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01 maio, 2012

MUN’Danças 2012 – Festival de Danças no Mondego

Em ano «sabático» do Andanças, os bailantes de bichos-carpinteiros nos pés têm uma boa alternativa ao festival organizado pela PédeXumbo: o novo MUN'Danças, que decorre em dois locais diferentes e em semanas consecutivas: Torres do Mondego e Aldeia Viçosa. O comunicado: «MUN'DANÇAS ANTECIPADA DE BILHETES Vem aí um novo festival de dança e música contemporâneas com ligações às tradições - portuguesas e de outras partes do mundo: MUN’Danças 2012 – Festival de Danças no Mondego: O festival MUN’Danças decorre de 26 a 29 de Julho na Praia Fluvial de Torres do Mondego (Coimbra) e na Praia Fluvial de Aldeia Viçosa (Guarda) entre 1 e 3 de Agosto, seguido de FESTA DA ALDEIA no dia 4 de Agosto. CONCERTOS E BAILES FOLK: Pé na Terra | Mándragora | Mu | Toques do Caramulo | Karrossel | Uxu Kalhus | A Barca dos Castiços | Mosca Tosca | Martina Quiere Bailar (Espanha) | Realejo | MagMell | Monte Lunai | Ósmavati | Girasol | Sons Libres (França) | Xtramonio (Espanha) | Spakkabrianza (Itália) | Docakene (Burkina Faso /Costa do Marfim) | Les Zeóles (França) | Beltaine (Polónia) OFICINAS DE DANÇA: Alexandre Matias l Danças Europeias e 'Toscas' Diana Azevedo l Danças Europeias e Portuguesas Daniel Peces l Danças Castellanas Monica Savá l Danças Italianas Lisou l Danças Francesas e Bascas Patrícia Vieira l Danças Irlandesas Eva Azevedo + Paulo das cavernas l Danças Africanas Rute Mar l Danças Europeias Anzoumana Kaba l Danças tribais Africanas Pablo Dias l Forró OFICINAS DE MÚSICA: Amadeu Magalhães - cavaquinho; percussão e gaita de foles. Musicos de Xtramonio: Bouzouki- Jose Luis Dou; Gaita escocesa/biniou bretón- Pachu Cuesta; Bombarda Bretona- Javier Chacon; Bodhran- Jose Manuel Benito OFICINAS INFANTIS e OFICINAS DE PERMACULTURA: Sílvia da Floresta OFICINAS DE MEDITAÇÃO E RELAXAMENTO 2012 TEM CARTAZ E PROGRAMAÇÃO FECHADOS E INICIOU A VENDA REALIZADORES: Tiago Pereira (tradições orais) | Daniel Pinheiro (natureza) MERCADOS: - Artesanato tradicional e contemporâneo; - Frescos locais e alimentos biológicos - Mercado solidário Outras actividades: Actividades no rio | passeios na natureza e nas paisagens culturais | visitas a aldeias | palestras | Tertúlias culturais I Mostra de vídeos I Ateliers de som e imagem BILHETES: Os bilhetes já se encontram disponíveis para venda no site e o pagamento pode ser efectuado através de transferência bancária e com descontos significativos. Quem obter o bilhete geral (Coimbra + Guarda) até 13 de Maio pagará apenas €90 o que permitirá uma poupança de €38 face ao preço praticado a partir de 15 de Julho. Os detentores de bilhete geral terão acesso gratuito aos bailes e concertos do dia 4 de Agosto, na FESTA DA ALDEIA. Apenas até 13 de Maio, quem obter o bilhete geral para as Torres do Mondego (Coimbra) pagará €56, tendo em conta que o preço aumentará consoante a data de aproximação ao festival subindo para o valor total de €80. Quanto ao bilhete para Aldeia Viçosa (Guarda), até 13 de Maio o preço em vigor é de €41 aumentando substancialmente este preço até aos €58. Quanto aos bilhetes pontuais, os seus preços variam para cada dia, entre 4-5€ (oficinas), 16-20€ (preço 'noite', para concertos e bailes) e 20-25€ (preço 'dia', que inclui oficinas + concertos e bailes). Mais informações em: Festival MUN'Danças 2012 http://mundancasfestival.wordpress.com/ APD-PPM, Associação de Projecto e Desenvolvimento do Parque Patrimonial do Mondego www.parquepatrimonialmondego.com» Siga o MUN’Danças e confirme a sua presença no FACEBOOK do festival: https://www.facebook.com/pages/Festival-de-dan%C3%A7as-no-Mondego/247181955332194

01 dezembro, 2011

Etnias 2011 com Né Ladeiras, Karrossel e... Uma Grande Surpresa!


Vem aí mais um festival Etnias e, mais uma vez, a coincidir com o aniversário da sua casa, o Contagiarte. Também vou lá estar, assim como os Karrossel, Rogerinho do Acordeon e Miguel Fuá, Cia Flamenco Con Temple, Intia Mundon, Né Ladeiras (na foto, de Susana Paiva) e Drop Etnica, entre outros. Cereja em cima do bolo e surpresa absoluta: um espectáculo conjunto -- e inédito! -- que vai juntar em palco os Galandum Galundaina, Mu e Pé na Terra.


Etnias 2011
Festival de Músicas do Mundo

9ª Edição
Dias 8, 9 e 10 de Dezembro no espaço Contagiarte


Há nove edições atrás estávamos expectantes… era a primeira edição de um festival de música produzido pela Acaro somado à inauguração de um novo projecto da associação – o espaço Contagiarte.

Passado todo este tempo continuamos expectantes… O festival de músicas do mundo – Etnias vai reunir na edição deste ano magníficos nomes da música feita em Portugal. Galandum Galundaina, Né Ladeiras, Mu, Pé na Terra, entre outros, vão fazer desta edição algo de muito especial que irá perdurar na memória de todos os que assistam, assim esperamos.

O Etnias é um festival que quer celebrar as sonoridades e danças de povos do mundo, um evento que promove a harmonia e o entendimento entre culturas. Este festival é para nós – acaro/contagiarte – o nosso cartão de cidadão. Sem dúvida que este evento anual espelha muito bem quem somos. O Etnias nasceu connosco e em conjunto vamos celebrar dois mil novecentos e vinte dias de existência!


Programação


Dia 8 / Quinta-feira

22H00
DROP ETNICA
"Ao ritmo da impermanência"
A residência artística itinerante (RAI) é uma viagem que une várias cidades da Europa num contexto musical. A criação de novos conteúdos sob influência de culturas distintas, faz ponte para novas margens de texturas sonoras. A performance proposta por Renato Oliveira e Mariana Root é o resultado de uma colecção de materiais recheados da vivência de um mês em Portugal, Espanha, Franca, Suíça e Itália. O processo da residência foi feita via terrestre num camião com o intuito de apresentar no palco da rua a progressão do trabalho.
Os instrumentos utilizados foram ajustados á mobilidade dos artistas, sendo o set composto por voz, didgeridoo, shruti Box, flauta de harmónicos, mini kit de bateria e beat Box. (…) a identidade deste projecto expressa-se muitas vezes através de "tradições" variadas que, embora sejam frequentemente invenções recentes, apelam a uma certa noção de passado.

23H30
KARROSSEL

Do gosto pela DANÇA e pela MÚSICA, nascem na cidade do Porto os KARROSSEL em 2009.
Fruto de recolha e pesquisa, ensinam danças tradicionais, essencialmente portuguesas, mas também do resto da Europa.
Num espírito de festa, os KARROSSEL propõem uma viagem pelo mundo da música tradicional, onde o público é convidado a participar, num rodopio de danças!
Desde o Vira do Minho, o Fado Batido, até à Troika da Rússia, passando pela Bretanha, Roménia, Lituânia, e tantas outras culturas, regressando sempre a Portugal num diálogo constante com o público... os KARROSSEL põem todos a andar à roda!

HUGO OSGA - Bul Bul Tarang, dum dum, didgeridoo / RICARDO COELHO - Gaitas de Foles Portuguesa, Galega, Bulgara, Francesa, Flauta transversal, Sopros / NUNO ENCARNAÇÃO - Cajon, Derbouka, Riq, Percussões / SÉRGIO CARDOSO - Clarinete, Flauta transversal / FERRER LEANDRO – Guitarra
DIANA AZEVEDO - Recolha e ensino de danças tradicionais

Sonoridades: OSGA programador do festival Etnias e mentor do projecto NOITES FOLK, projecto residente no espaço Contagiarte



Dia 9 / Sexta-feira

22H00
INTIA MUNDON

O projecto INTIA MUNDON tem como objectivo principal dar a conhecer os temas originais de Ferrer Leandro, temas estes que fazem parte de experiências musicais que vão do jazz ao jazz Manouche, do Flamenco ao Fado. A dupla de Guitarras do Duo INTIA MUNDON de Ferrer Leandro e António Dias, são um misto de energias circenses, pintadas de coloridos vários e com sensações emocionais que vão do intimismo bucólico ao alegre timidamente eufórico. É de experimentar ver e ouvir...


23H00
Cia Flamenco Con Temple apresenta Contratempos
Companhia residente no espaço Contagiarte
com Ana Pinhal e Francisco Almeida

Há um ditado castelhano que determina que "No hay mal que por bien no venga". Numa peculiar homenagem aos contratempos que nos temos deparado fora e dentro das coreografias, apresentamos "Contratempos II" com alegria. Alegria que marca a chegada de dois novos membros ao nosso projecto.

Baile:Catarina Ferreira; Ana Silva Cante: Ana Pinhal Guitarra: Francisco Almeida Cajón: Zagalo



23H30
NÉ LADEIRAS
Está de volta um dos mais relevantes valores da música tradicional portuguesa: Né Ladeiras. A antiga voz de Brigada Victor Jara, Banda do Casaco e Trovante tem dois novos trabalhos, depois de uma década: o que será apresentado, espectáculo Tradição com o reportório de Trás os Montes revisitado.
Tradição é um espectáculo dedicado à herança cultural da música de raiz portuguesa e revela-se na fusão de novos ritmos multiculturais. Baseia-se na essência da vida, nas histórias do povo e na espiritualidade que se interroga pelos muitos cantos miscigenados da geografia humana.
Para onde caminha a “tradição”? Será que é a cultura que define um povo, ou um povo pode interagir permanentemente com a sua herança e reescrever as narrativas que a acolhem em outras latitudes?
O Atlântico, segundo as palavras de Né Ladeiras e Chico César aquando da sua parceria na Expo98 (mais tarde assumida na forma do cd Da Minha Voz, 2001) é o berço de almas irmãs unidas pelas águas maternas; águas que lavam o Cabo da Roca e o Cabo Branco são uma só e tal como as canções elas se misturam: voluteiam. Tradição pode ser o Beradêro enleado na Fonte do Salgueirinho. Nota: Neste momento, o álbum conceptual encontra-se em preparação desde há 2 anos contando com Winga (Blasted Mechanism) e Ari (Blasted Mechanism), Corvos e Jaime Lafuente (Caracol Andador), para além dos músicos que compõem o grupo de trabalho, designadamente Rui Cunha, Gonçalo Almeida, Gonçalo Marques. Colaboração a sublinhar também, desde os anos da Banda do Casaco é a de António Pinho que a compositora convidou para escrever as letras das canções. Os sons de raiz voltam a ser recuperados pela cantora que, paralelamente, tem estado a trabalhar no terreno sobre o Património Cultural e Imaterial do concelho de Torres Novas. É o oitavo título na discografia de Né Ladeiras, em tempos colaboradora de Sétima Legião e Heróis do Mar.
Voz – Né Ladeiras / Gaita Mirandesa, Gaita Sueca, Gaita Galega, Uilleann Pipe, Flautas de Lata e de Bambu – Gonçalo Marques / Bouzouki, Guitarra Folk – Rui Cunha / Baixo eléctrico – Ary / Guitarra Folk, Braguesa, Campaniça, Cavaquinho – Gonçalo Almeida / Bombo português, Alfaia, Tama, Darabuka, Djembé, Didjeridoo, Búzio – Winga Técnico de som: Dominique borde / Produção: Rossana Ribeiro





Sonoridades: ANTÓNIO PIRES (World Music)


António Pires, DJ de World Music - Músicas de raiz tradicional embora «contaminadas» por novas linguagens musicais (o rock, a electrónica, o ska, o funk...) e nelas havendo também lugar para músicas «das margens» como o kuduro angolano, o reggaeton, o baile funk brasileiro ou o kwaito sul-africano, numa longa viagem musical com... raízes e antenas http://raizeseantenas.blogspot.com/

(...) António Pires, DJ e jornalista de música, pertenceu aos quadros do jornal BLITZ durante 20 anos (1986/2006), do qual foi Chefe de Redacção durante 12 anos (1989/2001). Publicou também textos no «Se7e», «Expresso», «A Capital», «Revista de Cinema», «Face» e «Mini International», entre outros jornais e revistas. Realizou e/ou colaborou em programas de rádio na RUT (Rádio Universidade Tejo, segunda metade dos anos 80) e na NRJ - Rádio Energia (início dos anos 90). Foi actor de teatro do grupo Arte Viva, no Barreiro, durante dez anos. Frequentou durante três anos o Curso de História da Faculdade de Letras de Lisboa e completou o Curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema (Conservatório Nacional). Dá aulas de «História da Indústria Discográfica» na ETIC (Lisboa) e na Restart (Lisboa), escola onde também leccionou a cadeira de «História do Espectáculo no Séc.XX». Neste momento é jornalista free-lancer e responsável pelo blog Raízes e Antenas, dedicado à world music, folk, músicas tradicionais e étnicas e às suas margens e fusões; sendo também DJ nas horas vagas. Colabora com as revistas «Time Out Lisboa» e «Magazine.HD» e com o jornal diário «i». É o autor do livro «As Lendas do Quarteto 1111», biografia deste mítico grupo rock português e tem textos publicados noutros livros:- «Rádio Macau: Livro Pirata» e «Contra Danças Não Há Argumentos», dedicado ao festival Andanças.




Dia 10 / Sábado

22H30
PERFORMANCE DE DANÇA ORIENTAL
por Charlotte Bispo (bailarina e formadora no Centro de Formação Cultural acaro/contagiarte)

Tendo como berço a Ìndia, as origens da D.Oriental provêm do sagrado. As dançarinas comunicavam com as deusas, exprimindo-se em danças ritualistas ligadas à natureza, à reprodução, à fecundação, à mulher, à "Deusa-mãe", através de movimentos da bacia e ventre que elas louvavam ao redor da fogueira, fogueira essa que, para os primitivos, simbolizava luz e alimento (...) A Dança Oriental representa a vida quotidiana das mulheres dos países árabes. Ela representa todo o tipo de emoções, sentimentos e expressão feminina. Com esta performance vão ser transportados à essência da cultura àrabe através do prazer de uma partilha de emoções em total liberdade e em comunhão com a energia feminina.



23H00
GALANDUM GALUNDAINA + MU + PÉ NA TERRA

"À semelhança dos três grandes cantautores portugueses Fausto, Sérgio Godinho e José Mario Branco, uma nova geração decidiu criar um espectáculo para eternizar a sua posição neste novo ciclo musical das musicas do mundo que se vive em Portugal - Galandum Galundaina, Pé Na Terra e MU. juntos no mesmo palco, cantando e tocando as musicas que ao longo destes anos, têm feito dos olhos de quem os vê, brilho estrelar!"

Galandum Galundaina é um grupo de música tradicional mirandesa criado com o objectivo de recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e a língua das terras de Miranda.
Em 15 anos de existência o grupo desenvolveu vários trabalhos. Para além da edição de três discos e do DVD ao vivo, também são de sua responsabilidade a padronização da gaita-de-foles mirandesa e a organização do Festival Itinerante de Cultura Tradicional "L Burro i l Gueiteiro".
Ao longo dos últimos anos o grupo interessou-se pela construção de instrumentos musicais de raiz tradicional e actualmente grande parte dos instrumentos usados em concerto são da sua autoria.
Os álbuns editados têm tido uma excelente apreciação pela crítica especializada. Em 2010 para além da atribuição do Prémio Megafone, o álbum Senhor Galandum foi reconhecido pelos jornais Público e Blitz como um dos dez melhores álbuns nacionais.
Do roteiro do grupo fazem parte alguns dos mais importantes festivais de música tradicional/”world music” em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Cuba, Cabo Verde, Brasil, México e Malásia.
O grupo Galandum Galundaina é composto por quatro elementos: Paulo Preto, Paulo Meirinhos, Alexandre Meirinhos e Manuel Meirinhos.

Os MU iniciaram o seu percurso musical em 2003. Em busca de fusão e de experimentação no seio da música tradicional, muitos foram, e continuam a ser, os estilos que caracterizam esta banda portuguesa.
Os seus membros dedicam-se aos mais variados instrumentos provenientes dos quatro cantos do mundo, o que permite a este projecto viajar por distintas culturas e sonoridades tradicionais e de fusão.
A junção de instrumentos oriundos da Índia, Suécia, Egipto, Brasil, Marrocos, Austrália, entre outros, permitiu aos MU descobrir na música uma viagem por mundos perdidos e resgatá-los até à actualidade.

Entre danças esvoaçantes, vozes femininas e instrumentos variados, os MU criam ao vivo um momento de alegria contagiante. Nos seus espectáculos, a energia viaja no ar, e invade os corpos impelindo-os a dançar num mundo sem limites.

Ao longo do seu percurso, os MU contam já com dois trabalhos discográficos, Mundanças (2005) e Casanostra (2008).

Os Pé na Terra nascem em 2005 com três elementos: Cristina Castro, Ricardo Coelho e Tiago Soares. Com forte influência na recolha e interpretação de temas tradicionais portugueses e na criação de temas originais, este projecto usava apenas instrumentos das nossas terras.
Em 2006 partem para uma nova formação. Integram, então, o grupo, Tânia Pires, Rui Leal e Rui Pedro, percorrendo Portugal e Espanha em diversos palcos, bares e festivais.
Em 2007 o grupo sofre novas mudanças. Mantendo-se os membros iniciais e juntando-se a eles Adérito Pinto e Hélio Ribeiro, que chegados de meios musicais muitos distintos como o rock e o metal, trazem na bagagem um baixo eléctrico e uma guitarra electro-acústica que contribuem para uma nova sonoridade do grupo.
Esse entrelaçado de ideias vai de encontro ao actual movimento de revolução da música tradicional, tendo uma grande aceitação no público em geral, levando assim, o grupo, no final de 2007, à gravação e publicação do seu primeiro álbum.




00h00
ANIVERSÁRIO DO CONTAGIARTE
8 ANOS


00H15
ROGERINHO DO ACORDEON & MIGUEL FUÁ

As noites de Forró no Contagiarte com Rogerinho do Acordeon, Miguel Arruda e convidados têm-se revelado momentos de grande explosão de alegria onde o baile vale por todas as palavras! Xote, côco, baião, para cantar, arrastar o pé no chão e espantar o frio no meio do salão…
Rogerinho do Acordeon, músico e produtor musical, nasceu em Natal – RN, cidade onde o Forró predomina. Ao longo do seu percurso, Rogerinho apresentou-se em vários estados do Brasil e na Europa, em Inglaterra, Bélgica, Alemanha, França, Suíça e Espanha. Como PRODUTOR MUSICAL realizou o projeto FEEL IT (Londres-UK) (…). Em 2007 abriu o seu próprio Estúdio de Música, o FEELING STUDIO na cidade de Natal - RN, tendo realizado projetos de Áudio e Acústica em Natal e João Pessoa. Atualmente reside na cidade do Porto (…) e em carreira a solo viaja levando a bandeira do forró pé de serra por toda a Europa com o seu grupo de forró ROGERINHO DO ACORDEON & FORRÓ DO BOLE BOLE.

www.facebook.com/rogerinhodoacordeon


Sonoridades: GOLDENLOCKS Dj residente do espaço Contagiarte, mentora do projecto Noites Fuego y Tumbao (latin, brasilian e worldmusic)


Entradas para o festival:

1 dia: 5eur
3 dias: 12eur

17 agosto, 2011

Festa do Avante 2011 - O Programa Completo


A Festa do «Avante» comemora 35 anos de existência e tem, mais uma vez, uma programação musical bastante apelativa. Dias 2, 3 e 4 de Setembro de 2011, na Quinta da Atalaia, Seixal -- e com a EP a custar 20 euros (até 01/09) e 30 euros (dias da festa) -- sobem aos palcos principais:

Sérgio Godinho (que comemora 40 anos de carreira discográfica)
Trovante (que comemoram 35 anos de carreiura, iniciada exactamente na primeira Festa do Avante)
X-Wife
Xutos & Pontapés
Virgem Suta
The Underdogs
Tim e Companheiros de Aventura
The Poppers
The Happy Mothers
Terrakota
Susana Santos Silva Quinteto
Rock Alentejano (comédia/música)
Ritinha Lobo (Cabo Verde)
Quempallou (Galiza)
Sean Riley & The Slowriders
Pé na Terra
Nuno Dias
Mosto
Mayra Andrade (Cabo Verde)
Mário Alves
Maria Anadon Latin Jazz Quartet
Marco Rodrigues
Luísa Rocha
Luís Rodrigues
La Chiva Gantiva (Colômbia)
L.U.M.E
João Pedro Cabral
Inês Thomas Almeida
Gattamolesta (Itália)
Júlio Resende International Quartet
Expensive Soul & Jaguar Band
David Rovics (Estados Unidos)
Dead Combo & Royal Orquestra das Caveiras
Clã (em conncerto normal e num espectáculo para crianças)
Coro do Tejo
Danças Ocultas
Coro da Câmara da Lisboa
Bela Nafa (Guiné-Bissau)
Budda Power Blues
Ana Paula Russo
Amor Eletro
Camané
Anxo Lorenzo (Galiza)
4uatro ao Sul
Ópera dos 5 Cêntimos
Caminhos do Mar
Che Sudaka (Argentina/Colômbia/Catalunha; na foto)
Daniel Shvetz Tango Trio
Gonçalo Sousa
Gala de Ópera (espectáculo de abertura)





07 julho, 2011

Festival Celta de Viana do Castelo - Update!


Depois de Uxía, Mu, DJ Raquel Bulha, Tanira e Ogham já terem actuado no Festival Celta de Viana do Castelo está na altura -- e porque há vários acrescentos ao cartaz (incluindo uma sessão de DJ especialmente dedicada às sonoridades "celtas" por... António Pires) -- de dar conta do que ainda aí vem:

08 JULHO SEXTA-FEIRA | ASSEMBLY POINT [Coimbra/Ferrol/Cork; na foto]
www.myspace.com/assemblytrio
Luís Peixoto é um multi-instrumentista especializado en instrumentos de corda portugueses. Já trabalhou com grupos de renome internacional como Stockholm Lisboa Project ou Dazkarieh e participou da gravação de “Tirán”, o muito aclamado último álbum do gaiteiro galego Anxo Lorenzo. Luís Peixoto conta ainda inúmeras participações em espectáculos de alguns dos mais conceituados nomes da folk internacional tais como Kepa Junkera, Flook, Galandum Galundaina ou Quadrilha.
Fernando Barroso é também um multi-instrumentista especializado em instrumentos de corda com aplicação à música tradicional. Fundou várias bandas no panorama folk da Galiza e já colaborou com inúmeras formações e intérpretes de renome. Ministrando diversos cursos e workshops de instrumentos de corda, Fernando Barroso tem ainda lugar na formação dos colectivos Riobó e Coanhadeira.
Eoghan Neff é um violinista e musicólogo premiado internacionalmente. Já gravou e já andou em digressão com inúmeras produções do maior prestígio como Riverdance, The London Metropolitan Orchestra, NeffBros, ou Anxo Lorenzo. O seu último trabalho “Amalgamare” consiste numa improvisação livre na companhia de um monge organista da Abadia de Glenstal, Cyprian Love. Participou ainda na gravação da banda sonora original do oscarizado “The Eagle” de Kevin Mcdonald.
Quando a torre se começou a desmoronar, um português com o seu bandolim, um galego com o seu bouzouki e um irlandês com o seu violino, encontraram-se e, sem trocar palavra, começaram a tocar.
Resta esperar pelo muito aguardado álbum de estreia de Assembly Point, com lançamento agendado para o final do ano, e pelo privilégio de o poder escutar em primeira mão em Viana do Castelo.

09 JULHO SÁBADO
22h30 | ANXO LORENZO [Pontevedra]
www.anxolorenzo.com
Anxo Lorenzo é um artista que possui todas as qualidades para chegar à essência da sua própria música, moldá-la à vontade e criar novas formas.
O seu último álbum, "Tiran", é inspirado numa longa viagem musical que o levou a encontrar milhares de lugares e melodias que compartilhou com músicos de diferentes países. Pesa no entanto que esta viagem sempre começa e termina na Galiza.
Na sua extensa experiência como gaiteiro, Anxo Lorenzo tem colaborado em vários projectos de fusão musical com uma variedade enorme de estilos, da música electrónica ao jazz, rock, pop ou flamenco. Será assim possível afirmar que a sua gaita-de-foles é um instrumento sem fronteiras que parece não impor limites à sua experimentação.
Anxo Lorenzo visita Viana do Castelo com uma banda preenchida de músicos de renome e elevada experiência acumulada no campo da música tradicional e popular. Nada mais que Xosé Liz acompanhando no bouzouki, Álvaro Iglesias no baixo, Luis Peixoto no cavaquinho, bandolim e percussão e do carismático irlandês Eoghan Neff no violino.

23h55 | PÉ NA TERRA [Porto]
É sem medo de superstições que os Pé na Terra apresentam “13” ao vivo. Conquistando o seu espaço na nova música tradicional com apenas cinco anos de carreira, os Pé na Terra apostam tudo na desmitificação do número do azar num conceito intimamente ligado ao imaginário tradicional e às histórias dos nossos antepassados.
www.penaterra.com
Composto por 13 temas, o novo álbum dos Pé na Terra representa uma série de vivências que o grupo desfrutou durante os últimos dois anos de estrada, em Portugal ou no resto da Europa, dando origem a novas experiências e despertando novos caminhos musicais.
O grupo cruza temas tradicionais tais como o “Vira dos Seis” ou a “Farrapeira” com composições originais onde se denota a sua paixão pela inovação e a ingerência de outros géneros musicais como o rock mais progressivo.
Os Pé na Terra transportam para o palco uma folia contagiante governada por gaitas-de-foles efusivas, acordeões românticos e um ritmo de bateria que convida qualquer um a um pezinho de dança.
É através desta energia vibrante que os Pé na Terra nos levam para esse lugar místico e positivo onde a música é muito mais que números de sorte ou azar!

01h20 | BAILENDA [Penafiel]
Os Bailenda são um quarteto folk formado no Verão de 2009 dedicado à música tradicional portuguesa entre outras regiões ibéricas e com algumas incursões pelo folk bretão e irlandês.
www.myspace.com/bailenda
No espectáculo “Transfolka-te” são usados instrumentos como o bouzouki, o violino, a concertina, o bandolim, a sanfona, o rabel, a gaita-de-foles combinados com programações e electrónica ao vivo.
É de assinalar a confluência de vários géneros musicais que se devem às distintas origens dos elementos da banda, vindos do folclore, da música antiga, da música clássica, do rock e das linguagens mais experimentais da música contemporânea.
O reportório vocal, pleno de trovadorismo, situa-se entre os romances novelescos, as canções de embalar e as canções de trabalho. A nível instrumental são tocadas danças tradicionais, temas de origem medieval e composições próprias.
Ao vivo são usadas recolhas da tradição oral e projecção de imagens. As gravações de campo normalmente ilustram a região, cidade ou aldeia onde acontece o espectáculo. Deste modo, concretiza-se a relação entre as memórias das gentes com as paisagens sonoras locais numa inovadora percepção dos sons e da música.
Enquanto trabalham no seu cada vez mais ansiado álbum de estreia, os Bailenda compõem e interpretam a banda sonora de “Sabor de Despedida”, um documentário acerca do impacto da construção da barragem no Rio Sabor recentemente exibido na RTP.

AFTER HOURS | LUÍS REI [Crónicas da Terra]
cronicasdaterra.com
Luís Rei é um adepto das chamadas músicas do mundo e da folk desde o início dos anos noventa.
Assíduo frequentador de festivais da altura, como o Intercéltico do Porto, os Encontros de Tradição Europeia, as Cantigas do Maio, o Folk Tejo e o Festima, foi editor da Revista Voice e colaborador regular do Jornal O Independente e da Revista Visão.
Iniciou há já treze anos a conceituada webzine Crónicas da Terra, um espaço de reflexão e de divulgação musical das músicas do mundo e das suas múltiplas ramificações.
É também da sua iniciativa o programa de rádio Terra Pura com emissão semanal na Rádio Zero, Rádio Universitária do Minho, Rádio Universitária de Coimbra, entre outras.

10 JULHO DOMINGO | MANDRÁGORA [Porto]
www.myspace.com/mandragorafolk
Remontam a 1999 os primeiros encontros entre a música de Filipa Santos, Ricardo Lopes e Pedro Viana. Em 2000 o trio dá-se a conhecer como Mandrágora com a gravação de 3 temas que conquistam o 2º lugar nos prémios maqueta na categoria folk, seguindo-se a estreia ao vivo, já com Luís Martinho e Nuno Silva, no 1º Festival Intercéltico de Sendim.
Nos anos seguintes o grupo actua com diferentes formações um pouco por todo o país e também no estrangeiro tendo sido escolhida para representar Portugal no 2º Encontro Europeu de Jovens Músicos Tradicionais no Eurofolk 2002 em Parthenay, França.
O álbum “Mandrágora” é então editado em 2005 tendo sido muito bem recebido pela imprensa e comunidade on-line, vindo também a ser galardoado com o Prémio Carlos Paredes, atribuído anualmente ao melhor disco português de música instrumental não erudita.
Segue-se a entrada de Sérgio Calisto e mais tarde João Serrador. O quinteto começa a trabalhar no seu segundo álbum e posteriormente efectua uma residência musical em Langonnet, sobre a orientação de Jacky Molard, da qual resulta uma tournée na Região da Bretanha com os convidados Simone Alves e Guilhaume Le Guernne.
O lançamento do segundo álbum “Escarpa” recebe mais uma vez rasgados elogios da crítica especializada chegando mesmo a melhor do ano nas publicações A Trompa e Sopa de Pedra.

13 JULHO QUARTA-FEIRA | ALBALUNA [Lisboa]
www.myspace.com/albalunapt
Albaluna integra elementos de várias áreas do universo musical e tem como máxima a fusão de ambientes e paisagens, sendo a base a sonoridade folk.
Partindo de instrumentos tradicionais de diversas partes do mundo e conjugando-os com a evolução de outros mais recentes surgem novas interpretações de repertório nacional e internacional. A banda pretende divulgar um conceito que transporte o ouvinte para territórios perdidos no tempo.
O percurso dos Albaluna passa já por um vasto território. No último ano a banda percorreu o país de Norte a Sul, tendo actuado nas ilhas (Açores e Madeira) e contando também com algumas prestações internacionais em países como Itália, Lituânia e Alemanha. No seu momento actual fica sobretudo a promessa do lançamento do primeiro trabalho de originais da banda.

15 JULHO SEXTA-FEIRA | BELLÓNMACEIRAS [Corunha]
www.bellonmaceiras.com
O quinteto BellonMaceiras propõe uma nova forma de entendermos as músicas do mundo a partir da Galiza.
O projecto foi fundado em 2005, a partir da união musical do gaiteiro e sanfoneiro Daniel Bellón e do acordeonista Diego Maceiras. O seu profundo conhecimento da música tradicional da Galiza e a sua proximidade artística às culturas de outros países conferem-lhes a facilidade em misturar sem medo, fundindo ritmos e melodias de diferentes lugares na busca da identidade do grupo.
Mantendo-se sempre livres de quaisquer espartilhos estilísticos rígidos, é a contribuição musical de cada músico que marca o som particular do quinteto. Com total liberdade para interpretar composições próprias ou para dar a conhecer músicas de outros, sem preconceitos ou visões padrão que possam forçar o quinteto a seguir uma linha.
Estas são, sem dúvida, as principais características definidoras do quinteto BellónMaceiras: A fusão de estilos sem complexos e o virtuosismo e versatilidade de Daniel Bellón na gaita e saxofone, Diego Maceiras no acordeão, Juan Cabe na guitarra, Juan Tinaquero no baixo e Miguel Lamas na bateria.
Bom exemplo de tudo isto será o enorme êxito da sua participação no Festival de Cosquín, na Argentina, na concepção do espectáculo “A Viaxe”, em colaboração com Dulce Pontes e o pianista Juan Carlos Cambas.

16 JULHO SÁBADO
22h30 | GALANDUM GALUNDAINA [Miranda do Douro]
www.galandum.co.pt
Galandum Galundaina é um grupo de música tradicional mirandesa, criado com o objectivo de recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e a língua das terras de Miranda.
Em 15 anos de existência o grupo desenvolveu vários trabalhos. Para além da edição de três discos e um DVD ao vivo, também são de sua responsabilidade a padronização da gaita-de-foles mirandesa e a organização do Festival Itinerante de Cultura Tradicional "L Burro i l Gueiteiro".
Os álbuns editados têm tido uma excelente apreciação pela crítica especializada. Em 2010, para além da atribuição do Prémio Megafone, o álbum “Senhor Galandum” foi reconhecido pelos jornais Público e Blitz como um dos dez melhores álbuns nacionais.
Do roteiro do grupo fazem parte alguns dos mais importantes festivais de música tradicional e world music em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Cuba, Cabo Verde, Brasil, México e Malásia.
Ao longo dos últimos anos o grupo interessou-se pela construção de instrumentos musicais de raiz tradicional e actualmente grande parte dos instrumentos usados em concerto são da sua autoria. Desta forma, os Galandum Galundaina obtêm sonoridades e afinações que lhes conferem um estilo muito próprio.
Paulo Preto, Paulo Meirinhos, Alexandre Meirinhos e Manuel Meirinhos dedicam parte da sua vida a recolher, estudar e divulgar as mais diversas formas de música tradicional da pequena região do nordeste trasmontano, tentando dar um toque de modernidade aos seus trabalhos, sem jamais descorar os ritmos e timbres dos instrumentos e vozes.
O património cultural do nordeste trasmontano constitui de facto um elemento muito importante da identidade cultural local, uma fonte de riqueza e um factor de desenvolvimento. Miranda do Douro faz fronteira com Castela e Leão, regiões que comungam de uma cultura muito idêntica no que concerne à música e à etnografia, provando que a cultura não tem felizmente fronteiras.

23h55 | DAZKARIEH [Lisboa]
Após um caminho de dez anos de vida, os Dazkarieh conseguiram criar um som inconfundível.
www.dazkarieh.com
É o som do passado pelos instrumentos antigos e acústicos e é o som do presente que se ecoa quando se transforma em distorção pura. É a tradição portuguesa, mas também uma tradição dos nossos dias que provocam uma explosão sonora, ainda que plena de intimismo.
Quatro músicos em palco são o elo de ligação entre passado, presente e futuro. É uma viagem pelo imaginário sonoro de Portugal e do Mundo e uma energia avassaladora que não deixa ninguém indiferente.
“Hemisférios”, o quarto trabalho da banda, é um disco duplo em que num dos discos se encontram as suas composições originais e no outro temas da tradição oral Portuguesa tratados com a já inconfundível assinatura do grupo. O disco foi considerado pela crítica como o melhor do grupo até à data. A digressão que acompanhou o lançamento consistiu em mais de 50 concertos em importante salas e festivais de Portugal, Alemanha, Áustria, Polónia, Espanha e Malásia. Segue-se agora o “Ruído do Silencio” e a expectativa de um espectáculo vibrante em Viana do Castelo.

01h20 | CHARANGA [Lisboa]
A Charanga é o Francisco Gedeão, o Alberto Baltazar e o Quim Ezequiel. Conheceram-se no 14º Festival de Grupos Folclóricos de Freixo-de-Espada-à-Cinta e fundaram este projecto de música electrónica fortemente ligado às raízes da cultura popular portuguesa.
charangacharanga.net
Alberto tinha conseguido uma extraordinária máquina moderna de fazer música e viu em Francisco um companheiro com quem partilhar o segredo. Quando experimentavam o objecto avançado, Quim passava pelas redondezas com a sua gaita-de-fole, e, incontrolavelmente atraído pelos sons da máquina, deu consigo numa cave escura, longe de olhares críticos, com dois estranhos hipnotizados pelo processo criativo. Desde então tocam juntos, evangelizando o povo com a sua mensagem trans-temporal.
A Charanga é música e performance, portuguesa e internacional, moderna e antiga, revolucionária e tradicional, rural e cosmopolita, analógica e digital, festiva e introspectiva, orgânica e maquinal.
E, como não podia deixar de ser, a Charanga é e faz tudo isto segundo as lições do povo, que rima para recordar e representa para comunicar, materializando as suas actuações em espectáculos multidisciplinares que combinam a música com a performance e a ilustração visual videográfica.

AFTER HOURS | ANTÓNIO PIRES [Raízes e Antenas]
raizeseantenas.blogspot.com
António Pires trabalhou no jornal Blitz durante vinte anos tendo sido chefe de redacção durante doze. Publicou inúmeros textos no Se7e, Expresso, A Capital, Revista de Cinema, Face, Mini International e Autores.
Frequentou durante três anos o Curso de História da Faculdade de Letras de Lisboa e completou o Curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema. Tornou-se então jornalista freelancer e o distinto responsável pelo influente blogue Raízes e Antenas. Colabora ainda com as revistas Time Out Lisboa e Magazine.HD e com o Jornal i e é o autor dos livros «As Lendas do Quarteto 1111», "Raízes e Antenas - Mistérios e Maravilhas da World Music" e "Portugal - As Grandes Canções de Sempre".
António Pires celebra o seu aniversário em Viana do Castelo com algumas músicas do mundo celta exclusivamente seleccionadas para esta sessão de after hours.

17 JULHO DOMINGO | MARFUL [Corunha]
www.marful.info
Marful está muito perto de personificar o que de melhor que se podia passar à música galega na última década. Pelo menos é o que dizem os fãs do grupo.
O colectivo revolucionou a música galega, tendo-se inclusivamente convertido numa banda de culto entre a intelectualidade do seu país e arredores.
A música de Marful expressa ideias, proclama sentimentos, descreve paisagens, narra histórias. A música de Marful é uma exaltação à abstracção.
Por meio de dois aclamados trabalhos discográficos, os Marful situam-se no centro do panorama folk internacional, tendo actuado no Festival de Músicas do Mundo de Sines, Celtic Connections, Ortigueira e tendo sido o primeiro grupo a representar a Galiza no Womex, porventura a mais conceituada mostra de músicas do mundo da actualidade.
Com o seu primeiro disco, “Marful”, Ugia Pedreira na voz, Marcos Teira na guitarra, Pedro Pascual no acordeão e Pablo Pascual no clarinete devolvem á música galega as melodias e ritmos que invadiam os salões de baile nos anos 20 e 30 fazendo uso de arranjos cuidados e de uma postura em palco manifestamente irreverente.
O último álbum, “Manual de sedución”, encerra os salões de baile e concentra-se no cinema. Pasodobles, swings, mambos, valsas e quatro músicos que conhecem o real e o imaginário. Nem são emigrantes nem turistas. São quatro exploradores que sabem onde fica o ponto de partida da viagem mas não fazem a mínima ideia sobre onde ela possa terminar.

SESSÕES DE CINEMA DOCUMENTAL
9 e 16 JULHO | 22h | O TOQUE DA GAITA DE FOLES
de Luís Margalhau (Portugal, 2010, 22min)
doc100imagens.blogspot.com
É na oficina “Os Sons da Música”, situada no litoral Oeste, em Porto Rio, Concelho de Torres Vedras, que Mário Estanislau e Victor Félix dão vida e voz a gaitas-de-foles, sanfonas, cavaquinhos e bandolins.
Fomos beber da sabedoria de gente simples e acompanhamos o dia-a-dia de quem põe toda a sua alma, engenho e arte na criação e manutenção das gaitas-de-foles.
As imagens e os depoimentos espelham a relação dos artesãos com o fruto da sua criação e a cumplicidade que estabelecem com aquela peça artesanal que, depois de pronta, se transforma numa ferramenta inseparável do músico, num instrumento popular que enche de alegria ruas e palcos.

20 maio, 2011

Salva a Terra – Eco Festival com Velha Gaiteira, Uxu Kalhus e Uma Batalha de DJs Especial


O Salva a Terra - Eco Festival apresenta este ano (de 9 a 12 de Junho, em Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova)) a sua segunda edição, com vários concertos, actividades paralelas -- muitas delas, naturalmente, de carácter ecologista, não fosse este um festival destinado a angariar fundos para o CERAS -- e com um encerramento muito especial: uma inédita batalha de DJs entre a radialista (e grande amiga) Raquel Bulha e o autor deste blog. Aqui vão o comunicado oficial e o programa completo de concertos e sessões:


"Salva a Terra – Eco Festival
Festival para angariação de fundos para o CERAS


Organizado pela Quercus e pelo grupo musical Velha Gaiteira, o Eco festival Salva a Terra irá realizar-se entre os dias 9 e 12 de Junho de 2011, em Salvaterra do Extremo (Idanha-a-Nova).Com este Eco Festival, pretende-se angariar fundos para o CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco

2011 Segunda edição: o que mudou

Este é o segundo festival organizado pela Quercus - Castelo Branco e pela Velha Gaiteira, nesta edição, os organizadores decidiram levar o festival até ao mundo rural, desenvolvendo todas as actividades na Aldeia de Salvaterra do Extremo, permitindo assim aos participantes desfrutarem do património natural e humano de uma das mais emblemáticas e sensíveis aldeias da Beira Baixa e do Parque Natural do Tejo Internacional. Esta edição contará com o apoio do Município de Idanha-a-Nova, da Freguesia de Salvaterra do Extremo, da AFN (Autoridade Florestal Nacional) e de outros mecenas particulares.

Missão do Salva a Terra
A principal missão do Salva a Terra – Eco festival de Música pelo Ceras, é angariar fundos que permita aos voluntários do CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco, continuar a desenvolver e melhorar o seu trabalho, através da aquisição melhores meios para recuperar um número crescente de animais selvagens.
A funcionar sobre uma base de trabalho voluntário desde 1999, o CERAS já recuperou mais de 1300 animais selvagens, tendo uma taxa de sucesso superior a 50%.
Pretendemos também incrementar os valores da solidariedade, da cooperação e do voluntariado, incutindo nos participantes uma consciencialização ambiental e solidária, tendo sempre como pano de fundo a conservação e defesa da vida silvestre.
 
Actividades previstas
Além dos concertos em diversos palcos (Igreja, palco Pôr-do-sol, e palco Terra) os participantes irão usufruir de conferências, percursos interpretativos na natureza, cinema documental, workshops temáticos nas áreas do ambiente, música e danças tradicionais.

Informações e inscrições:
www.quercus.pt

O Salva a Terra no Facebook
http://www.facebook.com/Salva.a.Terra

De 9 a 12 de Junho esperamos por todos em Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova, Beira Baixa!"

PROGRAMA:

Dia 9

22h00 - Xícara (na foto)
00h15 - Pé na Terra
02h15 - DJ Rosmanix


Dia 10

18h00 - DIDGEnBASS
19h00 - Sabão Macaco
22h00 - Charanga
00h15 - Uxu Kalhus
02h15 - DJ Zeek & Trasgo


Dia 11

18h00 - Ninho
19h00 - Frankie Chavez
22h00 - Sebastião Antunes
00h15 - Velha Gaiteira
02h15 - DJ Battle Raquel Bulha vs António Pires

23 agosto, 2010

E Ainda... Folk em Tregosa e Jazz em Sines


Afinal, e quando se pensava que o Verão já tinha dado as últimas no que concerne aos festivais, ainda há espaço para (pelo menos) mais dois: o Arredas Folk Fest, que decorre em Tregosa, Barcelos, nos dias 3 e 4 de Setembro com os espanhóis Zamburiel (na foto) e os portugueses Ogham e Estica-me as Peles no primeiro dia e um cartaz completamente nacional no segundo: Katharsis, Pé na Terra e Bomboémia. O festival inclui ainda exposições, workshops, artesanato, gastronomia e jogos tradicionais, entre outras actividades. E... o Sines em Jazz, cujo programa oficial segue já aqui em baixo:


"Nos dias 26, 27 e 28 de Agosto, a quarta edição do Sines em Jazz traz alguns dos melhores autores e intérpretes do jazz português ao coração da cidade de Sines.

Organização da Associação Pro Artes de Sines e da Câmara Municipal de Sines, o Sines em Jazz 2010 oferece seis concertos de entrada gratuita no Auditório do Centro de Artes de Sines e duas jam sessions, na cafetaria do Castelo.

A música tem início no dia 26 de Agosto (quinta-feira), às 22h00, com o espectáculo do Quinteto Sara Valente. Formado em 2006, o quinteto constituído por Sara Valente (voz), João Maurílio (piano), Gonçalo Marques (trompete), Nelson Cascais (contrabaixo) e Paulo Bandeira (bateria) trabalha ambientes da história do jazz norte-americano da segunda metade do séc. XX, com alguns temas originalmente instrumentais acrescidos de letras em português.

Às 23h15, tem início o concerto do ensemble flaJAZZados, situado no jazz que vai do pós-bop ao experimentalismo actual através de um repertório maioritariamente original. A inclusão de textos e um narrador dão ao espectáculo momentos inesperados. Alexandre Andrade (trompete), Omar Hamido (sax alto), Francisco Andrade (sax tenor), Pedro Gil (guitarra), Marco Martins (baixo), Sónia Cabrita (bateria), Zé Eduardo (piano e direcção) e Vítor Reia-Baptista (MC) são os artistas em palco.

A noite de concertos de sexta-feira, 27 de Agosto, arranca às 22h00 com Joana Rios, cantora e compositora portuguesa de referência da nova geração, com três discos editados, o último dos quais, “3 desejos”, lançado em Setembro de 2009. Considerada uma das melhores vozes nacionais, Joana Rios é acompanhada por Filipe Raposo (fender rhodes e piano), António Quintino (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria e percussões).

A Joana Rios segue-se, às 23h15, TGB, um trio que aposta numa formação inusual em termos instrumentais: tuba, guitarra e bateria. TGB é composto por Alexandre Frazão (bateria), Sérgio Carolino (tuba) e Mário Delgado (guitarra) e o seu som move-se num terreno próximo de formações clássicas inusitadas da história do jazz e da música improvisada.

Sábado, 28 de Agosto, último dia do Sines em Jazz 2010,começa às 22h00, com o projecto Nelson Cascais “Guruka”. O contrabaixista Nelson Cascais é um dos melhores compositores do jazz contemporâneo e "Guruka", o seu novo disco, é considerado um dos melhores trabalhos portugueses de jazz dos últimos anos. Acompanham-no Pedro Moreira (saxofone), André Fernandes (guitarra), Joäo Paulo Esteves da Silva (piano) e Marcos Cavaleiro (bateria).

O concerto de encerramento, às 23h15, está a cargo de BaBa Mongol, grupo de músicos juntos desde 2001 com o objectivo de integrar tradição e actualidade num colectivo de base jazzística que se propõe interpretar composições originais. Zé Pedro Coelho (saxofone soprano e tenor), Rui Teixeira (saxofone barítono e clarinete baixo), Hugo Raro Andrade (piano), Filipe Teixeira (contrabaixo) e António Torres Pinto (bateria) constituem a formação.

Nos dias 27 e 28 de Agosto, às 00h00, realizam-se jam sessions na cafetaria do Castelo de Sines.

A entrada em todas as iniciativas do Sines em Jazz 2010 é gratuita. Uma vez que o espaço do Auditório é limitado, os bilhetes para os concertos necessitam de reserva, que pode ser feita na recepção do Centro de Artes de Sines ou através do telefone 269 860 080.

O Sines em Jazz 2010 está integrado na operação Dinamização Musical e Artística do Programa de Regeneração Urbana de Sines, co-financiado pelo FEDER no âmbito de candidatura aprovada ao Eixo 2 - Desenvolvimento Urbano - Política de Cidades - Parcerias para a Regeneração Urbana do QREN 2007-2013"

20 junho, 2010

Colectânea de Textos no jornal «i» (V)


Os poetas que vão ao rock
por António Pires, Publicado em 06 de Agosto de 2009

O rock e a poesia sempre andaram de mãos dadas. E, em muitos casos, com resultados que fazem do rock a melhor plataforma "editorial" para os poemas dos seus autores, sejam eles também os seus cantores/intérpretes ou não. Mais especificamente, há poetas para quem a música foi o veículo encontrado para assim darem a conhecer o seu trabalho a muito mais gente do que aquela que habitualmente lê poesia: Leonard Cohen, Laurie Anderson, Gil Scott-Heron ou Ursula Rucker (para além de um número infindável de MC do hip-hop) são apenas alguns exemplos.

Em Portugal, nos últimos meses, três poetas "de raiz" - ou, se se preferir, três escritores que também são poetas - editaram temas em que se revelam como declamadores ou cantores. Tiago Gomes - já há muito ligado ao circuito musical, quer como letrista (A Naifa/Linha da Frente), quer como performer/diseur (Os Inspectores), lançou com Tó Trips (Dead Combo) um álbum dedicado a Jack Kerouac, "Vi-os Desaparecer na Noite", com textos de "On the Road" adaptados ou "improvisados" por Tiago Gomes. Jacinto Lucas Pires editou o EP de estreia d'Os Quais (na foto), "Meio Disco", onde também canta, e muito bem!... E valter hugo mãe surpreende igualmente com a sua voz - muito semelhante à de Antony Hegarty - no tema "Meio Bicho e Fogo" da banda Governo, em que é acompanhado por músicos dos Mão Morta. É tão bom ouvi-los quanto lê-los, ou um bocadinho ainda melhor.




Nova música tradicional portuguesa
por António Pires, Publicado em 13 de Agosto de 2009

Desde há alguns meses, nesta coluna, têm sido referidos vários nomes de artistas e grupos portugueses que cruzam, sem complexos, o fado com outras linguagens musicais (de Mísia aos Deolinda e OqueStrada) ou a chamada música ligeira portuguesa dos anos 60 e 70 com a modernidade (Real Combo Lisbonense, Rui Reininho, David Fonseca). Hoje chegou a vez de uma outra tendência actual, e mais que saudável, de mistura de uma música enraizadamente portuguesa - do interior, das aldeias, de um canto antigo, e agora de novo tão actual - com o rock e seus derivados.

Filhos de José Afonso, das recolhas de Michel Giacometti e de outros, da Brigada Victor Jara e dos Gaiteiros de Lisboa, de Júlio Pereira e de Rui Júnior, do festival Andanças e do Intercéltico do Porto, grupos como os Dazkarieh, Assobio, Uxu Kalhus, Fadomorse (na foto), Toques do Caramulo, Pé na Terra, Marenostrum, Mandrágora ou Diabo a Sete (entre muitos outros) mantêm viva, porque renovada, a memória da música tradicional portuguesa. Há quem electrifique os instrumentos e da tradição faça uma bela distorção (Dazkarieh); há quem inclua mil músicas - do hip-hop ao funk e a Frank Zappa - nesta nova música portuguesa (Fadomorse ou Uxu Kalhus); há quem recupere o rock progressivo para revificar a nossa e outras músicas (Mandrágora).

E há cada vez mais gente do rock, do rock mesmo, a seguir as mesmas ou semelhantes pisadas: B Fachada, Diabo na Cruz, Virgem Suta ou Ludo. Mas estes ficam para a próxima semana.


Nova música tradicional portuguesa (II)
por António Pires, Publicado em 20 de Agosto de 2009

Se a semana passada se falou de grupos que partem da música tradicional portuguesa para chegar ao rock, aqui fala-se de outros grupos e artistas, que partem do rock para chegar à música tradicional, uma linhagem que teve em nomes do passado como o Conjunto Mistério (nos anos 60), a Banda do Casaco (nos 70), António Variações (nos 80) e os Sitiados (anos 90), exemplos maiores de gente que tinha um pé na modernidade e outro na memória da música portuguesa rural.

Actualmente, uma nova fornada de nomes vem juntar-se a este clube: os algarvios Ludo, que fazem uma excelente e actualíssima pop, mas deixam bem expressa a sua portugalidade no início do EP "Nascituro", com uns bombos que partem de Lavacolhos para o espaço. Os Virgem Suta, que na canção "Vovó Joaquina" mergulham na tradição via António Variações (e... Ornatos Violeta). João Coração, que finaliza o seu magnífico álbum "Muda Que Muda" (em que passa pelos Talking Heads, Jorge Palma, a country-americana...) com "Abre a Janela", uma canção em que se ouve música tradicional portuguesa revista por Fausto e Júlio Pereira. B Fachada, com a sua releitura brilhante do centenário - e sangrento, como muitos outros poemas do romanceiro nacional - romance "D. Filomena". E, acima de todos, os Diabo na Cruz (na foto), um supergrupo nacional que junta Jorge Cruz, B Fachada e Bernardo Barata, entre outros, na união definitiva e quase perfeita do melhor rock com a tradição portuguesa que se pode ouvir. Bastam os quatro temas do "Dona Ligeirinha EP" para nos rendermos a essa evidência.

15 julho, 2009

Andanças - Sob o Signo do Silêncio


Um festival cheio de concertos, bailes, workshops e jam-sessions - entre mil e uma outras coisas - que tem como mote o «silêncio» não é nada habitual. Mas, assim como já nasceram em Portugal dezenas de mini-Andanças, também talvez se torne um hábito, qualquer dia, aprender a ouvir o silêncio que se esconde nas músicas e por entre o ruído. A ideia e o programa do Andanças (embora ainda sujeito a alterações), a seguir:



«BEM-VINDO AO ANDANÇAS 2009! O Andanças é uma rede social in situ: para participar, basta comunicar e deixar-se comunicar. Dedicamos esta edição ao Silêncio esperando que cada um descubra, na Festa, o seu Silêncio e o dos outros.

O TEMA SILÊNCIO
Este ano queremos promover o Silêncio no sentido mais lato possível do termo. Queremos menos poluição sonora, menos poluição visual, menos poluição material, menos resíduos, menos desperdício. Queremos eliminar os ruídos espúrios que nos impedem de ver o essencial da música, do baile, da vida e dos outros. Bem vindos!

COMO SE ORGANIZA A PROGRAMAÇÃO

O Festival Andanças não tem uma maneira de ser vivida, mas imensas. Temos, para isso, 8 espaços de programação, uma diversidade de actividades das 9h às 3h da madrugada, e outras dezenas de actividades como jam sessions, mergulhos nos poços e ribeiras e passeios na serra.

Começa-se o dia com oficinas de aquecimento; de seguida, as tendas acolhem as oficinas de dança até o fim da tarde e acaba-se com massagens. À noite, experimentam-se nos bailes as danças aprendidas ou assiste-se aos concertos.

Outro programa possível durante o dia é a participação em actividades paralelas e para crianças. Propomos uma programação exclusiva ao longo do dia (dança, contos, teatro e outras actividades artísticas).

No Carvalhal tem lugar a programação das Paralelas (oficinas para trabalhar o corpo - circo e expressão dramática - e actividades plásticas, criativas, escritas) e da Fogueira (contos). No Salão assiste-se à programação de filmes, debates, baile e teatro para pais e filhos; na Igreja a conversas sobre o ambiente, salão de música e concertos; no Telheiro a oficinas de instrumentos.

Mais programação: Percursos temáticos nos arredores, animações de rua, desfile de Domingo, e os já famosos Andamentos, Mini Andanças na serra…

MENU: Programação detalhada
BAILES E PALCO ALTO
OFICINAS DE DANÇA
OFICINAS PARALELAS
IGREJA
ESPAÇO CRIANÇA
RANCHOS
ANDAMENTOS
ECO-ANDANÇAS NOVIDADES 2009



BAILES E PALCO ALTO
Para este ano de 2009, haverá um grande número de grupos estreantes no festival quer portugueses, quer estrangeiros. Outros que já não vinham há dois anos regressam ao Andanças.
Estreantes estrangeiros: Zlabya (fr); Les Quintet à Claques (fr); Trio Brisco (it), Hot Griselda (bel); Duo Montanaro/Cavez (fr/bel), Raksedonia (es), Cobblestones (al)
Estreantes portugueses: Magic Folk Pills, Cabaz (na foto), Deu La Deu, Laefty Lo, Ogham, Andarilhos, Uxte.
E os já conhecidos, entre os outros: Naragonia Quartet (bel), Zef (fr), Inquedanzas (gal), Tarentelle Abusive (it), Alafum, Alfa Arroba, Atma, Baileburdia, Mu, Pé Na Terra, Melech Mechaya, Monte Lunai, Olive Tree Dance, King Mokadi, Ventos da Líria, Velha Gaiteira, Mosca Tosca, Fol&ar, Oco, Rabies Nubis, Nação Vira Lata, Roncos do Diabo, Semente, Tanira, Toques de Caramulo, Teresa e Rodrigo Mauricio, João Gentil & Luis Formiga...



OFICINAS DE DANÇA
Eva Azevedo (Escola Sementinha), Paolo Herrera (Andinas), Mariyana Ilieva (Búlgaras), Zé Barbosa (Cabo Verdianas), Umoi Souza (Capoeira), Daniel Peces (Castelhanas), Oscar&Gladys (Chacarera), Carla Gomes (Chamarritas dos Açores), Roger Picken e Sue Wilding (Escocesas), Rita Duarte (Europeias), Erica e Pablo (Forró), Mayuka (Funk), Pétchu (Fusão de Raízes Tradicionais/Kizomba)
Charlotte Bispo (Fusão de danças afro-brasileiras e Oriental), Sofia Franco (Havaianas), XL (Hip-hop), Mirjam Dekker (Holandesas), Ganga Grace (Indianas), Patrícia Vieira (Irlandesas), Monica Sava (Itália do Norte), Abeth Farag (Lindy Hop), Pétchu (Kizomba), Diana Azevedo (Leste), Ana Lage (Minhotas), Elsa Shams (Oriental 1), Crys Aysel (Oriental 2), Ricardo Faria (Salsa para Scottish), Polyanna Jazzmine (Sapateado Americano), Marta Chasqueira (Sevilhanas), Pacas (Street Dance), Oscar&Gladys (Tango Argentino), Juan&Graciana (Tango nuevo), Mirjam Dekker (Turcas & Armenas), Angel Terry (Latinas), Marina Vasquez (Finlandesas).

OFICINAS PARALELAS
A programação de Paralelas no Carvalhal tem a mesma lógica da última edição (2008), existem dois espaços que têm actividades associadas:
- ACTIVIDADES RELACIONADAS COM O MOVIMENTO E ARTES CIRCENSES
Circo em Movimento, Malabarismo e equilibrio, Modelagem de balões, Magia, Lixo com Ritmo, Expressão dramática.
- ACTIVIDADES RELACIONADAS COM AS EXPRESSÕES PLÁSTICAS E CRIATIVAS
Colares em tecido, Cintos com material reutilizado, Escrita Criativa, Construção de didgeridoo, Velas naturais, Artesanato Verde, Reduzir - Reutilizar - Recicl'art.


Nesta edição repensamos as oficinas nos palcos (relaxamento) e tendo em conta o tema "Silêncio" foram criados dois momentos distintos:
MEDITAÇÃO E RELAXAMENTO (Manhã)
Tai Chi Chuan, Dança Circular Sagrada do Coração Único, Dança dos Afectos, Ondas de Respiração, Consciência Corporal e Auto-massagem, Meditação Sufi.
MASSAGEM E RELAXAMENTO (Tarde)
Chi Kung, Massagem Tailandesa Tradicional, Massagem Ayurvédica, Tui Na (Massagem Chinesa), Abraço Terapia, Shiatsu, Segredos do Tantra, O Poder do Erotismo e do Amor, Universo Vibratório.


Fora do Carvalhal, encontra ainda muitas outras actividades:

OFICINAS ECO: Fornos Solares e Cosméticos naturais
FOGUEIRA: Contos com o Marco Luna, Tânia - Camaleão, Barreiro Fernandez, Joana Aguiar, Ana Lage, Encerrado para Obras.
APRESENTAÇÕES E ANIMAÇÃO: Circo em Movimento, Encerrado para Obras, Atropecias, Arte&manhã, Teatrus, Triopuliante.
PASSEIOS E OUTROS: Passeio das Borboletas, Danças Celestes, Visita às Termas, Reencontro da Fraguinha, Santa Cruz da Trapa.
EM DESTAQUE: Acção Sonora "Silêncio! Vamos Escutar Carvalhais": A Binaural propõe uma oficina de paisagens sonoras. Tem o objectivo de preparar uma acção sonora a apresentar ao público do Andanças 09 e consiste no registo de sons da zona de Carvalhais, sua edição, escolha e composição de uma peça sonora de 30 minutos. Será a seguir apresentada no maior número possível de sistemas de som.



IGREJA
Para se refrescar, a Igreja é o ideal! Alem das eco-conversas, logo após o almoço, poderá participar em oficinas de música, apresentações e concertos até as 22 horas.
- Oficina de Adufe, "O que é Harmonia", "Cântigos Sagrados" (Ana Júlia), Tangos, Taças Tibetanas, "Guitarra à Capela" (João Almeida", Pandereitas, Oficina com o Grupo de Trajes e Cantares de S. Cristovão de Lafões.
- Concerto "Dueto de Cordas" (Miguel Guelpi e Maria Corte), Concerto de Taças Tibetanas, Adufeiras de Paúl, InsesunS, Punto sem Nó, Teatro de Bonecos, Peixinho Rosa, Guitarra Portuguesa em Cravo, Winga Kan, Lunduns e Modinhas de Tliquitó, João Gentil, a Presença das Formigas.



ESPAÇO CRIANÇA
O Andanças cuida da curiosidade das crianças com uma programação particular ao longo do dia:

DANÇA: Ana Lage (Dança Minhotas), Grupo da Apelação (Danças Africanas, Samba e Italianas), Rita Bastos (Hip-Hop), Pacas (Street Dance), Rita Rato e Laura Boavida (Um balão também tem sensações), Inês Rego (Dançar com a Natureza e Movimentos do corpo e da alma), Umoi Souza (Capoeira), Mercedes Prieto (Zampadanças), Monica Sava (Danças do mundo).

TEATRO: Agora Teatro (Tamborilando), Triopulante (Sabemos Porque Lemos), Encerrado para obras (Palhaço Troca o Passo), Ana Cris - Raquel Cajão - Nuno Fernandes (Pausas Lendárias da Nossa Terra), O Titeretoscópio - Mini Teatro de Bonecos com Maíra Coelho e Patricia Preiss (O Encantador Encantado / A Equilibrista / Retirantes), Carla Ribeiro - Andreia Ribeiro - Damien Rigal (Teatro Waldorf de bonecos para crianças), Kelly Roberta de Souza Varella (Quixote: as peripécias de um cavaleiro doido), Manu (MANU – Ao Sabor do Vento), Mo de vida - Comercio justo (Teatro de Marioneta).

CONTADORES: Marisa João Tavares da Costa (O Silêncio da Noite), Isabel Silva (Histórias com Marionetas), Ana Manjua (Arte do Conto).

OUTRAS ACTIVIDADES MUSICAIS, PLÁSTICAS E EXPRESSIVAS
Carla Cristina Pita Fernandes (Chiiiuu! - Jogos musicais e sonoros para crianças), Fábio Alexandre Alves fernandes (Sinfonia dos 3 R's - construção de instrumentos musicais),
Sandra Carapau (Oficina de Teatro e Oficina de Construção de Instrumentos), Elsa Sofia Lima Ferreira (Expressão Dramatica), Joana Rita (Pimpidu – Expressão Plástica), Elisa Silveira (Origami, balões, instrumentos), Irene Martins (Macramé e Expressão Plástica), Raquel Oliveira (Música para Bebés), Rute Pinto (Historias para “ver” de olhos fechados: “A Cabra Azul”), Teatrus – Rolando Tavares (Malabarismo), Inês Duarte (Yoga) - e os Bailes para Crianças!



RANCHOS
Sempre presentes, os ranchos participam ao Festival, partilhando o seu conhecimento em Danças Portuguesas. Todos os dias, poderão aprender durante a oficina e bailar à noite.

Grupo de Danças e Cantares da Serra da Gravia (Beira Alta).
Grupo de Danças Raízes Latinas (Rio Gr. do Sul - Brasil).
Grupo Folclórico das Lavradeiras de Meadela (Minho).
Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde - adulto e infantil (Douro Litoral-Sul).
Grupo Folclórico de Portomar - Mira (Beira Litoral).
Rancho Folclórico Os Camponeses de Riachos (Ribatejo).
Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela (Estremadura).
Grupo Folclórico KUD "IVAN GORAN KOVACIC" (Croácia).
Orquestra Típica e Rancho da S.F.A.A.Coimbra (Beira Litoral).



ANDAMENTOS
Sendo o Festival feito pelos participantes, neste momento o Andanças é o que é devido aos milhares que se reencontram em Carvalhais em cada Agosto. Contudo, estamos cientes de que quando se ganha em variedade e diversidade, algo se perde em proximidade. Os Andamentos vieram em parte repôr essa experiência de contacto mais íntimo com a Natureza e as gentes locais. Dada a experiência positiva das edições passadas, regressam este ano para dar a conhecer três aldeias serranas. Cada Andamento possui um formato semelhante ao Andanças, embora dimensionado à escala e integrando programação local, o que permite participar em diversas actividades e ao mesmo tempo conviver e saborear vivências do Maciço da Gralheira.



ECO-ANDANÇAS NOVIDADES 2009
Quem não sai do Andanças pode usufruir de um momento de mais calma e frescura a seguir ao almoço, debatendo calmamente diferentes perspectivas nas eco-conversas. Este ano, claro, todas dedicadas ao Silêncio: na música ou na poesia, na pessoa ou entre as pessoas. Aguentaremos uma conversa em silêncio? Se não conseguirem, demorem-se antes na relva, convivendo. O importante em todos os casos será viver o momento, é isso estar no Andanças. E não se preocupem se a bateria do telemóvel acabou: peguem numa caneta e escrevam uma carta para casa. Ou enviem um postal para deixar os que lá ficaram invejosos com as paisagens maravilhosas da Região. Este ano será possível comprar selos e enviar cartas dentro da própria aldeia Andanças: parem para escrever o que vos vai na alma!

E se deixarem de encontrar préstimo para o telemóvel, temos um ponto de recolha selectiva para aparelhos eléctricos. Este ponto junta-se a um outro de recolha de rolhas, com o qual o Andanças se soma aos que procuram preservar os montados deste país. Porque o Andanças gosta de promover boas ideias. Como a produção caseira de detergentes amigos do ambiente: continua a ser tão difícil encontrar produtos em que confiemos, que o melhor mesmo é por as mãos à obra. Este ano venha experimentar produzir detergente para a linha de lavagem Andanças! Ou então envolva-se com o tema dos fornos solares e cozinhe o seu próprio almoço com a ajuda do rei-Sol. No Andanças, o tempo dança todo por sua conta».

Mais informações, aqui.

05 junho, 2009

Festival Ecos da Terra - Celorico de Basto, em Agosto


Só tem bandas portuguesas, mas são uma espécie de Selecção A do que de melhor se faz por cá com as músicas de raízes tradicionais (sejam elas portuguesas ou não). E isso é muito bom! O Festival Multicultural de Música Tradicional de Celorico de Basto, ou, resumindo, Festival Ecos da Terra, decorre nos dias 21 e 22 de Agosto, na Quinta do Prado, e inclui concertos, no primeiro dia, dos Roncos do Diabo, Semente, Uxu Kalhus e Mu (na foto, de Hugo Lima), enquanto no segundo actuam os Mosca Tosca, Pé na Terra, Djamboonda e OliveTree (aka OliveTree Dance). Segundo os seus organizadores, o festival tem como «objectivo a divulgação de novos conceitos à região de Basto e dar a conhecer o que de bom tem a nossa terra, desde a beleza paisagística, passando pela gastronomia, ao artesanato e claro as maravilhosas gentes de Basto. Conceitos esses que vão desde a música, passam pela dança e teatro, aos usos e costumes, à arte, aos produtos tradicionais e à conservação da natureza. Em termos musicais, é de nosso interesse promover a música tradicional portuguesa, assim como as mais variadas músicas do mundo. Gostaríamos também de poder oferecer ao público, várias demonstrações/workshops de vários instrumentos e danças, pois o festival irá ter a duração de 2 dias (dia/noite). O local onde o festival terá lugar será ao ar livre numa bonita quinta no centro da bonita vila de Celorico de Basto».

Mais informações, aqui.

17 setembro, 2008

OuTonalidades - Por Portugal Inteiro (E na Galiza Também)


O fabuloso festival itinerante OuTonalidades está a crescer cada vez mais e agora até já chega à... Galiza. Com dezenas de concertos de norte a sul de Portugal protagonizados por grupos portugueses e galegos e o salto de vários grupos portugueses para o lado de lá do Rio Minho. Mas o melhor mesmo é ler o comunicado da organização, que explica tudo:

«10 Outubro a 20 Dezembro 2008

Circuito “OuTonalidades”, à 12ª edição, estende-se à Galiza!
Maior roteiro de sempre também em Portugal.

Aguada de Cima, Águeda, Allariz, Aveiro, Bueu, Estarreja, Évora, Ferrol, Chaves, Fundão, Guarda, Lisboa, Lugo, Melide, Nígran, O Grove, Paços de Ferreira, Tondela, Tavira

O OuTonalidades, à 12ª edição, não bastando estender a sua implantação a quase toda a geografia nacional, literalmente de norte a sul, passa a integrar também a Galiza no seu roteiro. Mais de uma vintena de grupos portugueses e galegos, de vários géneros musicais, garantirão quase sessenta concertos, em Portugal e na Galiza, durante as onze semanas de duração do evento, que atravessa todo o Outono. Inicia a 10 Outubro, simultaneamente em Águeda e Lisboa. Nas semanas seguintes, o roteiro espalha-se do topo norte da Galiza (Ferrol) até plena costa algarvia (Tavira), passando por espaços de música ao vivo de 19 vilas e cidades.

A d’Orfeu Associação Cultural, promotora desde sempre do OuTonalidades, estabeleceu um convénio com a AGADIC – Axencia Galega das Industrias Culturais (anterior IGAEM) que garante o inédito alargamento do evento à Galiza. Da cooperação entre o OuTonalidades e a Rede Galega de Música ao Vivo, circuito congénere que é coordenado pela Clubtura, também entidade parceira deste acordo estratégico, haverá canal directo para a participação de 6 grupos portugueses na Galiza, bem como à presença de 5 grupos galegos no circuito português, num total de 36 concertos em regime de intercâmbio, dos 59 concertos programados nesta 12ª edição.

O OuTonalidades, um enorme palco de oportunidades em franca expansão geográfica ano após ano, estimula o sentido de rede, partilhando pequenos espectáculos em pequenos espaços, nomeadamente cafés-concerto, bares associativos e outros espaços de música ao vivo. É um evento dedicado ao pequeno formato, mas com o envolvimento e visibilidade dos grandes acontecimentos. Não se tratando de um festival de bares com música, o Outonalidades é antes um festival de música nos bares. A evolução do circuito reforça essa ideia e estimula o cruzamento de esforços de muita da programação independente em Portugal e Galiza.

O cartaz desta 12ª edição, de um ecletismo invejável, apresenta 22 grupos, entre portugueses e galegos, de genéros que vão do jazz ao tradicional, do rock ao fado, do ska aos blues, do experimental às músicas do mundo. O OuTonalidades reforça a sua rede de parcerias, num circuito que dá palco à música ao vivo nas noites de Outono. A festa e a diversidade são marcas distintivas das programações do OuTonalidades, evento rotativo de música ao vivo que começou por ser, há doze anos, um pequeno circuito local de bares em Águeda, cidade que continua a ser epicentro do circuito agora luso-galaico. Com as várias adesões a norte e a sul, também em Portugal o evento cresce e já chega este ano a nove distritos (mais um que na última edição): Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Lisboa, Évora e Faro.

Aos grupos é anualmente feito convite para integrar um circuito cada vez mais alargado, o que significa, por isso, mais oportunidades. O OuTonalidades promove, em cada nova edição, a circulação e visibilidade de muitos grupos numa grande rede, com uma divulgação cruzada que se estende a todo o território abrangido pelo roteiro, no qual é cada vez mais certo encontrar projectos artísticos de qualidade.

Toda a programação do 12º OuTonalidades está disponível em www.dorfeu.com, o sítio internet da d’Orfeu Associação Cultural, e no myspace do evento em http://www.myspace.com/outonalidades08, onde é possível aceder às apresentações de todos os espaços e de todos os grupos participantes.

Os Municípios de Águeda, Estarreja e Tavira são apoiantes oficiais desta 12º edição, além do Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes e de vários outros organismos. Na Galiza, a AGADIC e a Clubtura são os parceiros oficiais do evento. A extensão galega conta ainda com o apoio do Instituto Camões. O OuTonalidades®, que é Marca Nacional Registada enquanto evento cultural, é reconhecido como actividade de Superior Interesse Cultural pelo Ministério da Cultura desde 2003.

Com um OuTonalidades assim, escolha o roteiro e viva o Outono a cores!

ESPAÇOS ADERENTES

PORTUGAL
Bar do Cine-Teatro de Estarreja
Bar do Novo Ciclo ACERT (Tondela)
Bar do Teatro Aveirense (Aveiro)
Café-Concerto do Teatro Municipal da Guarda
Casa da Eira (Paços de Ferreira)
Casa do Povo de Santo Estêvão (Tavira)
Centro Cultural da LAAC (Aguada de Cima)
Espaço Celeiros (Évora)
Espaço d’Orfeu (Águeda)
Lounge da Casa da Moagem (Fundão)
Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves
Teatro Ibérico (Lisboa)

GALIZA
Aturuxo (Bueu)
Café Cultural Roi Xordo (Allariz)
Clandestino (Nigrán)
Clavicémbalo (Lugo)
Náutico (O Grove)
Pub Gatos (Melide)
Sala Run Rum (Ferrol)


GRUPOS PARTICIPANTES

GALEGOS
A Tuna Rastafari
Bukowski Blues Trío?
Carlos López Quartet
Moondogs Blues Party
Niño y Pistola

PORTUGUESES

Banda Polk
Canções do Ceguinho
Comcordas
Fado Falado
João Gentil e Luís Formiga *
Lufa-Lufa
Mu *
Pé na Terra
Quarteto Sofia Ribeiro e Gui Duvignau *
Quimera Quinteto
Rockabillyo
Rui Pedro *
Samuel Quinto Trio
Toques do Caramulo * (na foto)
Trisonte
Txikiss
Uxu Kalhus *

* grupos portugueses com concertos programados na Galiza

NÚMEROS DESTA 12ª EDIÇÃO

21 concertos de 6 grupos portugueses na Galiza
15 concertos de 5 grupos galegos em Portugal
circuito total de 19 espaços (12 em Portugal e 7 na Galiza)
total de 59 concertos de 22 grupos em todo o circuito».

Mais informações aqui.

11 setembro, 2008

Tranças - Concertos e Danças Tradicionais em Estarreja


Estarreja recebe este fim-de-semana a segunda edição do festival de danças tradicionais Tranças, que decorre no Parque Municipal do Antuã. Concertos dos Pé na Terra (dia 12; na foto, de MABA) e d'Uxu Kalhus (dia 13) e um espectáculo de Danças Ciganas (dia 14) são os principais destaques deste festival que ainda apresenta oficinas de danças europeias, popular portuguesa, latinas, irlandesas, sapateado, africana tribal, africana tradicional, capoeira, orientais, street dance e danças ciganas. Do programa constam ainda sessões de yoga, artes circenses, percussão, expressão dramática, construção de fantoches, pinturas faciais e dança natural, entre outras actividades. A organização é da ArTê. Mais informações aqui.

07 julho, 2008

Eurofolk'J - Com os Dervish Como Padrinhos...


Hoje e amanhã (dias 7 e 8 de Julho), o lindíssimo Jardim da Sereia, em Coimbra, é o palco da eliminatória portuguesa do Eurofolk'J, que terá a sua final em Málaga, Espanha, segundo notícia do blog Sopa da Pedra. No elenco desta etapa portuguesa do concurso estão as três bandas finalistas nacionais - Toques do Caramulo, Pé na Terra e A Barca dos Castiços -, mais três grupos que passaram anteriormente pelo concurso - os portugueses Ginga, os italianos Damadaká e os espanhóis Els Groullers - e, como padrinhos, os irlandeses Dervish (na foto).

Aqui, na íntegra, segue o comunicado da organização: «A identidade cultural dos povos é cada vez mais utilizada como cartão de visita. A promoção turística das populações passa pela colheita/recolha dos traços identitários das mesmas e pelo apelo aos sentidos. A tradição surge assim como produto turístico, pela peculiaridade dos traços que representa e como elemento histórico. A gastronomia, o artesanato, as recriações históricas, as feiras medievais e tantos outros eventos procuram por um lado a ligação das populações à sua história, e por outro lado a promoção turística das mesmas. Numa tentativa de promoção dos elementos da nossa tradição, a tendência musical denominada folk é o tema do Concurso Internacional Eurofolk’J, que é organização conjunta de Espanha, Itália e Portugal. Em cada um dos países envolvidos, acontece desde 2004, a eliminatória nacional, da qual sai 1 grupo apurado que participa na final. Desde a primeira edição, o primeiro prémio tem sido sempre conquistado por grupos italianos, com excepção da sua primeira edição, cujo primeiro lugar foi atribuído aos Conimbricenses Ginga. E agora, como que numa prática de retorno/agradecimento, Coimbra acolhe nos próximos dias 7 e 8 de Julho a eliminatória portuguesa do V Eurofolk’J. A concurso estão várias bandas portuguesas, da qual será eleita aquela que melhor retratar, com traços inovadores e dinâmicos a expressão musical da nossa tradição. O Júri, composto por elementos conhecedores do tema analisará de que forma e com que substância os grupos representam a nossa identidade. Assim, no dia 7 estarão em palco do Jardim da Sereia os 3 finalistas da pré-eliminatória portuguesa, de onde sairá um vencedor que rumará a Málaga para a grande final europeia. Ainda poderemos assistir, nesse mesmo dia a dois grandes espectáculos da banda vencedora da eliminatória espanhola de 2007 Els Groulers, e da banda vencedora do Concurso Eurofolk 2006, os italianos Damadaká, que actuarão nos intervalos das bandas a concurso. No dia 8, a partir das 17h30, poderemos assistir e participar num workshop de danças tradicionais italianas, que acontecerá na Praça 8 de Maio, e para a noite está reservado um grandioso encerramento do evento com um dos maiores nomes da folk mundial, o grupo Dervish. Na mítica Sereia, antes dos irlandeses Dervish e para começar a noite com um dos maiores representantes nacionais do tema folk, os conimbricenses Ginga, vencedores do I Eurofolk, presentearão a cidade. A uma promessa tão grande só podemos aceder ao convite e participar, ouvindo e sentindo as experiências dos nossos antepassados tocados nos ritmos alucinantes do presente. A eliminatória portuguesa do Eurofolk’J é organização conjunta da Turismo de Coimbra, E. M. e da 7Sons Produções».

11 junho, 2008

Folk e World Feitas em Portugal - Relatório de Existências


Os últimos meses têm sido riquíssimos em edições de música portuguesa que navega pela música tradicional, seja ela portuguesa ou de outras proveniências - e muita dela também pelo rock ou pelo hip-hop ou por onde quer que seja... - mas toda ela feita em Portugal. Hoje, fala-se aqui dos discos, novos, dos Gnomon, Pé na Terra, Fadomorse, Mu, Kumpa'nia Al-gazarra, Tucanas, Mandrágora, Melech Mechaya, Dead Combo, Projecto Fuga (na foto), Joana Pessoa e Navegante. Uma dúzia inteira de discos!!


DEAD COMBO - «LUSITÂNIA PLAYBOYS» (Dead & Company/Universal Music Portugal)


E, ao terceiro álbum, os Dead Combo têm um disco que roça a perfeição. A sua linguagem está completamente estruturada e com um léxico cada vez mais próprio... Continuam por lá, é certo, as referências primordiais a Morricone, a Badalamenti e Ry Cooder, a Carlos Paredes e ao fado de Lisboa, mas avançando cada vez mais para outras paisagens sonoras onde se encontram a música «exotica» (na extraordinária e encantatória versão de «Like a Drug», dos Queens of The Stone Age, com a cantora Ana Lains a brilhar lá em cima), o son cubano transformado em fado e Durutti Column (em «Cuba 1970») ou a recolha de Michel Giacometti do «Canto de Trabalho» dos pescadores de Ovar usada como mote para uns blues ácidos (em «Canção do Trabalho D.C.»). A presença de convidados ilustres como Howe Gelb, Kid Congo Powers, Nuno Rafael, Carlos Bica ou Alexandre Frazão ajudam a dar a este «Lusitânia Playboys» os «efeitos especiais» que um filme destes precisa.


FADOMORSE - «FOLKLORE HARDCORE» (Hepta Trad/Compact Records)


O Hugo Correia é um génio, um louco, um Frank Zappa de alguma forma reencarnado num rapaz transmontano que tanto gosta de músicas tradicionais de várias proveniências como de jazz, de rock, de hip-hop, de música clássica?... Se calhar é isso tudo, mas ainda bem... Hiper-activo, mentor, músico e compositor de não se sabe bem quantos projectos musicais - Só Vicente, Triste Sistre, Upsz Jazz, DeusSémen, Vipassana, entre outros -, Hugo Correia tem nos Fadomorse o seu projecto mais conhecido. Um projecto que, ao fim de vários álbuns, cristaliza em «Folklore Hardcore» o melhor que antes já tinha «ameaçado» fazer. E se nos discos anteriores, o cacharolete interminável de referências musicais dos Fadomorse dava por vezes uma amálgama confusa e atabalhoada, neste novo álbum tudo - e quando se diz tudo é mesmo tudo, de recolhas de temas tradicionais ao hip-hop, de gaitas-de-foles a sitares, de uma voz feminina que parece a Dulce Pontes sem os trejeitos a citações dos Procol Harum ou do «Avé Avé Maria» até ao kuduro arraçado de música transmontana e galega (!!) ou ao drum'n'bass arraçada de ragas indianas e riffs punk hardcore (!!!) - faz sentido e contribui por igual para um álbum fresco, inventivo e surpreendente. E com um sentido de humor, felizmente, incorrigível.

GNOMON - «GNOMON» (Edição de Autor)


É um EP de estreia com apenas três temas (embora o terceiro tenha vários «actos»), mas que deixam água na boca para o que vem aí a seguir. Os Gnomon são um grupo de Joane que vai à música tradicional portuguesa e à folk - e vai lá tanto via nomes portugueses como José Afonso, Trovante, Brigada Victor Jara e Banda do Casaco como via folk britânica da tendência mais psicadélica, jazzy e progressiva - sem medos nem preconceitos. Soam de alguma forma a anos 60 e 70, mas soam muito bem. Neste EP promocional estão os temas «Paz do Gerês», «Uvas do Monte» e os lindíssimos «actos» de «Rosa dos Ventos». Os Gnomon são Tiago Machado (guitarra acústica), Carlos Ribeiro (guitarra eléctrica), Mário Gonçalves (bateria), Carlos Barros (percussão), Rui Ferreira (piano, acordeão e cavaquinho), David Leão (flauta transversal e gaita-de-foles) e João Guimarães (baixo eléctrico) e deles se espera agora um álbum inteiro.


JOANA PESSOA - «FLUIR» (iPlay)


O trabalho de renovação da música portuguesa de raiz tradicional já passou por várias fases - de José Afonso à Banda do Casaco, dos Ocaso Épico aos Madredeus, dos Trovante aos Sitiados, de Né Ladeiras e dos Gaiteiros de Lisboa aos Chuchurumel ou aos Xaile... - e tem agora, em Joana Pessoa, mais uma tentativa de tornar o antigo... novo. Uma tarefa que neste álbum de estreia da cantora, produzido por Rodrigo Serrão, fica pela metade: há nele uma tentativa honesta de revitalização de temas tradicionais já conhecidos noutras vozes («Este Linho É Mourisco», «Altinho» ou o romance «Oh Laurinda, Linda Linda») e de uma versão de José Afonso («Era Um Redondo Vocábulo»), mas às vezes as programações electrónicas, a secção de cordas ou uma guitarra portuguesa deslocada dão ao «todo» um lado artificial que o «todo» não merecia. (texto originalmente publicado na revista «Time Out Lisboa»)


KUMPA'NIA AL-GAZARRA - «KUMPA'NIA AL-GAZARRA» (Edição de Autor)


A vida da Kumpania Algazarra (ou, se não nos perdermos entre apóstrofos e hífens, Kumpa'nia Al-gazarra) tem sido feita nas ruas, em praças, em festivais - um dos primeiros concertos do grupo, no Andanças, foi um marco deste festival - e muita da sua arte perde-se quando transposta para o formato CD. É que se uma fotografia do Homem-Estátua da Rua Augusta não é muito diferente de assistir a uma performance do Homem-Estátua da Rua Augusta, num CD perde-se boa parte daquilo que a Kumpania Algazarra é ao vivo: a espontaneidade, a interacção com as pessoas, a improvisação, a dança compulsiva. Mas, felizmente, o fundamental da arte da Kumpania até está preservado neste álbum de estreia do grupo: a sua alegria a fazer música, o seu domínio de instrumentos - muitos sopros, acordeão, contrabaixo, percussões, voz -, o seu sentido de humor (oiça-se, por exemplo, «Supercali», uma balcanice cantada em português com o «Mary Poppins» como referência), as suas influências vindas de vários pontos do globo, mas perfeitamente digeridas por este bando de portugueses (e alguns estrangeiros): a música cigana dos Balcãs, o son cubano, o afro-beat, o ska, o reggae, o swing, o klezmer, o gnawa, o rock da antiga esfera soviética (da Rússia, da Ucrânia, da ex-Jugoslávia), tudo separado ou tudo junto em alguns «cocktails» de música inesperada e excitante. Um belo exemplo é «Maribor», onde vários géneros convivem facilmente e como se sempre tivessem estado assim unidos. Os Kumpania Algazarra podem facilmente agradar a fãs dos Clash, Madness, Fela Kuti, Klezmatics, Gogol Bordello, Buena Vista Social Club, Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra, Fanfare Ciocarlia, Blasted Mechanism, Manu Chao, Bob Marley, Rachid Taha, Nogu Svelo ou Leningrad. Isto é, a tudo quanto é festa pegada. (texto originalmente publicado na revista «Time Out Lisboa»)



MANDRÁGORA - «ESCARPA» (Hepta Trad/Compact Records)



Oiço este segundo álbum dos Mandrágora e não consigo deixar de pensar como seria bom ler um texto do Fernando Magalhães sobre ele. Porque está aqui, neste álbum, tudo o que o Fernando mais gostava: um amor imenso à música tradicional portuguesa mas um amor que não se fecha em si próprio, antes abrindo-se a muitas, tantas, outras músicas: a folk galega, inglesa, irlandesa, escocesa e escandinava, o rock progressivo e psicadélico, as derivações jazz, as doses certas de experimentalismo, aventura e arrojo. «Escarpa», dos Mandrágora, eleva este grupo portuense ao patamar dos grandes grupos folk europeus da actualidade. E é justo que eles lá estejam! Para além de Filipa Santos (flautas, saxofone e gaita-de-foles), Ricardo Lopes (percussões, flautas e throat-singing), Pedro Viana (guitarra clássica), Sérgio Calisto (violoncelo, moraharpa, bouzouki e nyckelharpa) e João Serrador (baixo), em «Escarpa» colaboraram Simone Bottasso (acordeão diatónico), Matteo Dorigo (sanfona), a cantora Helena Madeira, do Projecto Iara, no hipnótico e selvático «Turbilhão», e Francisco Silva (aka Old Jerusalem) a dar a voz e a guitarra à deliciosa canção - canção mesmo! - que é «Abaixo Esta Serra».


MELECH MECHAYA - «MELECH MECHAYA» (Edição de Autor)


Que se saiba nenhum dos almadenses Melech Mechaya é judeu, mas isso também não interessa nada (não é preciso ser jamaicano para fazer reggae ou de Liverpool para se fazer música influenciada pelos Beatles): a verdade é que o grupo toca klezmer e que o toca muitíssimo bem!! Eles ao vivo são uma maravilha e neste EP de estreia, com cinco temas, está apenas uma amostra daquilo que eles são: festivos, inventivos, dançantes, por vezes doidos varridos, a irem à música dos judeus do centro e norte europeu como se esta fosse a coisa mais natural para quem vive na margem sul do Tejo. Em três temas originais do grupo - «Noite Tribal», «Zemerl Biffs» e «Fresta Fresca» - e duas versões - «Bulgar de Odessa» (Ucrânia) e «Miserlou» (o tema grego que Dick Dale popularizou) -, o quinteto passa pelo klezmer e por alusões a outras músicas suas irmãs, da música árabe à música cigana dos Balcãs, com uma facilidade e uma alegria contagiantes. Não é tão bom ouvir o EP quanto é vê-los ao vivo, mas já é uma aproximação.


MU - «CASA NOSTRA» (Edição de Autor)


De onde é que vem esta música que não se sabe bem de onde vem?... Nos Mu - e, recorde-se, Mu era o nome de um mítico continente perdido, terra de atlantes, sereias e outros seres míticos - a música parece vir de todo o lado e de um lado só deles, dali de dentro, das suas almas e dos seus corações. Se calhar, os Mu recriam sem o saber temas tradicionais de Mu, o continente do Oceano Pacífico onde se teriam cruzado povos ainda agora existentes e outros que deixaram de existir, seres verdadeiros e imaginários, se é que a verdade e a imaginação não são uma e a mesma coisa, como o são na música dos Mu. Porque uma música que tem tanto de verdade como de... imaginação. E uma alegria e um brilho imensos, um encanto permanente tanto nos temas originais - mas que reflectem tantas e tantas músicas de tantos e tantos lugares! - como nas versões de tradicionais russos ou húngaros. A música dos portuenses Mu serve para dançar, serve agora ao segundo álbum (este «Casa Nostra» em que tem como colaboradores Helena Madeira, do Projecto Iara, o grupo de percussões Semente e Quico Serrano como produtor) como já servia ao primeiro, mas serve também para ensinar a ouvir - a ouvir a sua música e a de muitos outros. E isso é o que torna os discípulos mestres.


NAVEGANTE - «MEU BEM MEU MAL» (Tradisom/iPlay)


«Meu Bem Meu Mal», o novo álbum dos Navegante - ainda e sempre liderados por José Barros, embora tenha deixado cair o seu nome do nome do grupo -, é sem dúvida o melhor de sempre deste projecto. E o facto de José Barros ter contado com José Manuel David (dos Gaiteiros de Lisboa) como cúmplice principal nos arranjos e na produção deste disco foi um trunfo importante. Assim como o alargadíssimo leque de convidados presentes: de vários dos Gaiteiros de Lisboa, Amélia Muge, Rui Júnior, as txalapartistas bascas Ttukunak, Manuel Rocha, Janita Salomé, João Afonso, Edu Miranda, etc, etc... Mas isso não impede, mais uma vez, uma certa sensação de frustração quando se ouve o álbum de início ao fim e se fica com a sensação de que muitas destas canções - tanto os originais de José Barros quanto os tradicionais adaptados - poderiam, e deveriam, ir muito mais longe em arrojo e aventura. Oiçam-se as excepções, como por exemplo «Sábado d'Aleluia», onde o universo é muito mais Gaiteiros de Lisboa do que Navegante, ou o divertido e fresquinho «Fado do Tu Cá Tu Lá» (um dos dois temas co-compostos por Barros e Amélia Muge), para se perceber o que quero dizer.


PÉ NA TERRA - «PÉ NA TERRA» (Açor)


É tão bonito e fresquinho este álbum de estreia dos Pé na Terra! Um álbum em que se sente um amor enorme pela tradição - quer seja a tradição portuguesa (presente em «Menino Ó» e «Maria Faia») quer por outras tradições de outros lugares (e andam por aqui valsas e chapeloises) quer pela «tradição» que já é a música de José Afonso (a lindíssima e, no final, arrojada versão rock de «Balada do Sino) - e uma vontade de, tomando balanço nessa tradição, avançar para temas originais mas que cheiram a terra, a raízes, a aldeias (aldeias portuguesas, sim, mas também aldeias perdidas no interior da Galiza, de França, das ilhas britânicas...). Depois, Cristina Castro é uma excelente cantora e acordeonista, Ricardo Coelho é um fabuloso gaiteiro e flautista - e neste álbum ele usa gaitas de várias proveniências, low whistle, requinta, gralha, numa panóplia de instrumentos interminável - e o resto da banda - Hélio Ribeiro (guitarras), Adérito Pinto (baixo), Tiago Soares (bateria e percussões variadas) e a convidada permanente Silvana Dias (violoncelo) - dá uma consistência única ao som final do grupo. Abertos, livres de preconceitos e hiper-criativos, os Pé na Terra são já uma das mais importantes bandas folk portuguesas.


PROJECTO FUGA - «01» (Fuga/Compact Records)


E que bela surpresa esta!! «01», o primeiro álbum do Projecto Fuga foi um «work in progress» que juntou um trio «nuclear» - Pedro Pereira (principal compositor e teclados, samples, guitarras...), Maria Pedro (principal letrista) e Milton Batera (bateria) com muitíssimos e diferenciados músicos e cantores convidados: Celina da Piedade (acordeão e voz), JP Simões, o guineense José Galissá (kora e voz), Teresa Gabriel), a brasileira Fernanda Takai (Pato Fu), o cantor nigeriano Enjel Eneh, Ana Deus e Adolfo Luxúria Canibal, entre outros. E em «01» há lugar para tudo o que se possa imaginar: há uma valsinha deliciosa, há alusões à música brasileira e a Fausto (em «De Fugida»), à música árabe, ao jazz, à música africana, ao rock de tendência sixties («Verso Inverso», com a voz de Pedro Bonifrate, dos Supercordas) e de outras tendências, ao fado («Outro Tema»), aos blues («Dakun Baby») e até a algum experimentalismo. «01» não é um álbum homogéneo - e ainda bem! - nem é sempre bom... Mas quando é bom é mesmo muito bom!

TUCANAS - «MARIA CAFÉ» (Spot/Farol)


Muitas delas saídas dos Tocá Rufar, as raparigas das Tucanas sempre foram umas excelentes percussionistas - e sempre tiveram nas percussões a sua base de trabalho primordial (percussões tradicionais ou por elas inventadas, os próprios corpos como instrumento de percussão...) -, mas, a pouco e pouco, também as harmonias vocais foram tomando um papel importantíssimo no seu processo de composição. Finalmente, e para acabar de compor o ramalhete, a adição da acordeonista Marina Henriques deu-lhes a «carpete» melódica e harmónica que muitos dos seus temas precisavam. E este intróito todo é necessário para explicar o grau de excelência, de virtuosismo e de criatividade que «Maria Café», o primeiro álbum das Tucanas, conseguiu atingir. Um grau elevadíssimo, mesmo que não tivesse sido necessário gravar tantos temas para o conseguir. Em «Maria Café», as Tucanas passeiam alegremente pela música africana (anda por lá o batuque cabo-verdiano e muitas outras alusões a África), a música brasileira e latino-americana - mesmo quando a latino-americana se une à... música cigana dos Balcãs (na versão de «Peruano» com a Kumpa'nia Al-gazarra) -, os bailes tradicionais europeus (oiça-se o delicioso final de «Domingão/Niará») e o divertimento puro e simples («Kazoo», com Carmen Miranda incorporada), seguindo os ensinamentos do O Ó Que Som Tem - e está lá Rui Júnior (também seu mestre nos Tocá Rufar) - e das Zap Mama, dos Stomp e de Bobby McFerrin. E seguindo-os muito bem!