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25 junho, 2013

Jagwa Music e Konkoma na Gulbenkian

A programação do Próximo/Futuro inclui esta semana dois concertos imperdíveis: Jagwa Music (na foto) e Konkoma. Mas há mais coisas a acontecer nos jardins da Gulbenkian e no S.Luiz. Veja aqui: «PRÓXIMO FUTURO Música, cinema, teatro e dança até 7 de julho Música elétrica da Tanzânia, mas também Clarice Lispector, teatro contemporâneo chileno e cinema fazem a programação do Próximo Futuro até 7 de julho Esta semana estreiam-se em Portugal os Jagwa Music (na foto), um concerto que integra a programação de verão do Próximo Futuro, uma iniciativa da Fundação Gulbenkian, este ano especialmente dedicada ao sul da África. Os Jagwa Music formam um coletivo da Tanzânia que desde o ano passado tem vindo a eletrizar o público dos grandes festivais de verão europeus. São os principais intérpretes do estilo “mchiriku”, que nasceu há 20 anos nos subúrbios pobres de Dar-es-Salaam, na altura em que os teclados baratos da Casio passaram a estar disponíveis. Atraídos pelo som baixa fidelidade deste equipamento, adotaram-no, ligaram-no a amplificadores e megafones vintage e o som daí resultante – enérgico, irrascível e distorcido – recebeu o nome de “mchiruku”. O concerto a não perder dia 28 de junho, às 22h, no Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian. Prossegue ainda esta semana a apresentação no Anfiteatro ao Ar Livre do ciclo de cinema Mzansi – The Reel South Africa. Nestas sessões será projetado um conjunto de filmes de realizadores sul-africanos de ficção, não-ficção e filmes experimentais, que abordam questões como sexualidade, identidade, tradição, transformação e cultura dos jovens. Este ciclo de cinema prolonga-se até dia 4 de julho, sempre às 22h. A programação do Próximo Futuro também se estende a outros espaços de Lisboa: no Teatro São Luiz, nos dias 29 e 30 de junho, a companhia de dança moçambicana Horácio Macuácua apresenta-se em sessão dupla: Orobroy, Stop! e Smile, If you Can. Se no primeiro caso se faz uma recriação do Flamenco – orobroy significa “pensamento” na língua dos nómadas ciganos do sul de Espanha que deram origem ao flamenco –, no momento seguinte esta companhia utiliza linguagens diferentes, mostrando que não está presa apenas a um só estilo. Outra Hora da Estrela é o resultado da adaptação ao palco do livro homónimo de Clarice Lispector, destacada voz da literatura brasileira. Neste espetáculo que terá uma apresentação única, a 29 de junho, no Jardim de Inverno do São Luiz, reúne-se literatura e música para recontar a história e recriar a atmosfera de um dos textos mais envolventes da autora, quando passam 35 anos sobre a sua morte. Da América do Sul chega Velório Chileno, que nos transporta para a década de 70, pondo em cena dois casais em comemoração do golpe de estado de Pinochet, numa atmosfera que vai transformando a euforia em ressentimento e frustração. Trata-se de mais uma peça de teatro fundamental no repertório contemporâneo chileno, que tem feito um trabalho notável sobre a história recente do seu país, com invulgar sucesso junto da crítica e do público. Um trabalho do encenador Cristián Plana para ver no Teatro do Bairro, nos dias 5 e 6. Ainda no São Luiz, a 7 de julho, apresenta-se em estreia a peça África Fantasma II, de João Samões, onde África se transforma num lugar de representações imaginárias. Com interpretações de Joana Bárcia e de Miguel Borges, e um título que remete para o diário africano do etnólogo e escritor surrealista francês Michel Leiris, em África Fantasma II o tempo revela as marcas e os laços indissociáveis entre a expansão colonial e a construção da modernidade e da vanguarda artística na Europa. No dia 7 de julho, os Konkoma, um projeto com músicos do Gana e do Reino Unido que mistura afro-funk, jazz, soul e ritmos tradicionais africanos, encerram esta programação de espetáculos do Próximo Futuro, no Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian. Calendário Próximo Futuro: 28 junho, 22h, Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian Jagwa Music (concerto – Tanzânia) 29/30 junho, 21h, São Luiz Teatro Municipal – Sala Principal Orobroy, Stop! + Smile, if you can! (dança – Moçambique) 29 junho, 23h, São Luiz Teatro Municipal – Jardim de Inverno Outra Hora da Estrela (teatro musical - Brasil) Até 4 julho, Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian Cinemateca Próximo Futuro (ciclo de cinema) 5/6 julho, 22h, Teatro do Bairro Velório Chileno (teatro - Chile) 7 julho, 19h, Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian Konkoma (concerto – Gana/Reino Unido) 7 julho, 21h, São Luiz Teatro Municipal África Fantasma II (teatro – estreia – Portugal) Até 1 setembro, Edifício Sede – Galerias de Exposições Temporárias 9ª Edição dos Encontros de Fotografia de Bamako Present Tense – Fotografia do sul da África www.proximofuturo.gulbenkian.pt»

07 junho, 2011

Olhar o Futuro (Próximo) na Gulbenkian


A edição 2011 do Próximo Futuro, iniciativa anual da Gulbenkian, em Lisboa que decorre de 16 de Junho a 3 de Julho, inclui novamente muita música -- com destaque para o colectivo sul-africano Shangaan Electro (que reúne Nozinja, Tshetsha Boys e DJ Spoko; na foto), o congolês Baloji e a timbila moçambicana de Matchume Zango em diálogo com o grupo portuense Drumming --, teatro, cinema, dança e arte pública. O programa completo:


16, 17 (21h30) e 18 Junho (19h)

Woyzeck on the Highveld

Handspring Puppet Company (África do Sul), a mais destacada companhia de teatro de marionetas africana, apresenta uma encenação do artista visual e cineasta sul-africano William Kentridge, a quem se devem algumas das mais inovadoras encenações e exposições das duas últimas décadas. Woyzeck on the Highveld é uma versão da peça de Büchner adaptada à realidade sul-africana.



17 Junho (a partir das 09h30)

Neste dia completa-se o ciclo de Grandes Lições que o Próximo Futuro iniciou em Maio, com a presença no Auditório 3 de Achille Mbembe (Camarões); Ralph Austen (E.U.A.); Eucanãa Ferraz (Brasil); e Margarida Chagas Lopes (Portugal). Nestas quatro lições falar-se-á de democracia e ética do mutualismo, a partir da experiência sul-africana (Achille Mbembe), as grandes incertezas com que se depara a historiografia africanista (Ralph Austen), o futuro da poesia (Eucanãa Ferraz), e ainda a produção, utilização e partilha do conhecimento na economia global (Margarida Chagas Lopes).



18 Junho (21h30)

Orquestra Gulbenkian e Drumming Grupo de Percussão com Matchume Zango, Timbila de Moçambique
Maestro: Pedro Neves

Obras de Steve Reich, Marlos Nobre, Iannis Xenakis e músicas tradicionais de Timbila moçambicana, um instrumento de percussão da família das marimbas. Neste concerto serão evocadas as origens e as ligações da música clássica a outras músicas, numa viagem através do tempo e do espaço.



19 Junho (19h/22h)

Aquarium Materialis - Victor Gama e Pedro Carneiro

Os instrumentos que compõem esta instalação utilizam o espelho de água do lago do Jardim Gulbenkian como superfície interlocutora. A peça divide-se em duas partes, reflectindo a dicotomia da natureza: uma parte diurna, repleta de vida, cheia de cores e de luz, vibrando intensamente; e uma parte nocturna, em que o mistério e o imaginário tomam conta da nossa percepção.



22 e 23 Junho (21h30, 19h)

O Corpo é a Mídia da Dança & Outras Partes

Espectáculo de dança do Grupo Lakka, que traz os actuais contextos sociais e tecnológicos urbanos para o seu universo. O grupo é liderado pelo coreógrafo e intérprete brasileiro Vanilton Lakka, que, com formação em dança clássica, dança-jazz e danças de rua, tem participado na renovação da paisagem da dança sul-americana.



23 Junho a 1 Julho (22h)

Cinema ao ar livre

No ecrã gigante do Anfiteatro ao Ar Livre, em várias sessões, será projectado um conjunto de filmes de diferentes géneros, do documentário à ficção. Em estreia absoluta, serão exibidas a 25 de Junho três obras produzidas pelo Programa Próximo Futuro, encomendadas aos cineastas João Salaviza (Portugal), Paz Encina (Paraguai) e Vincent Moloi (África do Sul). Destaque ainda para a curta-metragem vencedora do último Festival de Cinema de Marraquexe e também para a primeira apresentação de cinema de animação de autores africanos.



26 Junho (19h)

Baloji

Concerto de Baloji, músico congolês residente em Bruxelas e membro de uma orgulhosa linhagem de músicos africanos com uma sólida consciência política. No entanto, nas suas actuações jamais se perde um forte sentido de festa.



1, 2 e 3 Julho (19h, 21h30, 22h)

Discurso + Villa

O encenador chileno Guillermo Calderón apresenta as suas mais recentes obras, duas peças que decorrem na Villa Grimaldi, uma casa que ficou tenebrosamente associada ao regime de Pinochet. Com um dispositivo realista, aparentemente simples, Calderón constrói aqui uma das mais fortes, sólidas e profundas dramaturgias sobre a criação humana, a validade da arte contemporânea, o debate democrático e o papel da museografia, sem qualquer sinal de interferência ideológica do autor.




3 de Julho (19h)

Shangaan Electro

Música de dança contemporânea produzida na África do Sul. Em palco estarão músicos, produtores e alguns dos melhores bailarinos Shangaan, género musical caracterizado pela velocidade dos beats que conduz a uma dança que tem tanto de eléctrica como de divertida.



16 Junho a 30 Setembro

Arte pública

À semelhança do que aconteceu nas edições anteriores de Verão do Próximo Futuro (2009 e 2010), os visitantes do Jardim Gulbenkian vão ser mais uma vez interpelados por um conjunto de novas obras, instalações e esculturas criadas expressamente para este Programa. São manifestações de arte pública que pretendem equacionar a importância e pertinência deste tipo de criação. Assim acontece com Cocoon (Casulo), da jovem artista plástica Nandipha Mntambo, nascida na Suazilândia em 1982, que vive e trabalha na África do Sul. A obra que criou para o Próximo Futuro envolve a dimensão mágica e estranha da condição humana.



Até 28 de Agosto

Fronteiras

Exposição produzida no âmbito da última edição dos Encontros de Bamako – Bienal Africana de Fotografia, em 2009, reunindo cerca de 180 fotografias e vídeos que reflectem a criação contemporânea na área da fotografia em África e dos artistas afro-americanos. Desenvolvida em torno da temática “Fronteiras”, esta mostra colectiva oferece diversas interpretações e representações das questões sociopolíticas, culturais e identitárias. Na Galeria de Exposições Temporárias da Sede.



Até 30 de Setembro

Chapéus-de-sol e Tenda

Concebidos em 2010 pela arquitecta Inês Lobo, este Verão são recuperados servindo de tela para os desenhos dos artistas Rachel Korman (Brasil), Bárbara Assis Pacheco (Portugal), Isaías Correa (Chile) e Délio Jasse (Angola). A tenda de cores fortes, que no ano passado animou uma das margens do lago, também estará de volta ao jardim, desta vez para albergar uma biblioteca de obras de autores sul-americanos e africanos.

O Próximo Futuro é um Programa Gulbenkian de cultura contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.


Mais informações, aqui.