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11 julho, 2011

Da Restart... Para o Mundo: Lisboa Que Amanhece


Desde há quase dez anos, sempre senti muito orgulho nas minhas turmas de Produção e Marketing Musical da Restart (e numa de Produção e Marketing de Eventos, no único ano em que dei aulas neste curso), às quais tenho leccionado a cadeira de História da Indústria Discográfica, o primeiro módulo deste curso. E, mais uma vez, a turma 2010/2011 volta a surpreender com um trabalho final que, desta vez, não se fica por aqui e lança sementes para o futuro: a net label Nó Cego, que agora lança o seu primeiro trabalho, a colectânea "Lisboa". Vai haver festa no S. Jorge, em Lisboa, dia 18 de Julho:


"Lisboa Que Amanhece

As turmas de Produção e Marketing Musical e Produção e Marketing de Eventos da Restart - Instituto de Artes, Criatividade e Novas Tecnologias vão realizar um evento que pretende realçar a importância da língua portuguesa e a forte relação cultural existente entre os países lusófonos.

O evento “Lisboa que Amanhece” terá lugar no dia 18 de Julho nas salas 1, 2 e 3 do Cinema São Jorge e conta com diversas acções a decorrer entre as 18h e as 24h. Apresentando Lisboa como capital de um movimento multicultural, o “Lisboa que Amanhece” leva ao palco do Cinema São Jorge 8 artistas/grupos oriundos de diferentes países de expressão portuguesa: JP Simões (PT), Cabace (PT, ANG, CV), Ana Lains (PT), Mixtafari (PT, BRA, ANG), Ritchaz y Keky (PT, CV), Chullage (CV), Couple Coffee (BR; na foto) e Circo das Atrocidades (PT).

A par dos concertos, será exibido o documentário “Lusofonia a (R)Evolução”, seguido de um debate, cujo título é “Lusofonia: Potencialidades e Futuro”. No mesmo evento, será apresentada a net label “Nó Cego” (inserida no projecto Report –
plataforma online direccionada para a indústria musical), acompanhada do lançamento da compilação “Lisboa", incluindo, entre outros, temas de artistas que vão actuar na noite de 18 de Julho. Confirmados até agora estão: NBC (STP), HMB (PT), Canela (PT), Vinicius Terra (BR), MV4 (STP), Ritchaz e Keke (PT, CV), Ana Lains (PT), Mixtafari ( PT, BR,
ANG) , Circo das Atrocidades (PT) e DJ Ride (PT).

O lançamento da compilação contará ainda com um DJ set de Irie + Cruzfader, que precederá os concertos acima referidos, agendados para o principal momento da noite.


http://www.facebook.com/NoCegoNetlabel"


Lista actualizada de projectos presentes na colectânea "Lisboa":

ORELHA NEGRA feat O. SANTOS
VINICIUS TERRA
ANA LAÍNS
MIXTAFARI
RITCHAZ Y KEKE
TERRAKOTA
NBC
COUPLE COFFEE
CANELA
XAFU
CIRCO DAS ATROCIDADES
MV4
HMB
DJ RIDE
CACIQUE 97

No debate estarão presentes:

António Pires (jornalista; Raízes e Antenas)
Carlos Martins (músico; Sons da Lusofonia)
José Mussuali (jornalista)
Mário Pereira ou Manuel Acácio (jornalistas da TSF)
Vinicius Terra (artista brasileiro; via skype)

11 setembro, 2010

Colectânea de Textos no jornal "i" (IX)


Os Pós-Tradicionalistas (Parte 327)
por António Pires, Publicado em 5 de Novembro de 2009

Já por várias vezes, nesta coluna, se referiram variadíssimos exemplos de bandas e artistas que estão a pegar na nossa música tradicional (e noutras à volta) para com ela criarem uma nova música. E, desta vez, vou falar de cinco outras propostas, todas elas com discos fresquíssimos no mercado. Partindo da ideia-base "Se Carlos Paredes não é pós-rock, então o que andamos aqui a fazer?", os Laia (na foto) atiram-se no seu disco "Viva Jesus e mais alguém" ao pós-rock (dos Cult of Luna aos Tortoise ou aos Godspeed You Black Emperor!), mas com uma guitarra portuguesa, adufes e bombos a sublinharem, bem, a portugalidade da sua música. Por sua vez, os respeitadíssimos Danças Ocultas regressam, em muitos temas do seu novo álbum "Tarab", a sonoridades, ambientes e paisagens mais próximas da tradição portuguesa (embora sem nunca esquecer, em nenhuma nota das quatro concertinas, outras paragens do mundo). Desta vez sem a "muleta" dos convidados exteriores ao grupo, os Danças Ocultas têm aqui o seu melhor trabalho de sempre! Finalmente, referência breve a três outros álbuns: a surpreendente e muito bem conseguida primeira incursão a solo de Sebastião Antunes (Quadrilha), "Cá Dentro"; o novo álbum dos transgressores marafados Marenostrum, "Arraia Miúda", que ainda é melhor que o primeiro; e o hiper-dançável "In Temporal", dos Monte Lunai (danças tradicionais europeias, vivas e actuais).



Valete, Bento e... os outros
por António Pires, Publicado em 12 de Novembro de 2009

Sou benfiquista (mais daqueles "doentes pelo Benfica" que daqueles "fanáticos pelo Benfica"), mas tenho imenso respeito pelo Paulo Bento, tanto como treinador como enquanto pessoa, e não me importaria nada de o ver treinar o meu clube daqui por muitos anos (depois de o Jorge Jesus ter ganho tantos troféus nacionais e internacionais que o Real Madrid e o Manchester estejam dispostos a dar por ele uma enorme pipa de massa ao SLB). Mesmo assim, achei imensa graça ao tema "Baza Correr com o Paulo Bento", do rapper Valete (na foto), que há mais de um ano já pedia a demissão do treinador do Sporting. Curiosamente, trata-se de um caso raríssimo de contestação, pelo menos activa e concretizada, do meio musical português a algo relativo ao mundo do futebol. Mais normal é a glorificação de alguns dos seus jogadores: desde o longínquo "Quem Tem Eusébio", de Artur Ribeiro, aos mais recentes "Não me Mintas", em que Rui Veloso (com letra de Carlos Tê) canta "voar como o Jardel entre os centrais", e "Adivinha Quem Voltou", dos Da Weasel, em que Pacman diz "finto como o João Pinto, marco golo na baliza". E, mais ainda, a glorificação dos clubes através de hinos originais ou adaptados: dos clássicos "Ser Benfiquista" (Luís Piçarra) e "Marcha Sporting" (Maria José Valério) a "Os Filhos da Nação", dos Quinta do Bill (adaptado para "Os Filhos do Dragão" e tornando-se assim o hino oficioso do FCP), "Sou Benfica", dos UHF, ou "Leão de Fogo" (hino do 100.o aniversário do SCP), dos Delfins.



O que aprendo a dar aulas
por António Pires, Publicado em 19 de Novembro de 2009

Desde há seis anos, tenho o privilégio de dar aulas de História da Indústria Discográfica no curso de Produção e Marketing Musical, na Restart. Nos primeiros anos, a maioria dos alunos era formada por pessoas que, apesar de amarem profundamente a música, não cantavam nem tocavam instrumentos, querendo usar o curso como trampolim - mais do que legítimo - para se integrarem no meio editorial ou, em alternativa, na produção de espectáculos. Mas, nos últimos anos, a tendência inverteu-se e verifiquei que cada vez mais eram os músicos e cantores que, descrentes de uma indústria discográfica em crise, procuravam este curso para assim gerirem melhor as suas próprias carreiras musicais, criando editoras próprias ou aprendendo os mecanismos necessários para as suas edições de autor. Este ano, fez-se o pleno: os 13 alunos da turma são todos músicos e/ou cantores, DJ ou já músicos/editores. E com um leque de referências vastíssimo: de um guitarrista de um grupo pimba alentejano a um DJ e produtor de tecno, de músicos punk hardcore e doom metal a uma cantora de formação clássica e outra que trabalha com o Filipe La Féria desde os 12 anos, de dois cabo-verdianos que injectam outras músicas nas kizombas, mornas e coladeiras a um outro que faz rock e música para crianças. E, com todos os meus alunos - vendo a sua alegria, fé e orgulho no que fazem -, aprendo que a indústria até pode estar em crise mas que a música nunca estará.

05 julho, 2007

«...A Menina Dança?» - Apresentação no MusicBox



«...A Menina Dança? - New Roots From Portugal» é uma colectânea de edição limitada produzida e editada pela turma de Produção e Marketing Musical, da Restart, turma a que tive o prazer de dar aulas, no início deste ano lectivo, no módulo de História da Indústria Discográfica. O lançamento do álbum - que é apresentado como uma «compilação de grupos portugueses que partem das suas raízes (portuguesas) para construir a sonoridade que os caracteriza, dando assim origem a uma linguagem musical baseada nas tradições mas...com os olhos postos no futuro» - decorre dia 12 de Julho, no MusicBox, ao Cais do Sodré, em Lisboa, com concertos dos Chuchurumel e dos O'QueStrada (na foto, de Rui Palha), sessões de DJing com Luís Varatojo (A Naifa) e António Pires (Raízes e Antenas) e VJing por Chris & Candy. A colectânea inclui os temas «Viva!» (Sam the Kid), «Música» (A Naifa), «O meu Coração Abandonado» (Viviane), «Rodada» (Dead Combo), «Se Esta Rua Fosse Minha» (O'QueStrada), «Era Não Era do Tamanho de um Pardal» (Gaiteiros de Lisboa), «Deus te Salve Ó Rosa» (Chuchurumel), «Vozes» (Megafone), «Assobio» (Dead Combo), «Oxalá Te Veja» (O'QueStrada), «Aqui Há Gato» (Gaiteiros de Lisboa), «Confidências da Minha Rua» (Viviane), «Señoritas» (A Naifa), «Canção das Maias» (Chuchurumel), «Aboio» (Megafone) e «Discos Entre Caminhos (Remix)» (Phil Louis). Mais informações aqui.