Mostrar mensagens com a etiqueta Samuel Úria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Samuel Úria. Mostrar todas as mensagens
26 junho, 2013
Med de Loulé 2013 - Todos os Concertos!
O Raízes e Antenas já tinha divulgado o nome de todos os artistas e bandas que vão passar pelos dois palcos principais (Cerca e Matriz) da edição 2013 do Med de Loulé, que começa já depois de amanhã, sexta-feira, e termina no sábado. Hojé é a vez de se saber também os horários de quem toca nesses e nos outros palcos:
«Dia 28: João Pedro Cunha e João Luís Rosa
Palco: MED Classic - Igreja Matriz 19:30
Violino Romântico
O Violino surgiu na primeira metade do séc. XVI, e ainda que a questão da sua origem seja uma das maiores lacunas na história dos instrumentos musicais, rapidamente adquiriu o estatuto – que ainda hoje mantém – de Rei dos instrumentos.
Após o sucesso de 2009 com o duo violiNOacordeão, o violinista João Pedro Cunha regressa ao Festival MED, desta feita com o pianista João Rosa, propondo-se explorar essa reconhecida vertente mais expansiva e calorosa do violino.
Mundopardo
Palco: Bica 20:30
Mundopardo é um projecto musical, natural de Faro, formado por 4 amigos que decidiram continuar a sua aventura musical dos tempos que passaram juntos na versus tuna – Tuna Académica da Universidade do Algarve.
A simplicidade das composições aliada a uma grande riqueza melódica onde sobressai a voz e o jogo de vozes faz dos MundoPardo um projecto que possui já a sua própria identidade e o seu espaço na música portuguesa.
The Burnt Old Man (Act 1)
Palco: Arco 20:45
The Burnt Old Man, é um projecto que foi evoluindo ao longo de diversos encontros entre Rubén (flauta) e Kevin (guitarra), durante as primeiras "sessões" realizadas na capital Andaluza.
O vasto conhecimento musical que estes músicos armazenam, faz com que pretendam evitar o tradicional "set" e "reels", debruçando-se sobre a extensa e rica variedade da cultura musical Atlântica. Assim, começaram um trabalho de recuperação de peças e variações.
Samuel Úria
Palco: Castelo 21:30
Com uma proveniência marcada pelo punk, pelo rock’n’roll e pela estética low-fi, Samuel Úriatem ganho notoriedade desde 2008, altura em que, entre edições caseiras e concertos em que apenas se acompanhava pela guitarra acústica, se nos deu a conhecer. Singular na língua materna, singular nas melodias e singular na relação com o público, aos poucos se gerou o culto e assomou a expectativa, consagrando Samuel Úria como o mais interessante cantautor do século XXI português.
Aline Frazão
Palco: Cerca 22:00
Aline Frazão nasceu e cresceu em Luanda, Angola. A jovem cantora e compositora angolana lançou em Dezembro de 2011 o debut “Clave Bantu”, uma edição independente de 11 temas origi-nais, entre eles duas colaborações com os escritores angolanos José Eduardo Agualusa e Ondjaki. “Movimento” é o segundo trabalho discográfico de Aline Frazão, lançado em maio de 2013 (Ponto Zurca/Coast to Coast).
Miguel Araújo
Palco: Matriz 22:45
Miguel Araújo nasceu nasceu no Porto em 1978. Em Maio de 2012 foi lançado o seu 1º álbum em nome próprio, “Cinco Dias e Meio” (EMI). Depois de vários anos ligado à música como criador, músico e autor dos Azeitonas, um dos mais entusiasmantes fenómenos de culto da actual pop portuguesa (“Anda Comigo ver os Aviões”, “Quem és tu Miúda”, etc.), autor de composições para outros artistas (António Zambujo, Ana Moura).
Elisa Rodrigues acompanhada por Júlio Resende
Palco: Convento 22:45
O jazz tem uma nova voz. Se é verdade que Elisa Rodrigues tem vindo a deslumbrar em palco há já algum tempo, o lançamento do seu primeiro disco “Heart Mouth Dialogues” é a confirmação disso. Elisa é capaz de tornar grandes clássicos em temas seus e de reinventar músicas com uma versatilidade impressionante.
OrBlua
Palco: Bica 23:15
OrBlua é um projecto criado em 2011 com músicos provenientes de diferentes universos musicais, para um único propósito - criar uma sonoridade que represente o património nos mais diversos sentidos e orientações. Uma sonoridade que cheira a algarve, a mar, a serra, a mediterrâneo, a europa, a mundo. Uma sonoridade que recolhe cheiros, cores, histórias, memórias, paisagens e sonhos.
Dead Combo
Palco: Castelo 23:30
Os Dead Combo são Tó Trips e Pedro Gonçalves. Formaram-se em 2003 a convite de Henrique Amaro, da Rádio Antena 3, para a gravação de uma faixa “Paredes Ambience”, incluída no CD de homenagem ao génio da guitarra Portuguesa Carlos Paredes, “Movimentos Perpétuos – Música para Carlos Paredes”. Encarnam duas personagens que poderiam ter saído de uma BD: um gato pingado e um gangster.
Tulipa Ruiz
Palco: Cerca 00:00
Nascida em Santos, Tulipa cresceu na cidade mineira de São Lourenço. Seu contato com a música começou cedo, influenciada pelo pai, Luiz Chagas, jornalista e guitarrista da histórica banda Isca de Polícia de Itamar Assumpcão. Na adolescência, a cantora teve um programa de rádio, fez coral e estudou por cinco anos canto lírico com a maestrina Edna de Sousa Neves. Mudou-se para São Paulo, onde estudou Multimeios. Apesar de ter integrado bandas durante a faculdade, tratava a música como hobby ...
Oumou Sangaré
Palco: Matriz 01:15
Oumou Sangaré nasceu em Bamako, no Mali, em 1969. Quando tinha dois anos, o seu pai casou com a segunda mulher e emigrou para a Costa do Marfim, deixando a mãe de Oumou, grávida na altura, e três filhos ainda pequenos. A luta pelo dia-a-dia da família foi uma constante na infância de Oumou. A mãe de Oumou era cantora e a sua principal fonte de rendimentos era o “sumu” (comemorações de casamento e de batizado organizadas pelas mulheres), ou “festas de rua”.
Hugo Mendez "Sofrito"
Palco: Cerca 02:30
Hugo Mendez é DJ, dono de uma discográfica e pesquisador de música na vanguarda do Movimento Tropicalista na Europa.
Dia 29:
Orquestra do Algarve - 4 Estações de Vivaldi
Palco: MED Classic - Igreja Matriz 19:30
Notas ao programa
Embora durante longo tempo tenha sido famoso na Europa enquanto compositor e violinista, perdeu o seu público durante a última década da sua vida. Os últimos dias foram vividos na miséria e, tal como viria a acontecer com Mozart, foi enterrado numa vala comum, e aparentemente as suas partituras condenadas à obscuridade.
The Burnt Old Man (Act 2)
Palco: Bica 20:30
The Burnt Old Man, é um projecto que foi evoluindo ao longo de diversos encontros entre Rubén (flauta) e Kevin (guitarra), durante as primeiras "sessões" realizadas na capital Andaluza.
Bad Luck & Trouble
Palco: Arco 20:45
Os Bad Luck & Trouble são um projeto musical de Faro composto por duas guitarras e voz, que procura explorar as sonoridades oriundas dos blues, do swing e também da música mais contemporânea. Criado no início de 2012, este projeto conta já com um currículo de atuações que lhe tem vindo a proporcionar alguma notoriedade na sua cidade natal.
Dona Gi
Palco: Castelo 21:30
Os Dona Gi são uma banda portuense, fruto de um trabalho de composição de letras e canções originais com fusão de Folk e Fado.
Sílvia Pérez Cruz
Palco: Cerca 22:00
Sílvia Pérez Cruz tem uma voz luminosa, quente, delicada e lindíssima, que combina a improvisação do jazz, a força e o ritmo do flamenco, os melismas do fado e a proximidade da música de bar. A sua versatilidade, que lhe valeu o prémio Altaveu 2009, está patente na diversidade de projetos de música, teatro e dança que protagonizou.
Sofia Vitória & Luís Figueiredo
Palco: Convento 22:45
Sofia Vitória nasceu em Setúbal.
É licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, frequentou o Curso de Piano do Conservatório Regional de Setúbal e actualmente frequenta a licenciatura em Jazz na Escola Superior de Música de Lisboa e a disciplina de Dança Contemporânea na Escola Superior de Dança.
Hedningarna
Palco: Matriz 23:00
Já em 1994, a banda Hedningarna foi votada a "melhor atuação do ano".
Atualmente, apesar de todas as alterações a nível dos membros, da falência da empresa discográfica e de projetos paralelos, o poder dos instrumentos e a magia na música permanecem intactos e genuínos como sempre.
Os Hedningarna surgem com um novo CD e fazem parte dos cartazes de uma série de concertos e festivais para este verão.
Fad'Nu
Palco: Bica 23:15
Poesia, alma e garra. O coração que tem voz de mulher. O aço da corda esticada que vibra. Versão intimista e minimal do fado, raízes alicerçadas na tradição mas caminho aberto e livre de dogmas ou fronteiras.
Kumpania Algazarra
Palco: Castelo 23:30
Esta sonora algazarra vagueia pelas músicas dos cinco continentes, transformando os sons em que toca numa festa ambulante, ao estilo das fanfarras europeias.
Saltimbancos, filhos da estrada e do vento, músicos em folia permanente submergidos num cocktail de música animada, as suas combinações de notas musicais formam um rendilhado de culturas, onde estão presentes, de forma conjugada ou separada, os sons balcânicos, árabes, latinos, africanos, o ska, o funk e o hiphop, entre outros.
Cuca Roseta
Palco: Cerca 00:00
E então, por breves momentos, deixemos entrar a saudável dúvida: o que é que uma fadista, com um primeiro disco celebrado e trabalhado por um produtor planetário – Gustavo Santaollala - , com o peso da verdade que o fado exige e ela entrega : o que fazer para o segundo disco?
A lógica comercial aconselharia um registo pouco aventuroso, onde a zona de conforto se manteria e apenas uma ou duas pistas cantadas poderiam dar indícios de uma evolução.
Anthony B
Palco: Matriz 01:15
Blair cresceu na cidade rural de Clark, na freguesia norte-ocidental de Trelawny, na Jamaica. Na sua juventude, os seus cantores favoritos eram as lendas do reggae Bob Marley e Peter Tosh, músicos que tiveram bastante influência no seu estilo. A influência de Peter Tosh está incontestavelmente presente nas interpretações vocais de Anthony B e na sua atitude revolucionária.
Anthony B abraçou as crenças do movimento Rastafari na adolescência, uma decisão que não foi bem acolhida pela sua família.
Batida DJ Set
Palco: Cerca 02:30
A história de Batida confunde-se com a de Pedro Coquenão. Nasceu no Huambo, cresceu nos subúrbios de Lisboa, de casa em casa, a ouvir histórias de saudade e de um regresso adiado, rodeado de instrumentos na sala e com o rádio no quarto como primeira paixão. Estreou-se aos 18 como locutor na Rádio Marginal, que moldou como estação alternativa, escreveu as primeiras linhas da Oxigénio e, mais tarde, depois de passar pela Voxx e Radar, fundou o colectivo Fazuma.
Mais informações: http://www.festivalmed.pt/»
21 maio, 2013
Oumou Sangaré, Hedningarna e Anthony B no Med de Loulé 2013!
16 novembro, 2011
Lisboa Mistura -- A Capital Volta a Ser Um Caldeirão (Mágico)
Ora, veja-se só: no programa musical estão Hamid El Kasri, Yogistragong, Irmãos Makossa, DJ Azzedine Berhilia, Fadomorse, Cacique 97 (na foto), Omiri, Virgem Suta, Samuel Úria, Márcia, Pinto Ferreira e o que mais se verá. É no último fim-de-semana de Novembro, no S. Luiz, em Lisboa.
"25 A 27 NOV
FESTIVAL LISBOA MISTURA
SEXTA A DOMINGO A PARTIR DAS 17H30
SALA PRINCIPAL E JARDIM DE INVERNO
M/3 (salvo quando classificada especificamente)
Cidade diversa, Lisboa pode também ser uma cidade de ilhas que não se encontram. Lisboa Mistura funciona como uma espécie de agitador que baralha os percursos e faz afluir ao centro aquilo que todos jurariam que é da periferia. E assim mostra uma via para o cumprimento da missão de um Teatro Municipal.
Lisboa Mistura é um espaço de encontro, no centro da cidade, entre pessoas e artes e artistas de várias proveniências geoculturais. Lisboa Mistura músicas, dança, vídeo, poesia: artistas contadores de estórias em formatos variados. Lisboa Mistura pessoas e dá-lhes a conhecer outros convidados, pessoas de bairros tão próximos dos nossos e que muitas vezes não ‘vemos’ ou viajantes de outros países que se encontram em Lisboa. Mistura também jovens, amigos, familiares e apoiantes de Associações dos bairros a que estes pertencem. Lisboa Mistura é o primeiro encontro intercultural organizado pelos lisboetas de todos os lugares. Esta 6ª edição é feita para ouvir os sons do Mundo, para dançar livremente os sons da Terra, para nos envolvermos em causas de todos, para nos celebrarmos e para pensar no futuro enquanto comunidade. É também um espaço de debate. E convidamos todos, não a irem aos bairros, mas a virem ao centro de Lisboa assistir a uma grande peça, com dramaturgias variadas, em que nós e os outros somos os protagonistas. Mistura o Mundo em Lisboa.
Carlos Martins, director Associação Sons da Lusofonia
Produção Associação Sons da Lusofonia
Preçário
Jardim de Inverno: entrada livre
Sala Principal: € 10 (por dia e com os habituais descontos São Luiz Teatro Municipal)
Passes Lisboa Mistura: 2 dias €15 / 3 dias €20 (não acumuláveis com outros descontos)
PROGRAMA:
SEXTA, 25
19H30: ABERTURA (JI)
21H30: HAMID EL KASRI (SP)
22H30: DJ AZZEDINE BERHILIA (JI)
SÁBADO, 26
16H00: A NOSSA VOZ (JI)
17H00: FADO MORSE (SP)
18H00: DOCUMENTÁRIO “DAMAIA FILME MAKING PROJECT” (JI)
19H00: CACIQUE 97 (SP)
20H00: A NOSSA VOZ (JI)
21H30: LIS-NAVE COM: SAMUEL ÚRIA+ MÁRCIA, PINTO FERREIRA E VIRGEM SUTA (SP)
23H30: OMIRI (JI)
00H15: DJ MAKOSSA (JI)
DOMINGO, 27
16H30: FESTA INTERCULTURAL (JI)
18H30: YOGISTRAGONG (SP)
(JI) JARDIM DE INVERNO (SP) SALA PRINCIPAL
lisboa mistura 2011
Lisboa Mistura é um espaço de debate e de celebração que surgiu em 2005, fruto da necessidade de criação de um fórum intercultural na cidade de Lisboa. Alegra-nos o facto de termos inspirado outros eventos que fazem um trabalho complementar ao nosso. Muitos mais deveriam brotar desta maravilhosa oportunidade criada pela diferença e curiosidade. E todos devemos trabalhar para a construção do ‘espaço’ comum. A vivência entre culturas e mundos diferentes é tão importante para a harmonização evolutiva da vida conjunta como o talento ou a tecnologia. Todos os anos criamos pontes entre as comunidades que habitam a Grande Lisboa e os públicos de dentro e fora da cidade. Os elencos que temos mostrado, nacionais e internacionais, amadores e profissionais, são uma prova da vitalidade criativa que surge dos encontros e celebrações que a cidade inspira. Acreditamos que o Lisboa Mistura virá futuramente para a rua, alargar o seu público, com performances e outras formas de representação da diversidade social e cultural de Lisboa como uma grande ‘praça pública’ do Mundo.
Vivemos nestes dias (como há muito vivemos) vizinhanças em que há um desconhecimento íntimo. Somos próximos geograficamente e historicamente mas com a nossa falta de curiosidade e excesso de televisão, desconhecemos culturas que divergiram estruturalmente de nós ao longo do séc. XX, mesmo que mantenhamos contactos desde há mais de 500 anos... Isto acontece ao nível de vizinhanças urbanas, à volta de Lisboa por exemplo, e de países. Sobre as primeiras o Lisboa Mistura e a Associação Sons da Lusofonia têm trabalhado ao longo dos últimos 15 anos. No que diz respeito às segundas vizinhanças, de países, quisemos relembrar a todos que a capital mais próxima de Lisboa é Rabat, inaugurando esta edição com a Noite de ‘Marrocos em Lisboa’.
O programa dos seguintes dias é pautado pela celebração da vida multicultural nacional com projectos de grande nível performativo e de produção. Projectos como Fado Morse, Cacique 97 e Lisnave (Samuel Uria e Márcia; Pinto Ferreira e Virgem Suta) mostram a transversalidade de influências da cultura portuguesa e a riqueza que daí advém. Como é habitual, há espaço para uma mostra de talento jovem, através da apresentação do CD ‘A Nossa Voz’, do Projecto Escolhas e do documentário ‘A Realidade na Tela’, fruto do Projecto Damaia Film Making. Acabamos o Lisboa Mistura com a incontornável Festa Intercultural, a que se segue a ‘Viagens Exóticas - Gamelão e Dança’, um projecto liderado pela percussionista inglesa Elizabeth Davies, que conta com a participação especial da bailarina Indiana Lajja Sambhavnath. Elizabeth e Lajja são dois exemplos no feminino de como é benéfico para Lisboa manter na vida cultural da cidade emigrantes com nível performativo muito alto.
Convidamos todos, mais uma vez, a assistir a uma grande peça, com dramaturgias variadas, em que ‘nós’ somos os protagonistas. É um convite irresistível que Lisboa vos faz quando mostra o que de melhor e alternativo habita ao nosso lado, na cidade ou num país, nos vizinhos que por vezes desconhecemos intimamente.
Carlos Martins
Associação Sons da Lusofonia
Noite ‘Marrocos em Lisboa’
“No mundo em que vivemos, a diferença cultural é sinónimo de riqueza, mas não é menos sinónimo de descriminação e muitas vezes de incompreensão.” Neste sentido, foi feito um convite à Embaixada do Reino de Marrocos em Lisboa – que foi prontamente aceite pela Senhora Embaixadora – para participarem no Lisboa Mistura. O objectivo é celebrar a relação com os nossos vizinhos do Mediterrâneo e o que de comum nos aproxima, os laços de amizade que há tanto nos fascinam mutuamente e que se sobrepõem às questões religiosas, politicas ou socioculturais. “A arte, em todas as suas variações, é uma das muitas janelas que os nossos dois países se comprometem a abrir, o mais rapidamente possível”.
Hamid El Kasri
Hamid El Kasri tem uma voz poderosa e conseguiu estabelecer-se como uma verdadeira referência da música Gnawa marroquina. Graças ao seu perfeito entendimento e domínio deste estilo musical espiritual, Hamid El Kasri desenvolveu a mistura perfeita entre a música Gnawa do Norte e Sul de Marrocos, imprimindo um novo estilo com esta fusão. A sua música deriva do folclore marroquino, apresentando canções com nuances religiosas, interpretadas com emoção e eloquência. Sendo ele próprio descendente de uma longa linhagem ligada à música Gnawa, a sua filha de 13 anos também já colabora no seu repertório, procurando transmitir a sua herança cultural. Entre outras colaborações, Hamid El Kasri surge na compilação de 2007 "Gnawa House Songs" e no dueto de 2010 com Cheb Khaled, com a música "Mimoun".
Dj Azzedine Berhilia
Azzedine Berhilia faz parte dos Darga, um dos mais importantes grupos musicais da cena musical contemporânea de Marrocos. Darga é conhecido pela sua originalidade e fusão musical, com influências tão distintas como o reggae, gnawa, funk, rock, ska, ragga, dub ou jazz. Assim, podemos esperar um set de música bastante eclético, cheio de ritmo e energia, com a música árabe como ponto de partida.
CD ‘A Nossa Voz’
No ano em que se comemoram os 10 anos do Programa Escolhas e o Ano Internacional da Juventude, o Lisboa Mistura apresenta ao vivo e na íntegra o cd “A Nossa Voz” com as participações dos projectos vencedores do concurso de jovens talentos: Ana Cabral, K-One, Sena 1 MC, Key Money, Redrum, SoulJah, 2aRegra, Skill i9, Zé di Piku, Mentes Em Progresso, Manga Del, Sally.
Documentário ‘Realidade na Tela’
O projecto Damaia Film Making Workshop, dinamizado pela Associação Máquina do Mundo em parceria com a Embaixada dos E.U.A em Portugal, ofereceu a possibilidade a 12 jovens (entre os 15 e os 19 anos de idade) de desenvolverem as suas competências nas áreas da comunicação, imagem e produção de vídeo. Entre os dias 22 de Agosto e 2 de Setembro, Jared Katsiane (realizador dos E.U.A.) apresentou um workshop que resultou num documentário, desenvolvido pelos jovens participantes no workshop, intitulado ‘Realidade na Tela’, no qual estão espelhadas as percepções e inquietações destes jovens, perante a realidade que há tanto conhecem, mas que gostariam de ver alterada.
Fadomorse
Os Fadomorse celebram treze anos de música genuinamente embebida nas raízes portuguesas e no expoente contemporâneo da sonoridade do mundo. Como prenda, um novo disco de originais ‘ Magala Invisível’, que os conduz a um concerto singular com estreias absolutas e o revisitar do lado mais conceptual da sua arte sonora.
Cacique 97
Os grandes percussores dos Afrobeat em Portugal encerram a tour do seu primeiro disco homónimo com este concerto, e apresentam alguns dos temas do próximo algum de originais. Este colectivo Portugal/Moçambique apresentará ainda uma homenagem, juntamente com alguns convidados especiais, ao Zé da Guiné, figura incontornável da interculturalidade de Lisboa.
Lis-Nave
Quatro artistas da vaga de grupos e cantautores da nova música portuguesa apresentam-se em concertos intimistas, misturando influências e canções: Samuel Múria e Márcia em duo acústico, seguidos dos Pinto Ferreira e dos Virgem Suta que vão cruzar vozes, instrumentos e canções num espectáculo único especialmente concebido para o Lisboa Mistura.
Omiri
Omiri é, acima de tudo, remix, a cultura do século XXI, ao misturar num só espectáculo práticas musicais já esquecidas, tornando-as permeáveis e acessíveis à cultura dos nossos dias, isto é, sincronizando formas e músicas da nossa tradição rural com a linguagem da cultura urbana. Com recolhas de imagem realizadas por Tiago Pereira, transformadas e manipuladas em tempo real, servindo de base para a composição e improvisação musical de Vasco Ribeiro Casais.
Irmãos Makossa
Da amizade nasceu o nome Irmãos, da paixão pela música, surgiu Makossa e juntos, Paolo e Nelson formam os Irmãos Makossa. Do Afrobeat à Marrabenta, do Soukous ao Funk, passando pelo caloroso Semba e sem esquecer o Samba, dança e alegria são sempre bons motivos para uma grande festa!!!
Festa Intercultural
O Lisboa Mistura apresenta o tradicional encontro de culturas, que este ano contará com a participação de grupos oriundos da Ucrânia, Índia, Guiné e Brasil, entre outros, numa festa para todas as idades, pautada pelo humor de Jel, o ‘homem da luta’, como Mestre de Cerimónias.
Viagens Exóticas – Gamelão e Dança
Trata-se de um espectáculo inédito, que oferece ao público a possibilidade de sentir o sabor de uma viagem exótica e cativante, entre a Indonésia (Ilha de Java), a Índia e o Ocidente, através da música, imagem e dança. Tudo isto vai criar um espectáculo único, misturando nesta viagem duas culturas orientais com a cultura ocidental. Uma fusão cheia de poesia e linguagem corporal e musical, uma ponte entre culturas e pessoas. Yogistragong é um grupo Lisboeta de Gamelão de Java, dirigido por Elizabeth Davis e que neste espectáculo contará com a colaboração da bailarina Lajja Sambhavnath e da Compania de Dança Diana Rego."
15 dezembro, 2010
Colectânea de Textos no jornal "i" - XXI
Cinco canções no Natal 2009
Publicado em 17 de Dezembro de 2009
Não são propriamente canções de Natal tal como as conhecemos, mas como não passam nas rádios e vão, quase de certeza e injustamente, passar ao lado da fama que merecem, aqui ficam cinco sugestões de temas portugueses recentes para ouvir numa consoada mais consolada: "Tango do Vilão Rufia", tema gingão do grupo portuense As Três Marias (com vozes de Cristina Bacelar e do convidado Sérgio Castro, dos Trabalhadores do Comércio), para dançar e sorrir enquanto o peru cozinha - do álbum "Quase a Primeira Vez". "Os Loucos Estão Certos", dos Diabo na Cruz, para fazer um eventual coro gospel iconoclasta enquanto se ouve a frase "Na igreja de S. Torpes hoje há bacanal" - do álbum "Virou". A lindíssima caixinha-de-música pop, juvenil e semi-africana que é "Mariazinha Luz", de Margarida Pinto (dos Coldfinger, aqui a solo) e, esta sim, com uma citação natalícia óbvia ("brilha, brilha lá no Céu, a estrelinha que nasceu") - do EP "A Aprendizagem de...". Já na voz da luso-cabo-verdiana Danae (na foto), "Bu Rosto" é uma morna nada tradicional, para ouvir quando a consoada já chegou aos doces, e que faz a ponte entre este ritmo de Cabo Verde, o jazz, os blues e algo de absolutamente etéreo e indizível - do álbum "Cafuca". Finalmente, a divertidíssima "Kit de Prestidigitação", de B Fachada, é perfeita para a altura em que se abrem as prendas porque é de prendas que a canção fala... embora sejam aquelas (incluindo velhos LPs do Zeca) que se "herdam" nos divórcios! - do álbum "B Fachada".
Porque é que os protestantes cantam tanto?
Publicado em 24 de Dezembro de 2009
Fui viver para o Barreiro quando tinha quatro anos. O primeiro amigo que lá tive chama-se Jorge Samuel e a sua família é protestante, mais especificamente pentecostal. Eu era miúdo do outro lado, dos católicos e - apesar de o Barreiro ter tido padres bastante progressistas (do padre Fanhais, cantor!, ao saudoso padre Sobral) -, havia uma coisa que me fazia espécie: os meus vizinhos passavam boa parte do dia a cantar. Hinos, salmos, espirituais, etc. Bastante novo, o Jorge aprendeu a tocar guitarra e, se bem me lembro, órgão. Só muitos anos depois percebi a importância que o gospel e os espirituais negros tiveram no desenvolvimento de várias correntes protestantes dos Estados Unidos, passando ainda pelos hinos das lutas pelos Direitos Civis, e a sua transmissão a outras igrejas evangélicas em todo o mundo, sem esquecer que alguns dos maiores cantores e guitarristas de blues eram também pregadores ou pastores (o grande Reverendo Gary Davis, por exemplo, era pastor baptista). Tudo isto para falar, mais uma vez, da trupe da Flor Caveira - e da razão por que dali, do seio dos protestantes, sai tanta música e tão boa. E com uma fé, uma ironia, uma verve, um sentido crítico, uma lucidez e até uma certa iconoclastia que só ficam bem a artistas e bandas de cristãos... mas que também vêm do punk roque. E agora o lead, virado ao contrário: oiça-se com urgência o fabuloso primeiro álbum-síntese de Samuel Úria: "Nem Lhe Tocava". Está lá isto tudo, resumido.
O Balanço (possível) do ano musical português
Publicado em 31 de Dezembro de 2009
Em tempo de balanços, esta coluna semanal que dá conta do que se vai passando na música portuguesa - pelo menos daquela que o seu autor conhece ou mais aprecia - não foge à tradição, e também aqui deixa a lista dos melhores (e de um dos piores) momentos do ano. Canção Mais Surpreendente do Ano: a versão de "Júlia Florista" por Dulce Pontes, pelo seu tio rebaptizada "Júlia Galdéria" e incluída no álbum "Encontros". Melhor Canção do Ano Mesmo: "Mariazinha Luz", de Margarida Pinto (na foto), do EP "A Aprendizagem de Margarida Pinto". Melhor Versão de Um Êxito Obscuro da Década de 60 do Ano: "A Borracha do Rocha", pelo Real Combo Lisbonense. Álbum mais Surpreendente do Ano: "Luminismo", de Ricardo Rocha, com um CD de originais dele (e versões de temas de Artur e Carlos Paredes e de Pedro Caldeira Cabral) para guitarra portuguesa e outro com peças suas para piano. Editora do Ano: a Flor Caveira e a Mbari, ex-aequo, com lançamentos de excelentes discos (às vezes com artistas comuns) dos Diabo na Cruz, B Fachada, Samuel Úria, João Coração, Norberto Lobo e do já referido Ricardo Rocha. Banda mais Popular do Ano ainda sem Disco Editado: Roda de Choro de Lisboa. Canção Que já Não Há Pachorra para Ouvir Mais Este Ano (e Nos Próximos): "Gaivota", de Amália Rodrigues, pelo projecto Amália Hoje, que tornou uma canção simples, sentida e acústica num fogo-de-artifício de estúdio e em que aquilo que no peito "bateria" será mesmo mais uma caixa-de-ritmos.
31 maio, 2010
Colectânea de Textos no jornal «i» (III)
O rock português no retrovisor
por António Pires, Publicado em 26 de Junho de 2009
Durante dezenas de anos, os grupos e artistas portugueses que se dedicaram - e dedicam - ao rock tiveram como principais modelos os grandes nomes estrangeiros do género. O mesmo se passa, obviamente, em muitos outros países de produção musical periférica, mas no nosso caso não é preciso fazer um grande esforço de memória para nos lembrarmos de quem, ao longo de cinquenta anos de história do rock, imitou por cá o Elvis e os Shadows, os Beatles e os Stones, os Sex Pistols e os Clash, os Joy Division e os Echo & The Bunnymen, os Nirvana e os Pearl Jam... É até duvidoso que alguma vez tenha havido um rock português, sendo mais correcto falar-se de um rock cantado em português ou de rock feito em Portugal. Porém, curiosamente, e no espaço de pouquíssimas semanas, três novos grupos nacionais - todos eles muito diferentes entre si e de origens geográficas díspares (Porto, Lisboa e Beja) - editam os seus álbuns de estreia e, espanto!, assumem como influências maiores nomes do rock... feito em Portugal. Os Tornados fazem rock'n'roll, rockabilly, surf-rock, twist e ié-ié alimentados pelo Conjunto Mistério, o Conjunto Académico João Paulo ou o Quarteto 1111. Os Golpes atiram-se descaradamente à música e à estética dos Heróis do Mar (nem lhes falta um tambor que tem escrito "Amor"). E, na sua música, os Virgem Suta (na foto) citam sem vergonha - e ainda bem - os Ornatos Violeta (e Sérgio Godinho e José Afonso e Variações). E isso é bom.
Novos Talentos e uma boa causa
por António Pires, Publicado em 03 de Julho de 2009
Henrique Amaro (o maior divulgador radiofónico de música portuguesa) é o responsável, desde 2007, pela selecção de grupos e artistas nacionais que têm integrado as colectâneas "Novos Talentos FNAC". Já no terceiro volume, o "Novos Talentos FNAC 2009" faz mais uma vez justiça ao seu subtítulo, "O Futuro da Música Portuguesa", e lança, para quem os quiser ouvir, 33 novos nomes, ao mesmo tempo que se associa à AMI - Assistência Médica Internacional, para a qual reverte a totalidade das receitas angariadas. E, apesar de não encontrar momentos fracos nesta colectânea e não havendo espaço para falar de todos, atrevo-me a eleger cinco ou seis que, numa primeira audição, me pareceram os mais originais de todos: Orelha Negra (Sam The Kid, DJ Cruz Fader e elementos dos Cool Hipnoise, entre outros, fazedores de um som que cruza com sabedoria o hip-hop, a soul, o funk, o disco...); The Bombazines (que recuperam duas das melhores vozes nacionais - Marta Ren, ex-Sloppy Joe, e Gon, ex-Zen; na foto); Márcia (uma cantautora magnífica!); GNU (pós-rock, noise, free-jazz, prog-metal, energia punk e tudo isto à tareia); Samuel Úria (poema de homenagem rock-desconstrutivista sobre guitarra); You Can?t Win, Charlie Brown (com uma pop suave, inteligente e incrivelmente apelativa); B Fachada (o melhor letrista da nova geração de compositores nacionais); Oh! Shiva (psicadelismo pesado entre George Harrison/Ravi Shankar, Os Mutantes, Led Zeppelin e Tom Zé). Há futuro.
Os Jogos da Lusofonia (em Música)
Num fim-de-semana em que Lisboa está dominada pelos Jogos da Lusofonia, é bom lembrar que a capital portuguesa e os seus arredores - cadinhos de culturas em que milhões de falantes lusófonos se cruzam e cruzaram - podem oferecer, para além do desporto, muita música em português com sotaques vários e crioulos incluídos. Apenas alguns exemplos, ficando muitos outros de fora: Terrakota, Cool Hipnoise, Lindú Mona, Tama Lá, Djumbai Jazz (fusões de várias culturas); Kussondulola, Mercado Negro, Prince Wadada (reggae africano); Alap (música indiana); Bei Gua (música e danças timorenses); Cyz, Couple Coffee (música brasileira); Lura - na foto -, Sara Tavares, Dany Silva, Tito Paris, Celina Pereira, Bana, Ana Firmino, Kola San Jon (música cabo-verdiana); Anaquiños da Terra (música galega e que ficam aqui referidos apesar da Galiza não entrar em jogo); Chullage, Valete, Nigga Poison, SP & Wilson, Conjunto Ngonguenha (rap de intervenção); Bonga, Waldemar Bastos, Filipe Mukenga (música angolana); Juka (São Tomé e Príncipe); Guto Pires, Manecas Costa, Kimi Djabaté, Braima Galissá, N'Dara Sumano (Guiné-Bissau); Buraka Som Sistema, Makongo (kuduro transformado); André Cabaço, Mariza (Moçambique); Cacique'97 (afro-beat luso-moçambicano); Irmãos Verdades (kizomba angolana). Entre os jogos das bolas, o atletismo e as artes marciais, talvez reste um tempo para se descobrirem algumas destas músicas.
Etiquetas:
Ana Firmino,
Anaquiños da Terra,
B Fachada,
Bonga,
Chullage,
Cyz,
GNU,
Irmãos Verdades,
Lura,
Márcia,
Orelha Negra,
Os Golpes,
Os Tornados,
Samuel Úria,
Terrakota,
The Bombazines,
Virgem Suta
Subscrever:
Mensagens (Atom)