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08 novembro, 2012

Festival Rotas & Rituais - Bom-dia Brasil!

Está tudo explicado no texto de apresentação: «ROTAS & RITUAIS | O SAMBA TAMBÉM MORA AQUI De 9 a 17 de Novembro | Cinema São Jorge | Cinema, Concertos, Conversas Musicais e Exposição Tendo como mote as Comemorações do Ano Brasil em Portugal e sob o título “O Samba Também Mora Aqui”, a V edição do Rotas & Rituais junta no mesmo espaço – o Cinema São Jorge - artistas brasileiros e portugueses. De 9 a 17 de Novembro apresentamos um ciclo de 11 sessões de cinema brasileiro dos últimos anos, 3 concertos em que músicos brasileiros convidam nomes da música portuguesa, 2 conversas musicais e 1 exposição. O Rotas & Rituais atravessa a fronteira líquida do Atlântico e promove este encontro com o intuito de captar a intimidade que se estabelece do lado de dentro da música, do cinema e das conversas entre os artistas. Distantes mas próximos, diferentes mas idênticos, independentes mas fraternos, Brasil e Portugal, Portugal e Brasil. PROGRAMAÇÃO: Semana de Cinema Brasileiro em Lisboa | De 9 a 14 de Novembro – entrada livre 9 Nov | 21h30 MPB – Música Portuguesa Brasileira | Pierre Aderne | Doc. | 2012 10 Nov | 18h | 21h30 O Samba Que Mora Em Mim | Georgia Guerra – Peixe | Doc. | 2010 Bruna Surfistinha | Marcus Baldini | Ficcção | 2011 11 Nov | 18h | 21h30 A Antropóloga | Zeca Nunes Pires | Doc. | 2010 Eu Receberia as Piores Notícias dos Teus Lindos Lábios | Breto Brant | Ficção | 2011 12 Nov | 18h | 21h30 JK em Exílio | Charles Cesconetto e Bertrand Bessot | Doc. | 2010 Girimunho | Helvécio Martins | Ficção | 2011 13 Nov | 18h | 21h30 Quem se Importa | Mara Mourão | Doc. | 2012 A Festa da Menina Morta | Matheus Nachtergaele | Ficção | 2008 14 Nov | 18h | 21h30 O Céu Sobre os Ombros | Sérgio Borges | Doc. | 2010 Heleno | Henrique Fonseca | Ficção | 2012 Conversas Musicais | 12 e 14 de Novembro – entrada livre 12 Nov | 19h | Pierre Aderne recebe: Marco Rodrigues, João Afonso, Fred Martins, Luiz Caracol, Susana Travassos 14 Nov | 19h | Pierre Aderne recebe: Cuca Roseta, Susana Félix, Pedro Pinhal, Couple Coffee Concertos | 15, 16 e 17 de Novembro – 10€ / 17.50€ (2 concertos) / 25€ (3 concertos) 15 Nov | 22h | Paula e Jaques Morelenbaum convidam Pedro Jóia 16 Nov | 22h | Hamilton de Holanda convida Maria João e Mário Laginha 17 Nov | 22h | Mariana Aydar (na foto) convida JP Simões e Norton Daiello» E ainda mais bem explicado aqui.

27 fevereiro, 2009

Cacharolete de Discos - Seun Kuti, Nitin Sawhney e Maria João & Mário Laginha


Depois de uma ausência prolongada - uma pneumoniazita que já está a passar -, o R&A regressa hoje para recuperar algumas críticas publicadas há algum tempo originalmente na «Time Out Lisboa». Desta vez, ao álbum de estreia de Seun Kuti (o filho mais novo de Fela Kuti), ao surpreendente novo disco de Nitin Sawhney (na foto) e ao disco de regresso ao jazz da dupla Maria João/Mario Laginha.



SEUN KUTI + FELA'S EGYPT 80
«MANY THINGS»
Tôt ou Tard

Transportar o nome – e a herança – de um dos nomes maiores da música nunca é fácil. Não o foi para os filhos de gente como John Lennon ou Bob Marley, de Frank Zappa ou de Charles Mingus (apesar de alguns deles terem construído uma carreira bastante decente em nome próprio). No caso de haver vários filhos a competirem no mesmo território a questão ainda se torna mais complicada, como é o caso de Seun e do seu irmão Femi, ambos filhos de uma das figuras mais importantes da música africana, o inventor do afro-beat Fela Kuti. Porque para além de competirem com a memória e o peso do nome do pai , ainda têm que «competir» entre si, para ver qual deles pode continuar a carregar a bandeira da família e/ou eventualmente a levá-la mais longe e a hasteá-la mais alto. Neste exemplo específico, a herança é encarada de maneiras diferentes pelos dois manos em compita: Femi (o mais velho), com uma carreira mais longa e já com o seu nome bem firmado no circuito da world music, é o que diverge mais da linha firmada pelo pai: nele, o afro-beat é a base, sim, mas nele incorpora sem problemas outras linguagens como o reggae, o hip-hop, o jazz, o R&B, até canções no seu sentido mais clássico. Já Seun (o mais novo), não se atreve a divergir e neste seu álbum de estreia, «Many Things», aquilo que se ouve é afro-beat puro e duro, sem grandes (nem pequenos) desvios aos ensinamentos paternos. O lado positivo é que os fãs de Fela podem ver aqui uma continuação lógica do trabalho do mestre – e Seun faz questão de ser acompanhado, para que não haja dúvidas, por muitos músicos que tocaram com o pai, os Egypt 80, e que a ligação seja imediatamente reconhecida. O lado negativo é que já ouvimos esta música antes, há 30 anos atrás, e não há aqui, mesmo!, grandes (nem pequenos) acrescentos. (***)


NITIN SAWHNEY
«LONDON UNDERSOUND»
Cooking Vinyl/Edel

Um dos nomes maiores da cena musical indo-britânica, Nitin Sawhney está de volta com um álbum (o oitavo, e o primeiro desde «Philtre», saído em 2005) surpreendente. Um álbum sério, maduro, mais pop e muito menos dançável do que é habitual. Tendo como mote os atentados de extremistas islâmicos ao metropolitano londrino a 7 de Julho de 2005, dos quais resultaram 52 vítimas e 700 feridos (daí o trocadilho do título do álbum, «London Undersound», com o London Underground), o disco é uma elegia aos mortos e a uma parte da cidade de Londres que «também morreu nesse dia». E o álbum é uma surpresa! Começa com dois temas pop («Days of Fire», com a participação de Natty, e «October Daze», com Tina Grace) e um terceiro («Bring It Home», com Imogen Heap) já com uma pulsão dançável mais imediatamente reconhecível de Nitin Sawhney. E depois entra... Paul McCartney, mas com uma voz quase irreconhecível, envelhecida, cansada mas cheia de alma na faixa «My Soul» – um tema com alusões a «A Day in the Life», dos Beatles (tema que encerra o álbum «Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band»), e uma certa atmosfera indiana. Numa outra canção há uma pulsão brasileira, a lembrar que este álbum também foi inspirado pela morte do brasileiro Jean Charles de Menezes às mãos da polícia inglesa, que o confundiu com um terrorista. E a seguir há rumba catalã e tablas indianas em «Shadowland», tema de colaboração com os Ojos de Brujo. E, à medida que o álbum avança, a presença da música indiana sente-se cada vez mais, com o canto tradicional konokol, a voz que parece saída de um filme de Bollywood de Reena Bhardwaj, ou a maravilhosa sitar de Anoushka Shankar no tema que encerra o disco. (*****)

MARIA JOÃO & MÁRIO LAGINHA
«CHOCOLATE»
Universal Music Portugal

Há comemorações e... comemorações. Há comemorações chatas, institucionais, preguiçosas, previsíveis e, logo, inúteis. E há comemorações vivas, felizes, brilhantes, inesperadas e, logo, inesquecíveis. E, na música, são cada vez mais raras as comemorações - sejam elas quais forem - que se enquadram na segunda categoria. Mas «Chocolate», o novo álbum de Maria João e Mário Laginha, entra de caras e directamente nesse segundo grupo. Porque é um disco que comemora 25 anos de trabalho e criação em conjunto - duas décadas e meia depois do pioneiro álbum do Quinteto de Maria João - mas, muito mais do que isso, é um álbum com um som novo, fresquíssimo, espelho mais que perfeito daquilo que os dois fizeram - e já fizeram tanto! - antes... e de tudo aquilo que ainda poderemos esperar deles, para um depois qualquer. Entre vários clássicos de sempre do jazz e derivados («Goodbye Pork Pie Hat», «I've Grown Accustomed to His Face», «I'm Old Fashioned», «When You Wish Upon a Star»...) e alguns originais compostos pelo duo, o álbum viaja, de forma perfeita, por vários géneros de jazz - alguns mais clássicos, outros mais free ou mais experimentais ou mais contemporâneos... -, e deixando sempre brilhar a voz de Maria João (nas palavras, nos sussurros, no scat, numa mais ampla e aberta gama de frequências que a faz chegar a inesperados e absolutamente bem-vindos registos graves), o piano excelentíssimo - e qual «grilo falante» em diálogo com a voz de Maria João - de Mário Laginha, o saxofone voador (seja ele gaivota, seja ele moscardo) de Julian Arguelles, as percussões mágicas de Helge Norbakken, e os seguríssimos cimentos que são o contrabaixo de Bernardo Moreira e a bateria de Alexandre Frazão. Mais que uma comemoração, «Chocolate» é uma... celebração. (*****)

27 fevereiro, 2007

O Meu Nome É João... Maria João



O trocadilho jamesbondiano, vulgar, deste título justifica-se assim: o novo álbum da cantora Maria João, desta vez sem o seu habitual cúmplice Mário Laginha, chama-se... «João» (por sua vez, um título justificado, diz ela, «porque é assim que a tratam os amigos e as pessoas que lhe são mais próximas). O que o título não explica imediatamente é o que o álbum tem dentro: catorze canções brasileiras, de «Tico Tico no Fubá», de Zequinha de Abreu, a «Canto de Ossanha», de Baden-Powell e Vinicius de Moraes, «Dor de Cotovelo», de Caetano Veloso, «No Tabuleiro da Baiana», de Ary Barroso, cinco canções de Chico Buarque (três delas em parceria com Edu Lobo) e ainda canções de Lenine, Carlinhos Brown e Marisa Monte. Nas gravações, Maria João foi acompanhada por Mário Delgado (guitarras), Yuri Daniel (baixo), Alexandre Frazão (bateria), Eleonor Picas (harpa), com produção e direcção de arranjos de Miguel Ferreira, teclista dos Clã, e co-produção de Nélson Carvalho. A edição é da Universal Music. Ao longo da sua frutuosa carreira, Maria João interpretou diversas vezes música brasileira, e, de uma forma mais evidente, no álbum «Chorinho Feliz», em conjunto com Mário Laginha.

09 setembro, 2006

Atlantic Waves - Montra Portuguesa em Londres


O extraordinário Festival Atlantic Waves - a maior mostra de música portuguesa (muitas vezes em excitantes cruzamentos com músicas, e músicos, de outras partes do mundo) - ocupa vários palcos londrinos na sua edição deste ano, comemorativa do 50º Aniversário da presença da Fundação Calouste Gulbenkian na Grã-Bretanha. O festival decorre durante todo o mês de Novembro, em várias salas da capital inglesa - Royal Albert Hall, South Bank Centre, Barbican, Union Chapel, The Spitz e St. Giles Cripplegate - e apresenta música feita por artistas do nosso país e do Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Canadá, Estados Unidos, Brasil, Cabo Verde, Angola, Madagáscar, Tuva, Coreia do Sul, Japão e Austrália, em muitos casos em duetos e colaborações inesperadas.

Entre o elenco do festival contam-se concertos de Mariza (na foto) - com Carlos do Carmo, o maestro e violoncelista brasileiro Jaques Morelenbaum e o cabo-verdiano Tito Paris como convidados especiais -, Madredeus, Arditti Quartet (com o percussionista Pedro Carneiro), Carlos Bica (com Kang Tae Hwan, Miyeon e Park Je Chun), Maria João e Mário Laginha, Carlos Zíngaro e Carlos Santos (com Ned Rothenberg e Kang Tae Hwan); concertos de música africana com Sara Tavares, Tcheka e Modeste; música improvisada por David Maranha e Margarida Garcia (os dois com convidados, em vários concertos e formatos, como Arnold Dreyblatt, Mark Sanders, Hannah Marshall, Jacob Kirkegaard, Philip Jeck, Z’EV, Robert Rutman e Oren Ambarchi), Victor Gama (em duas propostas, com Thomas Köner, Asmus Tietchens e Max Eastley como convidados), Paulo Raposo (com Akira Rabelais), Alfredo Costa Monteiro (com John Duncan); e, a finalizar o festival, dois agrupamentos livres e inusitados na exploração da voz: Janita Salomé com a diva do canto politónico de Tuva Sainkho Namtchylak e a não menos extraordinária cantora Tanya Tagaq (cantos inuit do Canadá), e Maria João e Américo Rodrigues com Dokaka (Japão) e Shlomo (Reino Unido), dois respeitados nomes do beat-box vocal. Site oficial do festival: www.atlanticwaves.org.uk/