Mostrar mensagens com a etiqueta Kumpa'nia Al-gazarra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Kumpa'nia Al-gazarra. Mostrar todas as mensagens

12 maio, 2014

Chambao, Ricardo Ribeiro e Diabo na Cruz no Festival Sons do Atlântico

O Festival Sons do Atlântico está de regresso, com concertos de Vicente Amigo, Chambao (na foto), Ricardo Ribeiro, Diabo na Cruz, Souls of Fire e Kumpania Algazarra, entre outros. O comunicado: « Festival Sons do Atlântico Ferragudo Lagoa Algarve 22 a 24 de Maio 2014 O Festival Sons do Atlântico, voltou em 2014 com uma nova localização e novas datas. O Festival vai decorrer de 22 a 24 de Maio, na bela vila piscatória de Ferragudo, Lagoa, Algarve. Neste ano de 2014 em que o executivo da Câmara Munícipal de Lagoa dedicou ao mar, o Festival Sons do Atlântico ganhou uma nova envolvência e procurou incorporar no conceito de festival de world music, além da descoberta de novas realidades culturais e musicais a reaproximação da população ao mar e às actividade smarítimo-económicas. Estando o mar tão presente na cultura gastronómica e económica desta região, merece ser celebrado e desta forma no festival além da vertente musical, iremos ter uma componente gastronómica e uma amostra representativa das actividades marítimas. Contamos com a presença de pescadores da pesca tradicional com as suas lides e de operadores de marítimo-turisticas com as suas ofertas das belezas da costa Algarvia. Este ano o Festival Sons do Atlântico apresenta um cartaz bastante eclético, contandocom dois palcos no recinto, um dedicado a novos projectos emergentes do panorama nacional e a projectos regionais e o outro que irá contar com nomes como: Dia 22 deMaio: Ricardo Ribeiro (fado) e Diabo na Cruz( PALCO 1) Al- Fanfare, Silvia Nazário (Bossa e outras Novas) (PALCO 2) Dia 23 de Maio: Souls of Fire e Chambao (Espanha) (PALCO 1) Os Artesãos da Musica OrBlua I.Rick DJ (roots/dub/revival) Palco 2 Dia 24 deMaio: Vicente Amigo (Espanha) e Kumpanhia Algazarra, Mawtas do Namibe, Luis Galrito e os Canto Livre, Batida Balcanica. 22 de Maio Palco 1 Ricardo Ribeiro Conviveu com o Fado desde muito novo,ouvindo grandes fadistas da época que se tornaram as suas referências: Fernando Maurício, Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Manuel Fernandes, Adelino dosSantos (Guitarra) e José Inácio (Viola) entre outros. A partir de 2001 recebe convites paraparticipar em festivais nacionais e internacionais de música: “Alu-Casa daatriz Maria Casares”, “Badasom”, “Vocal Jazz Festival Crest”, “Festival deGuitarra de Córdoba”, “Festival de Guitarra de Santo Tirso”, entre outros. Em 2004 foi editado pela CNM –ColeçãoAntologia o seu primeiro álbum com o nome “Ricardo Ribeiro”, que conta com acolaboração do guitarrista José Manuel Neto, Jorge Fernando e Marino deFreitas. Participou no “Tributo a Amália Rodrigues” –da editora WorldConection, no mesmo ano. Aolongo destes anos, tem participado nos discos de nomes grandes da MúsicaPortuguesa como: Rui Veloso, Simone de Oliveira, Pedro Joia, Rão Kyao, João Gile Carlos do Carmo.Colaborou nos espetáculos de homenagem aos grandes fadistasFernando Maurício, Fernanda Maria, Argentina Santos, Rodrigo e Anita Guerreiro. Em2013, Ricardo editou pela Warner Music Portugl “ Largo da Memória”, quarto cd esucessor de “Porta do Coração”, que em 2012 chegou a Disco de Ouro. Este novocd do jovem fadista recebeu os mais rasgados elogios por parte da críticaespecializada e do público. Emfevereiro deste ano, Ricardo Ribeiro viajou a Nova Iorque e com Pedro Jóiaesgotou o Elebash Center, do Cuny Graduate Center, em plena 5ª Avenida. Estaparceria foi escolhida para o World Music Series desta instituição. RicardoRibeiro. Uma das maiores vozes do panorama musical! http://www.ricardoribeiro.pt/ http://www.youtube.com/user/RicardoRibeiroTV www.myspace.com/ricardoribeirofado 22 deMaio Palco 1 DIABO NA CRUZ VIDA DE ESTRADA Os Diabo na Cruz são a harmonia perfeita entre o rock‘n roll e a tradição popular portuguesa! Formados pelo músico independenteJorge Cruz, os Diabo na Cruz incorporam também músicos experientes comoBernardo Barata, João Pinheiro, João Gil, Manuel Pinheiro, Sergio Pires. Esteforte alinhamento aperfeiçoou a fórmula de combinar uma base de rock ‘n rollcom a tradição oral portuguesa bem como instrumentos populares. O resultado éum som único que irá certamente inspirar outros músicos portugueses a arriscar! Vida de Estrada é sobre avida portuguesa na actualidade, por um lado, e sobre o Diabo na Cruz, poroutro. É sobre as vidas que todos levamos, sobre o que nos ocupa, o que nosdistrai, o que nos consome. Mas é também o nosso regresso, enquanto Diabo naCruz, à nossa vida que é a Vida de Estrada. Toda a gente precisa de umescape. Toda a gente precisa de encontrar um motivo que seja só seu, precisa dese sentir livre, de se sentir capaz. Para nós, no Diabo na Cruz, esse motivo éesta banda, esta paixão pelo país e pela sua musicalidade. Às portas doterceiro disco, o motivo é também o privilégio de partilharmos esta música compúblicos tão distintos, de sensibilidades tão díspares. Regressamos à Vida deEstrada para nos reencontrarmos com os nossos seguidores, para nosapresentarmos a quem ainda não nos conhece e para anunciar que podem contar comum álbum em 2014 recheado daquilo que o Diabo na Cruz sabe fazer. www.diabonacruz.com/ https://www.youtube.com/watch?v=u_pTxVY3s60https://www.youtube.com/watch?v=cHY75iTborA 23 de Maio - Palco 1 Souls ofFire A história de Souls of Fire conta já commuitos capítulos ao longo de 10 anos de existência. Com os primeiros encontrosem 2000, a vontade de dar maior voz ao reggae nacional levou o grupo a formaruma banda. Desde o início, até ao presente, os anos foram passando, assim comovários membros, amigos, lugares e muitas palavras que se traduziram emaprendizagem. Todos deixaram a sua marca e contributo, e assim se construiu umcaminho com base na partilha de música e palavras de união. Com3 álbuns editados (Comunicar-2006, Subentender-2009 e Pontas Soltas-2012),Souls of Fire trazem na bagagem muitos concertos por todo o país e a sorte deter tido encontros com as maiores influências da banda, tais como: The Wailers,Alpha Blondy, I Jahman, Groundation, Ponto de Equilíbrio, Skatalites, DonCarlos, The Gladiators, Black Uhuru, Natiruts, Gentleman, entre muitos outros. Hoje,Souls of Fire mantêm a chama acesa com a fé e a persistência de que todos osdias são bons para escrever um novo capítulo. https://www.facebook.com/soulsoffire http://www.soulsoffire.pt 23 de Maio Palco 1 Chambão Pode um clássico como “Ai estás tu”, soar completamente novo? Aresposta afirmativa é uma das inúmeras surpresas que encerra, o álbum 10 Años Around The World, album de aniversário em queo grupo Chambao, revê e renova o seu reportrio, mais emblematico com remixese colaborações de artistas derenome celebrando dez anos de carreira. Cumprida uma decada desde a explosão com o que veio a ser chamado, flamencochill, uma decada em que o grupo malaguenho, desenvolveu uma musica unica, quemarcou a tendencia no panorama musical espanhol. Passando fronteiras e alcançandoreconhecimento internacional. É um novo capitulo de uma banda que emergio noprincipio da passada decada, e queapartir de 2005, é liderada porLamari. Em 2002 estrearam com o album Flamenco chill ondeDaniel Casañ, Eduardo Casañ y Henry Takkenberg ajudaram na criação e produção deste estilo. Mas o nome do primeiro album era uma definição do estilo da mistura de flamencocom musica electronica e chill out, que renova os conceitos musicais da época. Em 2003 ela lança o seu primeiro album a solo,“Endorfinas en la mente” com a produção de Bob Benozzo que tambem participa no album Pokito apoko (2005), é com ele que Lamari continua seu projecto a solo. O seu trabalho seguinte Con otro aire (2007), buscou influencias em sons etnicos sem renunciar à sua forte raiz Mediterrânica. Em 2009 lançou Chambao En el fin del mundo um albumgravado ao vivo no glaciar Argentino Perito Moreno, construido com melodias cativantes que se misturam com toquesde poesia. Em 2012 lança o album Chambao um album que capta oespirito do grupo em toda a sua riqueza de sons. São dez anos de grande musica que agora se extende aeste album lançado em 2013. Mais Chambao que nunca. http://www.chambao.es/en/home.php 24 de Maio Palco 1 Vicente Amigo Vicente Amigo é hoje um dos grandes mestres da guitarra flamenca. Em 2013 lançou seu sétimo álbum, "Terra", que apresenta o músico Cordovan de uma forma mais global e menos virado para o flamenco ortodoxo, mas sempre cominspiração e virtuosismo que o caracterizam. Rodeado por músicos de alto nível e membros do Dire Straits e banda de música britânicacelta Capercaillie. Álbum produzido por Guy Fechner. Ele é considerado um dos artistas mais virtuosos no activo de sua geração. Pesquisador incansável das possibilidades estéticas e sonoras da guitarra flamenca. A sua música agrada a todos. Em 1988,ele decidiu começar sua carreira solo, faz a sua apresentação no FestivalNacional del Cante de las Minas de la Unión, vencendo o primeiro premiodo concurso de guitarra ‘Bordón minero’. A sua consagração como a primeira figura de guitarra flamenca acontece em maio de1989, vencendo por unanimidade, o concerto de guitarra Prêmio Ramón Montoya no XII National Flamenco Art Córdoba. A partirdaí, é incrível a sua progressão e reconhecimento dentro e fora do país, dentroe fora do flamenco. Em 1991, compartilha com Paco de Lucia a apresentação do seu trabalho de flamenco "Legends of theGuitar" nos principais festivais internacionais. Com seu trabalho sologanhou vários prêmios, incluindo o prêmio de flamenco 'Music Awards' ou umGrammy em 2001 por "Cidade de Ideias". Nadiscografia de Vicente Amigoencontramos "De mi corazón al aire" (1991); "Vivenciasimaginadas" (1995) ; "Poeta" (con la Orquesta de Córdoba y orquestaciónde Leo Brouwer, originalmente llamado "Concierto flamenco para un marineroen tierra" inspirado en la obra de Rafael Alberti; "Ciudad de lasideas" (2000) y "Un momento en el sonido" (2005), y “Paseo deGracia” (2009). Estescd’s e a estética musical não só no palco, mas de toda a equipe fez o seupúblico ser muito variado, tanto em idade e gosto musical ou tradição. https://www.facebook.com/VicenteAmigooficial KUMPANIA ALGAZARRA Ede repente, a música desce à rua e a festa acontece! Estasonora algazarra vagueia pelas músicas dos cinco continentes, transformando ossons em que toca numa festa ambulante, ao estilo das fanfarras europeias.Saltimbancos, filhos da estrada e do vento, músicos em folia permanentesubmergidos num cocktail de música animada, as suas combinações de notasmusicais formam um rendilhado de culturas, onde estão presentes, de formaconjugada ou separada, os sons balcânicos, árabes, latinos, africanos, o ska,o funk e o hiphop, entre outros. OsKumpania Algazarra surgem em 2004 pelas ruas de Sintra, inspirados pela energiada folia e boa disposição, e levam consigo um percurso bastante animado.Nesse mesmo ano já estavam a tocar no palco principal do Festival Andanças ea fazer vibrar por quem lá passou. Em2005 gravam o seu primeiro EP e daí partem à aventura. A caravana animaPortugal de lés-a-lés e inclusive parte para o desconhecido mundo exterior,passando por Espanha, Itália e uma tournée na Eslovénia.Entretanto era altura de deixar um legado dos anos passados na estrada e eisque surge em Fevereiro de 2008 o lançamento do seu primeiro trabalho deoriginais com nome homónimo. Ainda em 2008 vencem o Mercè a Banda, concursointernacional de bandas de rua das Festas de La Mercè, em Barcelona. Daísaltam para os grandes palcos na Festa do Avante, Optimus Alive, SuperBock SurfFest, Sudoeste, Festival de Músicas do Mundo de Sines e muitos mais. A nívelinternacional passam por países como Espanha, Holanda, Bélgica, Inglaterra,Suíça, entre outros. Em 2010, foram convidados para representar Portugal nosEncontros Culturais de Língua Portuguesa no Rio de Janeiro. Pelocaminho, muitos são os DJ e produtores interessados em misturar esta algazarrae surge a ideia de fazer o Kumpania Algazarra Remix (2010), ou seja, asmúsicas do primeiro CD remisturadas em vários estilos. Xoices, Inner G, Womanin Panic, Ovelha Negra, Sam the Kid, Beat Laden, Yanus e os Breakfast Djs fazempura alquimia, transformando o som orgânico da Kumpania em algo fresco paranovas pistas e novas danças. Apassagem pelo Festival de Músicas do Mundo de Sines em 2011 ficou marcada pelolançamento de um EP ao vivo, lançado pela Optimus Discos. Palco 2 al- fanfare WORLD STREET MUSIC BAND abertura do festival dia 22 de Maio no centro da vila e no palco WORLDMUSIC ( BALKAN BRASS, KLEZMER & OTHERS ) AAl-Fanfare. O que é!? Pois bem, basicamente é uma banda musical de animação derua, composta por sopros e percussão, cujos músicos são profissionais eamadores originários da região algarvia, Baixo-Alentejo e até da distanteRepública da Moldávia. Opropósito!? Ora, é simples - animar todo o tipo de eventos culturais epopulares através de distintos géneros sonoros, desde temas do panoramaTRADICIONAL / FOLK ao universo da DIXIELAND, POP-ROCK, SONS LATINOS, MÚSICA DEDANÇA, COMERCIAL, BALKAN BRASS, enriquecidos com muito improviso, movimento,interação, originalidade e folia. Silvia Nazário Quarteto com o projecto Bossa & Outras Novas dia 22 de Maio Bossa & Outras Novas SilviaNazário quarteto A fiel BossaNovae os seus encantos e encontros, com a origem, com asinfluências, coma essência : O mar, o Sol, o Céu... Osom, desdeJobim aos Índios Suruís. Não esquecendo os novoscompositoresque continuama a alimenta-la, pois mais que um estilo, éummovimento... Balanço é o temperoprincipal desta bossasempre nova. SilviaNazário - Voz VictorZamora - Piano ClaudioKumar- Guitarra Acústica Os Artesão da Musica dia 23 de Maio Os Artesão da Musica dia 23de MaioArtesãos da música: 3 artesãosde diversas partes do país criaram um projeto musical em que tocam repertóriotradicional com instrumentos feitos por eles. Sarroncas, rabecas do diabo,violas de lata ocarinas canas rachadas. ORBLUAACTUAM DIA 23 DE MAIO UMA DAS BANDAS QUE VAI REPRESENTAR O ALGARVE ESTE ANO OrBlua éum projecto criado em 2011 com músicos provenientes de diferentes universosmusicais. Em palco 3 músicos utilizam uma panóplia de instrumentos, acústicos,tradicionais, étnicos, para recuar no passado, viver o presente e imaginar ofuturo. Um espaço onde se cruza o tradicional, o contemporâneo e oexperimentalismo. Comum reportório de temas originais, os OrBlua conseguiram criar uma sonoridadeúnica que cheira a Algarve, a mar, a serra, a mediterrâneo, a Europa, a mundo.E também uma sonoridade que recolhe cheiros, cores, histórias, memórias,paisagens e sonhos. orblua@yahoo.com| www.facebook.com/orblua |www.youtube.com/user/orblua Formação: InêsGraça – voz, bouzouki, guitarra, baixo, concertina, canarachada, violoncelo NunoMurta – cabaça de água, adufe, darbouka, glockenspiel,percussões variadas CarlosNorton – voz, gaita de foles, gralha, banjo, harpa, bodhrán,piano, melódica, concertina, duduk,sanfona, loop station RB Mwatas do Namibe musica de Angola dia 24 de Maio “Mwatas do Namibe” .... Duo formado pelos MúsicosZé Manel Martins(Voz/Violão) e João Ferreira(Percussão); Ambos naturais daCidade do Namibe/Angola, com vastopercursoMusical, integraramdesde1976váriosprojectos na área da Lusofonia e World Music; A proposta dos “Muatas do Namibe” traduz-se numaviagem Musical pelos diferentes e interligados ritmos da Lusofonia (Bossa,Samba, Baião,Fado,Corridinho, Morna,Coladeira etc... em especial a Rebita,Semba, e Kilapanga de Angola; Interpretam alguns dos mais importantescompositores Lusófanos assim como vários originais da autoria de Zé ManelMartins incluídos nos CDs Angola Brasil, Brisas, Lundar, Atlântico e TugaMwangolê. LUÍSGALRITO E OS CANTO LIVRE DIA 24 NO FESTIVAL SONS DO ATLÂNTICO LUÍS GALRITO É um Cantautor, que escreve sobre assuas preocupações, perspectivas de olhar o Mundo e sobre o sentido da Vida e o Amor. Escreve canções desde os 15 anos de idade, a sua principal influência sãoos cantores acústicos, onde a Guitarra, a Poesia e a Voz são protagonistas.Trabalhou em vários projectos nos mais variados estilos musicais, quer seja comtemas de sua autoria, ou de grandes cantautores portugueses, tais como JoséAfonso, Adriano Correia de Oliveira, José Mário Branco, Fausto, entre outros.Nos seus registos discográficos constam músicos tais como: Kalu (Xutos &Pontapés) e Luís Jardim (Produtor que assinou parte da produção do seu projectoa solo). Um excelente espectáculo cantado em português, detributo a Zeca Afonso e Adriano com temas originais de Galrito. AS NOITES DO SONS DO ATLÂNTICO VÃO ACABAR EM FESTA AQUI ESTÁ O 1º DJ SET ANUNCIADO BATIDA BALKANICA DIA 24 DE MAIO ★ Maio 2012 - BATIDA BALKANICA nasce em Portugal, na forma de um portal de ligação entre todos os artistas, amantes, fanáticos e simpatizantes das sonoridades mais eufóricas da história da Música: Música da Europa de Leste ou Balcânica! ★ Fevereiro 2013 - Em parceria com a RÁDIO KÁSET, é criada uma transmissão pioneira em Portugal, estritamente dedicada ás sonoridades Balkanicas e seus "companheiros de armas. ★ Março 2013 - Batida Balkanica tem a sua estreia marcada em formato DJ set, recheado de unreleases, jingles e mashups. Uma selecção refinada do melhor da Balkan Fusion Music de todo o Mundo... ★ Abril 2013 - É criada a loja online "Batida Balkanica Record Shop" com distribuição e envios para todo o Mundo - a primeira loja Portuguesa especializada em Balkan & Gypsy Music https://www.facebook.com/pages/Batida-Balkanica-Record-Shop/195545710569044 ★ Maio 2013 - Durante 30 dias celebrámos o nosso 1º aniversário - como não podia deixar de ser, foi festa à tzigani: rija, prolongada e com muita música e diversão. Ao longo do mês, a caravana andou por Lisboa com as mais diversas actividades com 7 eventos incluindo uma actuação ao vivo no Meo Out Jazz. Live Shows, Performances, DJs, Mercado Justo, Cinema e um video streaming em directo do coração da cidade para todo o Globo, fizeram parte da celebração. ★ Julho 2013 - Batida Balkanica actua no maior Festival de Músicas do Mundo de Portugal - FMM Sines. Em formato DJ set com Convidados Especiais, faz uma apresentação que envolveu a Música, a Dança e as Artes Performativas. Com certeza irá ficar na memória dos milhares de pessoas que assistiram.

26 junho, 2013

Med de Loulé 2013 - Todos os Concertos!

O Raízes e Antenas já tinha divulgado o nome de todos os artistas e bandas que vão passar pelos dois palcos principais (Cerca e Matriz) da edição 2013 do Med de Loulé, que começa já depois de amanhã, sexta-feira, e termina no sábado. Hojé é a vez de se saber também os horários de quem toca nesses e nos outros palcos: «Dia 28: João Pedro Cunha e João Luís Rosa Palco: MED Classic - Igreja Matriz 19:30 Violino Romântico O Violino surgiu na primeira metade do séc. XVI, e ainda que a questão da sua origem seja uma das maiores lacunas na história dos instrumentos musicais, rapidamente adquiriu o estatuto – que ainda hoje mantém – de Rei dos instrumentos. Após o sucesso de 2009 com o duo violiNOacordeão, o violinista João Pedro Cunha regressa ao Festival MED, desta feita com o pianista João Rosa, propondo-se explorar essa reconhecida vertente mais expansiva e calorosa do violino. Mundopardo Palco: Bica 20:30 Mundopardo é um projecto musical, natural de Faro, formado por 4 amigos que decidiram continuar a sua aventura musical dos tempos que passaram juntos na versus tuna – Tuna Académica da Universidade do Algarve. A simplicidade das composições aliada a uma grande riqueza melódica onde sobressai a voz e o jogo de vozes faz dos MundoPardo um projecto que possui já a sua própria identidade e o seu espaço na música portuguesa. The Burnt Old Man (Act 1) Palco: Arco 20:45 The Burnt Old Man, é um projecto que foi evoluindo ao longo de diversos encontros entre Rubén (flauta) e Kevin (guitarra), durante as primeiras "sessões" realizadas na capital Andaluza. O vasto conhecimento musical que estes músicos armazenam, faz com que pretendam evitar o tradicional "set" e "reels", debruçando-se sobre a extensa e rica variedade da cultura musical Atlântica. Assim, começaram um trabalho de recuperação de peças e variações. Samuel Úria Palco: Castelo 21:30 Com uma proveniência marcada pelo punk, pelo rock’n’roll e pela estética low-fi, Samuel Úriatem ganho notoriedade desde 2008, altura em que, entre edições caseiras e concertos em que apenas se acompanhava pela guitarra acústica, se nos deu a conhecer. Singular na língua materna, singular nas melodias e singular na relação com o público, aos poucos se gerou o culto e assomou a expectativa, consagrando Samuel Úria como o mais interessante cantautor do século XXI português. Aline Frazão Palco: Cerca 22:00 Aline Frazão nasceu e cresceu em Luanda, Angola. A jovem cantora e compositora angolana lançou em Dezembro de 2011 o debut “Clave Bantu”, uma edição independente de 11 temas origi-nais, entre eles duas colaborações com os escritores angolanos José Eduardo Agualusa e Ondjaki. “Movimento” é o segundo trabalho discográfico de Aline Frazão, lançado em maio de 2013 (Ponto Zurca/Coast to Coast). Miguel Araújo Palco: Matriz 22:45 Miguel Araújo nasceu nasceu no Porto em 1978. Em Maio de 2012 foi lançado o seu 1º álbum em nome próprio, “Cinco Dias e Meio” (EMI). Depois de vários anos ligado à música como criador, músico e autor dos Azeitonas, um dos mais entusiasmantes fenómenos de culto da actual pop portuguesa (“Anda Comigo ver os Aviões”, “Quem és tu Miúda”, etc.), autor de composições para outros artistas (António Zambujo, Ana Moura). Elisa Rodrigues acompanhada por Júlio Resende Palco: Convento 22:45 O jazz tem uma nova voz. Se é verdade que Elisa Rodrigues tem vindo a deslumbrar em palco há já algum tempo, o lançamento do seu primeiro disco “Heart Mouth Dialogues” é a confirmação disso. Elisa é capaz de tornar grandes clássicos em temas seus e de reinventar músicas com uma versatilidade impressionante. OrBlua Palco: Bica 23:15 OrBlua é um projecto criado em 2011 com músicos provenientes de diferentes universos musicais, para um único propósito - criar uma sonoridade que represente o património nos mais diversos sentidos e orientações. Uma sonoridade que cheira a algarve, a mar, a serra, a mediterrâneo, a europa, a mundo. Uma sonoridade que recolhe cheiros, cores, histórias, memórias, paisagens e sonhos. Dead Combo Palco: Castelo 23:30 Os Dead Combo são Tó Trips e Pedro Gonçalves. Formaram-se em 2003 a convite de Henrique Amaro, da Rádio Antena 3, para a gravação de uma faixa “Paredes Ambience”, incluída no CD de homenagem ao génio da guitarra Portuguesa Carlos Paredes, “Movimentos Perpétuos – Música para Carlos Paredes”. Encarnam duas personagens que poderiam ter saído de uma BD: um gato pingado e um gangster. Tulipa Ruiz Palco: Cerca 00:00 Nascida em Santos, Tulipa cresceu na cidade mineira de São Lourenço. Seu contato com a música começou cedo, influenciada pelo pai, Luiz Chagas, jornalista e guitarrista da histórica banda Isca de Polícia de Itamar Assumpcão. Na adolescência, a cantora teve um programa de rádio, fez coral e estudou por cinco anos canto lírico com a maestrina Edna de Sousa Neves. Mudou-se para São Paulo, onde estudou Multimeios. Apesar de ter integrado bandas durante a faculdade, tratava a música como hobby ... Oumou Sangaré Palco: Matriz 01:15 Oumou Sangaré nasceu em Bamako, no Mali, em 1969. Quando tinha dois anos, o seu pai casou com a segunda mulher e emigrou para a Costa do Marfim, deixando a mãe de Oumou, grávida na altura, e três filhos ainda pequenos. A luta pelo dia-a-dia da família foi uma constante na infância de Oumou. A mãe de Oumou era cantora e a sua principal fonte de rendimentos era o “sumu” (comemorações de casamento e de batizado organizadas pelas mulheres), ou “festas de rua”. Hugo Mendez "Sofrito" Palco: Cerca 02:30 Hugo Mendez é DJ, dono de uma discográfica e pesquisador de música na vanguarda do Movimento Tropicalista na Europa. Dia 29: Orquestra do Algarve - 4 Estações de Vivaldi Palco: MED Classic - Igreja Matriz 19:30 Notas ao programa Embora durante longo tempo tenha sido famoso na Europa enquanto compositor e violinista, perdeu o seu público durante a última década da sua vida. Os últimos dias foram vividos na miséria e, tal como viria a acontecer com Mozart, foi enterrado numa vala comum, e aparentemente as suas partituras condenadas à obscuridade. The Burnt Old Man (Act 2) Palco: Bica 20:30 The Burnt Old Man, é um projecto que foi evoluindo ao longo de diversos encontros entre Rubén (flauta) e Kevin (guitarra), durante as primeiras "sessões" realizadas na capital Andaluza. Bad Luck & Trouble Palco: Arco 20:45 Os Bad Luck & Trouble são um projeto musical de Faro composto por duas guitarras e voz, que procura explorar as sonoridades oriundas dos blues, do swing e também da música mais contemporânea. Criado no início de 2012, este projeto conta já com um currículo de atuações que lhe tem vindo a proporcionar alguma notoriedade na sua cidade natal. Dona Gi Palco: Castelo 21:30 Os Dona Gi são uma banda portuense, fruto de um trabalho de composição de letras e canções originais com fusão de Folk e Fado. Sílvia Pérez Cruz Palco: Cerca 22:00 Sílvia Pérez Cruz tem uma voz luminosa, quente, delicada e lindíssima, que combina a improvisação do jazz, a força e o ritmo do flamenco, os melismas do fado e a proximidade da música de bar. A sua versatilidade, que lhe valeu o prémio Altaveu 2009, está patente na diversidade de projetos de música, teatro e dança que protagonizou. Sofia Vitória & Luís Figueiredo Palco: Convento 22:45 Sofia Vitória nasceu em Setúbal. É licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, frequentou o Curso de Piano do Conservatório Regional de Setúbal e actualmente frequenta a licenciatura em Jazz na Escola Superior de Música de Lisboa e a disciplina de Dança Contemporânea na Escola Superior de Dança. Hedningarna Palco: Matriz 23:00 Já em 1994, a banda Hedningarna foi votada a "melhor atuação do ano". Atualmente, apesar de todas as alterações a nível dos membros, da falência da empresa discográfica e de projetos paralelos, o poder dos instrumentos e a magia na música permanecem intactos e genuínos como sempre. Os Hedningarna surgem com um novo CD e fazem parte dos cartazes de uma série de concertos e festivais para este verão. Fad'Nu Palco: Bica 23:15 Poesia, alma e garra. O coração que tem voz de mulher. O aço da corda esticada que vibra. Versão intimista e minimal do fado, raízes alicerçadas na tradição mas caminho aberto e livre de dogmas ou fronteiras. Kumpania Algazarra Palco: Castelo 23:30 Esta sonora algazarra vagueia pelas músicas dos cinco continentes, transformando os sons em que toca numa festa ambulante, ao estilo das fanfarras europeias. Saltimbancos, filhos da estrada e do vento, músicos em folia permanente submergidos num cocktail de música animada, as suas combinações de notas musicais formam um rendilhado de culturas, onde estão presentes, de forma conjugada ou separada, os sons balcânicos, árabes, latinos, africanos, o ska, o funk e o hiphop, entre outros. Cuca Roseta Palco: Cerca 00:00 E então, por breves momentos, deixemos entrar a saudável dúvida: o que é que uma fadista, com um primeiro disco celebrado e trabalhado por um produtor planetário – Gustavo Santaollala - , com o peso da verdade que o fado exige e ela entrega : o que fazer para o segundo disco? A lógica comercial aconselharia um registo pouco aventuroso, onde a zona de conforto se manteria e apenas uma ou duas pistas cantadas poderiam dar indícios de uma evolução. Anthony B Palco: Matriz 01:15 Blair cresceu na cidade rural de Clark, na freguesia norte-ocidental de Trelawny, na Jamaica. Na sua juventude, os seus cantores favoritos eram as lendas do reggae Bob Marley e Peter Tosh, músicos que tiveram bastante influência no seu estilo. A influência de Peter Tosh está incontestavelmente presente nas interpretações vocais de Anthony B e na sua atitude revolucionária. Anthony B abraçou as crenças do movimento Rastafari na adolescência, uma decisão que não foi bem acolhida pela sua família. Batida DJ Set Palco: Cerca 02:30 A história de Batida confunde-se com a de Pedro Coquenão. Nasceu no Huambo, cresceu nos subúrbios de Lisboa, de casa em casa, a ouvir histórias de saudade e de um regresso adiado, rodeado de instrumentos na sala e com o rádio no quarto como primeira paixão. Estreou-se aos 18 como locutor na Rádio Marginal, que moldou como estação alternativa, escreveu as primeiras linhas da Oxigénio e, mais tarde, depois de passar pela Voxx e Radar, fundou o colectivo Fazuma. Mais informações: http://www.festivalmed.pt/»

21 maio, 2013

Oumou Sangaré, Hedningarna e Anthony B no Med de Loulé 2013!

Vem aí outro Med! Ainda falta saber quem são os artistas e bandas que sobem aos palcos secundários, mas quem actua nos principais são estes: «FESTIVAL MED DE LOULÉ COMEMORA A SUA 10ª EDIÇÃO A 28 E 29 DE JUNHO COM CARTAZ DE LUXO Dia 28 Dead Combo, Samuel Úria, Oumou Sangaré, Miguel Araújo, Aline Frazão, Tulipa Ruiz, Dj Hugo Mendez "Sofrito" Dia 29 Hedningarna, Anthony B, Silvia Pérez Cruz, Kumpania Algazarra, Cuca Roseta, Dona Gi, Batida Dj set É já nos próximos dias 28 e 29 de Junho que as irresistíveis ruas, vielas e praças do centro histórico de Loulé serão novamente invadidas por milhares de pessoas em busca da melhor música, artesanato e gastronomia vindo um pouco de todo o Mundo. O evento, uma organização da Câmara Municipal de Loulé e que assinala este ano a sua décima edição, promete muitas horas de profunda animação, de experiências inesquecíveis e de muitas descobertas. Na música, o prato forte de todas as edições do certame louletano, estão prometidas emoções fortes com um luxuoso programa de actuações: Desde logo atenções centradas nesse fenómeno de popularidade na cena reggae internacional que é o jamaicano Anthony B, dono de uma legião de fãs no nosso país e que sobe ao palco da Matriz no segunda dia do evento. Outro ponto alto do festival será o regresso a Portugal, após vários anos de ausência, de uma das bandas mais míticas e relevantes dos últimas duas décadas na Europa, os revolucionários, aclamados pela crítica e sempre vanguardistas Hedningarna, da Suécia, bem como a estreia no festival algarvio da grande diva da música africana, e activista cívica pelos direitos das mulheres, a Embaixadora da Boa-Vontade da ONU e vencedora de um Grammy, Oumou Sangaré, do Mali. O programa do MED 2013 faz uma aposta clara numa nova geração de cantautoras no feminino que está a impressionar o mercado internacional da música: a catalã Silvia Perez Cruz é, neste momento, uma das artistas mais acarinhadas pelo público e pela crítica de Espanha. Tudo por causa de "11 de Noviembre", o seu disco de estreia que chegou aos escaparates durante o ano passado. Loulé testemunhará o primeiro concerto completo de Silvia Perez Cruz em território nacional após um ano em que a artista de Barcelona coleccionou prémios e honrarias. Quem também visitará Loulé no final de Junho é a talentosa brasileira Tulipa Ruiz, uma das grandes promessas da sempre dinâmica música brasileira. No primeiro dia do MED, o Palco da Cerca abrirá hostilidades com a sensacional angolana Aline Frazão, que esta semana lançou para o mercado o seu segundo disco, "Movimento", e que em muito pouco tempo já deixou rendida a crítica especializada de toda a Europa. O contingente nacional da edição deste ano do certame de Loulé é também de alto nível e, como é habitual, promove alguns dos mais interessantes projectos recentes da música portuguesa. Dos aclamados e cinematográficos Dead Combo, à excelência da escrita de canções em português por Miguel Araújo e Samuel Úria. Da grande vedeta do fado que já é Cuca Roseta à contagiante e contemporânea celebração popular que representam as actuações dos Kumpania Algazarra ou dos Dona Gi. Quem quiser testemunhar o momento dourado vivido pelo jazz nacional deve acompanhar os concertos de duas das mais vibrantes vozes do panorama nacional em concertos intimistas de voz e piano num novo espaço que o MED estreia este ano: o palco do Convento. Elisa Rodrigues, acompanhada pelo pianista algarvio Júlio Resende, e Sofia Vitória, em projecto de homenagem a Chico Buarque dividido com Luís Figueiredo ao piano. Por fim, para os mais resistentes, as duas noites do MED 2013 terminarão com apelos à dança vindos dos pratos de Hugo Mendez (Sofrito), badalado dj londrino com créditos firmados a fazer abanar ancas com sons afro-latinos, e de BATIDA, que começou por ser o programa semanal de Pedro Coquenão na Antena 3 e RDP África, se transformou no seu disco de estreia, na também inglesa Soundway Records e depois num show, que passou pelos maiores palcos internacionais e nacionais, incluindo uma inesquecível passagem por Loulé há 2 anos, regressa agora sozinho para um Dj Set. Os bilhetes diários para a edição 2013 do Festival Med custam 12 euros e podem ser adquiridos nos dias do evento no próprio local. www.festivalmed.pt»

01 agosto, 2011

ByonRitmos Volta à Praia do Baião


O Festival ByonRitmos regressa este ano à Praia Fluvial do Baião, nos dias 8 e 9 de Agosto. No cartaz estão os portugueses Capagrilos, Uxu Kalhus, Andarilhos e Kumpania Algazarra (na foto), os franceses Dites 34, os espanhóis Mala Herva e os italianos Scandill.


"FESTIVAL BYONRITMOS 2011

8 e 9 de Agosto na Praia Fluvial da Fraga em Baião

Entre natureza, dança, tradição e sustentabilidade.
Este ano o Festival da Diversidade tem logo uma boa surpresa, mudou-se para a Praia Fluvial da Fraga, Baião, um espaço envolto de uma paisagem magnífica.
Na sua sexta edição a programação conta, como sempre, com um leque internacional de participações, prometendo muita música, dança, oficinas diversas para crianças e adultos e o desfrutar de um local fantástico. Para além da programação de base, cartaz deste ano, a organização criou o espaço ByonARTES 11, onde se pretende acolher novos artistas (portugueses e estrangeiros) nas mais diferentes áreas artísticas enquadrados com a identidade que hoje este evento assume. O espaço Byonfeira, constitui uma das ofertas renovadas do evento, onde terá destaque a venda e promoção de produtos de artesanato e gastronomia que promovam o conceito de desenvolvimento sustentável.

O campismo será gratuito com o bilhete dos dois dias.

O Festival Byonritmos é uma organização conjunta da Associação Byonritmos e Câmara Municipal de Baião.

programa e todas as informações em:
www.byonritmos.com

PROGRAMA

BYONPALCO: DITES 34 e UXU KALHUS (dia 8) /ANDARILHOS e KUMPANIA ALGAZARRA (dia 9)

BYONDANÇA: CAPA GRILOS | SCANDILL | MALA HERVA | DANÇAS DE LESTE | DANÇAS E RITMOS CASTELHANOS | DANÇAS PORTUGUESAS | DANÇAS FRANCESAS | FORRÓ | DANÇAS GALEGAS | DANÇAS AFRICANAS

BYONMÚSICA: DIDGERIDOO | ACORDEÃO | RITMOS DE BAIÃO CAIXA E BOMBO | CORDOFONES TRADICIONAIS

BYONCRIANÇAS/ALTERNATIVAS: ORIGAMI | DANÇA CRIATIVA | BIODANÇA | MASSAGEM - UMA DANÇA AO RITMO DE 2 CORAÇÕES | DANÇA INCLUSIVA | PINTURA COLECTIVA | DANÇAS DO MUNDO | ABRAÇOTERAPIA | RELAXAMENTO | PASSEIOS PEDESTRES | CONTOS PARA SONHAR | ANIMAÇÃO ENRAIZARTE

BILHETES E INSCRIÇÕES
BYONPREÇÁRIO:

ADULTOS: 1 DIA 15 EUR | 2 DIAS 20 EUR
CRIANÇAS(até aos 12 anos): GRATUITO
BAIONENSES: GRATUITO (Mediante apresentação do Bilhete de Identidade)!

20 abril, 2011

Sly & Robbie com Junior Reid, Dissidenten e Secret Chiefs 3 no FMM Sines, Justin Adams & Juldeh Camara e Speed Caravan no Islâmico de Mértola


Duas excelentes notícias. A referente a Sines é da responsabilidade da organização. A de Mértola foi directamente roubada no Crónicas da Terra.


"Sly & Robbie feat. Junior Reid, Dissidenten
e Secret Chiefs 3 no FMM Sines

Reggae, worldbeat e rock experimental nas três novas confirmações do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2011.

SLY & ROBBIE feat. JUNIOR REID (Jamaica)

O último concerto do FMM no Castelo, no dia 30 de Julho, com honras de fogo-de-artifício, estará este ano a cargo de Sly & Robbie feat. Junior Reid.

Lowell “Sly” Dunbar (bateria) e Robert “Robbie” Shakespeare (baixo) formam a dupla mais bem-sucedida da música jamaicana.

Enquanto secção rítmica e produtores, deram coração ao melhor reggae produzido desde os anos 70 até aos dias de hoje e nas cerca de 200 mil canções que já tocaram ou produziram acumulam um dos patrimónios mais impressionantes da música popular.

O seu uso inovador das capacidades do digital ajudou a mudar o “modus faciendi” da criação musical nos anos 80 e a sua erudição rítmica tem sido procurada por uma lista interminável de artistas de outros géneros musicais, em que se incluem nomes como Bob Dylan, The Rolling Stones e Sting.

Apresentam-se em Sines 10 anos depois da sua primeira passagem, em 2001, com os Black Uhuru.

Junior Reid, o cantor que trazem como convidado, também conheceu a experiência de actuar com aquele grupo lendário, mas hoje afirma-se a solo como umas vozes que melhor promove o encontro entre o reggae, o R&B e o hip hop.

DISSIDENTEN (Alemanha)

Os berlinenses Dissidenten sobem ao palco do Castelo de Sines no dia 29 de Julho.



Apelidados de “padrinhos do worldbeat” pela Rolling Stone, foram fundamentais para abrir a música popular ocidental como a conhecemos às músicas do mundo.

Formados em 1981, editaram o primeiro disco, “Germanistan”, no ano seguinte, durante uma estadia na Índia. Em 1984, em Tânger, gravaram “Sahara Elektrik”, de onde saiu um dos maiores sucessos, a canção “Fata Morgana”.

Continuaram em viagem pelo planeta e pelos seus sons nas duas décadas seguintes.

Em 2008, editaram “Tanger Sessions”, disco base do concerto no FMM, inspirado no conflito entre Oriente e Ocidente que se seguiu ao 11 de Setembro.

Marlon Klein (bateria e percussões) e Uve Müllrich (baixo e guitarra), membros fundadores da banda, lideram um septeto explosivo com músicos alemães e marroquinos.

SECRET CHIEFS 3 (Estados Unidos)

O grupo americano Secret Chiefs 3 (na foto) actua no Castelo de Sines no dia 22 de Julho.

Liderada pelo guitarrista / compositor Trey Spruance, trata-se de uma banda de rock progressivo experimental de grande versatilidade, com influências tão diferentes quanto a música sinfónica de cinema, as melodias do Médio Oriente e o heavy metal.

Originária de São Francisco, foi fundada em meados dos anos 90 por Spruance, Trevor Dunn (baixo) e Danny Heifetz (bateria).

Ao longo da sua história e de quase uma dezena de discos gravados, as formações têm sido fluidas, como a própria banda, que muitas vezes apresenta fronteiras pouco definidas com outros grupos liderados por Spruance, como Ur e Traditionalists.

A edição de 2011 do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo realiza-se na cidade de Sines em dois fins-de-semana de Julho: 22 a 24 (sexta a domingo) e 27 a 30 (quarta a sábado).

Além dos nomes divulgados nesta nota, estão também já confirmados, entre os 35 concertos previstos, os seguintes artistas: Congotronics vs. Rockers (RD Congo / EUA / Argentina / Suécia), Vishwa Mohan Bhatt & The Divana Ensemble “Desert Slide” (Rajastão – Índia), Cheikh Lô (Senegal), Ebo Taylor & Afrobeat Academy (Gana), Mário Lúcio (Cabo Verde), Mamer (China), António Zambujo (Portugal), Nathalie Natiembé (Ilha Reunião – França). Blitz the Ambassador (Gana / EUA), Ayarkhaan (República da Iacútia – Rússia), Le Trio Joubran (Palestina), Shunsuke Kimura x Etsuro Ono (Japão), Luísa Maita (Brasil), Mercedes Peón (Galiza – Espanha), Mama Rosin (Suíça), Manou Gallo & Women Band (Costa do Marfim / Bélgica) e Nomfusi & The Lucky Charms (África do Sul).

Mais informações sobre o festival em www.fmm.com.pt e www.facebook.com/fmmsines."

"Justin Adams & Juldeh Camara e Speed Caravan no Islâmico de Mértola


O festival bienal Islâmico de Mértola celebra-se este ano entre os dias 19 e 22 de Maio.

O enorme souk que atravessa as ruas estreitas, íngremes e caidas do centro histórico desta localidade debruçada sobre o Rio Guadiana, continua a ser uma das principais atracções desta 6ª edição do Islâmico. Mas o cartaz musical, apesar de incluir propostas que figuraram em cartazes de Sines e de Loulé (e no próprio Islâmico de Mértola) é, provavelmente, o mais forte de sempre. Senão vejamos os pratos principais: o guitarrista britânico Justin Adams (e produtor dos Tinariwen) volta actuar com o griot gambiano Juldeh Camara; os sónicos Speed Caravan (que saudades da sua versão de “Killing an Arab” dos The Cure), os marroquinos Nass Marrakesh, Eduardo Paniagua e Sebastião Antunes com Janita Salomé. Fora de horas há ainda bailaricos e animação de rua com os Uxu Kalhus e a Kumpania Algazarra.



Programa Completo

Dia 19

10:00h ~ Abertura do mercado de rua
~ Abertura dos museus
~ Abertura das exposições
16:00h ~ Inauguração oficial do 6º Festival Islâmico de Mértola
16:30h ~ Conferência Diálogo e Coexistência na região
Euro-mediterrânica (F. Anna Lindh)
17:00h ~ Apresentação da linha de mershandising e produtos
tradicionais do Festival Islâmico
18:00h ~ Colóquio “Norte de África ¿Una Revolucion Islàmica?” (CIE)
~ Ao Pôr-do-Sol – Noite de Dikra
20:00h ~ Encerramento dos Museus e exposições
22:00h ~ Concerto no Castelo
Eduardo Paniagua “Latidos de Al-Andalus”
~ Encerramento do mercado de rua

Dia 20

10:00h ~ Abertura do mercado de rua
~ Abertura dos Museus
~ Abertura das exposições
18:00h ~ Colóquio “La Verdad de la Economia actual:
A Quien protegen los Estados” (CIE)
19:00h ~ Apresentação informal de dança – Dansul
20:00h ~ Encerramento dos Museus e exposições
22:00h ~ Concertos no cais do Guadiana
Nass Marrakech
Justin Adams & Juldeh Camara
~ Encerramento do mercado de rua
01:00h ~ Concerto/baile na Praça Luís de Camões
Uxukalhus

Dia 21

10:00h ~ Abertura do mercado de rua
~ Abertura dos Museus
~ Abertura das exposições
11:00h ~ workshop de dança oriental – Dansul
20:00h ~ Encerramento dos Museus e exposições
22:00h ~ Concertos no cais do Guadiana
Sebastião Antunes “Cá Dentro”
participação especial de Janita Salomé
Speed Caravan
~ Encerramento do mercado de rua
24:00h ~ Concerto/baile na Praça Luís de Camões
Kumpania Algazarra

Dia 22

10:00h ~ Abertura do mercado de rua
~ Abertura dos Museus
~ Abertura das exposições
16:00h ~ Encerramento dos Museus
~ Encerramento das Exposições
17:00h ~ Encerramento do mercado de rua

Outras actividades: Passeios no barco “O Vendaval”; Animação
Musical (Alentejanos, Grupo Coral Guadiana de Mértola,
Adufeiras, Mercadores de Abjul, Eduardo Ramos); Circuito dos
Pátios de Mértola; Circuito da Poesia; Feira do Livro; Dança; Teatro;
Exposição e Workshop de Instrumentos Musicais…"

09 junho, 2010

Terrakota Festejam Dez Anos no S. Jorge


E as razões para os Parabéns estão aqui:


"A grande festa da multiculturalidade ...


TERRAKOTA CELEBRAM 10 ANOS COM CONCERTO E DOCUMENTÁRIO

9 Junho :: Cinema São Jorge (Lisboa) :: 22h00 :: bilhetes 12€


2010 é um ano muito especial para os Terrakota. Pioneiros da multiculturalidade em Portugal, o grupo celebra 10 ANOS repletos de inúmeros encontros com outras culturas, cores e aromas.

Outro momento alto reservado para este ano é a edição do tão aguardado 4º álbum de originais, cujo ponto de partida é uma viagem à Índia, onde os TERRAKOTA foram convidados a tocar, em Agosto de 2009, nos Himalayas, a 3.500 metros de altitude.

Estes 10 anos vão ser celebrados com um concerto especial no dia 9 de Junho no Cinema S. Jorge em Lisboa. Aqui irão cruzar-se o passado e o futuro da banda: serão revisitados alguns dos melhores momentos da sua carreira e será aberta a janela sobre o seu próximo trabalho discográfico.
Eis o plano das festas:
SALA 3

22h00 - projecção do documentário "Terrakota no Topo do Mundo - Diário da Viagem aos Himalaias", realizado por Pedro Coquenão.

SALA 1

23h00 - espectáculo de celebração dos 10 anos, com a participação de convidados como Francisco Rebelo, João Gomes e Nuno Reis (Cool Hipnoise), Trinta e Kiko (Kumpania Algazarra), entre outras surpresas.
Neste momento, os Terrakota encontram-se na fase final de misturas do seu 4º álbum, cozinhando novos pratos e usando cada vez mais especiarias na procura de um som próprio, orgânico e sem fronteiras. Este próximo disco propõe uma viagem que parte do Oriente e segue para Ocidente, através do deserto, rumo ao Senegal. Pelo caminho, cruza-se com muitas etnias africanas no seu percurso de "djagandjay" até Angola, onde apanha um navio negreiro até ao Caribe com escala no Brasil.


Uma viagem com mensagem afirmada de multiculturalidade, consciência,amor e liberdade!

O novo álbum conta com uma série de convidados ligados a diferentes universos musicais, caminhando para uma abordagem mais adulta da música de raiz, oriunda de lugares como a Índia, Angola, Senegal ou o Sahara. A sua edição a nivel mundial acontecerá no princípio do Outono. "WORLD MASSALA" É O novo single e videoclip.

Os Terrakota encontram-se na fase final de misturas do seu 4º álbum, cozinhando novos pratos e usando cada vez mais especiarias na procura de um som próprio, orgânico e sem fronteiras. O novo álbum conta com uma série de convidados ligados a diferentes universos musicais, caminhando para uma abordagem mais adulta da música de raiz, oriunda de lugares como a Índia, Angola, Senegal ou o Sahara. A sua edição a nivel mundial acontecerá no princípio do Outono.

O primeiro single "World Massala" e respectivo videoclip já rodam nas radios e tv’s nacionais. O tema é um delicioso groove punjabi reggae construído em cima duma ragga clássica indiana (rag Malkauns do mestre Gurugi Jamini Das). No videoclip, seguimos a banda movendo-se de rickshaw (mototaxi) nas multi-povoadas ruas de Nova Delhi. Prova de que o Mundo é uma grande Massala!!!

O tema é um apelo à aceitação da multiculturalidade em toda a sua plenitude. A diversidade cultural é um facto, evidente em cada continente, cada pais, cada cidade, cada povo... cada pessoa.

Para o cantor Júnior, "a multiculturalidade é um pilar do desenvolvimento social da humanidade. Neste tema o reggae faz uma ponte entre a India clássica do cantor carnático Mahesh Vinayakram e a India folklorica dos Rajasthan Roots.”

A cantora angolana Romi Anauel aponta para uma sociedade mais sensivel e feminina defendendo "o regresso a valores intemporais de ligação entre as pessoas e a natureza seguindo o rio das leis naturais da vida. A felicidade não vem de fora mas de dentro de cada um ".


Recordamos que em 2007, com a edição do seu completamente auto-produzido terceiro album "Oba Train", os Terrakota passaram a marcar uma posição de destaque dentro da world music a nível mundial. O album foi unanimemente elogiado e considerado o melhor do grupo, tendo levado o colectivo numa preenchida "Oba Train tour" por mais de 2 anos, que passou pelos maiores festivais europeus: Etnosur, La Mercé e Mercat de Vic (Espanha), Couleur Café, Polé Polé e Esperanzah (Bélgica), Amsterdam Roots (Holanda), Exit Festival (Sérvia), Rototo Sunsplash (Itália), Babel Med (França) entre outros.



Terrakota

ROMI: voz

JUNIOR: voz, guitarra

ALEX: guitarra

DAVIDE RODRIGUES: bateria, backing vocals

NATANIEL MELO: percussão

FRANCESCO VALENTE: baixo

MARC PLANELLS: sitar, backing vocals


FEATURING

Mahesh Vinayakram: canto carnático

Vasundhara Das: canto carnático

Kulta Khan (Rajasthan Roots): morchang, khurtal and bhapang

Roshan (Rajasthan Roots): dholak

Kusumakar Pandya (Rajasthan Roots): bansuri


DiscograFIA

World Massala (outubro 2010), Oba Train (2007), Humus Sapiens (2004), Terrakota (2002)"

05 agosto, 2008

Festival Bons Sons - Há Festa na Aldeia!


A aldeia de Cem Soldos, perto de Tomar, recebe nos dias 22, 23 e 24 de Agosto mais uma edição do Festival Bons Sons e com um cartaz de respeito, que faz justiça ao nome do festival: os brasileiros Pedra Branca, Munchen, Galandum Galundaina, Kumpa'nia Al-gazarra e o djing de Suuh & Pin Up Piracy (dia 22), Duo Sellium, Power Trio, o projecto musical e performativo «Sem Título Até Hoje...», O'QueStrada, Deolinda (na foto, de Menina Limão), Tora Tora Big Band com Rão Kyao e os DJs Athletic Cocktail (dia 23), Bombos de Lavacolhos, Grupo de Pauliteiros de Palaçoulo, Roncos do Diabo, Brigada Victor Jara e DJ Rubi Tocha (dia 24). O festival inclui ainda uma feira de marroquinarias, exposições e música para crianças, entre outras actividades. Mais informações, aqui.

04 agosto, 2008

Viana do Castelo Recebe o Festival M.U.N.D.O.


Mais Umas Noites De Ócio (ou, em sigla reveladora, M.U.N.D.O.) é um novo festival que vai ocupar as noites de 14 e 15 de Agosto em Viana do Castelo, com um programa alargado de, digamos, world music criada e produzida em Portugal. Junto segue o texto de apresentação do festival:

«Sendo um festival de músicas do mundo, pretende ir além da tradicional abordagem étnica, procurando antes a mescla patente em fenómenos musicais oriundos dos mais diversos pontos do planeta que reflectem uma nova urbanidade no quadro desta nossa aldeia global. Portanto, sem pré-requisitos quanto a origens geográficas, mas com exigências na latência de uma nova musicalidade global.

Como que a prová-lo, neste primeiro cartaz, essa globalidade é encontrada exclusivamente no território português. No angolano kuduro produzido em Lisboa que está a conquistar os maiores festivais da Europa, leia-se Buraka Som Sistema. Nas paisagens musicais que os Dead Combo desenham de Alfama ao Velho Oeste. Na revisitação da guitarra portuguesa e de um certo fado que A Naifa (na foto) faz à luz de electrónicas recentes…

E neste particular, numa diversificada paleta que a novíssima música portuguesa está a assumir e que é urgente (re)conhecer. Para além dos Buraka Som Sistema, cabe aqui o furor balcânico/magrebino/jamaicano/africano da fanfarra Kumpania Algazarra, o drum ‘n’ bass a batuques e didgeridoo dos Olive Tree Dance, os ritmos e danças africanos dos Madandza, o regresso da canção popular portuguesa pelos Deolinda e canção pop polvilhada a mundo dos regressados Madame Godard.

No capítulo do djing, o M.U.N.D.O apresenta uma selecção espelho destas diversidades e contágios musicais: Raquel Bulha (Antena 3), Balkan Beats, Selecta Xibata e AeroSoul.


Para além da música, o festival inclui workshops de dança e uma mostra-exposição, a decorrer nos mesmos dias dos concertos, e duas sessões de cinema ao ar livre que se realizam a 11 e 13 de Agosto.

O festival Mais Umas Noites De Ócio realiza-se dentro das muralhas do Castelo de Santiago da Barra, no centro da cidade, encostado à foz do rio Lima e com capacidade para cerca de cinco mil pessoas. Por esta altura, a região de Viana do Castelo é, ela própria, exemplo de multiplicidade étnica e cultural com a afluência de centenas de milhares de turistas nacionais e estrangeiros, emigrantes e imigrantes.


Dia 14

Buraka Som Sistema

www.myspace.com/burakasomsistema

Kumpania Algazarra

www.kumpaniaalgazarra.com, www.myspace.com/kumpaniaalgazarra

Olive Tree Dance

www.olivetreedance.com, www.myspace.com/olivetreedance

Madandza

www.myspace.com/madandza


dj’s:

Raquel Bulha (dj set. Antena 3)

Balkan Beats (dj set)



Dia 15

A Naifa

www.anaifa.com, www.myspace.com/anaifa

Dead Combo

www.deadcombo.net, www.myspace.com/deadcombo

Deolinda

www.myspace.com/deolindalisboa

Madame Godard;

www.madamegodard.com, www.myspace.com/madamegodard


dj´s:

Selecta Xibata (live act)

Aerosoul (live act)


www.mundodafabrica.com

www.myspace.com/festivalmundo


Castelo de Santiago da Barra

Abertura de portas às 20h00

Preços

1 dia: 15 €

2 dias: 20 €



Actividades paralelas:


Cinema ao ar livre

Anfiteatro do Jardim Marginal, 22h00


Dia 11

Buena Vista Social Club, de Wim Wenders


Dia 13

Fados, de Carlos Saura



Dias 14 e 15

Workshops de dança

(africana, oriental, balcânica e folclórica)

Anfiteatro do Jardim Marginal, 17h00


Dias 14 e 15

Projecto Viana-Conakry

(exposição-mostra da expedição que uniu as duas cidades)

Castelo de Santiago da Barra, a partir das 20h00


M.U.N.D.O.

Mais Umas Noites De Ócio


www.mundodafabrica.com

www.myspace.com/festivalmundo».

11 junho, 2008

Folk e World Feitas em Portugal - Relatório de Existências


Os últimos meses têm sido riquíssimos em edições de música portuguesa que navega pela música tradicional, seja ela portuguesa ou de outras proveniências - e muita dela também pelo rock ou pelo hip-hop ou por onde quer que seja... - mas toda ela feita em Portugal. Hoje, fala-se aqui dos discos, novos, dos Gnomon, Pé na Terra, Fadomorse, Mu, Kumpa'nia Al-gazarra, Tucanas, Mandrágora, Melech Mechaya, Dead Combo, Projecto Fuga (na foto), Joana Pessoa e Navegante. Uma dúzia inteira de discos!!


DEAD COMBO - «LUSITÂNIA PLAYBOYS» (Dead & Company/Universal Music Portugal)


E, ao terceiro álbum, os Dead Combo têm um disco que roça a perfeição. A sua linguagem está completamente estruturada e com um léxico cada vez mais próprio... Continuam por lá, é certo, as referências primordiais a Morricone, a Badalamenti e Ry Cooder, a Carlos Paredes e ao fado de Lisboa, mas avançando cada vez mais para outras paisagens sonoras onde se encontram a música «exotica» (na extraordinária e encantatória versão de «Like a Drug», dos Queens of The Stone Age, com a cantora Ana Lains a brilhar lá em cima), o son cubano transformado em fado e Durutti Column (em «Cuba 1970») ou a recolha de Michel Giacometti do «Canto de Trabalho» dos pescadores de Ovar usada como mote para uns blues ácidos (em «Canção do Trabalho D.C.»). A presença de convidados ilustres como Howe Gelb, Kid Congo Powers, Nuno Rafael, Carlos Bica ou Alexandre Frazão ajudam a dar a este «Lusitânia Playboys» os «efeitos especiais» que um filme destes precisa.


FADOMORSE - «FOLKLORE HARDCORE» (Hepta Trad/Compact Records)


O Hugo Correia é um génio, um louco, um Frank Zappa de alguma forma reencarnado num rapaz transmontano que tanto gosta de músicas tradicionais de várias proveniências como de jazz, de rock, de hip-hop, de música clássica?... Se calhar é isso tudo, mas ainda bem... Hiper-activo, mentor, músico e compositor de não se sabe bem quantos projectos musicais - Só Vicente, Triste Sistre, Upsz Jazz, DeusSémen, Vipassana, entre outros -, Hugo Correia tem nos Fadomorse o seu projecto mais conhecido. Um projecto que, ao fim de vários álbuns, cristaliza em «Folklore Hardcore» o melhor que antes já tinha «ameaçado» fazer. E se nos discos anteriores, o cacharolete interminável de referências musicais dos Fadomorse dava por vezes uma amálgama confusa e atabalhoada, neste novo álbum tudo - e quando se diz tudo é mesmo tudo, de recolhas de temas tradicionais ao hip-hop, de gaitas-de-foles a sitares, de uma voz feminina que parece a Dulce Pontes sem os trejeitos a citações dos Procol Harum ou do «Avé Avé Maria» até ao kuduro arraçado de música transmontana e galega (!!) ou ao drum'n'bass arraçada de ragas indianas e riffs punk hardcore (!!!) - faz sentido e contribui por igual para um álbum fresco, inventivo e surpreendente. E com um sentido de humor, felizmente, incorrigível.

GNOMON - «GNOMON» (Edição de Autor)


É um EP de estreia com apenas três temas (embora o terceiro tenha vários «actos»), mas que deixam água na boca para o que vem aí a seguir. Os Gnomon são um grupo de Joane que vai à música tradicional portuguesa e à folk - e vai lá tanto via nomes portugueses como José Afonso, Trovante, Brigada Victor Jara e Banda do Casaco como via folk britânica da tendência mais psicadélica, jazzy e progressiva - sem medos nem preconceitos. Soam de alguma forma a anos 60 e 70, mas soam muito bem. Neste EP promocional estão os temas «Paz do Gerês», «Uvas do Monte» e os lindíssimos «actos» de «Rosa dos Ventos». Os Gnomon são Tiago Machado (guitarra acústica), Carlos Ribeiro (guitarra eléctrica), Mário Gonçalves (bateria), Carlos Barros (percussão), Rui Ferreira (piano, acordeão e cavaquinho), David Leão (flauta transversal e gaita-de-foles) e João Guimarães (baixo eléctrico) e deles se espera agora um álbum inteiro.


JOANA PESSOA - «FLUIR» (iPlay)


O trabalho de renovação da música portuguesa de raiz tradicional já passou por várias fases - de José Afonso à Banda do Casaco, dos Ocaso Épico aos Madredeus, dos Trovante aos Sitiados, de Né Ladeiras e dos Gaiteiros de Lisboa aos Chuchurumel ou aos Xaile... - e tem agora, em Joana Pessoa, mais uma tentativa de tornar o antigo... novo. Uma tarefa que neste álbum de estreia da cantora, produzido por Rodrigo Serrão, fica pela metade: há nele uma tentativa honesta de revitalização de temas tradicionais já conhecidos noutras vozes («Este Linho É Mourisco», «Altinho» ou o romance «Oh Laurinda, Linda Linda») e de uma versão de José Afonso («Era Um Redondo Vocábulo»), mas às vezes as programações electrónicas, a secção de cordas ou uma guitarra portuguesa deslocada dão ao «todo» um lado artificial que o «todo» não merecia. (texto originalmente publicado na revista «Time Out Lisboa»)


KUMPA'NIA AL-GAZARRA - «KUMPA'NIA AL-GAZARRA» (Edição de Autor)


A vida da Kumpania Algazarra (ou, se não nos perdermos entre apóstrofos e hífens, Kumpa'nia Al-gazarra) tem sido feita nas ruas, em praças, em festivais - um dos primeiros concertos do grupo, no Andanças, foi um marco deste festival - e muita da sua arte perde-se quando transposta para o formato CD. É que se uma fotografia do Homem-Estátua da Rua Augusta não é muito diferente de assistir a uma performance do Homem-Estátua da Rua Augusta, num CD perde-se boa parte daquilo que a Kumpania Algazarra é ao vivo: a espontaneidade, a interacção com as pessoas, a improvisação, a dança compulsiva. Mas, felizmente, o fundamental da arte da Kumpania até está preservado neste álbum de estreia do grupo: a sua alegria a fazer música, o seu domínio de instrumentos - muitos sopros, acordeão, contrabaixo, percussões, voz -, o seu sentido de humor (oiça-se, por exemplo, «Supercali», uma balcanice cantada em português com o «Mary Poppins» como referência), as suas influências vindas de vários pontos do globo, mas perfeitamente digeridas por este bando de portugueses (e alguns estrangeiros): a música cigana dos Balcãs, o son cubano, o afro-beat, o ska, o reggae, o swing, o klezmer, o gnawa, o rock da antiga esfera soviética (da Rússia, da Ucrânia, da ex-Jugoslávia), tudo separado ou tudo junto em alguns «cocktails» de música inesperada e excitante. Um belo exemplo é «Maribor», onde vários géneros convivem facilmente e como se sempre tivessem estado assim unidos. Os Kumpania Algazarra podem facilmente agradar a fãs dos Clash, Madness, Fela Kuti, Klezmatics, Gogol Bordello, Buena Vista Social Club, Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra, Fanfare Ciocarlia, Blasted Mechanism, Manu Chao, Bob Marley, Rachid Taha, Nogu Svelo ou Leningrad. Isto é, a tudo quanto é festa pegada. (texto originalmente publicado na revista «Time Out Lisboa»)



MANDRÁGORA - «ESCARPA» (Hepta Trad/Compact Records)



Oiço este segundo álbum dos Mandrágora e não consigo deixar de pensar como seria bom ler um texto do Fernando Magalhães sobre ele. Porque está aqui, neste álbum, tudo o que o Fernando mais gostava: um amor imenso à música tradicional portuguesa mas um amor que não se fecha em si próprio, antes abrindo-se a muitas, tantas, outras músicas: a folk galega, inglesa, irlandesa, escocesa e escandinava, o rock progressivo e psicadélico, as derivações jazz, as doses certas de experimentalismo, aventura e arrojo. «Escarpa», dos Mandrágora, eleva este grupo portuense ao patamar dos grandes grupos folk europeus da actualidade. E é justo que eles lá estejam! Para além de Filipa Santos (flautas, saxofone e gaita-de-foles), Ricardo Lopes (percussões, flautas e throat-singing), Pedro Viana (guitarra clássica), Sérgio Calisto (violoncelo, moraharpa, bouzouki e nyckelharpa) e João Serrador (baixo), em «Escarpa» colaboraram Simone Bottasso (acordeão diatónico), Matteo Dorigo (sanfona), a cantora Helena Madeira, do Projecto Iara, no hipnótico e selvático «Turbilhão», e Francisco Silva (aka Old Jerusalem) a dar a voz e a guitarra à deliciosa canção - canção mesmo! - que é «Abaixo Esta Serra».


MELECH MECHAYA - «MELECH MECHAYA» (Edição de Autor)


Que se saiba nenhum dos almadenses Melech Mechaya é judeu, mas isso também não interessa nada (não é preciso ser jamaicano para fazer reggae ou de Liverpool para se fazer música influenciada pelos Beatles): a verdade é que o grupo toca klezmer e que o toca muitíssimo bem!! Eles ao vivo são uma maravilha e neste EP de estreia, com cinco temas, está apenas uma amostra daquilo que eles são: festivos, inventivos, dançantes, por vezes doidos varridos, a irem à música dos judeus do centro e norte europeu como se esta fosse a coisa mais natural para quem vive na margem sul do Tejo. Em três temas originais do grupo - «Noite Tribal», «Zemerl Biffs» e «Fresta Fresca» - e duas versões - «Bulgar de Odessa» (Ucrânia) e «Miserlou» (o tema grego que Dick Dale popularizou) -, o quinteto passa pelo klezmer e por alusões a outras músicas suas irmãs, da música árabe à música cigana dos Balcãs, com uma facilidade e uma alegria contagiantes. Não é tão bom ouvir o EP quanto é vê-los ao vivo, mas já é uma aproximação.


MU - «CASA NOSTRA» (Edição de Autor)


De onde é que vem esta música que não se sabe bem de onde vem?... Nos Mu - e, recorde-se, Mu era o nome de um mítico continente perdido, terra de atlantes, sereias e outros seres míticos - a música parece vir de todo o lado e de um lado só deles, dali de dentro, das suas almas e dos seus corações. Se calhar, os Mu recriam sem o saber temas tradicionais de Mu, o continente do Oceano Pacífico onde se teriam cruzado povos ainda agora existentes e outros que deixaram de existir, seres verdadeiros e imaginários, se é que a verdade e a imaginação não são uma e a mesma coisa, como o são na música dos Mu. Porque uma música que tem tanto de verdade como de... imaginação. E uma alegria e um brilho imensos, um encanto permanente tanto nos temas originais - mas que reflectem tantas e tantas músicas de tantos e tantos lugares! - como nas versões de tradicionais russos ou húngaros. A música dos portuenses Mu serve para dançar, serve agora ao segundo álbum (este «Casa Nostra» em que tem como colaboradores Helena Madeira, do Projecto Iara, o grupo de percussões Semente e Quico Serrano como produtor) como já servia ao primeiro, mas serve também para ensinar a ouvir - a ouvir a sua música e a de muitos outros. E isso é o que torna os discípulos mestres.


NAVEGANTE - «MEU BEM MEU MAL» (Tradisom/iPlay)


«Meu Bem Meu Mal», o novo álbum dos Navegante - ainda e sempre liderados por José Barros, embora tenha deixado cair o seu nome do nome do grupo -, é sem dúvida o melhor de sempre deste projecto. E o facto de José Barros ter contado com José Manuel David (dos Gaiteiros de Lisboa) como cúmplice principal nos arranjos e na produção deste disco foi um trunfo importante. Assim como o alargadíssimo leque de convidados presentes: de vários dos Gaiteiros de Lisboa, Amélia Muge, Rui Júnior, as txalapartistas bascas Ttukunak, Manuel Rocha, Janita Salomé, João Afonso, Edu Miranda, etc, etc... Mas isso não impede, mais uma vez, uma certa sensação de frustração quando se ouve o álbum de início ao fim e se fica com a sensação de que muitas destas canções - tanto os originais de José Barros quanto os tradicionais adaptados - poderiam, e deveriam, ir muito mais longe em arrojo e aventura. Oiçam-se as excepções, como por exemplo «Sábado d'Aleluia», onde o universo é muito mais Gaiteiros de Lisboa do que Navegante, ou o divertido e fresquinho «Fado do Tu Cá Tu Lá» (um dos dois temas co-compostos por Barros e Amélia Muge), para se perceber o que quero dizer.


PÉ NA TERRA - «PÉ NA TERRA» (Açor)


É tão bonito e fresquinho este álbum de estreia dos Pé na Terra! Um álbum em que se sente um amor enorme pela tradição - quer seja a tradição portuguesa (presente em «Menino Ó» e «Maria Faia») quer por outras tradições de outros lugares (e andam por aqui valsas e chapeloises) quer pela «tradição» que já é a música de José Afonso (a lindíssima e, no final, arrojada versão rock de «Balada do Sino) - e uma vontade de, tomando balanço nessa tradição, avançar para temas originais mas que cheiram a terra, a raízes, a aldeias (aldeias portuguesas, sim, mas também aldeias perdidas no interior da Galiza, de França, das ilhas britânicas...). Depois, Cristina Castro é uma excelente cantora e acordeonista, Ricardo Coelho é um fabuloso gaiteiro e flautista - e neste álbum ele usa gaitas de várias proveniências, low whistle, requinta, gralha, numa panóplia de instrumentos interminável - e o resto da banda - Hélio Ribeiro (guitarras), Adérito Pinto (baixo), Tiago Soares (bateria e percussões variadas) e a convidada permanente Silvana Dias (violoncelo) - dá uma consistência única ao som final do grupo. Abertos, livres de preconceitos e hiper-criativos, os Pé na Terra são já uma das mais importantes bandas folk portuguesas.


PROJECTO FUGA - «01» (Fuga/Compact Records)


E que bela surpresa esta!! «01», o primeiro álbum do Projecto Fuga foi um «work in progress» que juntou um trio «nuclear» - Pedro Pereira (principal compositor e teclados, samples, guitarras...), Maria Pedro (principal letrista) e Milton Batera (bateria) com muitíssimos e diferenciados músicos e cantores convidados: Celina da Piedade (acordeão e voz), JP Simões, o guineense José Galissá (kora e voz), Teresa Gabriel), a brasileira Fernanda Takai (Pato Fu), o cantor nigeriano Enjel Eneh, Ana Deus e Adolfo Luxúria Canibal, entre outros. E em «01» há lugar para tudo o que se possa imaginar: há uma valsinha deliciosa, há alusões à música brasileira e a Fausto (em «De Fugida»), à música árabe, ao jazz, à música africana, ao rock de tendência sixties («Verso Inverso», com a voz de Pedro Bonifrate, dos Supercordas) e de outras tendências, ao fado («Outro Tema»), aos blues («Dakun Baby») e até a algum experimentalismo. «01» não é um álbum homogéneo - e ainda bem! - nem é sempre bom... Mas quando é bom é mesmo muito bom!

TUCANAS - «MARIA CAFÉ» (Spot/Farol)


Muitas delas saídas dos Tocá Rufar, as raparigas das Tucanas sempre foram umas excelentes percussionistas - e sempre tiveram nas percussões a sua base de trabalho primordial (percussões tradicionais ou por elas inventadas, os próprios corpos como instrumento de percussão...) -, mas, a pouco e pouco, também as harmonias vocais foram tomando um papel importantíssimo no seu processo de composição. Finalmente, e para acabar de compor o ramalhete, a adição da acordeonista Marina Henriques deu-lhes a «carpete» melódica e harmónica que muitos dos seus temas precisavam. E este intróito todo é necessário para explicar o grau de excelência, de virtuosismo e de criatividade que «Maria Café», o primeiro álbum das Tucanas, conseguiu atingir. Um grau elevadíssimo, mesmo que não tivesse sido necessário gravar tantos temas para o conseguir. Em «Maria Café», as Tucanas passeiam alegremente pela música africana (anda por lá o batuque cabo-verdiano e muitas outras alusões a África), a música brasileira e latino-americana - mesmo quando a latino-americana se une à... música cigana dos Balcãs (na versão de «Peruano» com a Kumpa'nia Al-gazarra) -, os bailes tradicionais europeus (oiça-se o delicioso final de «Domingão/Niará») e o divertimento puro e simples («Kazoo», com Carmen Miranda incorporada), seguindo os ensinamentos do O Ó Que Som Tem - e está lá Rui Júnior (também seu mestre nos Tocá Rufar) - e das Zap Mama, dos Stomp e de Bobby McFerrin. E seguindo-os muito bem!

04 fevereiro, 2008

Kumpa'nia Al-gazarra - Álbum de Estreia Quase a Sair!


Quem já os viu ao vivo sabe bem que os sintrenses - e outros músicos 'tugas e estrangeiros - Kumpa'nia Al-gazarra são uma fábrica de dança, folia e boa disposição feita de muitas sonoridades (bem) transpostas para uma banda de metais (e acordeão e percussões e contrabaixo e voz): música balcânica e eslava, afro-beat, ska, os ensinamentos gingões do swing, etc, etc. E tudo isso vai passar a estar disponível, proximamente, num álbum inteiro: o álbum de estreia da Kumpa'nia Al-gazarra, homónimo, vai para as lojas, em edição de autor, nos próximos dias, com doze temas inspirados em músicas de vários lugares do mundo mas sempre com um traço comum a uni-los: a vontade de fazer uma música sem fronteiras, libertária, feliz. O disco inclui os temas «Almighty Love», «Donde La Vida Va», «Supercali», «Libérez Le Monde», «Maribor», «Gipsy Reggae», «Just One Step», «Skabicine», «Maygeri», «Pekarna», «Wild Zone» e «Oh Cidade», todos protagonizados por Francisco Amorim (trombone), Hélder Siva (percussão, darabuka e congas), Hugo Fontainhas (bateria), Luís Barrocas (voz, saxofone e guitarra acústica), Luís Bastos (clarinete e saxofone tenor), Pedro Pereira (contrabaixo), Ricardo Pinto (trompete) e Rini Luyks (acordeão), tendo como músico convidado Willi Kirsch (flauta). É para a festarola!

05 dezembro, 2007

Festival Etnias - Esta Semana no Contagiarte!


O ecléctico, aberto e importantíssimo Festival Etnias - um caldinho de culturas diferentes em alegre convivência - começa já amanhã, no Contagiarte, Porto, com mais uma excelente programação. Uma programação que inclui, quinta-feira, o concerto de klezmer festivo dos Melech Mechaya e o concerto-performativo «Ritual», do Projecto Iara, para além de sessões de DJing de folk e world music por Osga, Psiconauta e este vosso escriba do Raízes e Antenas. Na sexta-feira, há percussões e danças africanas com os Dyabara e a fanfarra balcânica (e não só!) Kumpa'nia Al-gazarra, com os pratos a ficarem por conta de Comoustache, Balkanbeats e Innyanga. Já no sábado, a Companhia Baubo apresenta um espectáculo de dança oriental e os Mu encerram os concertos do festival com a sua magnífica música de inspiração europeia mas com âncoras tímbricas lançadas a muitos outros pontos do globo, enquanto o DJing é protagonizado por Fuego y Tumbao e Riddim Sounds. Mais informações aqui.

04 dezembro, 2007

Blasted Mechanism, Terrakota, Tora Tora Big Band... Todos no Mundo Dakar


O Rally Dakar, organizado pelo Euromilhões, tem uma grande festa de apresentação marcada para este fim-de-semana, na zona ribeirinha de Santos, em Lisboa, transformada para o efeito num local «mítico» algures no deserto do Sahara, cheio de dunas, de camelos, de chá de menta, de tatuagens de hena, de comida do norte de África e de muitas músicas e muitos sons: concertos, no sábado, dia 8, com os Blasted Mechanism (na foto), Terrakota e Kumpa'nia Al-gazarra; e no domingo, dia 9, com a Tora Tora Biga Band, Orquestra de Jazz de Matosinhos e Led On (projecto de tributo aos Led Zeppelin). Em ambos os dias há sessões temáticas de DJing: «Músicas do Mundo» (com Raquel Bulha e, hermmmm, pois, António Pires) e «Rock do Asfalto ao Deserto» (com Luís Filipe Barros e António Freitas). O Mundo Dakar - assim se chama a iniciativa -, está aberto das 14h00 à meia-noite e inclui ainda uma exposição de motos, jipes e camiões participantes no Rally e outra de bólides clássicos.

26 novembro, 2007

Lisboa Mistura - Um Espelho Musical da Cidade Aberta


Já por várias vezes, neste blog, se falou de Lisboa como local de confluência de pessoas - e, com elas, as suas culturas, as suas crenças, os seus sabores... - de todo o mundo. E esta semana, dias 29 e 30 de Novembro (sempre entre as 18h00 e as 23h00), os vários palcos do Teatro Municipal de S.Luiz, em Lisboa, vão receber variadíssimas propostas musicais e artísticas que são o reflexo dessas confluências e saudáveis contaminações entre povos e géneros musicais. É o Festival Lisboa Mistura, que apresenta no primeiro dia, quinta-feira, os Monte Lunai (com música e danças tradicionais europeias), Filipa Pais com Jon Luz (música de Cabo Verde e Portugal), o espectáculo multidisciplinar «À Noite o Sol (Negócios Estrangeiros)» - espectáculo de teatro, música, vídeo e literatura, com encenação de António Pires (não, não sou eu; é o meu homónimo actor e encenador), textos de Nuno Artur Silva e José Luís Peixoto, direcção musical de Carlos Martins, desenhos de António Jorge Gonçalves e participação de Mitó Mendes (A Naifa), Dmitry Bogomolov, Gina Tocchetto, D'Mars, DJ Ride, Armando Teixeira, Alexandre Frazão, André Fernandes e João Moreira, entre outros -, com a noite a terminar com uma sessão dos Afro Blue DJs. No segundo dia, sexta-feira, há lugar para o espectáculo de música e dança dos Batoto Yetu, para o concerto «Novos Sons» - resultado de workshops dirigidos pelos Cool Hipnoise, com projectos musicais de bairros periféricos de Lisboa como Flowsan, Mozifem, 100% BCV, Ritchaz & Keke, Kotalume e Os N'Gapas -, a Kumpa'nia Al-gazarra, Kalaf (na foto) com Nástio Mosquito - «Improviso poético do concreto à sanzala» -, Lil'John e a Orquestra d'O Estado do Mundo; terminando o festival com mais uma sessão especial de música e DJing, «Lis-Nave» - com os Cool Hipnoise, Júlio Resende 4teto, Nigga Poison, Janelo da Costa, Pedro Castro, Adriana Miki, Gabriel Gomes, Batoto Yetu e SP&Wilson, entre outros - e uma Festa Intercultural que reúne muitos dos participantes anteriores (e outros músicos) numa celebração global. O debate «Um novo olhar sobre Lisboa» (quinta-feira) e cardápios de muitos sabores no Café do S.Luiz completam a «ementa» deste festival organizado pela Sons da Lusofonia. Mais informações aqui.

14 novembro, 2007

Etnias e Celtirock - Muitas Músicas a Norte


O camarada Luís Rei, do agora renovado e sempre excelente Crónicas da Terra, já deu conta destas notícias, que agora ficam também aqui: a edição deste ano do Festival Etnias, no Contagiarte, Porto, decorre entre os dias 6 e 8 de Dezembro, com mais uma programação extremamente variada e bastante apelativa: dia 6 com o klezmer dos almadenses Melech Mechaya (na foto) e o Projecto Iara, liderado pela cantora Helena Madeira (ex-Dazkarieh); dia 7 com a charanga sintrense de inspiração balcânica Kumpa'nia Al-gazarra e a percussão mandinga dos portuenses Dyabara; e dia 8 com a dança oriental da Companhia Baubo e a música global dos portuenses Mu. Actuações de alguns DJs de muitas músicas completam o programa do Festival. Antes, e mais a norte, o IV Festival Celtirock realiza-se pela primeira vez em Vilar de Perdizes, conhecida aldeia transmontana do concelho de Montalegre e palco do Congresso de Medicina Popular. O Celtirock começa já amanhã, dia 16, com um concerto dos Gaiteiros de Pitões e «animação nos bares da aldeia com tocadores tradicionais», e continua no dia seguinte com concertos dos Anxoblastrio (Galiza), Paddy B & Tom Hamilton (Alemanha) e Ginga (Portugal). Durante os três dias do Festival (incluindo domingo, em que não há concertos) há várias actividades paralelas: cinema, barraquinhas de exposição e venda, visitas guiadas a locais arqueológicos ou típicos da região (Penedo de Ramezeiros, Sra. das Neves, Altar da Penascrita, um lagar de vinho e fornos de pão em funcionamento), animação de rua, jogos populares, workshops, animações de fogo, distribuição gratuita de queimada e uma exposição de fotografia. O Festival tem entrada livre.

02 outubro, 2007

Festival do Chícharo - Das Leguminosas e... Da Música



O chícharo - não confundir com o chicharro, que é um peixe - é uma leguminosa, assim a modos que entre a lentilha e o feijão (digo eu, que não percebo nada de leguminosas), que durante décadas foi usada como forragem para animais. Recentemente recuperado como iguaria, e bom de comer em novas e inesperadas receitas, o chícharo tem um festival anual a ele dedicado, que decorre em Alvaiázere, este ano nos dias 5, 6 e 7 de Outubro. E um festival que inclui muita música, e da boa: Kumpa'nia Al-gazarra e OliveTree (dia 5); Uxu Kalhus e Semente (dia 6); um espectáculo de danças orientais por Elsa Sham's (na foto), Canto da Terra, Alma Alentejana, Tocándar e Gnawa Bambara (dia 7). Restaurantes em que o prato principal é, claro, o chícharo, um mercado de produtos regionais, exposições, uma feira do livro, outros espectáculos no café-concerto, colóquios, teatro, um encontro de coros, cantares ao desafio, DJs, oficinas de dança, um concerto com o maestro António Victorino d'Almeida, bandas filarmónicas e actuações de rua com a Bandinha de Manique, os Gaiteirus e Alexandre Pring completam o extenso programa do festival. Mais informações aqui.

04 setembro, 2007

Músicas do Mar - Um Festival de Boas Ondas



A Póvoa de Varzim está de parabéns pelo nascimento de mais um festival da chamada «world music», Músicas do Mar, que decorreu este fim-de-semana sempre com boas assistências e com excelentes concertos dos nomes congregados - alguns em estreia absoluta no nosso país - no programa. Não cheguei a tempo de ver o concerto de Joel Xavier, mas o primeiro dia, quinta-feira, compensou largamente a longa viagem (três horas e meia de comboio e uma hora de metro entre Campanhã e a Póvoa) com um fabuloso concerto, no palco principal, do baterista nigeriano Tony Allen - aquele que Fela Kuti teve que substituir por três bateristas depois de o despedir -, muito bem acolitado por uma banda mista de músicos negros e brancos que serviram um poderosíssimo cocktail de afro-beat, funk, soul e jazz on the rocks, sempre com o mestre Allen a comandar a «orquestra» com mãos... de veludo. No segundo dia, no Diana Bar, a abertura deu-se com um maravilhoso espectáculo semi-musical semi-teatral dos almadenses O'QueStrada, desconstrução e reinvenção de fados, mornas, bossas e outras músicas, com a cantora Miranda a seduzir o público e o guitarrista a rappar e a raggar e a dançar. Para continuar, no palco principal, com uma grande surpresa: o cantor cipriota grego Alkinoos Ioannidis, que começou o concerto com algumas alusões ao rock progressivo mas seguiu depois por um caminho mais lírico, mais etéreo e encantatório que revelou momentos de uma beleza imensa. A noite terminou com a dupla de DJs Raquel Bulha e Álvaro Costa, que - num belíssimo anfiteatro também perto da praia - misturaram world, rock e pop, explicando sempre, em jeito radiofónico e didáctico, o que estavam a passar. No sábado, e depois de uma actuação bailante e contagiante dos italianos Anonima Nuvolari perto da praia e na Rua Junqueira - que terminou com muita gente a dançar o «Bella Ciao» - e do excelente jazz subtilmente contaminado pelo tango e pelas milongas dos argentinos Escalandrum, no Diana Bar, outra surpresa: os brasileiros Eddie tomaram de assalto o palco principal com a sua visão personalizada do mangue beat, em que se podem encontrar pontos de contacto com a Nação Zumbi, Carlinhos Brown ou os Mestre Ambrósio, mas sempre com uma frescura e uma alegria contagiantes. Uma festa que seguiu depois para o Anfiteatro com mais uma sessão furiosa, inventiva e movimentadíssima do grande Bailarico Sofisticado (e a festa não terminaria sem um after-hours, madrugada fora, numa esplanada e na... praia com os Anónima Nuvolari a comandar a jam). Domingo, último dia, mais festa pelas ruas da cidade com os sintrenses Kumpa'nia Al-gazarra, trupe pseudo-balcânica que «engana» toda a gente com as suas vestimentas, caras farruscas e instrumentos já muito bem oleados na arte de mimar as «ciganadas» de Leste. E, para terminar o Festival em beleza, o melhor concerto de todos: os fabulosos catalães La Troba Kung-Fú (na foto, de Marta Pujol), alguns deles saídos dos seminais Dusminguet, que pegaram fogo ao recinto com muitos ritmos latino-americanos (salsa, son, cumbia, mariachi, ranchera...) à mistura com punk, ska, alusões a manhosices eighties como o... «Eye of The Tiger»; e tudo isto ao serviço de uma rumba catalã que está mais viva do que nunca! Um festival que também foi feito da companhia de bons amigos; de uma ementa rica em rojões, tripas, francesinhas, filetes de polvo e pescada; e com o mar ali ao lado (ali ao lado das músicas). Pode querer-se melhor?

07 agosto, 2007

Músicas do Mar - Novo Festival de World Music



É só a primeira edição, mas é um bom balão-de-ensaio para outras que aí podem vir: o nóvel festival Músicas do Mar decorre de 30 de Agosto a 2 de Setembro, na Póvoa de Varzim, com organização da autarquia local, e apresenta um programa bastante variado onde se incluem concertos e sessões de DJ em vários locais da cidade. O festival arranca, dia 30, com concertos do guitarrista português Joel Xavier (Diana Bar, 21h00) e do lendário baterista de Fela Kuti e um dos papas do afro-beat Tony Allen (na foto; Passeio Alegre, 22h15). No dia 31 há concertos dos almadenses O'QueStrada (Diana Bar, 21h00) e do cantautor cipriota Alkinoos Ioannidis (Passeio Alegre, 22h15) e uma sessão de DJs por Raquel Bulha e Álvaro Costa (auditório ao ar livre, meia-noite). Dia 1, o festival prossegue com concertos dos italianos Anonima Nuvolari (nas ruas da cidade, 18h30), dos argentinos Escalandrum, liderados pelo neto de Ástor Piazzolla, Daniel «Pipi» Piazzolla (Diana Bar, 21h00) e da banda Eddie, brasileiros do mangue-beat de Olinda (Passeio Alegre, 22h15) e uma sessão de DJs de outro colectivo de amigos, o Bailarico Sofisticado (auditório ao ar livre, meia-noite). Finalmente, no dia 2, há concertos da Kumpa'nia Al-gazarra (ruas da cidade, 18h30) e da banda catalã de «son mestizo» La Troba Kung-Fú (Passeio Alegre, 22h15). Mais informações aqui.