Mostrar mensagens com a etiqueta Rui Júnior. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rui Júnior. Mostrar todas as mensagens

29 março, 2011

Um Bombo de Luto É Um Bombo em Luta


Todos os que ficaram consternados com a notícia de que a sede do Tocá Rufar -- um dos mais extraordinários projectos de divulgação e ensino da arte das percussões (portuguesas mas não só), dirigido por Rui Júnior -- tinha ardido, perdendo-se assim milhares de instrumentos musicais, livros e documentação, podem agora ajudar e divulgar esta nota:

"A 1 de Março de 2011, pelas 15h, ardeu o TamborQfala, sede do projecto Tocá Rufar. Em poucos minutos, os registos e espólio de 14 anos de história ficaram feitos em cinzas. A perda é incalculável e deixa a vossa maior orquestra de percussão tradicional portuguesa sem os recursos necessários para dar continuidade ao trabalho educativo, artístico e cultural que a sustentam.

Os que sentirem no coração esta perda, que é de Portugal inteiro, enviem os sinceros donativos para a conta da ADAT - Associação dos Amigos do Tocá Rufar:

NIB 0036 0050 99100254775 90

IBAN PT50 0036 0050 9910 0254 7759 0

Ou pela linha de apoio 760 50 10 90 (0,60 € + IVA por chamada)

Não desistimos, vamos seguir em frente com as nossas actividades, ensaios, espectáculos, da forma que conseguirmos.

O melhor modo de nos ajudarem é também divulgar o sucedido pelo maior número de pessoas possível e gritar bem alto que vamos continuar e lutar para renascer e fazermos sempre cada vez melhor."

05 novembro, 2008

Navegante Comemoram Quinze Anos (Com Muitos Convidados)


Os Navegante - ainda e sempre liderados por José Barros - comemoram quinze anos de carreira com um concerto especial no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, já depois de amanhã, 7 de Novembro. E, com eles, estará em palco um aberto e luxuoso leque de convidados: o bandolinista italiano Mimmo Epifani, as gémeas da txalaparta basca Ttukunak e os músicos e cantores portugueses Amélia Muge, Fausto Bordalo Dias, João Afonso, Miguel Brito Rebelo e Rui Júnior. Mais informações sobre o grupo aqui e sobre este concerto aqui.

24 setembro, 2008

José Mário Branco - Mudar de Vida (em Lisboa)


Falta quase um mês para os dois concertos que José Mário Branco (na foto, de Lia Costa Carvalho) vai dar na Culturgest, em Lisboa - dias 30 e 31 de Outubro - mas nunca é cedo de mais para falar neles: concertos únicos e com alguns convidados especiais, como os Gaiteiros de Lisboa, que com José Mário vão recriar aquilo que já muita gente considera como a sua nova versão do mítico «FMI»: «Mudar de Vida», estreado no Porto o ano passado e aqui apresentado pela primeira vez em Lisboa. O texto de antecipação do espectáculo explica tudo:

«Convidado pela Culturgest para criar um espectáculo único e específico para o Grande Auditório, José Mário Branco fará aquilo que sempre fez nos seus álbuns e espectáculos: uma referência – como alguém escreveu, sempre autobiográfica – ao estado em que, no seu sentir, se encontra a sociedade de que faz parte. Tomando como base o mais recente repertório, José Mário Branco decidiu optar por um formato "em tripé" para os músicos que o acompanharão em palco. Primeiro, um conjunto de músicos, todos eles excelentes intérpretes-compositores que o têm acompanhado nos últimos anos nos momentos cruciais: José Peixoto, Carlos Bica, Rui Júnior, Filipe Raposo ou Guto Lucena, instrumentistas de excepção. Segundo, como no seu álbum mais recente Resistir É Vencer (2004), a presença de um quarteto de cordas (liderado pelo jovem Luís Morais, concertino e professor em Viena) irá reforçar o pendor introspectivo que sempre existe quando José Mário Branco nos fala do mundo e da vida. E, terceiro, os convidados muito especiais deste espectáculo: os Gaiteiros de Lisboa (grupo de que José Mário Branco fez parte na sua primeira fase) irão garantir duas componentes sempre presentes na sua música, as partes corais e as percussões. Este conjunto de músicos permitirá apresentar em Lisboa (pela primeira vez, e talvez única) a canção-rap-fleuve Mudar de Vida, escrita para o concerto de Abril de 2007 na Casa da Música, no Porto. Por isso este concerto se chama Mudar de Vida - 2.

José Mário Branco é um artista do seu tempo e da sua comunidade. E este tempo é de introspecção e de eterna busca, mas também de denúncia ("Isto não é sociedade que se apresente") e de acção ("Vamos mudar de vida!")»

Mais informações, aqui.

01 junho, 2007

Portugal a Rufar - Começa Já Hoje!


Só para relembrar: o Festival Portugal a Rufar começa hoje, na Fábrica Mundet, Seixal. E, para refrescar a memória, aqui recupero o texto publicado originalmente neste blog a 10 de Março (e que trovejem os tambores!!):

A 3ª edição do Festival Portugal a Rufar decorre dias nos 1, 2 e 3 de Junho na antiga Fábrica Mundet (onde decorria o saudoso Cantigas do Maio), no Seixal. Com direcção de Rui Júnior e organização do seu Tocá Rufar e da Câmara Municipal do Seixal, o Festival - o mais importante do país na apresentação de projectos ligados à percussão mas não se limitando, muitos deles, à percussão - conta este ano com a presença dos portugueses Be-dom, Kumpa'nia Al-gazarra, Bácoto, TJAK, Drumming, Stucatta, Pura Mistura, Finka-Pé, Bomba d'África, Lusocaboverdiana, Mu, OliveTree, Rhakatta, Tim Tim Por Tim Tum, Semente e Hugo Menezes, com o projecto alemão PAN, os espanhóis Ttukunak (na foto, de Lukas Beck), o grupo multinacional Folklore Magic (Bulgária, África, Austrália), o alemão Kai Vieweg e as orquestras de percussão Tocá Rufar, Equipe Espiral, Jogo do Pau, Instituto Jacób, Perc. da Esc. Cidade de Castelo Branco, Ajuda a Bombar e Bardoada. Workshops de fotografia e didgeridoo, uma feira, teatro de marionetas e infantil, um encontro de bateristas, animação digital e um grande desfile de orquestras pelas ruas do Seixal completam a saborosa ementa do próximo Portugal a Rufar. Fazendo nossas as palavas presentes no site do festival: «O Portugal a Rufar é uma festa para toda a família - bebés, crianças, adolescentes, adultos e idosos - que transporta o visitante através de uma alucinante viagem planetária, pelas origens étnicas e culturais de várias regiões e civilizações. O intercâmbio cultural e artístico, a troca de saberes e de experiências musicais, e sociais também, são igualmente exaltados nesta homenagem à percussão». Programa completo aqui.

10 março, 2007

Portugal a Rufar - Que Trovejem os Tambores!



A 3ª edição do Festival Portugal a Rufar decorre dias nos 1, 2 e 3 de Junho na antiga Fábrica Mundet (onde decorria o saudoso Cantigas do Maio), no Seixal. Com direcção de Rui Júnior e organização do seu Tocá Rufar e da Câmara Municipal do Seixal, o Festival - o mais importante do país na apresentação de projectos ligados à percussão mas não se limitando, muitos deles, à percussão - conta este ano com a presença dos portugueses Be-dom, Kumpa'nia Al-gazarra, Bácoto, TJAKistan, Drumming, Stucatta, Pura Mistura, Finka-Pé, Bomba d'África, Lusocaboverdiana, Mu, OliveTree (na foto), Rhakatta, Tim Tim Por Tim Tum, Semente e Hugo Menezes, com o projecto alemão PAN, os espanhóis Ttukunak, o grupo multinacional Folklore Magic (Bulgária, África, Austrália), o alemão Kai Vieweg e as orquestras de percussão Tocá Rufar, Equipe Espiral, Jogo do Pau, Instituto Jacób, Perc. da Esc. Cidade de Castelo Branco, Ajuda a Bombar e Bardoada. Workshops de fotografia e didgeridoo, uma feira, teatro de marionetas e infantil, um encontro de bateristas, animação digital e um grande desfile de orquestras pelas ruas do Seixal completam a saborosa ementa do próximo Portugal a Rufar. Fazendo nossas as palavas presentes no site do festival: «O Portugal a Rufar é uma festa para toda a família - bebés, crianças, adolescentes, adultos e idosos - que transporta o visitante através de uma alucinante viagem planetária, pelas origens étnicas e culturais de várias regiões e civilizações. O intercâmbio cultural e artístico, a troca de saberes e de experiências musicais, e sociais também, são igualmente exaltados nesta homenagem à percussão».

17 janeiro, 2007

Rui Júnior: O Senhor-Tambor


Rui Júnior (na foto, de Lia Costa Carvalho) é o mais respeitado percussionista e mestre das percussões português. Companheiro de estrada e de estúdio de compositores e cantores como José Afonso, José Mário Branco, Fausto, Janita Salomé ou Amélia Muge; criador do inventivo grupo de percussões O Ó Que Som Tem? no início dos anos 80; inventor da frutuosíssima escola/orquestra Tocárufar (por onde já passaram centenas e centenas de percussionistas) e das suas veredas como o WOK, Rui Júnior lançou há dois anos o Festival Portugal a Rufar, do qual se espera este ano a terceira edição (em adenda: entretanto já com datas e local confirmados, tal como informa o Crónicas da Terra: dias 1, 2 e 3 de Junho na Fábrica Mundet, Seixal). Aqui recordo a entrevista de apresentação desse festival, publicada originalmente no BLITZ em Maio de 2005.


RUI JÚNIOR/PORTUGAL A RUFAR
À FLOR DAS PELES

Este fim-de-semana, o Seixal vai receber o 1º Festival Portugal a Rufar, dedicado essencialmente às percussões. Rui Júnior explica a ideia...

Rui Júnior - um dos mais respeitados percussionistas portugueses, fundador do O Ó Que Som Tem?, ideológo da orquestra Tocá Rufar e do C.A.I.S. (Centro de Artes e Ideias Sonoras) - tinha este sonho há muitos anos: fazer um festival centrado nas percussões - nacionais e estrangeiras -, embora não se fechando apenas nelas. Há poucos meses, com a ajuda de António Miguel Guimarães (da Magic Music), o sonho tomou corpo. Pela Quinta da Fidalga, no Seixal, vão passar, nos dias 27, 28 e 29, os O Ó Que Som Tem? - que também actuam, com o convidado Pedro Carneiro (percussionista de música erudita) no Fórum Cultural do Seixal, dia 27 -, Mercado Negro, Tucanas, Maria Léon, Wok, Batoto Yetu, Tocá Rufar, Djamboonda, Bácoto, Entredanzas, Finka-Pé, Tocandar, Bardoada, Morabeza, Grupo Khapaz e Awaav, entre outros.

A génese do festival está, diz Rui Júnior, nos tempos remotos da primeira encarnação do grupo de percussionistas e bateristas O Ó que Som Tem?, no início dos anos 80. «Este festival está pensado há muitos anos, cerca de 20, mas há que esperar que as coisas se conjuguem para poderem ser concretizadas. E já desde os tempos da Farol, quando o António Miguel Guimarães editou o álbum "Ó Tambor", do O Ó Que Som Tem? (1996), ficámos com a ideia de fazer um festival internacional de percussão. Há uns meses sentámo-nos à mesa e avançámos com a ideia do festival, que se vai concretizar agora».

Rui Júnior trabalhou em discos e/ou espectáculos de Fausto, Júlio Pereira, José Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Vitorino, Janita e Jorge Palma, entre muitos outros. E é, muitas vezes, considerado como o «pai» dos percussionistas portugueses - mercê do seu trabalho como músico, divulgador e aglutinador de vontades (e a Orquestra Tocá Rufar, que chega a juntar centenas de percussionistas nalguns espectáculos, é um bom exemplo da sua persistência e vontade de fazer). Mas ele recusa o «rótulo». «Há quem diga que sou o pai ou até o avô das percussões. Mas eu sinto-me muito mais o filho das percussões. Lido com as percussões tradicionais portuguesas desde os seis anos, quando comecei a tocar caixa de rufo, nos Mareantes do Rio Douro, em Gaia. Se calhar, fui tão só um pioneiro na revitalização das percussões tradicionais portuguesas».

Durante o festival será apresentada a nova formação dos O Ó Que Som Tem?, grupo por onde passaram bateristas e percussionistas como José Salgueiro, Fernando Molina, Nuno Patrício, João Luís Lobo, João Nuno Represas e José Martins, entre outros. Os novos O Ó Que Som Tem? incluem, para além de Júnior, «Filipe Henda e Carlos Mil-Homens, que começaram há alguns anos no Tocá Rufar e passaram pelo WOK; e também o Vicky, que vi a tocar num bar e me impressionou bastante como baterista. São três jovens fogosos (risos)».

O festival Portugal a Rufar não tem apenas grupos exclusivamente de percussões. A razão é simples: «Há uma grande componente de percussão, mas não queremos limitar-nos ao nosso próprio umbigo. E isso acontece em relação aos instrumentos e ao âmbito internacional do festival - vamos ter grupos africanos, indianos, espanhóis, etc. E podemos ter um espectáculo de mímica ou teatro, porque o ritmo não é apenas sonoro». Durante o Festival vai haver uma grande exposição de instrumentos de percussão de todo o mundo «onde as pessoas vão poder mexer nos instrumentos. As pessoas podem experimentá-los, tocá-los, senti-los. E isto é inovador - mas não quero esconder os instrumentos atrás de uma vitrine». Workshops, showcases, ateliers, debates e um seminário sobre instrumentos de percussão por Domingos Morais completam a ementa, suculenta, do festival. E uma boa notícia é que já estão garantidos, para além deste, mais três festivais Portugal a Rufar -- em 2006, 2007 e 2008.

Rui Júnior acompanha com interesse e carinho o crescimento do número de projectos nacionais nas áreas da música folk/tradicional - «tem havido um crescimento da valorização das culturas tradicionais. Mas penso que andamos, ainda, a passo de caracol. O que o Tocá Rufar - uma orquestra de bombos - trouxe ao panorama nacional foi uma prova de que é possível fazer alguma coisa a partir do nada. E fazer no sentido de mexer na cultura, trazê-la para a actualidade e valorizá-la». Neste momento, o Tocá Rufar está em actividade nos concelhos do Seixal e do Fundão, trabalhando com quase todas as escolas primárias dos dois concelhos, movimentando cerca de 900 alunos. Isto, apesar de por vezes se ver confrontado com dificuldades. Rui Júnior dá um exemplo: «O Tocá Rufar tem realizado projectos, com o apoio da Comunidade Europeia, de terapia pela percussão com grupos de risco. E tem realizado projectos de intercâmbio com países da baía mediterrânica, nomeadamente Tunísia, Turquia, Grécia, Malta e Chipre. Vimos recentemente um projecto recusado pelo IPJ (Instituto Português da Juventude), porque repetimos o convite a um grupo de 10 autistas profundos, vindos de Malta, para se integrarem num grupo com 50 autistas portugueses. E repetimos esse convite porque a terapia tem que ser continuada durante seis, sete anos, não se esgota numa acção anual. E o IPJ recusa o projecto porque, segundo eles, "carece de inovação". Eu não conto com o poder, mas às vezes espero que o Poder, pelo menos, saiba ler relatórios».

12 dezembro, 2006

WOK - Ritmos Avassaladores no Trindade


Esta notícia está há alguns dias literalmente congelada no meu laptop (eufemismo que significa «portátil baratucho que anda em bolandas de um lado para o outro, de festival em festival, e que cracha - anglicismo! - volta-não-volta, por-dá-cá-aquela-palha, por causa do calor, do vento ou do frio; e, caramba, que frio estava no Porto!!!»), mas esta - ao contrário de outras que perderam actualidade (como a dos concertos dos espanhóis Rarefolk em Faro) - ainda vai mais ou menos a tempo:

O projecto WOK apresenta desde dia 7 e até dia 17 de Dezembro, no Teatro da Trindade, em Lisboa, o seu espectáculo «WOK - Ritmo Avassalador», em que percussões várias se encontram com coreografias cuidadas e vestimentas coloridas, na senda de uns Stomp, Tap Dogs ou de alguns espectáculos da Batsheva Dance Company. Nascidos no seio da escola/orquestra Tocá Rufar - dirigida por Rui Júnior (WOK é outra maneira de dizer O Ó Que... Som Tem?, projecto veterano do seu mestre) -, os WOK são uma trupe de rapazes e raparigas que espantam quem os vê com um domínio exemplar de inúmeros instrumentos de percussão, uma forte presença teatral e uma ligação profunda às raízes tradicionais portuguesas: nos seus espectáculos são utilizados tambores tradicionais portugueses (mesmo que, por vezes, percutidos à maneira dos tambores taiko japoneses) e alusões a temas populares como o jogo-do-pau. Mais informações aqui.