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05 junho, 2014

Med de Loulé - O Cartaz (Quase) Final

Depois de terem sido acrescentado ao cartaz mais quatro nomes de peso -- Debademba (Mali), Nour Eddine (Marrocos), Dino d’Santiago (Cabo Verde/Portugal) e Primitive Reason (Portugal)--, é agora a vez de muitos outros artistas e bandas serem oficialmente anunciados na programação da edição 2014 do Festival Med de Loulé. Ala dos Namorados (na foto), Rarefolk, Octa Push,Ai!, OrBlua, Pelivento e muitos outros juntam-se agora à festa. «Anunciadas mais 23 bandas 11º FESTIVAL MED: CARTAZ QUASE COMPLETO A pouco mais de quinze dias do início da 11ª edição do Festival MED, o cartaz artístico está praticamente completo. A Câmara Municipal de Loulé, promotora daquele que é o maior evento de música da região algarvia, apresenta mais 23 bandas que, de 25 a 28 de junho, vão passar pela Zona Histórica de Loulé. No Palco Matriz surgem agora mais dois nomes, DJ El Gadzé (Portugal) e Octa Push (Portugal), enquanto que estão também confirmados, no Palco Cerca, a Ala dos Namorados (Portugal) e, no Castelo, Ai! (Portugal) e Rarefolk (Espanha). Segundo o próprio, “o DJ set de El Gadzé é servido como uma chávena de chá a ferver, que pode ser bastante excitante ou extremamente relaxante... Ou os dois ao mesmo tempo. Como um chá preto cortado com camomila ou vice-versa. Reggae/Dub, Gypsy/BalkanBeats, Breakz, Swing/Punk, Afrobeat/Latina, Hip Hop Fusion/Jive, Roots/Folk, Chill Out/Lounge, Ska/Funk e muitos Mashups. Mas melhor do que géneros definindo a música é a música, redefinindo os géneros”. O músico já partilhou o palco com grandes nomes da world music como The Skatalites (Jamaica/Estados Unidos), Mondo Cane (Itália) ou Thuvali Mitza (Dinamarca). Um espetáculo a não perder no dia 26, em Loulé. No encerramento da 11ª edição do Festival MED, o Palco Matriz recebe uma das surpresas musicais do ano de 2014: os portugueses Octa Push. Do projeto criado em 2008 nasceu uma fusão de Bashment, Garage e Dubstep, incorporados noutros elementos como Afrobeat, Techno, 2-Step. O resultado dessa sonoridade acaba por criar uma energia eletrizante que busca inspiração na cultura africana. O grupo atuou recentemente no Rock in Rio. A inigualável voz do louletano Nuno Guerreiro, líder da Ala dos Namorados, vai abrir as hostilidades no Palco da Cerca, no dia 26. A banda está de regresso ao ativo após alguns anos e, em Loulé, promete trazer alguns êxitos de uma carreira de mais de duas décadas como “Solta-se o Beijo”, “Loucos de Lisboa” ou “Caçador de Sóis”. Ai! é um projeto que junta os músicos César Prata e Suzete Marques. Reúne pedaços da tradição dispersa na imensidão das memórias. Com a simplicidade que vem da terra, cantam com força e doçura... O grupo sobe ao Palco Castelo, no dia 26. Da Andaluzia diretamente para Loulé, os Rarefolk são uma das revelações em termos de formações de música instrumental mais criativa de Espanha. Com mais de 20 anos de existência e 5 trabalhos discográficos, a banda reinventou-se e criou uma linguagem muito própria. O espetáculo está marcado o último dia do MED, no Castelo. Palcos da Bica e Arco A par dos três palcos principais – Matriz, Cerca e Castelo – as músicas do mundo vão ecoar também nos Palcos Bica e Arco, espaços que pretendem aliar os concertos a áreas de restauração. Localizado num antigo quintalão junto aos Banhos Islâmicos, o Palco Bica apresenta uma programação musical marcada pelos sons alternativos. Este cartaz nasce de uma parceria com o Bafo de Baco, emblemático local de concertos da cidade de Loulé. No dia 26, atuam neste local os portugueses Mundopardo, banda que lançou recentemente o seu álbum de estreia, aos quais se juntam The Miranda’s e A Can-a-Worms. No segundo dia as propostas são Fast Eddie Nelson, com a sua fusão de Blues, Rock, Folk, Bluegrass e algum psicadelismo, numa apologia ao Mississipi, artista que será antecedido em palco por Um Corpo Estranho e Trio Trillar. No encerramento do MED, o grande destaque vai para o projeto Folk-Rock-Indie com influências de Johnny Cash, Bob Dylan ou Bruce Springsteen, Sam Alone & The Gravediggers. Completam o cartaz desta noite Boris Buggarov Band e Daniel Kemish. No Palco Arco, que serve de aquecimento para os grandes espetáculos da Matriz e que nasce de uma parceria com a Casa da Cultura de Loulé, marcam presença no primeiro dia os Cloudleaf, com a suas raízes fortes no post-rock alternativo, e os Pelivento. No dia 27, o louletano Marco Cristovam, com o seu alter-ego Nobre Ventura, leva ao Palco do Arco um projeto musical com as suas referências Folk, Rock, Blues, Grunge, aliadas à Música Tradicional Portuguesa. Segue-se um espetáculo com outro grupo algarvio, os Orblua. No último dia do Festival, os MTM vão incendiar o palco com a sua fusão de sonoridades que reúne em palco guitarra acústica, voz, percussão e didgeridoo. A iniciar a noite estará Ana Rostron & João Caiano. Recorde-se que o cartaz do 11º Festival MED conta ainda com as presenças de Gisela João (Portugal), Mercedes Peón (Espanha), Bomba Estéreo (Colômbia), Celina da Piedade (Portugal), Jupiter & Okwess International (Congo), Turtle Island (Japão), Bombino (Níger), Graveola e o Lixo Polifônico (Brasil), Winston McAnuff & Fixi (Jamaica/França), Jahcoustix (Alemanha), La Selva Sur (Espanha), Batida Balkanica (Portugal), Debademba (Mali), Nour Eddine (Marrocos), Dino d’Santiago (Cabo Verde/Portugal) e Primitive Reason (Portugal). Brevemente serão anunciados os últimos nomes deste cartaz.»

03 abril, 2014

The Skatalites no Festim e Bombino no Med de Loulé

Para breve estão também prometidas novidades sobre o regressado Sons do Atlântico (viva!), mas para já, aqui vão os comunicados oficiais relativos às primeiras confirmações do Festim -- os históricos The Skatalites (na foto) e a Bollywood Masala Orchestra --, ainda e sempre uma organização d'Orfeu, e a mais três nomes anunciados pelo Med de Loulé (Bombino, Winston McAnuff & Fixi e Graveola e O Lixo Polifônico). O comunicado do Festim: «Festim apresenta as primeiras confirmações da 6ª edição! Responsáveis dos 6 Municípios parceiros estiveram reunidos em Águeda a preparar o Festim 2014. The Skatalites (Jamaica) e Bollywood Masala Orchestra (Índia) são apenas dois dos grandes nomes que virão a Portugal para a 6ª edição do Festim - festival intermunicipal de músicas do mundo, que decorrerá de 6 de Junho a 25 de Julho de 2014 em seis municípios vizinhos: Águeda, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Ovar, Estarreja e Oliveira do Bairro. O Festim avança para a sua 6ª edição, consolidando o grande palco intermunicipal que a região de Aveiro oferece às músicas do mundo, numa iniciativa da d'Orfeu Associação Cultural em rede partilhada com os 6 Municípios parceiros. Serão 8 fins-de-semana com 7 grandes nomes em palco, vindos de diversas partes do mundo. Pelo sexto ano consecutivo, desde que foi encarado como aposta intermunicipal estratégica e uma marca de promoção do território, o Festim tem-se destacado tanto pela programação ímpar de artistas de projecção internacional, num singular modelo de rede partilhada entre municípios, como pela crescente conquista e fidelização de públicos diversos, numa autêntica celebração da diversidade cultural. Toda a programação estará brevemente disponível em http://www.festim.pt, sítio oficial do festival. O desfile dos nomes confirmados pode ser, desde já, acompanhado na página de facebook do Festim. 6 Junho a 25 Julho 2013 | 6ª edição ÁGUEDA * ALBERGARIA-A-VELHA * SEVER DO VOUGA OVAR * ESTARREJA * OLIVEIRA DO BAIRRO» E o do Med de Loulé: «: BOMBINO, GRAVEOLA E O LIXO POLIFÔNICO E WINSTON MAC ANUFF & FIXI CONFIRMADOS NO CARTAZ O nigeriano Bombino, os brasileiros Graveola e o Lixo Polifônico e o grupo jamaicano Winston McAnuff & Fixi são os novos nomes anunciados pela Câmara Municipal de Loulé para o cartaz da 11ª edição do Festival MED, que decorre de 26 a 28 de junho, na Zona Histórica de Loulé. Omara "Bombino" Moctarin, também apelidado de "Hendrix do deserto", sobe ao Palco da Matriz no dia 27 de junho. O cantor e guitarrista tuareg transporta para a música a sua vivência entre a sua terra natal, a Argélia e a Líbia. A irreverência dos Graveola e o Lixo Polifônico irá, de certo, arrebatar o público do Festival MED. Esta mistura (des)pretensiosa entre o erudito, o lixo cultural, o lirismo político e a experimentação de amabilidades sonoras de uma das mais promissoras bandas brasileiras da atualidade vai estar no Palco do Castelo, a 27 de junho. Quem também promete aquecer o ambiente da Zona Histórica de Loulé é Winston McAnuff & Fixi. Este encontro inusitado entre o “rastaman” e o homem do acordeão traz ao Palco da Cerca, no primeiro dia do Festival, os sons do reggae e o rock-musette, com outras derivações musicais que espelham a vivência de ambos os artistas. Refira-se que estes três nomes juntam-se assim aos já anunciados Gisela João (Portugal), Mercedes Peón (Espanha), Bomba Estéreo (Colômbia), Celina da Piedade (Portugal), Jupiter&Okwess International (Congo) e Turtle Island (Japão). Os bilhetes para o Festival MED 2014 podem ser adquiridos através do site oficial do Festival www.festivalmed.pt, no Cine-Teatro Louletano e na FNAC da Guia. Haverá uma redução no preço dos bilhetes até ao dia 6 de junho. Mais informações em www.festivalmed.pt ou em www.facebook.com/festivalmedloule?fref=ts Os artistas BOMBINO (Nigéria) Omara "Bombino" Moctarin, também apelidado de "Hendrix do deserto", nasceu e foi criado no Níger, perto da cidade de Agadez. É membro da tribo Tuareg Ifoghas, um povo nómada descendente dos berberes do Norte de África que, durante séculos, lutou contra o colonialismo e a imposição da lei islâmica estrita. Começou a aprender guitarra graças a um destes instrumentos, que encontrou abandonado num dos exílios que, enquanto tuaregs e nos muitos conflitos com o governo do Níger, foi obrigado a fazer, com a sua família. Na sua adolescência, quando vivia na Argélia e Líbia, os amigos de Bombino mostravam-lhe vídeos de Jimi Hendrix e Mark Knopfler, entre outros, a que assistiam vezes sem conta. Bombino trabalhou como músico e também como pastor, no deserto perto de Tripoli, passando muitas horas sozinho com os animais e praticando na sua guitarra. Mais tarde, Bombino regressa ao Níger, onde continua a tocar com algumas bandas locais. Como o seu nome ia ganhando notoriedade, uma equipa espanhola de filmagens de um documentário ajudou Bombino a gravar o seu primeiro álbum, que se tornou um hit local. Depois de um percurso que passa pela gravação do documentário “Agadez”, de Ron Wyman, sobre a música e rebelião tuareg, que destaca a história pessoal de Bombino, e por outros discos com crescente sucesso, o guitarrista e cantor tuareg gravou um novo álbum, “Nomad” em Nashville, com o produtor Dan Auerbach, dos The Black Keys (e no estúdio deste último), que foi lançado a 2 de abril de 2013 pela Nonesuch Records e que, desde então, se mantém nos tops mundiais da música do mundo. GRAVEOLA E O LIXO POLIFÔNICO (Brasil) Dentro do promissor cenário de novas bandas mineiras, Graveola e o Lixo Polifónico é hoje a mais próxima de se posicionar entre as grandes da cena musical contemporânea. O grupo conta com elogiosas críticas aos seus trabalhos anteriores e um número crescente de fiéis seguidores, no Brasil e no mundo. Composto por músicos irreverentes e atrevidos, os Graveola produzem uma colagem musical instigante. Eles representam e defendem a estética do plágio e fazem humor, levado a sério, ao misturar o sofisticado com o popular a ponto de os tornar indistinguíveis. Ao batizar o seu segundo disco como “Eu preciso de um liquidificador”, o Graveola revela mais uma vez a vontade da banda, de misturar cada vez mais elementos na sua massa sonora. Surgem em 2004 e, desde então, versam a arte da mistura (des)pretensiosa entre o erudito, o lixo cultural, o lirismo político e a experimentação de amabilidades sonoras. A agenda da banda não é exclusivamente musical, é também fortemente pautada por questões políticas e ações populares, principalmente ligadas ao acesso aos bens culturais da sua cidade, Belo Horizonte e á democratização do uso do espaço público. “É preciso desafinar o coro dos contentes. Somos corações e mentes que pulsam, sentem, fazemos parte de um mesmo lugar. Façamos!”, defende Yuri Vellasco, baterista dos Graveola. WINSTON MCANUFF & FIXI (Jamaica/França) O encontro entre o típico “Rastaman” de barba grisalha e o homem do acordeão, com um ar jovial, que não larga o seu boné. Mas para definir os dois, é melhor deixar para trás todos os estereótipos pois ambos não são facilmente identificados. Aos 55 anos, o homem apelidado de “electric dread” pela sua energia esfusiante em palco, tem um percurso importante na história do roots reggae, quer em nome próprio, quer como vocalista os Inner Circle ou ainda como compositor para artistas como Hugh Mundell e Earl Six. Em França, há cerca de uma década, viu a sua carreira tomar um novo rumo, com a reedição pela editora Makasound de vários dos seus antigos discos e parcerias inesperadas em novos álbuns. Um deles, “Paris Rockin”, de 2006, foi gravado com o grupo de rock-musette Java, onde conheceu Fixi, acordeonista, baterista, pianista, arranjador, produtor, entre outras competências. A química entre os dois foi imediata, nascendo assim esta experiência musical. O reggae e o rock-musette são os eixos naturais, mas também há derivações pela soul, pelo afrobeat, pelo maloya da ilha Reunião e por ritmos sul-americanos.»

14 março, 2014

Celina da Piedade, Jupiter e Turtle Island no Med de Loulé

Há mais três boas noticias -- numa condensada -- para o festival Med de Loulé 2014. O comunicado: «CONGO E JAPÃO REPRESENTADOS PELA PRIMEIRA VEZ NO FESTIVAL MED Celina da Piedade (na foto, de Pawel Kowalski) também sobe ao palco deste Festival e marcou presença na apresentação do evento em Lisboa. Jupiter& Okwess International e Turtle Island são os outros nomes confirmados A organização do Festival MED anunciou ontem, durante a apresentação do evento em Lisboa, no âmbito da BTL, mais três nomes que farão parte do cartaz da 11ª edição: a portuguesa Celina da Piedade e, pela primeira vez no MED, bandas do Congo, Jupiter&Okwess International, e do Japão, Turtle Island. Celina da Piedade foi, de resto, convidada a estar presente nesta apresentação que a Câmara Municipal de Loulé quis promover em Lisboa, num dos maiores certames de turismo da Europa, como forma de associar o Festival MED à projeção do Concelho de Loulé além-fronteiras. Entusiasta da música e danças tradicionais, Celina da Piedade é uma das mais produtivas instrumentistas portuguesas que se tem dedicado ao estudo e divulgação do património musical alentejano. Sobe ao Palco do Castelo, no dia 27 de junho. Jupiter&Okwess International é um grupo de músicos oriundos de onze diferentes províncias do Congo e carrega veementemente a bandeira do Bofenia Rock - do qual é o fundamental percursor e que se baseia numa reativação de ritmos e melodias do grande e esquecido Congo, injetando ao mesmo tempo o groove urbano. A banda liderada por Jupiter, conhecido como The Rebel General, atua dia 28 de junho, no Palco da Matriz. Esta será a primeira vez na história do Festival que o cartaz conta com um representante da República Democrática do Congo, apesar de, em 2008, estarem previstos para o MED os Konono nº1 que, por motivos burocráticos, não puderam marcar presença no Festival. Também pela primeira vez, o evento contará com representantes japoneses. Os Turtle Island prometem ser uma das grandes surpresas desta 11ª edição. O agrupamento funde a música tradicional japonesa com outros elementos musicais como as distorções da guitarra, música indiana e música tradicional coreana, tudo conjugado com uma base punk rock. A banda atua no dia 28 de junho, no Palco da Matriz. Refira-se que os três nomes agora anunciados irão juntar-se aos já confirmados Gisela João, Mercedes Peón e Bomba Estéreo no cartaz do 11º Festival MED, que decorre de 26 a 28 de junho, na Zona Histórica de Loulé. A par da componente musical, o Festival MED é também uma conjugação de várias manifestações artísticas, da pintura ao artesanato, passando pela animação de rua ou gastronomia e, segundo a organização, também nestas vertentes estão previstas várias surpresas para a edição deste ano. Os interessados podem seguir as novidas em www.facebook.com/festivalmedloule Os novos nomes anunciados CELINA DA PIEDADE (Portugal) O seu entusiasmo pela música e dança tradicionais fez com que se tornasse numa das instrumentistas mais prolíficas desse meio em Portugal. Tem participado em centenas de bailes e oficinas de música folk. Dedica-se ativamente ao estudo e divulgação do património musical alentejano. Nos seus concertos a solo apresenta um repertório variado – que vai desde composições suas, a temas do cancioneiro popular, um pouco de fado, músicas de raiz de diversas partes do mundo -, que é espelho do seu percurso como artista, rico em experiências. São uma espécie de biografia musical, ora delicada, ora intensa, sempre cheia de sensibilidade e emoção. JUPITER & OKWESS INTERNATIONAL (Rep. Dem. Congo) Jupiter, conhecido como The Rebel General, lidera um grupo de músicos oriundos de onze diferentes províncias do Congo e carrega veementemente a bandeira do Bofenia Rock - do qual é o fundamental percursor e que se baseia numa reativação de ritmos e melodias do grande e esquecido Congo, injetando ao mesmo tempo o groove urbano. Jupiter inicia a sua aprendizagem musical com a percussão e os ritmos do Congo - os famosos “zébola” da sua etnia de origem, Ekonda - tornando-se um mestre na matéria. TURTLE ISLAND (Japão) Turtle Island funde a música tradicional japonesa com outros elementos musicais como as distorções da guitarra, música indiana e música tradicional coreana, tudo conjugado com uma base punk rock. O carismático vocalista é muitas vezes referido como o Manu Chao japonês; com as suas mensagens apaixonadas, Turtle Island ganhou o reconhecimento entre os apaixonados do mainstream.»

27 fevereiro, 2014

Mercedes Peón e Bomba Estéreo Também no Med de Loulé

Já se sabia de Gisela João, mas agora também a galega Mercedes Peón e os colombianos Bomba Estéreo estão também confirmados no festival Med de Loulé deste ano. O comunicado: «11º FESTIVAL MED: GISELA JOÃO, MERCEDES PÉON E BOMBA ESTÉREO SÃO OS PRIMEIROS NOMES ANUNCIADOS Nos dias 26, 27 e 28 de junho, as músicas do mundo estão de volta à Zona Histórica de Loulé, com a realização da 11ª edição do Festival MED. Integrado no roteiro dos festivais europeus de World Music, o evento alia à componente musical uma fusão de manifestações culturais que vão desde a pintura à gastronomia, passando pelo teatro ou artesanato. Para o cartaz deste ano estão já confirmados oficialmente três nomes: a fadista Gisela João, a cantora e compositora galega Mercedes Peón e os colombianos Bomba Estéreo. Dona de uma voz singular, Gisela João foi a grande revelação na área do fado em 2013 e vai estar no dia 28 de junho, no Palco da Cerca para mostrar as razões pelos quais é um dos grandes nomes da nova vaga do Fado. A artista esteve hoje na apresentação do MED e manifestou o seu antigo desejo de subir ao palco deste Festival. Da Galiza para Loulé, Mercedes Péon traz a ancestralidade das aldeias da sua terra natal, vestida de uma roupagem contemporânea e alternativa. A atuação está agendada para o dia 27 de junho, no Palco da Cerca. A energia e força em palco dos Bomba Estéreo, um dos nomes mais importantes da América Latina no atual panorama musical, vai incendiar o Palco da Matriz, para o encerramento do primeiro dia do MED (26 de junho). Mais uma vez a qualidade artística é uma das grandes apostas da organização que acredita que estes e os outros nomes poderão proporcionar experiências musicais únicas ao público. Este ano, terão lugar assegurado no cartaz do Festival bandas representantes de países que, pela primeira vez, irão marcar presença no MED. No total, serão cerca de 40 as bandas que irão passar por esta edição do evento, representantes de 16 países. A edição deste ano volta a ter o formato de três dias, com o objetivo de ir ao encontro do espírito festivaleiro, permitindo uma maior diversidade da oferta musical, assim como uma maior dinamização da economia local. O 11º Festival MED vai ser também apresentado no recinto da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, no dia 13 de março, data em que o site oficial do Festival vai para o ar. Para o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, o Festival MED “é um dos cartazes de referência do panorama da música em Portugal e é, ainda, uma marca de Loulé, responsável, nos últimos, por projetar no país e no estrangeiro o nome desta cidade”. O autarca salientou ainda o facto de o MED decorrer “no casco histórico da cidade renovado”, já que neste momento estão a decorrer no local obras de reabilitação. Com os novos achados arqueológicos nos Banhos Islâmicos, o presidente da Câmara acredita que esta “será mais uma peça de valorização para o Festival em si”. “A Câmara Municipal de Loulé tem neste Festival uma referência cultural de primeira linha”, sublinhou ainda o edil, garantindo que “os grandes eventos que projetam a cidade de Loulé são para continuar e valorizar e infundir uma nova dinâmica”. Quanto ao impacto económico na atividade turística, Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve, falou do facto do Festival MED ser “um evento diferenciador”, uma mais-valia já que “os turistas que nos visitam também querem experiências diferentes e o MED encaixa perfeitamente aí”. O investimento realizado nesta edição é semelhante à anterior – cerca de 200 mil euros – sendo que este ano, para além do alargamento a três dias (em vez dos dois dias de 2013), foi possível fazer uma poupança de custos em virtude do planeamento realizado que permitiu que o cartaz tivesse ficado fechado em janeiro. “Posso garantir-vos que a qualidade do evento não irá baixar, antes pelo contrário, teremos um cartaz superior ao dos últimos anos”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal. Refira-se que, ao longo de dez anos de existência, o Festival MED já trouxe a Loulé 324 bandas, em representação de 30 países. Os artistas GISELA JOÃO O disco de estreia de Gisela João é um marco na História do Fado contemporâneo. Sem desvios nem artifícios, parte duma formação tradicional e mergulha na sua génese, reencontra a sua autenticidade, questiona os seus excessos e maneirismos, para se tornar genuíno como nunca e apontar o seu futuro. Nasceu em Barcelos, viveu seis anos no Porto e finalmente o canto impôs a sua vontade e levou-a para Lisboa. Numa pequena casa “emprestada” na Mouraria debateu-se com o peso imenso da solidão, pensou várias vezes em desistir, mas resistiu. Conquistou o Sr. Vinho, a Tasca da Bela, a Mesa de Frades primeiro, para depois encher o Lux (primeiro num set do mago do pós-Dubstep, Nicolas Jaar e depois em nome próprio, a convite de Manuel Reis), e, mais recentemente, uma pequena legião de fãs esgotou o Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém duas semanas antes do espetáculo. Chegara a hora de gravar o seu primeiro disco, esse grande desafio. Encontrou em Frederico Pereira o cúmplice ideal – iniciaram as gravações. Estávamos em Fevereiro de 2013, certos do caminho que havia para percorrer mas longe de prever o que iria acontecer. O disco sai a 1 de julho de 2013, duas semanas depois alcança o primeiro lugar no Top de vendas nacional e é considerado pela grande maioria com o mais importante disco de estreia de um artista português no século XXI. Nesse mesmo ano é convidada a participar em alguns dos mais importantes festivais da cena musical portuguesa, entre os quais, Largos da Mouraria – Festas de Lisboa, Festa do Avante, Caixa Alfama, Debandada e Vodafone Mexefest e atua no Festival da Flandres, marcando desta forma a primeira apresentação do seu disco de estreia internacionalmente. Depois de ter arrebatado tudo e todos em 2013, a grande revelação da cena musical portuguesa, a fadista Gisela João, deixou a sua marca em duas das mais prestigiadas salas do país: na Casa da Música, Porto, e no CCB, Lisboa. Gisela João entrou em 2014 a mostrar, ao vivo, porque é que fez de 2013 um ano crucial para a história do Fado. MERCEDES PEÓN A galega Mercedes Peón é considerada uma das mulheres mais carismáticas do circuito da World Music atual. Nasceu em 1967 e, aos 13 anos, ouviu cantar várias mulheres da Costa da Morte. O tocar da pandeireta e o cantar da ribeirana foram os impulsionadores para recolher as músicas, danças, histórias e vivências dos seus conterrâneos das aldeias. Transmitiu todo esse conhecimento através do ensino, nas escolas municipais, na TV Galega, e em Universidades como La Sorbonne, Porto, País de Gales etc.. A variedade das suas composições que arrancam da polirritmia sob o olhar dos ritmos mais ancestrais, culminam em temas ecléticos e descaradamente vibrantes, o seu vasto repertório, o embruxo e a energia que se apoderam de cada uma de suas atuações, fazem desta mulher, uma aposta segura pela continuidade da cena etno-contemporânea na Europa. Depois de se aprofundar na tradição há mais de 25 anos, em 2000 gravou o seu primeiro álbum chamado “Isué”. Expressou-se livre de clichés, e espalhou-se pelo domínio internacional sem qualquer esforço mediático. Nos seus trabalhos posteriores – “Ajrú”, em 2004, e “Sihá”, em 2007 - as suas composições levaram-na a uma particular atmosfera quase roçando a eletroacústica, fazendo do resultado o seu sinal distintivo dentro e fora de fronteiras. Os seus últimos trabalhos têm estreita colaboração com outras disciplinas como a dança - composição da música de "O Kiosco das almas perdidas" do Centro Coreográfico Galego; assessoria de som e composição eletroacústica para o espetáculo "Concerto desconcerto" da companhia Entremáns; composição de música para a obra "Solo dos" de Maruxa Salas; e ainda o cinema - composição da música do filme documentário de Margarita Ledo "Liste, pronunciado Lister" e da curta-metragem "Cienfuegos 1913" da mesma autora. No final de 2010, sai o seu quarto trabalho discográfico “...---... SOS”, música de vanguarda, catalogado como maduro, fresco, surpreendente, criativo. Profundamente conceitual, mostra uma evolução e um momento na sua carreira especialmente brilhante. Criado, tocado, produzido e misturado por ela mesma é um exercício de micro-composição, onde o resultado final, maior que as partes que o compõem, ergue-se como o trabalho mais vanguardista e contemporâneo dos editados até o momento. BOMBA ESTÉREO Grupo oriundo da Colômbia, Bomba Estéreo funde a música eletrónica com rock, reggae e rap, mas também com os sons do Caribe como a cumbia ou a champeta. Conta com três trabalhos discográficos que consolidaram os Bomba Estéreo como uma das bandas colombianas mais importantes a nível nacional e internacional. Com o seu primeiro álbum (“Vol. 1”, 2006) o grupo conseguiu a aprovação, interesse e a aclamação dos meios de comunicação social e do público, principalmente no seu país. O seu segundo trabalho (“Estalla/Blow Up”, 2008) abre portas ao panorama e meios internacionais mais importantes e, em 2012, conquista o Disco de Ouro pelo número de vendas. Em 2010, o single “Fuego” integra a banda sonora do videojogo FIFA e a banda é eleita como a Banda Revelação do MTV Iggy. Faz ainda parte da banda sonora do filme “Limitless”, com o tema “La Boquilla”, em 2011, assegurando um lugar relevante no panorama da música mundial. “Elegancia Tropical” é o mais recente trabalho discográfico dos Bomba Estéreo, lançado em setembro de 2012, e que foi reconhecido como Álbum Número 1 segundo a Revista Semana (o semanário mais influente da Colômbia), em dezembro do mesmo ano, depois de uma bem-sucedida tourné nacional de lançamento. Para além da aclamação por parte dos fãs e da crítica internacional, este trabalho discográfico liderou as vendas digitais no iTunes Stores após o seu lançamento, o que fez com que a banda fosse eleita como o Artista Revelação pelos editores do iTunes da América Latina, em 2012. Em 2013, a Academia Latina de la Grabación reconheceu o trabalho dos Bomba Estéreo com a nomeação para o Grammy Latino com “Elegancia Tropical”, na categoria de “Melhor Álbum de Música Alternativa”. A sua proposta sonora de alta qualidade e a experiência inigualável que deixa em cada atuação distingue o grupo e permite que continue a pisar importantes palcos em todo o mundo.»

21 fevereiro, 2014

Angélique Kidjo no FMM de Sines, Gisela João no Med de Loulé

E, no mesmo dia, surgem as primeira confirmações de artistas e grupos agendados para a edição 2014 do FMM de Sines (Angélique Kidjo -- na foto --, Oliver Mtukudzi, Fatoumata Diawara com Roberto Fonseca e Mamar Kassey) e para o Med de Loulé (Gisela João). Primeiro, o comunicado do FMM: «FMM Sines anuncia primeiros nomes programados para a edição de 2014 Estão confirmadas as primeiras presenças no maior evento de músicas do mundo realizado em Portugal: Angélique Kidjo (uma das grandes divas africanas), Oliver Mtukudzi (nome histórico da música do Zimbabué), a dupla Fatoumata Diawara e Roberto Fonseca (colaboração entre o Mali e Cuba) e a banda Mamar Kassey (música do coração do Sahel). África, com uma incursão a Cuba, é a origem das primeiras confirmações do programa do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo 2014, que decorre entre 18 e 26 de julho, em Sines e Porto Covo. Nesta 16.ª edição do festival, Sines irá oferecer novamente um programa que convida a partir à descoberta da melhor música que se faz no planeta, sem fronteiras de géneros, nacionalidades ou culturas. Angélique Kidjo, nascida no Benim e atualmente radicada em Nova Iorque, é uma das mais conceituadas cantautoras, ativistas e personalidades africanas. A BBC incluiu-a na lista de 50 personalidades do continente em 2011 e o Daily Telegraph descreveu-a como “a rainha incontestada da música africana”. A sua estreia em Sines vai ser feita com o disco “EVE”, lançado em janeiro de 2014, uma homenagem à sua mãe e às mulheres em geral. Angélique Kidjo é uma das artistas africanas mais premiadas, destacando-se no seu currículo a conquista do Grammy de Melhor Álbum Contemporâneo de World Music com “Djin Djin” (disco de 2007) e a nomeação do seu álbum seguinte, “Oyo”, de 2010, para o mesmo galardão. “EVE”, o disco que acaba de lançar, mereceu cinco estrelas da última edição da revista Songlines e também promete uma carreira muito bem-sucedida entre o público e a crítica. O cantor e guitarrista Oliver “Tuku” Mtukudzi é um clássico da música africana. Nascido em 1952, vai estrear-se em Sines com uma carreira de quase cinco décadas atrás de si. Partilha com Thomas Mapfumo, músico com quem tocou nos anos 70, o estatuto de patriarca da música do Zimbabué. Ao longo da sua carreira prolífica, editou mais de meia centena de álbuns (mais de sessenta em algumas contagens), sendo o mais recente “Sarawoga”, lançado em 2012. O seu estilo musical – tão particular que os fãs o tratam como um género em si próprio, a “Tuku music” – produz canções com estruturas pop tocadas na guitarra acústica em que é exímio e em instrumentos tradicionais como o mbira e a marimba. Apresenta-se com a banda The Black Spirits, uma mistura de músicos veteranos e da nova geração. A maliana Fatoumata Diawara deu um dos concertos mais memoráveis do FMM Sines 2012. Volta ao festival em 2014 num projeto de colaboração com o pianista cubano Roberto Fonseca que Sines será um dos primeiros palcos mundiais a receber. Fatoumata é uma das vozes da nova música maliana, inovadora dos ritmos e melodias do seu país, com um grande álbum, “Fatou”, editado em 2011. Roberto tem um percurso no jazz, nas músicas tradicionais cubanas e nos sons urbanos contemporâneos. No seu disco “YO”, também de 2012, lançou-se numa viagem pelas suas raízes africanas e pelas suas expressões em ambos os lados do Atlântico. Neste projeto, onde Fatoumata explora o seu desejo de ir mais além e Roberto encontra África na voz de uma das suas maiores cantoras, haverá ainda a presença de uma banda de cinco elementos onde estarão em força a percussão cubana e a elegância dos instrumentos de cordas malianos. Mamar Kassey é uma banda que vai interessar os curiosos pela música do Sahel e do Sahara. Fundada em 1995 em Niamey, capital do Níger, é liderada por Yacouba Moumoni, cantor e intérprete de flauta “peul”. Atua em Sines na sequência do seu terceiro álbum, “Taboussizé-Niger”, lançado em 2013 pela editora bretã Innacor. Yacouba Moumoni é considerado o músico mais popular do Níger e a música de Mamar Kassey, moderna apesar de se manter fiel às tradições étnicas do país, tem um público considerável em toda a África Ocidental. “Taboussizé-Niger” integrou a seleção de melhores dos discos de 2013 em publicações como Les Inrocks, Mondomix e Folkroots. Bilhetes Os bilhetes para o FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2014 já estão à venda na plataforma BilheteiraOnline.pt. Cada dia de concertos pagos (concertos noturnos no Castelo entre 22 e 26 de julho) custa € 10, sendo o custo do passe de € 35 até 30 de abril (após 30 de abril, o passe custa € 40). Além destes concertos pagos, o FMM Sines oferece, como sempre, logo a partir do primeiro dia do festival, 18 de julho, um extenso programa de concertos gratuitos em vários períodos e palcos do festival. Mais informações www.fmm.com.pt www.facebook.com/fmmsines» Já o MED de Loulé informa: «GISELA JOÃO NA APRESENTAÇÃO DO 11ºFESTIVAL MED A fadista Gisela João vai estar presente na Conferência de Imprensa de apresentação da 11ª edição do Festival MED, a ter lugar na próxima quarta-feira, 26 de fevereiro, pelas 16h30, na Sala do Atlético Sporting Clube, onde serão anunciados os primeiros nomes do cartaz. Este ano, o Festival MED decorre nos dias 26, 27 e 28 de junho, na Zona Histórica de Loulé, e contará mais uma vez com um cartaz musical de luxo. Depois de ter arrebatado tudo e todos em 2013, a grande revelação da cena musical portuguesa, a jovem fadista Gisela João, é um dos nomes confirmados para o MED. Integrado no roteiro dos principais festivais de World Music, para além de um alinhamento musical que traz a Portugal os melhores nomes das músicas do mundo, este festival passa também por uma fusão de manifestações culturais que vão desde a gastronomia às artes plásticas, animação de rua, artesanato, dança, workshops, e muito mais, com um claro objetivo de divulgar as várias culturas do mundo. Sobre Gisela João O disco de estreia de Gisela João é um marco na História do Fado contemporâneo. Sem desvios nem artifícios, parte duma formação tradicional e mergulha na sua génese, reencontra a sua autenticidade, questiona os seus excessos e maneirismos, para se tornar genuíno como nunca e apontar o seu futuro. Nasceu em Barcelos, viveu seis anos no Porto e finalmente o canto impôs a sua vontade e levou-a para Lisboa. Numa pequena casa “emprestada” na Mouraria debateu-se com o peso imenso da solidão, pensou várias vezes em desistir, mas resistiu. Conquistou o Sr. Vinho, a Tasca da Bela, a Mesa de Frades primeiro, para depois encher o Lux (primeiro num set do mago do pós-Dubstep, Nicolas Jaar e depois em nome próprio, a convite de Manuel Reis), e, mais recentemente, uma pequena legião de fãs esgotou o Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém duas semanas antes do espetáculo. Chegara a hora de gravar o seu primeiro disco, esse grande desafio. Encontrou em Frederico Pereira o cúmplice ideal – iniciaram as gravações. Estávamos em fevereiro de 2013, certos do caminho que havia para percorrer mas longe de prever o que iria acontecer. O disco sai a 1 de julho de 2013, duas semanas depois alcança o primeiro lugar no Top de vendas nacional e é considerado pela grande maioria com o mais importante disco de estreia de um artista português no século XXI. Nesse mesmo ano é convidada a participar em alguns dos mais importantes festivais da cena musical portuguesa, entre os quais, Largos da Mouraria – Festas de Lisboa, Festa do Avante, Caixa Alfama, Debandada e Vodafone Mexefest e atua no Festival da Flandres, marcando desta forma a primeira apresentação do seu disco de estreia internacionalmente. Depois de ter arrebatado tudo e todos em 2013, a grande revelação da cena musical portuguesa, a fadista Gisela João, deixou a sua marca em duas das mais prestigiadas salas do país: Casa da Música e CCB. Gisela João entrou em 2014 a mostrar, ao vivo, porque é que fez de 2013 um ano crucial para a história do Fado».

26 junho, 2013

Última Hora: Omar Perry substitui Anthony B no Med

O comunicado: «Omar Perry substitui Anthony B no dia 29. Por motivos alheios à organização do Festival MED, o concerto do jamaicano Anthony B foi cancelado. O cantor de reggae não conseguiu resolver problemas burocráticos relacionados com a sua autorização para viajar pelo que se viu forçado a cancelar a tour europeia, incluindo o concerto no nosso festival. Em substituição, o Festival MED tem o prazer de anunciar a presença do também jamaicano Omar Perry (na foto), filho do lendário Lee Scratch Perry, e um dos nomes emergentes de maior relevo na cena reggae internacional.»

Med de Loulé 2013 - Todos os Concertos!

O Raízes e Antenas já tinha divulgado o nome de todos os artistas e bandas que vão passar pelos dois palcos principais (Cerca e Matriz) da edição 2013 do Med de Loulé, que começa já depois de amanhã, sexta-feira, e termina no sábado. Hojé é a vez de se saber também os horários de quem toca nesses e nos outros palcos: «Dia 28: João Pedro Cunha e João Luís Rosa Palco: MED Classic - Igreja Matriz 19:30 Violino Romântico O Violino surgiu na primeira metade do séc. XVI, e ainda que a questão da sua origem seja uma das maiores lacunas na história dos instrumentos musicais, rapidamente adquiriu o estatuto – que ainda hoje mantém – de Rei dos instrumentos. Após o sucesso de 2009 com o duo violiNOacordeão, o violinista João Pedro Cunha regressa ao Festival MED, desta feita com o pianista João Rosa, propondo-se explorar essa reconhecida vertente mais expansiva e calorosa do violino. Mundopardo Palco: Bica 20:30 Mundopardo é um projecto musical, natural de Faro, formado por 4 amigos que decidiram continuar a sua aventura musical dos tempos que passaram juntos na versus tuna – Tuna Académica da Universidade do Algarve. A simplicidade das composições aliada a uma grande riqueza melódica onde sobressai a voz e o jogo de vozes faz dos MundoPardo um projecto que possui já a sua própria identidade e o seu espaço na música portuguesa. The Burnt Old Man (Act 1) Palco: Arco 20:45 The Burnt Old Man, é um projecto que foi evoluindo ao longo de diversos encontros entre Rubén (flauta) e Kevin (guitarra), durante as primeiras "sessões" realizadas na capital Andaluza. O vasto conhecimento musical que estes músicos armazenam, faz com que pretendam evitar o tradicional "set" e "reels", debruçando-se sobre a extensa e rica variedade da cultura musical Atlântica. Assim, começaram um trabalho de recuperação de peças e variações. Samuel Úria Palco: Castelo 21:30 Com uma proveniência marcada pelo punk, pelo rock’n’roll e pela estética low-fi, Samuel Úriatem ganho notoriedade desde 2008, altura em que, entre edições caseiras e concertos em que apenas se acompanhava pela guitarra acústica, se nos deu a conhecer. Singular na língua materna, singular nas melodias e singular na relação com o público, aos poucos se gerou o culto e assomou a expectativa, consagrando Samuel Úria como o mais interessante cantautor do século XXI português. Aline Frazão Palco: Cerca 22:00 Aline Frazão nasceu e cresceu em Luanda, Angola. A jovem cantora e compositora angolana lançou em Dezembro de 2011 o debut “Clave Bantu”, uma edição independente de 11 temas origi-nais, entre eles duas colaborações com os escritores angolanos José Eduardo Agualusa e Ondjaki. “Movimento” é o segundo trabalho discográfico de Aline Frazão, lançado em maio de 2013 (Ponto Zurca/Coast to Coast). Miguel Araújo Palco: Matriz 22:45 Miguel Araújo nasceu nasceu no Porto em 1978. Em Maio de 2012 foi lançado o seu 1º álbum em nome próprio, “Cinco Dias e Meio” (EMI). Depois de vários anos ligado à música como criador, músico e autor dos Azeitonas, um dos mais entusiasmantes fenómenos de culto da actual pop portuguesa (“Anda Comigo ver os Aviões”, “Quem és tu Miúda”, etc.), autor de composições para outros artistas (António Zambujo, Ana Moura). Elisa Rodrigues acompanhada por Júlio Resende Palco: Convento 22:45 O jazz tem uma nova voz. Se é verdade que Elisa Rodrigues tem vindo a deslumbrar em palco há já algum tempo, o lançamento do seu primeiro disco “Heart Mouth Dialogues” é a confirmação disso. Elisa é capaz de tornar grandes clássicos em temas seus e de reinventar músicas com uma versatilidade impressionante. OrBlua Palco: Bica 23:15 OrBlua é um projecto criado em 2011 com músicos provenientes de diferentes universos musicais, para um único propósito - criar uma sonoridade que represente o património nos mais diversos sentidos e orientações. Uma sonoridade que cheira a algarve, a mar, a serra, a mediterrâneo, a europa, a mundo. Uma sonoridade que recolhe cheiros, cores, histórias, memórias, paisagens e sonhos. Dead Combo Palco: Castelo 23:30 Os Dead Combo são Tó Trips e Pedro Gonçalves. Formaram-se em 2003 a convite de Henrique Amaro, da Rádio Antena 3, para a gravação de uma faixa “Paredes Ambience”, incluída no CD de homenagem ao génio da guitarra Portuguesa Carlos Paredes, “Movimentos Perpétuos – Música para Carlos Paredes”. Encarnam duas personagens que poderiam ter saído de uma BD: um gato pingado e um gangster. Tulipa Ruiz Palco: Cerca 00:00 Nascida em Santos, Tulipa cresceu na cidade mineira de São Lourenço. Seu contato com a música começou cedo, influenciada pelo pai, Luiz Chagas, jornalista e guitarrista da histórica banda Isca de Polícia de Itamar Assumpcão. Na adolescência, a cantora teve um programa de rádio, fez coral e estudou por cinco anos canto lírico com a maestrina Edna de Sousa Neves. Mudou-se para São Paulo, onde estudou Multimeios. Apesar de ter integrado bandas durante a faculdade, tratava a música como hobby ... Oumou Sangaré Palco: Matriz 01:15 Oumou Sangaré nasceu em Bamako, no Mali, em 1969. Quando tinha dois anos, o seu pai casou com a segunda mulher e emigrou para a Costa do Marfim, deixando a mãe de Oumou, grávida na altura, e três filhos ainda pequenos. A luta pelo dia-a-dia da família foi uma constante na infância de Oumou. A mãe de Oumou era cantora e a sua principal fonte de rendimentos era o “sumu” (comemorações de casamento e de batizado organizadas pelas mulheres), ou “festas de rua”. Hugo Mendez "Sofrito" Palco: Cerca 02:30 Hugo Mendez é DJ, dono de uma discográfica e pesquisador de música na vanguarda do Movimento Tropicalista na Europa. Dia 29: Orquestra do Algarve - 4 Estações de Vivaldi Palco: MED Classic - Igreja Matriz 19:30 Notas ao programa Embora durante longo tempo tenha sido famoso na Europa enquanto compositor e violinista, perdeu o seu público durante a última década da sua vida. Os últimos dias foram vividos na miséria e, tal como viria a acontecer com Mozart, foi enterrado numa vala comum, e aparentemente as suas partituras condenadas à obscuridade. The Burnt Old Man (Act 2) Palco: Bica 20:30 The Burnt Old Man, é um projecto que foi evoluindo ao longo de diversos encontros entre Rubén (flauta) e Kevin (guitarra), durante as primeiras "sessões" realizadas na capital Andaluza. Bad Luck & Trouble Palco: Arco 20:45 Os Bad Luck & Trouble são um projeto musical de Faro composto por duas guitarras e voz, que procura explorar as sonoridades oriundas dos blues, do swing e também da música mais contemporânea. Criado no início de 2012, este projeto conta já com um currículo de atuações que lhe tem vindo a proporcionar alguma notoriedade na sua cidade natal. Dona Gi Palco: Castelo 21:30 Os Dona Gi são uma banda portuense, fruto de um trabalho de composição de letras e canções originais com fusão de Folk e Fado. Sílvia Pérez Cruz Palco: Cerca 22:00 Sílvia Pérez Cruz tem uma voz luminosa, quente, delicada e lindíssima, que combina a improvisação do jazz, a força e o ritmo do flamenco, os melismas do fado e a proximidade da música de bar. A sua versatilidade, que lhe valeu o prémio Altaveu 2009, está patente na diversidade de projetos de música, teatro e dança que protagonizou. Sofia Vitória & Luís Figueiredo Palco: Convento 22:45 Sofia Vitória nasceu em Setúbal. É licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, frequentou o Curso de Piano do Conservatório Regional de Setúbal e actualmente frequenta a licenciatura em Jazz na Escola Superior de Música de Lisboa e a disciplina de Dança Contemporânea na Escola Superior de Dança. Hedningarna Palco: Matriz 23:00 Já em 1994, a banda Hedningarna foi votada a "melhor atuação do ano". Atualmente, apesar de todas as alterações a nível dos membros, da falência da empresa discográfica e de projetos paralelos, o poder dos instrumentos e a magia na música permanecem intactos e genuínos como sempre. Os Hedningarna surgem com um novo CD e fazem parte dos cartazes de uma série de concertos e festivais para este verão. Fad'Nu Palco: Bica 23:15 Poesia, alma e garra. O coração que tem voz de mulher. O aço da corda esticada que vibra. Versão intimista e minimal do fado, raízes alicerçadas na tradição mas caminho aberto e livre de dogmas ou fronteiras. Kumpania Algazarra Palco: Castelo 23:30 Esta sonora algazarra vagueia pelas músicas dos cinco continentes, transformando os sons em que toca numa festa ambulante, ao estilo das fanfarras europeias. Saltimbancos, filhos da estrada e do vento, músicos em folia permanente submergidos num cocktail de música animada, as suas combinações de notas musicais formam um rendilhado de culturas, onde estão presentes, de forma conjugada ou separada, os sons balcânicos, árabes, latinos, africanos, o ska, o funk e o hiphop, entre outros. Cuca Roseta Palco: Cerca 00:00 E então, por breves momentos, deixemos entrar a saudável dúvida: o que é que uma fadista, com um primeiro disco celebrado e trabalhado por um produtor planetário – Gustavo Santaollala - , com o peso da verdade que o fado exige e ela entrega : o que fazer para o segundo disco? A lógica comercial aconselharia um registo pouco aventuroso, onde a zona de conforto se manteria e apenas uma ou duas pistas cantadas poderiam dar indícios de uma evolução. Anthony B Palco: Matriz 01:15 Blair cresceu na cidade rural de Clark, na freguesia norte-ocidental de Trelawny, na Jamaica. Na sua juventude, os seus cantores favoritos eram as lendas do reggae Bob Marley e Peter Tosh, músicos que tiveram bastante influência no seu estilo. A influência de Peter Tosh está incontestavelmente presente nas interpretações vocais de Anthony B e na sua atitude revolucionária. Anthony B abraçou as crenças do movimento Rastafari na adolescência, uma decisão que não foi bem acolhida pela sua família. Batida DJ Set Palco: Cerca 02:30 A história de Batida confunde-se com a de Pedro Coquenão. Nasceu no Huambo, cresceu nos subúrbios de Lisboa, de casa em casa, a ouvir histórias de saudade e de um regresso adiado, rodeado de instrumentos na sala e com o rádio no quarto como primeira paixão. Estreou-se aos 18 como locutor na Rádio Marginal, que moldou como estação alternativa, escreveu as primeiras linhas da Oxigénio e, mais tarde, depois de passar pela Voxx e Radar, fundou o colectivo Fazuma. Mais informações: http://www.festivalmed.pt/»

21 maio, 2013

Oumou Sangaré, Hedningarna e Anthony B no Med de Loulé 2013!

Vem aí outro Med! Ainda falta saber quem são os artistas e bandas que sobem aos palcos secundários, mas quem actua nos principais são estes: «FESTIVAL MED DE LOULÉ COMEMORA A SUA 10ª EDIÇÃO A 28 E 29 DE JUNHO COM CARTAZ DE LUXO Dia 28 Dead Combo, Samuel Úria, Oumou Sangaré, Miguel Araújo, Aline Frazão, Tulipa Ruiz, Dj Hugo Mendez "Sofrito" Dia 29 Hedningarna, Anthony B, Silvia Pérez Cruz, Kumpania Algazarra, Cuca Roseta, Dona Gi, Batida Dj set É já nos próximos dias 28 e 29 de Junho que as irresistíveis ruas, vielas e praças do centro histórico de Loulé serão novamente invadidas por milhares de pessoas em busca da melhor música, artesanato e gastronomia vindo um pouco de todo o Mundo. O evento, uma organização da Câmara Municipal de Loulé e que assinala este ano a sua décima edição, promete muitas horas de profunda animação, de experiências inesquecíveis e de muitas descobertas. Na música, o prato forte de todas as edições do certame louletano, estão prometidas emoções fortes com um luxuoso programa de actuações: Desde logo atenções centradas nesse fenómeno de popularidade na cena reggae internacional que é o jamaicano Anthony B, dono de uma legião de fãs no nosso país e que sobe ao palco da Matriz no segunda dia do evento. Outro ponto alto do festival será o regresso a Portugal, após vários anos de ausência, de uma das bandas mais míticas e relevantes dos últimas duas décadas na Europa, os revolucionários, aclamados pela crítica e sempre vanguardistas Hedningarna, da Suécia, bem como a estreia no festival algarvio da grande diva da música africana, e activista cívica pelos direitos das mulheres, a Embaixadora da Boa-Vontade da ONU e vencedora de um Grammy, Oumou Sangaré, do Mali. O programa do MED 2013 faz uma aposta clara numa nova geração de cantautoras no feminino que está a impressionar o mercado internacional da música: a catalã Silvia Perez Cruz é, neste momento, uma das artistas mais acarinhadas pelo público e pela crítica de Espanha. Tudo por causa de "11 de Noviembre", o seu disco de estreia que chegou aos escaparates durante o ano passado. Loulé testemunhará o primeiro concerto completo de Silvia Perez Cruz em território nacional após um ano em que a artista de Barcelona coleccionou prémios e honrarias. Quem também visitará Loulé no final de Junho é a talentosa brasileira Tulipa Ruiz, uma das grandes promessas da sempre dinâmica música brasileira. No primeiro dia do MED, o Palco da Cerca abrirá hostilidades com a sensacional angolana Aline Frazão, que esta semana lançou para o mercado o seu segundo disco, "Movimento", e que em muito pouco tempo já deixou rendida a crítica especializada de toda a Europa. O contingente nacional da edição deste ano do certame de Loulé é também de alto nível e, como é habitual, promove alguns dos mais interessantes projectos recentes da música portuguesa. Dos aclamados e cinematográficos Dead Combo, à excelência da escrita de canções em português por Miguel Araújo e Samuel Úria. Da grande vedeta do fado que já é Cuca Roseta à contagiante e contemporânea celebração popular que representam as actuações dos Kumpania Algazarra ou dos Dona Gi. Quem quiser testemunhar o momento dourado vivido pelo jazz nacional deve acompanhar os concertos de duas das mais vibrantes vozes do panorama nacional em concertos intimistas de voz e piano num novo espaço que o MED estreia este ano: o palco do Convento. Elisa Rodrigues, acompanhada pelo pianista algarvio Júlio Resende, e Sofia Vitória, em projecto de homenagem a Chico Buarque dividido com Luís Figueiredo ao piano. Por fim, para os mais resistentes, as duas noites do MED 2013 terminarão com apelos à dança vindos dos pratos de Hugo Mendez (Sofrito), badalado dj londrino com créditos firmados a fazer abanar ancas com sons afro-latinos, e de BATIDA, que começou por ser o programa semanal de Pedro Coquenão na Antena 3 e RDP África, se transformou no seu disco de estreia, na também inglesa Soundway Records e depois num show, que passou pelos maiores palcos internacionais e nacionais, incluindo uma inesquecível passagem por Loulé há 2 anos, regressa agora sozinho para um Dj Set. Os bilhetes diários para a edição 2013 do Festival Med custam 12 euros e podem ser adquiridos nos dias do evento no próprio local. www.festivalmed.pt»

27 junho, 2012

Med de Loulé - (Também) O Programa Completo!

...De concertos, claro, que há muito mais coisas a acontecer por lá. É só clicar no botão em cima! Para saber o resto, clique aqui.

21 junho, 2012

Clube Conguito e You Can't Win, Charlie Brown no MED de Loulé

A dupla de DJs Clube Conguito -- formada por Rodrigo Madeira e, pois, o autor deste blog -- volta a encerrar o MED de Loulé, na noite de sábado, 30 de Junho. Outro nome acrescentado entretanto ao cartaz é o dos You Can't Win, Charlie Brown (na foto). O comunicado: «You Can’t Win, Charlie Brown substituem Miguel Araújo no Festival Med Por motivos alheios à organização do Festival Med, o espetáculo do artista Miguel Araújo, que subiria dia 30 de junho ao palco Cerca para apresentar o seu álbum de estreia, foi cancelado. Em substituição atuarão no mesmo dia os promissores talentos da nova música portuguesa You Can’t Win, Charlie Brown, considerados por muitos a banda revelação 2011. Não sendo possível contar com a atuação de Miguel Araújo, por motivos pessoais, a organização optou pela escolha da banda You Can’t Win, Charlie Brown. Este grupo composto por seis bons rapazes lisboetas irá apresentar nesta próxima edição do Med o seu álbum de estreia «Chromatic». Este disco que viaja por entre variadas influências que vão deste melodias dançáveis, enérgicas, tribais, até levemente pop, contou com a participação da belíssima voz de Márcia no tema «A while can be a long time». Os You Can’t Win, Charlie Brown foram a única banda portuguesa a ser selecionada para participar no prestigiado festival South By Southwest 2012, em Austin no Texas. Estas e outras atuações têm trazido à banda grande reconhecimento nacional e internacional. O Med vai ser palco de mais um grande espetáculo deste grupo que promete conquistar os quatro cantos do mundo. A estreia mundial do projeto A Curva da Cintura com Arnaldo Antunes, Toumani Diabaté e Edgard Scandurra, SMOD, Sany Pitbull, A Jigsaw, Norberto Lobo, JAMAICAN LEGENDS com Ernest Ranglin, Monty Alexander e Sly & Robbie, BOUBACAR TRAORÉ, PAUS, Cheikh Lô, Throes + The Shine, A Caruma e You Can’t Win, Charlie Brown são os nomes já confirmados até à data. No fim do mês de junho o centro histórico de Loulé volta a encher-se de sons e sabores dos quatro cantos do mundo, representados pelas mais variadas manifestações artísticas, tendo sempre a música como tema central deste festival. Os bilhetes já se encontram à venda no Cine–Teatro Louletano e na FNAC do Algarve Shopping. Nos dias do evento os ingressos poderão também ser adquiridos à entrada do recinto. O bilhete diário custa 12€.». Mais informações sobre o MED de Loulé, aqui.

05 junho, 2012

MED de Loulé 2012 - Também Meia-Dúzia!

Este blog, hoje, joga sempre à melhor de seis. Depois de meia-dúzia de nomes novos confirmados para o FMM de Sines, é a vez de o MED de Loulé também avançar com mais seis grupos/artistas/projectos -- entre os quais Jamaican Legends, onde se inclui a maravilhosa dupla rítmica Sly Dunbar/Robbie Shakespeare (na foto) -- que aterram no Algarve em finais de Junho: «Festival MED 2012 – 29 e 30 de Junho Novos nomes confirmados no Festival MED 2012 JAMAICAN LEGENDS com Ernest Ranglin, Monty Alexander e Sly & Robbie, BOUBACAR TRAORÉ, PAUS, Cheikh Lô, Throes + The Shine e A Caruma são os novos nomes confirmados para a próxima edição do Festival Med Loulé, 05 de junho de 2012 – Juntam-se hoje aos artistas já confirmados mais seis nomes para a 9ª edição do Festival Med, um dos mais conceituados eventos de World Music realizado no nosso País. A 29 e 30 de junho o centro histórico da cidade de Loulé transforma-se num palco de sons, sabores, experiências culturais e expressões artísticas dos quatro cantos do mundo. JAMAICAN LEGENDS com Ernest Ranglin, Monty Alexander e Sly & Robbie, BOUBACAR TRAORÉ, PAUS, Cheikh Lô, Throes + The Shine e A Caruma, juntam-se aos Já confirmados A Curva da Cintura com Arnaldo Antunes, Toumani Diabaté e Edgard Scandurra, SMOD, Sany Pitbull, A Jigsaw e Norberto Lobo. A atuação de JAMAICAN LEGENDS com Ernest Ranglin, Monty Alexander e Sly & Robbie é um daqueles momentos explosivos que não se pode perder na próxima edição do Med. Esta união que reúne em palco três grandes mestres de World Music tem como objetivo celebrar o 50º aniversário da independência da Jamaica. Numa digressão mundial, que terá lugar apenas este ano, o trio promete aquecer os palcos com a exploração de variadas vertentes do reggae. Este espetáculo único terá lugar dia 30 de junho no palco Matriz. Neste mesmo dia sobe ao palco Cerca o incontornável artista do blues africano, BOUBACAR TRAORÉ. O cantor, compositor e guitarrista malinense desenvolveu um estilo único e inimitável, profundamente inspirado no som do kora. Para além destas influências os seus temas levam-nos para sonoridades e letras que lembram alguns grandes bluesmen americanos como Blind Willie McTell, Robert Johnson e Muddy Waters. Este será com certeza um dos momentos fortes do festival. Cheikh Lô, singular cantor, compositor guitarrista, percussionista e baterista senegalês, considerado por muitos como um dos mais brilhantes músicos africanos das últimas duas décadas, irá atuar dia 29 de junho no palco Matriz. Através da sua voz quente chegam-nos influências de África Ocidental e Central, como o Mbalakh, incorporado com ritmos cubanos, reggae, música brasileira, entre várias outras fusões. Os PAUS são mais um dos nomes nacionais confirmados para a 9ª edição do Festival, Med. Este surpreendente quarteto que reúne quatro grandes artistas portugueses, Joaquim Albergaria, Hélio Morais, Makoto Yagyu e João Pereira, vai apresentar o seu álbum de estreia em Loulé no dia 29 de junho, no palco Cerca. A atuação deste inovador projeto promete impressionar o público com o surpreendente som da bateira siamesa com que se apresenta. Rockuduro é o rebento primogénito, fruto da união de facto entre o rock de um power-duo portuense (os Throes) e a energia debitada sem trepidez de uns angolanos com pêlos nas guelras (The Shine). Marco Castro, Diron, André do Poster e Igor Domingues já partilharam palcos com grandes músicos como Battles, HEALTH, Spoek ou Mathambo e preparam-se agora para surpreender o mundo com os seus ritmos de festa. O encontro destes dois projetos, Throes + The Shine, é para ser presenciado dia 29 de junho no palco Castelo. Já no dia 30 de junho o palco Cerca vai ser invadido pela alegria contagiante do pop-marialva traçada a tinto fanfarra com tiques à Emir Kusturica da banda portuguesa A Caruma. Rui Costa (Silence 4, Filarmónica Gil), Carlos Martins (Umpletrue, The Clits, Annette Blade), Pedro Santos (Silence 4, Filarmónica Gil), José Carlos (Dapunksportif, Umpletrue) e ainda a emergente Ana Santo na voz secundária, são os membros que compões esta banda oriunda da Marinha Grande. Através da utilização de um português escolhido a dedo entre o rico léxico da língua portuguesa, os seus temas irónicos, reativos e provocadores prometem conquistar o público do Med. Os bilhetes já se encontram à venda no Cine–Teatro Louletano e na FNAC do Algarve Shopping. O bilhete diário custa 12,00 €.

24 maio, 2012

MED de Loulé 2012 - As Primeiras Confirmações!

Desta vez são só dois dias, mas que prometem ser intensos! Aqui vão os primeiros nomes, tal como revelados no comunicado oficial: «Festival MED 2012 – 29 e 30 de Junho Festival Med regressa a Loulé com estreia mundial A Curva da Cintura com Arnaldo Antunes, Toumani Diabaté e Edgard Scandurra, SMOD (na foto; de Fouad Allaoui), Sany Pitbull, A Jigsaw, Miguel Araújo e Norberto Lobo são os primeiros nomes já avançados para a 9ª edição do Festival Med. Loulé, 24 de maio de 2012 – Estão já fechados os primeiros nomes para a 9ª edição do Festival Med, um dos mais conceituados eventos de World Music realizado no nosso País. No fim do mês de junho o centro histórico de Loulé volta a encher-se de sons e sabores dos quatro cantos do mundo, representados pelas mais variadas manifestações artísticas, sendo a música o tema central deste festival. A Cerca e a Matriz voltam a ser os palcos principais das atuações dos grandes nomes do circuito internacional de World Music. O palco Castelo, à semelhança das edições passadas, será dedicado ao que de melhor se faz em Portugal. A Curva da Cintura com Arnaldo Antunes, Toumani Diabaté e Edgard Scandurra, SMOD, Sany Pitbull, A Jigsaw, Miguel Araújo e Norberto Lobo são os primeiros nomes já avançados para esta edição. Este ano o Festival Med será palco da esperada estreia mundial do projeto que junta três grandes nomes do género. Arnaldo Antunes (Tribalistas), Edgard Scandurra (Ira) e Toumani Diabaté (um dos músicos africanos mais importantes da atualidade) reuniram-se para gravar «A Curva da Cintura». Este disco traz até ao público as vozes quentes dos dois conhecidos artistas brasileiros e o talento do maliano nas cordas da requintada kora, instrumento que domina e que o levou a vencer por duas vezes o Grammy Awards de melhor álbum de Traditional World Music. A Curva da Cintura com Arnaldo Antunes, Toumani Diabaté e Edgard Scandurra será apresentado em estreia mundial dia 29 de junho, no palco Cerca. Vindos também do Mali chegam os aclamados SMOD. O grupo composto por Ousco, Donsky, e Sam, filho do famoso duo Amadou & Mariam, que passou pelo Med em 2008, irá estrear-se em Portugal para apresentar o seu mais recente trabalho produzido por Manu Chao. O álbum SMOD transpira ritmos revolucionários de hip-hop e rap intercalados por sonoridades malinenses, em que se juntam influências do reconhecido produtor francês. O trio será responsável por encerrar o palco Matriz no primeiro dia do festival. O internacional DJ brasileiro Sany Pitbull irá passar pelo Med no dia 30 de junho para dar a conhecer as suas produções que já conquistaram as principais capitais europeias, como Londres, Paris, Estocolmo e Berlim. O seu trabalho é a prova mais contundente que o Funk carioca está na vanguarda da eletrónica mundial. Com mais de 20 anos de experiência, Sany Pitbull é apontado como um dos expoentes do estilo, diferenciado dos restantes produtores por apostar na exploração instrumental e na riqueza de ritmos e influências. “Cinco dias e meio” é o título do álbum de estreia a solo de Miguel Araújo, que será apresentado no palco Cerca, dia 30 de junho. Gravado em cinco dias e meio, como o próprio título indica, o álbum foi para a rua a 21 de maio e desde a data de edição conta com o sigle “Os maridos das outras” entre os cinco temas mais vendidos nas plataformas digitais em Portugal. Uma estreia imperdível deste artista português em solo algarvio. No dia 23 de junho, sobe ao palco Castelo o reconhecido guitarrista português, Norberto Lobo. Aclamado pela crítica nacional e internacional o guitarrista carateriza-se pelo carácter físico, humano e popular do seu som. Ao longo dos anos tem colaborado com artistas como os München, Chullage ou Lula Pena, para além de ser cofundador dos projetos Norman, Colectivo Páscoa e Tigrala. Já partilhou palcos ou digressões com variadíssimos músicos internacionais, como é o caso Lhasa de Sela, Devendra Banhart, Larkin Grimm, Naná Vasconcelos ou Rhys Chatham. Com dois álbuns de estúdio Norberto Lobo brindará Loulé com uma atuação única e memorável. A Jigsaw é o último nome do cartaz deste ano confirmado até à data. Esta banda blues-folk portuguesa, formada em Coimbra pelo trio João Rui, Jorri e Susana Ribeiro, sobe ao palco Castelo no dia 29 de junho para apresentar o seu terceiro registo de originais e revisitar alguns dos temas dos primeiros álbuns. Este grupo conquistou a opinião pública com o seu primeiro trabalho «Letters From The Boatman», lançado em 2007, graças à originalidade das vozes e da combinação de instrumentos como guitarra, harmónica, banjo, piano, contrabaixo, castanholas, bombo tradicional ou violino. Ao contrário das edições passadas, o festival conta este ano com dois dias de cartaz. Como explica Joaquim Guerreiro, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Loulé “O Festival Med é, desde a sua génese, um símbolo do dinamismo cultural da cidade e do Algarve. Este evento com expressão nacional tem vindo a ganhar eco internacional extremamente importante para a economia local e para a promoção da nossa oferta turística. A nona edição é mérito, sobretudo, do envolvimento e compromisso dos louletanos com este evento. Pautado pelo rigor artístico, mantém-se a excelência do cartaz, que inclui alguns dos melhores artistas nacionais e internacionais”. Os bilhetes estarão à venda a partir de dia 1 de junho no Cine–Teatro Louletano e na FNAC do Algarve Shopping. O bilhete diário custa 12,00 €.»

20 junho, 2011

Clube Conguito (Também) no MED de Loulé


Pois é! O Clube Conguito (eu e o camarada Rodrigo Madeira, com o convidado especial Vasco Madeira, o mais recente e bonito elemento do clã Conguito; na foto) vai encerrar a programação de sexta-feira, dia 24, no Palco do Castelo do MED de Loulé. Desta vez escolhemos muita música negra -- africana (e de várias décadas!), caribenha e latino-americana mas também funk, soul, disco, hip-hop, spoken word...). Mas o melhor é esperar pela noite de sexta, que promete ser quente! De resto, há muito mais novidades que surgiram nesta recta final do MED de Loulé:

"De 22 a 25 de Junho, em Loulé DAVID DE ALMEIDA É O ARTISTA PLÁSTICO CONVIDADO

Artesanato, teatro, gastronomia, artes plásticas e muita música completam o cartaz do Festival MED 2011
Falta apenas uma semana para o arranque da oitava edição do Festival MED, um dos mais conceituados festivais de world music do País, que decorre de 22 a 25 de Junho, no Centro Histórico de Loulé. Mais do que um festival de Verão, o primeiro do ano, este é um certame cultural, onde várias manifestações têm expressão: das artes plásticas à gastronomia, do artesanato ao teatro e à animação de rua, com uma programação vasta que pretende chegar a todos os públicos, dos 8 aos 80 anos.
Artes Plásticas

Todos os anos, a organização do Festival MED convida um artista plástico português para expor a sua obra na Galeria de Arte do Convento de Espírito Santo, no interior do recinto do festival. Este ano, David de Almeida é o convidado especial, e apresentará uma exposição intitulada “MED”.

David de Almeida é na natural de São Pedro do Sul, e frequentou, na Escola António Arroio, o Curso de Gravador Litógrafo e na Gravura - Cooperativa de Gravadores Portugueses um curso de Gravura em metal sob a orientação de Maria Gabriel. Subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, estagiou nos Moinhos do Vale do Lagat, em França, no sentido de se especializar na feitura manual de papel. Cursou holografia no Goldsmith College (London University) e estagiou com Stanley Hayter no Atelier 17 em Paris, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Tem dezenas de exposições individuais e colectivas e foi já distinguido com vários prémios nacionais e internacionais. Entre eles, destaque para o Prémio Internacional de Arte Gráfica Jesús Núñez (Corunha, 2006) e o Prémio Nacional de Gravura do Museu de Gravura Espanhola Contemporânea (1999).

Nos claustros do Convento Espírito Santo estará ainda patente a exposição “Entre Margens” de Vasco Silva Lopes, uma mostra de visões insulares e ribeirinhas de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.

Espalhadas por todo o recinto estarão ainda várias manifestações de street art, de autoria de variados artistas, entre eles Teresa Paulino e Alexandre Sequeira.

Mais música…

Mas porque a música é a arte rainha do MED para além dos 22 nomes já anunciados para os palcos da Cerca, Matriz e Castelo, o MED apresenta ainda mais 15 projectos, com actuações agendadas para os palcos da Bica e do Arco, de 22 a 25 de Junho, no Centro Histórico de Loulé.

Nobre Ventura, Instinct Baroudeurs, Toca Tintas, Outorga, Noiserv, César Matoso, Tâmara, Migna Mala, Caldas Hand Saw Massacre, Godai Project, Eroscópio, Muda As Maria, Nuno Rancho, In Tento Trio e Original Electro Groove são os nomes confirmados para os palcos da Bica e do Arco. Sexta-feira e sábado à noite, o MED oferece ainda duas sessões de DJ Set.

Gastronomia

Os sabores mediterrânicos são um dos atractivos deste evento que, ao longo de quatro dias, vai encher a Zona Histórica de Loulé com muita animação, cor e um ambiente único onde as várias culturas do Mediterrâneo e do mundo se fundem numa só realidade.

Para além da cozinha tradicional portuguesa, o MED vai ter também um conjunto de espaços de restauração dedicados aos sabores tradicionais de países como Espanha, Grécia, Marrocos, Egipto ou Itália.

O Chef Chakall volta a ter um espaço próprio no MED, aprazível para os visitantes apreciaram alguns dos pratos elaborados “ao vivo e a cores”, onde os ingredientes que fazem parte da dieta mediterrânica estarão em destaque.

Artesanato

A cor e a diversidade vão marcar as cerca de 100 bancas de artesanato que vão estar espalhadas pelos becos e ruelas do Centro Histórico da cidade. A grande aposta é no artesanato internacional, com especial incidência no marroquino, tunisino e egípcio. Mas as novas tendências do artesanato moderno também vão marcar presença nesta edição do Festival MED.

Os visitantes poderão adquirir uma série de produtos que vão desde a bijutaria, têxteis e vestuário aos objectos característicos de várias culturas do mundo como os digeridos aborígenes, os djambés africanos ou os cachimbos de água e serviços de chá típicos dos países do Magreb.

Para os mais novos

Os mais novos nunca são esquecidos pela organização, que reedita mais uma vez o espaço MED Kids. Diariamente, das 19h30 às 00h30, decorrem nesta área do festival actividades diversas como Hora de Artes Manuais, Hora da Dança, Hora do Conto Mediterrânico, pinturas faciais e jogos. Este é um local onde as crianças se podem divertir num ambiente agradável e acolhedor, criando e experimentando actividades relacionadas com o Mediterrâneo, de forma a estimular a sua imaginação, enquanto os pais circulam pelo recinto do festival. Durante quatro dias, o MED Kids recebe crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos acompanhadas por uma equipa de monitores.

Preço e local de venda dos bilhetes

Os bilhetes para o Festival MED 2011 já estão à venda no Cine-Teatro Louletano e estarão à venda nas bilheteiras instaladas à entrada do recinto a partir do dia 21 de Junho.
A organização põe à disposição do público duas modalidades de ingressos: Bilhete Diário (12 euros) e Passe de Festival (40 euros).

Sobre o MED
Organizado e promovido pela Câmara Municipal de Loulé, o Festival MED, já na 8ª edição, é um evento de world music inspirado na cultura mediterrânica, que transforma o Centro Histórico de Loulé num desfile de manifestações culturais.

Decorada de cores quentes, Loulé oferece todos os anos, durante cinco dias, um alinhamento de experiências multifacetadas, onde a música dá o mote. Sendo este, assumidamente, um festival de world music, pelo palco MED já desfilaram nomes de peso do circuito internacional.
As artes plásticas, a gastronomia, o artesanato, o teatro e a animação de rua completam a oferta."

24 maio, 2011

JAADU, Mulatu Astakte, Batida e Os Golpes no MED de Loulé


A organização do Festival MED de Loulé 2011 acaba de confirmar mais alguns dos artistas e grupos que vão ocupar os palcos principais deste Festival, incluindo a aqui já referida Balkan Brass Battle (Fanfare Ciocarlia vs. Boban & Marko Markovic Orchestra). Aqui vão eles:


"BALKAN BRASS BATTLE, JAADU - Faiz Ali Faiz & Titi Robin, Mulatu Astatke, Batida, Márcia, Frankie Chavez e Os Golpes entre os nomes confirmados

Estão confirmados mais dez nomes para a 8ª edição do Festival Med, o primeiro festival de música do verão e um dos mais conceituados festivais nacionais de world music. De 22 a 25 de junho, o centro histórico da cidade de Loulé veste as cores do mundo e transforma-se num palco de sons e sabores, experiências culturais, e de fusão das mais variadas manifestações artísticas.

BALKAN BRASS BATTLE - Boban and Marko Markovic versus Fanfare Ciocarlia, JAADU - Faiz Ali Faiz & Titi Robin, Mulatu Astatke, Márcia, Batida, Frankie Chavez, Os Golpes, The Soaked Lamb, The Gilbert’s Feed Band, e Al Mouraria são as últimas confirmações da edição deste ano do Festival Med. Estão assim anunciados os 22 nomes que subirão aos palcos principais deste certame.

O projeto Balkan Brass Battle, que coloca frente-a-frente a orquestra romena e cigana de metais Fanfare Ciocarlia e a orquestra de metais sérvia Boban & Marko Markovic, é uma das grandes confirmações desta edição e também um dos momentos mais aguardados. Este confronto de dois gigantes da música cigana promete uma atuação de proporções épicas, envolvente e cheia de vitalidade. O humor e a paixão gipsy sobem ao palco Med no último dia do festival, a 25 de junho.

Em 2006, o francês Titi Robin e o paquistanês Faiz Ali Faiz tocaram juntos pela primeira vez no Festival Les Escales, em Saint Nazaire. A sintonia e a química foram óbvias e assim nasceu a vontade de criar algo em conjunto. Jaadu é o projeto que une os dois músicos, misturando as suas raízes de forma astuciosa e feliz. Este álbum foi distinguido pela Songlines como Best Album of Cross Cultural Collaboration, em 2010. JAADU – Faiz Ali Faiz & Titi Robin, para ver ao vivo no palco Med, a 22 de junho.

Mulatu Astatke é uma lenda da música etíope, considerado o pai do Ethio-jazz. As suas composições respiram, de forma harmónica, sonoridades muito distintas como a salsa, o cool jazz, o funk, e ritmos árabes e indianos, tendo como assinatura, transversal aos vários temas, o recurso ao vibrafone. Astatke tem uma carreira sólida de mais de quatro décadas, tendo colaborado com nomes de peso do jazz como Duke Ellington, com quem trabalhou nos anos 70. Em 2004, iniciou a colaboração com o grupo Either / Orchestra de Massachusetts, de quem se faz acompanhar até aos dias de hoje. No palco Med, Mulatu Astatke tem atuação agendada para 25 de junho.

Mais do que uma intérprete, Márcia compõe com a guitarra e a voz e os seus temas são considerados verdadeiros poemas, na maioria, de amor, onde a emoção e a entrega são permanentes. Canta desde os 13 anos, mas foi a pintura que dominou os seus estudos até há pouco tempo. Continuou a cantar, conciliando a atividade com a paixão pelas artes plásticas, mas a música levou a melhor a dado momento. No final do ano passado editou o seu primeiro trabalho, “Dá”, que apresentará no palco Med a 25 de junho.

O projeto Batida é uma das últimas confirmações, para a edição 2011 do Festival Med, e promete pôr toda a gente a dançar com os ritmos da música angolana, que misturam sonoridades tradicionais com propostas mais modernas. “Dance music com atitude mwangolé”, é assim que a banda apresenta o seu trabalho, atuando num território onde o kuduro encontra a eletrónica, que já conquistou mercados internacionais. Para ver no palco Med, a 24 de junho.

Frankie Chavez toca sozinho, numa “one man band”. Com temas blues oriented, assumiu o seu papel na música de forma mais séria quando Henrique Amaro o convidou para participar numa edição da Optimus Discos. Nasceu assim um EP de seis músicas, para conhecer ao vivo e a cores no palco Med no sábado, 25 de junho.

“Uma espécie de aldeia de xisto onde não faltam os arranha-céus” é assim que Samuel Úria apresenta Os Golpes (na foto). Este é um projeto musical bem-humorado cuja sonoridade se situa entre o rock e a música tradicional portuguesa, protagonizado por Manuel Fúria dos Golpes (voz, letras e guitarra), Pedro da Rosa dos Golpes (guitarra e segundas vozes), Luís d’Golpes (baixo e coros), e Nuno Moura dos Golpes (bateria e coros). Os quatro elementos têm atuação marcada para 23 de junho.

O palco Castelo, exclusivamente dedicado a projetos nacionais, recebe ainda The Soaked Lamb a 24 de junho. O coletivo luso irá apresentar “Hats & Chairs”, o álbum editado em 2010, que sucede o bem-sucedido “Homemade Blues”. Este segundo trabalho reúne temas com influências de grandes nomes como Nina Simone, Ver Gary Davis, Billie Holiday, Chico Buarque ou Paolo Conte.

The Gilbert’s Feed Band sobem a palco a 23 de junho, para surpreender com as suas performances acrobáticas e a atitude burlesca. A originalidade, assinatura deste grupo português, pauta todas as suas performances, que pressupõem sempre muito movimento a acompanhar a fusão musical. No Med, este coletivo irá apresentar o álbum “The Flabbergasting Return of The Grand Strambolic Circus”, lançado em 2010.

O cartaz dos palcos principais fica completo com Al Mouraria, um projeto de música portuguesa que recupera a tradição da Mouraria e lhe adiciona sonoridades do fado mais moderno. Com recurso a variados instrumentos, desde a incontornável guitarra portuguesa à viola baixo e alguns deles menos óbvios, neste género tão lusitano, como a flauta, o violino, o saxofone ou o acordeão. Al Mouraria sobe ao palco do Med na sexta-feira, dia 24 de junho.

Os bilhetes estarão à venda a partir de dia 1 de junho no Cine-Teatro Louletano. O bilhete diário custa 12,00 €, o passe de festival (4 dias) são 40,00 €.

Programa:

AGENDA DO FESTIVAL MED 2011


22 de junho, 4ª feira
JAADU - Faiz Ali Faiz & Titi Robin
Muchachito Bombo Infierno
António Zambujo
Lula Pena
Marrokan

23 de junho, 5ª feira
SEUN KUTI & EGYPT 80
Magnifico
Sean Riley & The Slowriders
Os Golpes
The Gilbert’s Feed Band

24 de junho, 6ª feira
GEORGE CLINTON Parliament Funkadelic
Luísa Sobral
Batida
The Soaked Lamb
Al Mouraria

25 de junho, sábado
BALKAN BRASS BATTLE - Boban and Marko Markovic versus Fanfare Ciocarlia
AFROCUBISM
Márcia
Mulatu Astatke
DakhaBrakha
Pinto Ferreira
Frankie Chavez"

09 maio, 2011

Afrocubism, Magnifico e DakhaBrakha no MED de Loulé


Depois da confirmação de George Clinton, Seun Kuti & Egypt 80, Lula Pena, Muchachito Bombo Infierno, Sean Riley & The Slowriders e Luísa Sobral, chega agora a confirmação de mais seis nomes para a ementa do MED de Loulé deste ano: Afrocubism, Magnifico, DakhaBrakha (na foto), António Zambujo, Marrokan e Pinto Ferreira. O novo comunicado, já com o calendário (ainda não completo, claro) de actuações:

"Loulé, 9 de maio de 2011 – Estão confirmados mais seis nomes para a 8ª edição do Festival Med, o primeiro festival de música do verão e um dos mais conceituados festivais nacionais de world music. De 22 a 25 de junho, o centro histórico da cidade de Loulé veste as cores do mundo e transforma-se num palco de sons e sabores, experiências culturais, e de fusão das mais variadas manifestações artísticas.

Magnifico, AFROCUBISM, DakhaBrakha, António Zambujo, Marrokan e Pinto Ferreira juntam-se aos primeiros nomes anunciados: GEORGE CLINTON Parliament Funkadelic, Muchachito Bombo Infierno, SEUN KUTI & EGYPT 80, Luisa Sobral, Sean Riley & The Slowriders e Lula Pena.

O esloveno Roberto Pesut é quem encarna, desde criança, “Magnifico, the Divine”. Excêntrico, exuberante e dramático, Magnifico aposta em surpreender: em cada video, uma nova imagem, em cada álbum, uma provocação. A sua excentricidade levou-o a ser chamado a “Madonna Eslovena”. Um fenómeno que ultrapassa o universo musical, Magnifico é um animal de palco, um verdadeiro homem-espetáculo. Com um estilo único e uma performance original, Magnifico é uma mistura de conceitos e também de géneros musicais: do funk ao techno, do twist ao R&B, passando pelo turbofolk ou pelos ritmos das Balcãs. Uma fórmula invulgar que convence a crítica e os mais variados públicos. O esloveno protagonizará uma das mais aguardadas atuações desta edição do Med, a 23 de junho.

AFROCUBISM é um dos projetos de world music mais aclamados de sempre. O criador é Nick Gold, produtor da editora inglesa World Circuit, que decidiu provocar um encontro entre músicos cubanos e do Mali, em 1996. Apenas 17 anos depois este projeto ganhou vida, originando um álbum homónimo em que participam alguns dos melhores e mais premiados músicos de Cuba e África, como Bassekou Kouyate, Djelimady Tounkara, Kasse Mady Diabeté & Grupo Pátria, Toumani Diabeté & Eliade Ochoa. A 25 de junho, no palco Med, será possível constatar porque valeu a pena a espera de quase duas décadas para conhecer o melhor da fusão ambiciosa destas duas culturas.

DakhaBrakha, coletivo ucraniano criado em 2004 por Vladyslav Troitskyi, sobe ao palco Med a 25 de junho. Sempre com atuações cenicamente fortes, este quarteto começou por apostar na música folk ucraniana, mas evoluiu para ritmos e sonoridades de todo o mundo, sendo o resultado verdadeiramente inesperado. Os DakhaBrakha são hoje conhecidos pela imensa variedade de instrumentos tradicionais, oriundos dos quatro cantos do mundo, a que recorrem e que assumem o papel principal nas composições da banda. Apesar das raízes ucranianas, o som dos DakhaBrakha ultrapassa fronteiras, assumindo a sua transnacionalidade. Tendo já realizado mais de 300 concertos, a banda já tem no curriculum participações em inúmeros festivais de música, da França ao Reino Unido, da Áustria à Holanda, República Checa e Alemanha, da China à Austrália. Em junho, têm encontro marcado com o público português no Med, em Loulé.

António Zambujo é um dos mais talentosos fadistas da nova geração. Com uma história desde sempre ligada à música, António Zambujo editou o seu primeiro trabalho, “O mesmo fado”, em 2002, e foi desde logo considerado um jovem promissor do género, tendo sido distinguido com o prémio “Melhor Nova Voz do Fado” (já atribuído a nomes como Mariza, Camané ou Mafalda Arnauth)., da Rádio Nova FM. Com o seu segundo trabalho, “Por meu Cante” ganhou o Prémio Amália Rodrigues (atribuído pela Fundação Amália Rodrigues) na categoria de "Melhor Intérprete Masculino de Fado". As distinções continuam e em 2008, a Songlines distingue o seu “Outro Sentido” (editado na Europa e EUA) como Top of The World Album. António Zambujo sobe ao palco Med a 22 de Junho para apresentar o seu quarto trabalho, “Guia”.

A morna, o soul, o reggae e o fado unem-se na alquimia dos sons criada por Marrokan. O músico, que rumou a solo após ter fundado a banda Manif3stos, lançou-se numa aventura multicultural, com paragens nas terras de África e Médio Oriente. "Complications in Every Relation" é o primeiro single do álbum "Glorius to Link Us", com edição marcada para Outubro deste ano. Gravado entre Paris e Lisboa, conta com as participações especiais de Abou e Charles, respetivamente baixista e baterista de Alpha Blondy, Charly Martinez - ex-teclista de Tiken Jah Fakoly - Alpha Blondy, Souls Of Fire, Junior dos Terrakota e uma das grandes referências do Reggae europeu, Gentleman. Marrokan sobe ao palco Castelo a 22 de junho.

Pinto e Ferreira juntaram-se e formaram uma banda, a Pinto Ferreira. Lançaram um primeiro álbum, homónimo, que remete para o universo imaginário de um escritório enfadonho. Chamaram a atenção com um primeiro single, “Violinos no Telhado”, e continuaram a surpreender com o segundo, “Elogio da Estupidez”. Pela primeira vez no Med, sobem ao palco Castelo a 25 de junho.

Os bilhetes estarão à venda a partir de dia 1 de junho no Cine-Teatro Louletano. O bilhete diário custa 12,00 €, o passe de festival (4 dias) são 40,00 €.

AGENDA MED 2011



22 de junho, 4ª feira
Muchachito Bombo Infierno
António Zambujo
Lula Pena
Marrokan

23 de junho, 5ª feira
SEUN KUTI & EGYPT 80
Magnifico
Sean Riley & The Slowriders

24 de junho, 6ª feira
GEORGE CLINTON Parliament Funkadelic
Luísa Sobral

25 de junho, sábado
AFROCUBISM
DakhaBrakha
Pinto Ferreira

30 março, 2011

Fanfare Ciocarlia vs Boban & Marko Markovic Orchestra - É Para o Chavascal!


Os metaleiros Manowar arriscam-se a perder o Record do Mundo do Guinness pelo seu duvidoso prémio de grupo musical com maior nível decibélico para... a Balkan Brass Battle que vai arrasar Portugal com o seu chavascal (uma bela rima!). Veja-se só o que diz o Crónicas da Terra, para se perceber:

"Balkan Brass Battle no Porto, em Lisboa e no Med de Loulé


A orquestra romena e cigana de metais Fanfare Ciocarlia regressa ao nosso país, nos próximos meses de Maio e Junho. A acompanhá-la estará a também orquestra de metais dos sérvios Boban & Marko Markovic.

Durante duas horas em palco, tanto a Fanfare Ciocarlia como a orquestra sérvia de pai e filho – Boban e Marko Markovic - competem entre si para que o público determine quem é o vencedor da categoria de pesos-pesados de metais balcânicos.

Esta Balkan Brass Battle terá lugar no Porto (Casa da Música, 17 de Maio), em Lisboa (24 de Junho, local a confirmar) e no Festival Med de Loulé (25 de Junho).

A 20 de Maio, a editora alemã especialista em música cigana dos balcãs – Asphalt Tango – edita o primeiro disco desta saudável batalha 'Balkan Brass Battle – Fanfare Ciocarlia vs Boban & Marko Markovic Orchestra'."

01 julho, 2010

MED de Loulé - Bregovic, Vieux e... A Música Portuguesa


A última edição do festival MED de Loulé voltou a registar vários enormes momentos de música. E, para além de grandes concertos de Goran Bregovic (um concerto em que dancei e fiz mosh, gritei e cantei, arrepiei-me e chorei com "Ederlezi"), Vieux Farka Touré (já liberto do fantasma do pai genial, a trilhar caminhos próprios mais próximos do rock e, agora, um fabuloso guitarrista) e Orchestra Baobab (os velhos embondeiros continuam de pé e a namorar-nos de uma forma cada vez mais sedutora e descarada), o MED teve como grande destaque deste ano o espaço e respeito que deu à música portuguesa, muita dela nova e arriscada. É a esse assunto que eu dedico a minha crónica de hoje no jornal "i" - edição online: http://www.ionline.pt/conteudo/67233-loule-e-musica-portuguesa -- e que aqui também transcrevo:

"No fim-de-semana passado tive a honra de encerrar como DJ - juntamente com o meu companheiro do Clube Conguito, Rodrigo Madeira - o MED de Loulé, um festival que está a crescer de forma sustentada em público, qualidade intrínseca de programação e prestígio internacional. E, o mais importante, a crescer na aposta que fez este ano em muitos nomes da música portuguesa, alguns já conceituados, outros novos. Do veterano Zeca Medeiros, que terá finalmente um álbum que lhe faz justiça no Outono, aos fabulosos Diabo na Cruz, que homenagearam, em rock, a Brigada Victor Jara e os Gaiteiros de Lisboa. Dos cada vez melhores (mais telúricos, complexos e misteriosos) Galandum Galundaina aos Orelha Negra, que vão à música negra americana mas transportam uma portugalidade intrínseca. Dos já quase consagrados, e muito justamente, Mazgani -- que resistiu galhardamente às interferências de um jack traiçoeiro (na foto) --, Anaquim e Virgem Suta aos prometedores Macacos do Chinês (há uma guitarra portuguesa no hip-hop!), Atma e Pucarinho. Para grande pena minha, não vi os Andersen Molière (tocaram à mesma hora que Goran Bregovic, que deu um dos melhores concertos que vi em toda a minha vida e não consegui arredar de lá pé), 3 Pianos (coincidiu com os Galandum Galundaina) e The Legendary Tiger Man (estava uma tal enchente que não consegui entrar no palco Castelo)".

27 maio, 2010

Clube Conguito (António Pires/Rodrigo Madeira) no MED de Loulé


Quando as danças europeias, as fanfarras balcânicas, o klezmer, o bhangra, o kuduro, o baile carioca, o dancehall ou o kwaito do DJ António Pires se encontram com a música africana vintage, a exotica latino-americana, o jazz, a soul, o funk e o hip-hop do DJ Rodrigo Madeira, isso é o... Clube Conguito! A nova dupla de DJs já apurou a fórmula no Chapitô e no Bacalhoeiro, em Lisboa, e estreia-se oficialmente com esta designação na noite de encerramento do festival MED de Loulé, dia 26 de Junho. E, pronto, agora que já dei brilho ao ego, posso avançar com todos os outros nomes já confirmados do MED deste ano, que promete ser novamente um grande festival:

Quarta-feira, 23 de Junho:

* Amparo Sánchez
* Femi Kuti & The Positive Force
* Vieux Farka Touré
* Zeca Medeiros
* Macacos do Chinês

Quinta-feira, 24 de Junho:

* King Khan & The Shrines
* Goran Bregovic and His Wedding & Funeral Band
* Cacique 97
* Mazgani
* Andersen Molière

Sexta-feira, 25 de Junho:

* Orchestra Baobab
* Watcha Clan
* 3 Pianos
* Anaquim
* Galandum Galundaina
* The Legendary Tiger Man

Sábado, 26 de Junho:

* Mercan Dede & The Secret Tribe
* Boom Pam
* Virgem Suta
* René Aubry
* Orelha Negra
* Diabo na Cruz
* Clube Conguito