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30 julho, 2013

Andanças 2013 - Os Bailes e os Concertos!

O Andanças 2013 decorre de 19 a 25 de Agosto em Póvoa e Meadas (Castelo de Vide) e já é conhecido o programa completo do festival. Aqui ficam, apenas, o conceito e a programação de bailes e concertos: «Na programação Andanças’2013, o corpo é peça chave que se quer descobrir sob diferentes âmbitos. Nos concertos, bailes, oficinas de danças ou oficinas instrumentos explora‐se o corpo enquanto instrumento artístico, produtor de movimentos e de sons, que se transformam em danças ou músicas. Nas oficinas de relaxamento e de aquecimento e nas danças sociais, descobre‐se o corpo enquanto veículo de conexão com o Eu e ligação ao Outro. Por fim, encontra‐se o Corpo sob o prisma da mente, no mundo das ideias, da imaginação, da criatividade e da reflexão, com conversas, passeios, cinema ou oficinas criativas. Os 7 dias Andanças são preenchidos por 52 concertos com 32 bandas, 90 bailes com 45 grupos musicais, 8 espetáculos de teatro, circo e dança, 51 oficinas de aquecimento e relaxamento com 13 propostas distintas , 105 oficinas de 71 tipos de dança, 14 oficinas de instrumentos, 17 espetáculos de animação de rua, 17 filmes no cinema ao ar livre, 8 conversas / palestras, 6 oficinas de gastronomia local, 47 oficinas criativas com 26 atividades diferentes, 24 visitas culturais a 10 espaços distintos. Para os mais novos e entre as áreas referidas há 85 atividades que lhes são especialmente direcionadas. A grande extensão e variedade de propostas tem como objetivo oferecer um grande leque de possibilidades aos participantes, criando um espaço de liberdade, para que cada um elabore o seu próprio percurso, de acordo com os seus gostos e escolhas pessoais. Contrariamente aos demais festivais, no Andanças não existem “cabeças de cartaz”. Em vez disso, procura‐se dar igual visibilidade aos diferentes projetos, mantendo todos ao mesmo nível, independentemente de serem os mais conhecidos, reputados, antigos ou amadores. Na proposta deste ano, a música continua a fazer parte integrante da programação como elemento essencial à movimentação dos corpos, às aproximações entre pessoas e à construção de espaços de encontro e aprendizagem, numa dança que além de corpos dinamiza ideias. A diversidade de públicos do Andanças e a multiplicidade de atividades, permitem a construção de uma rede espessa e dinâmica de interações, que transformam o festival numa aldeia global. O Andanças 2013 respira a Descoberta de um novo local e das novas experiências que a programação quer partilhar nesta semana que não dorme. CORPO - Bailes: Amato Lusitano, Anafaia, Andrea Capezzuoli e Compagnia, Aqui Há Baile, Ba.fnu, Baile das Histórias, Baile de Forró, Baile de Salsa e Cha Cha Cha, Baile Lindy Hop, Bogus, Catraios d'Oliveira, Chalo e Sunguila, Contato e Improvisação, D'nos Manera - Música Africana, Decker – Parmenter, Duo de Improvisação Trad, Duo Skeller, Eka, Garric, GiraSol, Gurí, Jam de Contato e Improvisação, Karrossel, Laefty Lo, Las Çarandas, Magmell, Martina Quiere Bailar, Mazedonia'n Blue, Mosca Tosca, Oio, Origem Tradicional, Os Irmandiños de Vincios, Pej Quartet, Projecto Forró de Lampião, Recanto, Scandìll, Sesam Duo, Sons Libres, String Fling, Toques do Caramulo, Traballo, Tribal Jâze, Uma Coisa em Forma de Assim, Zeca do Rolete, Zigo CORPO - Concertos: Al-jiçç, Albaluna, Amato Lusitano, Cabra Çega, Charanga, Concerto para Olhos Fechados, CRASSH street 2.0, Dilen, Eka, Ermelindas, Estágio de alto rendimento e concerto de encerramento, Joana Guerra, Magmell, Meditação com Gongo, Mu (na foto, de Hugo Lima), Nação ViraLata, O Didgeridoo e as Suas Origens, O Mundo do Didgeridoo, Paraszta Pé, PeSSoas, Quarto Escuro, Retimbrar, Rondó da Carpideira, Sukuru, Tambor de Água, Tanira, Tanz Instanz, Viagem Sonora com Instrumentos Ancestrais, Winga Kan, Xoán Curiel, Yemadas» Mais informações aqui: http://www.andancas.net/

14 maio, 2013

Batida, Aline Frazão e Mu no FMM de Sines

Mais seis (e sempre a contar!): «Do Japão a Marrocos, mais música com espírito de aventura confirmada em Sines O programa do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2013 ultrapassa já as três dezenas de concertos confirmados. Somando-se aos 25 projetos musicais anteriormente anunciados, confirmamos a presença de mais seis: Shibusa Shirazu Orchestra (Japão), Reijseger Fraanje Sylla (Holanda / Senegal), Batida (Portugal / Angola), Hassan El Gadiri & Trance Mission (Marrocos / Bélgica / Portugal), Aline Frazão (Angola / Portugal; na foto) e MU (Portugal). Shibusa Shirazu Orchestra é uma das orquestras mais espetaculares da música ao vivo mundial. Fusão entre teatro, dança e jazz “big band”, com cerca de 20 elementos em palco (músicos, cantores, dançarinos e atores), tem espantado públicos um pouco por todo o mundo, desde o festival de Glastonbury ao Fuji Rock Festival, que encerraram quatro anos consecutivos. O violoncelista Ernst Reijseger é um dos músicos mais prestigiados do jazz europeu. Em Reijseger Fraanje Sylla junta-se ao pianista também holandês Harmen Fraanje e ao cantor e percussionista senegalês Mola Sylla num projeto de jazz em que cabem todas as músicas. Em Sines, apresentam o disco que acabam de lançar em trio, “Down Deep”. A música afroeletrónica de Batida, um dos projetos portugueses com maior projeção internacional neste momento, faz-se em Lisboa, com um pé em Luanda e os olhos no mundo. Depois da sua primeira presença no Festival Músicas do Mundo, em 2010, Sines vai voltar a sentir a música do projeto liderado por Pedro Coquenão em 2013, com novo “show” e novos temas. O FMM Sines continua a ter uma forte representação das músicas de cruzamentos. Juntando um grupo de músicos marroquinos, liderado pelo mestre Hassan El Garidi, a um grupo de músicos europeus, liderado por Grégoire Tirtiaux, Trance Mission funde o gnawa, música de transe marroquina, o jazz e o afrobeat numa experiência rítmica libertadora. Luandense a viver em Lisboa, com influências dos universos musicais do Brasil (bossa nova e MPB, sobretudo), de Cabo Verde e do jazz, a cantautora Aline Frazão é uma artista emergente nas músicas de língua portuguesa. Com um primeiro disco em nome próprio, “Clave Bantu”, lançado em 2011, Aline estreia-se em Sines no ano em que se prepara para lançar o seu segundo disco a solo. O mundo inteiro em palco, MU é um dos projetos de fusão de músicas tradicionais mais maduros formados no nosso país. Em 2009, venceram o Prémio Carlos Paredes com o álbum “Casa Nostra” e em 2012 voltaram a marcar a folk nacional com o disco “Folhas que Ardem”. Atuam pela primeira vez no FMM no ano em que comemoram 10 anos de carreira. Sobre o FMM Sines 2013 O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior acontecimento de “world music” e outras músicas realizado em Portugal. Em 2013, o festival realiza-se entre os dias 18 e 27 de julho e celebra a sua 15.ª edição. O alinhamento desta edição comemorativa incluirá alguns dos projetos que mais marcaram o FMM ao longo da sua história e artistas que nunca vieram ao festival e que representam o presente e o futuro das músicas com raízes (mas não grilhetas) na tradição. Nesta edição, para além dos nomes divulgados nesta nota, já está confirmada a presença dos seguintes artistas (por ordem alfabética): Akua Naru (EUA / Alemanha), Amadou & Mariam (Mali), Asif Ali Khan & Party (Paquistão), Baloji (R. D. Congo / Bélgica), Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali), Bomba Estéreo (Colômbia), Carlos Bica “Trio Azul” (Portugal), Celina da Piedade (Portugal), Cristina Branco (Portugal), Custódio Castelo (Portugal), DakhaBrakha (Ucrânia), Dubioza Kolektiv (Bósnia-Herzegovina), Femi Kuti & The Positive Force (Nigéria), Gaiteiros de Lisboa (Portugal), Hazmat Modine (EUA), Hermeto Pascoal (Brasil), JP Simões (Portugal), Lo’Jo (França), Ondatrópica (Colômbia), Rachid Taha (Argélia / França), Rokia Traoré (Mali), Skip & Die (África do Sul / Holanda), Tamikrest (Mali – Povo Tuaregue), Trilok Gurtu & Tigran Hamasyan (Índia / Arménia) e Winston McAnuff & Fixi (Jamaica / França). O FMM Sines 2013 é cofinanciado por fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional INALENTEJO do QREN 2007-2013. Mais informações www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines SHIBUSA SHIRAZU ORCHESTRA (Japão) Há a loucura do mal e a loucura do bem. Shibusa Shirazu Orchestra é a loucura do bem, uma performance teatral cruzada com uma avalanche orquestral e um sentido de humor que Frank Zappa não desdenharia apadrinhar. Músicos, cantores, dançarinos, atores, num total de cerca de 20 elementos, vão encher o palco do Castelo como nunca se viu, em movimento, colorido e desconcerto. Para o público europeu, a componente de dança “butoh”, uma dança do absurdo, do grotesco e do tabu, com raízes na cultura de protesto japonesa, será a mais surpreendente, mas o verdadeiro escândalo chega da música em si, uma orquestra de metais, cordas e percussões nos limites delirantes do jazz, com influências japonesas, rock, funk, ska, música latina e balcânica e improvisação. Criada em 1988 pelo baixista Daisuke Fuwa, seu líder de sempre, a orquestra tem espantado públicos um pouco por todo o mundo, desde Glastonbury ao Fuji Rock Festival, que encerraram quatro anos consecutivos. Em japonês “shibusa shirazu” significa “nunca estejas composto”, no extremo oposto da postura elegante das “big bands” clássicas. Esta é a “big band” menos clássica do mundo e este espetáculo vai ser um marco do FMM. REIJSEGER FRAANJE SYLLA (Holanda / Senegal) O holandês Ernst Reijseger é um dos grandes músicos europeus do nosso tempo, um violoncelista explorador que descobrimos constantemente pisando caminhos novos na música erudita contemporânea, no jazz vanguardista, na música improvisada e nas fusões étnicas. Neste projeto junta a sua sensibilidade à de dois dos seus companheiros de aventura preferidos, Harmen Fraanje, pianista, holandês como ele, e Mola Sylla, cantor e percussionista senegalês radicado na Holanda, que têm trabalhado juntos em vários projetos, entre os quais bandas sonoras de filmes do mestre alemão Werner Herzog. “Down Deep”, o disco que lançaram este ano, tem linhas de expressão melódica de levar às lágrimas, ao mesmo tempo que há sempre uma película de dissonância e ruído que parece rodear a beleza, defendendo-lhe o flanco do ataque das emoções fáceis. Quando Sylla canta em Wolof e nos faz lembrar um mbalax ao retardador, quando Fraanje traça uma linha de piano que recorda os voos do jazz nórdico, quando Reiseger toca uma versão contrariada de uma das mais emotivas árias da ópera, nada é típico, nada é imediato, nada é direto, mas é tudo muito belo. BATIDA (Portugal / Angola) Nascido no Huambo e criado nos subúrbios de Lisboa, Pedro Coquenão é o luso-angolano que criou a Batida. O sonho que está a viver com este projeto, que é o sonho de unir através da música as duas metades da sua identidade, começou na rádio, em particular quando fundou o coletivo Fazuma e se dedicou a promover música e artistas independentes e a produzir videoclipes e documentários ligados à música mestiça. Batida tem esta marca multidisciplinar, em que a música se expande pelo vídeo, dança, poesia, fotografia, documentário e rádio, num movimento perpétuo de procura de cúmplices artísticos. Resultado de muitas viagens, escutas e experiências, a estética encontrada combina a música angolana dos anos 60 e 70 com a música urbana atual. “Batida”, o álbum, foi lançado internacionalmente pela Soundway Records em 2012, com um coro elogioso da crítica, destacando-se a voz da revista Songlines, para quem Batida “muda o cenário da música afroeletrónica do século XXI”. Depois de fechar o FMM em 2010, Batida regressa em 2013 como um dos projetos portugueses mais internacionais do momento. Há um novo disco agendado para este ano e Sines vai cá estar para dançá-lo. HASSAN EL GADIRI & TRANCE MISSION (Marrocos / Bélgica) Com origens na África subsariana, o gnawa é um género híbrido entre expressão musical, rito local da religião islâmica e prática terapêutica. Levada por escravos para Marrocos há cerca de quatro séculos, é um estilo musical em que, à semelhança por exemplo da tarantela em Itália, o estado de transe que provoca tem um efeito tão libertador que lhe são atribuídas propriedades curativas. Em Trance Mission, dança-se ao som de um gnawa especial, fundido com jazz de derivações free e riffs de afrobeat. Criado pelo saxofonista belga Grégoire Tirtiaux, já não é um projeto de gnawa tradicional, mas continua a ser gnawa verdadeiro, não fosse a sua estrela nesta formação o mestre Hassan “El Gadiri” Zgarhi, originário de Marraquexe. O grupo que vamos ver em Sines é formado por nove elementos: três norte-africanos, a quem cabe o canto e a percussão hipnótica da “qarqaba”, e seis europeus (incluindo o baterista português João Lobo), que constituem o motor jazz da orquestra. Tanto uns como outros são experimentados improvisadores e o que se pode esperar deste concerto é um encontro em que todos se deixam levar para os mais elevados graus de liberdade que cada um dos seus géneros representam. ALINE FRAZÃO (Angola / Portugal) Aline Frazão é mais uma representante do poder feminino na divisão cantautora da música atual – neste caso específico, da música em que a lusofonia é uma partilha sem precisar de ser uma bandeira. Angolana de Luanda, onde nasceu e cresceu, pisou pela primeira vez um palco aos 9 anos e aos 15 começou a compor à guitarra. Entre 2006 e 2009, fez a universidade em Lisboa e começou a colaborar em projetos de música e teatro. Depois, voou para Barcelona, onde criou o projeto “A Minha Embala”, com um álbum único lançado em 2011. Seguiram-se dois anos em Madrid, a tocar a solo em bares e salas. Ainda em Espanha, apaixonou-se por Santiago de Compostela, onde se tornou artista profissional e conheceu os músicos que a acompanham: o contrabaixista cubano Jose Manuel Díaz e o percussionista galego Carlos Freire. Em todo este percurso, foi-se consolidando num universo estético com raízes angolanas e influências brasileiras, cabo-verdianas, portuguesas e jazzísticas. Lançou o primeiro disco a solo, “Clave Bantu”, em 2011 e prepara-se para lançar o segundo em 2013. Entretanto, voltou a viver a Lisboa e desce a Sines com uma mala coberta de autocolantes de viagens. MU (Portugal) Mu é o nome de um continente mítico, desaparecido nas águas do Atlântico ou do Pacífico (as teses divergem), que teria sido a origem comum de muitas das grandes civilizações da Humanidade, do Egito à Índia, da Grécia à América Central. A ciência desmente a existência de Mu, mas a ideia de um lugar onde estariam situadas as raízes de toda a grandeza cultural que depois se espalhou pelo mundo continua inspiradora. MU, a banda, segue-a, e, desde 2003, dedica-se a unir o que musicalmente só aparenta estar separado. A sua obra de fusão folk exprime-se desde logo nos instrumentos, provenientes de Portugal, Índia, Suécia, Egito, Brasil, Marrocos, Austrália, entre outras origens. Depois há a alegria com que este sexteto do Porto os toca e com que leva avante a sua missão autoproposta de “fazer o mundo dançar”. Em disco, podem ser ouvidos em “Mundanças” (2005), “Casa Nostra” (2008) - álbum que lhes valeu o Prémio Carlos Paredes 2009 - e “Folhas Que Ardem” (2012). Ao vivo, vão poder ser ouvidos em Sines, onde atuam pela primeira vez no ano em que comemoram uma década de carreira.»

03 dezembro, 2012

Etnias 2012... E Desta Vez com Ollin Kan Incorporado!

É de festejar! A décima edição do Etnias decorre no Porto nos dias 13, 14 e 15 de Dezembro e apresenta uma parceria inédita com o Festival Ollin Kan (aquele que nasceu no México mas teve várias extensões no nosso país nos últimos anos). Desta vez, o Etnias começa na sua casa-mãe, o Contagiarte, dia 13, com concertos de Rodrik, Curasom e Re-Timbrar e uma sessão de DJ do nosso querido Osga, para mais uma Noite Folk. Dia 14, o Etnias salta para a Casa da Música, e em parceria com o Ollin Kan, para a apresentação de concertos do brasileiro Kristoff Silva, dos espanhóis Zoobazar (na foto) e dos Mu, acabando a noite no Contagiarte com uma sessão de DJ de, pois, António Pires. E encerra no dia 15, no Contagiarte, com espectáculos de Adducantur, Lugares da Pele e Slap Hand To Hand e uma sessão de DJ de Goldenlocks. Neste último dia, o Contagiarte faz anos e aqui vão, desde já, os Parabéns antecipados! O comunicado oficial: «ETNIAS / OLLIN KAN 2012 13, 14 e 15 de Dezembro Parceria Contagiarte e Bartilotti Produções Locais de apresentação espaço Contagiarte e Casa da Música Apresentação da parceria Olin Kan / Etnias Nas suas 5ª edição – Ollin Kan – e 10ª edição – Etnias – os festivais juntam- se numa parceria que fortifica ambos, sublinhando a sua missão, cruzando os seus públicos e enriquecendo os conteúdos programáticos. Juntos, queremos marcar a diferença! O Festival de Músicas do Mundo Etnias celebra os sons inspirados nos cinco continentes e promove a harmonia e o entendimento entre culturas. Ritmos diversificados de instrumentos musicais oriundos de culturas espalhadas pelo mundo, fundem-se, e propiciam um encantamento e fervilhar emocionante que se traduzem em alegria e festa. Uma comemoração à diversidade cultural. O Festival Internacional das Culturas em Resistência Ollin Kan é uma aproximação a um outro olhar, aquele que resistiu e defendeu as suas heranças e alternativas culturais, sendo um dos festivais mais importantes do mundo. O Festival Ollin Kan é assim um encontro vigoroso entre os povos que nos brindam com músicas e danças provenientes de todos os continentes. PROGRAMA DIA 13, QUINTA-FEIRA, espaço Contagiarte ABERTURA do Etnias / Ollin Kan 22h00 RODRIK Mal ouvi o som de um didgeridoo e tive a oportunidade de o experimentar, senti uma enorme ligação ao instrumento. Desde então, liguei-me ao movimento de músicos de didgeridoo existente em Barcelona e, experientes, comecei a tocar didgeridoo de uma forma mais regular e disciplinada, participando em encontros, jam sessions, festivais e concertos. Descobri no didgeridoo exteriorizando através dele toda a minha musicalidade interior e misturando-a com variados estilos musicais. Durante este período de pesquisa e descoberta participei em oficinas com os mais influentes e referenciados artistas contemporâneos do dodgeridoo, provenientes de diversas partes do mundo. Também fiz uma longa viagem pela Europa, tendo como principal referência a música de didgeridoo. Tive a oportunidade de tocar em bares, clubes e festivais, sempre á procura de novas com a ajuda de músicos mais uma poderosa forma de expressão, meditação e relaxamento, fusões musicais, tendo tocado com variadíssimos músicos, de música country, jazz, funk, étnica, ritmos tribais, africanos, sul-americanos, folk e até música electrónica. Esta experiência fortaleceu a minha relação com o didgeridoo, tornando-se numa das minhas maiores paixões. Actualmente estou a desenvolver diferentes projectos musicais, e também aproveito os tempos livres para explorar e experimentar novas e diferentes fusões musicais. Básicamente, a minha intenção é promover o dodgeridoo nas suas variadas potencialidades e possibilidades e espalhar a mensagem do dodgeridoo por todo o mundo. http://rodrik.bandcamp.com/ 23h00 CURASOM Apresentação do projecto CURASOM, uma marca que levará aos portuenses e portugueses diversos instrumentos eruditos e oriundos de diversas partes do mundo. Há um enredo em volta deste conceito. O Som leva-nos à ORIGEM do MUNDO, deixa-nos navegar no nosso íntimo ser e desperta o nosso ser criança (...) Ricardo Swami Saudade, mentor do projecto Curasom, além de uma breve apresentação do projecto e dos instrumentos utilizados para o mesmo, que podem ser inclusive experimentados pelo público, irá congratular-nos com um pequeno concerto de Space Drum. www.curasom.pt 23h30 RE-TIMBRAR (...) Numa fusão de tradição e contemporaneidade, cria-se, assim, a novidade. Com a acção de todos, e as influencias de cada um, cria-se, assim, um estilo musical global: novo e antigo, local e longinquo, todas as visões são benvindas neste processo de redescoberta das raízes específicas da música portuguesa. (...) A oficina procura, em palco ou fora dele, sensibilizar o público, divulgando o potencial rítmico e melódico dos instrumentos de percussão portugueses, inserindo- os nos variados géneros musicais. Parte-se de um pressuposto de participação de todos, sendo que todos são, então, público, e simultaneamente, parte activa da actuação. Misturando o tradicional, tantas vezes esquecido e mal-amado, com o contemporâneo e actual, a oficina Re-Timbrar procura reconciliar a música com a tradição. Tornando todas as pessoas parte deste movimento, impulsiona-se a música portuguesa, incentivando a criação de novas sonoridades tradicionais. Numa fusão de tradição e contemporaneidade, cria-se, assim, a novidade. Com a acção de todos, e as influências de cada um, cria-se, assim, um estilo musical global: novo e antigo, local e longínquo, todas as visões são bem-vindas neste processo de redescoberta das raízes específicas da música portuguesa. www.retimbrar.pt.vu Sonoridades, dia 13: NOITES FOLK com Osga (programador do festival Etnias) DIA 14, SEXTA-FEIRA, Casa da Música KRISTOFF SILVA 22h30 Kristoff Silva, natural de Belo Horizonte, é reconhecidamente um dos artistas mais versáteis da sua geração. Actua como violonista, cantor, compositor, professor de teoria musical e autor de músicas para teatro e dança. Em 14 anos de profissão, já se apresentou ao lado de artistas como Caetano Velloso, Elza Soares, Zé Miguel Wisnik, do diretor teatral Zé Celso Martinez Correa, das cantoras Mônica Salmaso, Alda Rezende, Ná Ozzetti, Virgínia Rosa, além da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e do grupo UAKTI. Recentemente foi seleccionado entre mais de 1410 artistas inscritos em todo o Brasil, no projeto "Rumos Itaú Cultural", que faz uma cartografia da produção musical feita atualmente no país. Escreveu o 'Livro de Partituras' de Zé Miguel Wisnik, elogiado por Arthur Nestrovski como "as mais bem grafadas da canção brasileira até hoje". www.kristoffsilva.com.br 23h30 ZOOBAZAR Os ZOOBAZAR são um quarteto de música do mundo de Madrid, cujos membros já tocaram nas bandas mais importantes de música do mundo de Espanha, tais como RADIO TARIFA, LA MUSGANA, ELISEO PARRA, JAVIER PAXARINO, MASTRETA... A banda quis experimentar um novo mundo de sons e criar uma nova fronteira instrumental, baseada na música tradicional, combinando vários elementos mediterrâneos, como o folklore ibérico, musica dos Balcãs, da Grécia, da Turquia, Médio Oriente, África do norte, Flamenco e Rock, Funk, Jazz e Música Indiana. Os ZOOBAZAR conseguem criar um som muito pessoal e único ao compor melodias claras e cativantes, entrelaçadas com solos virtuosos e hábeis baseados em ritmos fortes e sólidos e grooves com arranjos de diferentes progressos harmónicos. Também sabem encantar os ouvintes com melodias profundas e lentas ao usar introduções longas tipo “taksim” (solos Árabes) nas quais expressam com os seus instrumentos um leque variado de sensações musicais, sendo o sílêncio uma parte importante da música e elevando o público a uma nova dimensão musical. (...) Os ZOOBAZAR são Amir-John Haddad - Ud árabe acustico e eléctrico, Saz Turco e buzuki. Diego Galaz - Violino, Violino-trompete (stroviol) e Mandolim. Pablo Martin – bateria e percussões, como durbake, riq, bendir etc. Hector Tellini – Baixo electrico. www.zoobazar.es 00H30 MU Os Mu iniciaram o seu percurso musical em 2003. Em busca de fusão e de experimentação no seio da música tradicional, muitos foram, e continuam a ser, os estilos que caracterizam esta banda portuguesa. Os seus membros dedicam-se aos mais variados instrumentos provenientes dos quatro cantos do mundo, o que permite a este projecto viajar por distintas culturas e sonoridades tradicionais e de fusão. A junção de instrumentos oriundos da Índia, Suécia, Egipto, Brasil, Marrocos, Austrália, entre outros, permitiu aos Mu descobrir na música uma viagem por mundos perdidos e resgatá-los atá à actualidade. Entre danças esvoaçantes, vozes femininas e instrumentos variados, os Mu criam ao vivo um momento de alegria contagiante. Nos seus espectáculos, a energia viaja no ar impelindo-os a dançar num mundo sem limites. (...) Ao longo do seu percurso os MU contam já com três trabalhos discográficos, Mundanças (2005), Casanostra(2008) e Folhas que Ardem (2012). www.mu.com.sapo.pt Sonoridades, dia 14: WORLD MUSIC PARTY com António Pires (autor do blog Raízes e Antenas), no espaço Contagiarte. DIA 15, SÁBADO, espaço Contagiarte ADDUCANTUR Addūcantur é do mundo e faz-se com amor às sonoridades, umas longínquas e outras de bem perto e é essa sugestiva fusão que nos leva em viagens... e invade os corpos É em 2008 que surgem das cordas obstinadas e vibrantes de José Correia e Nuno Silva, as primeiras composições musicais deste projecto que com um percurso atipico foi-se afinando as exigências da música. que se apresentou, num golpe de ousadia criativa afirmou-se recentemente como Addūcantur. Addūcantur é do mundo e faz-se com amor às sonoridades, umas longínquas e outras de bem perto e é essa sugestiva fusão que nos leva em viagens, a sítios cuja atmosfera onírica nos faz pensar conhecer de uma memória ou de um sonho. A música é para ouvir, observar e absorver, a sua natureza Se foi com o nome Elementos contemplativa e densa, desenha fluídos fraseados de humores oscilantes, entre o carácter complexo da música erudita e a pureza da música étnica. É com enorme prazer que Eloísa d´Ascensão na Voz; José Correia na guitarra clássica, guitarra acústica fretless, duduk e flauta de bisel contralto ; Luiza Bragança no sintetizador/piano; Nuno Silva no saz, santur persa, oud e bouzouki e Sérgio Henrique no tar, riq, darbuka e udu, vos convidam a viajar. www.facebook.com/adducantur 23h00 LUGARES DA PELE Stong Pa Nyid E Iris Lican combinam a fotografia e o movimento num trabalho de criação em tempo real. Todas as imagens foram criadas n relação imediata com os lugares escolhidos e com a ressonância de cada uma consigo mesma., com o local e com a outra. Esta performance combina exposição fotográfica com dança e movimento. O corpo atravessa os espaços da exposição , circulando entre salas, entrando e saindo de lugares, peles, rostos, identidades. Sendo alternadamente questionador, ritual, parte das próprias paredes, terreno e etéreo. Assim, o público é convidado a apuarar o olhar, porque há partes que vê, outras que não. E ninguém vê exactamente a mesma performance. (...) No final, propõe-se uma conversa aberta entre criadoras e audiência (...) dissolvendo a barreira entre artista e público, alargando a experiência. espectador, criador, elemento neutro, elemento Criação e interpretação Iris Lican e Stong Pa Nyid Fotografia Stong Pa Nyid Movimento Iris Lican Som Baltazar Molina www.irislican.com 23h30 SLAP HAND TO HAND Slap – Hand To Hand é uma banda baseada na percussão da África Ocidental, misturando diferentes ritmos, rituais, histórias e culturas. A música Mandinga/ Griot representada pelos Djembes, Dununs e Balafon funde-se com a cultura contemporânea através deVjing e Sampling usando o Resolume e instrumentos como o Akai MPD Sampler. É objectivo desta banda misturar a cultura Mandinga/Riot com a urbana, sem deturpar a origem, fazendo um apelo constante aos sentidos e às memórias intrinsecas à genética colectiva. Os percussionistas escondem nas entrelinhas desta sonoridade ritmos e melodias com origem em simbolos ancestrais que são a resposta para transes de várias castas. Mais do que percussionistas, mais do que músicos, os Slap trabalham a partir de uma herança, transformando a urbe num campo de terra onde a poeira levanta a cada batida. Davidian Lopes :: Francisco Rodrigues Bento :: Francisco Aviztía :: Lascas :: Pedro Petronilho :: Pedro Adrega Sonoridades, dia 15: WORLD MUSIC PARTY com Dj Goldenlocks (mentora das noites vibrantes Fuego y Tumbao) Comemoração do 9º aniversário do espaço Contagiarte Contactos produção: contagiarte@contagiarte.pt danielareis.contagiarte@gmail.com asaltao.contagiarte@gmail.com carlos.bartilotti@gmail.com 222 000 682 / 91 604 71 01 Contagiarte – espaço de sensibilização, formação e dinamica culturais Rua Álvares Cabral, nº372 4050-040 Porto»

01 maio, 2012

MUN’Danças 2012 – Festival de Danças no Mondego

Em ano «sabático» do Andanças, os bailantes de bichos-carpinteiros nos pés têm uma boa alternativa ao festival organizado pela PédeXumbo: o novo MUN'Danças, que decorre em dois locais diferentes e em semanas consecutivas: Torres do Mondego e Aldeia Viçosa. O comunicado: «MUN'DANÇAS ANTECIPADA DE BILHETES Vem aí um novo festival de dança e música contemporâneas com ligações às tradições - portuguesas e de outras partes do mundo: MUN’Danças 2012 – Festival de Danças no Mondego: O festival MUN’Danças decorre de 26 a 29 de Julho na Praia Fluvial de Torres do Mondego (Coimbra) e na Praia Fluvial de Aldeia Viçosa (Guarda) entre 1 e 3 de Agosto, seguido de FESTA DA ALDEIA no dia 4 de Agosto. CONCERTOS E BAILES FOLK: Pé na Terra | Mándragora | Mu | Toques do Caramulo | Karrossel | Uxu Kalhus | A Barca dos Castiços | Mosca Tosca | Martina Quiere Bailar (Espanha) | Realejo | MagMell | Monte Lunai | Ósmavati | Girasol | Sons Libres (França) | Xtramonio (Espanha) | Spakkabrianza (Itália) | Docakene (Burkina Faso /Costa do Marfim) | Les Zeóles (França) | Beltaine (Polónia) OFICINAS DE DANÇA: Alexandre Matias l Danças Europeias e 'Toscas' Diana Azevedo l Danças Europeias e Portuguesas Daniel Peces l Danças Castellanas Monica Savá l Danças Italianas Lisou l Danças Francesas e Bascas Patrícia Vieira l Danças Irlandesas Eva Azevedo + Paulo das cavernas l Danças Africanas Rute Mar l Danças Europeias Anzoumana Kaba l Danças tribais Africanas Pablo Dias l Forró OFICINAS DE MÚSICA: Amadeu Magalhães - cavaquinho; percussão e gaita de foles. Musicos de Xtramonio: Bouzouki- Jose Luis Dou; Gaita escocesa/biniou bretón- Pachu Cuesta; Bombarda Bretona- Javier Chacon; Bodhran- Jose Manuel Benito OFICINAS INFANTIS e OFICINAS DE PERMACULTURA: Sílvia da Floresta OFICINAS DE MEDITAÇÃO E RELAXAMENTO 2012 TEM CARTAZ E PROGRAMAÇÃO FECHADOS E INICIOU A VENDA REALIZADORES: Tiago Pereira (tradições orais) | Daniel Pinheiro (natureza) MERCADOS: - Artesanato tradicional e contemporâneo; - Frescos locais e alimentos biológicos - Mercado solidário Outras actividades: Actividades no rio | passeios na natureza e nas paisagens culturais | visitas a aldeias | palestras | Tertúlias culturais I Mostra de vídeos I Ateliers de som e imagem BILHETES: Os bilhetes já se encontram disponíveis para venda no site e o pagamento pode ser efectuado através de transferência bancária e com descontos significativos. Quem obter o bilhete geral (Coimbra + Guarda) até 13 de Maio pagará apenas €90 o que permitirá uma poupança de €38 face ao preço praticado a partir de 15 de Julho. Os detentores de bilhete geral terão acesso gratuito aos bailes e concertos do dia 4 de Agosto, na FESTA DA ALDEIA. Apenas até 13 de Maio, quem obter o bilhete geral para as Torres do Mondego (Coimbra) pagará €56, tendo em conta que o preço aumentará consoante a data de aproximação ao festival subindo para o valor total de €80. Quanto ao bilhete para Aldeia Viçosa (Guarda), até 13 de Maio o preço em vigor é de €41 aumentando substancialmente este preço até aos €58. Quanto aos bilhetes pontuais, os seus preços variam para cada dia, entre 4-5€ (oficinas), 16-20€ (preço 'noite', para concertos e bailes) e 20-25€ (preço 'dia', que inclui oficinas + concertos e bailes). Mais informações em: Festival MUN'Danças 2012 http://mundancasfestival.wordpress.com/ APD-PPM, Associação de Projecto e Desenvolvimento do Parque Patrimonial do Mondego www.parquepatrimonialmondego.com» Siga o MUN’Danças e confirme a sua presença no FACEBOOK do festival: https://www.facebook.com/pages/Festival-de-dan%C3%A7as-no-Mondego/247181955332194

01 dezembro, 2011

Etnias 2011 com Né Ladeiras, Karrossel e... Uma Grande Surpresa!


Vem aí mais um festival Etnias e, mais uma vez, a coincidir com o aniversário da sua casa, o Contagiarte. Também vou lá estar, assim como os Karrossel, Rogerinho do Acordeon e Miguel Fuá, Cia Flamenco Con Temple, Intia Mundon, Né Ladeiras (na foto, de Susana Paiva) e Drop Etnica, entre outros. Cereja em cima do bolo e surpresa absoluta: um espectáculo conjunto -- e inédito! -- que vai juntar em palco os Galandum Galundaina, Mu e Pé na Terra.


Etnias 2011
Festival de Músicas do Mundo

9ª Edição
Dias 8, 9 e 10 de Dezembro no espaço Contagiarte


Há nove edições atrás estávamos expectantes… era a primeira edição de um festival de música produzido pela Acaro somado à inauguração de um novo projecto da associação – o espaço Contagiarte.

Passado todo este tempo continuamos expectantes… O festival de músicas do mundo – Etnias vai reunir na edição deste ano magníficos nomes da música feita em Portugal. Galandum Galundaina, Né Ladeiras, Mu, Pé na Terra, entre outros, vão fazer desta edição algo de muito especial que irá perdurar na memória de todos os que assistam, assim esperamos.

O Etnias é um festival que quer celebrar as sonoridades e danças de povos do mundo, um evento que promove a harmonia e o entendimento entre culturas. Este festival é para nós – acaro/contagiarte – o nosso cartão de cidadão. Sem dúvida que este evento anual espelha muito bem quem somos. O Etnias nasceu connosco e em conjunto vamos celebrar dois mil novecentos e vinte dias de existência!


Programação


Dia 8 / Quinta-feira

22H00
DROP ETNICA
"Ao ritmo da impermanência"
A residência artística itinerante (RAI) é uma viagem que une várias cidades da Europa num contexto musical. A criação de novos conteúdos sob influência de culturas distintas, faz ponte para novas margens de texturas sonoras. A performance proposta por Renato Oliveira e Mariana Root é o resultado de uma colecção de materiais recheados da vivência de um mês em Portugal, Espanha, Franca, Suíça e Itália. O processo da residência foi feita via terrestre num camião com o intuito de apresentar no palco da rua a progressão do trabalho.
Os instrumentos utilizados foram ajustados á mobilidade dos artistas, sendo o set composto por voz, didgeridoo, shruti Box, flauta de harmónicos, mini kit de bateria e beat Box. (…) a identidade deste projecto expressa-se muitas vezes através de "tradições" variadas que, embora sejam frequentemente invenções recentes, apelam a uma certa noção de passado.

23H30
KARROSSEL

Do gosto pela DANÇA e pela MÚSICA, nascem na cidade do Porto os KARROSSEL em 2009.
Fruto de recolha e pesquisa, ensinam danças tradicionais, essencialmente portuguesas, mas também do resto da Europa.
Num espírito de festa, os KARROSSEL propõem uma viagem pelo mundo da música tradicional, onde o público é convidado a participar, num rodopio de danças!
Desde o Vira do Minho, o Fado Batido, até à Troika da Rússia, passando pela Bretanha, Roménia, Lituânia, e tantas outras culturas, regressando sempre a Portugal num diálogo constante com o público... os KARROSSEL põem todos a andar à roda!

HUGO OSGA - Bul Bul Tarang, dum dum, didgeridoo / RICARDO COELHO - Gaitas de Foles Portuguesa, Galega, Bulgara, Francesa, Flauta transversal, Sopros / NUNO ENCARNAÇÃO - Cajon, Derbouka, Riq, Percussões / SÉRGIO CARDOSO - Clarinete, Flauta transversal / FERRER LEANDRO – Guitarra
DIANA AZEVEDO - Recolha e ensino de danças tradicionais

Sonoridades: OSGA programador do festival Etnias e mentor do projecto NOITES FOLK, projecto residente no espaço Contagiarte



Dia 9 / Sexta-feira

22H00
INTIA MUNDON

O projecto INTIA MUNDON tem como objectivo principal dar a conhecer os temas originais de Ferrer Leandro, temas estes que fazem parte de experiências musicais que vão do jazz ao jazz Manouche, do Flamenco ao Fado. A dupla de Guitarras do Duo INTIA MUNDON de Ferrer Leandro e António Dias, são um misto de energias circenses, pintadas de coloridos vários e com sensações emocionais que vão do intimismo bucólico ao alegre timidamente eufórico. É de experimentar ver e ouvir...


23H00
Cia Flamenco Con Temple apresenta Contratempos
Companhia residente no espaço Contagiarte
com Ana Pinhal e Francisco Almeida

Há um ditado castelhano que determina que "No hay mal que por bien no venga". Numa peculiar homenagem aos contratempos que nos temos deparado fora e dentro das coreografias, apresentamos "Contratempos II" com alegria. Alegria que marca a chegada de dois novos membros ao nosso projecto.

Baile:Catarina Ferreira; Ana Silva Cante: Ana Pinhal Guitarra: Francisco Almeida Cajón: Zagalo



23H30
NÉ LADEIRAS
Está de volta um dos mais relevantes valores da música tradicional portuguesa: Né Ladeiras. A antiga voz de Brigada Victor Jara, Banda do Casaco e Trovante tem dois novos trabalhos, depois de uma década: o que será apresentado, espectáculo Tradição com o reportório de Trás os Montes revisitado.
Tradição é um espectáculo dedicado à herança cultural da música de raiz portuguesa e revela-se na fusão de novos ritmos multiculturais. Baseia-se na essência da vida, nas histórias do povo e na espiritualidade que se interroga pelos muitos cantos miscigenados da geografia humana.
Para onde caminha a “tradição”? Será que é a cultura que define um povo, ou um povo pode interagir permanentemente com a sua herança e reescrever as narrativas que a acolhem em outras latitudes?
O Atlântico, segundo as palavras de Né Ladeiras e Chico César aquando da sua parceria na Expo98 (mais tarde assumida na forma do cd Da Minha Voz, 2001) é o berço de almas irmãs unidas pelas águas maternas; águas que lavam o Cabo da Roca e o Cabo Branco são uma só e tal como as canções elas se misturam: voluteiam. Tradição pode ser o Beradêro enleado na Fonte do Salgueirinho. Nota: Neste momento, o álbum conceptual encontra-se em preparação desde há 2 anos contando com Winga (Blasted Mechanism) e Ari (Blasted Mechanism), Corvos e Jaime Lafuente (Caracol Andador), para além dos músicos que compõem o grupo de trabalho, designadamente Rui Cunha, Gonçalo Almeida, Gonçalo Marques. Colaboração a sublinhar também, desde os anos da Banda do Casaco é a de António Pinho que a compositora convidou para escrever as letras das canções. Os sons de raiz voltam a ser recuperados pela cantora que, paralelamente, tem estado a trabalhar no terreno sobre o Património Cultural e Imaterial do concelho de Torres Novas. É o oitavo título na discografia de Né Ladeiras, em tempos colaboradora de Sétima Legião e Heróis do Mar.
Voz – Né Ladeiras / Gaita Mirandesa, Gaita Sueca, Gaita Galega, Uilleann Pipe, Flautas de Lata e de Bambu – Gonçalo Marques / Bouzouki, Guitarra Folk – Rui Cunha / Baixo eléctrico – Ary / Guitarra Folk, Braguesa, Campaniça, Cavaquinho – Gonçalo Almeida / Bombo português, Alfaia, Tama, Darabuka, Djembé, Didjeridoo, Búzio – Winga Técnico de som: Dominique borde / Produção: Rossana Ribeiro





Sonoridades: ANTÓNIO PIRES (World Music)


António Pires, DJ de World Music - Músicas de raiz tradicional embora «contaminadas» por novas linguagens musicais (o rock, a electrónica, o ska, o funk...) e nelas havendo também lugar para músicas «das margens» como o kuduro angolano, o reggaeton, o baile funk brasileiro ou o kwaito sul-africano, numa longa viagem musical com... raízes e antenas http://raizeseantenas.blogspot.com/

(...) António Pires, DJ e jornalista de música, pertenceu aos quadros do jornal BLITZ durante 20 anos (1986/2006), do qual foi Chefe de Redacção durante 12 anos (1989/2001). Publicou também textos no «Se7e», «Expresso», «A Capital», «Revista de Cinema», «Face» e «Mini International», entre outros jornais e revistas. Realizou e/ou colaborou em programas de rádio na RUT (Rádio Universidade Tejo, segunda metade dos anos 80) e na NRJ - Rádio Energia (início dos anos 90). Foi actor de teatro do grupo Arte Viva, no Barreiro, durante dez anos. Frequentou durante três anos o Curso de História da Faculdade de Letras de Lisboa e completou o Curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema (Conservatório Nacional). Dá aulas de «História da Indústria Discográfica» na ETIC (Lisboa) e na Restart (Lisboa), escola onde também leccionou a cadeira de «História do Espectáculo no Séc.XX». Neste momento é jornalista free-lancer e responsável pelo blog Raízes e Antenas, dedicado à world music, folk, músicas tradicionais e étnicas e às suas margens e fusões; sendo também DJ nas horas vagas. Colabora com as revistas «Time Out Lisboa» e «Magazine.HD» e com o jornal diário «i». É o autor do livro «As Lendas do Quarteto 1111», biografia deste mítico grupo rock português e tem textos publicados noutros livros:- «Rádio Macau: Livro Pirata» e «Contra Danças Não Há Argumentos», dedicado ao festival Andanças.




Dia 10 / Sábado

22H30
PERFORMANCE DE DANÇA ORIENTAL
por Charlotte Bispo (bailarina e formadora no Centro de Formação Cultural acaro/contagiarte)

Tendo como berço a Ìndia, as origens da D.Oriental provêm do sagrado. As dançarinas comunicavam com as deusas, exprimindo-se em danças ritualistas ligadas à natureza, à reprodução, à fecundação, à mulher, à "Deusa-mãe", através de movimentos da bacia e ventre que elas louvavam ao redor da fogueira, fogueira essa que, para os primitivos, simbolizava luz e alimento (...) A Dança Oriental representa a vida quotidiana das mulheres dos países árabes. Ela representa todo o tipo de emoções, sentimentos e expressão feminina. Com esta performance vão ser transportados à essência da cultura àrabe através do prazer de uma partilha de emoções em total liberdade e em comunhão com a energia feminina.



23H00
GALANDUM GALUNDAINA + MU + PÉ NA TERRA

"À semelhança dos três grandes cantautores portugueses Fausto, Sérgio Godinho e José Mario Branco, uma nova geração decidiu criar um espectáculo para eternizar a sua posição neste novo ciclo musical das musicas do mundo que se vive em Portugal - Galandum Galundaina, Pé Na Terra e MU. juntos no mesmo palco, cantando e tocando as musicas que ao longo destes anos, têm feito dos olhos de quem os vê, brilho estrelar!"

Galandum Galundaina é um grupo de música tradicional mirandesa criado com o objectivo de recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e a língua das terras de Miranda.
Em 15 anos de existência o grupo desenvolveu vários trabalhos. Para além da edição de três discos e do DVD ao vivo, também são de sua responsabilidade a padronização da gaita-de-foles mirandesa e a organização do Festival Itinerante de Cultura Tradicional "L Burro i l Gueiteiro".
Ao longo dos últimos anos o grupo interessou-se pela construção de instrumentos musicais de raiz tradicional e actualmente grande parte dos instrumentos usados em concerto são da sua autoria.
Os álbuns editados têm tido uma excelente apreciação pela crítica especializada. Em 2010 para além da atribuição do Prémio Megafone, o álbum Senhor Galandum foi reconhecido pelos jornais Público e Blitz como um dos dez melhores álbuns nacionais.
Do roteiro do grupo fazem parte alguns dos mais importantes festivais de música tradicional/”world music” em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Cuba, Cabo Verde, Brasil, México e Malásia.
O grupo Galandum Galundaina é composto por quatro elementos: Paulo Preto, Paulo Meirinhos, Alexandre Meirinhos e Manuel Meirinhos.

Os MU iniciaram o seu percurso musical em 2003. Em busca de fusão e de experimentação no seio da música tradicional, muitos foram, e continuam a ser, os estilos que caracterizam esta banda portuguesa.
Os seus membros dedicam-se aos mais variados instrumentos provenientes dos quatro cantos do mundo, o que permite a este projecto viajar por distintas culturas e sonoridades tradicionais e de fusão.
A junção de instrumentos oriundos da Índia, Suécia, Egipto, Brasil, Marrocos, Austrália, entre outros, permitiu aos MU descobrir na música uma viagem por mundos perdidos e resgatá-los até à actualidade.

Entre danças esvoaçantes, vozes femininas e instrumentos variados, os MU criam ao vivo um momento de alegria contagiante. Nos seus espectáculos, a energia viaja no ar, e invade os corpos impelindo-os a dançar num mundo sem limites.

Ao longo do seu percurso, os MU contam já com dois trabalhos discográficos, Mundanças (2005) e Casanostra (2008).

Os Pé na Terra nascem em 2005 com três elementos: Cristina Castro, Ricardo Coelho e Tiago Soares. Com forte influência na recolha e interpretação de temas tradicionais portugueses e na criação de temas originais, este projecto usava apenas instrumentos das nossas terras.
Em 2006 partem para uma nova formação. Integram, então, o grupo, Tânia Pires, Rui Leal e Rui Pedro, percorrendo Portugal e Espanha em diversos palcos, bares e festivais.
Em 2007 o grupo sofre novas mudanças. Mantendo-se os membros iniciais e juntando-se a eles Adérito Pinto e Hélio Ribeiro, que chegados de meios musicais muitos distintos como o rock e o metal, trazem na bagagem um baixo eléctrico e uma guitarra electro-acústica que contribuem para uma nova sonoridade do grupo.
Esse entrelaçado de ideias vai de encontro ao actual movimento de revolução da música tradicional, tendo uma grande aceitação no público em geral, levando assim, o grupo, no final de 2007, à gravação e publicação do seu primeiro álbum.




00h00
ANIVERSÁRIO DO CONTAGIARTE
8 ANOS


00H15
ROGERINHO DO ACORDEON & MIGUEL FUÁ

As noites de Forró no Contagiarte com Rogerinho do Acordeon, Miguel Arruda e convidados têm-se revelado momentos de grande explosão de alegria onde o baile vale por todas as palavras! Xote, côco, baião, para cantar, arrastar o pé no chão e espantar o frio no meio do salão…
Rogerinho do Acordeon, músico e produtor musical, nasceu em Natal – RN, cidade onde o Forró predomina. Ao longo do seu percurso, Rogerinho apresentou-se em vários estados do Brasil e na Europa, em Inglaterra, Bélgica, Alemanha, França, Suíça e Espanha. Como PRODUTOR MUSICAL realizou o projeto FEEL IT (Londres-UK) (…). Em 2007 abriu o seu próprio Estúdio de Música, o FEELING STUDIO na cidade de Natal - RN, tendo realizado projetos de Áudio e Acústica em Natal e João Pessoa. Atualmente reside na cidade do Porto (…) e em carreira a solo viaja levando a bandeira do forró pé de serra por toda a Europa com o seu grupo de forró ROGERINHO DO ACORDEON & FORRÓ DO BOLE BOLE.

www.facebook.com/rogerinhodoacordeon


Sonoridades: GOLDENLOCKS Dj residente do espaço Contagiarte, mentora do projecto Noites Fuego y Tumbao (latin, brasilian e worldmusic)


Entradas para o festival:

1 dia: 5eur
3 dias: 12eur

24 agosto, 2011

OuTonalidades 2011 - Todos os Nomes


O OuTonalidades -- mais uma vez coordenado pela d'Orfeu -- vai voltar a ligar todo o Portugal com a Galiza. Fique aqui a saber quais os locais e quais os grupos e artistas portugueses e galegos que participam nesta edição:


«15º OuTonalidades - circuito português de música ao vivo
23 Setembro a 17 Dezembro, Portugal + Galiza
Galiza: Melide - Santiago de Compostela - Lugo - Bueu - Cangas - Ourense - O Barco de Valdeorras
Portugal: Chaves - Aljustrel - Guarda - Famalicão da Serra - Viseu - São Joanico
Estarreja - Águeda - Tondela - Lisboa - Évora - Faralhão - Tavira

O OuTonalidades regressa este ano na sua 15ª edição!
De 23 Setembro a 17 Dezembro, o circuito de música ao vivo volta a proporcionar o intercâmbio musical entre Portugal e a Galiza, através de uma vasta rede de espaços que acolhe e promove a música que se faz nos dois países. Durante 12 fins-de-semana, o programa apresenta 57 concertos de 19 grupos em 21 espaços de música ao vivo, com uma ecléctica programação de géneros musicais que vão do jazz ao tradicional, do rock ao tango, do cabaret ao blues, do experimental às músicas do mundo.

Nesta edição, o OuTonalidades marca presença em 13 espaços de música ao vivo por todo o território português, literalmente de norte a sul do país. Este é também o quarto ano da cooperação entre o OuTonalidades e Rede Galega de Música ao Vivo, circuitos congéneres dos dois lados da fronteira, proporcionando a presença de 5 grupos portugueses na Galiza e 8 grupos galegos em Portugal, num total de 38 concertos em regime de intercâmbio luso-galaico.

O circuito é coordenado pela d’Orfeu Associação Cultural, tendo por parceiro estratégico a AGADIC – Axencia Galega das Industrias Culturais, além de inúmeros parceiros, em Portugal e na Galiza (municípios, teatros, associações), na consolidação de uma enorme rede de programação, que é já uma referência nos circuitos de música ao vivo de pequeno formato no ocidente ibérico. A festa do OuTonalidades 2011 está servida!

OS 19 GRUPOS DESTA EDIÇÃO
PORTUGAL: Couple Coffee Duo - Uxu Kalhus - Xícara - O Experimentar Na M'Incomoda (na foto) - King Mokadi - Sofia Ribeiro & Bartolomeo Barenghi Duo - Mu - César Cardoso 5tet - João Gentil & Luís Formiga - Quinteto Nuno Costa - Laia
GALIZA: De Outra Margem - Carlos Childe - Szabo-Silvera Tango - The Crass - La Comandancia - cabRaret - Aló Django - Quempallou

GRUPOS + ESPAÇOS
http://issuu.com/dorfeu/docs/libreto_outonalidades2011


WEB
http://www.dorfeu.pt/OuTonalidades
http://www.facebook.com/outonalidades


CLIPPING
http://dorfeuclipping.blogspot.com/search/label/OuTonalidades»

19 julho, 2011

Andanças 2011 - Concertos, Bailes, Oficinas, Festa.... e, Hermmm, Luta!


O Andanças 2011 decorre de 1 a 7 de Agosto e, como já é habitual, em Carvalhais, S. Pedro do Sul. Aqui em baixo vai um pequeno comunicado e a lista de artistas e grupos que vão dar concertos ou abrilhantar os bailes (incluindo a primeira vez que o Andanças recebe os vencedores do Festival RTP da Canção!). Mas tudo o resto poderá ser consultado em:

http://www.andancas.net/2011/

"O Andanças promove a música e dança de raiz tradicional e popular enquanto meios privilegiados de aprendizagem e intercâmbio transgeracional. Pretende-se que haja uma redescoberta do baile como ritual e experiência social colectiva que potencia a descoberta do outro. É objectivo do festival relembrar as populações que estas expressões são sinónimo de identidade que necessitam ser preservadas de forma a assegurar sobrevivência do património cultural imaterial. Com um olhar contemporâneo, propõe-se a recuperação de tradições musicais e coreográficas num espaço de “desfolclorização” que permita aos participantes serem agentes de uma continuidade social.

Este ano os participantes terão ao seu dispor:

135 bailes e concertos;
120 oficinas de dança (30 países representados);
80 actividades para crianças;
Oficinas de técnicas de meditação e relaxamento;
Passeios pela serra.

Tudo isto num festival que “não fecha”, que não se limita às 19 horas de programação diárias e que acontece devido à acção de 830 artistas, cerca de 800 voluntários e todos aqueles que se dirigem a São Pedro do Sul para participar activamente no festival.

É importante realçar o papel que o voluntariado desempenha no festival. Sem as cerca de 1600 pessoas (incluindo os artistas) que trabalham voluntariamente no festival, oferecendo o que melhor sabem fazer e assegurando todas as tarefas necessárias à sua realização, este não seria possível. O Andanças é um festival de todos e para todos.

Outra questão importante para o Andanças são as práticas sustentáveis. Todos temos consciência do impacto ambiental que qualquer evento de grandes dimensões tem, mas acreditamos que este pode ser reduzido. Neste sentido, todos os anos são implementadas no Andanças novas medidas que pretendem desenvolver nos participantes uma maior consciência ambiental. Este ano, para além das campanhas já habituais, haverá o dia Km Zero. O objectivo deste dia (3 de Agosto) é reduzir a pegada de carbono utilizando produtos e propostas de programação provenientes de um raio de 20km.

O Andanças é um festival produzido pela Associação PédeXumbo com o apoio da Câmara Municipal de São Pedro do Sul, Centro de Promoção Social de Carvalhais e a Junta de Freguesia de Carvalhais. Conjuntamente trabalham com a população local no sentido de produzir um festival de qualidade, que considere as características da área onde se realiza, fazendo um esforço na promoção e divulgação do património cultural e ambiental da região. Foi este ano destacado pelo Turismo de Portugal como um dos eventos Quero Ir.

A PédeXumbo é uma associação que trabalha desde 1998 a promoção da música, instrumentos e danças de origem tradicional, com especial destaque para o património português. Para além do Andanças, a PédeXumbo – sediada em Évora – tem um plano de actividades que se realiza ao longo de todo o ano. É membro do Conselho de Cooperação da Monte-ACE (Agrupamento para o desenvolvimento do Alentejo Central), da Rede Portuguesa da Fundação Anna Lindh e é subsidiada pela DGArtes.


Música – Concertos

A Presença das Formigas
Adufeiras do Pául
Big Band Loureiros
Bruno et Maria
Cantares do Gerês
Com Tradições
Dites 34
Eddy Slap
Extravanca
Fol&Ar
Galandum Galundaina
Guitarra Portuguesa
Joana Bagulho
King Mokadi
Míscaros
Mu
Música Barroca
Nação Vira Lata
Naragonia
Origem Tradicional
Homens da Luta (na foto)
Pilantras e Companhia
Scandill
Sebastião Antunes
Si que Brade
Taças Tibetanas
Tazzuff
Uxu Kalhus

Música – Bailes
Aïlha Mas Trio
Alafum
Alfa Aroba
Baile Alentejo
Baile ao Improviso
Baile de Mastro
Baile de Valsas Mandadas
Baile do Improviso - Aberto a Propostas
Banda Sorte
Big Band Loureiros
Bruno et Maria
Caravana
Celina Piedade
Com Tradições
Duo Absynthe
Fol&Ar
Galandum Galundaina
Grupo de Danças e Cantares de Vila Maior
Grupo de Folclore Terras de Arões
Grupo Etnografico "Os Esparteiros" de Mouriscas
Grupo Folclórico S. Marta de Portuzelo
Guri
Karrossel
King Mokadi
Laefty Lo
Les Valseuzes
Magmell
Míscaros
Mosca Tosca
Mu
Nação Vira Lata
Naragonia
No Mazurka Band
Origem Tradicional
Pantomina
Rancho Folclórico Boidobra
Rancho Folclórico S. Tiado de Silvalde
Rancho Regional Casa do Povo de Ilhavo
Rascanya
Rémi Decker
Scandill
Tazzuff
Toques de Caramulo
Traballo
Três Tristes Trilos
Uxu Kalhus"

07 junho, 2011

Festival de Música Celta de Viana do Castelo (Ou o Eixo Portugal-Galiza)


Que belo programa! A edição de 2011 do Festival Celta de Viana do Castelo faz, de facto, a ponte perfeita entre o Minho e a Galiza, irmanando ainda mais as músicas dos dois lados da fronteira (uma fronteira que, como se sabe, é muito mais política que histórica, linguística ou cultural). O comunicado oficial:


"FESTIVAL DE MÚSICA CELTA | 2 - 17 JULHO | VIANA DO CASTELO | CAPITAL DA CULTURA DO EIXO ATLÂNTICO 2011

De 02 a 17 de Julho, paralelamente à já tradicional Feira do Livro de Viana do Castelo, este ano na sua 31ª edição dedicada à literatura luso-galaica, decorre o Festival de Música Celta no Jardim da Marina, que integra várias representações oriundas desta região transfronteiriça e que pretende, acima de tudo, afirmar o carácter actual e diverso das culturas de cariz tradicional. Este Festival de Música Celta conta com a presença de vários nomes de grande relevo na música de raízes desta região, bem como de algumas propostas em plano emergente que caminham a passos largos para a sua afirmação.

A voz inconfundível da galega Uxía inaugura o palco do festival no dia 2 de Julho, com a apresentação em primeira mão de “Meu Canto”. A tradição rejuvenescida dos Galandum Galundaina, a sonoridade mais modernista dos galegos Marful, a fusão galaico-portuguesa dos Assembly Point ou a energia emanada da banda de Anxo Lorenzo estão também entre os principais destaques da programação do festival.

PROGRAMAÇÃO
02 Jul | sáb | UXÍA (Galiza) + MU (Portugal)
03 Jul | dom | TANIRA (Portugal)
06 Jul | qua | OGHAM (Portugal)
08 Jul | sex | ASSEMBLY POINT (Portugal/Galiza/Irlanda)
09 Jul | sáb | ANXO LORENZO (Galiza) + BAILENDA (Portugal)
10 Jul | dom | MANDRÁGORA (Portugal)
13 Jul | qua | ALBALUNA (Portugal)
15 Jul | sex | BELLONMACEIRAS (Galiza)
16 Jul | sáb | GALANDUM GALUNDAINA (Portugal) + CHARANGA (Portugal)
17 Jul | dom | MARFUL (Galiza; na foto)

INFORMAÇÕES
local: Anfiteatro do Jardim da Marina | Avenida Marginal, Viana do Castelo | GPS: 41.692499, -8.825562
início dos espectáculos: 22h30 | entrada livre

organização: Câmara Municipal de Viana do Castelo | www.cm-viana-castelo.pt
produção: Núcleo de Apoio às Artes Musicais | www.naam.pt"

16 setembro, 2009

Mu - Com Concerto em Lisboa e... Com Vinho Novo!


Os meus amigos Mu vêm dar um raro concerto em Lisboa (no MusicBox, dia 25) e, para além das outras novidades que aqui eles revelam, ainda há uma outra: a do seu vinho exclusivo, que ainda não provei mas que conto provar um dia... O comunicado completo dos Mu:

«Olá a todos e a todas,

está a chegar o Outono e com ele dizemos adeus ao Verão, um Verão excelente para os MU. Desde já muito obrigado a todos e a todas que nos brindaram com as danças e a sempre boa disposição presente nos nossos espectáculos.

Começamos o novo período de concertos, com especial destaque à nossa visita à Capital - Lisboa, dia 25 de Setembro no MUSIC BOX, Cais do Sodré - estão todos convidados!!!
Nesse mesmo dia vamos estar no programa de televisão Portugal no Coração!
Seguimos depois viagem até ao Algarve, à linda cidade de Tavira!

Outra novidade, os MU vão ter no nosso merchandising VINHO TINTO - MU, da região demarcada do Douro. Neste momento está na fase mágica de transformação da uva em néctar - vindimas, e em breve vamos tê-lo à venda nos concertos!

Fica aqui a nossa agenda e o desejo de nos encontrarmos para fazer a festa!
Agradecemos toda a divulgação.
Muito obrigado,
Hugo Osga
MU

25 de Setembro - Programa de Televisão - Portugal no Coração - RTP

25 de Setembro - Music Box - Cais do Sodré - Lisboa - 00.30H

26 de Setembro - Circuito Outonalidades - Casa do Povo - Tavira - 21h

29 de Outubro - Circuito Outonalidades - Sala Multiusos - Centro Cultural de Chaves - 21h

1 de Novembro - Festival Mundial de Acordeão - Torres Vedras - 22h».

Os Mu têm myspace aqui.

15 julho, 2009

Andanças - Sob o Signo do Silêncio


Um festival cheio de concertos, bailes, workshops e jam-sessions - entre mil e uma outras coisas - que tem como mote o «silêncio» não é nada habitual. Mas, assim como já nasceram em Portugal dezenas de mini-Andanças, também talvez se torne um hábito, qualquer dia, aprender a ouvir o silêncio que se esconde nas músicas e por entre o ruído. A ideia e o programa do Andanças (embora ainda sujeito a alterações), a seguir:



«BEM-VINDO AO ANDANÇAS 2009! O Andanças é uma rede social in situ: para participar, basta comunicar e deixar-se comunicar. Dedicamos esta edição ao Silêncio esperando que cada um descubra, na Festa, o seu Silêncio e o dos outros.

O TEMA SILÊNCIO
Este ano queremos promover o Silêncio no sentido mais lato possível do termo. Queremos menos poluição sonora, menos poluição visual, menos poluição material, menos resíduos, menos desperdício. Queremos eliminar os ruídos espúrios que nos impedem de ver o essencial da música, do baile, da vida e dos outros. Bem vindos!

COMO SE ORGANIZA A PROGRAMAÇÃO

O Festival Andanças não tem uma maneira de ser vivida, mas imensas. Temos, para isso, 8 espaços de programação, uma diversidade de actividades das 9h às 3h da madrugada, e outras dezenas de actividades como jam sessions, mergulhos nos poços e ribeiras e passeios na serra.

Começa-se o dia com oficinas de aquecimento; de seguida, as tendas acolhem as oficinas de dança até o fim da tarde e acaba-se com massagens. À noite, experimentam-se nos bailes as danças aprendidas ou assiste-se aos concertos.

Outro programa possível durante o dia é a participação em actividades paralelas e para crianças. Propomos uma programação exclusiva ao longo do dia (dança, contos, teatro e outras actividades artísticas).

No Carvalhal tem lugar a programação das Paralelas (oficinas para trabalhar o corpo - circo e expressão dramática - e actividades plásticas, criativas, escritas) e da Fogueira (contos). No Salão assiste-se à programação de filmes, debates, baile e teatro para pais e filhos; na Igreja a conversas sobre o ambiente, salão de música e concertos; no Telheiro a oficinas de instrumentos.

Mais programação: Percursos temáticos nos arredores, animações de rua, desfile de Domingo, e os já famosos Andamentos, Mini Andanças na serra…

MENU: Programação detalhada
BAILES E PALCO ALTO
OFICINAS DE DANÇA
OFICINAS PARALELAS
IGREJA
ESPAÇO CRIANÇA
RANCHOS
ANDAMENTOS
ECO-ANDANÇAS NOVIDADES 2009



BAILES E PALCO ALTO
Para este ano de 2009, haverá um grande número de grupos estreantes no festival quer portugueses, quer estrangeiros. Outros que já não vinham há dois anos regressam ao Andanças.
Estreantes estrangeiros: Zlabya (fr); Les Quintet à Claques (fr); Trio Brisco (it), Hot Griselda (bel); Duo Montanaro/Cavez (fr/bel), Raksedonia (es), Cobblestones (al)
Estreantes portugueses: Magic Folk Pills, Cabaz (na foto), Deu La Deu, Laefty Lo, Ogham, Andarilhos, Uxte.
E os já conhecidos, entre os outros: Naragonia Quartet (bel), Zef (fr), Inquedanzas (gal), Tarentelle Abusive (it), Alafum, Alfa Arroba, Atma, Baileburdia, Mu, Pé Na Terra, Melech Mechaya, Monte Lunai, Olive Tree Dance, King Mokadi, Ventos da Líria, Velha Gaiteira, Mosca Tosca, Fol&ar, Oco, Rabies Nubis, Nação Vira Lata, Roncos do Diabo, Semente, Tanira, Toques de Caramulo, Teresa e Rodrigo Mauricio, João Gentil & Luis Formiga...



OFICINAS DE DANÇA
Eva Azevedo (Escola Sementinha), Paolo Herrera (Andinas), Mariyana Ilieva (Búlgaras), Zé Barbosa (Cabo Verdianas), Umoi Souza (Capoeira), Daniel Peces (Castelhanas), Oscar&Gladys (Chacarera), Carla Gomes (Chamarritas dos Açores), Roger Picken e Sue Wilding (Escocesas), Rita Duarte (Europeias), Erica e Pablo (Forró), Mayuka (Funk), Pétchu (Fusão de Raízes Tradicionais/Kizomba)
Charlotte Bispo (Fusão de danças afro-brasileiras e Oriental), Sofia Franco (Havaianas), XL (Hip-hop), Mirjam Dekker (Holandesas), Ganga Grace (Indianas), Patrícia Vieira (Irlandesas), Monica Sava (Itália do Norte), Abeth Farag (Lindy Hop), Pétchu (Kizomba), Diana Azevedo (Leste), Ana Lage (Minhotas), Elsa Shams (Oriental 1), Crys Aysel (Oriental 2), Ricardo Faria (Salsa para Scottish), Polyanna Jazzmine (Sapateado Americano), Marta Chasqueira (Sevilhanas), Pacas (Street Dance), Oscar&Gladys (Tango Argentino), Juan&Graciana (Tango nuevo), Mirjam Dekker (Turcas & Armenas), Angel Terry (Latinas), Marina Vasquez (Finlandesas).

OFICINAS PARALELAS
A programação de Paralelas no Carvalhal tem a mesma lógica da última edição (2008), existem dois espaços que têm actividades associadas:
- ACTIVIDADES RELACIONADAS COM O MOVIMENTO E ARTES CIRCENSES
Circo em Movimento, Malabarismo e equilibrio, Modelagem de balões, Magia, Lixo com Ritmo, Expressão dramática.
- ACTIVIDADES RELACIONADAS COM AS EXPRESSÕES PLÁSTICAS E CRIATIVAS
Colares em tecido, Cintos com material reutilizado, Escrita Criativa, Construção de didgeridoo, Velas naturais, Artesanato Verde, Reduzir - Reutilizar - Recicl'art.


Nesta edição repensamos as oficinas nos palcos (relaxamento) e tendo em conta o tema "Silêncio" foram criados dois momentos distintos:
MEDITAÇÃO E RELAXAMENTO (Manhã)
Tai Chi Chuan, Dança Circular Sagrada do Coração Único, Dança dos Afectos, Ondas de Respiração, Consciência Corporal e Auto-massagem, Meditação Sufi.
MASSAGEM E RELAXAMENTO (Tarde)
Chi Kung, Massagem Tailandesa Tradicional, Massagem Ayurvédica, Tui Na (Massagem Chinesa), Abraço Terapia, Shiatsu, Segredos do Tantra, O Poder do Erotismo e do Amor, Universo Vibratório.


Fora do Carvalhal, encontra ainda muitas outras actividades:

OFICINAS ECO: Fornos Solares e Cosméticos naturais
FOGUEIRA: Contos com o Marco Luna, Tânia - Camaleão, Barreiro Fernandez, Joana Aguiar, Ana Lage, Encerrado para Obras.
APRESENTAÇÕES E ANIMAÇÃO: Circo em Movimento, Encerrado para Obras, Atropecias, Arte&manhã, Teatrus, Triopuliante.
PASSEIOS E OUTROS: Passeio das Borboletas, Danças Celestes, Visita às Termas, Reencontro da Fraguinha, Santa Cruz da Trapa.
EM DESTAQUE: Acção Sonora "Silêncio! Vamos Escutar Carvalhais": A Binaural propõe uma oficina de paisagens sonoras. Tem o objectivo de preparar uma acção sonora a apresentar ao público do Andanças 09 e consiste no registo de sons da zona de Carvalhais, sua edição, escolha e composição de uma peça sonora de 30 minutos. Será a seguir apresentada no maior número possível de sistemas de som.



IGREJA
Para se refrescar, a Igreja é o ideal! Alem das eco-conversas, logo após o almoço, poderá participar em oficinas de música, apresentações e concertos até as 22 horas.
- Oficina de Adufe, "O que é Harmonia", "Cântigos Sagrados" (Ana Júlia), Tangos, Taças Tibetanas, "Guitarra à Capela" (João Almeida", Pandereitas, Oficina com o Grupo de Trajes e Cantares de S. Cristovão de Lafões.
- Concerto "Dueto de Cordas" (Miguel Guelpi e Maria Corte), Concerto de Taças Tibetanas, Adufeiras de Paúl, InsesunS, Punto sem Nó, Teatro de Bonecos, Peixinho Rosa, Guitarra Portuguesa em Cravo, Winga Kan, Lunduns e Modinhas de Tliquitó, João Gentil, a Presença das Formigas.



ESPAÇO CRIANÇA
O Andanças cuida da curiosidade das crianças com uma programação particular ao longo do dia:

DANÇA: Ana Lage (Dança Minhotas), Grupo da Apelação (Danças Africanas, Samba e Italianas), Rita Bastos (Hip-Hop), Pacas (Street Dance), Rita Rato e Laura Boavida (Um balão também tem sensações), Inês Rego (Dançar com a Natureza e Movimentos do corpo e da alma), Umoi Souza (Capoeira), Mercedes Prieto (Zampadanças), Monica Sava (Danças do mundo).

TEATRO: Agora Teatro (Tamborilando), Triopulante (Sabemos Porque Lemos), Encerrado para obras (Palhaço Troca o Passo), Ana Cris - Raquel Cajão - Nuno Fernandes (Pausas Lendárias da Nossa Terra), O Titeretoscópio - Mini Teatro de Bonecos com Maíra Coelho e Patricia Preiss (O Encantador Encantado / A Equilibrista / Retirantes), Carla Ribeiro - Andreia Ribeiro - Damien Rigal (Teatro Waldorf de bonecos para crianças), Kelly Roberta de Souza Varella (Quixote: as peripécias de um cavaleiro doido), Manu (MANU – Ao Sabor do Vento), Mo de vida - Comercio justo (Teatro de Marioneta).

CONTADORES: Marisa João Tavares da Costa (O Silêncio da Noite), Isabel Silva (Histórias com Marionetas), Ana Manjua (Arte do Conto).

OUTRAS ACTIVIDADES MUSICAIS, PLÁSTICAS E EXPRESSIVAS
Carla Cristina Pita Fernandes (Chiiiuu! - Jogos musicais e sonoros para crianças), Fábio Alexandre Alves fernandes (Sinfonia dos 3 R's - construção de instrumentos musicais),
Sandra Carapau (Oficina de Teatro e Oficina de Construção de Instrumentos), Elsa Sofia Lima Ferreira (Expressão Dramatica), Joana Rita (Pimpidu – Expressão Plástica), Elisa Silveira (Origami, balões, instrumentos), Irene Martins (Macramé e Expressão Plástica), Raquel Oliveira (Música para Bebés), Rute Pinto (Historias para “ver” de olhos fechados: “A Cabra Azul”), Teatrus – Rolando Tavares (Malabarismo), Inês Duarte (Yoga) - e os Bailes para Crianças!



RANCHOS
Sempre presentes, os ranchos participam ao Festival, partilhando o seu conhecimento em Danças Portuguesas. Todos os dias, poderão aprender durante a oficina e bailar à noite.

Grupo de Danças e Cantares da Serra da Gravia (Beira Alta).
Grupo de Danças Raízes Latinas (Rio Gr. do Sul - Brasil).
Grupo Folclórico das Lavradeiras de Meadela (Minho).
Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde - adulto e infantil (Douro Litoral-Sul).
Grupo Folclórico de Portomar - Mira (Beira Litoral).
Rancho Folclórico Os Camponeses de Riachos (Ribatejo).
Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela (Estremadura).
Grupo Folclórico KUD "IVAN GORAN KOVACIC" (Croácia).
Orquestra Típica e Rancho da S.F.A.A.Coimbra (Beira Litoral).



ANDAMENTOS
Sendo o Festival feito pelos participantes, neste momento o Andanças é o que é devido aos milhares que se reencontram em Carvalhais em cada Agosto. Contudo, estamos cientes de que quando se ganha em variedade e diversidade, algo se perde em proximidade. Os Andamentos vieram em parte repôr essa experiência de contacto mais íntimo com a Natureza e as gentes locais. Dada a experiência positiva das edições passadas, regressam este ano para dar a conhecer três aldeias serranas. Cada Andamento possui um formato semelhante ao Andanças, embora dimensionado à escala e integrando programação local, o que permite participar em diversas actividades e ao mesmo tempo conviver e saborear vivências do Maciço da Gralheira.



ECO-ANDANÇAS NOVIDADES 2009
Quem não sai do Andanças pode usufruir de um momento de mais calma e frescura a seguir ao almoço, debatendo calmamente diferentes perspectivas nas eco-conversas. Este ano, claro, todas dedicadas ao Silêncio: na música ou na poesia, na pessoa ou entre as pessoas. Aguentaremos uma conversa em silêncio? Se não conseguirem, demorem-se antes na relva, convivendo. O importante em todos os casos será viver o momento, é isso estar no Andanças. E não se preocupem se a bateria do telemóvel acabou: peguem numa caneta e escrevam uma carta para casa. Ou enviem um postal para deixar os que lá ficaram invejosos com as paisagens maravilhosas da Região. Este ano será possível comprar selos e enviar cartas dentro da própria aldeia Andanças: parem para escrever o que vos vai na alma!

E se deixarem de encontrar préstimo para o telemóvel, temos um ponto de recolha selectiva para aparelhos eléctricos. Este ponto junta-se a um outro de recolha de rolhas, com o qual o Andanças se soma aos que procuram preservar os montados deste país. Porque o Andanças gosta de promover boas ideias. Como a produção caseira de detergentes amigos do ambiente: continua a ser tão difícil encontrar produtos em que confiemos, que o melhor mesmo é por as mãos à obra. Este ano venha experimentar produzir detergente para a linha de lavagem Andanças! Ou então envolva-se com o tema dos fornos solares e cozinhe o seu próprio almoço com a ajuda do rei-Sol. No Andanças, o tempo dança todo por sua conta».

Mais informações, aqui.

07 julho, 2009

Ponte da Barca Recebe Berrogüetto, Cobblestones, Xarnege, Mu e Toques do Caramulo


O Festival Folk Celta regressa no final deste mês a Ponte da Barca, com os Berrogüetto, Xarnege, Cobblestones (na foto), Mu e Toques do Caramulo a arribarem ao cais. O comunicado oficial:

«24, 25 e 26 de Julho de 2009
Sexta, Sábado e Domingo

Ponte da Barca acolhe mais uma vez o Festival Folk Celta que trará até este Concelho do Alto Minho nomes do que mais representativo se faz nesta área da música. O evento decorrerá em dois dos mais emblemáticos locais deste município: em Lindoso junto às Portas do Parque Nacional da Peneda Gerês e no Choupal em Ponte da Barca junto às margens do Lima. O programa será completado com animações de rua nas Portas do Parque e em Ponte da Barca com diversas outras actividades que complementarão o programa que proporcionará assim ao público a oportunidade de conviver e desfrutar do cruzamento de sonoridades musicais folk e celtas.
Locais: Choupal – Ponte da Barca e Portas do Parque Nacional da Peneda Gerês – Lindoso

Entrada Livre

24 de Julho

MU
(Portugal)
Os MU iniciaram o seu percurso musical em 2003, em busca de fusão e experimentação no seio da música tradicional, muitos foram e são os estilos que caracterizam esta banda portuguesa. A reunião de instrumentos oriundos de lugares tão diversos como a Índia, o Brasil, Marrocos, Suécia e outros permitiu à banda descobrir uma viagem por mundos perdidos e resgatá-los até à actualidade. Entre danças esvoaçantes, vozes femininas e instrumentos variados os MU criam ao vivo um ambiente de alegria contagiante com um único objectivo: fazer o Mundo dançar!
www.myspace.com/muuuuuu

XARNEGE
(País Basco, Espanha)
Xarnege ou Sharnègo, é uma palavra proveniente da Gasconha e com a qual se denominam os povos fronteiriços entre Heuskal Herria e a Gasconha e que se expressam tanto em euskara como em gascão. Com uma carreira reconhecida internacionalmente, a música dos XARNEGE é difícil de se catalogar, rica em timbres tradicionais e arcaicos as suas canções apelam à dança e ao canto como faziam os nossos antepassados. A audiência responde com entusiasmo a essa intensa relação musical, que se produz entre os músicos bascos e gascões. A proposta de Xarnege em concerto é uma redescoberta musical das raízes comuns a ambos os povos. Do reportório, de aproximadamente uma hora e meia, constam temas tradicionais harmonizados e interpretados á maneira basca e gasconesa.
www.myspace.com/xarnege

25 de Julho

MAUVAIS SORT
(Canadá)
Os canadianos Mauvais Sort, com mais de 450 concertos em dez países, apresentam em Ponte da Barca o seu mais recente álbum que é uma verdadeira fusão contagiante dos ritmos folk e pop-rock tornando-se um ponto de encontro de referências sonoras e de estilos musicais. Diz-se mesmo que são fundadores de um novo género: o Folk’n’Roll!!! Os Mauvais Sort aliam o talento ao entusiasmo e o seu amor à música mais tradicional para produzir um espectáculo contagiante que seduz o público fazendo-o vibrar e divertir-se em cada uma das canções.
www.mauvaissort.com

BERROGÜETTO
(Galiza, Espanha)
Num curto espaço de tempo, sem abandonar a sua identidade inicial, os Berrogüeto tornaram-se numa das bandas de world music mais importantes do Mundo. Os Berrogüeto são, hoje, uma das marcas da cultura galega galegas que mais se distinguem no Mercado internacional, conservando por um lado a paixão pela tradição musical galega e por outro pela contemporaneidade, procurando sempre preservar a sua marca identitária, num mercado global em que perigam as diferenças culturais. Contra essa tendência a banda continua a oferecer música galega feita na Galiza mas cujo raio de acção transcende as suas fronteiras. Hoje a sua música com a sua marca de sempre – diversidade e homogeneidade – tem lugar em qualquer palco ou cenário no Mundo. São já quatro os trabalhos discográficos editados desde 1996 altura em que editaram o seu primeiro álbum: Navicularia internacionalmente distinguido; a este seguiram-se mais três trabalhos todos eles distinguidos com prémios e distinções: Viaxe por Urticaria (1999), Hepta (2001) e 10.0 (2006). Há três anos em tournée, sempre com êxito, o espectáculo 10.0 continua as performances enérgicas tão caras a este agrupamento, transformando cada apresentação numa festa da música galega. www.myspace.com/berroguetto

26 de Julho

TOQUES DO CARAMULO
(Portugal)
Puro folk serrano!!! Os Toques do Caramulo, uma criação da Associação Cultural D’Orfeu, são unanimemente considerados como uma das revelações da música portuguesa na sua vertente mais tradicional. Cada concerto é uma fusão da sonoridade rude da tradição com as cores das novas música num espectáculo de energia musical e interacção com o público. Recriações dinâmicas, livres e muito festivas do repertório esquecido da Serra da Caramulo que este grupo tem levado um pouco a toda a Europa.
www.myspace.com/toquesdocaramulo

COBBLESTONES
(Alemanha)
A ideia de criar os Cobblestones surge depois de inúmeras jam-sessions em que se juntavam um grupo de amigos para explorar a sonoridade folk. Emergiu assim um dos mais dinâmicos projectos de revalorização e exploração da música irlandesa e dos sons folk da Alemanha, com o objectivo de devolver à ribalta a cena Folk. Após o seu início de percurso em bares, a banda rapidamente iniciou a sua participação em festivais onde se destacam pelas suas prestações festivas.
www.cobblestones.de».

Mais informações, aqui.

29 junho, 2009

Med de Loulé - Rokia N'Roll!


Ainda mal refeito de mais cinco dias no Med de Loulé, as primeiras memórias fotográficas que me saltam aos olhos (às meninges?) nem são musicais: são, primeiro que tudo, os amigos - os de Lisboa e de outros lugares (Aveiro, Porto, Algarve, Alentejo...), uns que vou vendo durante o ano, outros que só encontro ali... E, depois, relâmpagos fugazes que me mostram um piano coberto a crochet ao lado de uma tarântula de pano e lantejoulas e coração de plástico negro; uma menina feliz de tranças loiras, com margaridas e purpurina a darem ainda mais brilho ao seu cabelo; uma «sevilhana» de óculos de fundo de garrafa que desmaia à minha frente; a tribal e magnificamente bem coreografada dança do fogo dos Satori; um rapazinho que regateia o preço do djembé - «são 70 euros?», «75!», «70», «75!»...; o reencontro com a Alandra, a cadela mais bonita do mundo a seguir à minha, claro; ou as imperiais e as sopas de tomate e as sardinhas albardadas que nos são servidas à hora da ceia, por pura simpatia...

E, a música... Sem ordem cronológica aparente (nem outra, sequer), mas com uma ordem que vem da ordem do coração: Rokia Traoré, em mais um fabuloso concerto afro-rock, mais conciso mas nem por isso menos intenso, que passou por temas do último álbum - exemplos: as maravilhosas «Zen» e «Kounandi» ou a versão de «The Man I Love» - e seguiu até ao habitual encore final de homenagem aos seus heróis, desta vez com a «Mama Africa» Miriam Makeba ao lado de apontamentos de temas do recém-falecido Michael Jackson. Os Moriarty e a sua (aliteração!) arte, a arte de saber transformar uma simples sequência de três canções - as versões de «Enjoy The Silence» (Depeche Mode), «Chocolate Jesus» (Tom Waits) e o seu original «Jimmy» - em algo tão valioso quanto um concerto inteiro. Os meus queridos (todos eles!) Mu e as suas músicas europeias transmutadas numa celebração das músicas de todo o mundo e, raios, com muito rock lá dentro, também. O mesmo rock que assombrou, e ainda bem!, outros momentos do Med deste ano: os Led Zeppelin em versão África mandinga - e tudo isto é elogioso - de Justin Adams e Juldeh Camara (aquele riti, espécie de njarka/espécie de violino de uma corda só é arrepiante de belo) ou os tangófilos e tangófonos Bajofondo de um oscarizado de Hollywood, Gustavo Santaolalla, a guitarrar alegremente na sua banda ao lado de outros génios do violino e bandoneón; ou um dos maiores ícones da bateria rock, o agente Stewart Copeland (ele o autor de um dos álbuns fundadores da world music, o fabuloso «The Rhythmatist»), a partilhar tarantelas e pizzicas italianas e rebemtikas gregas com um grupo onde, felizmente, o Sting não está mas onde o Andy Summers nem destoaria. E, só para destoar, onde também se esperava algum rock infectado pela world (ou vice-versa), ele não apareceu: o Med fechou com o acordeonista Kimmo Pohjonen e, dando uma volta muito bem-vinda ao seu som, neste concerto não houve rock progressivo nem electrónicas nem experimentalismos já gastos mas, sim, momentos de uma beleza imensa que devem mais a Philip Glass ou a Debussy do que a qualquer dos géneros já visitados por este visionário finlandês.

Outros momentos bons de recordar: Camané, as suas sílabas e o seu trio/caixinha de música maravilha. Os cada vez melhores Diabo a Sete e a sua reinvenção júliopereiriana (mas não só!) de uma música nossa, portuguesa. A, igualmente, reinvenção de outros temas nacionais pela cantora Filipa Pais com o bandolinista Edu Miranda. Os Ojos de Brujo e uma festa cada vez mais global, dançante, profissional. O vozeirão de Ricardo Ribeiro - apesar de não tão vozeirão quanto nos seus fados mas em bonita pose Nusrat Fateh Ali Khan - ao lado de Rabih Abou-Khalil. O à-vontade. domínio de palco e beleza astral de Lura, num dos mais quentes concertos do Med. Um calor que se estendeu ao fabuloso DJ set travestido, mas com muita pinta!, de concerto protagonizado por DJ Click (na foto; cortesia Câmara Municipal de Loulé) mais os seus músicos ciganos e judeus e as suas bailarinas e/ou cantoras. Ou os surpreendentes Ramudah, uma banda lisboeta de jazz ambiental (e com caixa-de-ritmos!) que soa muito melhor que parece esta descrição.

Momentos fracos? Também os houve, claro: a Orquesta Buena Vista Social Club, e apesar da marca registada que acompanha o seu nome, é apenas um eco pálido e esbatido da banda original reunida por Ry Cooder e Juan de Marcos González. E Pitingo, actualmente uma das maiores vedetas da música espanhola, é afinal um rapazinho birrento e, pior!, tem uma versão de uma das mais peganhentas e irritantes músicas de sempre: «Mamy Blue». Mas não chegou para estragar um festival que esteve quase sempre cheio de gente. E de gente feliz.

09 junho, 2009

Festival Aire Folk - Danças Tradicionais em Alcanena


E mais um festival especialmente dedicado às danças tradicionais: o Aire Folk, cuja segunda edição se realiza de 19 a 21 de Junho, em Alcanena. Na ementa estão os Mu e Mosca Tosca (dia 19), Alfa Arroba e Fol&ar (dia 20) e a No Mazurka Band (dia 21; na foto). O comunicado, outras actividades e as intenções:

«Aire Folk - Festa do Solsticio: 19, 20, 21 Junho 2009
- praia fluvial dos olhos d'água, alcanena (torres novas)

A associação Covaltas organiza a segunda edição do festival Aire Folk, na belissima praia fluvial olhos d'água, junto das nascentes do rio alviela, no concelho de alcanena. Para esta segunda edição com com parcerias da associação tradballs, do centro de ciência viva do alviela e da câmara municipal de alcanena, entre outros...

O festival será presenteado com inúmeras activadades desde passeios pedrestes, workshops de dança, actividades de relaxamento, visitas ao carsocópio, noites de morcegos, alteliês para crianças, jogos tradicionais e para finalizar as noites bailes de raíz tradicional.

O festival tem um parque de campismo gratuito para todos os participantes do festival.

bilheteira a partir das 20H00:
bilhete geral (duas noites): 15 €
bilhete simples (uma noite): 10 €».


Mais informações, aqui.

05 junho, 2009

Festival Ecos da Terra - Celorico de Basto, em Agosto


Só tem bandas portuguesas, mas são uma espécie de Selecção A do que de melhor se faz por cá com as músicas de raízes tradicionais (sejam elas portuguesas ou não). E isso é muito bom! O Festival Multicultural de Música Tradicional de Celorico de Basto, ou, resumindo, Festival Ecos da Terra, decorre nos dias 21 e 22 de Agosto, na Quinta do Prado, e inclui concertos, no primeiro dia, dos Roncos do Diabo, Semente, Uxu Kalhus e Mu (na foto, de Hugo Lima), enquanto no segundo actuam os Mosca Tosca, Pé na Terra, Djamboonda e OliveTree (aka OliveTree Dance). Segundo os seus organizadores, o festival tem como «objectivo a divulgação de novos conceitos à região de Basto e dar a conhecer o que de bom tem a nossa terra, desde a beleza paisagística, passando pela gastronomia, ao artesanato e claro as maravilhosas gentes de Basto. Conceitos esses que vão desde a música, passam pela dança e teatro, aos usos e costumes, à arte, aos produtos tradicionais e à conservação da natureza. Em termos musicais, é de nosso interesse promover a música tradicional portuguesa, assim como as mais variadas músicas do mundo. Gostaríamos também de poder oferecer ao público, várias demonstrações/workshops de vários instrumentos e danças, pois o festival irá ter a duração de 2 dias (dia/noite). O local onde o festival terá lugar será ao ar livre numa bonita quinta no centro da bonita vila de Celorico de Basto».

Mais informações, aqui.

19 dezembro, 2008

Bailes de Passagem d'Ano em Coimbra


À semelhança do que aconteceu no «réveillon» do ano passado, os cultores das danças tradicionais podem dirigir-se outra vez a Coimbra para mais uma passagem d'ano bailante. Todos os pormenores:

«Festival Passagem d'ano em Coimbra

Repetindo a façanha de há 365 dias atrás, o Centro Norton de Matos, a Tradballs e o Rodobalho preparam-se para celebrar na alegria a entrada do novo ano.

No Centro Norton de Matos, em Coimbra, o ano terminará alegre com o baile e as melodias tradicionais para dar lugar a nova alegria para mais 365 dias. De 31 a 3 de Janeiro, quatro dias de energia, de descoberta, de partilha e com os relógios atirados a um canto.

Os convidados são os Franceses Boreale, os Portugueses Toques do Caramulo (na foto, de André Brandão), Mu, No Mazurka Band, João Gentil e Luís Formiga, Quarto Minguante e Mosca Tosca. Cada um deles dono de formas soberbas de interpretar a cultura musical tradicional, formas enérgicas de construir o baile e com isso contagiar o público, que esquece que lá fora o tempo [a desculpa da celebração] escorre mas que dentro perde o sentido.

Durante o dia preenche-se o relógio de workshops de dança, de instrumentos, projecção de vídeo e jam sesssions. Na noite o baile é rei e partilha-se o que a tarde ensinou. Um programa simples, mas rico, sem preconceito, mas recheado».

Mais informações, aqui.

17 setembro, 2008

OuTonalidades - Por Portugal Inteiro (E na Galiza Também)


O fabuloso festival itinerante OuTonalidades está a crescer cada vez mais e agora até já chega à... Galiza. Com dezenas de concertos de norte a sul de Portugal protagonizados por grupos portugueses e galegos e o salto de vários grupos portugueses para o lado de lá do Rio Minho. Mas o melhor mesmo é ler o comunicado da organização, que explica tudo:

«10 Outubro a 20 Dezembro 2008

Circuito “OuTonalidades”, à 12ª edição, estende-se à Galiza!
Maior roteiro de sempre também em Portugal.

Aguada de Cima, Águeda, Allariz, Aveiro, Bueu, Estarreja, Évora, Ferrol, Chaves, Fundão, Guarda, Lisboa, Lugo, Melide, Nígran, O Grove, Paços de Ferreira, Tondela, Tavira

O OuTonalidades, à 12ª edição, não bastando estender a sua implantação a quase toda a geografia nacional, literalmente de norte a sul, passa a integrar também a Galiza no seu roteiro. Mais de uma vintena de grupos portugueses e galegos, de vários géneros musicais, garantirão quase sessenta concertos, em Portugal e na Galiza, durante as onze semanas de duração do evento, que atravessa todo o Outono. Inicia a 10 Outubro, simultaneamente em Águeda e Lisboa. Nas semanas seguintes, o roteiro espalha-se do topo norte da Galiza (Ferrol) até plena costa algarvia (Tavira), passando por espaços de música ao vivo de 19 vilas e cidades.

A d’Orfeu Associação Cultural, promotora desde sempre do OuTonalidades, estabeleceu um convénio com a AGADIC – Axencia Galega das Industrias Culturais (anterior IGAEM) que garante o inédito alargamento do evento à Galiza. Da cooperação entre o OuTonalidades e a Rede Galega de Música ao Vivo, circuito congénere que é coordenado pela Clubtura, também entidade parceira deste acordo estratégico, haverá canal directo para a participação de 6 grupos portugueses na Galiza, bem como à presença de 5 grupos galegos no circuito português, num total de 36 concertos em regime de intercâmbio, dos 59 concertos programados nesta 12ª edição.

O OuTonalidades, um enorme palco de oportunidades em franca expansão geográfica ano após ano, estimula o sentido de rede, partilhando pequenos espectáculos em pequenos espaços, nomeadamente cafés-concerto, bares associativos e outros espaços de música ao vivo. É um evento dedicado ao pequeno formato, mas com o envolvimento e visibilidade dos grandes acontecimentos. Não se tratando de um festival de bares com música, o Outonalidades é antes um festival de música nos bares. A evolução do circuito reforça essa ideia e estimula o cruzamento de esforços de muita da programação independente em Portugal e Galiza.

O cartaz desta 12ª edição, de um ecletismo invejável, apresenta 22 grupos, entre portugueses e galegos, de genéros que vão do jazz ao tradicional, do rock ao fado, do ska aos blues, do experimental às músicas do mundo. O OuTonalidades reforça a sua rede de parcerias, num circuito que dá palco à música ao vivo nas noites de Outono. A festa e a diversidade são marcas distintivas das programações do OuTonalidades, evento rotativo de música ao vivo que começou por ser, há doze anos, um pequeno circuito local de bares em Águeda, cidade que continua a ser epicentro do circuito agora luso-galaico. Com as várias adesões a norte e a sul, também em Portugal o evento cresce e já chega este ano a nove distritos (mais um que na última edição): Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Lisboa, Évora e Faro.

Aos grupos é anualmente feito convite para integrar um circuito cada vez mais alargado, o que significa, por isso, mais oportunidades. O OuTonalidades promove, em cada nova edição, a circulação e visibilidade de muitos grupos numa grande rede, com uma divulgação cruzada que se estende a todo o território abrangido pelo roteiro, no qual é cada vez mais certo encontrar projectos artísticos de qualidade.

Toda a programação do 12º OuTonalidades está disponível em www.dorfeu.com, o sítio internet da d’Orfeu Associação Cultural, e no myspace do evento em http://www.myspace.com/outonalidades08, onde é possível aceder às apresentações de todos os espaços e de todos os grupos participantes.

Os Municípios de Águeda, Estarreja e Tavira são apoiantes oficiais desta 12º edição, além do Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes e de vários outros organismos. Na Galiza, a AGADIC e a Clubtura são os parceiros oficiais do evento. A extensão galega conta ainda com o apoio do Instituto Camões. O OuTonalidades®, que é Marca Nacional Registada enquanto evento cultural, é reconhecido como actividade de Superior Interesse Cultural pelo Ministério da Cultura desde 2003.

Com um OuTonalidades assim, escolha o roteiro e viva o Outono a cores!

ESPAÇOS ADERENTES

PORTUGAL
Bar do Cine-Teatro de Estarreja
Bar do Novo Ciclo ACERT (Tondela)
Bar do Teatro Aveirense (Aveiro)
Café-Concerto do Teatro Municipal da Guarda
Casa da Eira (Paços de Ferreira)
Casa do Povo de Santo Estêvão (Tavira)
Centro Cultural da LAAC (Aguada de Cima)
Espaço Celeiros (Évora)
Espaço d’Orfeu (Águeda)
Lounge da Casa da Moagem (Fundão)
Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves
Teatro Ibérico (Lisboa)

GALIZA
Aturuxo (Bueu)
Café Cultural Roi Xordo (Allariz)
Clandestino (Nigrán)
Clavicémbalo (Lugo)
Náutico (O Grove)
Pub Gatos (Melide)
Sala Run Rum (Ferrol)


GRUPOS PARTICIPANTES

GALEGOS
A Tuna Rastafari
Bukowski Blues Trío?
Carlos López Quartet
Moondogs Blues Party
Niño y Pistola

PORTUGUESES

Banda Polk
Canções do Ceguinho
Comcordas
Fado Falado
João Gentil e Luís Formiga *
Lufa-Lufa
Mu *
Pé na Terra
Quarteto Sofia Ribeiro e Gui Duvignau *
Quimera Quinteto
Rockabillyo
Rui Pedro *
Samuel Quinto Trio
Toques do Caramulo * (na foto)
Trisonte
Txikiss
Uxu Kalhus *

* grupos portugueses com concertos programados na Galiza

NÚMEROS DESTA 12ª EDIÇÃO

21 concertos de 6 grupos portugueses na Galiza
15 concertos de 5 grupos galegos em Portugal
circuito total de 19 espaços (12 em Portugal e 7 na Galiza)
total de 59 concertos de 22 grupos em todo o circuito».

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