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15 setembro, 2008

Planície Mediterrânica - Onde o Sul Faz A Curva


Fui, pela primeira vez, ao Festival Planície Mediterrânica e... arrependo-me agora de nunca lá ter ido antes! Para já, e para começar, Castro Verde é uma terra lindíssima e acolhedora, em que o branco das paredes é mesmo branco, em que a comida é sempre uma delícia (só no Restaurante D.Afonso I deliciei-me com umas belas migas com entrecosto, um delicioso ensopado de borrego e um coelho frito que estava divinal!), em que boa parte da vila parece um museu vivo - quase lado a lado estão o Centro de Escultura, o Museu da Ruralidade, o Fórum, o Cine-Teatro, várias igrejas e... bares, dando gosto andar por lá, mais a mais numa altura em que Castro Verde está cheia de música... E de muito boa música!... Este ano - e dos concertos que vi do festival - o meu destaque absoluto vai para a Med'Set Orkestra (na foto, de Paulo Martins), um exercício de fusão exemplarmente bem conseguido de várias músicas mediterrânicas - do fado ao flamenco, do klezmer à música árabe, da música sefardita à canção siciliana -, onde brilham o cantor argelino Akim El Sikameya (também magistral no oud e no violino), a cantora espanhola Mara Aranda (ex-L'Ham de Foc), a cantora siciliana Rita Botto, o português Custódio Castelo (cuja guitarra passeou livremente, num belíssimo solo, entre Lisboa e Coimbra) e o acordeonista italiano Riccardo Tesi (dono de outro solo genial, na interpretação do seu tema «Marock»); o grupo Violas Campaniças - com o mestre Manuel Bento, acompanhado por duas cantoras, a mostrar a velha arte da viola campaniça, cujo som e música faz lembrar, e tanto!, o nordeste brasileiro; a No Mazurka Band e os cada vez mais apurados em timbres e envoltos num bom-gosto enorme Dancing Strings, a mandar os bailes; os divertidíssimos e ensaiadíssimos Farra Fanfarra; a singela mas lindíssima demonstração de flauta de tamborileiro de Diogo Leal; o arrepio pela espinha que é ouvir o pouco conhecido mas fabuloso grupo de cante alentejano Os Cardadores da Sete; a cantora marroquina Samira Kadiri com os Arabesque; os sempre bem-dispostos foliões espanhóis La Comparsa (com o seu flamenco... alegre, dado em jeito de tuna); e, completamente fora do programa, uma dupla de DJs - Luís e Fernando Cabrita - que animaram uma das noites do bar em frente ao Cine-Teatro com uma selecção fabulosa de world music onde couberam os Gaiteiros de Lisboa, Beirut, Tinariwen, Amparanoia, Dazkarieh ou o Dr. Nelle Karajic. Integrado na programação do Festival Sete Sóis Sete Luas, o Planície Mediterrânica mostra bem o sul a fazer a curva, Mediterrâneo dentro, além em direcção ao Oriente. Hei-de lá voltar!

17 junho, 2008

Sete Sóis Sete Luas - Itinerâncias & Cruzamentos


O Festival Sete Sóis Sete Luas, que mais uma vez passa por vários países - incluindo Portugal e, este ano pela primeira vez, chegando aos Açores - mostra muitas músicas de muitos lugares. Para conhecer o programa completo, incluindo o calendário de actuações em Portugal, o melhor é consultar o site do festival, aqui. Mas, só para se ter uma ideia da dimensão do festival, segue-se a lista de artistas e grupos presentes nesta edição 2008 do Sete Sóis Sete Luas: 7SoisOrkestra - projecto liderado pelo italiano Stefano Saletti, com Massimo Cusato (Calábria), Margarida Guerreiro (Portugal), Jamal Ouassini (Marrocos), Miguel Ramos (Andaluzia), Mario Rivera (Sicília) e Eyal Sela (Israel) -, Acquaragia Drom (Itália), Arminda Alvernaz (Açores/Portugal), Argentina (Espanha), Assurd (Itália), Rogelio Botanz (Canárias/Espanha), Custódio Castelo (Portugal), Circo Diatonico (Itália), Homero Fonseca (Cabo Verde), Giuliano Ghelli (Itália, artista plástico), Ana González y Su Gente (Espanha), Gustafi (Croácia), Konstantino Ignatiadis (Grécia), La Compagnie Ilotopie (França, teatro de rua), Mario Incudine (Itália), Judith (Espanha), Samira Kadiri & Arabesque (Marrocos), Kama Fei (Itália), Ramon Kelvink (Itália, equilibrismo), La Gialletta (outro projecto especial do Festival que junta José Barros, dos Navegante, com as bascas Ttukunak e os italianos Mimmo Epifani e Giandomenico Ciaramia), Massimo Laguardia (Sicília/Itália), Lautari (Sicília/Itália), Les Boukakes (França/Tunísia/Marrocos), Carmen Linares (Espanha), Luar na Lubre (Galiza), Maracaibo (Espanha, teatro), Markeliñe (Espanha, teatro), Márcio Matos (Açores/Portugal, artista plástico), Matrimia (Itália), Med'Set Orkestra (e mais um super-grupo nascido neste festival, com o argelino Akim el Sikameya, a espanhola Mara Aranda, a italiana Rita Botto, o português Custódio Castelo, os italianos Marco Fadda e Riccardo Tesi e o grego Vasilis Papageorgiou), Mish Mash (Itália), Hélder Moutinho (Portugal), Navegante (Portugal), Nou Romancer (Espanha), Orchestra di Piazza Vittorio (Itália), Parto delle Nuvole Pesanti (Itália), Piccola Banda Ikona (Itália), Juan Pinilla (Espanha), Mariana Ramos (Cabo Verde), Royal de Luxe (França, marionetas gigantes), Eyal Sela (Israel), Amrbrogio Sparagna (Itália), Toma Castaña (Espanha), Oliviero Toscani (Itália, «Il Asini», projecto do famoso fotógrafo que tem como modelos burros portugueses), Triatriba (Sicília/Itália), Joana Vasconcelos (Portugal, escultura), Nancy Vieira (Cabo Verde), Xaile (Portugal; na foto), Xeremies de Son Roca (Ilhas Baleares/Espanha) e Imán Al Kandousi (Marrocos).