalmente para o kuduro, na mesma medida em que, noutros locais, o hip-hop influenciou decisivamente o kwaito sul-africano, o baile funk brasileiro ou o reggaeton latino-americano. Na Mãe Ju é possível um kuduro feito ao vivo dar lugar, naturalmente, a uma tarrachinha ou uma kizomba ter como contraponto imediato uma... tarrachinha. E atrevo-me a dizer - embora sem grau absoluto de certeza - que a tarrachinha é o culminar perfeito, a súmula quase completa de todas estas músicas já referidas: do semba e da kizomba pelo lado do calor, do sexo, do contacto. E do hip-hop e do kuduro pela parte «mecânica» de como a tarrachinha é feita. Desses outros géneros, aqui representados por quatro discos recentes e disponíveis em Portugal (via lojas ou sites), fazem-se curtas fichas a seguir:
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