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21 fevereiro, 2014
Angélique Kidjo no FMM de Sines, Gisela João no Med de Loulé
E, no mesmo dia, surgem as primeira confirmações de artistas e grupos agendados para a edição 2014 do FMM de Sines (Angélique Kidjo -- na foto --, Oliver Mtukudzi, Fatoumata Diawara com Roberto Fonseca e Mamar Kassey) e para o Med de Loulé (Gisela João). Primeiro, o comunicado do FMM:
«FMM Sines anuncia primeiros nomes programados para a edição de 2014
Estão confirmadas as primeiras presenças no maior evento de músicas do mundo realizado em Portugal: Angélique Kidjo (uma das grandes divas africanas), Oliver Mtukudzi (nome histórico da música do Zimbabué), a dupla Fatoumata Diawara e Roberto Fonseca (colaboração entre o Mali e Cuba) e a banda Mamar Kassey (música do coração do Sahel).
África, com uma incursão a Cuba, é a origem das primeiras confirmações do programa do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo 2014, que decorre entre 18 e 26 de julho, em Sines e Porto Covo.
Nesta 16.ª edição do festival, Sines irá oferecer novamente um programa que convida a partir à descoberta da melhor música que se faz no planeta, sem fronteiras de géneros, nacionalidades ou culturas.
Angélique Kidjo, nascida no Benim e atualmente radicada em Nova Iorque, é uma das mais conceituadas cantautoras, ativistas e personalidades africanas. A BBC incluiu-a na lista de 50 personalidades do continente em 2011 e o Daily Telegraph descreveu-a como “a rainha incontestada da música africana”. A sua estreia em Sines vai ser feita com o disco “EVE”, lançado em janeiro de 2014, uma homenagem à sua mãe e às mulheres em geral. Angélique Kidjo é uma das artistas africanas mais premiadas, destacando-se no seu currículo a conquista do Grammy de Melhor Álbum Contemporâneo de World Music com “Djin Djin” (disco de 2007) e a nomeação do seu álbum seguinte, “Oyo”, de 2010, para o mesmo galardão. “EVE”, o disco que acaba de lançar, mereceu cinco estrelas da última edição da revista Songlines e também promete uma carreira muito bem-sucedida entre o público e a crítica.
O cantor e guitarrista Oliver “Tuku” Mtukudzi é um clássico da música africana. Nascido em 1952, vai estrear-se em Sines com uma carreira de quase cinco décadas atrás de si. Partilha com Thomas Mapfumo, músico com quem tocou nos anos 70, o estatuto de patriarca da música do Zimbabué. Ao longo da sua carreira prolífica, editou mais de meia centena de álbuns (mais de sessenta em algumas contagens), sendo o mais recente “Sarawoga”, lançado em 2012. O seu estilo musical – tão particular que os fãs o tratam como um género em si próprio, a “Tuku music” – produz canções com estruturas pop tocadas na guitarra acústica em que é exímio e em instrumentos tradicionais como o mbira e a marimba. Apresenta-se com a banda The Black Spirits, uma mistura de músicos veteranos e da nova geração.
A maliana Fatoumata Diawara deu um dos concertos mais memoráveis do FMM Sines 2012. Volta ao festival em 2014 num projeto de colaboração com o pianista cubano Roberto Fonseca que Sines será um dos primeiros palcos mundiais a receber. Fatoumata é uma das vozes da nova música maliana, inovadora dos ritmos e melodias do seu país, com um grande álbum, “Fatou”, editado em 2011. Roberto tem um percurso no jazz, nas músicas tradicionais cubanas e nos sons urbanos contemporâneos. No seu disco “YO”, também de 2012, lançou-se numa viagem pelas suas raízes africanas e pelas suas expressões em ambos os lados do Atlântico. Neste projeto, onde Fatoumata explora o seu desejo de ir mais além e Roberto encontra África na voz de uma das suas maiores cantoras, haverá ainda a presença de uma banda de cinco elementos onde estarão em força a percussão cubana e a elegância dos instrumentos de cordas malianos.
Mamar Kassey é uma banda que vai interessar os curiosos pela música do Sahel e do Sahara. Fundada em 1995 em Niamey, capital do Níger, é liderada por Yacouba Moumoni, cantor e intérprete de flauta “peul”. Atua em Sines na sequência do seu terceiro álbum, “Taboussizé-Niger”, lançado em 2013 pela editora bretã Innacor. Yacouba Moumoni é considerado o músico mais popular do Níger e a música de Mamar Kassey, moderna apesar de se manter fiel às tradições étnicas do país, tem um público considerável em toda a África Ocidental. “Taboussizé-Niger” integrou a seleção de melhores dos discos de 2013 em publicações como Les Inrocks, Mondomix e Folkroots.
Bilhetes
Os bilhetes para o FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2014 já estão à venda na plataforma BilheteiraOnline.pt. Cada dia de concertos pagos (concertos noturnos no Castelo entre 22 e 26 de julho) custa € 10, sendo o custo do passe de € 35 até 30 de abril (após 30 de abril, o passe custa € 40).
Além destes concertos pagos, o FMM Sines oferece, como sempre, logo a partir do primeiro dia do festival, 18 de julho, um extenso programa de concertos gratuitos em vários períodos e palcos do festival.
Mais informações
www.fmm.com.pt
www.facebook.com/fmmsines»
Já o MED de Loulé informa:
«GISELA JOÃO NA APRESENTAÇÃO DO 11ºFESTIVAL MED
A fadista Gisela João vai estar presente na Conferência de Imprensa de apresentação da 11ª edição do Festival MED, a ter lugar na próxima quarta-feira, 26 de fevereiro, pelas 16h30, na Sala do Atlético Sporting Clube, onde serão anunciados os primeiros nomes do cartaz.
Este ano, o Festival MED decorre nos dias 26, 27 e 28 de junho, na Zona Histórica de Loulé, e contará mais uma vez com um cartaz musical de luxo. Depois de ter arrebatado tudo e todos em 2013, a grande revelação da cena musical portuguesa, a jovem fadista Gisela João, é um dos nomes confirmados para o MED.
Integrado no roteiro dos principais festivais de World Music, para além de um alinhamento musical que traz a Portugal os melhores nomes das músicas do mundo, este festival passa também por uma fusão de manifestações culturais que vão desde a gastronomia às artes plásticas, animação de rua, artesanato, dança, workshops, e muito mais, com um claro objetivo de divulgar as várias culturas do mundo.
Sobre Gisela João
O disco de estreia de Gisela João é um marco na História do Fado contemporâneo. Sem desvios nem artifícios, parte duma formação tradicional e mergulha na sua génese, reencontra a sua autenticidade, questiona os seus excessos e maneirismos, para se tornar genuíno como nunca e apontar o seu futuro.
Nasceu em Barcelos, viveu seis anos no Porto e finalmente o canto impôs a sua vontade e levou-a para Lisboa.
Numa pequena casa “emprestada” na Mouraria debateu-se com o peso imenso da solidão, pensou várias vezes em desistir, mas resistiu. Conquistou o Sr. Vinho, a Tasca da Bela, a Mesa de Frades primeiro, para depois encher o Lux (primeiro num set do mago do pós-Dubstep, Nicolas Jaar e depois em nome próprio, a convite de Manuel Reis), e, mais recentemente, uma pequena legião de fãs esgotou o Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém duas semanas antes do espetáculo.
Chegara a hora de gravar o seu primeiro disco, esse grande desafio. Encontrou em Frederico Pereira o cúmplice ideal – iniciaram as gravações. Estávamos em fevereiro de 2013, certos do caminho que havia para percorrer mas longe de prever o que iria acontecer.
O disco sai a 1 de julho de 2013, duas semanas depois alcança o primeiro lugar no Top de vendas nacional e é considerado pela grande maioria com o mais importante disco de estreia de um artista português no século XXI.
Nesse mesmo ano é convidada a participar em alguns dos mais importantes festivais da cena musical portuguesa, entre os quais, Largos da Mouraria – Festas de Lisboa, Festa do Avante, Caixa Alfama, Debandada e Vodafone Mexefest e atua no Festival da Flandres, marcando desta forma a primeira apresentação do seu disco de estreia internacionalmente.
Depois de ter arrebatado tudo e todos em 2013, a grande revelação da cena musical portuguesa, a fadista Gisela João, deixou a sua marca em duas das mais prestigiadas salas do país: Casa da Música e CCB. Gisela João entrou em 2014 a mostrar, ao vivo, porque é que fez de 2013 um ano crucial para a história do Fado».
24 fevereiro, 2012
Fatoumata Diawara, Bombino e Jupiter & Okwess International no FMM de Sines
A juntar a Oumou Sangaré & Béla Fleck e Hugh Masekela, há mais três nomes confirmados para FMM de Sines 2012, ainda com o azimute virado a África: Fatoumata Diawara (na foto, de Phil Sharp), Bombino e Jupiter & Okwess International. O comunicado:
«A nova geração de África está em Sines, com Fatoumata Diawara, a jovem estrela da música do Mali, e o “bluesman” do deserto Bombino. Jupiter & Okwess International representa uma das mais ricas e sofisticadas nações musicais do mundo, a República Democrática do Congo.
O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2012, a realizar em julho próximo em Sines, Alentejo Litoral, tem a presença confirmada de Fatoumata Diawara (Mali), Bombino (Níger) e Jupiter & Okwess International (R. D. Congo).
FATOUMATA DIAWARA (MALI)
A cantautora Fatoumata Diawara é a nova estrela da música do Mali, na grande tradição de divas daquele país como Oumou Sangaré (que volta ao FMM Sines este ano, com o norte-americano Béla Fleck) e Rokia Traoré (que se estreou em Portugal também neste festival, em 2004).
Nascida em 1982, começa a sua carreira como atriz, primeiro no Mali, e depois em França, para onde emigra aos 20 anos. É durante as suas digressões teatrais que começa a cantar, ainda sem a pretensão de enveredar pela música como principal ocupação. Passado pouco tempo a atuar nos bares e clubes parisienses, viaja com Cheikh Tidiane Seck ao Mali, onde colabora no disco “Seya”, de Oumou Sangaré, e “Red Earth”, da cantora de jazz Dee Dee Bridgewater, vencedor de um Grammy.
De volta a França, integra o musical “Kirikou et Karaba”, compra uma guitarra e começa a aprender a tocar e a compor, bebendo da fonte inesgotável dos blues ancestrais da região de Wassoulou, entre outras influências.
O seu percurso de aprendizagem e amadurecimento culmina com a gravação do EP “Kanou” e do seu álbum de estreia, “Fatou”, editado em setembro de 2011 pela World Circuit, uma das editoras mais prestigiadas da “world music”.
A sua voz suave e a delicadeza acústica das suas composições colocam-na na linha da frente da música africana contemporânea e fazem dela uma das mais requisitadas artistas do continente na atualidade.
BOMBINO (NÍGER – CULTURA TUAREGUE)
Nascido em 1980 numa família de pastores nómadas tuaregues da região de Agadez, no Níger, Omara Moctar, mais conhecido como Bombino, é um dos mais importantes cantores, guitarristas e compositores do Sahara e do Sahel.
Agadez é uma das regiões mais pobres de África e, nas últimas duas décadas, tem estado no centro das lutas independentistas dos tuaregues. Nos anos 90, durante uma dessas rebeliões, a sua família exila-se na Argélia, onde Bombino aprende a tocar guitarra, influenciado por músicos como Ali Farka Touré, Jimi Hendrix, entre outros.
A sua carreira começa como cozinheiro e trovador, viajando com grupos de turistas que visitavam as dunas do deserto perto de Agadez. Em 1998, integra o grupo Tidawt e, em 2004, estreia-se em disco com “Agamgam”.
“Agadez”, o seu segundo disco, com edição Cumbancha, lançado em 2011, mostra um artista na plena posse das suas capacidades criativas e interpretativas. O seu som, entre os blues, o rock e a música tradicional tuaregue segue o caminho aberto por bandas como Tinariwen e Tartit (ambas já presentes em edições passadas do FMM) na divulgação da nova música do coração do deserto.
JUPITER & OKWESS INTERNATIONAL (R. D. CONGO)
Depois de Konono n.º 1 (2005), Kasaï Allstars (2009), Staff Benda Bilili (2010) e Congotronics vs Rockers (2011), a presença de Jupiter & Okwess International em Sines é mais um contributo do FMM para mostrar em Portugal a música popular, ao mesmo tempo fundada na tradição e profundamente moderna e experimental, da República Democrática do Congo.
Jupiter Bokondji nasceu em Kinshasa, há 50 anos, numa família de “griots” da região de Mongo, e desde cedo acompanhou a avó, curandeira tradicional, tocando percussões em funerais e casamentos.
Em adolescente, passa algum tempo em Berlim-Leste, onde o seu pai trabalhava no corpo diplomático. Nessa cidade descobre a música ocidental e forma uma primeira banda onde junta as percussões Mongo a guitarras de rock.
Quando, aos 20 anos, volta a Kinshasa, ganha a vida como músico em funerais e em várias orquestras locais, ao mesmo tempo que viaja pelo seu país à procura de novos sons. A pouco e pouco, constrói o estilo musical a que chamou “Bofenia Rock”, cruzamento entre o tribal e ancestral e o urbano e cosmopolita.
Em 2004, conhece os cineastas franceses Renaud Barret e Florent de la Tullaye, os mesmos que descobriram os Staff Benda Bilili. Renaud e Florent registam as aventuras musicais de Jupiter no filme documentário “The Dance of Jupiter” (2007) e tornam-no conhecido em todo o mundo.
O seu primeiro disco com edição internacional, “Hotel Univers”, totalmente elétrico, será lançado em março de 2012.
Apresenta-se no FMM Sines com a orquestra Okwess International, composta por músicos de 11 províncias diferentes do Congo.
O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo é o maior evento de “world music” realizado em Portugal. A sua 14.ª edição realiza-se nos próximos dias 19, 20, 21, 26, 27 e 28 de julho.
Além dos artistas mencionados nesta nota, já está também confirmada a presença de Oumou Sangaré & Béla Fleck (Mali / EUA) e Hugh Masekela (África do Sul).
Mais informações
www.fmm.com.pt
www.facebook.com/fmmsines»
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