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07 julho, 2008

Eurofolk'J - Com os Dervish Como Padrinhos...


Hoje e amanhã (dias 7 e 8 de Julho), o lindíssimo Jardim da Sereia, em Coimbra, é o palco da eliminatória portuguesa do Eurofolk'J, que terá a sua final em Málaga, Espanha, segundo notícia do blog Sopa da Pedra. No elenco desta etapa portuguesa do concurso estão as três bandas finalistas nacionais - Toques do Caramulo, Pé na Terra e A Barca dos Castiços -, mais três grupos que passaram anteriormente pelo concurso - os portugueses Ginga, os italianos Damadaká e os espanhóis Els Groullers - e, como padrinhos, os irlandeses Dervish (na foto).

Aqui, na íntegra, segue o comunicado da organização: «A identidade cultural dos povos é cada vez mais utilizada como cartão de visita. A promoção turística das populações passa pela colheita/recolha dos traços identitários das mesmas e pelo apelo aos sentidos. A tradição surge assim como produto turístico, pela peculiaridade dos traços que representa e como elemento histórico. A gastronomia, o artesanato, as recriações históricas, as feiras medievais e tantos outros eventos procuram por um lado a ligação das populações à sua história, e por outro lado a promoção turística das mesmas. Numa tentativa de promoção dos elementos da nossa tradição, a tendência musical denominada folk é o tema do Concurso Internacional Eurofolk’J, que é organização conjunta de Espanha, Itália e Portugal. Em cada um dos países envolvidos, acontece desde 2004, a eliminatória nacional, da qual sai 1 grupo apurado que participa na final. Desde a primeira edição, o primeiro prémio tem sido sempre conquistado por grupos italianos, com excepção da sua primeira edição, cujo primeiro lugar foi atribuído aos Conimbricenses Ginga. E agora, como que numa prática de retorno/agradecimento, Coimbra acolhe nos próximos dias 7 e 8 de Julho a eliminatória portuguesa do V Eurofolk’J. A concurso estão várias bandas portuguesas, da qual será eleita aquela que melhor retratar, com traços inovadores e dinâmicos a expressão musical da nossa tradição. O Júri, composto por elementos conhecedores do tema analisará de que forma e com que substância os grupos representam a nossa identidade. Assim, no dia 7 estarão em palco do Jardim da Sereia os 3 finalistas da pré-eliminatória portuguesa, de onde sairá um vencedor que rumará a Málaga para a grande final europeia. Ainda poderemos assistir, nesse mesmo dia a dois grandes espectáculos da banda vencedora da eliminatória espanhola de 2007 Els Groulers, e da banda vencedora do Concurso Eurofolk 2006, os italianos Damadaká, que actuarão nos intervalos das bandas a concurso. No dia 8, a partir das 17h30, poderemos assistir e participar num workshop de danças tradicionais italianas, que acontecerá na Praça 8 de Maio, e para a noite está reservado um grandioso encerramento do evento com um dos maiores nomes da folk mundial, o grupo Dervish. Na mítica Sereia, antes dos irlandeses Dervish e para começar a noite com um dos maiores representantes nacionais do tema folk, os conimbricenses Ginga, vencedores do I Eurofolk, presentearão a cidade. A uma promessa tão grande só podemos aceder ao convite e participar, ouvindo e sentindo as experiências dos nossos antepassados tocados nos ritmos alucinantes do presente. A eliminatória portuguesa do Eurofolk’J é organização conjunta da Turismo de Coimbra, E. M. e da 7Sons Produções».

13 fevereiro, 2008

Intercéltico de Sendim - As Nações Unidas de Miranda


E mais uma grande notícia chegada via Crónicas da Terra: a oitava edição do Festival Intercéltico de Sendim - mais uma vez organizado por Mário Correia, do Sons da Terra - decorre de 1 a 3 de Agosto, com algumas escolhas dentro do espírito habitual do festival mas também com algumas novidades absolutas, como a abertura às sonoridades do Leste da Europa! Por Sendim, este ano, vão passar músicas e músicos da Escócia, Portugal, Galiza, Astúrias, Hungria e Ucrânia. Ora veja-se: na primeira noite, a de dia 1, actuam os conimbricenses Ginga, seguidos dos asturianos Skanda e dos respeitadíssimos galegos (com voz portuguesa, a da cantora Sara Vidal, nossa camarada blogosférica nos Sons Vadios) Luar na Lubre. Mas as verdadeiras surpresas ficam reservadas para a segunda noite, a de dia 2, com actuações dos húngaros Kerekes Band (ver crítica ao disco «Pimasz» neste blog) e dos ucranianos Voanerges (na foto), ficando o encerramento oficial por conta da folk-progressiva dos escoceses Shooglenifty. Um encerramento que, como sempre em Sendim, não é bem encerramento já que no dia seguinte, domingo, dia 3, ainda haverá lugar para a «missa céltica» e para mais um concerto, desta vez com o rock cantado em mirandês dos Pica Tumilho. A programação fica completa com jams na Taberna dos Celtas, animação de rua e concertos temáticos com os gaiteiros da família Fernandes e uma evocação do tamborileiro Virgílio Cristal. Mais informações aqui.

14 novembro, 2007

Etnias e Celtirock - Muitas Músicas a Norte


O camarada Luís Rei, do agora renovado e sempre excelente Crónicas da Terra, já deu conta destas notícias, que agora ficam também aqui: a edição deste ano do Festival Etnias, no Contagiarte, Porto, decorre entre os dias 6 e 8 de Dezembro, com mais uma programação extremamente variada e bastante apelativa: dia 6 com o klezmer dos almadenses Melech Mechaya (na foto) e o Projecto Iara, liderado pela cantora Helena Madeira (ex-Dazkarieh); dia 7 com a charanga sintrense de inspiração balcânica Kumpa'nia Al-gazarra e a percussão mandinga dos portuenses Dyabara; e dia 8 com a dança oriental da Companhia Baubo e a música global dos portuenses Mu. Actuações de alguns DJs de muitas músicas completam o programa do Festival. Antes, e mais a norte, o IV Festival Celtirock realiza-se pela primeira vez em Vilar de Perdizes, conhecida aldeia transmontana do concelho de Montalegre e palco do Congresso de Medicina Popular. O Celtirock começa já amanhã, dia 16, com um concerto dos Gaiteiros de Pitões e «animação nos bares da aldeia com tocadores tradicionais», e continua no dia seguinte com concertos dos Anxoblastrio (Galiza), Paddy B & Tom Hamilton (Alemanha) e Ginga (Portugal). Durante os três dias do Festival (incluindo domingo, em que não há concertos) há várias actividades paralelas: cinema, barraquinhas de exposição e venda, visitas guiadas a locais arqueológicos ou típicos da região (Penedo de Ramezeiros, Sra. das Neves, Altar da Penascrita, um lagar de vinho e fornos de pão em funcionamento), animação de rua, jogos populares, workshops, animações de fogo, distribuição gratuita de queimada e uma exposição de fotografia. O Festival tem entrada livre.

15 setembro, 2006

Natacha Atlas no Porto (& O Folktulha)



A cantora belga de origem anglo-egípcia Natacha Atlas (na foto) faz uma rara incursão pelos palcos portugueses com um concerto, dia 28 de Setembro, na Casa da Música, Porto. Com uma carreira feita, essencialmente, do lado da fusão das músicas orientais (árabe e anglo-indiana com os Transglobal Underground) com as novas tecnologias dançantes do ocidente, a cantora promete, no entanto, um concerto predominantemente acústico para a Invicta, onde apresenta o seu novo álbum a solo «Mish Maoul». Com um percurso riquíssimo na música, em Natacha Atlas sempre coabitaram, facilmente, o cha'abi egípcio ou o bhangra indiano com a electrónica, o rock, o hip-hop, o reggae e o dub (Natacha Atlas trabalhou, para além dos Transglobal Underground, com outro alegre fusionista, Jah Wobble). Uma ocasião única. Mais informações aqui.

E, agora, algo de completamente diferente: o Folktulha - Festival de Música Ibérica da Casa da Tulha, que decorre em Cepelos, Vale de Cambra, nos dias 22, 23 e 24 de Setembro. Com concertos dos Chuchurumel e Diabo a Sete (dia 22), Paddy B & Celtic Express e Ginga (dia 23) e um outro, ainda por definir, na tarde de dia 24. Mais informações neste site.

17 agosto, 2006

Folk em Portugal - Fornada Primavera/Verão


Três álbuns de grupos portugueses - Lúmen (na foto), Arrefole e Ginga - com várias coisas a uni-los: a busca activa das raízes da música tradicional portuguesa e algumas pontes lançadas à folk dita «céltica»; a coincidência de dois deles serem editados pela Açor - a activa editora de Emiliano Toste que tantos álbuns desta área tem lançado - e de todos serem distribuídos pela Megamúsica, distribuidora que representa algumas das maiores editoras estrangeiras de world e de folk em Portugal. E algumas a separá-los: o gosto, o tipo de abordagem e a qualidade final dos resultados. Mas, independentemente das diferenças, uma coisa é certa: ainda bem que estes discos existem.

LÚMEN
«FOGO DANÇANTE»
Ed. de Autor/Megamúsica

Deste lote de álbuns, «Fogo Dançante», dos estreantes Lúmen, é claramente o melhor. Nascidos no Porto, das cinzas dos Roldana Folk (e, mais remotamente, dos Frei Fado d'El Rei), os Lúmen mostram aqui uma música madura apesar do pouco tempo que têm como banda, com algumas versões de temas tradicionais muito bem conseguidas - como o tema galego «Airiños», o tradicional «A Saia da Carolina» e a francesa adaptada «Variando na Sansonette» -; muitos originais bastante interessantes - com destaque para «Donari-Ára» (com uma bandola a levar a canção para sul, na direcção do fado e dos ouds árabes, e uma gaita a levá-la para a Galiza), a celti-prog-fado «A Noite dos Deuses», o divertidíssimo «Ska Celta», que é o que o título diz mas também tem pozinhos de Balcãs, de klezmer e de música turca, o exercício punk-transmontano muito bem conseguido «Escuta a Redondilha» ou o lindíssimo «Dança dos Vasos» -; um excelente domínio dos instrumentos (a gaita-de-foles soa sempre muito, muitíssimo, bem; o acordeão é óptimo; as percussões excelentes...) e muito bom gosto nos arranjos. Elo mais fraco disto tudo: a voz de Cristina Bacelar, que parece não se sentir à vontade nestes temas. (8/10)

ARREFOLE
«VEÍCULO CLIMATIZADO»
Açor/Megamúsica

Não tão bom quanto o dos Lúmen, mas muito interessante é o álbum dos Arrefole, grupo do Porto, facto que é festejado claramente nos interlúdios dos temas: gravações efectuadas num comboio, nas ruas, num barco (rabelo?) ou no metro da Invicta. Fazendo uso de um naipe de instrumentos alargado e de várias proveniências - percussões árabes, africanas, irlandesas e portuguesas, bouzoukis, gaitas, flautas, bandolins, cavaquinhos... -, os Arrefole viajam por uma música portuguesa imaginária que tem as suas raízes numa Idade Média de influência mourisca, judia e dos povos do Norte: os bretões, os escoceses, os leoneses, os irmãos mirandeses e galegos... Apesar de bastante homogéneo, no álbum destacam-se o medley de tradicionais que deu origem a «Barqueiros», o original «Metro-nomo», o «celtibero» «Gutlics», uma sentida homenagem a Júlio Pereira em... «Júlio Pereira» (cuja influência é notória noutros temas, nomeadamente em «Arrebirachula») ou o quase Pascal Comelade «Caixinha de Música». Com uma assinalável variedade tímbrica de tema para tema, a música dos Arrefole só se vai abaixo quando tem que se adaptar às vozes utilizadas (à semelhança do que acontece com os Lúmen), excepto, curiosamente, num bom tema só com vozes, o tradicional minhoto «A Minha Saia Velhinha». (6/10)


GINGA
«CELEBRATIO»
Açor/Megamúsica

Claramente o álbum mais fraco desta fornada, o disco dos conimbricenses Ginga perde-se - demasiadas vezes - naquilo que o folk-rock tem de pior: barragens de guitarras eléctricas despropositadas (e alguns solos de guitar-hero seventies-FM), longos exercícios de rock sinfónico, teclados prog-lounge, uma bateria quadradinha, quadradinha... Tudo isto aplicado a tradicionais mais ou menos óbvios de várias zonas do país («Farrapeira», «Pingacho», «Róró», «Milho Verde», «Este Linho É Mourisco», «Chegadinho», «Tempo da Mocidade», «As Armas do Meu Adufe»...). Há coisas boas no álbum?... Há, claro que há: a concertina não é nada má, a gaita-de-foles e os cavaquinhos (quando aparecem) soam quase sempre bem, o violino do convidado Manuel Rocha (da Brigada Victor Jara) é uma maravilha, há uma canção ou outra que está em bom nível, como «Borboleta Branca» ou «Agora Vou-me Deitar». Mas os momentos mais fracos são demasiados e há mesmo algumas coisas bastante penosas de ouvir como a voz de Isabel Silvestre a correr atrás da banda em «Laurinda». (4/10)

14 julho, 2006

Sons do Atlântico e L Burro i l Gueiteiro (ou Do Algarve a Trás-os-Montes)


A edição deste ano do Festival Sons do Atlântico, em Lagoa, decorre nos dias 11, 12 e 13 de Agosto e tem uma ementa variada e interessantíssima que inclui actuações dos Mu (Portugal) e Mercedes Peón (a grande renovadora da folk da Galiza), no primeiro dia, Orquestrinha do Terror (Portugal) e Mercan Dede (electrónica em diálogo com a música da Turquia - na foto), no segundo, e, para fechar, as algarvias Moçoilas e grande senhora do zydeco Lisa Haley (Estados Unidos). Bancas de artesanato de vários países e restaurantes internacionais encontram-se também no recinto do festival. Ver o site www.algarpalcos.com

No outro extremo do país, a valorosa iniciativa L Burro i l Gueiteiro (de mirandês para português, se tal for preciso: O Burro e O Gaiteiro) decorre este ano de 31 de Julho a 4 de Agosto, partindo de Vimioso, na aldeia de Caçarelhos, e passando por várias aldeias até chegar a Sendim. Os passeios, de burro e a pé, serão animados com música dos Galandum Galundaina (co-promotores da iniciativa e agora a comemorarem dez anos de actividade musical - parabéns!), Toques do Caramulo, Ginga, Pé na Terra, Tear de Llerena e Sebastião Antunes Trio. Segundo a organização, os objectivos desta iniciativa mantêm-se inalteráveis: «defender o património cultural tradicional (das Terras de Miranda), tendo por símbolos o Gaiteiro e o Burro Mirandês». Ver os sites www.aepga.pt e www.galandum.co.pt

05 julho, 2006

Tondela e Montalegre - Outros Festivais


O Tom de Festa - Festival de Músicas do Mundo, em Tondela, já vai na sua 16ª edição e começa este ano com um espectáculo especial, «O Barco Vai de Saída», em que Fausto começa a comemorar (e re-apresentando-o ao vivo) o 25º aniversário do seu seminal álbum «Por Este Rio Acima» (de 1982), um dos discos maiores da música portuguesa. É no dia 19 de Julho, na abertura do festival, no Acert, com os Cantos da Língua na primeira parte. Nos dias que seguem há concertos dos Free Hole Negro e Bumba (junção dos Narf com os Timbila Muzimba), dia 20, de Wysa, Melo D e Rasha, dia 21, e dos Luar na Lubre (na foto), Romano Drom e Kilema, dia 22.

Bem mais a norte, em Montalegre (no Parque de Exposições e Feiras), o Celtirock - Festival Internacional de Música Celta decorre no último fim-de-semana de Julho com concertos dos Niños de los Ojos Rojos, Ginga e Gaiteiros da Espiral (dia 28), Dragan Dautovski Quartet, Paddy -B & Celtic Express e Mu (dia 29) e Gaiteiros de Pitões e Sons da Suévia (dia 30).