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06 junho, 2010

Ollin Kan - As Culturas da Resistência em Vila do Conde


A edição portuguesa deste ano do festival Ollin Kan está quase a começar. Aqui ficam o comunicado oficial e o programa completo:


«OLLIN KAN, o lugar do movimento, volta novamente a Portugal, à cidade de Vila do Conde, nos dia 10, 11 e 12 de Junho de 2010.

O Festival Internacional das Culturas em Resistência Ollin Kan é uma aproximação a um outro olhar, aquele que resistiu e defendeu as suas heranças e alternativas culturais, sendo um dos festivais mais importantes do mundo.

O Festival Ollin Kan é assim um encontro vigoroso entre os povos que nos brindam com músicas e danças provenientes de todos os continentes.

Sonoridades provenientes do mundo/espaço árabe, flamenco, do fado, da música celta, do reggae, da rumba, da salsa, dos sons jarochos, do Caribe, da música mandinga, do samba, da bossa nova, do tango, da música dos Balcãs e todas as expressões de raiz na sua forma mais pura e nas suas múltiplas fusões com o mundo moderno.

Organizado pela Câmara Municipal de Vila do Conde e pela produtora independente Bartilotti Produções, o Festival Ollin Kan, abre a sua primeira sede alternativa em território europeu.

Com o apoio da produtora independente Bartilotti Produções, o Festival Ollin Kan, abre a sua primeira sede alternativa em território europeu.

Foi o início da internacionalização de um festival que se tornou itinerante, levando consigo a mensagem do mundo alternativo a diversas cidades e países do Planeta; Mali, Colômbia, Portugal e México.

O Festival Ollin Kan Portugal terá lugar em Vila do Conde de 10 de Junho a 12 de Junho de 2009.

Os concertos realizam-se no Centro Histórico, no Cais da Alfândega, junto à Nau Quinhentista, com 2 palcos que funcionarão alternadamente das 22h00 às 02h00.

EM TODOS OS LOCAIS OS CONCERTOS TÊM ENTRADA LIVRE.

10.Junho.2010 _ das 22.00h às 2.00h

Toques Do Caramulo (Portugal)
Pibo Marquez (Venezuela)
Rare Folk (Andaluzia)
Che Sudaka (Colômbia / Argentina)



11.Junho.2010 _ das 22.00h às 2.00h

Angela Maria (Peru)
Cacique 97 (Portugal / Moçambique)
Malick Pathé Sow (Senegal)
Moya Kalongo (Moçambique)




12.Junho.2009 _ das 22.00h às 2.00h

Elisabeth Vatn (Noruega; na foto)
Seistanto Mundo (Portugal / México)
Bilan (Cabo Verde)
Marenostrum (Portugal)
Batucada Sound Machine (Nova Zelândia)»

28 maio, 2010

Festim - Segunda Edição Arranca na Próxima Semana


Aproxima-se mais uma edição do Festim, festival de world music com epicentro em Águeda (d'Orfeu) e braços estendidos a vários municípios vizinhos. O último comunicado oficial reza assim:

«Terem Quartet (Rússia), Rare Folk (Espanha), Renato Borghetti (Brasil), Kilema (Madagáscar), Mahala Raï Banda (Roménia), Minyeshu (Etiópia), Serenata Guayanesa (Venezuela)

Todo o mundo no Festim, a partir de 2 Junho!


O Festim - festival intermunicipal de músicas do mundo apresenta, este ano, sete nomes em cartaz, registando-se duas estreias absolutas em Portugal: Terem Quartet e Minyeshu. Do Índico ao Mediterrâneo, do Cáucaso ao Chifre de África, dos Balcãs à América Latina, esta programação em rede aposta no fascínio da diversidade.

A partir de 2 Junho, o mundo em música, nos palcos e plateias do Festim! Cinco municípios vizinhos partilham um cartaz comum: Águeda, Sever do Vouga, Estarreja, Ovar e Albergaria-a-Velha. A iniciativa da d’Orfeu Associação Cultural, além da parceria intermunicipal como factor decisivo, conta ainda com o apoio do Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes.

O festival inicia a 2 de Junho com os russos Terem Quartet e inclui ainda, até 17 de Julho, concertos de Rare Folk (Espanha), Renato Borghetti (Brasil), Kilema (Madagáscar) - que substitui os Narasirato, cuja tournée europeia foi cancelada - , Mahala Raï Banda (Roménia), Minyeshu (Etiópia) e Serenata Guayanesa (Venezuela). Os bilhetes para os concertos de sala estão já à venda. Toda a informação está disponível em www.festim.pt, sítio oficial do festival.

Universidade de Aveiro estuda impactos do Festim

A Universidade de Aveiro vai desenvolver, por ocasião desta 2ª edição do festival intermunicipal, um Estudo de Impactos e caracterização de públicos do Festim. Muito além do objecto artístico, interessa aprofundar um conhecimento sobre a dimensões socioeconómicas do evento e as mais-valias que um festival desta natureza aporta a cada um dos Municípios. Esta parceria da Universidade de Aveiro surge ao segundo ano do quadriénio previsto para o Festim - festival intermunicipal de músicas do mundo, com edições garantidas até 2012.

Programa dos 19 concertos no sítio oficial:
http://www.festim.pt/»

01 agosto, 2008

L Burro i l Gueiteiro - Por Esses Montes Fora...


Por montes e vales das Terras de Miranda, decorre de 3 a 6 de Agosto a sexta edição do L Burro i l Gueiteiro, que vai incluir concertos dos Galandum Galundaina, Roncos do Diabo (na foto), Trasga, Tuttis Catraputtis e dos espanhóis Rare Folk, entre outros, e ainda sessões de DJing, passeios de burro, mostras de filmes, workshops e muita folia e convívio. A seguir vai o programa completo... e em mirandês, que é para se começar a praticar a «lhéngua»:

«Deimingo, 03 de Agosto
Casa de la Música, Miranda de l Douro
21h30:
Ancontro i cumbíbio de ls participantes
Presentaçon de l programa
Mostra de un filme sobre la raça asinina de Miranda
Arraial Tradicional


Segunda, 04 de Agosto
Costantin
Manhana:
Oufecinas de:
— Maneio de burros
— Baile tradicional mirandés
— La dança (pauliteiros)
— Strumentos Tradicionales Mirandeses (percussones, gaita, fraita)
— Lhéngua Mirandesa
— Bailes galhegos cun David Salvado (percussionista de Xosé Manuel Budiño)


Tarde:
Ronda de ls Mandiletes
Jogos Tradicionales

Nuite:
Trasga
Sonidos de Trasgo


Terça, 05 de Agosto
Costantin – Pruoba - Malhadas
Manhana:
Passeio de burro zde Costantin a Malhadas

Tarde:
Oufecinas de jogos e bailes por Luís Fernandes (Tuttis Catraputtis)
Apresentaçon de las associaçones AEPGA (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino) i Galandum Galundaina - Associação Cultural

Nuite:
Cumbíbio cun la populaçon de la aldé de Malhadas
Gueiteiricos de la Region
Dançadores de Malhadas
Roncos do Diabo
Tuttis Catraputtis


Quarta, 6 de Agosto
Malhadas – Peinha Branca - Miranda de l Douro
Manhana:
Passeio de burro antre la aldé de Malhadas i Peinha Branca

Tarde:
Passeio de burro antre la aldé de Peinha Branca i Miranda de l Douro

Nuite:
Eizebiçon de l filme "L Burro I L Gueiteiro"
Galandum Galundaina
Rarefolk
"La Charanga de Zeek i Trasgo" (DJ set)».

Mais informações, aqui.

17 março, 2007

Rare Folk, Cadencia e Nordestin@s - Os Bons Ventos de Espanha



Três grupos de várias regiões de Espanha e de estilos muito diferentes mostram a vitalidade e a variedade da música de raiz tradicional - e não só das raízes mais «óbvias», como se verá - feita no país vizinho. São três álbuns recentes dos «celtas» Rare Folk, dos flamenquistas Cadencia (na foto) e do trio galego Nordestin@s.


RARE FOLK
«NATURAL FRACTALS»
Ed. de Autor/Galileo

Sexteto de Sevilha já com quinze anos de existência, os Rare Folk mostram em «Natural Fractals» uma música que passa quase sempre pelos ambientes ditos «celtas» - andam jigs e reels sempre a pular por ali - mas também por outros espaços em que a electrónica, o jazz-rock de fusão, a música africana, o flamenco, o rock sinfónico e progressivo, a música árabe e turca se misturam naquilo a que o grupo chama «freestyle folk». Inteiramente instrumental - pelo menos neste álbum -, o grupo é constituído por Rubén Diaz de La Cortina (flauta, tin whistle, «Mangu» Díaz (bandolim, bouzouki, glissentar e programações), Marcos Munné (guitarras), Pedro Silva (teclas), Oscar Valero «Mufas» (baixo eléctrico) e Fernando Reina (bateria), tendo neste álbum a colaboração de Elo Sánchez (violino) e Nacho Gil (saxofone soprano e clarinete turco). E, por muito longe que esteja de um qualquer purismo ou tradicionalismo qualquer (excepto na faixa escondida que encerra o álbum, um solo de flauta que parece saído de um pub irlandês), nota-se sempre na sua música um amor tremendo pelas raízes da música «celta», uma escolha curiosa e bem-vinda de um grupo oriundo da Andaluzia. (6/10)


CADENCIA
«SIN TI»
Fonoruz

Também de Sevilha, e neste caso fazendo «justiça» às suas origens, os Cadencia são um excelente grupo que parte do flamenco - que está sempre muito presente nas suas canções - para visitar também outros géneros musicais como o jazz, a bossa-nova, a música medieval e a música «celta», tudo espalhado por originais de membros do grupo que são de um bom-gosto a toda a prova. Tendo como ponta-de-lança a voz verdadeira, quente, sanguínea, lindíssima, de Dolores Berg, do grupo fazem também parte J.A. Mazo «Gori» (guitarrista e compositor da maioria das canções), Enrique Mengual (baixo), Sofia Bermudez (percussões) e Pepo Herrera (flautas), usando exclusivamente instrumentos acústicos. Longe do radicalismo, da loucura e do experimentalismo de uns Ojos de Brujo, por exemplo, os Cadencia estão muito mais perto da essência do flamenco (e dos vários sub-géneros que o flamenco inclui), mas estão também sempre prontos a na sua música incluir um ou mais elementos desviantes e surpreendentes. «Sin Ti» é o álbum de estreia do quinteto mas é já uma obra madura, cheia de certezas e prova maior de que há um novíssimo e bastante excitante flamenco a nascer na Andaluzia. (8/10)


NORDESTIN@S
«NORDESTIN@S»
Falcatruada

Ainda mais surpreendente do que os dois álbuns anteriores é o álbum homónimo dos galegos Nordestin@s, projecto que reúne duas cantoras maravilhosas - Guadi Galego (dos Berrogüetto) e Ugia Pedreira (dos Marful) - e o extraordinário pianista de jazz Abe Rábade. Neste grupo, os três atiram-se com bom-gosto, elegância e originalidade à interpretação de muitos tradicionais galegos e alguns originais deles e de alguns outros. O álbum está cheio de belíssimas harmonias vocais entre as duas cantoras (embora por vezes também cantem a solo), sublinhadas pelo voo pelas teclas do piano de um Rábade swingante, inventivo, livre. E o resultado é sempre uma maravilha completa, não se sabendo nunca o que é que tem mais peso aqui, se o jazz se a inspiração tradicional - e ainda bem que não se sabe! O álbum, que foi gravado ao vivo (mas sem audiência) no Teatro Principal de Santiago de Compostela, em 2006, inclui canções «populares do norte de Galicia, composicións que ulen a mar e a taberna, que falan de lendas de mulleres e sereas e que foron trasmitidas por varias xeracións». Só mais uma coisa: raramente como neste álbum a língua galega - nossa língua irmã - soa tão doce e subtil. (9/10)