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22 dezembro, 2011

Cantos na Maré 2012 - Mais Uma Bela Celebração da Lusofonia!


Via Vidavedra e em galego, no original:

«Xuntar no escenario algunhas das voces máis interesantes das músicas de lingua galega e portuguesa. Ese é un dos principais atractivos de Cantos na Maré, o festival internacional da lusofonía que o sábado 14 de xaneiro ás 21:00h volve ao Pazo da Cultura de Pontevedra para celebrar a súa novena edición, de novo coa dirección artística de Uxía.

Carlos do Carmo, historia viva do fado con case 50 anos de carreira, e Mayra Andrade, chamada a ser a sucesora de Cesária Évora na difusión internacional da música de Cabo Verde, son dúas das principais referencias desta edición. Xunto a eles estarán a brasileira Socorro Lira, coa súa reinterpretación do legado musical atlántico, e Xoán Curiel, cantautor pop galego libre de prexuízos.


O espectáculo virá, coma sempre, precedido de varios días de ensaios para que os convidados se coñezan e constrúan xuntos un repertorio orixinal que fai de Cantos na Maré un espectáculo único. Contará coa dirección musical de Paulo Borges (Azores-Portugal), que tocará o piano e estará á fronte dunha banda que completan José Manuel Díaz (Cuba, contrabaixo), Quiné (Portugal, batería e percusións), Moisés Fernandes (Portugal, trompeta) e Sérgio Tannus (Brasil, guitarra e cavaquinho).

Cantos na Maré é unha produción de Nordesía, co patrocinio do Concello de Pontevedra e a colaboración da Axencia Galega das Industrias Culturais (Agadic) e Novacaixgalicia. A nova edición presentárona esta mañá na Casa do Concello de Pontevedra a concelleira de Cultura da cidade, Anxos Riveiro, o director-xerente de Nordesía, Paco de Pin, e a directora artística, Uxía.»

Na foto: Socorro Lira.

17 agosto, 2011

Festa do Avante 2011 - O Programa Completo


A Festa do «Avante» comemora 35 anos de existência e tem, mais uma vez, uma programação musical bastante apelativa. Dias 2, 3 e 4 de Setembro de 2011, na Quinta da Atalaia, Seixal -- e com a EP a custar 20 euros (até 01/09) e 30 euros (dias da festa) -- sobem aos palcos principais:

Sérgio Godinho (que comemora 40 anos de carreira discográfica)
Trovante (que comemoram 35 anos de carreiura, iniciada exactamente na primeira Festa do Avante)
X-Wife
Xutos & Pontapés
Virgem Suta
The Underdogs
Tim e Companheiros de Aventura
The Poppers
The Happy Mothers
Terrakota
Susana Santos Silva Quinteto
Rock Alentejano (comédia/música)
Ritinha Lobo (Cabo Verde)
Quempallou (Galiza)
Sean Riley & The Slowriders
Pé na Terra
Nuno Dias
Mosto
Mayra Andrade (Cabo Verde)
Mário Alves
Maria Anadon Latin Jazz Quartet
Marco Rodrigues
Luísa Rocha
Luís Rodrigues
La Chiva Gantiva (Colômbia)
L.U.M.E
João Pedro Cabral
Inês Thomas Almeida
Gattamolesta (Itália)
Júlio Resende International Quartet
Expensive Soul & Jaguar Band
David Rovics (Estados Unidos)
Dead Combo & Royal Orquestra das Caveiras
Clã (em conncerto normal e num espectáculo para crianças)
Coro do Tejo
Danças Ocultas
Coro da Câmara da Lisboa
Bela Nafa (Guiné-Bissau)
Budda Power Blues
Ana Paula Russo
Amor Eletro
Camané
Anxo Lorenzo (Galiza)
4uatro ao Sul
Ópera dos 5 Cêntimos
Caminhos do Mar
Che Sudaka (Argentina/Colômbia/Catalunha; na foto)
Daniel Shvetz Tango Trio
Gonçalo Sousa
Gala de Ópera (espectáculo de abertura)





02 maio, 2011

Mayra Andrade no Coliseu dos Recreios (e Com Convidados Muito Especiais!)


A bela da notícia, em bruto mas com tudo o que há para saber:

"Para o concerto que a vai levar uma vez mais até à sala de todas as consagrações, o Coliseu dos Recreios, onde se apresenta a 3 de Junho, Mayra Andrade convidou uma verdadeira constelação de estrelas nacionais: Bernardo Sassetti, Carlos do Carmo, Carlos Martins, Tereza Salgueiro e Tito Paris irão subir ao palco para partilharem com a maior estrela de Cabo Verde da actualidade um momento de profunda intimidade, reforçando os laços que esta cantora sempre afirmou ter com o nosso país.
Neste novo espectáculo, Mayra aproxima-se mais do seu último disco, 'Studio 105', e com uma formação mais acústica que lhe permite mergulhar nas suas raízes culturais de Cabo Verde promete viajar pelos momentos mais altos da sua carreira e ainda apresentar algumas surpresas que certamente obrigarão esta noite a ficar na memória de todos os que a ela tiverem o privilégio de assistir.
Mayra apresentar-se-á ainda no Encontro de Culturas em Serpa, a 8 Junho, no Casino da Figueira a 9 Junho e no Centro de Espectáculos de Tróia a 10 de Junho"

04 agosto, 2009

Lura, Mayra Andrade e Sara Tavares - Cabo Verde É Mais Feminino!


Há alguns meses, na «Time Out Lisboa», publiquei as minhas impressões sobre os novos álbuns de três cantoras da nova geração cabo-verdiana: Lura (na foto, de Ernest Collins), Mayra Andrade - sobre a qual faço aqui um pastiche de dois textos sobre o disco - e Sara Tavares. Uma geração d'ouro!

Quando a Morabeza Rima Mais Com Beleza

De uma vez só, são editados quase ao mesmo tempo os novos álbuns das três mais importantes novas cantoras cabo-verdianas: Lura, Sara Tavares e Mayra Andrade. António Pires ouviu-os.

Durante muitos anos - a bem dizer, cerca de três décadas (as de 70, 80 e 90 do Séc. XX) - as maiores embaixadoras da música cabo-verdiana foram Cesária Évora, Titina, Celina Pereira, Ana Firmino, Herminia e Teté Alhinho (nos Simentera ou a solo), sem desprimor para as que não cito aqui. Todas elas com uma obra discográfica extraordinária, principalmente se pensarmos que todas elas são de um país pobre, africano, periférico e insular. E se pensarmos, igualmente, que o fenómeno e o alargamento do circuito da chamada world music só aconteceu dez ou vinte anos depois de terem começado a sua carreira. Talvez por isso, só Cesária Évora apanhou esse apetecido comboio da world music e tornou-se, por direito e talento próprios, uma das grandes divas desse circuito, alargando o caminho para quem veio a seguir.

Agora, abertas que estão desde há muito as portas do mundo à música cabo-verdiana, três novas cantoras têm emergido - e também com inteira justiça - nesse mundo imenso das "músicas do mundo": Lura, Sara Tavares e Mayra Andrade, que têm em comum com as da geração anterior o mesmo amor pela música de raiz cabo-verdiana mas, em todas elas, outros amores com vista para outras músicas.

Comecemos por Lura: iniciando a sua carreira com uma ligação óbvia a Cabo Verde mas também fortemente seduzida por géneros norte-americanos, Lura acertou em cheio com o caminho a seguir nos álbuns "Di Korpu Ku Alma" e "M'bem di Fora", onde pegou em géneros tradicionais cabo-verdianos para os unir com consistência a géneros exteriores. No novo disco, "Eclipse" (Lusáfrica/Tumbao; *****), Lura continua a mesma via mas com uma consistência e coerência ainda maiores. Interpretando temas de compositores como Mário Lúcio, Toy Vieira, Orlando Pantera, B.Leza ou Valdemiro Ferreira, a cantora tem neste álbum momentos absolutamente fabulosos como o festivo batuque de "Tabanka", a morna (enfeitada, e tão bem!, com guitarra portuguesa) "Eclipse", "Maria" (com uma guitarra eléctrica deliciosa que vai ao zouk, ao highlife e à marrabenta) ou o surpreendente electro-tango de "Canta Um Tango". É o melhor disco deste lote.

A seguir, Sara Tavares: outro exemplo de uma cantora, e neste caso compositora, que se aproximou gradualmente da música das suas raízes, Sara Tavares chega a "Xinti" (World Connection/Megamúsica, ****) com um léxico musical e lírico perfeitamente apurado e em que a sua paixão pelo gospel, soul, funk ou reggae - e a sua aproximação aos géneros cabo-verdianos - está agora tão personalizada que já não se reconhece facilmente o que está na base de cada uma das suas canções. São canções dela, só dela; e isso é bom. Acompanhada por uma equipa de luxo (no disco estão João Paulo Esteves da Silva, Boy Gê Mendes, Rão Kyao, Jon Luz, N'du, Ciro Bertini, José Salgueiro...), Sara Tavares não tem em "Xinti" momentos pontualmente tão brilhantes quanto em "Balancê" mas tem aqui o seu pico de coerência artística e autoral.

Finalmente, refira-se que Mayra Andrade conseguiu, em "Stória, Stória" (Sony Music; ****), superar a difícil etapa do segundo álbum - e mais difícil ainda para quem tem um primeiro álbum absolutamente brilhante! - e voltar a surpreender. Há alguns álbuns de estreia que valem por uma carreira inteira. "Navega", o primeiro álbum da cantora (e compositora) cabo-verdiana Mayra Andrade, é um desses raros exemplos. E, de tão perfeito que é, quase que se desejaria que ela nunca gravasse mais nada e ficasse para sempre agarrada a essas canções, as maravilhosas canções de "Navega". Mas não; depois do merecido sucesso do primeiro álbum, a jovem Mayra lançou-se ao mundo e deu concertos em todo o lado, ganhou prémios e galardões, foi aplaudida pela melhor crítica de world music. E, agora, edita o seu segundo álbum, "Stória, Stória", prova de fogo em que passa mais uma vez com distinção: faltam lá canções de Orlando Pantera - que deram a "Navega" uma outra dimensão - mas estão lá várias canções compostas por Mayra, a revelação na escrita de canções que é Celina da Piedade (ex-Uxu Kalhus, Cinema Ensemble...), Mário Lúcio, Djoy Amado, o israelita Idan Raichel... e a produção de Alê Siqueira, arranjos de Jaques Morelenbaum, canções que remetem para valsas parisienses e o son cubano, mornas e bossinhas-novinhas, jazz e coladeiras, sambas e batuques, festa única e exemplar de muitas músicas que, se calhar, foram criadas para serem assim, um dia, misturadas. Com a voz de Mayra, uma voz rara e preciosa, a coroar todas as canções.

11 abril, 2008

Festival Sons do Atlântico - Com Transglobal Underground, Oi Va Voi e... Mayra Andrade


Nem de propósito!! Depois da (óptima) notícia de Mayra Andrade ter vencido o Prémio Revelação dos BBC World Music Awards, eis que surge a confirmação do seu regresso a Portugal para um concerto no Festival Sons do Atlântico, que decorre dias 8, 9 e 10 de Agosto no promontório de N.Sra. da Rocha, em Lagoa, Algarve, e muito bem acompanhada! Num concentrado de excelentes propostas musicais, o Sons do Atlântico apresenta este ano concertos do cantor e compositor açoriano Zeca Medeiros e de Mayra Andrade (dia 8), dos jovens sevilhanos La Selva Sur e do importantíssimo colectivo fusionista anglo-indo-paquistanês Transglobal Underground (dia 9), da folk à portuguesa dos Diabo a Sete e do klezmer revisto à luz das novas músicas pelos Oi Va Voi (na foto). Estaremos lá, claro!

10 abril, 2008

Mayra Andrade Vence Prémio Revelação da BBC Radio 3


Mas que bela notícia!!! A cantora cabo-verdiana Mayra Andrade é a vencedora do mais recente Prémio Revelação de World Music da BBC Radio 3, levando de vencida os outros nomeados, todos de grande gabarito e todos eles também já várias vezes referidos neste blog: Balkan Beat Box, Bassekou Kouyate & Ngoni Ba e Vieux Farka Touré. O prémio deve-se, claro, ao seu álbum de estreia «Navega» mas também, sem dúvida, aos seus concertos memoráveis que, nos últimos anos, têm passado pelos melhores palcos e festivais de world music. A notícia da agência Lusa que - antecipando-se à «revelação» oficial - avança a vitória de Mayra Andrade nesta categoria dos «World Music Awards» inclui ainda uma breve biografia de Mayra Andrade que transcrevo a seguir:

«O seu álbum de estreia, "Navega", foi distinguido em 2007 com o Deutscheschalplatten pela crítica alemã. Mayra iniciou a sua carreira aos 16 anos no Canadá, quando ganhou a Medalha de Ouro nos Jogos da Francofonia. Filha de cabo-verdianos, nascida em Cuba, Mayra já partilhou palcos com cantores como Cesária Évora, Chico Buarque, Caetano Veloso, Ernesto Puentes e ainda Charles Aznavour, com quem gravou um duo para o seu disco "Insolitement Votre". Mayra Andrade, 22 anos, considera que faz "parte de um leque de artistas que tem dado à música cabo-verdiana oportunidade de renovar e conquistar novos horizontes".

Adenda: «Segu Blue», o álbum de estreia de Bassekou Kouyate & Ngoni Ba (ver igualmente crítica neste blog), ganhou o prémio de «Melhor Álbum», enquanto o seu autor ganhou também o prémio de «Melhor Artista da África Sub-Sahariana». Outros artistas vencedores: a chinesa Sa Dingding («Melhor Artista da Ásia/Pacífico»), o recentemente falecido Andy Palacio com o Garifuna Collective («Melhor Artista das Américas»), os espanhóis Son de La Frontera («Melhor Grupo da Europa»), o argelino Rachid Taha («Melhor Artista do Norte de África»), o duo de Justin Adams e Juldeh Camara («Cruzamento de Culturas»), os Transglobal Underground («Dança Global») e Francis Falceto - o compilador da série de discos «Éthiopiques» («World Shaker»).

08 janeiro, 2008

Mayra Andrade - Em Digressão Por Portugal

A cantora cabo-verdiana Mayra Andrade - que se deu a conhecer ao mundo com o seu álbum de estreia «Navega», editado em 2006 - é uma das grandes revelações do circuito da world music dos últimos anos. E com toda a justiça. Concertos esgotados um pouco por toda a parte, um espectáculo triunfal na WOMEX de Sevilha do ano passado, nomeações para vários prémios... No seu regresso aos palcos portugueses, Mayra prepara-se para uma digressão de seis datas que a vai levar a Sintra (22 de Fevereiro; Centro Cultural Olga Cadaval), Setúbal (23 de Fevereiro; Fórum Municipal Luísa Todi), Lisboa (24 de Fevereiro; Teatro Municipal de São Luiz), Coimbra (29 de Fevereiro; Convento de São Francisco), Braga (1 de Março; Theatro-Circo) e Porto (2 de Março; Casa da Música). Os bilhetes encontram-se à venda nos locais dos concertos, Ticketline, lojas FNAC e WORTEN. Para saber mais sobre Mayra Andrade, aqui.

29 outubro, 2007

WOMEX - Toca Gaiteiro Que Nós Dançaremos!


No meio da dança, dos pulos, dos gritos e das palmas que algumas dezenas de portugueses semeavam na plateia durante o concerto dos Gaiteiros de Lisboa (na foto, de Carlos Mendes Pereira, do Punctum), na WOMEX de Sevilha, alguém disse «não somos mesmo nada imparciais, nós...». Pois, é que é bastante difícil ser imparcial quando, mais do que «objectos» de análise jornalística quem nós temos à nossa frente é um grupo de músicos nossos amigos. E quase todos os portugueses que estavam em Sevilha - jornalistas, músicos, produtores, editores, agentes, etc, etc... - reuniram-se para fazer claque, incluindo, claro, os jornalistas. Mais a mais, uma claque que não envergonhou ninguém porque - e agora é mesmo a objectividade a falar, juro! - os Gaiteiros deram um concerto brilhante, cheio de força, variado e seguríssimo, mesmo que o som tenha estado mais baixo do que aquilo que eles mereciam. Mas mesmo isso não impediu que, a meio do espectáculo, a festa já se tivesse espalhado do palco para os «tugas» e o resto do público. O concerto dos Gaiteiros foi o único oficial de artistas portugueses. Mas, dentro do recinto da Feira puderam ouvir-se pequenos showcases acústicos dos Dazkarieh, do Stockholm Lisboa Project e do fadista e pianista Mário Moita. E, com discos na bagagem, também por lá andavam artistas como Viviane e Hélder Moutinho e membros dos Deolinda, A Naifa, Toques do Caramulo e Blasted Mechanism, entre outros. Para além, claro, de uma larga representação da «indústria» musical portuguesa.

Dos outros concertos e showcases nos cinco espaços da WOMEX deste ano, ficaram na memória, pelas melhores razões, os da cabo-verdiana Mayra Andrade (apesar de, por vezes, ter uns arranjos mais elaborados do que aquilo que seria necessário), do maravilhoso grupo galego Marful (com a sua viagem que parte da Galiza para visitar Portugal, França e América Latina), dos Aman Aman (um projecto paralelo dos L'Ham de Foc que reúne músicos espanhóis e gregos numa leitura lindíssima da música sefardita), os «multinacionais» Badila (com a sua versão aberta e encantatória da música do Paquistão, da Índia e do Irão), os Balkan Beat Box (uma festa pegada de música balcânica, klezmer, reggae, etc, etc...), os Dengue Fever (grupo de norte-americanos e cambojanos que faz uma mistura divertidíssima de rock «sixties» - do surf ao garage e à pop - com música dos filmes de Bollywood e o Festival da Eurovisão), o DJ alemão [dunkelbunt] - imparável nas suas misturas, muitas delas inéditas e pessoais, de música balcânica com reggae, dub, trip-hop ou rap -, os Kasai Allstars (um colorido grupo congolês com uma música irresistível e viciosamente dançável) e os seus «primos» sul-africanos The Dizu Plaatjies Ibuyambo Ensemble (com as caras pintadas e uma música riquíssima e muito variada em timbres, ritmos e harmonias), do nigeriano Seun Kuti (com um espectáculo muito mais bem conseguido do que aqui há uns anos em Sines), das checas Tara Fuki (duas violoncelistas/cantoras que fundem muito bem - excepto quando se aproximam do rock dos... Apocalyptica - música tradicional polaca, música experimental e música erudita), os Toumast (grupo do Niger que leva a música tuaregue ainda mais para o rock do que os Tinariwen e é muito, muito bom ao vivo!); e a reconfirmação da grande qualidade de dois nomes por mim anteriormente vistos este ano - os Bajofondo Tango Club e Vieux Farka Touré.

E a recordar, pelas piores razões - ou não tão boas quanto as dos outros -, os 3canal (grupo de rapso de Trinidad e Tobago, que mistura calipso, rap e reggae mas soa um bocadinho preguiçoso), os albaneses da Fanfara Tirana (uma Fanfare Ciocarlia em versão «limpinha») e os cubanos Maravilla de Florida (com um sucedâneo do Buena Vista Social Club que não acrescenta nada à música de Cuba que já conhecemos), entre outros nomes que mais vale nem recordar (exemplo máximo: o pimba-balcânico-mesmo-pimba dos !DelaDap). Entre os concertos que não vi, mas que tive pena (com três ou quatro concertos a decorrer ao mesmo tempo é impossível ir a todos) contam-se os de Umalali & The Garifuna feat. Andy Palacio, Tanya Tagaq, Siba e a Fuloresta, Lo Cór de la Plana, La Shica, Julie Fowlis e Hazmat Modine. Mas hei-de vê-los um dia.

22 outubro, 2007

WOMEX - O Atlas da Música Tem Um Centro


Numa altura em que a crise na indústria discográfica aperta cada vez mais - com inúmeros artistas, mesmo os de topo mundial, a apostar prioritariamente no circuito de espectáculos e a deixar para trás chorudos contratos com as editoras fonográficas -, os circuitos alternativos de produção, distribuição e divulgação de música são cada vez mais importantes. E na imensa «área» da chamada world music uma feira/festival como é a WOMEX, onde se cruzam músicos e outros agentes musicais de todo o mundo, é uma porta aberta para o conhecimento de novas vias de divulgação musical e, mais ainda, de projectos emergentes neste mar imenso das músicas. Este ano, a lista de concertos e showcases da WOMEX - que decorre em Sevilha, Espanha, esta semana, de 24 a 28 de Outubro - é novamente impressionante: com destaque especial, claro, para a presença dos Gaiteiros de Lisboa (única representação portuguesa na lista), o elenco inclui ainda os 3canal (Trinidad & Tobago), Abdeljalil Kodssi (Marrocos/Espanha), Aman Aman (Espanha), Badila (Índia/Irão/França), Bajofondo Tango Club (Argentina/Uruguai), Balkan Beat Box (Israel/Estados Unidos), Caravan Palace (França), Dengue Fever (Cambodja/Estados Unidos; na foto); Electric Kulintang (Filipinas/Cuba/Estados Unidos), Ensemble AltaiKai (Rússia), Fanfara Tirana (Albânia), Hazmat Modine (Estados Unidos), Julie Fowlis (Escócia), Kasai Allstars (Congo), La Shica (Espanha), Lo Còr de la Plana (França), Majorstuen (Noruega), Mamani Keita & Nicolas Repac (Mali/França), Maravilla de Florida (Cuba), Mastaki Bafa (Congo), Mayra Andrade (Cabo Verde/França), Melingo (Argentina/França), Mono Blanco (México), Ross Daly Quartet (Irlanda/Grécia), Seun Kuti & Egypt 80 (Nigéria), Shanbehzadeh Ensemble (Irão/França), Siba e a Fuloresta (Brasil), Sväng (Finlândia), Taksim Trio (Turquia), Tanya Tagaq (Canadá), Tara Fuki (República Checa/França), Telmary (Cuba), The Dizu Plaatjies Ibuyambo Ensemble (África do Sul), Toumast (Niger/França), Umalali & The Garifuna Collective com Andy Palacio (Belize/Guatemala/Honduras) e Yamandu Costa (Brasil), havendo ainda sessões de DJs com [dunkelbunt] (Alemanha/Áustria), DJ 99 (Noruega) e Daladala Soundz (Alemanha). O Raízes e Antenas vai lá estar e há reportagem prometida para o início da próxima semana. Mais informações aqui.

27 junho, 2007

África Festival (ou Lisboa na Cidade Negra*)



O África Festival começa amanhã, dia 28, na Torre de Belém, em Lisboa, com concertos de Mayra Andrade e dos Músicos do Nilo. E espero - do fundo do coração! - que comece bem e assim continue, tanto na sua «base» mais visível em Belém como na sua extensão ao Cinema S.Jorge, na primeira semana de Julho. Tive o prazer de colaborar com a organizadora do festival, Paula Nascimento, escrevendo um texto sobre música africana que ocupa as páginas centrais do jornal que vai ser distribuído no África Festival; o que muito me honrou. Uma colaboração que vai ter o seu epílogo no debate de encerramento do festival, dia 8 de Julho, depois da exibição do filme «Lusofonia, A (R)evolução». A todas as pessoas envolvidas no África Festival mas, principalmente, à Paula Nascimento - cujo profissionalismo, visão, empenho e paixão por esta causa são exemplares - deixo um grande obrigado, um «até já» e a recuperação de um texto publicado neste blog há alguns tempos:

O bolo principal do África Festival, que decorre no relvado junto à Torre de Belém, em Lisboa, já é conhecido mas fica aqui recordado: Mayra Andrade (Cabo Verde) e Músicos do Nilo (Egipto) no dia 28 Junho; Paulo Flores (Angola) e Bassekou Kouyaté (Mali) no dia 29; e Sally Nyolo (Camarões; na foto) e Baaba Maal (Senegal) no dia 30. Mas o Festival inclui ainda outros concertos de bastante interesse e muito cinema, na sua extensão ao Cinema S.Jorge, também em Lisboa, de 1 a 8 de Julho. Da programação de concertos faz parte um espectáculo de apresentação do novo álbum de Nancy Vieira (dia 2 de Julho); o novo projecto do músico, compositor e construtor de instrumentos Victor Gama «FWD: Utopia» (4 de Julho); do fabuloso grupo de tuaregues do malianos Tinariwen, que recentemente editou o álbum «Aman Iman», cuja crítica pode ser encontrada um pouco mais abaixo neste blog (dia 5 de Julho); e de um novo projecto em que Kalaf convida músicos angolanos e de outros países, Ecos da Banda (dia 7 de Julho); para além das Kizomba Sessions (um concurso de kizomba que decorre de 3 a 6 de Julho, seguido de um workshop de kizomba por Avelino Chantre, a 7).

Também no S.Jorge é apresentada, nestes dias, uma variadíssima programação de cinema, «Sons e Visões de África», que inclui os filmes «Bamako», de Abderrahmane Sissako (dia 3); «Bajove Dokotela - The Philip Tabane Story», de Khalo Matabane e Dumisani Phakathi, «Being Pavarotti», de Odette Geldenhuys, e «Amandla!», de Lee Hirsch (dia 4); «Le Miel N'Est Jamais Bon Dans Une Seule Bouche - Ali Farka Touré», de Marc Huraux, e «Teshumara - Les Guitares de La Rébellion Touareg», de Jérémie Reichenbach (dia 5); «Ishumars, Les Rockers Oubliés du Désert», de François Bergeron, e «Sierra Leone's Refugee All Stars», de Zach Niles e Banker White (dia 6); «Marrabentando, ou As Histórias Que a Minha Guitarra Canta», de Karen Boswell, «Muxima», de Alfredo Jaar, e «Mãe Ju», de Kiluanje Liberdade e Inês Gonçalves (dia 7); «Calado Não Dá», de João Nicolau, «Mais Alma», de Catarina Alves Costa, «Batuque, A Alma de Um Povo», de Júlio Silvão Tavares, e «Lusofonia, A (R)evolução», da Red Bull Music Academy (dia 8).

*«Lisboa na Cidade Negra» é o título de um maravilhoso livro de Jean-Yves Loude, recentemente editado pela Dom Quixote; mote para uma visita guiada pelo autor pela África que há em Lisboa, dia 1 de Julho. O lançamento oficial do livro decorre no S.Jorge, um dia depois.

24 abril, 2007

Tinariwen, Victor Gama, Kalaf e Cinema - Também no África Festival



O bolo principal do África Festival, que decorre no relvado junto à Torre de Belém, em Lisboa, já é conhecido mas fica aqui recordado: Mayra Andrade e Músicos do Nilo no dia 28 Junho; Paulo Flores e Bassekou Kouyaté no dia 29; e Sally Nyolo e Baaba Maal no dia 30. Mas o Festival inclui ainda outros concertos de bastante interesse e muito cinema, na sua extensão ao Cinema S.Jorge, também em Lisboa, de 1 a 8 de Julho. Da programação de concertos faz parte o novo projecto do músico, compositor e construtor de instrumentos Victor Gama «FWD: Utopia» (4 de Julho); do fabuloso grupo de tuaregues do malianos Tinariwen, que recentemente editou o álbum «Aman Iman», cuja crítica pode ser encontrada um pouco mais abaixo neste blog (dia 5 de Julho); e de um novo projecto em que Kalaf (na foto) convida músicos angolanos e de outros países, Ecos da Banda (dia 7 de Julho); para além das Kizomba Sessions (um concurso de kizomba que decorre de 3 a 6 de Julho, seguido de um workshop de kizomba por Avelino Chantre, a 7).

Também no S.Jorge é apresentada, nestes dias, uma variadíssima programação de cinema, «Sons e Visões de África», que inclui os filmes «Bamako», de Abderrahmane Sissako (dia 3); «Bajove Dokotela - The Philip Tabane Story», de Khalo Matabane e Dumisani Phakathi, «Being Pavarotti», de Odette Geldenhuys, e «Amandla!», de Lee Hirsch (dia 4); «Le Miel N'Est Jamais Bon Dans Une Seule Bouche - Ali Farka Touré», de Marc Huraux, e «Teshumara - Les Guitares de La Rébellion Touareg», de Jérémie Reichenbach (dia 5); «Ishumars, Les Rockers Oubliés du Désert», de François Bergeron, e «Sierra Leone's Refugee All Stars», de Zach Niles e Banker White (dia 6); «Marrabentando, ou As Histórias Que a Minha Guitarra Canta», de Karen Boswell, «Muxima», de Alfredo Jaar, e «Mãe Ju», de Kiluanje Liberdade e Inês Gonçalves (dia 7); «Calado Não Dá», de João Nicolau, «Mais Alma», de Catarina Alves Costa, «Batuque, A Alma de Um Povo», de Júlio Silvão Tavares, e «Lusofonia, A (R)evolução», da Red Bull Music Academy (dia 8). Também integrado na programação do África Festival está o lançamento do livro «Lisboa na Cidade Negra», de Jean-Yves Loude.

05 abril, 2007

Mayra Andrade, Baaba Maal, Bassekou Kouyate - No África Festival



Vem aí mais um grande África Festival, desta vez marcado para o fim-de-semana de 28, 29 e 30 de Junho, na Torre de Belém, em Lisboa. Depois de em edições anteriores nos ter dado concertos de, entre outros, Ali Farka Touré, Zap Mama, Tiken Jah Fakoly, Stella Chiweshe e Bonga, o África Festival traz desta vez espectáculos, no primeiro dia, da extraordinária nova cantora cabo-verdiana Mayra Andrade (que editou o ano passado o álbum de estreia «Navega») e da arte ancestral e hipnótica dos egípcios Músicos do Nilo. No segundo dia há lugar para a música angolana modernizada de Paulo Flores (que há poucos meses teve um álbum editado pela Frikyiwa de Frédéric Galliano) e para uma revelação da música maliana: o mestre do n'goni Bassekou Kouyate, companheiro de aventuras com Toumani Diabaté e o saudoso Ali Farka Touré, agora a lançar-se a solo com o seu grupo Ngoni Ba. Na terceira noite a cantora camaronesa Sally Nyolo apresenta-se com o seu novo projecto, Sally Nyolo & the Original Bands of Yaoundé, que deu origem ao álbum «Studio Cameroon», antes de subir ao palco o fabuloso cantor, guitarrista, percussionista e compositor senegalês Baaba Maal (na foto, de Adrian Boot), um dos mais talentosos fusionistas da música africana com sonoridades mais ocidentais. De referir que de 2 a 8 de Julho o África Festival - uma organização da EGEAC/Câmara Municipal de Lisboa - terá uma extensão, cuja programação ainda não está fechada, no Cinema S.Jorge.

04 janeiro, 2007

Concertos World e Colaterais - 1ª Fornada de 2007


O ano de 2007 promete ser ainda melhor que os anteriores no que se refere a concertos de nomes da chamada world music (e áreas próximas ou periféricas) em Portugal. E, apesar de não se saber ainda se o Intercéltico do Porto se vai realizar este ano (as melhoras e um grande abraço, Avelino: há um grupo de mouros à espera de ser recebido mais uma vez no Porto de braços abertos) e se o Cantigas do Maio irá mesmo ressuscitar de alguma forma, pelos zunzuns que circulam por aí referentes a outros festivais (com o FMM de Sines à cabeça), este ano vai ser mesmo de arromba. Para já, aqui ficam alguns concertos que vão ter lugar já neste e nos próximos meses, quase todos eles tendo como fonte original o Crónicas da Terra, do camarada e amigo Luís Rei.

Já este mês, a cantora revelação da música cabo-verdiana, Mayra Andrade, actua, dia 20, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. E o grupo maior da música klezmer e das suas fusões com outras músicas, The Klezmatics, apresenta-se ao vivo, dia 24, na Culturgest, em Lisboa. A fechar o mês de Janeiro, o pianista dominicano Michel Camilo e o guitarrista espanhol de flamenco Tomatito tocam na Casa da Música, Porto, dia 31.

Em Fevereiro, dia 16, os magníficos e inclassificáveis Tuxedomoon tocam no Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre. E a cantora e compositora brasileira Cibelle (na foto, de Michel Figuet) regressa ao nosso país para quatro concertos: dia 21 no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, dia 22 no Santiago Alquimista, em Lisboa, dia 23 no Theatro Circo, em Braga, e dia 24 no Teatro Virgínia, em Torres Novas.

Em Março, os delirantes israelitas, radicados nos Estados Unidos, Balkan Beat Box estreiam-se em Portugal com um concerto, dia 3, na Casa das Artes de Famalicão. O músico e compositor francês Yann Tiersen (famoso pelo seu trabalho no filme «Amélie») apresenta o seu novo álbum, «On Tour», dia 6 na Casa das Artes de Famalicão e dia 7 na Aula Magna, em Lisboa. A cantora inglesa de ascendência indiana Susheela Raman dá um concerto no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, no dia 10. E os lendários egípcios Musicians of The Nile sobem ao palco da Casa da Música, Porto, no dia 14. A encerrar em grande as «festividades» de Março, e ainda com o Norte de África como cenário, os marroquinos Master Musicians of Jajouka com Bachir Attar, acompanhados pelo pianista Jeff Cohen, participam numa homenagem aos escritor Paul Bowles, «Paul Bowles - Secret Words: A Suit of Six Songs», dia 31, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Finalmente, em Maio, dia 23, o quarteto de cordas completamente «desalinhado» norte-americano Kronos Quartet actua no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre.

30 novembro, 2006

«Do Outro Lado» - O Triângulo do Mar


Que há laços históricos a unir géneros musicais portugueses, brasileiros e africanos já se sabe desde há muito tempo. Mas só agora parece estar a haver uma consciencialização global, efectiva e com frutos criativos, desse facto. Três exemplos são o recente e espantoso documentário «Lusofonia, A (R)evolução», o espectáculo «Cantos na Maré» (que junta cantores e músicos galegos, portugueses, angolanos, cabo-verdianos, brasileiros e que vai ser mais uma vez apresentado na Galiza, em Pontevedra, dia 16 de Dezembro...) e o projecto «Do Outro Lado», de Carlos Martins. Dos dois primeiros falarei aqui proximamente. Do terceiro, dá-se conta de mais uma apresentação, hoje, dia 30, no Teatro Municipal de S.Luiz, em Lisboa.

«Do Outro Lado» é um disco dirigido por Carlos Martins - respeitadíssimo saxofonista de jazz que também esteve à frente da «orquestra» Sons da Lusofonia - em que se juntam jazz, fado, mornas cabo-verdianas e modinhas brasileiras (e não é preciso referir o «mistério lundum» para se perceber o conceito por trás da ideia). No espectáculo de hoje à noite participam - e este é um elenco de luxo! -, para além de Carlos Martins (saxofone e direcção musical), os fadistas Carlos do Carmo e Camané, a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade (na foto), Bernardo Sassetti (piano), Nélson Cascais (contrabaixo), Alexandre Frazão (bateria) e a Orquestra Sinfonietta de Lisboa. O concerto - o segundo do projecto, depois da estreia em Grândola - está incluído na programação da Lisboa Mistura.

10 agosto, 2006

Mayra Andrade - Cabo Ainda Mais Verde



Ouve-se a voz e não se acredita, de tão boa que é e com tanta boa música que transporta atrás: Mayra Andrade é a maior revelação dos últimos anos da música cabo-verdiana, depois de Lura, dos Ferro Gaita, de Izé (na vertente hip-hop) e de Tcheka. Depois, mas um bocadinho à frente...

MAYRA ANDRADE
«NAVEGA»
RCAVictor/SonyBMG

Ouvem-se cavaquinhos que tanto remetem para Cabo Verde como para o nordeste brasileiro ou para Portugal. Ouve-se um saxofone que serpenteia por ali umas vezes à procura de Luís Morais e outras à procura de Stan Getz. Ouvem-se alguns órgãos daqueles de muita música, de muita boa música cabo-verdiana (d'Os Tubarões aos Bulimundo), que estão quase quase no foleiro mas que nunca caem lá, graças a Deus. Há ramagens de música brasileira (chorinhos, modinhas, bossinhas, tudo em diminutivo) e de fados a meterem-se pelas mornas e coladeiras. Há sugestões de música mandinga. E há, sempre, uma voz lindíssima a dizer poemas, alguns deles dela, Mayra Andrade, 21 anos e já uma voz, uma escrita e um talento imensos. E há temas de Orlando Pantera, que morreu demasiado cedo e sabe-se, sabia-se, que iria revolucionar - assim, através das suas canções cantadas por outros ou de outras maneiras - a música de Cabo Verde. Há um tema em francês, «Comme S'Il En Pleuvait», morna linda e quente e sensual e ainda mais sensual por ser em francês. Há um jazz salgado e oceânico, «Nha Sibitchi». Há uma festa pan-africana em «Lua». Há um solo de guitarra portuguesa em «Poc Li Dente É Tcheu» (e é tão bonito! tão bonito este fado a entrar pela morna). Há um delicioso funaná puxado a acordeão, «Nha Nobréza». E há uma morna-blues-fado, «Regasu», que é arrepiante de tão bela e triste e saudosa e única. É tão lindo este álbum! (9/10)