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27 maio, 2014
Tantas Festas Tem o Festim!
O Festim 2014 está quase a começar. E, mais uma vez, com uma selecção excelente de alguns dos melhores representantes das músicas do mundo. Veja-se:
«6 municípios vizinhos, 7 grandes nomes das músicas do mundo, 16 concertos
Richard Galliano abre, a 6 de Junho, a 6ª edição do Festim!
O acordeonista Richard Galliano abre o Festim a 6 de Junho, em Águeda.
De 6 de Junho a 25 de Julho, Richard Galliano (França; na foto), Yves Lambert (Canadá), Bollywood Masala Orchestra (Índia), Coetus (Espanha), Fanfare Ciocarlia (Roménia), The Skatalites (Jamaica) e Mehdi Nassouli (Marrocos) passam pelos municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Ovar, Estarreja e Oliveira do Bairro, num total de 16 concertos em rede, no incomparável cartaz da 6ª edição do Festim - festival intermunicipal de músicas do mundo.
O Festim tem a honra de abrir a sua 6ª edição com Richard Galliano, num concerto único no Espaço d'Orfeu, em Águeda, no dia 6 de Junho. O acordeonista francês teve o mérito universal de abordar linguagens musicais pouco usuais para o acordeão, nomeadamente o jazz e a música clássica. No Festim, levar-nos-á por uma viagem musical à chanson française, à musette e também ao tango, género que tão intimamente partilhou com Piazzolla.
Ao longo dos seguintes fins-de-semana, num mínimo de dois concertos por grupo, a programação do Festim 2014 distribui-se pelas salas da região, como o Cineteatro Alba (Albergaria-a-Velha), o Centro das Artes e do Espectáculo de Sever do Vouga, o Cine-Teatro de Estarreja e o Quartel das Artes Dr. Alípio Sol (Oliveira do Bairro), bem como espaços ao ar livre: Parque Urbano (Sever do Vouga), Largo 1º de Maio (Águeda), Praça da República (Ovar) e Praia de Esmoriz (Ovar).
Com um singular modelo de programação em rede, numa parceria intermunicipal que envolve os Municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Ovar, Estarreja e Oliveira do Bairro, juntamente com o apoio oficial da Secretaria de Estado da Cultura / Direcção-Geral das Artes, o reconhecimento desta iniciativa da d'Orfeu Associação Cultural consolida-se cada vez mais como uma imagem de marca da região, tanto pela programação ímpar de artistas de projecção internacional, como pela crescente conquista e fidelização de públicos oriundos de diversas zonas do país. Igualmente a nível internacional, o Festim assume a sua marca, sendo o único membro português da rede europeia “European Forum of Worldwide Music Festivals”,
Toda a programação do Festim 2014 encontra-se disponível em http://www.festim.pt/, sítio oficial do festival. De 6 de Junho a 25 de Julho, é tempo de um grande Festim!
http://www.festim.pt/
http://www.facebook.com/dorfeu.festim
6 Junho a 25 Julho 2014 | 6ª edição
ÁGUEDA * ALBERGARIA-A-VELHA * SEVER DO VOUGA
OVAR * ESTARREJA * OLIVEIRA DO BAIRRO
Richard Galliano (França)
Yves Lambert (Québec, Canadá)
Bollywood Masala Orchestra (Índia)
Coetus (Espanha)
Fanfare Ciocarlia (Roménia)
The Skatalites (Jamaica)
Mehdi Nassouli (Marrocos)
http://www.dorfeu.pt/
http://dorfeu.blogspot.com/
http://www.facebook.com/dOrfeuAC»
24 maio, 2011
JAADU, Mulatu Astakte, Batida e Os Golpes no MED de Loulé
A organização do Festival MED de Loulé 2011 acaba de confirmar mais alguns dos artistas e grupos que vão ocupar os palcos principais deste Festival, incluindo a aqui já referida Balkan Brass Battle (Fanfare Ciocarlia vs. Boban & Marko Markovic Orchestra). Aqui vão eles:
"BALKAN BRASS BATTLE, JAADU - Faiz Ali Faiz & Titi Robin, Mulatu Astatke, Batida, Márcia, Frankie Chavez e Os Golpes entre os nomes confirmados
Estão confirmados mais dez nomes para a 8ª edição do Festival Med, o primeiro festival de música do verão e um dos mais conceituados festivais nacionais de world music. De 22 a 25 de junho, o centro histórico da cidade de Loulé veste as cores do mundo e transforma-se num palco de sons e sabores, experiências culturais, e de fusão das mais variadas manifestações artísticas.
BALKAN BRASS BATTLE - Boban and Marko Markovic versus Fanfare Ciocarlia, JAADU - Faiz Ali Faiz & Titi Robin, Mulatu Astatke, Márcia, Batida, Frankie Chavez, Os Golpes, The Soaked Lamb, The Gilbert’s Feed Band, e Al Mouraria são as últimas confirmações da edição deste ano do Festival Med. Estão assim anunciados os 22 nomes que subirão aos palcos principais deste certame.
O projeto Balkan Brass Battle, que coloca frente-a-frente a orquestra romena e cigana de metais Fanfare Ciocarlia e a orquestra de metais sérvia Boban & Marko Markovic, é uma das grandes confirmações desta edição e também um dos momentos mais aguardados. Este confronto de dois gigantes da música cigana promete uma atuação de proporções épicas, envolvente e cheia de vitalidade. O humor e a paixão gipsy sobem ao palco Med no último dia do festival, a 25 de junho.
Em 2006, o francês Titi Robin e o paquistanês Faiz Ali Faiz tocaram juntos pela primeira vez no Festival Les Escales, em Saint Nazaire. A sintonia e a química foram óbvias e assim nasceu a vontade de criar algo em conjunto. Jaadu é o projeto que une os dois músicos, misturando as suas raízes de forma astuciosa e feliz. Este álbum foi distinguido pela Songlines como Best Album of Cross Cultural Collaboration, em 2010. JAADU – Faiz Ali Faiz & Titi Robin, para ver ao vivo no palco Med, a 22 de junho.
Mulatu Astatke é uma lenda da música etíope, considerado o pai do Ethio-jazz. As suas composições respiram, de forma harmónica, sonoridades muito distintas como a salsa, o cool jazz, o funk, e ritmos árabes e indianos, tendo como assinatura, transversal aos vários temas, o recurso ao vibrafone. Astatke tem uma carreira sólida de mais de quatro décadas, tendo colaborado com nomes de peso do jazz como Duke Ellington, com quem trabalhou nos anos 70. Em 2004, iniciou a colaboração com o grupo Either / Orchestra de Massachusetts, de quem se faz acompanhar até aos dias de hoje. No palco Med, Mulatu Astatke tem atuação agendada para 25 de junho.
Mais do que uma intérprete, Márcia compõe com a guitarra e a voz e os seus temas são considerados verdadeiros poemas, na maioria, de amor, onde a emoção e a entrega são permanentes. Canta desde os 13 anos, mas foi a pintura que dominou os seus estudos até há pouco tempo. Continuou a cantar, conciliando a atividade com a paixão pelas artes plásticas, mas a música levou a melhor a dado momento. No final do ano passado editou o seu primeiro trabalho, “Dá”, que apresentará no palco Med a 25 de junho.
O projeto Batida é uma das últimas confirmações, para a edição 2011 do Festival Med, e promete pôr toda a gente a dançar com os ritmos da música angolana, que misturam sonoridades tradicionais com propostas mais modernas. “Dance music com atitude mwangolé”, é assim que a banda apresenta o seu trabalho, atuando num território onde o kuduro encontra a eletrónica, que já conquistou mercados internacionais. Para ver no palco Med, a 24 de junho.
Frankie Chavez toca sozinho, numa “one man band”. Com temas blues oriented, assumiu o seu papel na música de forma mais séria quando Henrique Amaro o convidou para participar numa edição da Optimus Discos. Nasceu assim um EP de seis músicas, para conhecer ao vivo e a cores no palco Med no sábado, 25 de junho.
“Uma espécie de aldeia de xisto onde não faltam os arranha-céus” é assim que Samuel Úria apresenta Os Golpes (na foto). Este é um projeto musical bem-humorado cuja sonoridade se situa entre o rock e a música tradicional portuguesa, protagonizado por Manuel Fúria dos Golpes (voz, letras e guitarra), Pedro da Rosa dos Golpes (guitarra e segundas vozes), Luís d’Golpes (baixo e coros), e Nuno Moura dos Golpes (bateria e coros). Os quatro elementos têm atuação marcada para 23 de junho.
O palco Castelo, exclusivamente dedicado a projetos nacionais, recebe ainda The Soaked Lamb a 24 de junho. O coletivo luso irá apresentar “Hats & Chairs”, o álbum editado em 2010, que sucede o bem-sucedido “Homemade Blues”. Este segundo trabalho reúne temas com influências de grandes nomes como Nina Simone, Ver Gary Davis, Billie Holiday, Chico Buarque ou Paolo Conte.
The Gilbert’s Feed Band sobem a palco a 23 de junho, para surpreender com as suas performances acrobáticas e a atitude burlesca. A originalidade, assinatura deste grupo português, pauta todas as suas performances, que pressupõem sempre muito movimento a acompanhar a fusão musical. No Med, este coletivo irá apresentar o álbum “The Flabbergasting Return of The Grand Strambolic Circus”, lançado em 2010.
O cartaz dos palcos principais fica completo com Al Mouraria, um projeto de música portuguesa que recupera a tradição da Mouraria e lhe adiciona sonoridades do fado mais moderno. Com recurso a variados instrumentos, desde a incontornável guitarra portuguesa à viola baixo e alguns deles menos óbvios, neste género tão lusitano, como a flauta, o violino, o saxofone ou o acordeão. Al Mouraria sobe ao palco do Med na sexta-feira, dia 24 de junho.
Os bilhetes estarão à venda a partir de dia 1 de junho no Cine-Teatro Louletano. O bilhete diário custa 12,00 €, o passe de festival (4 dias) são 40,00 €.
Programa:
AGENDA DO FESTIVAL MED 2011
22 de junho, 4ª feira
JAADU - Faiz Ali Faiz & Titi Robin
Muchachito Bombo Infierno
António Zambujo
Lula Pena
Marrokan
23 de junho, 5ª feira
SEUN KUTI & EGYPT 80
Magnifico
Sean Riley & The Slowriders
Os Golpes
The Gilbert’s Feed Band
24 de junho, 6ª feira
GEORGE CLINTON Parliament Funkadelic
Luísa Sobral
Batida
The Soaked Lamb
Al Mouraria
25 de junho, sábado
BALKAN BRASS BATTLE - Boban and Marko Markovic versus Fanfare Ciocarlia
AFROCUBISM
Márcia
Mulatu Astatke
DakhaBrakha
Pinto Ferreira
Frankie Chavez"
28 abril, 2011
George Clinton, Seun Kuti e Muchachito Bombo Infierno no MED de Loulé
Que grande notícia! O mestre do funk de intervenção- e fundador dos seminais Funkadelic e Parliament - George Clinton (na foto), o herdeiro do espírito do afro-beat Seun Kuti e os repetentes Muchachito Bombo Infierno estão confirmados no MED de Loulé 2011. Também confirmados estão os portugueses Lula Pena, Sean Riley & The Slowriders e a deliciosa pop-jazz de Luísa Sobral. Ainda sem carimbo oficial, mas com um grau grande de certeza, estão também -- tal como avançaram as Crónicas da Terra e aqui se repetiu -- a Fanfare Ciocarlia e a Boban & Marko Markovic Orchestra envolvidas na Balkan Brass Battle. O comunicado oficial:
"Festival MED 2011 de 22 a 25 de Junho
George Clinton Parliament Funkadelic, Seun Kuti & Egypt 80, Muchachito Bombo Infierno e Luísa Sobral entre os primeiros nomes confirmados
Loulé, 28 de abril de 2011 – Estão já fechados os primeiros nomes para a 8ª edição do Festival Med, o primeiro festival de música do verão e um dos mais conceituados festivais nacionais de world music. De 22 a 25 de junho, o centro histórico da cidade de Loulé volta a vestir as cores do mundo e a transformar-se num palco de sons e sabores, experiências culturais, e de fusão das mais variadas manifestações artísticas.
Com cinco palcos dedicados em exclusivo à música, a Cerca e a Matriz voltam a ser palcos principais, acolhendo mais uma vez grandes nomes do circuito internacional de world music. O palco Castelo, à semelhança do ano anterior, será dedicado ao que de melhor se faz em Portugal.
George Clinton Parliament Funkadelic, Muchachito Bombo Infierno, Seun Kuti & Egypt 80, Luisa Sobral, Sean Riley & The Slowriders e Lula Pena são os primeiros seis nomes confirmados para a edição 2011 do Festival Med.
George Clinton Parliament Funkadelic sobem ao palco Med a 24 de junho, para aquela que será a sua estreia absoluta em Portugal. Liderado pelo norte-americano George Clinton, considerado um dos mais importantes embaixadores do funk, ao lado de James Brown e Sly Stone, membro do Rock and Roll Hall of Fame, este será um dos grandes momentos desta edição, certamente um dos mais aguardados.
Muchachito Bombo Infierno, coletivo espanhol que fez furor na edição do festival em 2008, volta a pisar o palco Med para mostrar porque é que se mantém uma das bandas sensação da terra de nuestros hermanos. Mais do que a originalidade dos temas ou a fusão de ritmos (rock, rumba catalã e reggae), a crítica aplaude a singularidade das suas atuações, que são manifestas homenagens à arte plástica. Cada concerto dá origem a uma tela que é pintada no palco por Santos De Veracruz, o pintor que acompanha a banda em todas as deslocações. Uma atuação que se espera que volte a ser contagiante, logo na primeira noite do festival, a 22 de junho.
Seun Kuti & Egypt 80 sobem ao palco Med a 23 de junho. Depois de Femi Kuti ter brilhado no Med, é a vez do filho mais novo de Fela Kuti, Seun Kuti, passar pelo centro histórico de Loulé. O músico nigeriano acabou de lançar seu segundo álbum, acompanhado pela banda Egypt 80, anteriormente liderada pelo seu pai, e vem ao Med apresentar o novo projeto “From Africa With Fury: Rise”. Assumindo a grande responsabilidade de ser filho do lendário pai do afrobeat, Seun mostra estar à altura do legado, evidenciando, em palco e fora dele, a mesma lírica e energia musical de Fela Kuti. Uma atuação muito desejada, sobretudo para os fãs do afrobeat.
Luísa Sobral, uma das mais recentes e promissoras revelações nacionais do mundo do jazz, sobe ao palco a 24 de junho para apresentar o seu primeiro trabalho “The Cherry on my Cake”. Tendo como inspirações nomes de peso como Billie Holliday, Ella Fitzgerald ou Chet Baker, foi com estas referências que a artista rumou a Boston para estudar música no Berklee College of Music. Durante a sua estadia de quatro anos nos EUA, Luísa Sobral foi nomeada para “Best Jazz Song” (Malibu Music Awards 2008), “Best Jazz Artist” (Hollywood Music Awards), “International Songwriting Competition” (2007), e “The John Lennon Songwriting Competition” (2008).
No dia 23 de junho, o palco Castelo recebe os portugueses Sean Riley & The Slowriders que irão apresentar “It’s Been a Long Night”, o mais recente álbum de originais da banda com lançamento previsto para 30 de maio. “Silver” é o nome do primeiro single deste trabalho que, à semelhança do anterior, “Only Time Will Tell” (2009), foi produzido por Nelson Carvalho. Aclamado pela crítica e sustentado com grandes prestações ao vivo, caso do sucesso alcançado nos festivais de Paredes de Coura e Alive, a banda aponta baterias para o mercado internacional. Com os dois discos editados no Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo), a banda foi escolhida pela Antena 3 para representar Portugal no importante festival Eurosonic (Groningen-Holanda).
Lula Pena é o último nome confirmado, para já, do cartaz deste ano do Med. A intérprete e compositora, a voz de “Pasión” uma das mais aplaudidas músicas de Rodrigo Leão, sobe ao palco Castelo no primeiro dia, a 22 de junho, para apresentar “Troubador”, o seu mais recente trabalho discográfico, o aguardado sucessor de “Phados”. Lula Pena toca um fado a que tira o f, assumindo-se, sem drama ortográfico mas com crença, como phadista. Vivendo imersa nesta relação tão singular com o som, com a memória e como carregamos connosco tudo o que já vimos, observámos e aprendemos para todo o lado, podemos pensar em Lula não só como uma das grandes “reinventoras” do fado, mas alguém que verdadeiramente o viveu e segue vivendo.
Depois de mais um recorde de bilheteira batido em 2010, com mais de 25 mil pessoas a visitarem o Med durante os quatro dias de festival, a Câmara Municipal de Loulé, entidade organizadora do evento, continua a encarar a crescente adesão como uma consequência da qualidade artística do festival. Em 2011, a autarquia mantém a fasquia artística e também o preço dos bilhetes: bilhete diário - 12,00 €; passe de festival (4 dias) – 40,00 €.
Os bilhetes estarão à venda a partir de dia 1 de junho no Cine-Teatro Louletano. A partir do dia anterior ao festival, os ingressos poderão também ser adquiridos nas bilheteiras junto ao recinto."
30 março, 2011
Fanfare Ciocarlia vs Boban & Marko Markovic Orchestra - É Para o Chavascal!
Os metaleiros Manowar arriscam-se a perder o Record do Mundo do Guinness pelo seu duvidoso prémio de grupo musical com maior nível decibélico para... a Balkan Brass Battle que vai arrasar Portugal com o seu chavascal (uma bela rima!). Veja-se só o que diz o Crónicas da Terra, para se perceber:
"Balkan Brass Battle no Porto, em Lisboa e no Med de Loulé
A orquestra romena e cigana de metais Fanfare Ciocarlia regressa ao nosso país, nos próximos meses de Maio e Junho. A acompanhá-la estará a também orquestra de metais dos sérvios Boban & Marko Markovic.
Durante duas horas em palco, tanto a Fanfare Ciocarlia como a orquestra sérvia de pai e filho – Boban e Marko Markovic - competem entre si para que o público determine quem é o vencedor da categoria de pesos-pesados de metais balcânicos.
Esta Balkan Brass Battle terá lugar no Porto (Casa da Música, 17 de Maio), em Lisboa (24 de Junho, local a confirmar) e no Festival Med de Loulé (25 de Junho).
A 20 de Maio, a editora alemã especialista em música cigana dos balcãs – Asphalt Tango – edita o primeiro disco desta saudável batalha 'Balkan Brass Battle – Fanfare Ciocarlia vs Boban & Marko Markovic Orchestra'."
06 maio, 2008
Rotas e Rituais – O Povo das Estrelas: Um Festival de Cultura Cigana
Segundo mais uma notícia sumarenta avançada pelas Crónicas da Terra, as Festas da Cidade de Lisboa integram este ano o festival Rotas e Rituais – O Povo das Estrelas, dedicado à música e cultura cigana. O festival - que decorre no início de Julho e se reparte entre o Cinema S.Jorge e o Padrão dos Descobrimentos - inclui concertos dos romenos Fanfare Ciocarlia acompanhados por várias outras estrelas europeias da música cigana reunidas no disco/espectáculo «Queens and Kings», dia 1; dos sérvios Kal (na foto, de Mike Bowring) e dos franceses Bratsch, dia 2; e dos espanhóis Son De La Frontera, dia 3. O festival inclui ainda uma mostra de filmes de Tony Gatlif - «Les Princes», «Gadjo Dilo», «Transylvania», «Exils» e o seminal «Latcho Drom» -, exposições de pintura e fotografia, uma mostra de trajes femininos, conferências, ateliers para crianças e teatro infantil.
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03 dezembro, 2007
Sons em Trânsito - Tratados de Pastelaria Regional (e Global)
A última - e absolutamente maravilhosa - edição do Festival Sons em Trânsito terminou às tantas da manhã de sábado (já domingo), com uma prova aberta de doçaria regional aveirense e com os bolos a desaparecerem em pouquíssimos minutos. Eu, que tinha ido comprar tabaco à Praça do Peixe depois do fim do concerto do Capossela, já só rapei, digamos, o fundo ao tacho. Mas não me importei porque, na sala ao lado, a Raquel Bulha passava óptima música para dançar enquanto o José Carlos Fernandes desenhava e aguarelava as músicas e os músicos que se ouviam. Um docinho completo. Como de outros doces se pode falar em relação aos concertos todos (todos!) do festival.
Na quarta-feira, o imenso bolo de noiva cigano, com toques de zimbro, de canela e de pinhões da Fanfare Ciocarlia, festa imensa que não durou três dias mas durou o tempo de um concerto fabuloso - com a Fanfare a ser acompanhada pela rainha Esma Redzepova (abençoada voz!), pela princesa Florentina Sandu, pelos pagens Kaloome (a fazer a ponte entre os ciganos do sul e os do norte) e o gato das botas altas Jony Iliev - e um «after-hours» na rua, com os metais da Fanfare a bombarem dança e boa disposição durante muito tempo! Na quinta, com as castanhas assadas lisboetas que são os Deolinda, a queimarem nas mãos de tão novas e quentes que são, acompanhadas por um vinho novo que é um fado virado do avesso, alegre, vivo, simples e cheio de sentido de humor (as aletrias, perdão, as letras por Ana são deliciosas!). E, falando em letras, e aletrias, e aliterações, e frases feitas - as melhores frases feitas da música portuguesa -, Sérgio Godinho deu um concerto extraordinário, em que os inventivos e frescos arranjos de Nuno Rafael se estendem a canções novas (o «Só Neste País», repete-se aqui neste blog, devia ser o hino nacional) e antigas (de «O Charlatão» a «Quatro Quadras Soltas» ou ao delicioso e doce «O Primeiro Gomo da Tangerina», iluminadas por um som novo e actualíssimo.
Já na sexta, o degustar começou em África, com a música dulcíssima, lindíssima, com um travozinho de bom grogue, do compositor, guitarrista e cantor cabo-verdiano Tcheka, uma música sentida e pessoal que não é devedora de muita da música cabo-verdiana que nós conhecemos; antes uma música nova e que há-de, se tudo correr bem, ser importantíssima - só foi pena o concerto ter sido demasiado curto e ter, por isso, «sabido a pouco». Depois, um autêntico ovo mole, um concentrado explosivo e calórico inesperado com a anglo-francesa Jane Birkin: ela não canta quase nada, mas a maneira como interpreta (principalmente, as canções de Serge Gainsbourg, seu grande amor e o principal homenageado neste concerro) são de uma doçura, de uma candura, de uma simplicidade e de uma simpatia que é quase impossível não nos deixarmos encantar por ela. E o rebuçado que foi «O Leãozinho», de Caetano Veloso, desfez-se-nos na boca... E no sábado, a grande surpresa: o canadiano Gonzales (na foto), aqui em registo piano solo, num espectáculo em que a música erudita (ele é um pianista muitíssimo bom, virtuoso e divertidíssimo!) está lá, evidente ou como referência - de Chopin a Satie - mas estão lá também o «Somewhere Over The Rainbow» e... os Queen, os Bee Gees, os Soft Cell! Um cientista de luvas brancas na arte de preparar crepes em que os ingredientes são completamente inesperados. E, para final de festa, e para descongestionar de tanto doce, a cozinha ora pesada ora picante ora exótica ora feita de inúmeras nuances do italiano Vinicio Capossela, um fabuloso mestre-cozinheiro que doseia com sabedoria os momentos mais calmos (há canções de amor, mesmo canções de amor!, que são de uma beleza infinda), o humor («Maraja»), a música épica dos peplums («Al Colosseo») e o terror («Brucia Troia»). E há teatro - Capossela é também um performer (momento mais alto: quando se senta ao piano, abre um guarda-chuva e toda a gente na plateia começa a estalar os dedos imitando o som das gotas) e projecções (com imagens e... legendas em óptimo português) e uma banda competentíssima (onde brilha Vincenzo Vasi num theremin mágico). Saí do Teatro Aveirense e de Aveiro completamente alambazado mas com imensa vontade de repetir as doses todas...
27 novembro, 2007
Sons em Trânsito - Os Semáforos Passam a Verde Amanhã
O Festival Sons em Trânsito começa já amanhã, quarta-feira, no Teatro Aveirense, e logo com a celebração pan-europeia da grande família cigana presente em «Queens and Kings», o último álbum dos romenos Fanfare Ciocarlia, que em Aveiro se vão apresentar com muitos dos seus convidados que co-protagonizam este disco. Logo a seguir, na quinta-feira há concertos dos Deolinda - um dos mais interessantes novos projectos desviantes do fado - e de Sérgio Godinho, do qual basta dizer o nome para se saber ao que se vai. Na sexta-feira o palco é ocupado por um dos mais talentosos nomes da música cabo-verdiana, o cantor e guitarrista Tcheka, e pela diva anglo-francesa Jane Birkin, num espectáculo em que irá interpretar canções de Serge Gainsbourg (claro!) e dos álbuns «Rendez-vous» e «Fictions». Finalmente, na sexta, há concertos do canadiano Gonzales (num espectáculo para piano, câmara de filmar e... luvas) e do genial e inclassificável cantautor italiano Vinicio Capossela (na foto) e uma igualmente imperdível sessão de DJ de Raquel Bulha acompanhada pelos desenhos feitos em tempo real por José Carlos Fernandes, projecto nascido no MED de Loulé e agora já com nome: Disco Riscado. Mais informações aqui.
24 outubro, 2007
Sons em Trânsito 2007 - O Ano de Todas as Surpresas
A edição deste ano do Festival Sons em Trânsito - que decorre no Teatro Aveirense, em Aveiro, de 28 de Novembro a 1 de Dezembro - tem mais um programa de luxo, ecléctico e marcado por algumas surpresas. Este: dia 28, o festival arranca, em festa, com a música cigana de raiz dos romenos Fanfare Ciocarlia; dia 29 a noite é completamente portuguesa, preenchida com concertos do fado renovado dos Deolinda e a arte imensa de Sérgio Godinho; dia 30 há lugar para a nova música cabo-verdiana com Tcheka e, uma das grandes surpresas do festival, para a anglo-francesa Jane Birkin (na foto), ícone pop nos anos 60 que mais recentemente enveredou por uma leitura muito própria da música do norte de África com o álbum «Arabesque»; e dia 1, o festival tem mais uma surpresa, o pianista e mestre da electrónica (e não só!) canadiano Gonzales, e, para acabar em beleza, o festival termina com a música inclassificável e completamente imperdível do italiano Vinicio Capossela. A organização do SET é da empresa Sons em Trânsito, do Teatro Aveirense, da Câmara Municipal de Aveiro e da Rota da Luz.
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07 setembro, 2007
Festa do «Avante!» - A Partir de Hoje, em Atalaia
A Festa do «Avante!» começa hoje, na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal, com uma excelente programação da qual demos conta, em parte, há algumas semanas e que aqui se repete (com alguns acrescentos lá mais para o fim do post). Ah, e é claro que o Raízes e Antenas publicará reportagem de muitos deles no início da próxima semana.
Auto-citando: Como atracções internacionais a Festa recebe a charanga romena Fanfare Ciocarlia, acompanhada por vários dos convidados que também participam no recente álbum «Queens and Kings», uma autêntica irmandade cigana: a diva Esma Redzepova (Macedónia), Jony Iliev (Bulgária), Kaloome (França) e Florentina Sandu (a neta de Nicolae Neacsu, dos Taraf de Haidouks; Roménia); do Mali - e de outros lugares do antigo império mandinga - chegam o mestre da kora Toumani Diabaté (na foto, de Mário Pires) e a sua Symmetric Orchestra; de Inglaterra vêm os veteranos do folk-rock Levellers; e dos Estados Unidos os blues do colectivo Chicago Blues Harp All Stars. No jazz, o destaque vai para o projecto Carlos Bica & Azul (em que o contrabaixista português é acompanhado pelo guitarrista alemão Frank Mobus e o baterista norte-americano Jim Black, grupo que protagonizou um dos melhores momentos - juntamente com o DJ Ill Vibe - do recente FMM de Sines), os Telectu (com Vítor Rua e Jorge Lima Barreto a serem acompanhados pelo baterista holandês Han Bennink e e o manipulador de electrónicas italiano Walter Pratti), o projecto In Loko de Carlos Barretto, o Sexteto de Mário Barreiros, o quarteto do contrabaixista Matt Pavolka e a cantora Jacinta (interpretando canções de José Afonso). Também a cantar José Afonso estarão o grupo luso-brasileiro Couple Coffee e a fadista Cristina Branco. Fado que terá uma noite especial com a presença de Ricardo Parreira e Fernando Alvim, Raquel Tavares, Chico Madureira, Aldina Duarte e Rosa Madeira, e ainda alguns «desvios» através dos Deolinda e do projecto In-Canto (de Luísa Amaro e Miguel Carvalhinho). Uma homenagem a Adriano Correia de Oliveira pela Brigada Vítor Jara e o cantor Manuel Freire, o super-grupo Sons da Fala - que reúne Sérgio Godinho (Portugal), Vitorino Salomé (Portugal), Tito Paris (Cabo Verde), Janita Salomé (Portugal), Luanda Cozetti (Brasil), Juka (São Tomé e Príncipe), André Cabaço (Moçambique), Guto Pires (Guiné Bissau) e Quikkas (Angola) e concertos especiais dos Blasted Mechanism (com o guitarrista António Chaínho e a Kumpa'nia Al-Gazarra como convidados) e a Tora Tora Big Band (reforçada pelas vozes de Milton Gulli, André Cabaço e Kika Santos) são mais alguns dos momentos de grande interesse da Festa. O rock dos Blind Zero, dos Peste & Sida e dos Anti-Clockwise, o rap de Chullage e de Sam The Kid, o projecto KoraSons (liderado pelo guineense Ibrahima Galissá, na kora, e o dinamarquês Mads Hoff, na guitarra), o super-grupo de música tradicional Quatro ao Sul (que reúne Rui Vaz e José Manuel David, dos Gaiteiros de Lisboa, com José Barros, dos Navegante, e Pedro Mestre), o grupo de versões de música de intervenção TriVenção e o Low Budget Research Kitchen (banda de tributo a Frank Zappa) também já estão confirmados no menu musical da Festa do «Avante!» deste ano. Um luxo.
E como acrescentos, alguns deles importantes, feitos nas últimas semanas: o novo grupo lisboeta que mistura folk e música antiga Tanira; os Pauliteiros de Miranda; a folk experimental dos albicastrenses Cibo Mosari; os ritmos latino-americanos dos lisboetas Los Cubos; o afro-beat dos portuenses Tchakare Kanyembe; os Tíbia (gaita-de-foles); o espectáculo Redondo Vocábulo com João Afonso e João Lucas; o reggae e outras músicas dos Black Bombain (de Alverca); e o klezmer dos almadenses Melech Mechaya. A descobrir...
04 agosto, 2007
Festa do «Avante!» - Com Levellers, Fanfare Ciocarlia, Toumani Diabaté...
Falta pouco mais de um mês para a Festa do «Avante!» e o programa já está quase todo completo, pelo menos o dos palcos principais. E um programa que inclui algumas belíssimas surpresas, à semelhança do que já tinha acontecido o ano passado, estando assim a Festa - que decorre dias 7, 8 e 9 de Setembro, mais uma vez na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal - a regressar aos tempos áureos dos anos 70 e 80. Veja-se só: como atracções internacionais a Festa recebe a charanga romena Fanfare Ciocarlia (na foto), acompanhada por vários dos convidados que também participam no recente álbum «Queens and Kings», uma autêntica irmandade cigana: a diva Esma Redzepova (Macedónia), Jony Lliev (Bulgária), Kaloome (França) e Florentina Sandu (a neta de Nicolae Neacsu, dos Taraf de Haidouks; Roménia); do Mali - e de outros lugares do antigo império mandinga - chegam o mestre da kora Toumani Diabaté e a sua Symmetric Orchestra; de Inglaterra vêm os veteranos do folk-rock Levellers; e dos Estados Unidos os blues do colectivo Chicago Blues Harp All Stars. No jazz, o destaque vai para o projecto Carlos Bica & Azul (em que o contrabaixista português é acompanhado pelo guitarrista alemão Frank Mobus e o baterista norte-americano Jim Black, grupo que protagonizou um dos melhores momentos - juntamente com o DJ Ill Vibe - do recente FMM de Sines), os Telectu (com Vítor Rua e Jorge Lima Barreto a serem acompanhados pelo baterista holandês Han Bennink e e o manipulador de electrónicas italiano Walter Pratti), o projecto In Loko de Carlos Barretto, o Sexteto de Mário Barreiros, o quarteto do contrabaixista Matt Pavolka e a cantora Jacinta (interpretando canções de José Afonso). Também a cantar José Afonso estarão o grupo luso-brasileiro Couple Coffee e a fadista Cristina Branco. Fado que terá uma noite especial com a presença de Ricardo Parreira e Fernando Alvim, Raquel Tavares, Chico Madureira, Aldina Duarte e Rosa Madeira, e ainda alguns «desvios» através dos Deolinda e do projecto In-Canto (de Luísa Amaro e Miguel Carvalhinho). Uma homenagem a Adriano Correia de Oliveira pela Brigada Vítor Jara e o cantor Manuel Freire, o super-grupo Sons da Fala - que reúne Sérgio Godinho (Portugal), Vitorino Salomé (Portugal), Tito Paris (Cabo Verde), Janita Salomé (Portugal), Luanda Cozetti (Brasil), Juka (São Tomé e Príncipe), André Cabaço (Moçambique), Guto Pires (Guiné Bissau) e Quikkas (Angola) e concertos especiais dos Blasted Mechanism (com o guitarrista António Chaínho e a Kumpa'nia Al-Gazarra como convidados) e a Tora Tora Big Band (reforçada pelas vozes de Milton Gulli, André Cabaço e Kika Santos) são mais alguns dos momentos de grande interesse da Festa. O rock dos Blind Zero, dos Peste & Sida e dos Anti-Clockwise, o rap de Chullage e de Sam The Kid, o projecto KoraSons (liderado pelo guineense Ibrahima Galissá, na kora, e o dinamarquês Mads Hoff, na guitarra), o super-grupo de música tradicional Quatro ao Sul (que reúne Rui Vaz e José Manuel David, dos Gaiteiros de Lisboa, com José Barros, dos Navegante, e Pedro Mestre), o grupo de versões de música de intervenção TriVenção e o Low Budget Research Kitchen (banda de tributo a Frank Zappa) também já estão confirmados no menu musical da Festa do «Avante!» deste ano. Um luxo.
11 maio, 2007
Fanfare Ciocarlia, Beirut e A Hawk and A Hacksaw - A Raiz... e as Antenas
Há muitos músicos que vão às raízes da música dos locais em que nasceram e, de antenas apontadas para o exterior, juntam-lhes influências de outros lugares, muitas vezes distantes. Esse movimento é feito geralmente das «periferias» para o «centro», com músicos asiáticos, africanos, sul-americanos ou do continente europeu a ir ao rock, ao hip-hop ou às electrónicas e a mesclá-los com as suas músicas tradicionais. Mas também há exemplos contrários, como no caso dos norte-americanos Beirut e A Hawk and A Hacksaw, que se apaixonaram pela música cigana dos Balcãs. E com a bênção directa, pelo menos num dos casos, da Fanfare Ciocarlia (na foto), cujo recentíssimo novo álbum é também aqui apresentado.
FANFARE CIOCARLIA
«QUEENS AND KINGS»
Asphalt Tango/Megamúsica
A HAWK AND A HACKSAW
«THE WAY THE WIND BLOWS»
The Leaf Label
BEIRUT
«GULAG ORKESTAR»
Ba Da Bing! Records
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02 fevereiro, 2007
Cromos Raízes e Antenas XI
Este blog continua hoje a publicação da série «Cromos Raízes e Antenas», constituída por pequenas fichas sobre artistas, grupos, personagens (míticas ou reais), géneros, instrumentos musicais, editoras discográficas, divulgadores, filmes... Tudo isto sem ordem cronológica nem alfabética nem enciclopédica nem com hierarquia de importância nem sujeita a qualquer tipo de actualidade. É vagamente aleatória, randomizada, livre, à vontade do freguês (ou dos fregueses: os leitores deste blog estão todos convidados a enviar sugestões ou, melhor ainda!, as fichas completas de cromos para o espaço de comentários ou para o e-mail pires.ant@gmail.com - a «gerência» agradece; assim como agradece que venham daí acrescentos e correcções às várias entradas). As «carteirinhas» de cromos incluem sempre quatro exemplares, numerados e... coleccionáveis ;)
Cromo XI.1 - Fanfare Ciocarlia
Quem já assistiu a um concerto (ou vários) da Fanfare Ciocarlia sabe ao que é que vai. A um concerto electrizante, sem dúvida, mas também ao que se vai passar a seguir ao concerto: encores longuíssimos em halls de teatros, na rua, no check-in de aeroportos. Originária da aldeia de Zece Prajini, na Roménia, a Fanfare Ciocarlia é possivelmente a mais bem conhecida banda de metais cigana da actualidade. Nascida em 1996, de uma ideia do produtor alemão Henry Ernst, que convenceu alguns dos músicos locais a formar um grupo para digressões internacionais, a Fanfare Ciocarlia nunca deixou, ao longo dos últimos dez anos, de desmentir este início, digamos, «artificial». Porque a sua música transporta sempre uma verdade e um espírito primordiais, mesmo quando fazem versões do tema do «007» ou do «Born To Be Wild». Álbuns aconselhados: «Radio Pascani», «Iag Bari» e o fabuloso «Queens and Kings», em que colaboram muitos outros músicos ciganos europeus: Esma Redzepova, Jony Iliev, Kaloome, Ljiljana Butler, KAL, Mitsou...
Cromo XI.2 - Actores Alidos
Quando se ouve falar de música vocal polifónica da ilha italiana da Sardenha, ouve-se geralmente falar de grupos masculinos - como os fabulosos Tenores di Bitti -, mas aqui fala-se de um extraordinário grupo formado por cinco cantoras e percussionistas - Valeria Pilia (a líder do grupo), Alessandra Leo, Manuela Sanna, Roberta Locci e Valeria Parisi - e um multi-instrumentista, Orlando Mascia, em instrumentos tradicionais como o launeddas (uma flauta-tripla), sulitu (flauta tradicional), trunfa (berimbau) e acordeão. Do seu reportório fazem parte cânticos sagrados, canções de embalar, serenatas, danças populares ou canções fúnebres ou de amor, usando quer temas tradicionais no seu estado puro quer adaptações da poesia sarda para composições originais. Audição aconselhada: o álbum «Canti delle Donne Sarde».
Cromo XI.3 - Griots
À semelhança dos bardos e dos trovadores europeus, os griots da zona mandinga de África (Mali, Senegal, Gâmbia, Costa do Marfim, Guinés...) são músicos e cantores que, desde há séculos, andam de aldeia em aldeia, de cidade em cidade, transportando consigo - de uma forma poética, verbal, musical - as memórias das famílias, das tribos, dos reinos. Através da voz e de instrumentos de eleição como a kora (na foto) ou o balafon, os griots (ou jelis), cantores e músicos, são o receptáculo de uma memória que vai passando de geração em geração. Tal como, aliás, os griots eles mesmos, sempre oriundos de famílias que se especializaram nesta arte ao longo dos últimos séculos, transmitindo de pais para filhos ensinamentos ancestrais. Como curiosidade refira-se que a palavra «griot» deriva do francês «guiriot», adaptação da palavra portuguesa «criado».
Cromo XI.4 - Aronas
O excelentíssimo leitor está a ver o Mozart? Sim? Então agora imagine por favor um pianista de jazz que, na Nova Zelândia, começa aos onze anos a papar os mais prestigiosos prémios do seu país nesta área musical. O músico em questão, Aron Ottignon, mudou-se entretanto para a Austrália, tocou em festivais e salas americanas e inglesas (ok, também tocou no casamento do actor Russelll Crowe), sempre com críticas do género «o feiticeiro do piano» ou «uma pipa de testosterona, Rachmaninov - vai - ao - jazz...», e formou um grupo, os Aronas, em que é acompanhado por outras três luminárias do jazz dos antípodas - David Symes (baixo), Josh Green (percussões) e Evan Mannell (bateria) - ou, nas digressões europeias, por Nick Fyffe (baixo), Paul Derricott (bateria) e Sam Dubois (steelpan). Há quem chame aos Aronas jazz-punk, mas na sua música há jazz, soul, funk, punk, ritmos tradicionais do Pacífico Sul. Uma surpresa constante. Audição aconselhada: o álbum «Culture Tunnels».
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