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08 novembro, 2012

Festival Rotas & Rituais - Bom-dia Brasil!

Está tudo explicado no texto de apresentação: «ROTAS & RITUAIS | O SAMBA TAMBÉM MORA AQUI De 9 a 17 de Novembro | Cinema São Jorge | Cinema, Concertos, Conversas Musicais e Exposição Tendo como mote as Comemorações do Ano Brasil em Portugal e sob o título “O Samba Também Mora Aqui”, a V edição do Rotas & Rituais junta no mesmo espaço – o Cinema São Jorge - artistas brasileiros e portugueses. De 9 a 17 de Novembro apresentamos um ciclo de 11 sessões de cinema brasileiro dos últimos anos, 3 concertos em que músicos brasileiros convidam nomes da música portuguesa, 2 conversas musicais e 1 exposição. O Rotas & Rituais atravessa a fronteira líquida do Atlântico e promove este encontro com o intuito de captar a intimidade que se estabelece do lado de dentro da música, do cinema e das conversas entre os artistas. Distantes mas próximos, diferentes mas idênticos, independentes mas fraternos, Brasil e Portugal, Portugal e Brasil. PROGRAMAÇÃO: Semana de Cinema Brasileiro em Lisboa | De 9 a 14 de Novembro – entrada livre 9 Nov | 21h30 MPB – Música Portuguesa Brasileira | Pierre Aderne | Doc. | 2012 10 Nov | 18h | 21h30 O Samba Que Mora Em Mim | Georgia Guerra – Peixe | Doc. | 2010 Bruna Surfistinha | Marcus Baldini | Ficcção | 2011 11 Nov | 18h | 21h30 A Antropóloga | Zeca Nunes Pires | Doc. | 2010 Eu Receberia as Piores Notícias dos Teus Lindos Lábios | Breto Brant | Ficção | 2011 12 Nov | 18h | 21h30 JK em Exílio | Charles Cesconetto e Bertrand Bessot | Doc. | 2010 Girimunho | Helvécio Martins | Ficção | 2011 13 Nov | 18h | 21h30 Quem se Importa | Mara Mourão | Doc. | 2012 A Festa da Menina Morta | Matheus Nachtergaele | Ficção | 2008 14 Nov | 18h | 21h30 O Céu Sobre os Ombros | Sérgio Borges | Doc. | 2010 Heleno | Henrique Fonseca | Ficção | 2012 Conversas Musicais | 12 e 14 de Novembro – entrada livre 12 Nov | 19h | Pierre Aderne recebe: Marco Rodrigues, João Afonso, Fred Martins, Luiz Caracol, Susana Travassos 14 Nov | 19h | Pierre Aderne recebe: Cuca Roseta, Susana Félix, Pedro Pinhal, Couple Coffee Concertos | 15, 16 e 17 de Novembro – 10€ / 17.50€ (2 concertos) / 25€ (3 concertos) 15 Nov | 22h | Paula e Jaques Morelenbaum convidam Pedro Jóia 16 Nov | 22h | Hamilton de Holanda convida Maria João e Mário Laginha 17 Nov | 22h | Mariana Aydar (na foto) convida JP Simões e Norton Daiello» E ainda mais bem explicado aqui.

15 novembro, 2011

Rotas & Rituais - Este Fim-de-Semana!


O Rotas & Rituais está de regresso ao Cinema S. Jorge, em Lisboa, e decorre de 17 a 20 de Novembro. E, depois de no ano passado o destaque musical do Rotas & Rituais (que chega, em 2011, à sua quarta edição) ter tido como mote “Imigrantes, os Emigrantes que somos” e de nele terem participado muitos músicos radicados em Lisboa mas com origem em África ou no Brasil (Couple Coffee, Cacique 97, Boss AC…), a edição deste ano dá destaque a quatro nomes da África lusófona, todos acompanhados por convidados especiais. O lema, desta vez, é “A Minha Casa É Tua”, o que acaba por fazer todo o sentido. Na quinta-feira, o cantor, guitarrista e compositor cabo-verdiano Tcheka apresenta o seu novo álbum "Dor de Mar", onde mostra uma nova sonoridade pan-africana e cada vez mais pessoal. Terá como convidado o pianista português Mário Laginha. Na sexta é a vez de mais um nome de Cabo Verde: o da cantora Nancy Vieira, que tem um novo álbum de originais previsto para o início de 2012 (os últimos que editou foram "Lus" e, em parceria com o pianista Manuel Paulo, "Pássaro Cego", ambos de 2009) e que conta aqui com a presença do fadista Camané. No sábado há mais Cabo Verde, com o cantor Mirri Lobo (primo de Ildo Lobo, d’Os Tubarões) a fazer uma rara visita ao nosso país e tendo Rui Veloso como companhia. Apresnta o álbum "Caldera Preta". Finalmente, no domingo, o palco é do angolano Waldemar Bastos – que poderá apresentar temas do seu novíssimo álbum, "Classics of My Soul", a editar daqui a pouco tempo e com produção de Derek Nakamoto. É o moçambicano Mingo Rangel que, desta vez, vai partilhar o palco com ele. Também há muito cinema e uma instalação. Veja todos os pormenores, aqui.

16 março, 2011

Jazz, World e Outras Músicas nos Dias da Música do CCB


É sabido que, desde há séculos, a música clássica ou erudita ou dita séria, sempre namorou descaradamente com as músicas tradicionais e populares. E, espelho dessa tendência - particularmente de como a "nobre" música europeia encontrou a "pobre" música africana e outras músicas, via George Gershwin ou Aaron Copland, nos Estados Unidos dos anos 30 do Séc. XX - os Dias da Música, no CCB, Lisboa, abrem desta vez as portas ao ragtime, ao jazz, aos blues - e este via um "bife branquelas", Martin Simpson, uma das actuais luminárias da folk britânica e colaborador assíduo de June Tabor ou Martin Carthy - ou a músicas mais distantes como as de uma orquestra indonésia de gamelão, o que Claude Debussy certamente agradeceria. Também por lá, em meados de Abril: a Duke Ellington Orchestra, Dixie Gang, Pedro Jóia e Mário Laginha com Bernardo Sassetti.

SÁBADO, 16 DE ABRIL

CONCERTO B6
GRANDE AUDITÓRIO – 24H00
Programa detalhado a anunciar brevemente
The Duke Ellington Orchestra


CONCERTO B9
PEQUENO AUDITÓRIO – 16H00
Ellington, Basie & Lunceford

Duke Ellington:
Daybreak Express (1934)
East St. Louis Toodle-Oo (1927)
The Mooch (arr. Will Hudson) (1928)
Concerto for Cootie (1940)
Ko-Ko (1943)
Jack the Bear (1940)

Count Basie:
9:20 Special (comp. E. Warren, B. Engvick / arr. Buster Harding) (1941)
Jumpin' the Woodside (arr. Fletcher Henderson) (1938)
Corner Pocket (arr. Freddy Green) (1955)
Tickle Toe (comp./arr Lester Young) (1940)
Swinging the Blues (arr. Eddie Durham) (1939)

Jimmie Lunceford:
Stratosphere (arr. Willie Smith, Edwin Wilcox) (1934)
For Dancers Only (comp. Sy Oliver, D. Raye, V. Schoen / arr. Sy Oliver) (1937)
Uptown Blues (comp. R. Eldridge, C. Battle / arr. Jimmie Lunceford) (1939)

[c. 45’ – cada tema c. 3’]
Orquestra Jazz de Matosinhos
Pedro Guedes, direção


CONCERTO B13
14H00 – SALA LUÍS DE FREITAS BRANCO
Ragtime

Temas de Scott Joplin e R. R. Robinson
Reginald R. Robinson, piano


CONCERTO B15
18H00 – SALA LUÍS DE FREITAS BRANCO

Jazz de Nova Orleães

Original Dixieland One Step (J. Jordan, D. J. LaRocca, G. Crandall, J. R. Robinson) (1917)
Tiger Rag (Da Costa, LaRocca, Edwards, Sbarbaro, Shields) (1917)
After You've Gone (T. Layton, H. Creamer) (1918)
Fidgety Feet (Nick LaRocca, Larry Shields) (1918)
Royal Garden Blues (Clarence Williams, Spencer Williams) (1919)
The Sheik of Araby (Harry B. Smith, Ted Snyder, F. Wheeler) (1921)
Jazz Me Blues (Tom DeLaney) (1921)
Dippermouth Blues (Joseph "King" Oliver) (1923)
Tin Roof Blues (Melrose, Rappolo, Mares, Brunies) (1923)
Five Foot Two (Ray Henderson, Sam M. Lewis, Joe Young) (1925)
Muskrat Ramble (Edward "Kid" Ory, Ray Gilbert) (1926)
I'm Confessin' That I Love You (Al J. Neiburg, Dan Dougherty, Eula W. Reynolds) (1930)
Someday You'll Be Sorry (Louis Armstrong)( (1947)
Bourbon Street Parade (Paul Barbarin) (1949)
[c. 45’ cada tema tem c. 3’]

Dixie Gang
João Viana, cornetim
Matt Lester, saxofone e clarinete
Claus Nymark, trombone
Silas Oliveira, banjo
David Rodrigues, piano
Jacinto Santos, tuba
Rui Alves, bateria


CONCERTO B22
22H00 – SALA ALMADA NEGREIROS
Temas de Duke Ellington, George Gershwin e Johnny Green
Mário Laginha, piano
Bernardo Sassetti, piano


CONCERTO B23
14H00 – SALA SOPHIA DE MELLO BREYNER
Música dos portos nos anos 20 e 30

Variações sobre o Fado menor (Pedro Jóia)
Meditando (Armandinho)
Adiós muchachos (Carlos Gardel)
Fado em mi menor (Armandinho)
Por una cabeza (Carlos Gardel)
Fado Conde de Anadia (Armandinho)
Mano a mano (Carlos Gardel)
Maldito fado (Armandinho)
El dia que me quieras (Carlos Gardel)
Valsa sul-americana (Popular Peruano)

Pedro Jóia, guitarra solo


CONCERTO B31
20H00 – SALA FERNANDO PESSOA
Blues
Martin Simpson, voz e guitarra solo



DOMINGO, 17 DE ABRIL

CONCERTO C7
13H00 – PEQUENO AUDITÓRIO
Gamelão
Música tradicional de Java
Es Lilin, Pelog Bem
Jagung, Ladrang, Slendro
Pathetan, Pelog Barang, Manyura
Liwung, Ladrang, Slendro
Sukubobro, Lancaren, Slendro
Jaranan, Pelog Bem
Semengat, Lancaren, Pelog Barang

Yogistragong
Elizabeth Davis, direção


CONCERTO C16
15H00 – SALA ALMADA NEGREIROS
Ragtime
Temas de Scott Joplin e R. R. Robinson
Reginald R. Robinson, piano


CONCERTO C18
19H00 – SALA ALMADA NEGREIROS
Temas de Duke Ellington, George Gershwin e Johnny Green
Mário Laginha, piano
Bernardo Sassetti, piano


CONCERTO C25
17H00 – SALA FERNANDO PESSOA
Blues
Martin Simpson, voz e guitarra solo

27 fevereiro, 2009

Cacharolete de Discos - Seun Kuti, Nitin Sawhney e Maria João & Mário Laginha


Depois de uma ausência prolongada - uma pneumoniazita que já está a passar -, o R&A regressa hoje para recuperar algumas críticas publicadas há algum tempo originalmente na «Time Out Lisboa». Desta vez, ao álbum de estreia de Seun Kuti (o filho mais novo de Fela Kuti), ao surpreendente novo disco de Nitin Sawhney (na foto) e ao disco de regresso ao jazz da dupla Maria João/Mario Laginha.



SEUN KUTI + FELA'S EGYPT 80
«MANY THINGS»
Tôt ou Tard

Transportar o nome – e a herança – de um dos nomes maiores da música nunca é fácil. Não o foi para os filhos de gente como John Lennon ou Bob Marley, de Frank Zappa ou de Charles Mingus (apesar de alguns deles terem construído uma carreira bastante decente em nome próprio). No caso de haver vários filhos a competirem no mesmo território a questão ainda se torna mais complicada, como é o caso de Seun e do seu irmão Femi, ambos filhos de uma das figuras mais importantes da música africana, o inventor do afro-beat Fela Kuti. Porque para além de competirem com a memória e o peso do nome do pai , ainda têm que «competir» entre si, para ver qual deles pode continuar a carregar a bandeira da família e/ou eventualmente a levá-la mais longe e a hasteá-la mais alto. Neste exemplo específico, a herança é encarada de maneiras diferentes pelos dois manos em compita: Femi (o mais velho), com uma carreira mais longa e já com o seu nome bem firmado no circuito da world music, é o que diverge mais da linha firmada pelo pai: nele, o afro-beat é a base, sim, mas nele incorpora sem problemas outras linguagens como o reggae, o hip-hop, o jazz, o R&B, até canções no seu sentido mais clássico. Já Seun (o mais novo), não se atreve a divergir e neste seu álbum de estreia, «Many Things», aquilo que se ouve é afro-beat puro e duro, sem grandes (nem pequenos) desvios aos ensinamentos paternos. O lado positivo é que os fãs de Fela podem ver aqui uma continuação lógica do trabalho do mestre – e Seun faz questão de ser acompanhado, para que não haja dúvidas, por muitos músicos que tocaram com o pai, os Egypt 80, e que a ligação seja imediatamente reconhecida. O lado negativo é que já ouvimos esta música antes, há 30 anos atrás, e não há aqui, mesmo!, grandes (nem pequenos) acrescentos. (***)


NITIN SAWHNEY
«LONDON UNDERSOUND»
Cooking Vinyl/Edel

Um dos nomes maiores da cena musical indo-britânica, Nitin Sawhney está de volta com um álbum (o oitavo, e o primeiro desde «Philtre», saído em 2005) surpreendente. Um álbum sério, maduro, mais pop e muito menos dançável do que é habitual. Tendo como mote os atentados de extremistas islâmicos ao metropolitano londrino a 7 de Julho de 2005, dos quais resultaram 52 vítimas e 700 feridos (daí o trocadilho do título do álbum, «London Undersound», com o London Underground), o disco é uma elegia aos mortos e a uma parte da cidade de Londres que «também morreu nesse dia». E o álbum é uma surpresa! Começa com dois temas pop («Days of Fire», com a participação de Natty, e «October Daze», com Tina Grace) e um terceiro («Bring It Home», com Imogen Heap) já com uma pulsão dançável mais imediatamente reconhecível de Nitin Sawhney. E depois entra... Paul McCartney, mas com uma voz quase irreconhecível, envelhecida, cansada mas cheia de alma na faixa «My Soul» – um tema com alusões a «A Day in the Life», dos Beatles (tema que encerra o álbum «Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band»), e uma certa atmosfera indiana. Numa outra canção há uma pulsão brasileira, a lembrar que este álbum também foi inspirado pela morte do brasileiro Jean Charles de Menezes às mãos da polícia inglesa, que o confundiu com um terrorista. E a seguir há rumba catalã e tablas indianas em «Shadowland», tema de colaboração com os Ojos de Brujo. E, à medida que o álbum avança, a presença da música indiana sente-se cada vez mais, com o canto tradicional konokol, a voz que parece saída de um filme de Bollywood de Reena Bhardwaj, ou a maravilhosa sitar de Anoushka Shankar no tema que encerra o disco. (*****)

MARIA JOÃO & MÁRIO LAGINHA
«CHOCOLATE»
Universal Music Portugal

Há comemorações e... comemorações. Há comemorações chatas, institucionais, preguiçosas, previsíveis e, logo, inúteis. E há comemorações vivas, felizes, brilhantes, inesperadas e, logo, inesquecíveis. E, na música, são cada vez mais raras as comemorações - sejam elas quais forem - que se enquadram na segunda categoria. Mas «Chocolate», o novo álbum de Maria João e Mário Laginha, entra de caras e directamente nesse segundo grupo. Porque é um disco que comemora 25 anos de trabalho e criação em conjunto - duas décadas e meia depois do pioneiro álbum do Quinteto de Maria João - mas, muito mais do que isso, é um álbum com um som novo, fresquíssimo, espelho mais que perfeito daquilo que os dois fizeram - e já fizeram tanto! - antes... e de tudo aquilo que ainda poderemos esperar deles, para um depois qualquer. Entre vários clássicos de sempre do jazz e derivados («Goodbye Pork Pie Hat», «I've Grown Accustomed to His Face», «I'm Old Fashioned», «When You Wish Upon a Star»...) e alguns originais compostos pelo duo, o álbum viaja, de forma perfeita, por vários géneros de jazz - alguns mais clássicos, outros mais free ou mais experimentais ou mais contemporâneos... -, e deixando sempre brilhar a voz de Maria João (nas palavras, nos sussurros, no scat, numa mais ampla e aberta gama de frequências que a faz chegar a inesperados e absolutamente bem-vindos registos graves), o piano excelentíssimo - e qual «grilo falante» em diálogo com a voz de Maria João - de Mário Laginha, o saxofone voador (seja ele gaivota, seja ele moscardo) de Julian Arguelles, as percussões mágicas de Helge Norbakken, e os seguríssimos cimentos que são o contrabaixo de Bernardo Moreira e a bateria de Alexandre Frazão. Mais que uma comemoração, «Chocolate» é uma... celebração. (*****)

29 abril, 2008

Do Tejo ao Oriente - E Uma Rota de Retorno...


Há muitos séculos, as naus partiram do Tejo em busca do Oriente - de um Oriente mítico mesmo quando verdadeiro, um Oriente feito de gengibre, canela e pimentas, de mulheres exóticas e de marfins brancos de elefantes mortos. A aventura foi feita de coragem e de aventura mas também de crimes, de doenças, de enganos e desenganos (leia-se a «Peregrinação»; oiça-se o «Por Este Rio Acima»...). Mas lá chegámos: à Índia, ao Ceilão, à China e ao Japão - e que os Da Vinci nos perdoem a pobre rima!

Agora, nos inícios do ano 08 do Séc. XXI, a Fundação Oriente inaugura o seu Museu do Oriente, dia 8 de Maio, ali na Doca de Alcântara, em Lisboa, marés-meias de onde as naus partiram para as terras onde nasce o Sol. E, segundo informam as Crónicas da Terra, «nos quatro primeiros dias (de 8 a 11 de Maio), Mário Laginha apresenta o projecto "Trimurti" concebido especialmente para a inauguração do Museu e que inclui notáveis colaborações do guitarrista vietnamita Nguyen Lê (especialista em psicadelismo hendrixiano), do tocador de tablas indiano Prabhu Edouard e do percussionista japonês de taiko e shakuhachu Joji Hirota». Mas ainda há mais: «Durante este fim-de-semana (de 9 a 11 de Maio) há música hindustani com o recital de sitar de Miguel Leão, músicas e danças tradicionais de Goa com o grupo Ekvât (a 10 e 11 de Maio), danças do deserto indiano do Rajastão com a dançarina Carolina Fonseca (9 a 11 de Maio) e música chinesa em instrumentos ocidentais com o Quarteto Capela formado por António Anjos (violino), Bin Chao (violino), Massimo Mazzeo (viola) e Varoujan Bartikian (violoncelo), também nos dias 9, 10 e 11 de Maio. Durante a semana que se segue (dia 14 de Maio), é possível assistirmos à união entre intérpretes sufis paquistaneses da música qawwali (que tinha em Nusrat Fateh Ali Khan o seu mestre supremo) e o flamenco. Faiz Ali Faiz (na foto), que já actuou nos Sons em Trânsito de Aveiro, partilhará o palco do Museu do Oriente com os espanhóis Duquende e Chicuelo (só é pena que Miguel Poveda não participe também neste espectáculo). A 17 de Maio haverá fado (e só fado, sem pontes de entendimento com a música do oriente) com Ana Moura. Uma semana depois, podemos assistir a outro agradável regresso. O colectivo cigano egípcio Musicians of the Nile que participou no último África Festival actua neste espaço a 24 de Maio. A actividade do Museu do Oriente abranda um pouco durante as três semanas que se seguem, para regressar em força a 21 de Junho com o colectivo da Mongólia Egschiglen, que traz na bagagem o álbum recém editado “Gereg” e que é "Top of the World" da última edição da revista britânica Songlines. Um sexteto que já passou pelo saudoso Cantigas do Maio e que é referência obrigatória para quem é apreciador de ritmos cavalgantes das estepes de Tuva e pelo canto gutural Khomei de projectos como os Huun Huur-Tu». Obrigado, Luís!

18 setembro, 2007

Jazzin'Tondela com Magic Malik e Richard Bona!



Surpreendente, e importante, é o elenco do próximo Festival Jazzin'Tondela, que decorre de 4 a 6 de Outubro com concertos do flautista marfinense Magic Malik, do duo de Sofia Ribeiro e Marc Demuth, do pianista Mário Laginha e do grande baixista camaronês Richard Bona (na foto, de Ian Abela), com organização da ACERT. Dia 4, o festival começa com Magic Malik (Malik Mezzadri) - ele que se move tão bem nos meandros do jazz como da house ou do reggae via participações em álbuns de Groove Gang, Human Sipirit ou Saint Germain -, acompanhado por Jean-Luc Lehr (baixo), Maxime Zampieri (bateria) e Jozef Dumoulin (piano e teclados), e com o duo da cantora portuguesa Sofia Ribeiro e do contrabaixista luxemburguês Marc Demuth, que vêm apresentar o seu álbum «Dança da Solidão», num espectáculo em que cabem versões de temas de autores tão diferentes quanto Milton Nascimento, Carl Perkins, Cole Porter ou Janita Salomé. Dia 5, concerto único com o Trio liderado pelo pianista Mário Laginha (o habitual cúmplice de Maria João) e do qual também fazem parte outros dois «monstros» do jazz feito em Portugal: o baterista Alexandre Frazão e o contrabaixista Bernardo Moreira, que apresentam o álbum «Espaço». Finalmente, no dia 6, o palco é ocupado por Richard Bona, cantor e multi-instrumentista mas especialmente um enorme baixista, que ao longo da sua carreira tem feito uma viagem admirável entre o jazz, a música africana, o funk, o experimentalismo... Para se ter uma ideia, veja-se só alguns dos nomes com quem já colaborou: Didier Lockwood, Manu Dibango, Salif Keita, o recém-falecido Joe Zawinul, Lokua Kanza, Pat Metheny, Herbie Hancock, Chick Corea, Sadao Watanabe, Branford Marsalis, Regina Carter e Bobby McFerrin. Em Tondela, Bona será acompanhado por Etienne Stadwijk (teclados), Adam Stoler (guitarra), Taylor Haskins (trompete) e Samuel Torres (percussão). Mais informações aqui.

09 setembro, 2006

Atlantic Waves - Montra Portuguesa em Londres


O extraordinário Festival Atlantic Waves - a maior mostra de música portuguesa (muitas vezes em excitantes cruzamentos com músicas, e músicos, de outras partes do mundo) - ocupa vários palcos londrinos na sua edição deste ano, comemorativa do 50º Aniversário da presença da Fundação Calouste Gulbenkian na Grã-Bretanha. O festival decorre durante todo o mês de Novembro, em várias salas da capital inglesa - Royal Albert Hall, South Bank Centre, Barbican, Union Chapel, The Spitz e St. Giles Cripplegate - e apresenta música feita por artistas do nosso país e do Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Canadá, Estados Unidos, Brasil, Cabo Verde, Angola, Madagáscar, Tuva, Coreia do Sul, Japão e Austrália, em muitos casos em duetos e colaborações inesperadas.

Entre o elenco do festival contam-se concertos de Mariza (na foto) - com Carlos do Carmo, o maestro e violoncelista brasileiro Jaques Morelenbaum e o cabo-verdiano Tito Paris como convidados especiais -, Madredeus, Arditti Quartet (com o percussionista Pedro Carneiro), Carlos Bica (com Kang Tae Hwan, Miyeon e Park Je Chun), Maria João e Mário Laginha, Carlos Zíngaro e Carlos Santos (com Ned Rothenberg e Kang Tae Hwan); concertos de música africana com Sara Tavares, Tcheka e Modeste; música improvisada por David Maranha e Margarida Garcia (os dois com convidados, em vários concertos e formatos, como Arnold Dreyblatt, Mark Sanders, Hannah Marshall, Jacob Kirkegaard, Philip Jeck, Z’EV, Robert Rutman e Oren Ambarchi), Victor Gama (em duas propostas, com Thomas Köner, Asmus Tietchens e Max Eastley como convidados), Paulo Raposo (com Akira Rabelais), Alfredo Costa Monteiro (com John Duncan); e, a finalizar o festival, dois agrupamentos livres e inusitados na exploração da voz: Janita Salomé com a diva do canto politónico de Tuva Sainkho Namtchylak e a não menos extraordinária cantora Tanya Tagaq (cantos inuit do Canadá), e Maria João e Américo Rodrigues com Dokaka (Japão) e Shlomo (Reino Unido), dois respeitados nomes do beat-box vocal. Site oficial do festival: www.atlanticwaves.org.uk/