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18 fevereiro, 2013
Resistência Maliana Invade FMM de Sines!
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29 junho, 2009
Med de Loulé - Rokia N'Roll!
Ainda mal refeito de mais cinco dias no Med de Loulé, as primeiras memórias fotográficas que me saltam aos olhos (às meninges?) nem são musicais: são, primeiro que tudo, os amigos - os de Lisboa e de outros lugares (Aveiro, Porto, Algarve, Alentejo...), uns que vou vendo durante o ano, outros que só encontro ali... E, depois, relâmpagos fugazes que me mostram um piano coberto a crochet ao lado de uma tarântula de pano e lantejoulas e coração de plástico negro; uma menina feliz de tranças loiras, com margaridas e purpurina a darem ainda mais brilho ao seu cabelo; uma «sevilhana» de óculos de fundo de garrafa que desmaia à minha frente; a tribal e magnificamente bem coreografada dança do fogo dos Satori; um rapazinho que regateia o preço do djembé - «são 70 euros?», «75!», «70», «75!»...; o reencontro com a Alandra, a cadela mais bonita do mundo a seguir à minha, claro; ou as imperiais e as sopas de tomate e as sardinhas albardadas que nos são servidas à hora da ceia, por pura simpatia...
E, a música... Sem ordem cronológica aparente (nem outra, sequer), mas com uma ordem que vem da ordem do coração: Rokia Traoré, em mais um fabuloso concerto afro-rock, mais conciso mas nem por isso menos intenso, que passou por temas do último álbum - exemplos: as maravilhosas «Zen» e «Kounandi» ou a versão de «The Man I Love» - e seguiu até ao habitual encore final de homenagem aos seus heróis, desta vez com a «Mama Africa» Miriam Makeba ao lado de apontamentos de temas do recém-falecido Michael Jackson. Os Moriarty e a sua (aliteração!) arte, a arte de saber transformar uma simples sequência de três canções - as versões de «Enjoy The Silence» (Depeche Mode), «Chocolate Jesus» (Tom Waits) e o seu original «Jimmy» - em algo tão valioso quanto um concerto inteiro. Os meus queridos (todos eles!) Mu e as suas músicas europeias transmutadas numa celebração das músicas de todo o mundo e, raios, com muito rock lá dentro, também. O mesmo rock que assombrou, e ainda bem!, outros momentos do Med deste ano: os Led Zeppelin em versão África mandinga - e tudo isto é elogioso - de Justin Adams e Juldeh Camara (aquele riti, espécie de njarka/espécie de violino de uma corda só é arrepiante de belo) ou os tangófilos e tangófonos Bajofondo de um oscarizado de Hollywood, Gustavo Santaolalla, a guitarrar alegremente na sua banda ao lado de outros génios do violino e bandoneón; ou um dos maiores ícones da bateria rock, o agente Stewart Copeland (ele o autor de um dos álbuns fundadores da world music, o fabuloso «The Rhythmatist»), a partilhar tarantelas e pizzicas italianas e rebemtikas gregas com um grupo onde, felizmente, o Sting não está mas onde o Andy Summers nem destoaria. E, só para destoar, onde também se esperava algum rock infectado pela world (ou vice-versa), ele não apareceu: o Med fechou com o acordeonista Kimmo Pohjonen e, dando uma volta muito bem-vinda ao seu som, neste concerto não houve rock progressivo nem electrónicas nem experimentalismos já gastos mas, sim, momentos de uma beleza imensa que devem mais a Philip Glass ou a Debussy do que a qualquer dos géneros já visitados por este visionário finlandês.
Outros momentos bons de recordar: Camané, as suas sílabas e o seu trio/caixinha de música maravilha. Os cada vez melhores Diabo a Sete e a sua reinvenção júliopereiriana (mas não só!) de uma música nossa, portuguesa. A, igualmente, reinvenção de outros temas nacionais pela cantora Filipa Pais com o bandolinista Edu Miranda. Os Ojos de Brujo e uma festa cada vez mais global, dançante, profissional. O vozeirão de Ricardo Ribeiro - apesar de não tão vozeirão quanto nos seus fados mas em bonita pose Nusrat Fateh Ali Khan - ao lado de Rabih Abou-Khalil. O à-vontade. domínio de palco e beleza astral de Lura, num dos mais quentes concertos do Med. Um calor que se estendeu ao fabuloso DJ set travestido, mas com muita pinta!, de concerto protagonizado por DJ Click (na foto; cortesia Câmara Municipal de Loulé) mais os seus músicos ciganos e judeus e as suas bailarinas e/ou cantoras. Ou os surpreendentes Ramudah, uma banda lisboeta de jazz ambiental (e com caixa-de-ritmos!) que soa muito melhor que parece esta descrição.
Momentos fracos? Também os houve, claro: a Orquesta Buena Vista Social Club, e apesar da marca registada que acompanha o seu nome, é apenas um eco pálido e esbatido da banda original reunida por Ry Cooder e Juan de Marcos González. E Pitingo, actualmente uma das maiores vedetas da música espanhola, é afinal um rapazinho birrento e, pior!, tem uma versão de uma das mais peganhentas e irritantes músicas de sempre: «Mamy Blue». Mas não chegou para estragar um festival que esteve quase sempre cheio de gente. E de gente feliz.
28 maio, 2009
Med de Loulé 2009 - A Ementa Principal
E mais uma grande notícia! Os dois palcos principais do Med de Loulé - que se realiza mais uma vez em finais de Junho - incluirão concertos de Rabih Abou-Khalil (Líbano) com o fadista Ricardo Ribeiro (Portugal), Moriarty (Estados Unidos) e Bajofondo Tango Club (Argentina/Uruguai), no dia 24; Eneida Marta (Guiné-Bissau), Ojos de Brujo (Catalunha) e Horace Andy & Dub Asante (Jamaica), no dia 25; Donna Maria (Portugal), Orquestra Buena Vista Social Club (Cuba), Pitingo (Espanha) e DJ Click (França), no dia 26; Siba e a Fuloresta (Brasil), Camané (Portugal), Lura (Cabo Verde) e o duo de Justin Adams & Juldeh Camara (Inglaterra/Gâmbia), no dia 27; Kluster - um dos inúmeros projectos de Kimmo Pohjonen (na foto, de Vertti Teräsvuori) - com o Proton String Quartet (Finlândia), Stewart Copeland (o ex-baterista dos Police) com La Notte Della Taranta (Inglaterra/Itália/Grécia) e, finalmente, Rokia Traoré (Mali). De lamentar, apenas, a ausência forçada da cantora argentina Mercedes Sosa, devido a doença. Entretanto, para os sempre activos e cheios de música palcos secundários do Med estão confirmados oficialmente os Mu e Filipa Pais, mas as Crónicas da Terra avançaram já com outros nomes: Son De Nadie, N’Sista, Phillarmonic Weed, Mariária e Oco.
01 abril, 2009
Rokia Traoré - Concertos no Porto e em Lisboa
Depois do maravilhoso espectáculo na noite de encerramento do FMM de Sines do ano passado, a cantora maliana Rokia Traoré regressa ao nosso país para espectáculos no Porto (Casa da Música, dia 27 de Maio) e Lisboa (Lux, um dia depois), ainda em apresentação do novo álbum «Tchamantché». O comunicado da organização:
«Rokia Traoré Ao Vivo
É uma das vozes mais importantes do continente africano, mas é a universalidade que faz dela uma artista de eleição.
Rokia Traoré em Portugal numa produção Mandrake.
Rokia Traoré alcançou, definitivamente, um estatuto só ao alcance dos artistas mais prodigiosos. Com «Tchamantché», o 4º álbum de originais, a cantora, compositora e guitarrista do Mali arrastou o culto para fora das fronteiras tradicionais da «world-music» e agarrou com elegância a crítica e público de todos os quadrantes.
A música de Rokia Traoré, sublime na sua transversalidade, não se limita aos ritmos tradicionais do Mali, vai mais além: o Funk, o Blues, o Jazz e o Rock, são géneros em destaque numa sonoridade original e muito sofisticada. Ao vivo, Rokia Traoré começa lentamente a conquistar a audiência com ritmos jazz para, gradualmente, dar lugar a ritmos mais festivos que facilmente passam do palco para a plateia.
A guitarra eléctrica «Gretsch», a harpa, o «N’Goni» (guitarra maliana), a voz sussurrante, as letras na língua Bambara, os instrumentos clássicos, tudo em perfeita harmonia, criam uma atmosfera fabulosa que não deixa ninguém indiferente e, muito menos, parado.
A festa fica marcada para os próximos dias 27 de Maio, na Casa da Música, Sala 2, no Porto, e 28 de Maio em Lisboa, no Lux. Pela primeira vez, Rokia Traoré apresenta-se em Portugal em concerto próprio e o entusiasmo é enorme para ver e ouvir esta genial intérprete, tantas vezes elogiada pelo seu conterrâneo Ali Farka Touré.
PORTO | CASA DA MÚSICA – SALA 2 | 27 MAIO – 21H30 | 22 EUROS
LISBOA | LUX | 28 MAIO – 22H00 | 22 EUROS»
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09 setembro, 2008
Rokia Traoré, Toumani Diabaté e Richard Bona - África Cada Vez Mais Global
Em tempo de regresso às lides, aqui ficam hoje três textos publicados originalmente na revista «Time Out Lisboa» há alguns meses, sobre os discos mais recentes de três nomes incontornáveis da música africana: Rokia Traoré (na foto), Richard Bona e Toumani Diabaté. E todos eles passaram por cá também durante o Verão para concertos em festivais ou em espectáculos em nome próprio.
TOUMANI DIABATÉ
«THE MANDÉ VARIATIONS»
World Connection/Megamúsica
ROKIA TRAORÉ
«TCHAMANTCHÉ»
Universal Music France
RICHARD BONA
«BONA MAKES YOU SWEAT - LIVE»
Emarcy/Universal Music
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17 maio, 2008
Rokia Traoré no FMM de Sines
A extraordinária cantora, compositora e guitarrista maliana Rokia Traoré (na foto, de Richard Dumas) é um dos nomes confirmados para a noite de encerramento da edição 2008 do FMM de Sines, dia 26 de Julho. Antes disso, na próxima terça-feira, dia 20, no Centro Cultural de Belém, Rokia sobe ao palco como convidada do Kronos Quartet, mas será em Sines que irá mostrar a, entre alguns mergulhos no passado, a música do novo álbum, dedicado à memória de Ali Farka Touré, «Tchamantché». O comunicado da organização do FMM reza assim: «A maliana Rokia Traoré, uma das mais originais cantautoras da música mundial, está presente, dia 26 de Julho, na décima edição do Festival Músicas do Mundo de Sines (FMM Sines), onde apresentará ao vivo o seu novo disco, “Tchamanché”. Rokia Traoré é uma cantautora que derruba todos os estereótipos da “diva africana”. Filha de um diplomata, teve oportunidade de viajar e isso sente-se. Conhece os "griots", mas também o jazz, a música clássica, o rock, os blues, a música indiana. Tudo isso está nas suas canções, pérolas de depuração acústica. Desde o seu primeiro disco, “Mouneïssa” (1998), que é amada por público e crítica. "Wanita" (2000) foi premiado pela BBC e eleito álbum do ano pela fRoots. O quase perfeito “Bowmboï” (2003), que contou com a colaboração dos Kronos Quartet, foi novamente premiado pela BBC. No âmbito deste último trabalho, Rokia estará em Lisboa no próximo dia 20 de Maio para uma participação especial no concerto que o quarteto dará no Centro Cultural de Belém.... No espectáculo que realizará em Julho no Castelo de Sines, o palco histórico da “world music” em Portugal, Rokia apresentará o seu novo disco, “Tchamanché”, pela primeira vez ao vivo no nosso país. Com lançamento mundial marcado para o próximo dia 19 de Maio, “Tchamanché” significa uma nova encarnação da sua carreira, em que entra de forma ainda mais assumida na área dos blues e do rock. Nesta fase, Rokia está apaixonada pela sua “Gretsch”, a guitarra eléctrica clássica preferida pelas bandas de “rockabilly” dos anos 60 e 70. Em “Tchamanché” cruza-a de forma orgânica com instrumentos tradicionais como o “n’goni” e instrumentos da música clássica ocidental, como a harpa. As canções, quase todas com letras na língua Bambara, abordam temas tão diferentes quanto a imigração ilegal de África para a Europa e a força das festas de rua africanas, havendo também espaço para “covers” pessoalíssimos, como o que faz do clássico “The Man I Love”, popularizado por Billie Holiday. O maior festival de “world music” do país, o FMM Sines apresentará 40 concertos na sua edição de 2008. Serão distribuídos por quatro palcos: Centro de Artes, Castelo e Avenida Vasco da Gama, na cidade de Sines, e palco de Porto de Covo».
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14 dezembro, 2006
Cromos Raízes e Antenas VII
Este blog continua hoje a publicação da série «Cromos Raízes e Antenas», constituída por pequenas fichas sobre artistas, grupos, personagens (míticas ou reais), géneros, instrumentos musicais, editoras discográficas, divulgadores, filmes... Tudo isto sem ordem cronológica nem alfabética nem enciclopédica nem com hierarquia de importância nem sujeita a qualquer tipo de actualidade. É vagamente aleatória, randomizada, livre, à vontade do freguês (ou dos fregueses: os leitores deste blog estão todos convidados a enviar sugestões ou, melhor ainda!, as fichas completas de cromos para o espaço de comentários ou para o e-mail pires.ant@gmail.com - a «gerência» agradece; assim como agradece que venham daí acrescentos e correcções às várias entradas). As «carteirinhas» de cromos incluem sempre quatro exemplares, numerados e... coleccionáveis ;)
Cromo VII.1 - Manu Chao
Cantor, músico, produtor, o francês Manu Chao é um dos «padrinhos» mais importantes da chamada world music, não apenas pelo seu trabalho em nome próprio, mas também através de grupos e artistas que produziu, como Amadou & Mariam ou Akli D., ou que apadrinhou, como os Ojos de Brujo. Nascido em Paris, a 21 de Junho de 1961, Jose-Manuel Thomas Arthur Chao, filho de mãe basca e pai galego, passou por vários grupos rock, chegando à fama internacional como vocalista dos Mano Negra (aos quais pertenceu entre 1987 e 1994). Depois da separação do grupo viajou pela América do Sul e por África, onde bebeu muita da inspiração para os seus trabalhos a solo, como o seminal «Clandestino» e os mais recentes «Proxima Estacion Esperanza», «Radio Bemba Sound System» (ao vivo), o livro-CD «Sibérie m'était contée» e «La Radiolina». O seu envolvimento em causas sociais e políticas (os «sem-papéis», imigrantes clandestinos na Europa, têm nele um dos seus principais defensores) contribuiu, juntamente com a sua música, para um culto alargado em todo o mundo.
Cromo VII.2 - Ewan MacColl
O cantor inglês de ascendência escocesa Ewan MacColl (aqui em foto com a sua companheira Peggy Seeger) nasceu a 25 de Janeiro de 1915 e morreu a 22 de Outubro de 1989. De seu verdadeiro nome James Miller, Ewan tornou-se primeiramente conhecido pelo seu trabalho como actor e como activista político, antes de se tornar um dos mais importantes cantores e compositores da folk britânica do séc. XX. Com uma carreira envolta em variadíssimos problemas - perseguido pelo MI5 (a polícia secreta inglesa; com canções proibidas na BBC; desertor do exército britânico; censurado publicamente por ter abandonado a mulher para se ligar à cantora e guitarrista norte-americana Peggy Seeger (irmã dos cantores de protesto Pete e Mike Seeger), muitos anos mais nova, que com ele gravaria muitas vezes -, isso não o impediu de com a sua voz iluminar canções fabulosas como «The Manchester Rambler», «The First Time Ever I Saw Your Face» ou... «Dirty Old Town», que décadas depois ficaria mundialmente conhecida através de uma brilhante versão assinada pelos Pogues.
Cromo VII.3 - Rokia Traoré
A cantora maliana Rokia Traoré (nascida a 24 de Janeiro de 1974) é um dos maiores ícones da música da África Ocidental e de como essa música está também aberta a outras influências. Rokia, que pertence à etnia bambara, viajou com o pai, diplomata, por vários países antes de voltar ao Mali, onde foi apadrinhada por Ali Farka Touré. E o facto de Rokia também tocar guitarra, para além de cantar, não será estranho a essa ligação. O seu primeiro álbum, «Mouneissa», foi lançado em 1999, e nele estabeleceu desde logo uma sonoridade bastante própria onde cruzava elementos de música de várias etnias malianas e géneros norte-americanos. Seguiram-se «Wanita» (2000), «Bowmboi» (2003), em que tinha como músicos convidados... o Kronos Quartet, e «Tchamantché» (2008). O reconhecimento do seu talento como cantora e compositora teve, talvez, a sua expressão máxima quando foi convidada para participar nas comemorações do 250º aniversário do nascimento de Mozart, em Viena, num espectáculo conjunto com o Klangforum Wien.
Cromo VII.4 - Tablas
As tablas são o instrumento de percussão mais importante da música indiana (principalmente do norte da Índia) e paquistanesa, sendo bastante importantes tanto na música popular como na música clássica. Riquíssimas em timbres e em soluções rítmicas, as tablas são também - de acordo com vários percussionistas ocidentais - um dos instrumentos de percussão de mais difícil aprendizagem. Os dois «tambores» que constituem as tablas descendem de instrumentos mais antigos - mrdangm e puskara -, conhecendo-se registos escritos acerca das tablas «modernas» desde o séc. XVIII. Desde os anos 60 do séc. XX, as tablas começaram também a ser ouvidas na música ocidental, nomeadamente em discos dos Beatles, Miles Davis ou Bill Laswell. Alguns dos mais importantes intérpretes de tablas são Samir Chatterjee, Trilok Gurtu, Zakir Hussain, Pandit Shankar Gosh e Ustad Haji Shamshuddin Khan, que se apresentam a solo ou acompanhando formações de música indiana/paquistanesa e grupos ocidentais de jazz, rock ou música erudita.
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22 novembro, 2006
«No Child Soldiers» - Desmobilizem As Crianças!
São carne para canhão. Tenra e barata. Muitas vezes esfomeada. Outras vezes com sede de vingança. Crianças entre os seis e os dezassete anos que brincam às guerras nas guerras a sério. Do lado de bandos rebeldes ou dos exércitos governamentais, sem direito a soldo nem ao remorso dos seus comandantes. Muitos morrem. Outros ficam estropiados. Outros viciados nas drogas que os chefes lhes dão para melhor os controlar. Muitos outros ficam com danos psicológicos irreversíveis. Neste momento são mais de 300 mil - 300 mil, santo Deus! - em todo o mundo. E há outras estatísticas: mais de um milhão de crianças passou por esta experiência; mais de dois milhões de crianças morreram em consequência de guerras nos últimos anos; mais de seis milhões ficaram estropiadas ou foram gravemente feridas; há dez milhões de crianças refugiadas, órfãs ou seriamente traumatizadas por guerras recentes. Os números, cruéis, estão no livreto do álbum «No Child Soldiers», que reúne inúmeras vedetas da música africana numa causa comum: a desmobilização das crianças-soldados. O resultado das vendas do disco - uma ideia da organização francesa Aikah a que se associaram outras entidades - reverte para organizações de desmobilização e reinserção de crianças-soldados. A fotografia que encima este texto é de Antony Njuguna, da Reuters.
VÁRIOS
«NO CHILD SOLDIERS»
O+ Music/Harmonia Mundi
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