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20 novembro, 2012

Canções Urbanas -- Com Gisela João, Helder Moutinho e JP Simões

Olhem só que três: Gisela João (na foto, de Gonçalo F.Santos), uma das maiores revelações do fado no feminino dos últimos anos, Helder Moutinho, um dos mais genuínos e conhecedores fadistas desde há muito tempo, e JP Simões, um dos cantautores mais carismáticos da música portuguesa, reunidos num projecto original. Os pormenores: «III Concerto dos Advogados CANÇÕES URBANAS - O CÉU É FRIO POR CIMA DA FOGUEIRA PUBLICA" GISELA JOÃO, HÉLDER MOUTINHO JP SIMÕES JUNTOS NO TEATRO SÃO LUIZ dia 21 Novembro às 21h00 Gisela João e Helder Moutinho juntam-se a JP Simões para uma noite dedicada às canções que aquecem o coração das cidades. A ideia germinou da empatia e mútua admiração que existe entre os três artistas, e foi tomando a forma de uma viagem entre vários géneros de música intrinsecamente ligada às cidades, como o Fado, o Tango ou a Bossa Nova: uma encruzilhada onde os intérpretes arriscam percorrer outros caminhos para além dos seus habituais territórios de expressão. Nat King Cole, Trovante, Frank Sinatra, Carlos do Carmo, David Bowie, Amália, Tom Waits, bossa nova, jazz, fado, canção clássica… rumos que se cruzam em três vozes que abordam um reportório escolhido em comum com sensibilidades pessoais e diferentes. A frase do poeta Francis Picabia, "o céu é frio por cima da fogueira pública", é o mote para uma noite onde as canções se servem quentes por baixo do frio e silencioso céu que nos sustenta. Gisela João é considerada por muitos entendidos como uma das mais interessantes vozes dos últimos anos a surgir no panorama musical do Fado. Helder Moutinho é um fadista da geração que surgiu na década de 90 vindo de uma família ligada ao fado. JP Simões tem exercido essencialmente música nos últimos 17 anos com os Pop dell'Arte, Belle ChaseHotel, Quinteto Tati e a solo. A acompanhá-los estarão Tomás Pimentel no piano, Gabriel Godoi e Pedro Viana na guitarra, Rogério Ferreira na viola e João Custódio no ContraBaixo. Bilhetes à venda: Bilheteira do Teatro das 13h às 20h; telefone: 213 257 650 | www.teatrosaoluiz.pt; www.bilheteiraonline.pt; bilheteira@teatrosaoluiz.pt Preço dos Bilhetes: 1ª Plateia: 17 € | 2ª Plateia: 13 €»

23 fevereiro, 2012

Helder Moutinho Selecciona... no Vinyl


O fadista Helder Moutinho é o programador do Vinyl -- espaço situado em Alcântara -- para os próximos dias. A selecção é excelente... e assim houvesse muitos mais espaços e programadores. O comunicado:

«A proposta de Helder Moutinho, programador do Vinyl para o mês de Fevereiro, é uma viagem à denominada “Música do Mundo”, reflectindo as viagens, as influências e as culturas mais representativas de algumas regiões do mundo lusófono. Além dos vários concertos com voz que Helder Moutinho programou para o Vinyl, vai haver também concertos instrumentais, por toda a cumplicidade que têm com a “música do mundo lusófono”.


23 | Quinta-feira
Início do Espectáculo: 22h30

ATLANTIHDA

A história dos Atlantihda é contada por seis músicos e uma fadista. Oriundos dos mais distintos géneros musicais, os Atlantihda viajaram pelo mundo da música nacional e internacional, absorvendo várias influências para se encontrarem num projecto que acabaria por ligar a música de raiz tradicional e rural, com aquela que é a nossa música popular urbana: O Fado. Também aqui se encontram a guitarra braguesa, os adufes, as formas, as melodias e os ritmos que todos vieram a adquirir nas suas “Viagens”, mas numa atitude consciente de que se pode fazer música de raiz popular (escrita ou não), usando uma linguagem contemporânea que parte das vivências de músicos dos nossos dias (…) criando assim “Uma canção genuinamente portuguesa”.


24 | Sexta-feira
Início do Espectáculo: 22h30

HELDER MOUTINHO & OS FADISTAS (FADO)

Um Espectáculo de Fado com Arranjos de Daniel Schvetz para uma formação de Guitarra Portuguesa, Viola, Piano, um Quarteto de Cordas e um Contrabaixo. Baseado no repertório do Fadista Helder Moutinho, com alguns temas do panorama musical do Fado, criando ao mesmo tempo uma homenagem a alguns dos grandes interpretes de Fado no masculino.

Arranjos: Daniel Schvetz
Piano: Daniel Schvetz
Guitarra Portuguesa e Direcção Musical: Ricardo Parreira
Viola de Fado: Marco Oliveira
Quarteto de Cordas: Tempus Quarteto de Cordas
Contrabaixo: Miguel Menezes

25 | Sábado
Início do Espectáculo: 22h30


RITINHA LOBO


Ritinha Lobo (na foto) é a mais recente grande voz a emergir da respeitadíssima família Lobo, que leva já cinco gerações a dar à música cabo-verdiana alguns dos seus mais respeitados cantores. E o seu primeiro álbum a solo, “Jóia Creola”, fazendo justiça ao nome, é a revelação de uma autêntica pérola até aqui desconhecida da generalidade dos apreciadores de música. Com produção de Yami, “Jóia Creola” dá-nos a conhecer a esplendorosa voz de Ritinha Lobo, que interpreta aqui temas assinados por alguns dos mais respeitados compositores cabo-verdianos – Paulino Vieira, Orlando Pantera, Boy Gé Mendes e Ramiro Mendes --, originais de Yami e um axé do compositor brasileiro Lula Moreno.

29 | Quarta-feira
Início do Espectáculo: 22h30

COUPLE COFFEE

Norton Daiello (baixo) e Luanda Cozetti (voz) são a essência dos Couple Coffee, duo residente em Lisboa desde 2000 e com quatro álbuns gravados. Lançam em 2010 “Quarto Grão”, primeiro disco de originais e que marca a estreia de Luanda Cozetti como letrista ao lado de Tiago Torres da Silva. No Vinyl, e em duo, os Couple Coffee viajarão pelo reportório dos seus quatro discos - “Puro”, “C´As Tamanquinhas do Zeca”, “Young and Lovely – 50 Anos de Bossa Nova” e “Quarto Grão” – quando se preparam para entrar em estúdio brevemente para a gravação do quinto álbum, voltando às raízes; o diálogo entre o baixo de Norton Daiello e a voz de Luanda Cozetti. Um concerto intimista e arrebatador, a não perder!»

02 junho, 2010

Festa do Fado (em diálogo com outras músicas)


É em Lisboa, durante todo o mês de Junho. O programa oficial completo:

«CASTELO S. JORGE – PRAÇA DE ARMAS

04 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |

CRISTINA BRANCO convida JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA e CARLOS BICA


O Fado, João Paulo Esteves da Silva e Carlos Bica

Não seria mais a propósito e tenho a certeza que, mais cedo ou mais tarde, o Fado havia de nos juntar!

Afinal, no passado (sempre presente) já trabalhámos juntos: O Bica mais recentemente compôs o “Longe do Sul” e o João tocou no meu segundo disco “Post-scriptum”, como que antevendo a entrada, anos mais tarde, do piano na minha música!

Juntos, assim, é que nunca tinha acontecido. O “mentor” desta graça foi o Robert Shumman. Logo, convidá-los para este momento da Festa do Fado foi um passo natural, um entendimento que vibra muito alto na senda da minha música. Se eles compõem há tanto e comungam do mesmo respeito que eu tenho pela música tradicional - e que aprendi com o Ricardo (Dias) -, porque não aproximar tudo isto de uma forma consciente e sensata e simplesmente participar nesta grande Festa da Música, do senhor Fado, e deixar a imaginação apreender e crescer, porque isso nos deixa felizes? E felizardos somos todos por poder escutá-los.

Cristina Branco



05 JUNHO | Sábado | 22H00 |

A NAIFA convida CELESTE RODRIGUES


Depois de um ano de luto, A Naifa (na foto) volta à luta. A vontade de continuar a fazer esta música sobrepôs-se à dor da perda e uma nova Naifa nasceu no espectáculo de homenagem a João Aguardela, em Novembro último no CCB. Luís Varatojo e Maria Antónia Mendes têm agora a companhia de Sandra Baptista no baixo e Samuel Palitos na bateria, para lançar de novo à terra a semente que já deu frutos.

O reencontro com o público acontecerá já em Maio com a edição de um livro/dvd biográfico dos primeiros quatro anos de carreira e uma digressão nacional, que passará por dez cidades e chegará a Lisboa, a 5 de Junho, para um concerto na Festa do Fado no Castelo de São Jorge.

O livro retrata o universo d’A Naifa, visto de dentro e de fora - os poemas que deram origem às canções dos três discos e as obras gráficas que fizeram as capas; fotografias de mais de uma centena de espectáculos e os testemunhos do público que, em muitos casos, criou com a banda laços afectivos que se prolongaram muito para além do momento dos concertos.

O dvd contém um concerto, gravado na digressão 2008, e um documentário produzido em 2006.

A Naifa «a rasgar a vida»


Especialmente para a noite de 05 de Junho, na Praça de Armas do Castelo de São Jorge, A Naifa convida uma das mais importantes referências de sempre do fado, Celeste Rodrigues, no ano em que a fadista comemora 65 anos de carreira, dedicados a espalhar a sua arte pelos quatro cantos do mundo e a fazer da sua voz e da sua alma. É uma referência intemporal para uma série de gerações na História do fado.




11 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |

PEDRO MOUTINHO & TIAGO BETTENCOURT


Pedro Moutinho é um dos intérpretes mais representativos da nova geração do fado.

Na sua discografia conta com três discos gravados em nome próprio: "Primeiro Fado" (Som Livre - 2003), Prémio Revelação da Casa da Imprensa, “Encontro” (Iplay - 2006), Prémio Amália Rodrigues para o melhor disco do ano, e “Um Copo de Sol” (Iplay 2009) aclamado pela critica como um dos melhores discos dos últimos 10 anos. Com 34 anos de idade, participou já em vários festivais e tournées pelo mundo fora em representação da música portuguesa, destacando-se nos últimos anos a sua participação no Filme “Fados” de Carlos Saura.


Tiago Bettencourt editou 2 discos com os Toranja e um com os Mantha; já recebeu Globos de Ouro e foi nomeado para os prémios MTV. Descobrimos que o Tiago Bettencourt descobriu que os Mantha seriam um excelente meio para ir mais além nas suas composições.
Ou seja, o Tiago Bettencourt quis saber o que poderia acontecer depois dos Toranja e com os Mantha obteve a resposta. “O Jardim” foi editado em Outubro de 2007 e é simultaneamente um álbum de ressaca e descoberta. De ressaca, porque o sucesso dos Toranja ainda estava muito presente e a pressão natural de querer fugir às fórmulas era maior, existindo a tentação de criar um distanciamento quase obrigatório. De descoberta, porque os Toranja haviam ficado para trás e tocar com os Mantha obrigava a um novo começo. O resultado já todos sabemos (ou pelo menos os que quiseram ouvir o disco): um punhado de canções maduras e a revelação de um Talento seguro, que soube contornar a ressaca e conviver com a descoberta.



Dois géneros completamente diferentes, mas que se juntam pela cumplicidade das palavras cantadas, pela força que estas mesmas imprimem na forma de estar na arte e na vida. Juntos estarão num palco onde a música não conhece fronteiras, onde a expressão que ambos têm se une numa mensagem com vista sobre a alma da música portuguesa: seja ela Fado ou Pop, antiga ou nova, é acima de tudo intemporal.



18 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |

PAULO DE CARVALHO convida ANA SOFIA VARELA


É um dos mais importantes cantores/intérpretes de todos os tempos, aquele a quem muitos apelidam de “A Voz” e um dos mais conceituados compositores da história da música portuguesa.


Não existe nenhum português que não conheça Paulo de Carvalho. Isto porque para além de tudo, a cantar e a compor, atravessou todas as fronteiras, sejam elas geográficas ou temporais nos últimos 48 anos.


Na sua carreira contam-se grandes êxitos como “Flor Sem Tempo”, “Nini dos Meus Quinze Anos”, “E Depois do Adeus” (que marcou um dos momentos mais importantes da nossa história, nos anos 70), mais tarde “Lisboa Menina e Moça” e “Fado do Cacilheiro” foram as suas primeiras abordagens à canção de Lisboa. Já no final dos anos 80, surge com alguns dos seus temas mais emblemáticos, como “Meninos do Huambo” e, mais tarde, “Mãe Negra”, onde revela a versatilidade da sua voz. Ao longo de 48 anos de carreira a sua viagem musical leva-o através de variados estilos musicais, desde a música ligeira, ao fado, à world music ou ao jazz.


Consigo traz uma convidada: “Ana Sofia Varela”. Uma das mais emblemáticas fadistas da geração que surgiu nos últimos 20 anos. Representou Portugal na "Womex" (The World Music Expo) realizando um concerto que encantou a comunidade internacional da "World Music", e que tem resultado em vários convites para actuações no estrangeiro.

Integrou projectos como “A Guitarra e Outras Mulheres” de António Chainho, “Sal” com José Peixoto, Fernando Júdice e Viki. Participou no filme “Fados”, de Carlos Saura e no Espectáculo “Casa de Fados” que resultou a partir da última cena deste filme.

O seu último trabalho discográfico, “Fados de Amor e Pecado”, lançado em Outubro de 2009, é um projecto idealizado e composto na totalidade por João Gil e João Monge. Tem sido aclamado pela crítica especializada como um marco na história do fado na última década.


No Palco estarão duas formações: de um lado, Piano, Bateria e Baixo; do outro, Guitarra Portuguesa, Viola de Fado e Contrabaixo. No contexto, as duas formações que se unem numa viagem ao universo musical do Cantor, do Jazz ao Fado. O caminho é a alma, o veículo é a voz e a sua musicalidade. O ponto de partida é a sua história, o fim da viagem não existe, porque a sua música é intemporal.




19 JUNHO | Sábado | 22H00 |

JOÃO FERREIRA ROSA, MARIA DA FÉ, BEATRIZ DA CONCEIÇÃO e MARIA DA NAZARÉ convidam ARGENTINA SANTOS


João Ferreira Rosa, Beatriz da Conceição, Maria da Fé e Maria da Nazaré, fazem parte de uma das gerações mais importantes da História do Fado. Contam já com aproximadamente 50 anos de carreira e são nos dias de hoje vistos como umas das mais importantes testemunhas da história da Canção de Lisboa. Foram e ainda continuam a ser referências para a maior parte dos fadistas que têm surgido nos últimos anos.

Juntos convidam uma das mais antigas vozes do Fado da actualidade: Argentina Santos que está a comemorar 60 anos de carreira e que receberá em Julho de 2010 a medalha da Cidade de Lisboa.




25 JUNHO | Sexta-feira | 22H00 |

RICARDO PARREIRA convida cantores de Coimbra: PROF. MACHADO SOARES, DR. LUÍS GÓIS e ANTÓNIO ATAÍDE


“CANCIONÁRIO” é o novo trabalho discográfico e espectáculo do guitarrista “Ricardo Parreira”. Depois do seu disco de estreia “Nas Veias de uma Guitarra – Tributo a Fernando Alvim”, considerado pela crítica e comentadores como um dos mais importantes documentos sobre os grandes compositores da história da guitarra portuguesa dos últimos anos, prossegue agora numa nova viagem: um trabalho com base no fado, ainda que mais dedicado à música tradicional e popular portuguesa.

Este novo disco, que será também um novo espectáculo, tem três vozes convidadas, baixo e percussões. Tem ritmo, balanço e diversidade, numa viagem sem sacrifícios pela história da nossa alma: “É preciso ter vontade de dançar mesmo que não seja o caso…”

Ricardo Parreira nasceu em Paço de Arcos há apenas 23 anos, no seio de uma família ligada ao Fado e à Guitarra Portuguesa. Filho de António Parreira (professor na escola do Museu do Fado) e irmão de Paulo Parreira, ambos instrumentistas de referência. Iniciou os seus estudos, ainda muito novo, primeiro pela mão de seu pai e, depois, no Conservatório Nacional.


Machado Soares e Luís Góis dispensam apresentações. São as mais importantes referências do Fado de Coimbra da actualidade. Cada um com uma carreira de aproximadamente 50 anos, percorreram o mundo inteiro em representação da Música Portuguesa. António Ataíde, uma das mais brilhantes vozes da nova geração, integrou uma série de projectos relacionados com a canção de Coimbra e tem vindo a fazer um dos percursos mais dignos pelo mundo fora.


Esta é a primeira vez que o fado de Coimbra é convidado a participar na Festa do Fado, concluindo assim uma viagem aos caminhos da música portuguesa, que vai desde a música tradicional e popular e onde se cruza o fado de Coimbra e Lisboa numa noite com vista sobre o Tejo e a Cidade.




26 JUNHO | Sábado | 22H00 |

KATIA GUERREIRO & MARISA LIZ


Com dez anos de carreira, Katia Guerreiro é, hoje, uma intérprete consagrada e reconhecida como uma notável embaixadora da música portuguesa. Como corolário da excelência do seu trabalho recebeu, em Fevereiro de 2006, o prémio PERSONALIDADE FEMININA 2005, disputado pelos nomes mais importantes do panorama musical português. O público que a elegeu considerou-a “uma das mais bonitas vozes da actualidade, aliada a uma invulgar capacidade vocal”. Desde o início da sua carreira, Katia tem apresentado o Fado um pouco por todo o mundo: França, Marrocos, Bélgica, Inglaterra, País de Gales, Egipto, Suíça, Espanha, Noruega, Polónia, Suécia, Grécia, Coreia do Sul, Japão, Itália, Tunísia, Nova Caledónia, Turquia e Índia, para além de Portugal, são países que já aplaudiram as suas actuações nos mais belos Palcos e nos mais importantes Festivais de música.



Marisa Liz é, segundo alguns dos mais importantes comentadores, uma das mais prestigiadas e consideradas intérpretes da nova geração da cena World/Pop Portuguesa.

Nasceu em Lisboa e, desde muito nova, veio a abraçar grandes projectos musicais dos quais se destacam, “XL Fame”, “Donna Maria”, “Tributo a Carlos Paião” e as suas participações com grandes músicos e cantores como Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho, Rui Veloso, Júlio Pereira, Rão Kiao, Vitorino, Paulinho Mosca (Brasil) Pedro Luís e a Parede (Brasil), entre outros.


Na noite de encerramento da Festa do Fado juntam-se o Fado e a World Pop para um concerto onde mais uma vez o que conta é a cumplicidade das palavras e acima de tudo das palavras cantadas em português.



ENTRADA: 12,50 € (preço único)

Bilhetes à venda na ticket line e bilheteira do Castelo de S. Jorge

(telefone: 21 880 06 20)

M/ 3 anos




PÔR-DO-FADO

Quatro Concertos, Quatro Reportórios é o mote para este conjunto de instrumentais ao final de tarde, onde a guitarra portuguesa é a protagonista. E a carta-branca foi entregue a José Manuel Neto, um dos mais importantes guitarristas da actualidade.

Com 20 anos de carreira, são inúmeras as suas participações nas mais prestigiadas salas de espectáculos e festivais nacionais e por todo o mundo, ao lado dos mais importantes interpretes de fado, como Camané, Cristina Branco, Carlos do Carmo, Mísia, Ana Moura, Marisa, Argentina Santos, Maria da Fé, entre outros.


03, 10, 17 e 24 JUNHO | Quintas - feiras | 19H00

ENTRADA: 5,00 € (preço único)

Bilhetes à venda no Museu do Fado (21 882 34 70)

M/3 anos


FÁBRICA DO BRAÇO DE PRATA

O ambiente é o de uma noite de fados: três músicos e um fadista que canta e faz as honras da casa, convidando outros fadistas espontâneos que vão aparecendo e são convidados a cantar ou a tocar. Tudo vale, até um instrumentista de outra área que se atreva a entrar na “Jam Session Fadista” que a noite propõe.


Voz e anfitrião: Helder Moutinho | Guitarra Portuguesa: Ricardo Parreira | Viola de Fado: Marco Oliveira | Baixo: Yami


05, 12, 19 e 26 JUNHO | Sábados | 00H00

ENTRADA: 8 € por pessoa (preço único)

Bilhetes à venda na Fábrica do Braço de Prata

Rua da Fábrica do Material de Guerra, n.º 1 (em frente aos correios do Poço do Bispo)

M/ 16 anos


CHAPITÔ

Às terças no Bartô (Bar do Chapitô), Ricardo Rocha (guitarra), Marco Oliveira (viola) e João Penedo (contrabaixo) acompanham as mais diversas vozes do fado tradicional. Noites de tertúlia onde o fado acontece.


08, 15 e 22 JUNHO | Terças – Feiras | 23H00

ENTRADA: Gratuita

M/ 16 anos


NA IGREJA DE SANTO ESTEVÃO

Rodrigo

Na igreja de Santo Estêvão | Junto ao cruzeiro do adro | Houve em tempos guitarradas … Mal que batiam trindades | Reunia a fadistagem | No adro da santa igreja | Fadistas, quantas saudades | Da velha camaradagem … Santo Estêvão, padroeiro | Desse recanto de Alfama | Faz um milagre sagrado | Que voltem ao teu cruzeiro | Esses fadistas de fama | Que sabem cantar o fado…

Rodrigo não é apenas sinonimo de tradição e popularidade no panorama do fado, é também um testemunho vivo de todos os percursos que este género musical teve ao longo da sua existência. É esta a imagem com que ficamos quando estamos em frente de um homem com 68 anos de idade, simples e directo, exactamente como esta canção que, ao longo dos tempos e também por causa de Artistas como ele, se tornou num dos expoentes máximos da cultura do nosso País.

Rodrigo é uma das vozes mais populares do Fado Tradicional.


06, 20 E 27 JUNHO | Domingos | 19h00 | RODRIGO

ENTRADA: Gratuita

M/ 3 anos »

08 julho, 2009

Uma Casa Portuguesa - Reabre Hoje, No Porto, a Unir Brasil e Portugal


Depois do frio nórdico - mas com alguns espectáculos maravilhosos e bastante quentes - do ano passado, o festival Uma Casa Portuguesa, da Casa da Música, Porto, recebe a partir de hoje, dia 8, a sua edição dedicada ao Brasil, em que actuam nomes como Renata Rosa, Hamilton de Holanda ou Siba e A Fuloresta. Mas, esta noite, o palco está por conta de dois grupos portugueses: as regressadas às lides, e ainda bem!, Segue-me à Capela (na foto) e os alentejanos Adiafa. Outros nomes incluídos no programa são: Galandum Galundaina, Pauliteiros de Miranda, Mário Laginha e Bernardo Sassetti (numa homenagem a Amália Rodrigues), Ricardo Parreira, Helder Moutinho, Cristina Branco, António Zambujo e Amélia Muge. O programa completo:


«No Ano Brasil na Casa da Música, a 3ª edição do festival Uma Casa Portuguesa, entre 8 de Julho e 2 de Agosto, cruza a música popular e tradicional do nosso país com algumas revelações da música brasileira. É o caso de Renata Rosa e de Siba e a Fuloresta que nos trazem os ritmos e os cantares do folclore nordestino. Também do Brasil vem o quinteto do bandolinista Hamilton de Holanda.

De Trás-os-Montes ao Alentejo, vários sons populares dominam os quatro primeiros dias do Festival: segue-me à Capela, Adiafa, Pauliteiros de Miranda e Galandum Galundaina.

Uma Casa Portuguesa apresenta ainda Amélia Muge, num registo retrospectivo da sua carreira.

Entre 23 e 26 de Julho, o festival ganha novas sonoridades, sendo dedicado ao fado. Num concerto a dois pianos, Mário Laginha e Bernardo Sassetti homenageiam Amália Rodrigues no décimo aniversário da sua morte. Ricardo Parreira, Hélder Moutinho e Cristina Branco integram também este programa de Uma Casa Portuguesa, onde se destaca António Zambujo, uma das mais recentes revelações do fado. A Banda Sinfónica Portuguesa está presente num concerto ao Meio-Dia dedicado aos compositores nacionais. O festival encerra com um encontro que reúne nove bandas filarmónicas da região, celebrando a importância destes agrupamentos.





Quarta, 08 de Julho

Segue-me à Capela

Adiafa

22h00| Sala 2 | €10

Sete vozes femininas cantam, à capela, clássicos da música tradicional portuguesa. Segue-me à Capela distingue-se pelos arranjos concebidos em torno da voz, com utilização esporádica de instrumentos de percussão como o adufe, a pandeireta, as pinhas ou as castanholas. O repertório, escolhido a partir de recolhas feitas por Michel Giacometti, Alberto Sardinha e G.E.F.A.C. (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra), reparte-se pelas canções de trabalho, de amor ou religiosas.



As Meninas da Ribeira do Sado foi o tema que tirou os Adiafa da Vidigueira e os deu a conhecer ao mundo. Sete anos depois, o grupo de cante alentejano está de volta aos grandes palcos com a sua viola campaniça, adufes e outros instrumentos tradicionais.





Quinta, 09 de Julho

Pauliteiros de Miranda

Hamilton de Holanda Quinteto

22h00| Praça | €15

Com espectáculos por todo o mundo e vários prémios na bagagem, Hamilton de Holanda é uma das figuras de proa da chamada música instrumental brasileira, sendo considerado um dos melhores músicos do mundo por figuras de renome da música brasileira como Hermeto Pascoal, Maria Bethânia ou Djavan. O jovem bandolinista vem ao Porto com o seu premiado quinteto apresentar música do último registo da banda, Brasilianos 2.



Constituído, na sua maioria, por elementos naturais de Terras de Miranda e ex-dançadores de outras formações do género, o grupo Pauliteiros de Miranda recuperou a experiência, o entusiasmo, a cultura, a magia da gaita de foles Mirandesa, o ritmo natural dos paulitos e o exotismo dos laços com que dança a vida de um povo.





Sexta, 11 de Julho

Amélia Muge

Siba e a Fuloresta Música de Pernambuco

22h00| Praça | €10

Com cinco álbuns editados, Amélia Muge apresenta uma abordagem inédita do seu repertório, recuperando 15 dos mais de 200 temas que criou, e oferece dois inéditos ao público da Casa da Música. O reconhecimento surgiu em 1999, quando começou a ser convidada a compor para outros intérpretes. Desde então, escreveu para Mísia, Mafalda Arnauth, Ana Moura, Cristina Branco, Hélder Moutinho, entre outros. Em 1 Autora, 202 Canções, Amélia Muge recupera para a sua voz alguns desses temas, já cantados e registados por outros.



Natural do Recife, Siba cresceu entre a cidade e o interior, dois mundos que o levaram a trabalhar os fundamentos da poesia ritmada, tornando-se num dos principais mestres da nova geração do maracatu e dos cirandeiros. Toda vez que eu dou um passo/ O mundo sai do lugar é um disco dançante e bem humorado. As percussões e os metais estão no centro das atenções da sonoridade deste registo onde o cheiro a Carnaval paira no ar.





Sábado, 12 de Julho

Banda Sinfónica Portuguesa

12h00| Sala Suggia

Criada no final de 2004, no Porto, a Banda Sinfónica Portuguesa é composta por perto de 60 instrumentistas de sopro e percussão, violinos e contrabaixos, com uma média de idades de 24 anos. A 1 de Janeiro de 2005, a Banda estreou-se no grande auditório do Teatro Rivoli do Porto, onde gravou o seu primeiro CD, com o apoio da Culturporto. Dois anos depois, o grupo foi convidado pela Fundação Casa da Música a apresentar-se na Sala Suggia, onde tem vindo a interpretar um conjunto de obras originais de compositores de renome mundial, em estreia nacional.





Sábado, 12 de Julho

Galandum Galundaina

Renata Rosa

22h00| Praça | €10

Procurando recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e língua das Terras de Miranda, nasceram, em 1996, os Galandum Galundaina. O grupo tem feito a ligação entre a antiga geração de músicos e os mais jovens, assegurando a continuidade da tradição musical desta terra. Os elementos do grupo nasceram e cresceram nas Terras de Miranda onde adquiriram conhecimento directo da música que interpretam através do ambiente familiar e do convívio com os velhos gaiteiros.



Representante da nova geração de músicos de Pernambuco, Renata Rosa, cantora-compositora-actriz, tem vindo a desenvolver o seu trabalho com músicos do interior e da capital do Estado. O álbum de estreia, Zunido da Mata (2003), valeu a Renata Rosa o prémio Choc de L’Année (Melhor Disco do Ano), concebido pela revista mensal Le Monde de la Musique, em 2004. Para além do Nordeste brasileiro, a cantora é influenciada pela música indiana, árabe, ibérica, cigana e indígena.





Quinta, 23 de Julho

Ricardo Parreira

António Zambujo

22h00| Sala Suggia | €10

“O que se ouve em Zambujo é algo que vai mais fundo. É um jovem cantor de fado que, intensificando mais a tradição do que muitos de seus contemporâneos, faz pensar em João Gilberto e em tudo que veio à música brasileira por causa dele”, escreve Caetano Veloso no seu blog Obra em Progress, sobre o fado de António Zambujo. O reconhecimento acontece também na Europa. Outro Sentido, o seu terceiro álbum, ocupa o terceiro lugar de vendas da Fnac Paris e é considerado um dos 10 melhores de 2008 pelo jornal Libération. Na Grã-Bretanha, foi distinguido como um dos melhores na world music no «Top of The World Album», da revista SongLines.



Depois da homenagem ao mestre da viola Fernando Alvim, Ricardo Parreira regressa à Casa da Música com um espectáculo especial que se divide em duas partes: uma homenagem ao disco Com que Voz, de Amália Rodrigues, e a interpretação de temas da música popular portuguesa. Com apenas 21 anos, o guitarrista português tem vindo a conquistar a admiração de todos com quem tem partilhado o palco e a sua mestria interpretativa.







Sábado, 25 de Julho

Trago Fado nos Sentidos

Mário Laginha e Bernardo Sassetti

22h00| Sala Suggia | €15

No regresso à Casa da Música, Mário Laginha e Bernardo Sassetti prestam homenagem a Amália Rodrigues. No 10.º aniversário da morte da fadista, a Casa da Música encomendou à dupla de pianistas um espectáculo que se antevê especial. Os músicos trabalharam a partir de algumas canções celebrizadas por Amália, nomeadamente as que marcaram a história da música portuguesa. Vão ainda celebrar o lado genuinamente português que caracteriza a voz de Amália, apresentando duas peças originais, uma da autoria de Mário Laginha, a outra de Bernardo Sassetti.





Domingo, 26 de Julho

Cristina Branco

Hélder Moutinho

22h00| Praça| €10

O tempo foi o tema escolhido por Cristina Branco para o seu novo álbum, Kronos, que é apresentado na Casa da Música. Em 12 anos de carreira, Cristina Branco, uma das mais sedutoras vozes nacionais, editou 10 álbuns e multiplicou-se em digressões pelo mundo. Já apresentado em França, Bélgica, Holanda, Áustria, Alemanha e Suíça, Kronos é um álbum constituído por canções inéditas da autoria de diferentes criadores. É o décimo disco de uma longa carreira iniciada em Amesterdão, que sucede a dois trabalhos de homenagem a duas das maiores influências de Cristina Branco: Live, dedicado a Amália Rodrigues; e Abril, com versões de canções de José Afonso.



Dez anos passados sobre a edição do seu álbum de estreia, Sete Fados e Alguns Cantos, e seis do premiado Luz de Lisboa (Prémio Amália Rodrigues 2005), Hélder Moutinho regressa aos originais com Que Fado É Este Que Trago, que apresenta na Casa da Música. Uma viagem imaginária ao mundo do fado, que conta com a assinatura do fadista na maioria das letras das canções e ainda na composição da música para um poema de David Mourão Ferreira.







Sábado/Domingo, 1 e 2 de Agosto

Encontro de Bandas Filarmónicas

18h00| Praça| Entrada livre

As bandas filarmónicas são um excelente espaço comunitário de sociabilização, ensino e produção musical nos cerca de 800 agrupamentos que existem espalhados pelo país. O movimento filarmónico português, cujas raízes provêm principalmente da zona litoral e urbana, encontra-se actualmente mais difundido nas regiões rurais e especialmente a norte do país, de onde são as bandas presentes neste encontro. Com um inestimável valor cultural e social, as bandas apresentaram-se durante muitas décadas como o único instrumento de divulgação e aprendizagem da música em Portugal fora dos centros urbanos e acessível a todas as classes sociais.

Desde Janeiro de 2007, a Casa da Música inclui na sua programação um concerto mensal dedicado às bandas de música, dando a conhecer algum repertório original de compositores internacionais e nacionais que dedicam obras a esta formação».

Mais informações, aqui.

17 fevereiro, 2009

Helder Moutinho - Os Fados Que Ele Nos Traz


A propósito de um dos melhores álbuns de fado editados nos últimos anos em Portugal, «Que Fado É Este Que Trago?», de Helder Moutinho, aqui recupero a crítica ao disco e a entrevista com o cantor, compositor e letrista que foram originalmente publicadas na revista «Time Out Lisboa» há alguns meses.


HELDER MOUTINHO
«QUE FADO É ESTE QUE TRAGO?»
HM Música/Farol

Manager, agente, editor, Helder Moutinho é - acima disso tudo - um grande fadista, dos maiores que o fado nos deu na última década. De voz contida, grave, por vezes a fazer lembrar crooners como Bing Crosby, Frank Sinatra ou Johnny Hartman… E um autor de excelência, compositor de músicas e, mais ainda, um poeta que escreve para a sua própria voz - neste novo álbum, «Que Fado É Este Que Trago?», oito dos quinze temas têm letra de Helder Moutinho - e para a voz de muitos outros e outras fadistas. Como se isto tudo não bastasse, Helder Moutinho é ainda um estudioso e um pensador do fado, do fado antigo e dos fados que se poderão fazer no futuro, não sendo portanto de espantar que este seu terceiro álbum seja uma reflexão - inteligente - sobre a essência do fado e quais os caminhos que percorreu e irá percorrer. E uma reflexão que não se limita, nunca, à teoria, mas que apresenta exemplos práticos - e musicalmente e liricamente extraordinários, muitos deles - de como se pode renovar o fado tradicional (exemplos: «Perdi-me nos Olhos Teus», em que Helder Moutinho encaixa na perfeição um poema seu no Fado Mouraria, e «A Cor dos Olhos», em que a utilização de acordeão e percussões faz o fado conviver naturalmente com o fandango), de como a ponte entre o fado tradicional e muito do novo fado foi feito através do fado-canção (exemplo: o belíssimo «Esta Voz», com letra de Helder Moutinho e música do guitarrista Ricardo Parreira, que parece uma homenagem a Carlos do Carmo e à poesia de Ary dos Santos) ou como pode haver boa pop - pop mesmo! - no fado («À Espera de Uma Paixão», novamente com letra de Moutinho e com música de Yami). (*****)


SOB O FOCO
HELDER MOUTINHO

Homem de sete ofícios - mas sempre com o fado como fio que os une a todos -, Helder Moutinho acaba de editar um novo álbum, «Que Fado É Este Que Trago?», uma pergunta que tem várias respostas mas que se resumem numa só: o seu enorme amor ao fado, ao antigo das vielas de Alfama ou da Madragoa, ou aos outros, outros fados, que aí virão ou que, nele, já convivem com a tradição. Porque o fado até pode ser «maldito» sem deixar de ser possível trocar as voltas ao destino.

A primeira pergunta, inevitável, é: afinal, que fado é este que trazes?

Se eu próprio faço essa pergunta, é porque também não sei muito bem. É o meu fado, o fado em que eu acredito. E é todo o fado, desde o tradicional até aos chamados fados-canção e aos originais, que ainda não sabemos muito bem se são fados e que, obviamente, ainda não são clássicos porque são novos, embora um dia possam vir a ser considerados como tal se forem aceites pelo grande público e até pela comunidade fadista. Sei que sou fadista, não caí aqui de pára-quedas, mas no fundo não sei lá muito bem qual é o meu fado.

Neste álbum, criaste ou recriaste fados ao jeito tradicional, embora com letras ou músicas novas…

Sim. O «Labirinto ou Não foi Nada» tem letra de David Mourão-Ferreira mas a música é minha, uma música que eu compus com a estrutura de um fado tradicional, sem refrão. E chamei-lhe Fado Labirinto porque muitas das músicas de fados antigos onde podem caber várias letras diferentes assumem o nome da letra original - por exemplo, o Fado Cravo, do Alfredo Marceneiro, chama-se assim porque a letra original falava de um cravo.

O tema que dá nome ao disco, «Que Fado É Este Que Trago?», levanta uma questão curiosa: a música é do Yami, que é angolano. E há quem diga que o fado nasceu em Angola, viajando depois para o Brasil e do Brasil para cá…

Pois, mas este fado não tem nada a ver com isso. O Yami tem uma particularidade interessante: ele nasceu em Angola, filho de mãe angolana, mas o pai é minhoto. Mas, apesar de na sua maneira de tocar ele ter muitas raízes africanas, ele veio para Portugal muito novo e está muito integrado no meio do fado. Ele toca baixo com outros fadistas e comigo sempre. Em relação à origem do fado, acho que ele nasce a partir de uma série de outros estilos musicais que se encontram numa cidade portuária, Lisboa. E essas influências vêm de Angola, do Brasil - para onde nós também levámos muitas músicas -, Índia, Moçambique… e é bom não esquecer os 700 anos em que os mouros cá estiveram. E o fado é a convergência dessas melodias todas.

Neste álbum - à semelhança do que já acontecia no teu espectáculo «Maldito Fado» - há alguns instrumentos exteriores ao formato do fado: o acordeão e as percussões.

Sim, e o «Maldito Fado» - que esteve para ser este meu novo álbum, e gravado ao vivo - teve bastante influência na génese deste disco de estúdio. Os outros instrumentos… não são uma novidade - a Amália e o Carlos do Carmo fizeram-no - mas foi uma experiência que decidi fazer, porque são instrumentos vindos de outros géneros musicais. Como se fossem outras perguntas que eu faço.

02 outubro, 2008

Rodrigo Leão, Cristina Branco e Hélder Moutinho na Coreia do Sul


A cidade de Ulsan, no sudeste da Coreia do Sul, é a partir de hoje palco de um dos maiores festivais de world music do Extremo Oriente: o Ulsan World Music Festival. Um evento que tem este ano Portugal como convidado de honra e três nomes da nossa música em destaque: Rodrigo Leão - que pré-inaugurou o festival ontem e ainda actuará amanhã -, Cristina Branco (na foto) e Hélder Moutinho. Uma notícia da Lusa explica tudo:

«Portugal é o convidado de honra do Ulsan World Music Festival, na Coreia do Sul, que começa quinta-feira, sendo a representação nacional assegurada por Cristina Branco, Rodrigo Leão e Hélder Moutinho.

Rodrigo Leão foi o artista escolhido para actuar na cerimónia inaugural no Grand Hall do Ulsan Culture & Arts Center, quarta-feira, acompanhado pelo Cinema Ensemble.

O álbum "Alma Mater" de Leão, editado em 2000, foi lançado este ano na Coreia do Sul, tendo estado a vender a um ritmo de três mil exemplares por semana, segundo informação da sua promotora.

O álbum "Cinema" está também já distribuído naquele país asiático, prevendo-se «para breve» a colocação à venda da compilação "O Mundo".

A cantora Ângela Silva acompanha o músico, já que os concertos incluem algumas canções em latim, entre elas, "O Imortal" a pedido da organização, segundo a mesma fonte.

Depois da actuação quarta-feira, Rodrigo Leão e os seus músicos voltam ao palco sexta-feira, o mesmo dia em que actuará, duas horas antes, a cantora Cristina Branco.

Cristina Branco irá apresentar fados de Amália Rodrigues, acompanhada à guitarra portuguesa por Bernardo Couto, à viola por Fernando Maia, no baixo por Alexandre Silva e ao piano por Ricardo Dias.

A criadora de "Há palavras que nos beijam" (Alexandre O'Neil/Alain Oulman) volta ao palco do King Theatre, sábado, sendo antecedida por Helder Moutinho.

O fadista Hélder Moutinho, acompanhado por Daniel Pinto (baixo), Ricardo Parreira (guitarra portuguesa) e Marco Oliveira (viola de fado), actuará sábado e domingo.

Autor e intérprete, Hélder Moutinho apresentará em Ulsan temas do seu novo álbum, "Que fado é este que trago", que editará em Novembro.

Cristina Branco foi distinguida o ano passado com o Prémio Amália Rodrigues Internacional e, há três anos, Hélder Moutinho recebeu o Prémio Amália para o Melhor Álbum de Fado».

14 novembro, 2006

Hélder Moutinho - Um Canto Amaldiçoado



Se há alguém que transporta a alma do fado no masculino (não confundir, nunca!, com fado «macho» ou «marialva» ou «arruaceiro»), esse alguém é Hélder Moutinho. Diferente de Camané - o seu irmão mais conhecido... -, que é de todos os actuais fadistas o que melhor faz a síntese de um fado que é de homens e mulheres, do passado e do futuro, do negro e da luz, Hélder Moutinho parece muitas vezes a reencarnação perfeita e reactualizada de fadistas como Alfredo Marceneiro, Carlos Ramos, Manuel de Almeida e até Max. Todos num só, agora. Uma vez escrevi que «com Hélder Moutinho há groove e malandrice, há uma onda que se apodera dos corpos e apetece dançar-se o fado». Dia 30 de Novembro, no Teatro da Trindade, em Lisboa, no seu novo espectáculo, «Maldito Fado», pode esperar-se isso e muito mais...

«Maldito Fado» é apresentado como «uma viagem sonora tomando o fado como base musical, mas envolvendo-o noutras estéticas, com o atrevimento de trazer novos sons ao seu som e ao seu ser» e onde se percorre «através de clássicos da história do fado aliados a composições originais escritas propositadamente para este espectáculo, todos os temas centrais à linguagem do fado; os castiços e típicos bairros de Lisboa, os amores e desamores que contam as suas histórias, as emoções de saudade e tristeza, a difícil condição do fadista». O espectáculo tem direcção musical e arranjos de Manuel d'Oliveira, guitarrista que lançou recentemente o álbum ao vivo «Amarte», onde continua a juntar ao fado e à música tradicional portuguesa elementos como o flamenco, a música árabe, o jazz e a música erudita - elementos que podem eventualmente lançar alguma luz sobre este espectáculo de Hélder Moutinho. Em «Maldito Fado» podem ouvir-se, para além da voz de Hélder Moutinho e da guitarra clássica de Manuel d'Oliveira, músicos vindos da esfera do fado, sim - Ricardo Parreira (guitarra portuguesa), Diogo Clemente (viola) e o agora usual contrabaixo nas mãos de João Penedo - mas também um acordeão tocado por Pedro Santos e percussões tocadas por Quiné. Mais sobre Hélder Moutinho aqui.